
Ano 10 | nº 2189 |26 de março de 2024
NOTÍCIAS
BOI GORDO: Segunda-feira estável em São Paulo
Após recuo de R$5,00/@ para o boi comum na última sexta-feira, a semana começa apresentando estabilidade nos preços no comparativo dia a dia
Apesar dos compradores estarem menos ativos às segundas-feiras, parte da indústria frigorifica já retomou as negociações e está completando suas escalas de abate, as quais têm uma média de 10 dias. A cotação para o boi gordo está em R$225,00/@, para a vaca gorda em R$205,00/@ e para a novilha gorda em R$220,00/@, preços brutos e a prazo. O “boi China” está cotado em R$235,00/@, preço bruto e a prazo. Ágio de R$10,00/@. Na região de Goiânia o mercado abriu ofertando mais pelas fêmeas, aumento de R$2,00/@ para a vaca gorda e R$5,00/@ para a novilha gorda. A cotação da arroba do boi está em R$210,00, a da vaca gorda em R$187,00, e a da novilha gorda em R$200,00, preços brutos e a prazo. O “boi China” está cotado em R$215,00/@, preço bruto e a prazo. Ágio de R$5,00/@. No mercado atacadista de carne com osso, as cotações das carcaças casadas de bovinos seguiram bastante pressionadas em decorrência do fraco escoamento pelo varejo na última semana. Com isso, as carcaças casadas de bois castrados e inteiros sofreram queda de 1,3% em suas precificações, negociadas em R$R$15,65/kg e R$14,65/ kg, respectivamente. A carcaça casada da vaca recuou 7,2%, precificada em R$12,65/kg e a da novilha casada R$14,05/kg (-1,3%). Para as outras carnes, a cotação da carcaça especial suína* está em R$10,00/kg, estável, em comparação com a última semana. A cotação do frango médio** está em R$6,45/kg, queda de 1,5%. A carne suína vem perdendo competitividade frente às demais proteínas.
Scot Consultoria
Preço do boi gordo ensaia recuperação após semanas em baixa
O preço da arroba do boi gordo reagiu e ensaia uma leve alta em algumas regiões do país, depois de dias de pressão dos frigoríficos no mercado físico, o que levou a depreciação do produto
No Estado de Tocantins, as dificuldades no escoamento do gado impulsionaram a valorização do boi gordo, que subiu 1,1% na comparação diária, cotada ontem a R$ 207,90 a arroba, informou hoje o boletim da consultoria Agrifatto. Na bolsa de valores B3, a quinta-feira (21/3) também foi de alta e os contratos que vence, este mês fecharam em R$ 229,35 a arroba, 0,64% em relação à quarta-feira (20/3). A leve subida nos preços mostra um ajuste técnico do mercado, após desvalorização contínua do boi gordo. Outro fator que gera atenção dos pecuaristas e dos frigoríficos é que a segunda quinzena de março, historicamente, mostra uma queda no mercado doméstico de carne bovina devido a proximidade da Semana Santa.
“O período surpreendeu negativamente, com as vendas no varejo e distribuições no atacado estagnadas e não há demanda volumosa para nenhum produto, o dianteiro do boi castrado está em 13,50/kg e registrou ajuste negativo de R$ 0,50/kg”, destacou o balanço da Agrifatto.
Esse mercado ainda opera com poucos negócios de animais para abate nesta segunda quinzena de março. Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-Esalq/USP), muitos frigoríficos indicam ter “escalas alongadas, e, por isso, compradores estão afastados do mercado nacional, efetuando aquisições de novos lotes de animais apenas quando há necessidade”. O quadro enfraqueceu as cotações internas durante os primeiros 20 dias de março. No mercado externo as exportações brasileiras de carne bovina in natura registraram “ritmo mais lento” na terceira semana de março, avaliam pesquisadores do Cepea. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) evidenciam que os embarques diários se limitaram a 7,7 mil toneladas até o dia 15 deste mês, totalizando apenas 84,67 mil toneladas embarcadas na parcial de março. Em fevereiro, a média diária foi de 9,43 mil toneladas. No mesmo período do ano passado, com a suspensão dos envios de carne bovina à China, o envio médio diário foi de apenas 5,408 mil toneladas, somando 124,39 mil toneladas naquele mês.
