
Ano 10 | nº 2201 |12 de abril de 2024
NOTÍCIAS
Preços estáveis da arroba bovina em São Paulo
As negociações seguem em ritmo compassado, com as escalas de abates para, em média, 9 dias úteis, os negócios estão acontecendo primordialmente para manter a programação das escalas. Diante desse cenário, as cotações estão estáveis nas praças pecuárias paulistas
A arroba do boi comum está sendo negociada em R$227,00, a da vaca gorda em R$205,00 e a da novilha gorda em R$220,00, preços brutos e a prazo. A arroba do “boi China” está sendo negociada em R$235,00, preço bruto e a prazo. Ágio de R$8,00/@. No Acre, com volume moroso de negócios, as cotações estão estáveis para todas as categorias de bovinos destinados ao abate. A estabilidade dos preços na região perdura há 21 dias úteis para o boi gordo, 11 dias úteis para a vaca gorda e 16 dias úteis para a novilha gorda. A cotação do boi gordo está apregoada em R$195,00/@, da vaca gorda em R$178,00/@ e a da novilha gorda em R$180,00/@, preços brutos e a prazo. Em Alagoas, as escalas de abate estão alongadas, dessa forma, as cotações de todas as categorias de bovinos terminados estão firmes na comparação diária. O boi gordo está precificado em R$240,00/@, a vaca gorda em R$226,00/@ e a novilha gorda em R$230,00/@. Na região Sul da Bahia, na quinta-feira, os preços ficaram estáveis, com isso, são 12 dias úteis de estabilidade para o boi gordo, 8 dias úteis para a vaca gorda e 7 dias úteis para a novilha gorda. O boi gordo está sendo negociado em R$213,00/@, preço bruto e a prazo. O diferencial de base na praça, em relação a São Paulo, está em 6,2% negativo, ou seja, são menos R$14,00/@ nas negociações. A cotação das fêmeas está referenciada em R$202,00/@ para a vaca gorda e R$207,00/@ para a novilha gorda, preços brutos e a prazo. No Oeste do Rio Grande do Sul, na região, as cotações estão estáveis na comparação dia a dia. O boi gordo está precificado em R$8,00/kg, a vaca gorda em R$7,30/kg e a novilha gorda em R$8,10/kg, preços brutos e a prazo.
Scot Consultoria
Preço do boi acumula queda de 10% no ano em São Paulo
Negociações entre frigoríficos e pecuaristas continuam em um ritmo moderado. Condições insatisfatórias das pastagens em muitas regiões dificultam a obtenção de animais prontos para abate só a pasto
O mercado físico do boi gordo fechou a quarta-feira (10/4) com estabilidade nas cotações, segundo a consultoria Agrifatto. Mas o cenário ainda é de desvalorização da carne. Neste ano, o indicador do boi gordo Cepea/B3, referente aos preços médios da arroba no Estado de São Paulo, já caiu quase 10%, o que tem levado produtores a limitarem a oferta de animais para abate desde o final de março. Em São Paulo, o indicador Cepea/B3 apresentou cotação média de R$ 233,20 a arroba nesta quarta-feira, uma leve alta de 0,39% no acumulado de abril. Em Minas Gerais, a cotação do boi gordo teve valorização de 0,8% no comparativo semanal e ficou cotado a R$ 217,30 a arroba. Na B3, os futuros voltaram a “sorrir”, com quase todos os contratos demonstrando ajustes positivos na comparação diária. O vencimento para abril ficou cotado a R$ 231,60 a arroba, alta de 0,19%. De acordo com a Agrifatto, as negociações entre frigoríficos e pecuaristas continuam em um ritmo moderado, resultando em um volume negociado suficiente apenas para manter as escalas de abate em torno de nove dias úteis, na média nacional. Além disso, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP, as condições insatisfatórias das pastagens em muitas regiões dificultam a obtenção de animais prontos para abate só a pasto. No atacado da Grande São Paulo, levantamento do Cepea mostra que o mercado da carne com osso segue em ritmo lento, sem exigir pressão de compra pelos frigoríficos, que continuam com escalas confortáveis. As exportações, por sua vez, depois de caírem entre fevereiro e março, voltaram a crescer em abril. