CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2601 DE 24 DE NOVEMBRO DE 2025

clipping

Ano 11 | nº 2601 | 24 de novembro de 2025

 

NOTÍCIAS

Preço do boi gordo fica estável e não reage ao fim das tarifas dos EUA

Mercado pecuário esteve lento nesta sexta-feira após o feriado. Houve poucos negócios no mercado pecuário nesta sexta-feira

Após o feriado do Dia da Consciência Negra, o mercado pecuário esteve lento nesta sexta-feira (21/11). Alguns compradores não estavam operando e, os que estavam, realizaram poucos negócios. Nesse sentido, as referências de preços continuaram as mesmas de quarta-feira (19/11) na grande maioria das praças brasileiras. Das 33 regiões monitoradas pela Scot Consultoria, 29 não tiveram alterações nas cotações do boi gordo na sexta-feira. Foram registradas quedas apenas no norte de Minas Gerais, Redenção (PA), sudeste de Rondônia e Espírito Santo. Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, o boi gordo seguiu cotado a R$ 320 a arroba para o pagamento a prazo. Quanto ao anúncio do fim da tarifa de 40% imposta pelos EUA sobre a carne bovina brasileira, a Scot informa que ainda não houve repercussões, com os agentes ainda “sentindo” o mercado. Para alguns coprodutos bovinos, como o sebo, as tarifas foram mantidas. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o segmento financeiro (mercado futuro) reagiu com força, trazendo a expectativa de fechamento do mês para o patamar do físico atual. Os negócios no físico, por sua vez, seguiram praticamente no ritmo que já vinham e foram poucos os comentários sobre a notícia.

GLOBO RURAL

Mercado futuro volta a euforia em função da revogação das tarifas. Em Goiás, Tocantins e Mato Grosso, preço do boi caiu

O mercado físico do boi gordo se deparou com tentativas de compra em patamares mais baixos em estados como Goiás, Mato Grosso, Rondônia, Tocantins e Pará. Já em São Paulo, uma ou outra negociação foi realizada acima da referência média.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o mercado futuro volta a conviver com euforia em função da revogação das tarifas adicionais para a carne bovina brasileira pela administração Trump. “Essa decisão acontece em um momento importante, com a China apresentando um menor apetite durante o mês de novembro e tentando impor preços mais baixos pela carne bovina brasileira”, enfatiza. De acordo com ele, a retomada das vendas para os Estados Unidos tende a resultar em ampliação das exportações, o que pode oferecer algum fôlego aos preços da arroba durante o mês de dezembro. Média de preços da arroba do boi: São Paulo: R$ 324,92. Goiás: R$ 316,25. Minas Gerais: R$ 314,71. Mato Grosso do Sul: R$ 318,64. Mato Grosso: R$ 301,65. O mercado atacadista fechou a semana ainda contando com acomodação em seus preços. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios sugere pela continuidade do movimento de alta no curtíssimo prazo, considerando o auge do consumo no mercado doméstico, com a incidência do 13º salário, criação de postos temporários de emprego e confraternizações inerentes ao período. Quarto traseiro: R$ 26,00 por quilo; Quarto dianteiro: R$ 19,50 por quilo; Ponta de agulha: R$ 19,00 por quilo

AGÊNCIA SAFRAS

Boi/Cepea: Negócios se aquecem um pouco

As negociações envolvendo boi gordo estão um pouco mais aquecidas nesta semana e ocorrem a preços praticamente estáveis.

Segundo pesquisadores do Cepea, a oferta teve certo aumento em algumas regiões, o que permitiu alongamento das escalas, que ficaram entre 7 e 17 dias em várias praças. Na parcial de novembro, em Sorriso (MT), Rondonópolis (MT), Rio Grande do Sul, Tocantins, Colíder (MT), Bauru (SP) e São José do Rio Preto (SP), a valorização da arroba bovina foi de apenas 1%. Já no Noroeste do Paraná, Triângulo Mineiro, Norte de Minas e Oeste da Bahia, as altas nos preços foram um pouco maiores, entre 2 e 3%. No Norte de Goiás, Rio Verde (GO) e Goiânia, os preços avançaram cerca de 4%. Por outro lado, quedas de 2% foram observadas em Mato Grosso do Sul e em Rondônia. No estado de São Paulo, os negócios têm ocorrido principalmente entre R$ 320 e R$ 325.