Globo Rural
Volume exportado de Carne bovina in natura avança 12,55% até a quarta semana de março/24. preço médio recua
Volume exportado atingiu 139,9 mil toneladas em 16 dias úteis
O volume exportado de carne bovina in natura alcançou 139,9 mil toneladas até a quarta semana de março/24, informou a Secretária de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O volume exportado até o momento tem um crescimento de 12,55% frente ao registrado em março do ano anterior, com 124,3 mil toneladas em 23 dias úteis. A média diária exportada ficou em 8,7 mil toneladas e isso representa um avanço de 61,7% frente ao comparativo anual. No ano anterior, a média diária exportada em março de 2023 ficou em 5,4 mil toneladas. O preço médio pago pela proteína até a quarta semana de março/24 ficou com US$ 4.526 por tonelada, queda de 5,9% frente aos dados divulgados em março de 2023, com valor médio de US$ 4.811 mil por tonelada. O valor negociado para o produto ficou em US$ 633,395 milhões, tendo em vista que o preço comercializado durante o mês de março do ano anterior foi de US$ 598,4 milhões. A média diária ficou em US$ 39,5 milhões, avanço de 52,1%, frente ao observado no mês de março do ano passado, com US$ 26 milhões.
Agência Safras
Preço do boi gordo acumula queda em São Paulo
Problemas com calendário de abates e ritmo lento do apetite dos frigoríficos seguram os valores. Escalas de abate continuaram ‘folgadas’ para os frigoríficos na última semana
Com movimentações distintas nos Estados brasileiros, o preço do boi gordo apresentou queda de 1,26% na variação mensal até a última sexta-feira (22/03), ficando cotada a R$ 232,30, segundo o índice do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-Esalq/USP). Desde fevereiro, problemas com calendário de abates e ritmo lento do apetite dos frigoríficos seguram os valores e determinam desvalorizações corriqueiras. “A queda no preço do gado terminado pode estar atrelada aos estoques confortáveis e o fraco escoamento de carne bovina no mercado doméstico”, avaliou a consultoria Agrifatto. Na B3, todos os contratos apresentaram recuos e os lotes com vencimento para abril caíram 0,39%, precificados a R$ 227,10 a arroba. Além da Semana Santa, que deve impor um ritmo ainda pior à comercialização, as escalas de abate continuaram “folgadas” para os frigoríficos na última semana, e a média nacional permaneceu em dez dias úteis, sem alteração versus o balanço do dia 15 de março.
Globo Rural
17 estados recebem reconhecimento nacional de livre de febre aftosa sem vacinação
Portaria publicada pelo Mapa contempla também outros 15 estados e o Distrito Federal. Medida restringe ainda movimentação de animais e de produtos desses locais para as demais áreas que ainda praticam a vacinação no país
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou, na segunda-feira (25/03), a Portaria nº 665 que reconhece Goiás como livre da febre aftosa sem vacinação. Ao todo foram contempladas 17 unidades federativas com o reconhecimento nacional, incluindo além de Goiás, os estados do Amapá, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Piauí, Rio de Janeiro, Roraima, São Paulo, Sergipe e Tocantins, além do Distrito Federal. Nestes locais ficam proibidos o armazenamento, a comercialização e o uso de vacinas contra a febre aftosa. A medida também restringe a movimentação de animais e de produtos dessas unidades federativas para as demais áreas que ainda praticam a vacinação no país. A proibição permanecerá em vigor até que a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) conceda internacionalmente o reconhecimento de status sanitário de livre de febre aftosa sem vacinação a todas as unidades do país. Tais determinações entram em vigor a partir de 02 de maio. Para que os 16 estados e o Distrito Federal conquistassem o reconhecimento nacional foi instituído um Plano Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (PNEFA), no qual prevê que o Brasil se torne totalmente livre da vacinação até 2026. Para isso, os estados e o DF precisam atender a critérios definidos pelas diretrizes do Código Terrestre da organização internacional. “Para a OMSA reconhecer internacionalmente uma região como livre da vacinação é preciso que haja, além da suspensão da vacinação, a proibição de ingresso de animais vacinados nos estados e regiões imunes por, pelo menos, doze meses. É esse o prazo que o Governo Federal espera contar a partir de 2 de maio, com o início de validação da portaria emitida nesta segunda-feira, dia 25 de março”, analisa o gerente de Sanidade Animal da Agrodefesa, Rafael Costa Vieira. Atualmente, no Brasil, somente os estados de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, partes do Amazonas e Mato Grosso possuem o reconhecimento internacional de zona livre da aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Esse reconhecimento abre caminho para que os produtos pecuários de tais locais sejam aceitos nos mercados mais exigentes do mundo. Durante o mês de abril será realizada a última imunização contra aftosa nos seguintes estados: Bahia, Maranhão, Pará, Piauí, Rio de Janeiro, Roraima, Sergipe e parte do estado do Amazonas. Já nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas, as etapas da imunização seguem o calendário de aplicação em maio e novembro.
