CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2172 DE 01 DE MARÇO DE 2024

clipping

Ano 10 | nº 2172 |01 de março de 2024

 

NOTÍCIAS

Estabilidade de preços no mercado do boi em São Paulo

Não houve alterações nas cotações da arroba para todas as categorias de bovinos destinados ao abate, apesar da pressão sobre os preços

As ofertas de bovinos estavam confortáveis, sendo suficientes para abastecer o mercado, que seguiu sem grandes movimentações. No Mato Grosso, os preços permaneceram em todas as praças do estado, com as escalas de abate confortáveis, em 10 dias, em média. Os preços da arroba da vaca apresentaram pequenas variações nas diferentes regiões do estado. Na Bahia Sul, mercado estável para o boi comum. Para vaca, a cotação caiu R$2,00 e para novilha houve queda de R$3,00. Em Marabá-PA, devido às fortes chuvas e dificuldade para o transporte dos animais até o frigorífico, as cotações estavam estáveis na região de Marabá, com pressão de alta.

Scot Consultoria

Arroba do boi segue caindo ‘ladeira abaixo’ no Brasil

Com escalas mais confortáveis, frigoríficos oferecem valores menores pelos animais. Com a desvalorização, o mercado doméstico do boi gordo enfrenta forte estabilidade e preocupa pecuaristas

A pressão sobre os preços do boi gordo segue intensa em todo o Brasil devido, em especial, às escalas mais confortáveis dos frigoríficos, oferecendo menos na arroba. É o que informa a consultoria de mercado Agrifatto, que descreveu a situação desse mercado como “ladeira abaixo”. Uma das regiões mais afetadas desses últimos dias foi o Estado do Tocantins, onde a queda do preço em uma semana chegou a 3%, com o boi gordo a R$ 206 a arroba nesta quarta-feira (28/2). De acordo com o índice do boi gordo do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA Esalq/USP), a arroba do boi valia R$ 235,68 em São Paulo, baixa de 0,12% na comparação diária. No mês, a variação negativa é de 3,80%. Na B3, as quedas intensas continuam para os contratos futuros. Os de vencimento para maio, que possuem maior liquidez, operaram a R$ 222,60 a arroba, recuo de 1,11% na comparação diária. Este foi o menor patamar desde agosto de 2023, de acordo com a Agrifatto. Com a desvalorização, o mercado doméstico preocupa pecuaristas. Por outro lado, a expectativa do mercado internacional segue pautada nas projeções do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), de que os embarques dos grandes exportadores globais sairiam de 11,7 milhões de toneladas para 13,5 milhões de toneladas nos próximos 10 anos. “O Brasil seria responsável por 60% deste crescimento das exportações de carne bovina global, com esses números o país sai de uma participação de 23% no mercado internacional de carne bovina para 28%, avanço de 5 pontos percentuais na próxima década”, destacou o relatório diário da Agrifatto.

Globo Rural

Boi gordo: quedas pontuais

Os preços da arroba do boi gordo registraram quedas pontuais nesta quinta-feira (29), especialmente na Região Norte

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos ainda apontam para uma posição relativamente confortável em suas escalas de abate. “Os preços da carne bovina começam a esboçar reação no atacado, o que será relevante ao longo da primeira quinzena de março. Vale mencionar que o pecuarista ainda se depara com boas condições para manter o ritmo dos negócios, considerando a atual situação das pastagens”, diz Iglesias. Preços da arroba do boi gordo: São Paulo, capital: R$ 235. Goiânia, Goiás: R$ 219. Uberaba (MG): R$ 229. Dourados (MS): R$ 223. Cuiabá: R$ 207. O mercado atacadista apresenta preços acomodados para a carne bovina. “O ambiente de negócios sugere uma recuperação dos preços durante a primeira quinzena de fevereiro, período marcado por maior apelo ao consumo, com a entrada dos salários na economia motivando a reposição entre atacado e varejo, aumentando a propensão para reajustes”, afirma Iglesias. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 12,80 por quilo. O quarto traseiro foi precificado a R$ 18,00 por quilo. A ponta de agulha foi precificada a R$ 12,80 por quilo, permanecendo estável.