CEPEA

Escalas de abate seguiram estáveis em todas as praças

Na sexta-feira (21/11), as programações dos frigoríficos ficaram estáveis em 7 dias úteis, informou a Agrifatto

Na sexta-feira (21/11), as escalas de abate dos frigoríficos brasileiros ficaram estáveis em 7 dias úteis, o mesmo quadro registrado na sexta-feira anterior (14/11), conforme levantamento realizado semanalmente pela equipe de analistas da Agrifatto. Porém, apesar da estabilidade na média geral, houve avanço em cinco das nove praças pecuárias monitoradas pela consultoria. Goiás e Tocantins se destacaram, apresentando aumento nas programações em 1 dia útil no comparativo semanal, fechando a semana com escalas confortáveis em 8 dias úteis, conforme a Agrifatto. As praças do Pará e do Paraná fecharam a sexta-feira (21/11) com uma programação longa, também com avanço de 1 dia útil em relação à semana anterior, encerrando em 8 dias úteis. Mato Grosso do Sul também apresentou acréscimo de 1 dia útil nas programações (no comparativo semanal), com escalas confortáveis em 7 dias úteis.

Por sua vez, Rondônia fechou a semana com recuo de 1 dia útil, encerrando em 9 dias de escala.  Nas praças mineira, paulista e mato-grossense, não houve alteração nas escalas de abate, que encerraram a semana com 7 dias de programação, informou a Agrifatto.

PORTAL DBO

Queda na cotação do boi gordo e estabilidade para as fêmeas na região de Pelotas-RS

Os preços na região gaúcha continuaram firmes para esta semana, com um mercado bem ofertado e aquecido.

Na região de Pelotas, a oferta de bovinos permanece equilibrada. Esse contexto sustenta a manutenção das cotações e reforça a expectativa de que a firmeza nos preços se prolongue até o final da semana, desde que não haja mudanças relevantes na disponibilidade de gado ou na demanda dos frigoríficos. Na comparação semanal da região, a arroba do boi gordo caiu 1,0%, ou R$3,00, negociada em R$310,50/@ ou R$10,35/kg. Para as categorias de fêmeas, a cotação não mudou. A vaca e a novilha estão apregoadas em R$274,50/@ e R$310,50/@, respectivamente, ou R$9,15/kg e R$10,35/kg. Todos os preços são a prazo e descontados o Senar e o Funrural. O diferencial de base do boi gordo é R$3,00/@, ou 1,0%, maior para região de Pelotas quando em comparação a São Paulo, com a arroba nas praças paulistas cotada em R$307,50, considerando o preço a prazo e livre dos impostos. No curto prazo, a tendência é de estabilidade nos preços.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Dólar supera R$5,40 em dia de ajustes pós-feriado, exterior e ruídos entre Planalto e Senado

O dólar fechou a sexta-feira pós-feriado em forte alta no Brasil, novamente acima dos R$5,40, com as cotações ajustando-se às notícias da véspera sobre o mercado de trabalho norte-americano e reagindo negativamente aos ruídos entre Planalto e Senado após indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal.

Em meio ao avanço firme da moeda norte-americana também no exterior, o dólar à vista encerrou a sessão da sexta-feira em alta de 1,20%, aos R$5,4020 na venda. Na semana, a moeda norte-americana acumulou ganho de 1,97%. Às 17h07, o contrato de dólar futuro para dezembro — atualmente o mais negociado no Brasil — subia 1,42% na B3, aos R$5,4150. Enquanto o mercado brasileiro esteve fechado em função do feriado do Dia da Consciência Negra, o Departamento do Trabalho dos EUA informou na quinta-feira que a economia norte-americana gerou 119.000 vagas em setembro, ante projeção de 50.000 postos de economistas ouvidos pela Reuters. A taxa de desemprego subiu para 4,4%, ante projeção de 4,3%. Os números do payroll, apesar de mistos, justificaram a alta do dólar ante a maior parte das divisas na quinta-feira, o que fez a moeda norte-americana se ajustar ante o real na sexta-feira.

“Hoje (sexta-feira) temos no Brasil um ajuste em relação a ontem. O payroll deu um nó na cabeça do investidor, que não sabe se de fato o Fed vai cortar os juros”, comentou no fim da manhã o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik. “Como o mercado brasileiro estava fechando, hoje estamos corrigindo.”. “A indicação de Messias ao STF e o risco de pautas-bomba no Senado fizeram a questão fiscal voltar. O dólar é quem mais está respondendo a esta piora estrutural”, comentou durante a tarde Felipe Tavares, economista-chefe da BGC Liquidez. “E há também o movimento global, porque o dólar está ganhando ante as moedas emergentes.” Os fatores de alta para o dólar ante o real acabaram se sobrepondo à notícia, também da quinta-feira, de que o presidente Donald Trump assinou um decreto removendo a tarifa de 40% sobre produtos brasileiros como carne bovina, café e suco de laranja, entre outros. A medida abre espaço para a recuperação das exportações do Brasil para os Estados Unidos, com potencial impacto no fluxo e nas cotações do dólar. No exterior, embora as apostas em possível corte de juros nos EUA em dezembro tenham voltado a crescer nesta sexta-feira, o dólar seguiu mais forte que a maior parte das demais divisas.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda e registra 1ª perda semanal desde começo de outubro