Agrodefesa
ECONOMIA
Dólar termina sessão em baixa no Brasil após tocar em 5 reais
Após ter atingido novamente a casa de 5 reais, o dólar à vista fechou a segunda-feira em queda ante o real, com participantes do mercado aproveitando as cotações mais altas para vender moeda, em meio à expectativa pela divulgação de dados e documentos econômicos no restante da semana, tanto no Brasil quanto no exterior
O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9741 reais na venda, em queda de 0,49%. Em março, a moeda norte-americana acumula alta de 0,05%. Perto das 17h10, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento na B3 caía 0,58%, a 4,975 reais na venda. No início do dia o dólar à vista chegou a subir no Brasil, se reaproximando dos 5 reais, o que disparou um movimento de venda por parte de exportadores e investidores com posições compradas na moeda norte-americana, o que fez com que o dólar migrasse para o território negativo. “Tivemos dois momentos na sessão. Primeiro, o dólar encostou nos 5 reais, em meio à expectativa pela agenda pesada (de indicadores) nesta semana”, comentou o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik. “Quando o dólar encostou em 5 reais, houve um desmonte de posições compradas, com investidores realizando lucros. Aí o dólar passou a acompanhar o exterior”. O recuo do dólar ante o real durante toda a tarde estava em sintonia com o exterior, onde a divisa dos EUA registrou perdas ante outras moedas desde cedo. Perto das 17h10, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,20%, a 104,220. No Brasil, as atenções seguem voltadas para a divulgação de dados no restante da semana. Na terça-feira serão divulgados a ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central e o IPCA-15 de março, além de números de confiança do consumidor dos EUA. Na quarta saem números do governo central e do Cadastro de Empregados e Desempregados (Caged) no Brasil. Na quinta-feira os destaques são o Relatório de Inflação do BC e o PIB dos EUA no quarto trimestre.
Reuters
Ibovespa fecha com declínio discreto; petrolíferas sobem
O Ibovespa fechou com um declínio discreto na segunda-feira, com Casas Bahia entre as maiores quedas antes da divulgação do balanço do último trimestre do ano passado, enquanto petrolíferas foram destaque de alta, endossadas pelo avanço do petróleo no mercado externo
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,08%, a 126.931,47 pontos. Na máxima do dia, chegou a 127.224,32 pontos. Na mínima, a 126.750,47 pontos. O volume financeiro somou 16,4 bilhões de reais. Investidores da bolsa paulista estão na expectativa da ata da última decisão de juros do Banco Central, na semana passada, quando a Selic foi reduzida em 0,50 ponto percentual, para 10,75% ao ano, e a autoridade monetária sinalizou apenas mais um corte — diferentemente das orientações futuras anteriores. De acordo com o analista Nilson Marcelo, da CM Capital, o mercado não ficou satisfeito com desfecho da reunião. Apesar do corte, ele citou que as expectativas já não são mais as mesmas e há dúvidas sobre os próximos movimentos. “Qualquer novidade que apareça, pode tentar sanar essas dúvidas”, pontuou. O documento está previsto para terça-feira, quando a agenda também traz o resultado de março do IPCA-15. O chefe da área de renda variável da InvestSmart, Pedro Mattos, também notou um pouco de receio com a cena fiscal, após estimativas do governo de déficit primário em 2024, embora as previsões tenham ficado na banda de tolerância e tenham sido consideradas mais realistas pelo mercado. “Um ponto positivo.” A semana mais curta em razão do feriado e a proximidade do encerramento da temporada de balanços no Brasil também foram apontadas por Marcelo, da CM, como razões para o movimento mais “lateralizado” do pregão brasileiro. No exterior, Wall Street fechou com sinal negativo, após uma semana robusta, com agentes na expectativa de dados da economia norte-americana na semana, entre eles o índice de preços dos gastos com consumo pessoal (PCE). O rendimento do Treasury de 10 ano subia a 4,2493% no final do dia.