Agência Safras

Mato Grosso deve compartilhar dados de rebanho bovino com o Ministério Público, decide Justiça

Informações serão usadas para checar a origem e a legalidade ambiental do gado da região

Mato Grosso tem o maior rebanho bovino do país, com 34,1 milhões de cabeças de gado

A Justiça Federal em Mato Grosso determinou ao Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea-MT) o compartilhamento de informações detalhadas sobre as Guias de Trânsito Animal (GTA) de pecuaristas mato-grossenses com o Ministério Público Federal (MPF) e outros órgãos de controle no prazo de 60 dias. Os dados serão usados para checar a origem e a legalidade ambiental do gado que vai para abate nos frigoríficos da região. A decisão liminar atendeu a um pedido do MPF para ter acesso facilitado e atualizado, por meio virtual, aos dados das GTAs. O órgão pediu transparência nas informações ambientais. A determinação prevê a disponibilização de número, data de emissão, volume transportado, procedência e destino (CPF/CNPJ completos, nome, estabelecimento, município), idade, finalidade, unidade expedidora, observações eventuais. O Indea-MT apresentou recurso em segunda instância contra a decisão. O compartilhamento, segundo a liminar, deverá ser feito por meio de listagem e do extrato das guias na íntegra. O Indea-MT também precisará disponibilizar as informações de forma automática e atualizada periodicamente daqui em diante. Mato Grosso tem o maior rebanho bovino do país, com 34,1 milhões de cabeças de gado, de acordo com o instituto. A criação é feita em 109.751 estabelecimentos rurais do Estado. A decisão, assinada pelo juiz Diogo Negrisoli Oliveira, da 8ª Vara Federal Cível de Mato Grosso, relata que o MPF já havia solicitado tais informações, mas que o Indea-MT alegou restrição de informações ao público em geral nas GTAs, como dados protegidos por lei, como CPF e CNPJ. Integrantes do Ministério da Agricultura também defendem que o documento tem viés apenas sanitário, não ambiental. O tema é debatido em torno das propostas para implementação de nova rastreabilidade animal no país e para o atendimento às novas exigências da lei antidesmatamento da União Europeia. Não há consenso sobre o compartilhamento dos dados das GTAs. Nos autos do processo, o MPF diz que “os dados não só não estão protegidos por sigilo legalmente estabelecido, nem representando dados pessoais de indivíduos, como são informações relevantes para o conhecimento público em geral, que deveriam ser divulgados amplamente para a sociedade”. Decisão semelhante já havia sido tomada no ano passado para determinar o compartilhamento das GTAs do Amazonas, Rondônia e Acre. A finalidade é a mesma: atender necessidades para acompanhamento do Projeto Carne Legal, referente aos Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) firmados com MPF para a verificação da regularidade da cadeia de produção de proteína animal na Amazônia Legal, para garantir que os produtos não sejam oriundos de áreas alvo de desmatamentos ilegais. O MPF defende que “as guias de trânsito animal e demais atos e informações sanitárias, para além de sua função eminentemente sanitária, cumprem também uma função ambiental na Amazônia Legal”. O órgão afirma que a pecuária é um “grande vetor de expansão do desmatamento no bioma” e que o controle da atividade econômica, mediante a identificação de áreas desmatadas onde ocorre ilegalmente criação de gado, é de interesse do Estado e da sociedade. A decisão judicial cita que a GTA é o documento oficial de sanidade agropecuária, usado para rastrear o rebanho bovino e garantir a saúde animal, mas acrescenta que “essa rastreabilidade também possui relevância ambiental, notadamente por possibilitar a identificação do local de produção de carne animal, a fim de detectar se a atividade econômica estaria sendo desenvolvida em área ilicitamente desmatada ou mesmo embargada por órgãos ambientais”. Segundo o juiz, a GTA é instrumento de política agropecuária com dimensão ambiental e “há inequívoca obrigação de publicar informações que possuam dimensão ambiental, sobretudo quando sejam úteis à fiscalização estatal ou social do uso de áreas ilicitamente desmatadas para atividade econômica”. A decisão cita ainda que o descumprimento “sistemático e insistente” das sanções administrativas impostas pelos órgãos ambientais passa a sensação de que a transgressão ambiental compensa, e por isso é necessário combatê-la mais fortemente. “A divulgação de informações pretendida pelo MPF possibilitará à sociedade civil a fiscalização da origem da carne animal. A ausência da transparência ambiental favorece a continuidade de práticas danosas ao meio ambiente e agrava ainda mais o dano ambiental, na medida em que a utilização econômica de áreas ilicitamente desmatadas, inegavelmente, provocará a continuidade da supressão vegetal ilícita em virtude dos elevados lucros obtidos”, diz a decisão. Procurado, o Indea-MT disse que “por se tratar de dados sensíveis, foi ingressado recurso de agravo com intuito de suspender a decisão, que será analisada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região”.