O Ibovespa fechou em queda na sexta-feira, registrando a primeira perda semanal desde o começo de outubro, em uma volta de feriado sem alívio nas incertezas quanto a novos cortes na taxa de juros norte-americana, mas noticiário positivo sobre as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,41%, a 154.744,06 pontos, acumulando um declínio de 1,9% na semana, após cinco ganhos semanais seguidos, segundo dados preliminares. Na máxima do dia, marcou 155.387,04 pontos. Na mínima, registrou 153.570,94 pontos. O volume financeiro nesta sexta-feira somava R$21,2 bilhões antes dos ajustes finais.

REUTERS

Alckmin diz que 22% das exportações para os EUA seguem sujeitas a tarifaço

O vice-presidente Geraldo Alckmin disse na sexta-feira que 22% das exportações brasileiras para os Estados Unidos seguem sujeitas ao tarifaço, após o governo Donald Trump ter excluído a taxação adicional de 40% sobre 238 produtos na quinta-feira.

Falando a jornalistas no Palácio do Planalto, Alckmin disse que as negociações com os EUA prosseguirão, e citou que produtos como pescado, mel, uva e industriais seguem sujeitos à tarifa de 40%, e serão objeto de empenho por parte do governo. “Estávamos com 36% (das exportações para os EUA) no início de produtos com tarifa 10%

REUTERS

EMPRESAS

BRF emitirá até R$ 2,375 bilhões em CRAS

Certificados de Recebíveis do Agronegócio têm prazo de vencimento de até 30 anos. Início das negociações dos papéis da MBRF na B3

A BRF, que agora integra o grupo MBRF, anunciou ao mercado na noite de sexta-feira (21) que emitirá até R$ 2,375 bilhões em Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), com prazo de até 30 anos. A operação será vinculada a debêntures a serem emitidas para a securitizadora EcoAgro, que fará a emissão dos CRAs a investidores qualificados. A transação foi autorizada em reunião do conselho de administração, de acordo com ata divulgada à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O valor mínimo da emissão de debêntures é de R$ 1,9 bilhão, com lote adicional de 25%, o que totaliza R$ 2,375 bilhões. A emissão ocorrerá em até cinco séries, sendo que a primeira será de até R$ 1 bilhão. A primeira série terá prazo de cinco anos; a segunda, de sete anos; a terceira, de 10 anos; a quarta, de 20 anos; e a quinta, de 30 anos.

Os juros das debêntures de primeira série serão limitados a 101,5% da taxa DI. Nas debêntures de segunda série, a taxa será a maior entre CDI+0,25% ou 13,4%. Nas debêntures de terceira série, a taxa será a maior entre o rendimento da NTN-B para 2035 + 0,3%, ou 7,7%. Nas debêntures de quarta série, a taxa será a maior entre o rendimento da NTN-B para 2045 + 0,7%, ou 7,9%. Nas debêntures de quinta série, a taxa será a maior entre o rendimento da NTN-B para 2055 + 1,1%, ou 8,25%. As debêntures de primeira, segunda e terceira séries serão amortizadas em parcelas únicas, nos respectivos prazos de vencimento. Já as debêntures de quarta série serão amortizadas em três datas (um terço em 14 de dezembro de 2043, 50% em 14 de dezembro de 2044, e o restante na data de vencimento dessas debêntures). As debêntures de quinta série serão amortizadas também em três datas: um terço em 12 de dezembro de 2053; 50% em 14 de dezembro de 2054; o restante na data de vencimento dessas debêntures.

