
Ano 10 | nº 2161 |15 de fevereiro de 2024
NOTÍCIAS
Arroba do boi gordo recua sob pressão de frigoríficos
Analistas veem possibilidade de mudança de tendência, com as escalas médias de abate em oito dias úteis e melhora no escoamento da carne bovina
Há sinais de melhora no escoamento da carne e, logo, a indústria pode ter que aumentar o valor pago pelos animais terminados. Os frigoríficos continuam pressionando para baixo os preços do boi gordo no mercado físico, indica a Agrifatto. As cotações da arroba em Goiás caíram 1,1% na sexta-feira (9/2), a R$ 222,80. Na B3, no entanto, os contratos tiveram leves altas no comparativo diário. O de vencimento em fevereiro, por exemplo, avançou 0,13%, a R$ 239,90 por arroba. De acordo com a consultoria, há sinais de melhora no escoamento da carne bovina e, logo, a indústria pode ter que aumentar o valor pago pelos animais terminados para conseguir suprir a demanda.
Globo Rural
IBGE: Abate de bovinos e suínos cresceu no 4º trimestre de 2023
O abate de bovinos cresceu 19,9% no 4º trimestre de 2023, na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com os resultados preliminares da Estatística da Produção Pecuária, divulgados pelo IBGE no dia 9
A pesquisa mostra ainda que o total de cabeças bovinas abatidas no 4º trimestre foi de 9,05 milhões. A produção de carcaças de bovinos foi de 2,41 milhões de toneladas no 4º trimestre de 2023, representando um crescimento de 18,0% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e de 1,1% frente 3º trimestre de 2023. Aquisição de couro tem aumento de 17,5% no ano e de 3,6% no trimestre. Aquisição de couro tem aumento de 17,5% no ano e de 3,6% no trimestre. Os curtumes investigados pela Pesquisa Trimestral do Couro, que efetuam curtimento de pelo menos 5 000 unidades inteiras de couro cru bovino por ano, declararam ter recebido 9,15 milhões de peças inteiras de couro cru bovino no 4º trimestre de 2023. Essa quantidade representa um acréscimo de 17,5% em comparação à registrada no mesmo período de 2022 e aumento de 3,6% em relação ao trimestre imediatamente anterior.
IBGE
Abate de bovinos atinge recorde em Mato Grosso
Em janeiro, foram abatidos mais de 615 mil cabeças no Estado
Abate de bovinos em Mato Grosso cresceu impulsionado pela presença de fêmeas. No mês de janeiro, o abate de bovinos em Mato Grosso totalizou 615,13 mil cabeças. O número supera em 19,40% a quantidade observada em dezembro e ainda se consolida como o maior volume de abates para um mês desde 2013, segundo dados do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea), divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Globo Rural
Agrifatto: “Produtividade da pecuária de corte evoluiu em vários aspectos”
SP deteve o título de carcaça mais pesada do Brasil em 2023, com média de 18,5 @/cab., enquanto no RS os bovinos são abatidos gerando em média 15,5 @/cab
Para facilitar o entendimento ao leitor, a consultoria Agrifatto colheu e analisou dados considerando três aspectos distintos: produtividade em “peso de carcaça”, em “idade ao abate” e, por fim, em “ocupação de área”. “Nos últimos 20 anos, a pecuária de corte brasileira evoluiu nos mais diversos aspectos de produtividade. Afinal, estamos produzindo mais carne bovina por animal, por hectare, por rebanho e abatendo animais mais jovens. Obviamente, há muito espaço para melhorias, mas ao pecuarista tem sido necessário aumentar a produtividade e a diluição de custos, tendo em vista sua perpetuidade na atividade. Conclusão: além de ter se tornado mais produtivo, a pecuária brasileira conseguiu gerar mais riqueza e rentabilidade para em menos hectares de pasto”. O primeiro ponto destacado pela Agrifatto é a evolução da produtividade em peso de carcaça dos bovinos abatidos no Brasil nos últimos anos. Em 2023, estima-se que a pecuária brasileira tenha gerado, em média, 17,5 arrobas