Reuters
EMPRESAS
Minerva Foods reverte prejuízo e lucra R$ 19,8 mi no 4º tri
A Minerva Foods teve um lucro líquido de R$ 19,8 milhões no quarto trimestre de 2023, revertendo um prejuízo de R$ 25,7 milhões no mesmo período do ano anterior, informou a empresa na noite de segunda-feira (25)
No acumulado de 2023, a Marfrig teve um lucro de R$ 395,5 milhões, uma queda de 39,6% em relação a 2022, conforme o demonstrativo de resultados divulgado pela companhia. A receita líquida do quarto trimestre caiu 9,8% para R$ 6,2 bilhões. No ano, a receita somou R$ 26,9 bilhões, queda de 13,2% em comparação a 2022. A Minerva disse que os resultados contábeis das operações na Argentina foram influenciados pela desvalorização cambial ocorrida no quarto trimestre, impactando os níveis de receita, Ebitda e lucratividade da empresa. Esse impacto é contábil, sem efeito caixa. “A receita líquida da companhia foi impactada negativamente no montante de R$ 1,5 bilhão, que normalizado alcança R$ 7.666 milhões [R$ 7,6 bilhões] no trimestre e R$ 28,4 bilhões no ano”, disse a Minerva. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) da companhia somou R$ 605,9 milhões no quarto trimestre, queda de 0,3%. No ano, o Ebitda fechou em R$ 2,6 bilhões, 9,7% abaixo do registrado em 2022. A Minerva abateu 1,078 milhão de cabeças de bovinos no quarto trimestre, aumento de 26,1% em relação ao mesmo período de 2022 e de 15% comparado ao terceiro trimestre de 2023. No acumulado de 2023, foram abatidos 3,874 milhões de cabeças, alta de 3%.
Carnetec
JBS anuncia entrada em novo mercado
Empresa entra no mercado de farmácias de manipulação; parceira venderá seu colágeno em cerca de 8 mil pontos de venda no país
Após investimento de R$ 400 milhões da JBS para a criação da Genu-in, marca especializada em peptídeos de colágeno e gelatina, a empresa avança em sua estratégia de expansão e acaba de anunciar parceria com a Galena Farmacêutica, pioneira na distribuição de insumos, para venda exclusiva de seu colágeno no mercado magistral, representado pelas farmácias de manipulação. Com dois anos de atuação, a Genu-in, que tem produtos presentes em diversos países, visa expandir seus negócios para novos setores. O colágeno é o quarto item mais prescrito pelos nutricionistas, de acordo com a Pesquisa Anual da E4, agência especializada em nutrição. Com a iniciativa para a venda exclusiva por meio da Galena Farmacêutica, a Genu-in estima alcançar cerca de 8 mil pontos de venda em todo o Brasil. Com portfólio inovador, a Galena Farmacêutica tem participação superior a 80% na distribuição nacional e, ao longo dos últimos 37 anos, se destaca por sua atuação representando no Brasil grandes laboratórios da Europa e dos Estados Unidos. A empresa foi escolhida pela Genu-in em razão de sua relevância no mercado, visto que é uma das marcas mais recomendadas pelos nutricionistas para produtos de manipulação, representando 41,7% das opiniões, ainda segundo a Pesquisa Anual da E4. Para Agenor Giuliette Jr, presidente da Galena Farmacêutica, a decisão de optar pela parceria com a Genu-in está fundamentada no fato de que ela é a única marca no mercado que detém o controle total da cadeia produtiva, desde as fazendas até o produto. “Esse controle e monitoramento da matéria-prima asseguram a produção de itens de qualidade superior e