CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2609 DE 04 DE DEZEMBRO DE 2025

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Ano 11 | nº 2609 | 04 de dezembro de 2025

 

NOTÍCIAS

Subiu a cotação do boi gordo e do “boi China” em São Paulo

O mercado abriu a quarta-feira com alta de R$2,00/@ para o boi gordo e de R$1,00/@ para o “boi China”. Para a vaca e a novilha, a cotação não mudou na comparação dia a dia.

O mercado de São Paulo abriu a quarta-feira (3/12) com alta de R$ 2/@ para o boi gordo sem padrão-exportação e de R$ 1/@ para o “boi-China”, informou a Scot Consultoria, que acompanha diariamente os negócios nas principais praças brasileiras. Com isso, as duas categorias agora valem R$ 322/@ e R$ 326/@, no prazo, valores brutos. Para a vaca e a novilha gordas, a cotação não mudou na comparação feita dia a dia (continuam cotadas a R$ 302/@ e R$ 314/@) acrescentou a Scot. A alta encontrou fundamento na boa demanda por carne bovina no mercado doméstico e no bom desempenho das exportações. A oferta de boiadas atendeu à demanda, mas sem excedentes. As escalas de abate atendiam, em média, a oito dias. No Pará, a oferta de boiadas estava curta em parte das praças pecuárias do estado. O cenário era de firmeza de preços. Na região de Marabá, a cotação do boi gordo e da novilha subiu R$2,00/@, e a da vaca ficou estável. As escalas de abate atendiam, em média, a dez dias. Na região de Redenção, a cotação do boi gordo subiu R$1,00/@ e as da vaca e da novilha subiram R$3,00/@. As escalas de abate atendiam, em média, a oito dias. Na região de Paragominas, a cotação não mudou para nenhuma das categorias. As escalas de abate atendiam, em média, a nove dias. No Acre, a cotação não mudou na comparação dia a dia. As escalas de abate atendiam, em média, a 12 dias.

SCOT CONSULTORIA

Cotação do boi gordo segue com tendência de alta

Expectativa de bom ritmo de vendas para os Estados Unidos aquece setor

O mercado físico do boi gordo apresenta acomodação em seus preços em grande parte do país, com um ou outro negócio realizado acima da referência média. De acordo com o analista da Consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a demanda é variável importante para que haja retomada do movimento de alta para o mercado do boi, considerando a expectativa de bom ritmo de vendas para os Estados Unidos, mercado que se depara com grande necessidade de compra. “Além disso, a demanda doméstica está aquecida porque dezembro é o mês de melhor consumo de carne bovina no ano”, disse. Preços médios do boi gordo: São Paulo: R$ 322,92 — ontem: R$ 322,33. Goiás: R$ 315,54 — R$ 314,11. Minas Gerais: R$ 319,41 — R$ 317,35. Mato Grosso do Sul: R$ 319,32 — R$ 318,52. Mato Grosso: R$ 301,15 — R$ 299,73. O mercado atacadista ainda apresenta acomodação em seus preços no decorrer da semana. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela alta dos preços no curto prazo, em linha com o ótimo potencial de consumo durante o último bimestre. Ele salienta que os cortes do traseiro apresentam maior potencial de valorização nesse período do ano pelo perfil de consumo. Quarto traseiro: ainda é precificado a R$ 25,50 por quilo; Quarto dianteiro: segue cotado a R$ 19,00 por quilo; Ponta de agulha: se mantém a R$ 18,50, por quilo.

SAFRAS NEWS

Pará adia para 2030 a rastreabilidade obrigatória do rebanho

O Pará prorrogou para 2030 o prazo da rastreabilidade individual de bovinos, atendendo ao pleito da Faepa (Federação de Agricultura do Estado do Pará).

O anúncio foi feito pelo governador Helder Barbalho, durante o 64º Encontro Ruralista, que contou também com a presença da vice-governadora Hana Ghassan. A medida garante mais tempo para que produtores se adequem às exigências tecnológicas e financeiras do sistema, a fim de garantir à pecuária paraense mais segurança, transparência e competitividade. A prorrogação foi celebrada pelo setor.

FAEPA

ECONOMIA

Dólar se reaproxima dos R$5,30 com perspectiva de corte de juros nos EUA

Após oscilar abaixo dos R$5,30 no início da tarde, o dólar fechou a quarta-feira em queda no Brasil, pouco acima deste nível, acompanhando o recuo quase generalizado da moeda norte-americana no exterior, em meio à perspectiva de corte de juros nos EUA.

