CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2602 DE 25 DE NOVEMBRO DE 2025

clipping

Ano 11 | nº 2602 | 25 de novembro de 2025

 

NOTÍCIAS

Cotações estáveis no mercado do boi gordo em São Paulo

A semana começou com algumas especulações e poucos negócios realizados. Dessa maneira, as cotações permaneceram estáveis. A escala de abate estava, em média, para oito dias. 

Segundo o levantamento diário da Scot Consultoria, no mercado paulista, o boi gordo sem perfil para o mercado chinês segue cotado em R$ 320/@, o “boi-China” em R$ 325/@, a vaca gorda em R$ 302/@ e a novilha terminada em R$ 312/@ (todos valores brutos, no prazo). No Espírito Santo, o cenário era de mercado equilibrado, com a oferta e o escoamento razoáveis. A cotação da novilha recuou R$2,00/@ e, para as demais categorias não mudou. As escalas estavam, em média, para cinco dias. No atacado de carne com osso, apesar do avanço da segunda quinzena do mês, as vendas seguiram em bom ritmo, com pedidos de reposição de estoques. Além disso, a oferta de carne foi menor em relação às semanas anteriores. Mesmo com esse cenário, após altas consecutivas e ter, na segunda semana do mês, chego ao maior patamar desde janeiro, a cotação das carcaças casadas apresentou ajuste negativo. A carcaça casada do boi capão recuou 0,2%, ou R$0,05/kg, enquanto a do boi inteiro caiu 1,2%, ou R$0,25/kg. Para a carcaça das fêmeas, a cotação da carcaça da vaca recuou 0,7%, ou R$0,15/kg, e a da novilha recuou 1,2%, ou R$0,25/kg. A retirada dos 40,0% de sobre tarifas impostas pelo governo norte-americano gerou expectativa de impactos diretos nos preços do setor, no entanto, os agentes ainda estão sentindo o mercado para possíveis movimentações.

No mercado de carnes alternativas, a cotação do frango médio subiu 0,7%, ou R$0,05/kg. A cotação do suíno especial não mudou.

SCOT CONSULTORIA

Retirada de tarifaço traz expectativa de melhora no preço da arroba do boi gordo

Proteína bovina nacional volta a trabalhar nos Estados Unidos com uma taxa de 26,4% após Donald Trump suspender a cobrança adicional de 40%

O mercado de boi gordo registrava uma semana de preços mais baixos para a arroba até o meio da semana. Em meio ao feriado da Consciência Negra no Brasil, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a retirada das tarifas adicionais de 40% sobre a carne bovina exportada pelo Brasil, que volta a trabalhar com uma taxa de 26,4%. De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, essa notícia animou um pouco o mercado na volta do feriado, com os preços futuros do boi subindo mais de 2% na B3. Já no mercado físico, começaram a aparecer alguns negócios a R$ 330 em São Paulo. “No entanto, de modo geral, as movimentações de preço ainda estão tímidas, uma vez que os frigoríficos estão temerosos com relação à demanda por parte da China “, diz Iglesias. Ele ressalta que há uma incerteza no mercado a respeito do posicionamento do principal importador de proteína bovina brasileira em relação às investigações que vem sendo conduzidas desde o final do ano passado, levando em conta possíveis prejuízos aos produtores daquele país diante das fortes importações de carne nos últimos anos junto a mercados como o Brasil. O analista destaca que no cenário doméstico, a demanda permanece aquecida, considerando a incidência do 13º salário, a criação dos postos temporários de emprego e as confraternizações inerentes ao período. O balanço da semana apontou para preços mais baixos para a arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do Brasil, que estavam assim no dia 19 de novembro: São Paulo (Capital): R$ 325, queda de 1,52% frente aos R$ 330 da semana passada; Goiás (Goiânia): R$ 320, baixa de 1,54% ante os R$ 325 do fechamento do período anterior; Minas Gerais (Uberaba): R$ 320, avanço de 1,59% frente aos R$ 315 da última semana; Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 320, recuo de 3,03% ante os R$ 330 da semana anterior; Mato Grosso (Cuiabá): R$ 305, valor 1,61% inferior ante os R$ 310 praticados no fechamento da semana passada; Rondônia (Vilhena): R$ 280, retração de 5,08% perante os R$ 295 registrados na semana anterior. Iglesias comenta que o mercado atacadista se deparou com preços firmes no decorrer da semana. O ambiente de negócios sugere pela continuidade do movimento de alta no curtíssimo prazo por conta das festas, postos de trabalho temporários e do 13º salário. Quarto traseiro: R$ 26,00 o quilo, inalterado ante o final da última semana; Quarto dianteiro: R$ 19,50 o quilo, sem mudanças frente ao valor registrado no final da semana passada. As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 905,060 milhões em novembro até o momento (10 dias úteis), com média diária de US$ 90,506 milhões, conforme a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A quantidade total exportada pelo país chegou a 163,699 mil toneladas, com média diária de 16,370 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.528,80. Em relação a novembro de 2024, houve alta de 54,7% no valor médio diário da exportação, ganho de 36,3% na quantidade média diária exportada e avanço de 13,5% no preço médio.

