
Ano 11 | nº 2603 | 26 de novembro de 2025
NOTÍCIAS
Boi gordo: preços estáveis nas praças paulistas
Ainda existia um cenário de indecisão entre os compradores, pois uma parte encontrava-se sem preços para adquirir boiadas e, por outro lado, as indústrias que estavam nas compras ofertaram valores menores do que as referências aqui descritas
Segundo os dados da Scot Consultoria, o boi gordo sem padrão-exportação segue valendo R$ 320/@ no mercado paulista, o “boi-China” está cotado em R$ 325/@, a vaca gorda é vendida pelos pecuaristas por R$ 302/@ e a novilha terminada é negociada por R$ 312/@ (todos os preços são brutos, no prazo). No entanto, poucos negócios foram fechados a esses preços, não sendo suficientes para alterar a cotação de todas as categorias no estado. Esse cenário de indecisão parece ter sido favorecido por duas notícias que atingiram o mercado em menos de uma semana: a exclusão da tarifa de 40,0% sobre a carne bovina brasileira pelos EUA e, na manhã de hoje, a postergação da investigação de salvaguarda do governo chinês para 26 de janeiro, inicialmente prevista para ser concluída em 26 de novembro. As escalas de abate estavam, em média, para sete dias. No Sudoeste e Norte de Mato Grosso, na região Sudoeste, a oferta de bovinos estava aumentando, inclusive de bovinos de pasto, entretanto, com o bom volume de vendas de carne, a cotação ficou estável para todas as categorias. As escalas de abate estavam, em média, para 19 dias. Na região Norte, também havia um cenário de estabilidade na cotação de todas as categorias. As escalas de abate estavam, em média, para 17 dias. Na exportação de carne bovina in natura, até a terceira semana de novembro, o volume exportado foi de 238,2 mil toneladas, com uma média diária de 17,0 mil toneladas, aumento de 41,7% frente ao embarcado por dia no mesmo período de 2024. O volume embarcado já supera o total exportado em novembro do ano passado. A cotação média da tonelada ficou em US$5,5 mil, alta de 12,7% na comparação feita ano a ano.
SCOT CONSULTORIA
Mercado físico do boi gordo estável
O mercado físico do boi gordo abriu a semana com predominante acomodação em seus preços, enquanto são evidenciadas tentativas de compra em patamares mais baixos.
O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, disse que a segunda-feira foi pautada por lentidão, com poucos negócios concretizados. “Após a euforia causada pela redução das tarifas sobre a carne bovina brasileira pelos Estados Unidos veio a depressão, com muitos boatos em torno da China e as potenciais salvaguardas que podem ser anunciadas nos próximos dois dias”, diz. De acordo com ele, a importância do gigante asiático nas importações de carne bovina do Brasil explica os motivos de tamanha volatilidade nos futuros do boi gordo. Preço médio da arroba do boi: São Paulo: R$ 324,33 — na última sexta R$ 324,92. Goiás: R$ 315,36 — R$ 316,25. Minas Gerais: R$ 313,53 — R$ 314,71. Mato Grosso do Sul: R$ 318,30 — R$ 318,64. Mato Grosso: R$ 300,57 — R$ 301,65. O mercado atacadista se deparou com alguma queda de suas cotações. Contudo, a expectativa é de retomada no decorrer da semana. “Isso acontecerá em linha com a boa demanda projetada para o restante do ano, com a incidência do 13º salário, criação de postos temporários de emprego e confraternizações inerentes ao período movimentando o mercado”, disse Iglesias. Quarto traseiro: R$ 25,75 por quilo, queda de R$ 0,25; Quarto dianteiro: R$ 19,25 por quilo, baixa de R$ 0,25; Ponta de agulha: R$ 18,75 por quilo, redução de R$ 0,25.