Valor Econômico

ECONOMIA

Dólar fecha estável ante real em dia de Ptax e inflação dentro do esperado nos EUA

O dólar à vista terminou a quinta-feira praticamente estável ante o real, numa sessão marcada pela disputa entre investidores para formação da Ptax de fim de mês e por dados de inflação dentro do esperado nos Estados Unidos, que reforçaram as apostas de que o Federal Reserve pode começar a cortar juros em junho

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9717 reais na venda, em leve alta de 0,01%. Em fevereiro, a moeda norte-americana acumulou elevação de 0,67%. Na B3, às 17:12 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,37%, a 4,9835 reais. O dólar apresentou maior volatilidade na primeira metade da sessão, com a disputa pela Ptax — uma taxa de câmbio calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista e que serve de referência para a liquidação de contratos futuros. No fim de cada mês, agentes financeiros costumam tentar direcioná-la a níveis mais convenientes às suas posições, sejam elas compradas (no sentido de alta das cotações) ou vendidas em dólar (no sentido de baixa). O Departamento de Comércio dos EUA informou que o índice PCE subiu 0,3% em janeiro e que o número de dezembro foi revisado para baixo, mostrando aumento de 0,1%, em vez do 0,2% informado anteriormente. Nos 12 meses até janeiro, a inflação do PCE foi de 2,4%. Esse foi o menor aumento anual desde fevereiro de 2021 e seguiu-se a um avanço de 2,6% em dezembro. Os números foram bem recebidos por estarem dentro das projeções dos economistas. Como não houve surpresas inflacionárias no PCE, o mercado avaliou que aumentaram as chances de o Fed iniciar o processo de corte de juros em junho, o que imediatamente pesou sobre as taxas dos títulos norte-americanos e, em paralelo, sobre o dólar ante as demais divisas. “O dólar se manteve em alta até sair o PCE, que veio em linha com o esperado. O dado mostrou que a inflação está dentro do que se espera nos EUA e que pode não haver um novo adiamento do corte de juros pelo Fed”, comentou Matheus Massote, especialista de câmbio da One Investimentos. Durante a tarde, o Banco Central informou que o Brasil registrou fluxo cambial total negativo de 2,317 bilhões de dólares em fevereiro até o dia 23. Pelo canal financeiro, houve saídas líquidas de 4,231 bilhões de dólares e, pelo comercial, entradas de 1,914 bilhão de dólares.

Reuters

Ibovespa fecha em queda com Ambev entre maiores perdas após balanço desapontar

O Ibovespa fechou em queda pelo segundo pregão seguido na quinta-feira, com Ambev entre as maiores perdas após resultado pior do que o esperado no quarto trimestre, enquanto dados dos Estados Unidos reforçaram apostas de que um corte de juros pelo Federal Reserve deve ficar para o final do primeiro semestre

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,85%, a 129.044,46 pontos, mas ainda acumulou um ganho de 1,01% em fevereiro, de acordo com dados preliminares. Na máxima do dia, chegou a 130.154,84 pontos. Na mínima, a 128.669,29 pontos. O volume financeiro somava 20,97 bilhões de reais antes dos ajustes finais.