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontam que, na primeira semana do mês, foram 54,7 mil toneladas de carne bovina in natura escoadas pelo Brasil, o equivalente a mais de 10 mil toneladas in natura por dia. Se mantido esse ritmo de embarques, a demanda de frigoríficos pode se intensificar e trazer algum ânimo aos pecuaristas, especialmente aos paulistas. No entanto, a Agrifatto lembra que, apesar do bom desempenho das exportações na primeira semana de abril e de uma leve recuperação nas vendas no varejo, é esperado que os frigoríficos exerçam pressão de baixa sobre os preços do boi gordo com a chegada da seca (maio e junho). As distribuições no atacado de carne com osso mostraram uma ligeira melhora, com o volume de mercadorias com atrasos de descargas nos pontos de distribuição praticamente eliminado. Além disso, houve uma melhora nas vendas de carne desossada nesta semana, especialmente para os cortes dianteiros. Com exceção dos cortes dianteiros, que estão em alta demanda, a maioria dos produtos com osso tende a manter as cotações estáveis e com baixa sustentação, segundo a Agrifatto. A carcaça do boi casado castrado e inteiro está cotada a R$ 15,50/kg e R$ 15,00/kg, respectivamente.
Globo Rural
Mercado físico do boi gordo no Brasil com preços estáveis
De acordo com análise do consultor da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os pecuaristas mantiveram o compasso das negociações, atentos às condições favoráveis das pastagens, impulsionadas pelos índices pluviométricos positivos previstos para este mês
Iglesias ressaltou que este cenário pode sofrer alterações nos meses seguintes, com a expectativa de chuvas menos intensas e perda de capacidade de retenção. Apesar do encurtamento das escalas de abate, os frigoríficos demonstram cautela em aumentar os preços de compra do gado”, disse. Em São Paulo, a arroba do boi manteve-se estável, com referência média de R$ 232. Em Goiânia, Goiás, o valor da arroba foi de R$ 217, também sem variações. Em Uberaba (MG), a arroba permaneceu inalterada, cotada a R$ 227. Em Dourados (MS), a arroba permaneceu inalterada, cotada a R$ 224. Em Cuiabá, a arroba foi indicada a R$ 209, mantendo-se estável. No mercado atacadista, os preços se mantiveram estáveis ao longo do dia. Iglesias destaca que o ambiente de negócios sugere uma menor margem para reajustes, especialmente na segunda quinzena do mês, período caracterizado por um menor ímpeto de consumo. Ele ressalta ainda a situação da carne de frango, que apresenta sinais sobre oferta, podendo influenciar negativamente na formação de preços de proteínas concorrentes. O quarto traseiro foi cotado a R$ 18,00 por quilo, enquanto o quarto dianteiro manteve-se em R$ 14,00 por quilo. A ponta de agulha seguiu cotada a R$ 13,00 por quilo.
Agência Safras
Boi/Cepea: Indicador acumula queda de 10% no ano, e pecuarista limita oferta
Neste ano, o Indicador do Boi Gordo CEPEA/B3 (estado de São Paulo) já caiu quase 10%, o que tem levado produtores a limitarem a oferta de animais para abate desde o final de março
Além disso, segundo pesquisadores do Cepea, as condições insatisfatórias das pastagens em muitas regiões dificultam a obtenção de animais prontos para abate só a pasto. No atacado da Grande São Paulo, levantamento do Cepea mostra que o mercado da carne com osso segue em ritmo lento, sem exigir pressão de compra pelos frigoríficos, que continuam com escalas confortáveis. As exportações, por sua vez, depois de caírem entre fevereiro e março, voltaram a crescer em abril. Dados da Secex apontam que, na primeira semana do mês, foram 54,7 mil toneladas de carne bovina in natura escoadas pelo Brasil, o equivalente a mais de 10 mil toneladas in natura por dia. Se mantido esse ritmo, a demanda de frigoríficos pode se intensificar e trazer algum ânimo a pecuaristas, especialmente aos paulistas.