SAFRAS & NEWS
Carne bovina do Brasil recupera vantagens no mercado dos EUA sobre a proteína australiana
Com a eliminação do tarifaço de Trump, a proteína brasileira voltou a ser altamente competitiva no mercado norte-americano
Ao longo do tempo de duração do tarifaço (40%, além dos 10% e 26,4% anteriores, total de 76,4%) aplicado pelos EUA à carne bovina brasileira, a Austrália reinou absoluta no mercado norte-americano, com uma taxação de apenas 10%. A partir de agora, segundo o portal australiano Beef Central, são os exportadores do Brasil que irão colher os melhores frutos da decisão recente de Washington. Embora o Brasil ainda tenha que conviver com uma tarifa extracota de 26,4%, com a eliminação das taxas adicionais, a carne brasileira voltou a ser altamente competitiva no mercado norte-americano, superando de longe a australiana, mais cara. “A redução imediata das tarifas por Trump significa que grandes quantidades de carne bovina congelada brasileira, atualmente armazenadas em regime aduaneiro nos EUA até 1º de janeiro (quando o nível tarifário do programa de salvaguardas para o novo ano é zerado, eliminando a segunda tarifa onerosa de 26,4% sobre o Brasil), podem agora ser antecipadas e vendidas entre agora e o Ano Novo”, relatou o Beef Central, citando previsões de fontes locais. Na prática, lembra o portal australiano, neste final de 2025, o Brasil pagará uma tarifa de 26,4% sobre as exportações de carne bovina para os EUA. Porém, a partir de 2026, essa tarifa será eliminada, com o início do novo ano de cotas. A partir de 1º de janeiro, o Brasil poderá acessar o mercado dos EUA sem tarifas, por meio da cota de 66.000 toneladas destinada a “Outros Países”. Para a Beef Central, a julgar pelo que ocorreu em 2025, o Brasil vai preencher em velocidade relâmpago a sua cota. Em 2025, os exportadores brasileiros preencheram toda a sua cota de “Outros Países” já em 17 de janeiro, recebendo a tarifa de 26,4% desde então. Uma fonte da Beef Central disse que o setor está interpretando a mais recente alteração tarifária como um fator “negativo no curto prazo” para as exportações australianas. “Isso porque já existe um grande estoque de carne brasileira armazenada em câmaras frigoríficas alfandegadas nos EUA – pré-carregado para o ano de cotas de 2026”, ressaltou a fonte, acrescentando: “Em circunstâncias normais, isso não teria surgido até janeiro, visando minimizar a exposição às tarifas, mas com a redução da tarifa de 40%, é muito provável que a carga chegue diretamente ao mercado”, disse. “Poderia facilmente haver importadores que decidissem desembaraçar a mercadoria agora e simplesmente pagar a tarifa de 26,4%”, completou. Para o portal australiano, isso pode exercer alguma pressão negativa sobre a demanda por carne bovina australiana de todos os tipos – pelo menos no curto prazo (até que o mercado volte ao normal).2′
BEEF CENTRAL
ECONOMIA
Dólar segue exterior e termina sessão em baixa ante o real
O dólar voltou a recuar no Brasil nesta terça-feira, acompanhando a baixa da moeda norte-americana ante quase todas as demais divisas no exterior, em mais um dia de aumento das apostas de corte de juros nos Estados Unidos em dezembro.
O dólar à vista encerrou em baixa de 0,35%, aos R$5,3761 na venda. No ano, a divisa acumula perdas de 12,99%. Às 17h03, o contrato de dólar futuro para dezembro — atualmente o mais negociado no Brasil — cedia 0,28% na B3, aos R$5,3790. A moeda norte-americana iniciou o dia em baixa ante o real, em sintonia com o exterior, onde os agentes elevavam as apostas no corte de juros pelo Federal Reserve. No fim da tarde o mercado de títulos norte-americano precificava em 84,7% de chances de redução de 25 pontos-base dos juros nos EUA, contra 15,3% de probabilidade de manutenção, conforme a Ferramenta FedWatch da CME. Durante a tarde, com a moeda norte-americana em baixa ante a maior parte das divisas no exterior, o dólar se firmou novamente em queda no Brasil. O fortalecimento do dólar ante o real no fim da manhã — que não se sustentou — ocorreu em paralelo à audiência com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Nela, Galípolo afirmou que a instituição não pode perseguir a banda superior da meta de inflação, de 4,5%, mas sim o centro do objetivo, de 3%. “A meta não é a banda superior. A banda foi feita para que, dado que (a inflação) oferece flutuações… criou-se um ‘buffer’ para amortecer eventuais flutuações. Mas de maneira nenhuma a meta é de 4,5%”, disse. “Tenho que perseguir uma meta de inflação de 3%.” Também pela manhã, pesquisa CNT/MDA apontou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera todos os cenários para a eleição presidencial de outubro do ano que vem. Além disso, houve aumento na avaliação positiva do governo federal e na aprovação pessoal do presidente. No exterior, às 17h06 o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,51%, a 99,693.