SAFRAS NEWS

Exportações de carne bovina aceleram na terceira semana e superam em volume novembro de 2024

Com avanço de 6,76% no volume e salto de 59,7% no faturamento, setor ganha ritmo na terceira semana e caminha para fechar o mês com novo recorde.

As exportações brasileiras de carne bovina seguem firmes em novembro e já ultrapassaram o volume total embarcado no mesmo mês do ano passado. De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 238,2 mil toneladas de carne bovina até a terceira semana de novembro de 2025. O total já supera o desempenho de novembro de 2024, quando foram embarcadas 228,1 mil toneladas ao longo de 19 dias úteis, um avanço de 6,76% no comparativo anual. A média diária de exportações também apresentou crescimento importante. Até a terceira semana deste mês, o ritmo diário ficou em 17,01 mil toneladas, alta de 12,7% frente à média de novembro do ano anterior, de 12 mil toneladas. Na primeira semana de novembro foram exportadas 100,8 mil toneladas, enquanto a segunda semana registrou 63,6 mil toneladas. Já na terceira semana, o volume voltou a avançar, atingindo 74,6 mil toneladas. O desempenho deste ano reforça a consolidação da demanda externa pela carne bovina brasileira e aponta para um possível fechamento de novembro com novo recorde mensal para o setor. No faturamento até a terceira semana de novembro de 2025 alcançou US$ 1,308 bilhão, enquanto no fechamento de novembro do ano anterior ficou em US$ 1,111 bilhão. A média diária do faturamento ficou em US$ 93,4 milhões, ganho de 59,7%, frente ao observado no mês de novembro do ano passado, que ficou em US$ 58,4 milhões. Os preços médios pagos pela carne bovina ficaram em US$ 5.491 por tonelada até a terceira semana de novembro/25, ganho anual de 12,7% na comparação com o valor médio de 2024 estava em US$ 4.871 por tonelada.

SECEX/MDIC 

EUA zeram tarifa sobre carne bovina brasileira e abrem espaço para recuperação de competitividade e dos embarques

Com fim da sobretaxa de 40% sobre a carne bovina oriunda do Brasil, o risco superado pelas exportações brasileiras recordes nos últimos meses agora volta a ser a grande oportunidade de expansão dos embarques da proteína.