VALOR ECONÔMICO

INTERNACIONAL

Tyson Foods fecha unidade em meio à escassez de gado nos EUA

Em nota, a empresa informou que após fechamento de planta em Nebraska ampliará a produção em outras fábricas para ajustar volumes e atender à demanda

Tyson Foods nos Estados Unidos; país vive uma fase de baixa no ciclo pecuário. A Tyson Foods anunciou o encerramento das operações da unidade de Lexington, em Nebraska, e a redução das atividades da planta de Amarillo, no Texas, que passará a operar com um único turno. Em nota, a empresa informou que ampliará a produção em outras unidades para ajustar volumes e atender à demanda. A decisão ocorre em um momento de oferta limitada de bovinos para abate nos Estados Unidos. O país vive uma fase de contração do ciclo pecuário, marcada pela redução do rebanho e menor disponibilidade de animais nos confinamentos. A escassez tem pressionado a produção e contribuído para preços mais altos do gado e, em consequência, da carne bovina ao consumidor. Segundo a Tyson, os ajustes buscam adequar a estrutura de processamento ao cenário atual. A companhia afirmou que apoiará os trabalhadores afetados, incluindo ajuda para candidatura a vagas em outras unidades e benefícios de realocação.

GLOBO RURAL

FRANGOS & SUÍNOS

China reduz plantel de porcas para menos de 40 milhões em outubro

O plantel de porcas na China caiu para menos de 40 milhões de animais no final de outubro, informou o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais na sexta-feira, enquanto o país intensifica os esforços para controlar o excesso de capacidade.

A China tinha 40,35 milhões de porcas no final de setembro, de acordo com dados anteriores. Pequim pediu aos principais produtores de suínos que cortassem a produção, já que o setor enfrenta um excesso de oferta e uma fraca demanda dos consumidores. A indústria de carne suína é importante consumidora de farelo de soja na elaboração da ração, enquanto o Brasil é o maior fornecedor global de soja para a China. Em uma reunião na sexta-feira, o ministério pediu uma regulamentação mais rígida da capacidade de produção de suínos e disse que ajustaria “dinamicamente” a meta nacional para o rebanho de porcas. Ele também pediu um ajuste anticíclico anterior para evitar flutuações bruscas no mercado, de acordo com um resumo da reunião. O ministério acrescentou que orientaria os grandes produtores de suínos a melhorarem a qualidade e a eficiência, ao mesmo tempo em que apoiaria as fazendas de pequeno e médio porte a desenvolver operações “em escala adequada”.

REUTERS

Suínos/Cepea: Poder de compra frente ao farelo volta a cair

A relação de troca de suíno vivo por farelo de soja atingiu em setembro o momento mais favorável ao suinocultor paulista em 20 anos.

No entanto, desde outubro, o derivado de soja passou a registrar pequenos aumentos nos preços, contexto que tem desfavorecido o poder de compra do suinocultor. Assim, neste mês de novembro, a relação de troca de animal vivo por farelo já é a pior deste segundo semestre. Cálculos do Cepea mostram que, com a venda de um quilo de suíno vivo na região de Campinas, o produtor pode adquirir, nesta parcial de novembro (até o dia 18), 5,13 quilos de farelo, contra 5,37 quilos em outubro e 5,57 quilos em setembro. Trata-se do menor poder de compra desde junho deste ano, quando era possível adquirir 5,02 quilos.

CEPEA

Preços da carne de frango e dos ovos se enfraqueceram na semana

Não há sinais concretos de reversão no atual movimento de baixa nos valores de negociação.

Baixa no preço da carne também está associada ao aumento da disponibilidade interna de frango vivo para abate

Os preços da carne de frango e dos ovos estão enfraquecidos nesta semana. Além da sazonal redução na demanda em segunda quinzena de mês, colaboradores consultados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indicam que a recente queda no preço da carne também está associada ao aumento da disponibilidade interna de frango vivo para abate. Apesar disso, as vendas seguem em bom ritmo no mercado atacadista, mas não há sinais concretos de reversão no atual movimento de baixa nos valores de negociação. Levantamento do Cepea mostra que, de outubro para a parcial de novembro (até o dia 18), o frango inteiro resfriado registra desvalorização de 2,2%, com a atual média a R$ 7,81 o quilo. Já as cotações dos ovos também seguem em queda nas regiões acompanhadas pelo Cepea. Esse movimento é verificado pela segunda semana consecutiva. Em parte das praças, as desvalorizações em sete dias chegam a 8%. De acordo com pesquisadores do Cepea, o menor ritmo de vendas vem aumentando gradualmente os estoques nas granjas. Assim, produtores têm tido dificuldades em manter os valores da proteína e acabam cedendo nas negociações. Diante da maior oferta, não há espaço para reação positiva nos valores da proteína, e a tendência é de que os preços sigam enfraquecidos até o encerramento deste mês.

GLOBO RURAL

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

POWERED BY

NORBERTO STAVISKI EDITORA LTDA

Whatsapp 041 996978868

 

 

abrafrigo

Leave Comment