REUTERS
Ibovespa fecha em alta com aval de Vale, mas Petrobras pesa
O Ibovespa fechou em alta nesta terça-feira, ultrapassando os 156 mil pontos na máxima, com apoio principalmente dos papéis da Vale em dia de avanço do minério de ferro na China, mas o fôlego não se manteve com Petrobras pressionando negativamente, em dia de queda dos preços do petróleo no exterior.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,4%, a 155.902,59 pontos, de acordo com dados preliminares, após marcar 154.821,35 pontos na mínima e 156.373,21 pontos na máxima do dia. O volume financeiro do pregão somava R$18,48 bilhões antes dos ajustes finais.
REUTERS
INTERNACIONAL
China prorroga investigação de salvaguardas sobre importação de carne bovina até 2026
O governo chinês decidiu ampliar novamente a análise até 26 de janeiro de 2026
O Ministério do Comércio da República Popular da China anunciou na terça-feira (25), uma nova prorrogação no prazo da investigação de salvaguarda sobre as importações de carne bovina. O processo, iniciado em 27 de dezembro de 2024 por meio do Anúncio nº 60/2024, já havia sido estendido em 6 de agosto de 2025 pelo Anúncio nº 38/2025, com encerramento previsto para 26 de novembro deste ano. Agora, diante da complexidade do caso, o governo chinês decidiu ampliar novamente a análise até 26 de janeiro de 2026. A investigação de salvaguarda tem como objetivo avaliar se o aumento das importações de carne bovina causa ou ameaça causar prejuízo à indústria doméstica chinesa. Dependendo do resultado, o país pode aplicar tarifas adicionais, estabelecer cotas ou impor outras restrições temporárias para proteger seu mercado interno. A China é o principal destino da carne bovina brasileira, respondendo por uma fatia significativa das exportações do setor. Por isso, qualquer movimento regulatório do país asiático é acompanhado com atenção por pecuaristas, indústrias frigoríficas e analistas de mercado. Especialistas avaliam que, caso alguma salvaguarda seja implementada, seu efeito imediato pode ser significativo, mas há chances de que medidas sejam temporárias e calibradas de modo a não comprometer o abastecimento chinês, que depende fortemente das importações. “É a segunda vez que o ministério prorroga a investigação desde que a iniciou em dezembro passado, à medida que a desaceleração da demanda pressiona o maior mercado mundial de importação e consumo de carne bovina. A investigação não tem como alvo nenhum país específico”, informou a Safras & Mercado em seu comunicado. Em agosto, a China prorrogou a revisão por três meses. Quaisquer medidas comerciais para restringir as importações afetariam os principais fornecedores, como Argentina, Austrália e Brasil. A China importou um recorde de 2,87 milhões de toneladas métricas de carne bovina em 2024. As importações de janeiro-outubro de 2025 aumentaram 3,6% em relação ao ano anterior, para 2,34 milhões de toneladas.
SAFRAS & MERCADO
EMPRESAS
MBRF eleva em 8% produção de kits natalinos em 2025
A MBRF, companhia de alimentos criada a partir da incorporação da BRF pela Marfrig, elevou em 8% a produção de kits comemorativos em 2025 em relação ao ano passado, e pretende expandir vendas no que chamou de “maior operação de Natal do mundo”, disse o vice-presidente de Mercado Brasil e de Marketing da MBRF, Manoel Martins, na terça-feira.