transparência total para o consumidor. Além de se tratar de uma operação altamente tecnológica com uma fábrica 4.0 que entrega o que há de melhor em sustentabilidade”, disse ele em nota divulgada pela JBS na segunda-feira (25). Com atuação no mercado B2B (business to business), a Genu-in utiliza subprodutos da cadeia bovina para a produção de peptídeos de colágeno e gelatina, reforçando o conceito de economia circular no ecossistema de geração de valor da JBS. Segundo Ricardo Gelain, diretor executivo da Genu-in, “a parceria vai ao encontro da estratégia de expansão da marca e visa a ampliação para novos canais de distribuição, além de se aproximar ainda mais de seu público-alvo, como médicos e nutricionistas”. Segundo Gelain, essa aproximação com os prescritores de colágeno será muito importante para a empresa atender cada vez mais às necessidades de seu público. “Estamos entusiasmados com essa união, pois representa a entrada em um mercado muito importante para nós. Saber que poderemos ajudar as pessoas por meio de nossos produtos é o que nos move a continuar neste caminho”, completou o executivo.
Carnetec
GOVERNO
Plano do governo para renegociação de parcelas de operações de crédito rural aos produtores deve sair nesta semana, diz Fávaro
Expectativa é que recurso seja retirado da reserva para equalização de juros de novos financiamentos do Plano Safra 2024/25; produtores precisarão de comprovação de impactos
O plano do governo federal para renegociação de parcelas de operações de crédito rural de investimento aos produtores de soja, milho, pecuária bovina e leite deve sair nesta semana, segundo o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, em entrevista na segunda-feira (25) para a Rádio Cultura 90.7 FM de Cuiabá (MT). “Será essa semana… Está tudo estruturado, depende de um voto do Conselho Monetário Nacional (CMN), que não foi na semana passada porque nós estávamos esperando o resultado do Copom, que foi muito bom e a taxa básica de juro caiu meio porcento e isso representa menos despesas de dinheiro público para rolar essa dívida”, disse o ministro durante a entrevista. A expectativa é que o recurso dessa operação apontada por Fávaro seja retirado da reserva para equalização de juros de novos financiamentos do Plano Safra 2024/25, que sairá no segundo semestre. O Valor Econômico apurou junto fontes do governo que seja necessário cerca de R$ 1,5 bilhão para a prorrogação das parcelas dos produtores. Para acesso à prorrogação de parcelas, os produtores deverão apresentar laudos ou comprovação de estado de emergência da cidade ou estado que possuem propriedade para terem acesso à rolagem das parcelas de investimentos. Fávaro mencionou sobre esse programa nos últimos dias durante abertura do Show Safra, em Lucas do Rio Verde (MT), e que ele havia tido uma determinação do próprio Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão acompanha o cenário complicado no campo relatado por diversos agricultores e seus impactos. “Os produtores vivem esse momento de incerteza… Preços achatados internacionalmente, endividamento desequilibrado e uma seca sem precedentes com produtividades muito baixas aqui no estado de Mato Grosso. Se a gente não fizer nada, esse produtor ao vencer seu financiamento ou sua parcela de investimento vai se tornar inadimplente”, disse Fávaro.