Na última quinta-feira (20/11), os EUA anunciaram a retirada da tarifa de 40% sobre diversos produtos agrícolas brasileiros que vigorava desde agosto, incluindo a tão almejada carne bovina. Alguns dias atrás, as autoridades norte-americanas haviam anunciado o fim das tarifas recíprocas de 10% para itens chave visando o controle da inflação local, mas a medida ainda mantinha os 40% adicionais sobre produtos brasileiros, o que frustrou agentes em um primeiro momento. Após o anúncio de ontem, que indicou a retirada total das tarifas a partir do dia 13 de novembro do ano corrente, o Brasil volta a ser o fornecedor mais competitivo de carne bovina aos EUA mesmo com a tarifa de excedência das cotas TRQ. Na prática, os cortes bovinos exportados pelo Brasil já internalizados no mercado norte-americano voltam a ser cerca de 14% a 18% mais baratos que os preços praticados no atacado local. Ampliando o nível de detalhamento para os beef trimmings, principal produto importado pelos EUA que consiste basicamente em aparas com baixo teor de gordura oriundas do processo de desossa de carcaças bovinas, a recuperação de competitividade da carne bovina brasileira é ainda mais notável. Mesmo se comparada à proteína australiana, que chegou a superar o Brasil em competitividade em momentos relevantes do mercado no ano passado, os beef trimmings brasileiros agora são precificados mais de 11% abaixo dos níveis do produto exportado pela Austrália e mais de 23% abaixo das aparas comercializadas no próprio mercado doméstico norte-americano, quando considerado o mix com até 10% de gordura (90 CL). É evidente que a valorização recente da arroba bovina brasileira em dólares pode voltar a impulsionar os preços de exportação aos EUA, mas mesmo considerando os níveis atuais de cerca de US$60,00/@, é improvável que os preços fiquem acima dos benchmarks do mercado interno estadunidense e do principal produto concorrente australiano, na medida em que os preços do boi gordo em ambos os mercados avançaram em maior intensidade nos últimos meses. Naturalmente, cresce a expectativa de uma recuperação significativa das remessas aos EUA, assim como um preenchimento da cota TRQ de 2026 em tempo recorde em função dos preços ainda elevados no maior mercado de carne bovina do mundo. Se mesmo sobretaxado o Brasil ainda seguiu enviando volumes significativos de carne bovina aos EUA, à exemplo dos embarques de outubro que superaram 10 mil toneladas, é provável que a derrubada das tarifas volte a impulsionar os embarques de proteína brasileira ao mercado norte-americano.

DATAGRO

Produção de sêmen bovino avançou 29,6% no terceiro trimestre, diz entidade do setor

Pecuaristas de corte elevaram em 11,5% o uso de material genético em seus rebanhos no período. As exportações também avançaram no período analisado

No terceiro trimestre deste ano, os pecuaristas de corte elevaram em 11,5%, na comparação com o mesmo período do ano passado, o uso de material genético em seus rebanhos. Foram 6,6 milhões de doses adquiridas. Na atividade leiteira, o crescimento chegou a 12,4%, a 1,7 milhão de doses. Os números são do Index Asbia, índice elaborado pelo Centro de Estudos em Economia Aplicada (Cepea) a pedido da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia). De acordo com o levantamento, a produção total de sêmen avançou 29,6%, para 6,9 milhões de doses no terceiro trimestre. Os números consideram o material genético com aptidão para corte e leite. Seguindo a tendência observada nos dois períodos trimestrais anteriores, a importação subiu 29,8%, indo de 1,7 milhão para 2,3 milhões de doses, entre julho e setembro. As exportações também avançaram no período analisado. Enquanto as doses com aptidão para corte cresceram 26,7%, para 222,90 mil, o sêmen destinado a fêmeas leiteiras evoluiu 20,5%, com o embarque de 89,4 mil doses. “Essa é uma demonstração clara do quanto o mercado internacional confia na qualidade da nossa pecuária – uma das mais importantes do mundo”, disse, em nota, Lilian Matimoto, executiva da Asbia. A associação também destacou o aumento de 7,4% na prestação de serviço do melhoramento genético dos rebanhos, com o total de 349,71 mil doses. Considera-se prestação de serviço o contrato em que um produtor acessa uma empresa especializada para que esta realize a coleta e industrialização do sêmen de seu reprodutor melhorador para multiplicação da genética em seu próprio rebanho.

GLOBO RURAL

ECONOMIA

Dólar fecha pouco abaixo dos R$5,40 com perspectiva de corte de juros nos EUA

O dólar oscilou em margens estreitas no Brasil e fechou a segunda-feira muito próximo da estabilidade, abaixo dos R$5,40, em meio ao aumento das apostas de que o Federal Reserve cortará juros em dezembro, enquanto no exterior a moeda norte-americana sustentava no fim da tarde leves perdas ante outras divisas de emergentes.