Reuters

Brasil tem fluxo cambial negativo de US$2,317 bi em fevereiro até dia 23, diz BC

O Brasil registrou fluxo cambial total negativo de 2,317 bilhões de dólares em fevereiro até o dia 23, em movimento puxado pela via financeira, informou nesta quinta-feira o Banco Central

Os dados mais recentes são preliminares e fazem parte das estatísticas referentes ao câmbio contratado. Pelo canal financeiro, houve saídas líquidas de 4,231 bilhões de dólares em fevereiro até dia 23. Por este canal são realizados os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, as remessas de lucro e o pagamento de juros, entre outras operações. Pelo canal comercial, o saldo de fevereiro até o dia 23 foi positivo em 1,914 bilhão de dólares. Na semana passada, de 19 a 23 de fevereiro, o fluxo cambial total foi negativo em 2,534 bilhões de dólares. No acumulado do ano até 23 de fevereiro, o Brasil registra fluxo cambial total positivo de 2,886 bilhões de dólares. No mesmo período do ano passado, o fluxo estava positivo em 7,914 bilhões de dólares.

Reuters

Dados mostram mercado de trabalho mais aquecido na virada para 2024, diz IBGE

Inícios de ano, em geral, são épocas de dispensa de trabalhadores temporários contratados no Natal, o que pressiona os números, mas desemprego ficou estável e houve aumento da ocupação

Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua mostram um mercado de trabalho mais aquecido na virada para 2024, afirmou na quinta-feira (29) a coordenadora de Pesquisas Domiciliares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Adriana Beringuy. Tradicionalmente, o início do ano é uma época de dispensa de trabalhadores temporários contratados no fim do ano, o que pressiona os números. Desta vez, o desemprego ficou estável no trimestre encerrado em janeiro, ante outubro, em 7,6% – interrompendo o recuo que vinha sendo observado em anos anteriores –, e houve aumento de ocupação. O contingente de pessoas ocupadas avançou 0,4%, para 100,593 milhões de pessoas, uma diferença de 387 mil pessoas. Foi o maior indicador já alcançado na série histórica da pesquisa para os chamados trimestres comparáveis. Com exceção de 2021 e 2022 – anos em que houve aumento como reflexo da recuperação da pandemia –, historicamente não costuma ocorrer crescimento de ocupação neste trimestre. “O dado está indicando [um mercado mais aquecido]. Agora, à medida que for divulgando os resultados de fevereiro e março, vamos ter condições de avaliar o primeiro trimestre como um todo”, disse ela. O resultado da PNAD Contínua referente a janeiro é trimestral e engloba, na verdade, os meses de novembro, dezembro e janeiro. Portanto, ao comentar o desempenho no período, Beringuy lembrou que ainda há impacto de dois meses de 2023 (novembro e dezembro). “O crescimento de 0,4% [da ocupação] foi interessante, mas talvez seja melhor esperar para ver o efeito mais claro do início de ano [nos dados do mercado de trabalho”, afirmou.

Valor Econômico

Desemprego deve ficar perto de 8% em 2024 com desaquecimento da economia, diz FGV Ibre

A taxa de desemprego no país foi de 7,6% no trimestre móvel encerrado em janeiro

Os dados do mercado de trabalho divulgados ontem pelo IBGE confirmam a expectativa de leve redução para o emprego em 2024 em função da economia em ritmo mais lento, segundo o economista Rodolpho Tobler, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), que aposta numa taxa de desemprego em torno de 8% no ano. Desemprego deve ficar perto de 8% em 2024 com desaquecimento da economia, diz FGV Ibre “Acho que é entender os fatos. O ritmo da população empregada deve diminuir um pouco este ano, muito porque a economia deve girar em um ritmo mais fraco em 2024”, explica. A taxa de desemprego no país foi de 7,6% no trimestre móvel encerrado em janeiro, segundo a Pnad Contínua. No trimestre encerrado em dezembro, a taxa estava em 7,4%. A taxa mais recente não preocupa, segundo Tobler, mas é preciso olhar de perto o crescimento. “Esses dados já eram esperados, porque há uma expectativa de que a taxa de desemprego suba um pouco neste início de ano até por questões sazonais. Se continuar subindo muito, é preocupante”, diz.