Durante encontro com jornalistas, ele afirmou que não poderia revelar qual a expectativa de crescimento de vendas para o período de festas de final do ano. “A nossa estratégia é de expansionismo, não só nos comemorativos, mas também nos itens regulares”, afirmou. Os kits natalinos, distribuídos por empresas a funcionários, por exemplo, respondem por um terço das vendas da campanha de festas da MBRF, enquanto dois terços são negócios concentrados no varejo, segundo ele. Na primeira campanha natalina da nova empresa, que reuniu a carne bovina da Marfrig com as proteínas de aves e suínos da BRF, Martins disse que a MBRF terá maior eficiência na entrega de pedidos. Ele destacou ainda que a MBRF conseguiu reduzir em quase 20% o chamado indicador de “ruptura” nas entregas dos itens solicitados pelos clientes. Se na campanha do ano passado, a empresa conseguia entregar 78 de 100 itens solicitados, em 2025 registra entregas de 92 a 93 itens. Ele citou as sinergias da fusão para explicar a melhora no indicador, ressaltando que a empresa está “totalmente interdependente”. A campanha de vendas de produtos comemorativos de final de ano é bastante particular da operação brasileira. Após a operação natalina no Brasil, a MBRF deverá focar no Ramadã, o período sagrado para os muçulmanos, entre fevereiro e março do próximo ano, quando as vendas de proteínas de aves e bovinos em países do Oriente Médio aumentam normalmente 15%, disse o vice-presidente da companhia para o Mercado Halal e CEO da Sadia Halal, Fábio Mariano.
REUTERS
Frigoestrela celebra resultados sólidos após nova gestão
Em seus primeiros seis meses à frente da empresa, Pedro Bordon elevou os abates, em 30%, puxados principalmente pelas exportações. Pedro Bordon, CEO do Frigoestrela: equipe boa e profissional da empresa ajuda muito nos momentos de expansão
Há seis meses no comando do Frigoestrela, Pedro Bordon ainda ouve comentários comparando o trabalho que ele está realizando na companhia atualmente, que já resultou em ganhos de mercado, ao que ele já realizou em outros frigoríficos. Com 43 anos de experiência no setor, ele carrega no DNA essa trajetória. Sua família foi dona do frigorífico Bordon, aquirido no início dos anos 2000 pela Friboi, antes da empresa se tornar a gigante JBS. “É inevitável isso, todo mundo associa muito ao trabalho que fiz na Frigol. Não é proposital, mas na prática é”, reconhece o executivo. À frente do Frigol de 2022 a 2023, ele foi responsável por aumentar a governança e alavancar as vendas externas. No currículo, também estão passagens pelo Minerva, onde foi CEO na Argentina entre 2017 e 2020, e pela própria JBS, por onde passou mais de uma vez, de 2000 a 2004 e de 2011 a 2016. No Frigoestrela, os primeiros resultados já começam a aparecer. Os abates, afirma, já aumentaram 30%, de 900 cabeças dia para cerca de 1,3 mil cabeças, puxados principalmente pelas exportações. Desde junho, foram quatro novos mercados abertos: Indonésia, Chile, Argélia e Egito. O principal destino, contudo, ainda é a China, país com o qual Bordon tem certa intimidade. Nos últimos dois anos, esteve à frente de uma importadora chinesa. “Quando você trabalha com uma empresa chinesa, você absorve mais dos costumes, dos hábitos e da cultura. A cada dois meses e meio eu estava na China, passava um bom período, então é inevitável estar mais próximo da rotina das pessoas”, afirma. Nesse período, ele presenciou mudanças importantes no modo de consumo de carne da China. A mais importante delas, destaca, está nos cortes, com uma demanda crescente por bifes popularizado em churrascarias chinesas, japonesas e coreanas. “Essa é uma é uma tendência de crescimento lá na China, principalmente para o público mais jovem.” Outra transformação no comércio com a China está na geografia deste mercado. “Antigamente, as cidades e regiões onde se consumia a carne brasileira na China eram muito específicas. Hoje em dia isso está mais pulverizado, entrando em mais cidades. Isso tudo tem ajudado a aumentar o número de clientes e o conhecimento sobre o nosso produto”, explica. Para isso, o Frigoestrela está investindo em sua estrutura operacional. Sem revelar valores, ele informa que os investimentos incluem automação, expansão e modernização de plantas, além de certificações, auditorias e logística de exportação. A previsão é faturar R$ 4,8 bilhões em 2025 e R$ 5,1 bilhões no próximo ano.