O dólar à vista fechou em baixa de 0,31%, aos R$5,3136 na venda. No ano, a divisa acumula perdas de 14,01%. Às 17h02, o contrato de dólar futuro para janeiro — atualmente o mais líquido no Brasil — cedia 0,34% na B3, aos R$5,3445. A moeda norte-americana se manteve em baixa ante o real durante todo o dia, sofrendo forte influência do exterior, com os investidores à espera taxas de juros menores nos EUA. Um dos fatores para isso é a perspectiva de que o substituto de Jerome Powell no comando do Fed, a ser escolhido pelo presidente Donald Trump, seja alguém com perfil “dovish” (brando) na política monetária. Na terça-feira Trump afirmou que anunciará o sucessor de Powell no início de 2026 e que o atual secretário do Tesouro, Scott Bessent, não quer o cargo. Notícias na imprensa dão conta de que Kevin Hassett, assessor econômico da Casa Branca, é o favorito para assumir. Como Hassett é considerado um nome de perfil “dovish”, sua possível indicação elevou entre os investidores a expectativa de juros mais baixos nos EUA. Pela manhã, dados divulgados nos EUA reforçaram a expectativa de que um novo corte de juros ocorra já na semana que vem. O relatório da ADP mostrou que foram fechados 32.000 postos de trabalho no setor privado norte-americano no mês passado, contra previsão de criação de 10.000 postos. “Já temos alguns pregões de queda para o dólar, e ontem os dados do exterior corroboraram a perspectiva de corte de juros pelo Fed”, comentou durante a tarde Thiago Avallone, especialista em câmbio da Manchester Investimentos. Pela manhã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também trouxe novas indicações de que as relações comerciais entre Brasil e EUA — um fator de estresse para o câmbio há alguns meses — estão se azeitando. Após conversar na véspera por telefone com o presidente norte-americano, Donald Trump, Lula disse na quarta-feira que os EUA devem anunciar em breve novas revogações de tarifas cobradas de produtos brasileiros.

REUTERS

Ibovespa renova máximas e encosta em 162 mil pontos com impulso de Vale e Fed no radar

O Ibovespa fechou em alta na quarta-feira, renovando máximas e encostando na marca dos 162 mil pontos, em movimento sustentado principalmente pelo avanço das ações da Vale e apostas ainda robustas de queda de juros nos Estados Unidos na próxima semana.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou com acréscimo de 0,41%, a 161.755,18pontos, após marcar 161.963,49 pontos no melhor momento, novo recorde intradia. Na mínima, chegou a 161.092,81 pontos. O volume financeiro somou R$25,99 bilhões. Na expectativa da decisão do Federal Reserve no próximo dia 10, agentes financeiros repercutiram uma bateria de dados econômicos norte-americanos nesta sessão, incluindo relatório da ADP que mostrou fechamento de 32.000 postos de trabalho no setor privado em novembro, ante previsão de criação de 10.000 vagas. De acordo com a ferramenta FedWatch, da CME, o mercado precifica uma chance de 89% de um corte de 0,25 ponto percentual pelo Fed na próxima semana. Em Wall Street, o S&P 500 chegou a trabalhar com sinal negativo, mas terminou o pregão com elevação de 0,3%. De acordo com o analista de investimentos Alison Correia, cofundador da Dom Investimentos, além do efeito externo positivo, a performance das ações na bolsa brasileira também reflete a forte distribuição de dividendos e o patamar de recompra de ações anunciado recentemente pelas empresas. “Está tendo muito pagamento de dividendo, os papéis estão subindo, e nós estamos no maior nível de recompra de empresas da história”, afirmou.

REUTERS

Brasil tem fluxo cambial negativo de US$7,115 bi em novembro, diz BC

O Brasil registrou fluxo cambial total negativo de US$7,115 bilhões em novembro, em movimento puxado pela via financeira, informou na quarta-feira o Banco Central.

Os dados mais recentes são preliminares e fazem parte das estatísticas referentes ao câmbio contratado. Pelo canal financeiro, houve saídas líquidas de US$7,156 bilhões em novembro. Por este canal são realizados os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, as remessas de lucro e o pagamento de juros, entre outras operações. Pelo canal comercial, o saldo de novembro foi positivo em US$41 milhões. Na semana passada, de 24 a 28 de novembro, o fluxo cambial total foi negativo em US$4,129 bilhões. No acumulado do ano até 28 de novembro, o Brasil registra fluxo cambial total negativo de US$19,799 bilhões.