Valor Econômico

Agropecuária registra menor número de trabalhadores desde 2012

No período de três meses encerrado em janeiro, a força de trabalho no setor diminuiu 6%. Trabalho em colheita de lavoura. Empregos no agro caíram entre novembro de 2023 e janeiro de 2024

O número de trabalhadores na agropecuária caiu 6% no trimestre encerrado em janeiro, na comparação como anterior, concluído em outubro, e atingiu 7,865 milhões de pessoas. É o menor contingente da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, iniciada em 2012. Nesta comparação trimestral, o setor perdeu 503 mil trabalhadores. Em relação à igual trimestre encerrado em 2023, a queda foi de 6,9%.

Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) englobam o grupamento de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, com peso maior dos dois primeiros segmentos. Este é o terceiro ano seguido em que há recuo do número de trabalhadores do setor entre novembro e janeiro na comparação com o período imediatamente anterior (agosto a outubro), mas é o mais intenso de toda a série. As taxas foram de -1,3% em 2022 e de -3,1% em 2023. “Em um trimestre, a queda foi de meio milhão de trabalhadores na agropecuária. Quando vemos por lavouras, há recuo de pessoal ocupado este ano principalmente nas lavouras de milho e de café. Mas não dá para saber como foi nos outros anos”, disse a coordenadora das pesquisas domiciliares do IBGE, Adriana Beringuy. O número de trabalhadores na agropecuária caiu de 10,147 milhões de pessoas no primeiro trimestre de 2012, para 7,865 milhões no trimestre encerrado em janeiro de 2024, uma queda de 22,5%. Na mesma base de comparação, o pessoal ocupado no mercado de trabalho brasileiro como um todo subiu de 88,011 milhões para 100,593 milhões de pessoas, uma expansão de 14,3%.

Globo Rural

EMPRESAS

Marfrig fará oferta de R$ 1,875 bilhão em CRA

A captação será usada para a compra de bovinos até a data de vencimento dos certificados. Conselho de administração da Marfrig aprovou oferta na quinta-feira

O conselho de administração da Marfrig aprovou nesta quinta-feira (29/2) a oferta de R$ 1,875 bilhão em certificados de recebíveis do agronegócio (CRA) lastreados em debêntures com o mesmo valor. A captação será usada para a compra de bovinos até a data de vencimento dos certificados. Por vedação legal, não poderão ser feitas aquisições de animais de partes relacionadas, como do controlador Marcos Molina, um dos maiores pecuaristas do Brasil. A emissão dos CRAs será feita em até três séries, e o valor da primeira série será de até R$ 450 milhões. Não foram definidos valores mínimos nem máximos para as segunda e terceira séries. O valor mínimo de emissão das debêntures será de R$ 1,5 bilhão. Se a demanda pelos CRAs for menor, o valor dos CRAs será ajustado. Para a emissão de primeira série, o prazo de emissão será de cinco anos, com taxa máxima CDI+0,95%; para a segunda série, o prazo da emissão será de sete anos com taxa máxima CDI+0,85%; para a terceira série, o prazo será de dez anos, sendo que a taxa máxima deverá ser IPCA+0,95% ou 6,6%. As taxas ainda serão definidas em bookbuilding. A Ecoagro será a securitizadora da emissão de CRA, e a assessoria financeira será do J. Safra.