Cepea
Justiça concede liminar ao Anffa Sindical para suspender norma do MAPA que reduz para dois dias prazo para liberação de certificados sanitários à exportação
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu liminar, na quarta-feira (10), ao Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) suspendendo a regra imposta pela Portaria 667/2024, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que estabelece o prazo máximo de dois dias para a certificação sanitária de produtos de origem animal para exportação. No despacho, o ministro relator da ação, Afrânio Vilela, restabeleceu o prazo de quatro dias, fixado em norma anterior do ministério
Após análise da manifestação do sindicato que representa a carreira dos auditores agropecuários, o ministro verificou que a decisão do Mapa estava em “dissonância” com o tempo médio atual para inspeção dos produtos, que corresponde a 4,21 dias. “A conduta coatora, violando o direito líquido e certo dos auditores fiscais federais agropecuários (affas) à execução do serviço público dentro do critério da razoabilidade – indispensável à própria exequibilidade e eficiência do trabalho –, é manifestamente contraditória”, argumentou o ministro no despacho. Segundo Vilela, o Mapa contrariou o parecer técnico produzido pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do próprio órgão em que alega a dificuldade de cumprir a regra em razão das condições administrativas, especialmente a falta de auditores. Atualmente, o déficit chega a 1,6 mil profissionais. Para o presidente do Anffa Sindical, Janus Pablo Macedo, a liminar, ainda que atenda parte da demanda solicitada pelos auditores agropecuários, já é um avanço. “Antes, o prazo para liberação das certificações sanitárias para produtos de origem animal, de acordo com norma de 2021, era de 5 dias. O que passa a ficar vigente, com a decisão do ministro do STJ, é o prazo de 4 dias. Isso já alivia em parte a demanda dos profissionais, mas a realidade ainda é desafiadora”, afirmou Macedo. No final de março, o Sindicato entrou com ação no STJ alegando a impossibilidade de cumprimento dos prazos estabelecidos pelo Mapa. “Fora a questão de não conseguirmos atuar dentro do prazo, por falta de pessoal, vimos um sério problema que seria o de estarmos priorizando a certificação de exportações em detrimento das inspeções de segurança e qualidade dos produtos destinados ao consumidor brasileiro”, alertou Macedo. No despacho, o ministro Afrânio Vilela deu o prazo de dez dias para que o Mapa se manifeste. Os auditores fiscais federais agropecuários estão desde o ano passado em negociação com o governo por melhores condições de trabalho e, por isso, estão em mobilização desde o dia 22 de janeiro deste ano. O movimento, que não se caracteriza como greve, pleiteia a reestruturação da carreira, mas até o momento não recebeu uma proposta razoável à demanda.
Notícias Agrícolas
ECONOMIA
Dólar à vista fecha em alta de 0,24%, a R$5,0908 na venda Com foco nos juros dos EUA
Depois do forte avanço da véspera, o dólar encontrou certo alívio na quinta-feira no anúncio de uma inflação ao produtor mais fraca que o esperado nos EUA, mas ainda assim a divisa se recuperou durante a sessão e fechou novamente em alta, perto dos 5,10 reais, em meio a apostas de que o Federal Reserve adiará o início do corte de juros para julho ou setembro.