O dólar à vista encerrou a sessão em leve baixa de 0,13%, aos R$5,3951 na venda. No ano, a divisa acumula perdas de 12,69%. Às 17h03, o contrato de dólar futuro para dezembro — atualmente o mais negociado no Brasil — cedia 0,29% na B3, aos R$5,4010. Na sexta-feira, as apostas de que o Federal Reserve cortará sua taxa de juros em dezembro voltaram a ser majoritárias no mercado de títulos norte-americano, invertendo a precificação anterior. Na tarde de segunda-feira, conforme a Ferramenta CME FedWatch, o mercado precificava 80,9% de probabilidade de corte de 25 pontos-base, contra 19,1% de chance de manutenção na faixa de 3,75% a 4,00%. A perspectiva de corte de juros nos Estados Unidos fez o dólar ceder no Brasil, em especial pela manhã, mas a oscilação foi limitada, sem que houvesse gatilhos para movimentos mais fortes. Internamente, destaque para a fala do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante evento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em São Paulo. Galípolo afirmou que a diretoria do BC ainda está insatisfeita com o nível da inflação, que ainda não convergiu para a meta de 3%, e acrescentou que é por isso que os juros seguem em patamar restritivo. “Gostaríamos que a inflação estivesse convergindo mais rápido, mas existe um custo, um trade-off” para fazer isso, afirmou. A Selic está atualmente em 15% ao ano, enquanto nos EUA a taxa de referência está na faixa de 3,75% a 4,00%. No boletim Focus divulgado pela manhã, o dólar projetado pelos economistas do mercado para o fim deste ano seguiu em R$5,40. A mediana das projeções para a Selic no fim de 2025 permaneceu em 15%, mas para o fim de 2026 cedeu de 12,25% para 12,00%.

REUTERS

Ibovespa fecha em alta com apoio de Wall Street

O Ibovespa fechou em alta na segunda-feira, após quatro quedas seguidas, em movimento endossado por Wall Street, enquanto o noticiário no Brasil mostrou nova melhora nas perspectivas de inflação.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,22%, a 155.112,38 pontos, de acordo com dados preliminares, após marcar 154.529,17 pontos na mínima e chegar a 155.832,28 pontos na máxima do dia. O volume financeiro somava R$19,26 bilhões antes dos ajustes finais.

REUTERS

FOCUS: Inflação de 2025 ficará abaixo do teto da meta

Pela segunda semana consecutiva, a projeção para a inflação de 2025 no Brasil está abaixo do teto da meta. É o que mostra o boletim Focus, divulgado na segunda-feira (24), com as previsões do mercado financeiro indicando que o ano fechará com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, em 4,45%.

Com relação ao Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todas as riquezas produzidas no país), o mercado manteve as projeções registradas nas semanas anteriores, de crescimento de 2,16% em 2025; de 1,78% em 2026; e de 1,88% em 2027. A melhora na previsão veio após o resultado da inflação de outubro (0,09%), anunciada pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), ser a menor para o mês, desde 1998. Com isso, a inflação acumulada em 12 meses, findando em outubro, ficou em 4,68%. Foi, portanto, a primeira vez, em oito meses, que o patamar apresentado ficou abaixo da casa de 5%. A revisão do Boletim Focus para o IPCA de 2025 estava em 4,56% há quatro semanas; e em 4,46% na semana passada. Para os anos subsequentes, as projeções inflacionárias apresentadas pelo mercado estão em 4,18%, em 2026; e em 3,80% para 2027. Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros – a Selic – definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. O recuo da inflação e a desaceleração da economia levaram à manutenção da Selic pela terceira vez seguida, na última reunião, no início deste mês. No entanto, o Copom não descarta a possibilidade de voltar a elevar os juros “caso julgue apropriado”. Em nota, o BC informou que o ambiente externo se mantém incerto por causa da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos, com reflexos nas condições financeiras globais. Já no Brasil, a autarquia destacou que a inflação continua acima do centro da meta (3%), apesar da desaceleração da atividade econômica, o que indica que os juros continuarão alto por bastante tempo. A estimativa dos analistas de mercado é, há 22 semanas, de que a Selic encerre 2025 em 15% ao ano. No entanto, foi revista para baixo nas projeções para 2026, passando dos 12,25% projetados nas semanas anteriores, para 12% nesta edição do boletim. Para 2027, as projeções estão estáveis, em 10,50%. Com relação ao câmbio, as projeções do mercado financeiro se mantiveram em estável, indicando que o dólar fechará o ano cotado a R$ 5,40. O mercado manteve também as projeções divulgadas nas semanas anteriores para a moeda norte-americana, tanto para 2026 como 2027: R$ 5,50.