REUTERS

INTERNACIONAL

Comissão Europeia recolhe carne bovina brasileira contendo hormônios proibidos

Falhas nos controles sanitários brasileiros elevam a pressão contra o acordo Mercosul-UE, alerta a Agrifatto em relatório enviado na quarta-feira (3/12) aos seus assinantes

A Comissão Europeia recolheu lotes de carne bovina congelada brasileira importada para a União Europeia (UE), após ter sido constatado que continham hormônios proibidos no bloco, informa o portal irlandês da RTÉ, emissora pública de notícias. Os hormônios proibidos foram detectados em remessas que chegaram à Europa no início de novembro/25, diz o portal. As autoridades de diversos países retiraram os produtos afetados de venda e emitiram alertas de recolhimento quando necessário. Segundo a RTÉ, os países da UE afetados pela situação incluem Áustria, Bélgica, Chipre, Croácia, República Checa, Alemanha, Grécia, Itália, Países Baixos e Eslováquia. O Reino Unido (incluindo a Irlanda do Norte) também está entre os países prejudicados, informa o portal. De acordo com a emissão, a Associação Irlandesa de Agricultores (IFA) afirmou que os recolhimentos de carne bovina brasileira levantam questões sobre os controles no Brasil. A presidente da IFA, Francie Gorman, afirmou: “Há preocupações muito significativas em relação à falta de controles rigorosos em unidades frigoríficas do Brasil, o que permitiu que carne bovina com hormônios entrasse na UE e fosse vendida a cidadãos europeus “. Gorman acrescentou que as “conclusões devem servir de alerta sério para os burocratas e apoiadores que tentam aprovar um acordo comercial com o Mercosul em benefício da grande indústria, em detrimento dos agricultores europeus e da saúde e bem-estar dos cidadãos da UE “. O texto da RTÉ diz que a Comissão Europeia está pressionando pela ratificação do Mercosul, que criaria a maior zona de livre comércio do mundo e aumentaria significativamente as exportações da UE para os países do Mercosul: Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Os países do Mercosul poderão exportar até 99.000 toneladas de carne bovina para a UE com uma taxa tarifária bastante reduzida de 7,5%, além de 180.000 toneladas de aves. Vários Estados-membros da UE, nomeadamente a Irlanda e a França, opõem-se à sua ratificação, alegando o potencial para distorcer massivamente os principais mercados agrícolas.

PORTAL DBO

CARNES

Perspectiva para 2026 repete o cenário de preço acomodado das carnes deste ano

Mesmo com gripe aviária, produção e exportação de frango aumentaram. No médio prazo, Brasil deve olhar para países com alta de renda e grande população

O ano de 2025 termina com um c certo alívio nos preços das carnes para os consumidores. A produção foi recorde, os custos de produção caíram e, apesar da forte exportação, a oferta interna correspondeu à demanda. Os preços nos supermercados estiveram bem-comportados no acumulado do ano, com alta de 3% na carne de frango e queda de 5,5% na suína, conforme indicam dados da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas) até novembro. O próximo ano não será muito diferente. A oferta de carne suína e de frango seguirá o ritmo de 2025, com uma acomodação dos preços, segundo Ricardo Santin, presidente da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal). Alguns pontos, no entanto, devem ser analisados. A gripe aviária continua se alastrando por importantes produtores e a peste suína africana também afeta grandes fornecedores do mercado mundial. O preço do boi também pode interferir no das carnes de frango e suína, tanto para cima como para baixo. Um dos motivos de alta na carne bovina, e que pode impactar na suína e na de frango, é a chegada do ciclo de menor oferta. Além disso, há outros fatores externos que podem afetar os preços internos da carne bovina. A eliminação da tarifa norte-americana canaliza mais produto para os Estados Unidos. De outro lado, a chamada “salvaguarda”, que está sendo avaliada pela China para saber o quanto as importações afetam os produtores do país, pode deixar mais carne bovina no mercado brasileiro, se a medida chinesa ocorrer e se vier com fortes restrições. Devido à interação desse mercado, uma carne influencia a outra. “Nunca pensei em anunciar dados tão positivos para este ano”, disse o presidente da entidade nesta quarta-feira (3), ao fazer um balanço de 2025 e apontar perspectivas para 2026 para o setor de carne de frango e suína. A ABPA concentra produtores e exportadores dessas duas proteínas, além de ovos. A preocupação até então do dirigente da entidade tinha fundamentos. Neste ano, pela primeira vez, o Brasil registrou um caso de gripe aviária em granja comercial o que provocou a interrupção total ou parcial da compra de carne brasileira por 22 mercados. Alguns deles, como China e União Europeia, de grande importância para o setor. Ao contrário de Estados Unidos e de países da Europa, o Brasil se livrou rapidamente da doença. Os americanos já eliminaram 184 milhões de aves após o retorno do vírus ao país, em 2022, e as condições sanitárias continuam se agravando. Santin diz que o Brasil deverá produzir o recorde de 15,3 milhões de toneladas de carne de frango neste ano, 2,2% a mais do que em 2024. As exportações sobem para 5,32 milhões de toneladas, com alta de 0,5%, e o consumo per capita vai a 46,8 kg, com evolução de 2,8%. O cenário continua bom para 2026. A produção cresce 2%, e as exportações, com a demanda em novos mercados e problemas em grandes produtores, devem aumentar 3,4%, conforme expectativas da ABPA.