O dólar à vista fechou o dia cotado a 5,0908 reais na venda, em alta de 0,24%. Este é o maior valor de fechamento desde 9 de outubro do ano passado, quando foi cotado a 5,1315. Em abril, a divisa acumula elevação de 1,50%. Às 17h15, na B3 o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,44%, a 5,1005 reais na venda. Na quarta-feira, o dólar à vista já havia avançado 1,44% ante o real, após o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subir 0,4% em março, acima do esperado, disparando um forte movimento de reprecificação de cortes de juros nos EUA. A curva de juros norte-americana passou a indicar que o corte pode vir em setembro — bem mais tarde do que era esperado no início do ano. Nesta quinta-feira, o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) dos EUA trouxe um pouco de alívio, ao subir 0,2% em março, após aumento não revisado de 0,6% em fevereiro. Economistas consultados pela Reuters previam aumento de 0,3% no mês passado. “O dólar hoje está acompanhando bem o exterior depois do PPI, que veio abaixo do esperado. A moeda norte-americana caiu, depois se valorizou. Quem comanda o jogo é o CPI”, resumiu Jefferson Rugik, diretor da Correparti Corretora. Falas de autoridades do Fed ao longo do dia reforçaram recado de que não há pressa em cortar os juros. O presidente do Fed de Nova York, John Williams, disse que “as perspectivas futuras são incertas e precisaremos continuar dependentes dos dados”. Já o presidente do Fed de Richmond, Thomas Barkin, disse que os últimos dados de inflação mostram que o banco central “ainda não está onde queremos”, enquanto a presidente do Fed de Boston, Susan Collins, afirmou que a força da economia dos EUA e o recuo desigual da inflação são argumentos contrários a um impulso de curto prazo para reduzir a taxa básica de juros. À tarde, o BC informou que o Brasil registrou fluxo cambial total negativo de 684 milhões de dólares em abril até o dia 5, com saídas líquidas de 3,659 bilhões de dólares pela via financeira e entradas de 4,111 bilhões de dólares pelo canal comercial.
Reuters
Ibovespa recua com pressão de Petrobras, Eletrobras e cautela sobre juros nos EUA
O Ibovespa caiu na quinta-feira, com pressão negativa de Eletrobras e Petrobras contrapondo o fechamento mais favorável dos índices em Wall Street, ainda com cautela em relação ao momento do primeiro corte de juros pelo Federal Reserve
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,51%, a 127.396,35 pontos. Na máxima do dia, chegou a 128.051,34 pontos. Na mínima, a 127.069,43 pontos. O volume financeiro somou 19,5 bilhões de reais. Após uma quarta-feira impactada por receios em torno de uma aceleração da inflação norte-americana, o que poderia adiar o momento de o Fed iniciar o ciclo de cortes de juros, uma leitura um pouco mais baixa do que o esperado de preços ao produtor dos Estados Unidos nesta quinta aliviou essas preocupações. O S&P 500 e o Nasdaq fecharam com elevação de, respectivamente, 0,74% e 1,68%. O sentimento, no entanto, não refletiu sobre o comportamento da bolsa brasileira. Para o analista Sidney Lima, da Ouro Preto Investimentos, a cautela com relação à inflação nos EUA permaneceu na cena local, reverberando ainda os dados de preços ao consumidor da véspera. “A interpretação do que está acontecendo hoje é que ele (dado de inflação) acaba sendo muito mais nocivo para mercados emergentes do que para o próprio mercado norte-americano.” O rendimento do título de 10 anos do Tesouro dos EUA marcava 4,5804% no final da tarde. Na visão de Jonas Carvalho, CEO da Hike Capital, questões domésticas também têm pesado sobre o índice. O sócio e head de análise da Levante Investimentos, Enrico Cozzolino, também corroborou as falas de Carvalho, apontando que o indicador tem caminhado “de lado” desde o ajuste pós-rali do final do ano passado, quando o Ibovespa alcançou recordes.