Valor Econômico
FRANGOS & SUÍNOS
Preço da carcaça suína cai 2,02% em São Paulo na segunda-feira (25)
O mercado de suínos encerrou a segunda-feira (25) registrando preços estáveis ou em queda. Segundo pesquisadores do Cepea, enquanto os preços médios da carne suína apresentam leve queda neste mês, em relação ao anterior, os valores da de frango e da bovina registram recuos um pouco maiores – todas no atacado da Grande São Paulo
Com o resultado, a proteína suína perdeu competitividade frente às principais substitutas. Segundo pesquisadores do órgão, a pressão da carne suína está atrelada sobretudo à menor liquidez interna, principalmente na primeira quinzena. Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF ficou estável, custando, em média, R$ 128,00, enquanto a carcaça especial baixou 2,02%, com valor de R$ 9,70/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à sexta-feira (22), houve queda de 0,45% em Minas Gerais, chegando a R$ 6,70/kg, e de 0,16% no Paraná, atingindo R$ 6,36/kg. Os valores ficaram estáveis no Rio Grande do Sul (R$ 6,15/kg), Santa Catarina (R$ 6,20/kg), e São Paulo (R$ 6,72/kg).
Cepea/Esalq
Exportações de carne suína do Brasil na 4ª semana de março perdem o ritmo
De acordo com informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) as exportações de carne suína fresca, refrigerada ou congelada, referentes à quarta semana de março (16 dias úteis), houve uma diminuição de ritmo
A receita obtida com as exportações, US$ 138,7 milhões, representa 60% do total arrecadado em todo o mês de março de 2023, que foi de US$ 231,5 milhões. No volume embarcado, as 60.875 toneladas são 63,9% do total registrado em março do ano passado, com 95.225 toneladas. O faturamento por média diária até este momento do mês foi de US$ 8.668, valor 13,9% menor do que o de março de 2023. No comparativo com a semana anterior, houve queda de 10,30% observando os US$ 9.664, vistos na semana passada. Em toneladas por média diária, foram 3.804 toneladas, houve retração de 8,1% no comparativo com o mesmo mês de 2023. Quando comparado a semana anterior, baixa de 10,36%, em relação às 4.244 toneladas da semana passada. No preço pago por tonelada, US$ 2.278 ele é 6,3% inferior ao praticado em março passado. O resultado, frente ao valor atingido na semana anterior, representa alta de 0,06% em relação aos US$ 2.276 anteriores.
Agência Safras
Em 16 dias úteis, volume e receita da carne de frango exportadas superam os 60%
De acordo com informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações de carne de aves na quarta semana de março (16 dias úteis), cresceram tanto na arrecadação quanto o volume embarcado e superaram os 60%
A receita obtida, US$ 560,8 milhões, representa 62,23% do total arrecadado em todo o mês de março de 2023, que foi de US$ 901,2 milhões. No volume embarcado, as 314.097 toneladas são 64,91% do total registrado em março do ano passado, com 483.886 toneladas. O faturamento por média diária até o momento do mês foi de US$ 35 milhões, valor 10,5% menor do que o registrado em março de 2023. No comparativo com a semana anterior, houve queda de 4,18% quando comparado aos US$ 36.5 milhões vistos na semana passada. Em toneladas por média diária, foram 19.631 toneladas, houve diminuição de 6,7% no comparativo com o mesmo mês de 2023. Quando comparado a semana anterior, retração de 4,70% em relação às 20.600 toneladas da semana anterior. No preço pago por tonelada, US$ 1.785, ele é 4,1% inferior ao praticado em março do ano passado. O resultado, frente ao valor atingido na semana anterior, representa avanço de 0,54% no comparativo ao valor de US$ 1.775 visto na semana passada.
Agência Safras
Cotações do frango no atacado e na granja em SP cedem na segunda-feira (25)
As cotações no mercado do frango tiveram queda no Estado de São Paulo na segunda-feira (25), enquanto se mantiveram estáveis em outras praças
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja caiu 1,96%, valendo R$ 5,00/kg, enquanto o frango no atacado cedeu 0,47%, valendo R$ 6,42/kg. No caso do animal vivo, o preço ficou inalterado em Santa Catarina, custando R$ 4,42/kg, da mesma maneira que no Paraná, com valor de R$ 4,38/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à sexta-feira (22), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado não mudaram de preço, valendo, respectivamente, R$ 7,28/kg e R$ 7,44/kg.
Cepea/Esalq
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