FOLHA DE SP

FRANGOS & SUÍNOS

Produção de carne suína no país crescerá até 2,7% em 2026, prevê ABPA

Para 2025, a entidade prevê um crescimento de até 4,6%, para 5,55 milhões de toneladas. Exportações devem aumentar até 4% em 2026

A produção brasileira de carne suína deve crescer até 2,7% em 2026, para 5,7 milhões de toneladas, de acordo com estimativa da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) divulgada nesta quarta-feira (3/12). Para 2025, a entidade prevê um crescimento de até 4,6%, para 5,55 milhões de toneladas. As exportações devem aumentar até 4% em 2026, alcançando 1,55 milhão de toneladas. Em 2025, segundo a ABPA, o setor deve embarcar até 1,49 milhão de toneladas, o que representa um crescimento de até 10% em relação ao ano passado. A oferta de carne suína no país está estimada em 4,15 milhões de toneladas em 2026, aumento de até 2,2% em relação a 2025. Neste ano, o volume estimado chega a 4,06 milhões de toneladas, aumento de até 2,7% em relação a 2024. O consumo interno deve crescer até 2,5% no próximo ano, para uma média de 19,5 quilos por pessoa. Em 2025, o crescimento estimado é de até 2,3%, para até 19 quilos per capita.

GLOBO RURAL

Brasil pode ampliar exportações de carne de frango em 0,5% em 2025 após reversão de embargos, diz ABPA

Embarques devem atingir até 5,32 milhões de toneladas em 2025

As exportações brasileiras de carne de frango devem atingir até 5,32 milhões de toneladas em 2025, alta de 0,5% na comparação com 2024, impulsionadas pela reversão de embargos de países como China após a resolução de um caso de gripe aviária em granja comercial em maio, estimou na quarta-feira a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Antes, ainda sob o impacto do embargo, a ABPA havia reduzido em agosto suas projeções para o ano, vendo uma queda de 2%, principalmente por conta do embargo chinês. Em novembro, a China suspendeu a proibição, voltando a comprar o produto brasileiro. Apesar do crescimento nos embarques do maior exportador global de carne de frango, as exportações ainda deverão fechar abaixo das estimativas iniciais. Antes do surto no Estado do Rio Grande do Sul, controlado em cerca de um mês, a ABPA havia projetado um crescimento de até 1,9% nas exportações de frango, para 5,4 milhões de toneladas. O retorno dos surtos de gripe aviária nos Estados Unidos, que tendem a reduzir a produção local e as exportações de frango do principal concorrente do Brasil nos mercados globais, também pode impulsionar as exportações nacionais de frango, segundo a ABPA. “O Brasil detém 38% do comércio global de frango e os EUA, 27%”, afirmou Ricardo Santin, presidente da ABPA, em coletiva de imprensa. “Qualquer redução (nas exportações americanas) tem um grande impacto.” Para 2026, a entidade projeta que os embarques de frango alcancem até 5,5 milhões de toneladas. A produção nacional de carne de frango também deve crescer, chegando a até 15,3 milhões de toneladas em 2025, ante 14,972 milhões em 2024. Em 2026, a produção pode atingir 15,6 milhões de toneladas, segundo a ABPA

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