Reuters
Varejo do Brasil surpreende com alta das vendas em fevereiro e vai ao maior nível da série
As vendas varejistas surpreenderam e seguiram em alta no Brasil em fevereiro, atingindo o maior patamar da série histórica diante de um cenário mais favorável para o consumo. Em fevereiro as vendas apresentaram crescimento de 1,0% sobre o mês anterior, contrariando a expectativa em pesquisa da Reuters de uma queda de 1,0%
Os dados divulgados na quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que as vendas perderam força em relação ao avanço de 2,8% em janeiro, mas ainda assim atingiram o maior patamar da série histórica iniciada em janeiro de 2000. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, houve alta de 8,2%, contra projeção de ganho de 3,3%. O varejo tende a se beneficiar neste ano de um mercado de trabalho aquecido, inflação sob controle e o ciclo de cortes da taxa básica de juros Selic, atualmente em 10,75%, ainda que ela permaneça em um nível elevado. A expectativa é de que atividades mais ligadas ao crédito tenham bom desempenho. Entre as oito atividades pesquisadas, seis mostraram ganhos nas vendas em fevereiro. Os destaques foram os setores de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (9,9%) e de outros artigos de uso pessoal e doméstico (4,8%). Por outro lado, apresentaram taxas negativas Combustíveis e lubrificantes (-2,7%) e Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,2%). De acordo com o IBGE, o resultado de supermercados segue o mesmo tipo de intensidade dos últimos meses, com exceção de janeiro, quando houve crescimento de 0,8%, sendo um setor que tem variado muito pouco nos últimos seis meses. “Observa-se uma mudança de foco de consumo nos últimos meses que passa de um cenário de orçamento mais restrito, concentrado em produtos básicos, para um momento com mais espaço para que haja consumo de outros tipos de produtos”, avaliou o gerente da pesquisa, Cristiano Santos. “Tal cenário tem relação com o aumento do crédito, em virtude da diminuição da taxa básica de juros, assim como crescimento da massa de rendimento real e da população ocupada”, completou. O comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças e material de construção, teve aumento de 1,2% nas vendas em fevereiro sobre o mês anterior. Houve alta de 3,9% entre veículos e peças no mês, contra queda de 0,2% no material de construção.
Reuters
IBGE: estimativa cai 0,8% e prevê safra de 298,3 milhões de toneladas em 2024
A safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deve ser de 298,3 milhões de toneladas em 2024, segundo a estimativa de março do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgada ontem (11) pelo IBGE. Isso representa uma produção 5,4% menor do que a obtida no ano passado (315,4 milhões de toneladas). Na comparação com a estimativa de fevereiro, houve uma queda de 0,8% ou de 2,3 milhões de toneladas
A produção de soja, principal commodity do país, caiu 1,6% na comparação com o previsto em fevereiro e deve chegar a 146,9 milhões de toneladas. Essa quantidade equivale a uma retração de 3,3% na comparação com o total produzido no ano passado. O resultado negativo é explicado especialmente pela presença de fenômenos climáticos como o El Niño. “Em novembro e dezembro, houve muitos problemas climáticos: choveu muito no Sul, enquanto no Centro-oeste faltou chuva. Então houve quebra de produção, principalmente da soja e da primeira safra do milho. Como os preços do milho caíram, os produtores estão reduzindo a área de plantio, o que afetou a segunda safra”, explica o gerente do LSPA, Carlos Barradas. A produção do