 AGÊNCIA BRASIL

Balança comercial tem superávit de US$ 1,8 bi na 3ª semana de novembro

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, valor foi alcançado com exportações de US$ 6,939 bilhões e importações de US$ 5,139 bilhões. De janeiro a novembro de 2025, superávit soma um total de US$ 56,464 bilhões.

A balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 1,8 bilhão na terceira semana de novembro. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgados nesta segunda-feira, 24, o valor foi alcançado com exportações de US$ 6,939 bilhões e importações de US$ 5,139 bilhões. No ano, de janeiro a novembro de 2025, o superávit soma um total de US$ 56,464 bilhões, resultado de US$ 310,974 bilhões em exportações e US$ 254,509 bilhões em importações. No mesmo período do ano passado, o superávit acumulado estava em US$ 69,540 bilhões. No mês de novembro até a terceira semana, comparado ao mesmo período de 2024, as exportações cresceram 3,5% e somaram US$ 21,243 bilhões. O desempenho dos setores foi o seguinte: crescimento de 32,8% em Agropecuária, que somou US$ 4,391 bilhões; queda de 14,4% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 4,783 bilhões; e crescimento de 3,8% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 11,933 bilhões. As importações cresceram 10,4% nas três primeiras semanas de novembro e totalizaram US$ 17,173 bilhões na mesma comparação, com queda de 3,3% em Agropecuária, que somou US$ 300,7 milhões; queda de 2,8% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 844,1 milhões; e crescimento de 11,6% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 15,917 bilhões.

ESTADÃO CONTEÚDO

Arrecadação federal cresce 0,92% em outubro e bate recorde com ajuda do IOF

Receitas somaram R$ 261,9 bilhões, o maior valor para o mês desde o início da série, em 1995. Arrecadação do IOF teve o maior avanço percentual entre os tributos no mês passado, com alta de 38,8%, para R$ 8,1 bilhões

A arrecadação federal teve alta real de 0,92% em outubro sobre o mesmo mês do ano anterior, somando R$ 261,908 bilhões, e atingiu o maior patamar para outubro da série iniciada em 1995 com ajuda do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), elevado pelo governo neste ano, informou a Receita Federal nesta segunda-feira (24). Os recursos administrados pela Receita, que englobam a coleta de impostos de competência da União, cresceram 4,74% em outubro em termos reais frente a um ano antes, a R$ 246,951 bilhões. A receita administrada por outros órgãos, que tem peso grande de royalties de petróleo, caiu 37,02%, a R$ 14,957 bilhões. No recorte por tributos, os dados da Receita mostram que o maior avanço percentual do mês passado foi registrado na arrecadação de IOF, com uma alta real de 38,8% para R$ 8,138 bilhões. Também foram registrados ganhos em Imposto de Renda de empresas e Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL), com elevação de 5,54%, e Imposto de Renda incidente sobre rendimentos de capital, alta de 28,01%. O fisco apontou ainda uma contribuição da tributação sobre jogos de azar e apostas, com uma arrecadação que saltou de R$ 11 milhões em outubro de 2024 para R$ 1,093 bilhão em outubro deste ano. No acumulado de janeiro a outubro, a arrecadação federal foi de R$ 2,367 trilhões, ficando 3,20% acima do registrado nos primeiros dez meses de 2024. O valor também é recorde para o período. Os dados da Receita indicam uma desaceleração dos ganhos da arrecadação nos últimos meses. Após atingir em julho um pico de 4,41% de alta acumulada no ano, o desempenho arrefeceu, indo a 3,73% em agosto, 3,49% em setembro e 3,20% em outubro. Autoridades do governo têm demonstrado preocupação com efeitos do nível restritivo da taxa Selic, que vem sendo mantida em 15% ao ano pelo Banco Central para controlar a inflação, com efeitos sobre a atividade econômica e, consequentemente, sobre a arrecadação.