Valor Econômico

GOVERNO

Mapa encerra bimestre com mais um recorde histórico na abertura de mercados

Já são 94 novos mercados em 47 países desde 2023

Fechando fevereiro em alta, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) celebra mais um marco histórico no setor agroexportador brasileiro. Somente nos dois primeiros meses do ano, o Brasil superou 16 barreiras comerciais em 11 países, marcando um bimestre histórico na abertura de novos mercados para os produtos do agro brasileiro. A expansão, a mais alta já registrada em um bimestre na série histórica, estabelece um novo recorde ao superar o ano de 2021, que teve 13 novas aberturas em sete países. As aberturas, fruto da relevância e retomada do Brasil no âmbito mundial, também contribuem para o aumento do fluxo comercial e reafirmam a confiança internacional no sistema de controle sanitário do Brasil. Desde o início de 2024, novos mercados foram abertos para exportação em todos os cinco continentes, sendo embriões e sêmen bovinos para Botsuana; gelatina e colágeno para os Estados Unidos; alevinos de tilápia e produtos de reciclagem animal para as Filipinas; bovinos vivos, embriões de bovinos e sêmen bovino para o Paquistão; animais de reprodução para o México; açaí em pó para Índia; pescados para Austrália; produtos à base de células-tronco mesenquimais (cães, gatos e equinos) com fins terapêuticos na Costa Rica; café verde na Zâmbia; bovinos vivos em Omã; e extrato de carne bovina e carne e produtos cárneos de ovinos para Singapura. Em 2023, superando os anos anteriores, o Brasil atingiu a marca histórica de 78 novos mercados em 39 países. As exportações brasileiras do agronegócio também bateram recorde, atingindo US$ 166,49 bilhões, cifra 4,8% superior em comparação a 2022, o que representa um aumento de US$ 7,62 bilhões. Dessa forma, o agro foi responsável por 49% da pauta exportadora total brasileira em 2023. “A pedido do presidente Lula e do ministro Carlos Fávaro, seguimos com nossas missões pelos continentes, em especial na África e na Ásia, dialogando com os países para ampliar o comércio agrícola brasileiro, conquistar novos mercados e obter aprovações para plantas pelo sistema de pré-listagem (eliminando a necessidade de auditorias locais)”, afirmou o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Roberto Perosa. O bimestre também foi marcado por outras importantes conquistas para a ampliação da exportação de produtos agrícolas brasileiros, entre elas o fim da medida antidumping da China sobre a carne de frango brasileira; o “Protocolo de Equivalência dos Sistemas de Inspeção de Carnes”, conhecido como “pre-listing”, uma medida que promete facilitar as exportações brasileiras de carnes bovina, suína e de aves para o Egito; a habilitação de mais cinco plantas para a exportação de carnes bovinas e de aves para a Rússia; o reconhecimento, pelas autoridades sanitárias de Omã, da regionalização conforme as regras da OMSA em casos de gripe aviária; e a ampliação da área de exportação de carne bovina brasileira, incluindo novos estados, para o Canadá.

MAPA

FRANGOS & SUÍNOS

Mercado de suínos fecha estável

Após acumular quedas nos últimos dias, as cotações no mercado de suínos encerraram esta quinta-feira (29), na maioria, estáveis

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF ficou estável, custando, em média, R$ 122,00, assim como a carcaça especial, com valor de R$ 9,20/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à quarta-feira (28), houve queda somente em São Paulo, na ordem de 0,45%, chegando a R$ 6,62/kg. Ficaram estáveis os preços em Minas Gerais (R$ 6,38/kg), Paraná (R$ 6,22/kg), Rio Grande do Sul (R$ 6,01/kg) e Santa Catarina (R$ 5,87/kg). Nesta quinta-feira (29) as principais Bolsas que comercializam suínos no mercado independente ficaram com preços estáveis. Lideranças do setor apontam para uma menor oferta de animais para abate e para a projeção de melhora na demanda com a chegada do mês de março.

Cepea/Esalq

Suinocultura independente: Bolsas de suínos ficam estáveis

Em São Paulo o preço ficou estável em R$ 6,77/kg vivo, com acordo entre suinocultores e frigoríficos, segundo dados da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS)

No mercado mineiro, o valor ficou estável R$ 6,60/kg vivo, sem acordo, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o valor do animal não mudou, valendo R$ 6,14/kg vivo nesta semana.

Agrolink

Cotações estáveis para o mercado do frango no PR. Alta em SC

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável, valendo R$ 5,20/kg, assim como o frango no atacado, valendo R$ 6,60/kg

Na cotação animal vivo, o preço não mudou no Paraná, fixado em R$ 4,55/kg, enquanto em Santa Catarina, houve alta de 1,83%, com valor de R$ 4,44/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à quarta-feira (28), a ave congelada teve queda de 0,55%, chegando a R$ 7,26/kg, enquanto o frango resfriado cedeu 0,41%, fechando em R$ 7,33/kg.

Cepea/Esalq

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

POWERED BY EDITORA ECOCIDADE LTDA

041 3289 7122

041 996978868

 

abrafrigo

Leave Comment