milho, que deve somar 116,1 milhões de toneladas em 2024 caiu 0,6% na comparação com o estimado no mês anterior e 11,4% em relação ao produzido em 2023, quando consideradas as duas safras. “Por outro lado, com a queda dos preços do milho, alguns produtores deixaram de lado essa produção para plantar algodão, que teve um crescimento de 2,3% em relação ao estimado no mês passado e de 8,0% na comparação com 2023. É um recorde de produção”, ressalta Barradas. A previsão é de que o algodão em caroço chegue a uma produção de 8,4 milhões de toneladas neste ano. Já a safra do arroz deve crescer 1,7% na comparação com o produzido do ano passado, alcançando 10,5 milhões de toneladas. Juntos, a soja, o milho e o arroz respondem por 91,6% da produção de grãos no país. Por sua vez, a produção do feijão também deve crescer, atingindo 3,3 milhões de toneladas, somadas as três safras. Essa quantidade representa um crescimento de 2,8% na comparação com o estimado no mês anterior e de 11,1% com o produzido no ano passado. Para Barradas, a safra da leguminosa será suficiente para prover o consumo interno do país neste ano. “Com isso, não deve haver necessidade de importação. É possível observar que os preços do feijão já estão caindo”, avalia o pesquisador. Outros destaques em relação à estimativa de fevereiro foram a cevada (aumento de 12,3% ou 50,8 mil toneladas), a aveia (4,6% ou 53,3 mil toneladas), a primeira safra da batata (3,8% ou 63,5 mil toneladas), o trigo (3,3% ou 318,6 mil toneladas) e o café canephora (3,2% ou 34,9 mil toneladas). “Estamos observando uma boa safra de café. Além de estar em bienalidade positiva, o clima ajudou bastante essa produção, já que tem chovido nas principais regiões produtoras, como Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo”, detalha Barradas. A produção das duas espécies de café (arábica e canephora) deve somar 3,6 milhões de toneladas, um crescimento de 1,4% em relação ao estimado em fevereiro e de 5,6% na comparação com o produzido em 2023. A área a ser colhida caiu 0,2% (ou 125,5 mil hectares) na comparação com a de 2023, totalizando 77,7 milhões de hectares. Houve retração na área do milho (-5,8%), do trigo (-6,6%) e do sorgo (-4,4%). Ante a estimativa de fevereiro, a queda foi de 0,4% no país, o que representa 286,0 mil hectares. Entre as unidades da federação, Mato Grosso continua sendo o maior produtor nacional de grãos, respondendo por 28,2% do total produzido no país. O estado é seguido pelo Paraná (13,7%), Rio Grande do Sul (13,3%), Goiás (10,2%), Mato Grosso do Sul (8,4%) e Minas Gerais (5,7%). Somados, esses seis estados representam 79,5% da produção brasileira de grãos. Regionalmente, o Centro-Oeste (47,0%) lidera esse ranking, enquanto as demais regiões têm as seguintes participações: Sul (29,2%), Sudeste (9,4%), Nordeste (8,7%) e Norte (5,7%). Em relação à estimativa de produção, as unidades da federação que tiveram maior ganho absoluto foram Mato Grosso (240,6 mil toneladas), Goiás (156,4 mil toneladas), Paraná (141,3 mil toneladas), Maranhão (55,9 mil toneladas), Ceará (19,9 mil toneladas), Bahia (19,5 mil toneladas), Amazonas (8,9 mil toneladas) e Rio de Janeiro (3,1 mil toneladas). Já as quedas nas estimativas na comparação com fevereiro foram registradas em Mato Grosso do Sul (- 1,8 milhão de toneladas), em Santa Catarina (-518,2 mil toneladas), no Rio Grande do Sul (-451,5 mil toneladas), no Distrito Federal (-80,7 mil toneladas), em Rondônia (-80,2 mil toneladas), no Piauí (-71,6 mil toneladas), em Minas Gerais (-16,2 mil toneladas), no Espírito Santo (-1,1 mil toneladas) e no Amapá (-28 toneladas).