FOLHA DE SP

INTERNACIONAL

China prorroga investigação sobre importação de carne bovina até 2026, adiando possíveis restrições

A investigação agora se estenderá até 26 de janeiro de 2026, informou o Ministério do Comércio, citando “a complexidade do caso”

A China prorrogou sua investigação sobre as importações de carne bovina por mais dois meses, dando aos fornecedores globais uma suspensão temporária mais longa das possíveis restrições comerciais, enquanto a indústria nacional luta contra um excesso de oferta. A investigação agora se estenderá até 26 de janeiro de 2026, informou o Ministério do Comércio, citando “a complexidade do caso”. É a segunda vez que o ministério prorroga a investigação desde que iniciou em dezembro passado, à medida que a desaceleração da demanda pressionava o maior mercado mundial de importação e consumo de carne bovina. A investigação não tem como alvo nenhum país específico. Em agosto, a China prorrogou a revisão por três meses. Quaisquer medidas comerciais para restringir as importações afetariam os principais fornecedores, como Argentina, Austrália e Brasil. A China importou um recorde de 2,87 milhões de toneladas de análises de carne bovina em 2024. As importações de janeiro-outubro de 2025 aumentaram 3,6% em relação ao ano anterior, para 2,34 milhões de toneladas.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Embarques de carne suína alcançam 75,1 mil toneladas até a terceira semana de novembro/25

Preço médio da tonelada registra queda de 1,3%

As exportações brasileiras de carne suína in natura totalizaram 75,1 mil toneladas até a terceira semana de novembro de 2025. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Para comparação, no mesmo período de novembro do ano anterior, os embarques somaram 107,6 mil toneladas em 19 dias úteis. A média diária exportada até a terceira semana de novembro ficou em 5,3 mil toneladas, registrando queda de 5,3% em relação à média de novembro de 2024, que era de 5,6 mil toneladas por dia. No quesito preços, a tonelada de carne suína foi negociada, em média, a US$ 2.506, valor 1,3% menor que o observado no ano anterior, quando o preço médio estava em US$ 2.540 por tonelada. O faturamento acumulado pelo setor até a terceira semana de novembro/25 alcançou US$ 188,2 milhões. Em novembro de 2024, a receita total havia sido de US$ 273,4 milhões. A média diária de faturamento ficou em US$ 13,4 milhões, com queda de 6,5% frente a novembro do ano passado, quando a média diária era de US$ 14,3 milhões.

SECEX/MDIC

Exportações de carne de frango avançam no volume em novembro, mas preços recuam

Volume embarcado somou 323,6 mil toneladas até a terceira semana e cresceu 0,6% na média diária.

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o volume exportado de carne de aves in natura ficou em 323,6 mil toneladas até a terceira semana de novembro/25. No ano passado, o volume total exportado foi de 436,5 mil toneladas em 19 dias úteis de novembro. A média diária até a terceira semana de novembro/25 ficou em 23,1 mil toneladas, ganho de 0,6% frente à média diária exportada do ano anterior, com 22,9 mil toneladas. As exportações brasileiras de carne de frango devem ganhar ainda mais ritmo no encerramento de 2025, impulsionadas pela retomada das compras da China e pelo ambiente de custos mais favorável ao produtor. A análise é de Juliana Pila, analista da Scot Consultoria. Segundo ela, o setor já vinha registrando bons resultados ao longo do ano, mesmo após o susto causado pelo caso de gripe aviária registrado no Rio Grande do Sul em maio, que levou à suspensão temporária dos embarques para diversos países, incluindo a China, um dos principais compradores da proteína. “Tivemos embargos que foram sendo retirados ao longo do tempo, mas a China ainda não havia retomado suas compras. No início de novembro, tivemos essa boa notícia”, afirmou. Em outubro, o Brasil registrou o segundo melhor volume exportado de carne de frango da história, ficando muito próximo do desempenho do mesmo período de 2024. Com a volta da China ao mercado, a expectativa é de um fechamento de ano forte e possibilidade de superar o recorde exportado em 2024. O preço pago pelo produto até a terceira semana de novembro ficou em US$ 1.618 por tonelada, queda de 13,8% se comparado com os valores praticados em novembro do ano anterior, com US$ 1.877 por tonelada. No faturamento, a receita obtida até a terceira semana de novembro ficou em US$ 523,9 milhões, enquanto em novembro do ano anterior o valor ficou em US$ 819,5 milhões. Já a média diária de faturamento ficou em US$ 37,4 milhões, redução de 13,2% frente a média diária observada em novembro do ano anterior, que ficou em US$ 43,1 milhões.

SECEX/MDIC

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