GLOBO RURAL
De olho no Oriente Médio, MBRF se prepara para o primeiro Ramadã após fusão
Historicamente, a companhia tem um aumento de 15% em vendas em função do período sagrado para os muçulmanos. Expectativa da MBRF é positiva para as exportações de carnes ao Oriente Médio
Paralelo aos esforços para crescer em vendas de aves natalinas no Brasil, a MBRF faz outro movimento, com a intenção de ganhar participação de mercado no Oriente Médio, atenta ao período de comércio mais intenso de carne na região com os preparativos para o Ramadã, o mês sagrado para os muçulmanos. Apesar do foco principal ser o segmento de aves, este será o primeiro Ramadã após a fusão entre Marfrig e BRF, que deu origem à MBRF e colocou a carne bovina no portfólio da marca Sadia, já consolidada no mercado árabe. “A gente passa a contar com a Sadia Beef. No mercado de carne bovina, os consumidores árabes estão acostumados a procurar a carne por (país de) origem, o desafio é fazer com que o consumidor procure a carne da marca (Sadia) e não somente pelo país”, disse o CEO da Sadia Halal, Fabio Mariano, hoje (25/11) nos bastidores de um evento da MBRF para comentar as estratégias de vendas de fim de ano. O executivo contou que, historicamente, a companhia tem um aumento de 15% em vendas em função do Ramadã. Os negócios começam a acelerar em meados de dezembro e se intensificam em janeiro, uma vez que o período considerado sagrado para os muçulmanos acontece entre fevereiro e março. Sem detalhar em números, Mariano comentou que a MBRF espera ter “participação maior que a dos concorrentes” no próximo Ramadã. A companhia está com uma planta de processados em construção em Jeddah, na Arábia Saudita, onde serão investidos US$ 160 milhões em parceria com a Halal Products Development Company (HPDC), subsidiária integral do fundo soberano saudita Public Investment Fund (PIF). A nova planta será a terceira da BRF na região, e a escolha de Jeddah foi outro ponto considerado relevante para a empresa. A cidade é a segunda maior do país, fica próxima a projetos sauditas de expansão populacional e tem acesso considerado eficaz às rotas de importação de insumos vindos do Brasil. Mariano explicou que, atualmente, expandir no Oriente Médio tem se mostrado mais atrativo do que em outras regiões do globo, dadas as projeções de crescimento da população muçulmana e o potencial para os avanços no consumo. Segundo ele, a média de consumo per capita de frango da região gira em torno de 40 quilos por pessoa ao ano, o que é um patamar elevado, próximo do que existe no Brasil. Entretanto, há países, como a Arábia Saudita, onde este patamar de consumo chega a 50 quilos per capita. Já na Turquia, o consumo de frango ainda está em 20 quilos per capita, o que indica que há como esta indústria crescer nos países do Golfo.
VALOR ECONÔMICO
GOVERNO
Agricultura eleva projeção do valor bruto da produção para R$ 1,412 trilhão
O maior crescimento do VBP agrícola em 2025 será para café, com alta de 46,2%, chegando a R$ 114,859 bilhões. Na pecuária, o maior crescimento deve ser observado na cadeia de bovinos, com aumento estimado de 20,8%, para um VBP projetado em R$ 205,384 bilhões. A produção bovina continua liderando o faturamento bruto da pecuária
O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária em 2025 deve atingir R$ 1,412 trilhão, prevê o Ministério da Agricultura. O número fica acima dos R$ 1,409 trilhão estimados pela pasta no mês passado. Em relação a 2024, há crescimento de 11,4%. Para 2024, o ministério também revisou sua projeção de R$ 1,268 trilhão para R$ 1,267 trilhão. Já para 2026, o ministério apresentou suas primeiras estimativas com previsão de queda de 3,3% no valor bruto da produção agropecuária, para R$ 1,366 trilhão. As projeções constam de boletim mensal da Secretaria de Política Agrícola do Ministério. Os dados foram compilados pelo Broadcast Agro. O VBP é o faturamento bruto dos estabelecimentos rurais, considerando a produção agrícola e pecuária e a média de preços recebidos pelos produtores rurais de todo o País. Do total