Agência IBGE de Notícias
EMPRESAS
Prorrogação do Cade afeta planos de Marfrig e Minerva
Órgão antitruste poderá levar até 330 dias para aprovar operação de compra de ativos que as duas empresas anunciaram em agosto do ano passado. Em agosto do ano passado, a Minerva fechou a comprar, por R$ 7,5 bilhões, de 16 plantas da Marfrig na América do Sul
A possibilidade de uma nova extensão nos prazos de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para o acordo de venda de ativos que Minerva e Marfrig fecharam em 2023 vai impor novos desafios às empresas, duas das três maiores do segmento de carnes do país. Em agosto do ano passado, a Minerva fechou a comprar, por R$ 7,5 bilhões, de 16 plantas da Marfrig na América do Sul, sendo 11 no Brasil. Do valor total, R$ 1,5 bilhão já foram pagos. Mas, nesta semana, a Superintendência-Geral do Cade declarou que a operação de compra de ativos é “complexa”. Nesses casos, a Superintendência-Geral poderá requerer ao tribunal a prorrogação do prazo de análise — que é de 240 dias, mas o eventual acréscimo pode ser de até 90 dias. Com isso, o período total de avaliação do negócio ficaria em até 330 dias, a contar do protocolo de petição ou de sua emenda, com chances de o resultado vir somente no fim do ano. Para o estrategista-chefe da Rb Investimentos, Gustavo Cruz, a morosidade no processo é prejudicial para as companhias. “A Minerva, com a presença internacional, precisa de mais plantas, enquanto a Marfrig, após a compra de participação da BRF, aproveitaria muito os recursos da venda de unidades”, avaliou. Em seu último balanço financeiro, divulgado no mês passado, a Marfrig chegou a fazer um exercício com o cálculo da redução na alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado) que viria com a aprovação da venda de ativos. A companhia espera que a alavancagem em reais caia de 3,72 vezes para 3,07 vezes à medida que os R$ 6 bilhões restantes entrem no caixa. “O mercado já tinha precificado esse benefício”, disse Cruz. No caso da Minerva, o especialista avalia que a maior exportadora de carne bovina da América do Sul tem aproveitado muito as aberturas comerciais do Brasil para a proteína, como o crescimento de embarques para o México e Indonésia, por exemplo, além da recente rodada de habilitações pela China a frigoríficos brasileiros. A chegada de novas plantas ajudaria nesse processo. Lucas Bonventi, analista da Genial Investimentos, acredita que a Minerva é a que mais pode sair perdendo com a demora no Cade, “uma vez que, quanto mais a aprovação atrasar, menos tempo ela terá para aproveitar o ciclo favorável do gado no Brasil com as plantas que comprou”, disse. A oferta de animais para abate ainda será de ampla neste ano. Ou seja, o custo para a indústria será menor. Outro fator a ser considerado é que a demora na aprovação pode levar a uma correção pelo CDI do valor que as empresas acertaram no negócio. Isso pode gerar um pagamento adicional de R$ 500 milhões, alertou Bonventi. O fundador e presidente do Conselho de Administração da Marfrig, Marcos Molina, já havia citado essa correção em março, durante teleconferência com analistas. Na ocasião, o empresário disse ainda que “todo o risco de Cade é do Minerva”, em referência à demora no processo. A nota técnica que embasa a decisão da Superintendência do Cade como uma operação complexa aponta a necessidade de uma série de diligências no processo. O recebimento e processamento de dados que o órgão antitruste solicitou aos envolvidos e afetados pelo negócio é um dos itens na lista de exigências. Ao longo do percurso, ocorreu a solicitação de informações a associações e pecuaristas de Goiás, Mato Grosso e Rondônia, Estados em que poderia haver sobreposição nas operações. “Esses dados deverão ser processados para que seja construído um teste de mercado que permita melhor caracterizar o cenário hodierno da cadeia de carne bovina no país, incluindo condições de rivalidade com frigoríficos menores, poder de mercado das Requerentes e dos maiores frigoríficos do país, dentre outras variáveis concorrencialmente sensíveis presentes nesta operação e para os mercados relevantes afetados por ela”, informou o texto da nota técnica. Procuradas pelo Valor, Marfrig e Minerva não comentaram. No ano passado, quando anunciaram a operação de compra de ativos ao Cade, as empresas apresentaram o negócio como “ato de concentração sumário”, formato destinado a operações consideradas simples. Nesses casos, o prazo para resposta é de 30 dias. Em seguida, a Superintendência do órgão antitruste considerou que não se tratava de uma operação simples e modificou para ato ordinário, com um prazo de análise que poderia chegar a 240 dias. Esse prazo começou a ser contado em 22 de janeiro, e não mais a partir da data de apresentação. Isso ocorreu porque foi em janeiro que a Superintendência pediu novas informações a respeito da operação.
Valor Econômico
FRANGOS & SUÍNOS
Cotações do suíno vivo mudaram pouco na quinta-feira (11)
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF ficou estável, custando, em média, R$ 127,00, assim como a carcaça especial, com valor de R$ 9,60/kg
Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à quarta-feira (10), houve tímida alta de 0,15% em Minas Gerais, chegando a R$ 6,57/kg, e baixa de 0,48% no Paraná, atingindo R$ 6,24/kg. Os valores ficaram estáveis no Rio Grande do Sul (R$ 6,13/kg), Santa Catarina (R$ 5,99/kg), e São Paulo (R$ 6,65/kg). Os preços do suíno negociado no mercado independente caíram nas principais praças nesta quinta-feira (11). Lideranças apontam que não há excesso de oferta de animais vivos, mas sim uma disputa de preços entre o suíno vivo e o abatido.
Cepea/Esalq
Suinocultura independente: preços caíram de forma generalizada na quinta-feira (11)
Em São Paulo o preço caiu, depois de quatro semanas consecutivas em estabilidade, passando de R$ 7,04/kg vivo para R$ 6,83/kg, com acordo entre suinocultores e frigoríficos, segundo dados da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS)
No mercado mineiro, houve queda, passando de R$ 6,80/kg vivo para R$ 6,60/kg vivo, sem acordo, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o valor do animal caiu, saindo de R$ 6,41/kg vivo para R$ 6,30/kg vivo. No Paraná, considerando a média semanal (entre os dias 04/04/2024 a 10/04/2024), o indicador do preço do quilo vivo do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve queda de 6,04%, fechando a semana em R$5,80/kg vivo. “Espera-se que na próxima semana o preço do suíno vivo apresente alta, podendo ser cotado a R$ 6,22/kg vivo”, informa o reporte do Lapesui.
Agrolink
Suínos/Cepea: Exportações são as menores desde fevereiro/23
As exportações brasileiras de carne suína caíram fortemente em março, registrando o menor resultado, tanto em volume como em receita, desde fevereiro de 2023
De acordo com dados da Secex compilados e analisados pelo Cepea, foram embarcadas 90,7 mil toneladas (produtos in natura e processados), queda de 6,3% em relação a fevereiro/24 e de 14,3% sobre março/23. Segundo pesquisadores do Cepea, a retração no volume exportado se deve à menor demanda de importantes parceiros do Brasil na Ásia, como China, Hong Kong e Singapura. Ainda assim, no primeiro trimestre de 2024, o total escoado somou 286 mil toneladas, 5,3% acima do embarcado nos três primeiros meses do ano passado e um recorde para o período, considerando-se a série histórica da Secex, iniciada em 1997. Quanto à receita, o montante arrecadado em março deste ano, de R$ 953,2 milhões, ficou 6% abaixo do registrado no mês anterior e 25,9% inferior ao de março/23. No balanço trimestral, exportadores brasileiros receberam R$ 2,9 bilhões, queda de 11,8% frente ao mesmo intervalo do ano passado.
Cepea
Quinta-feira (11) com preços estáveis para o mercado do frango
O mercado do frango segue a mesma tendência do início da semana, encerrando a quinta-feira (11) com cotações predominando a estabilidade
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável, valendo R$ 5,00/kg, enquanto o frango no atacado baixou 0,76%, valendo R$ 6,57/kg. Na cotação do animal vivo, o Paraná não mudou, valendo R$ 4,56/kg, da mesma maneira que em Santa Catarina, com valor de R$ 4,43/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à quarta0feira (10), o valor da ave congelada e do frango resfriado não mudaram, custando, respectivamente, R$ 7,24/kg e R$ 7,43/kg.
Cepea/Esalq
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