previsto para 2025, R$ 932,604 bilhões devem vir das lavouras, equivalente a 66% do total e incremento estimado de 11% ante 2024. Outros R$ 479,599 bilhões estão relacionados à produção pecuária, correspondente a 34% do total e alta de 12,3% em comparação com o ano passado. Para 2026, o ministério prevê queda de 5,1% no valor bruto da produção da agricultura, para R$ 885,482 bilhões, e alta de 0,2% no faturamento da pecuária, para R$ 480,591 bilhões. Na agricultura, o maior crescimento de VBP neste ano, de 46,2%, é projetado para as lavouras de café, somando R$ 114,859 bilhões neste ano. Entre as principais culturas com participação no VBP, as lavouras de soja devem apresentar faturamento bruto 9,8% maior, para R$ 325,996 bilhões, enquanto o VBP do milho é estimado em R$ 167,485 bilhões, incremento anual de 34,2%. A receita bruta obtida com a produção de trigo deve somar R$ 10,808 bilhões, alta anual de 3,2%. O faturamento das lavouras de cana-de-açúcar, por sua vez, deve cair 1,9%, estima o ministério, para R$ 117,575 bilhões, enquanto o faturamento bruto das lavouras de laranja deve recuar 18,4%, para R$ 23,004 bilhões. O VBP das lavouras de algodão é estimado em R$ 36,266 bilhões, alta anual de 7%. As previsões apontam para crescimento de 12% do VBP do cacau, para R$ 12,348 bilhões. Já o VBP das lavouras de arroz e feijão deve recuar, respectivamente, 13% e 18,67%. O faturamento bruto da produção de arroz deste ano é estimado em R$ 21,597 bilhões. A receita bruta do cultivo de feijão é projetada em R$ 12,014 bilhões. Na pecuária, o maior crescimento deve ser observado na cadeia de bovinos, com aumento estimado de 20,8%, para um VBP projetado em R$ 205,384 bilhões. A produção bovina continua liderando o faturamento bruto da pecuária. O valor bruto da cadeia de suínos deve avançar 10,7%, para R$ 61,730 bilhões, enquanto o faturamento bruto da produção de frangos é projetado 4,4% acima do ano anterior, para R$ 111,215 bilhões. A receita bruta obtida com a produção de leite deve aumentar 4,9%, para R$ 71,533 bilhões. A produção de ovos deve apresentar VBP 11,3% maior, para R$ 29,738 bilhões. O VBP é projetado mensalmente pelo ministério. O número é calculado pelo cruzamento das informações de produção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e dos preços coletados nas principais fontes oficiais. O estudo da pasta abrange 19 cadeias da agricultura e cinco atividades pecuárias.
O ESTADO DE SÃO PAULO/AGRO
CARNES
Desempenho das carnes em exportações nas três primeiras semanas de novembro 25
Completadas as três primeiras semanas de novembro – ou 14 dos 19 dias úteis do mês – apenas a carne bovina continua apresentando evolução positiva nos três quesitos – volume, preço médio e receita cambial.
Com resultados que surpreendem. Um exemplo está no volume embarcado de carne bovina que, pela média diária, aumentou nada menos que 41,72% em relação à média diária de um ano atrás. Com isso, o acumulado no mês, embora parcial, já supera em quase 4,5% o total registrado em novembro de 2024. Mas não só, pois o preço médio da carne bovina também continua em evolução. Por ora, alcança valor anual perto de 13% superior. Como efeito, a receita – ainda pela média diária – apresenta valorização anual de, quase, 60%. E, assim, o valor acumulado nos primeiros 14 dias úteis do mês – da ordem US$1,308 bilhão – está cerca de 18% acima do valor auferido em novembro/24 – pouco mais de US$1,111 bilhão. A carne de frango, por seu turno, apresenta expansão (mínima, de 0,63%) somente no volume embarcado. E como seu preço médio registra queda anual próxima de 13%, a receita cambial decorrente permanece 13,24% aquém da obtida há um ano. Já a carne suína acumula resultados negativos nos três quesitos. Pela média diária, o volume acumulado se encontra mais de 5% abaixo do registrado há um ano, enquanto seu preço médio sofre retração anual de 1,34%. Disso resulta uma receita que, pela média diária, vem sendo 6,5% inferior à de novembro de 2024.
AVESITE / SUISITE
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