de carcaça por cabeça, um aumento de 10,74% frente o valor de 2013 (15,8 @/cab.) e de 14,13% sobre o patamar de 2003 (15,4 @/cab.). “Cabe a ressalva de que o peso máximo das carcaças bovinas brasileiras foi atingido em 2021 (17,9 @/cab) e, desde então, tem recuado devido principalmente ao aumento da participação das fêmeas nos abates entre 2022 e 2023”, observou a Agrifatto. Apesar da evolução dos últimos anos, continua a consultoria, a disparidade no desempenho das carcaças dos bovinos brasileiros é grande e fica evidente quando se compara os números por Estados (principais produtores). São Paulo deteve o título de carcaça mais pesada do Brasil em 2023, com média de 18,5 @/cab., enquanto no Rio Grande do Sul os bovinos são abatidos gerando em média 15,5 @/cab., uma diferença de 19%. Tal discrepância, justifica a Agrifatto, pode ser explicada pela variação no perfil de produção no Sul do País, que prioriza um animal mais jovem (mais de 40% dos bovinos abatidos localmente têm menos de 24 meses) e, consequentemente, mais leves. Apesar de São Paulo ser o Estado com a carcaça mais pesada do Brasil, não foi onde se observou a maior evolução nos últimos 15 anos (2008 a 2023). No quesito, o destaque principal vai para as carcaças do Tocantins, que saíram de um peso médio de 14,2 @/cab. em 2008 para 17,6 @/cab. em 2023, evoluindo 24% nos últimos 15 anos. “Tal crescimento faz sentido, afinal de contas, onde há maior defasagem, há maior potencial de melhora”, diz o relatório. Por sua vez, na ponta de menor evolução no peso das carcaças encontra-se também o Rio Grande do Sul, que registrou um crescimento de apenas 3,8%, saindo de 14,9 @/cab. em 2008 para 15,5 @/cab. em 2023. “Novamente, a dinâmica da produção gaúcha interfere nesse comportamento, além de uma pecuária mais tradicional e consolidada em animais de raça europeia”.
Portal DBO
Índice de custo de produção de bovinos confinados – Janeiro/24
Na edição nº 80, referente ao mês de janeiro, a equipe do Informativo Mensal do Índice de Custo de Produção de Bovinos Confinados (ICBC) observou redução nos custos para as propriedades CSPm (0,60%), CSPg (1,17%) e CGO (2,45%) em relação ao mês anterior. Ao analisar o início do ano passado (janeiro de 2023), com o mês de janeiro de 2024, constatamos reduções no ICBC, atingindo 26,21%, 25,75% e 28,06% para CSPm, CSPg e CGO, respectivamente
A análise minuciosa dos custos de alimentação revela redução para a soja, bem como para o farelo de algodão, registrando 12,50% e 34,16%, respectivamente, no estado de São Paulo. O preço da soja e milho em Goiás apresentou reduções de 11,64% e 10,70%. Na segunda quinzena de dezembro de 2024 o preço do milho subiu, mas em janeiro a nossa equipe registrou correção negativa nos preços. No contexto dessas variações, os custos de alimentação passaram a representar 69%, 68%, e 73% dos custos da diária-boi (CDB) para CSPm, CSPg, e CGO, respectivamente. Em comparação com o mês anterior, dezembro, essas proporções não variaram significativamente. O software RLM otimizou a formulação da dieta para custos mínimos. A taxa Selic utilizada nos cálculos foi de 11,75% aa, em comparação com 13,75% aa há um ano. Taxas superiores resultam em custos de oportunidade mais elevados para a remuneração do capital de giro, imobilizado e da terra. Os custos de oportunidade atingiram 14,31%, 11,68%, e 12,33% do custo da diária-boi (CDB) para CSPm, CSPg e CGO, respectivamente. Propriedades com uso mais intensivo de bens de capital conseguem otimizar custos fixos e os associados a oportunidades, conferindo um diferencial competitivo. Por fim, os custos da diária-boi (CDB) para os confinamentos CSPm, CSPg e CGO reduziram em comparação ao mês anterior. O Índice de Custo de Produção de Bovinos Confinados (ICBC) considera o Custo da Diária-Boi (CDB) como referência para o comparativo mensal. No levantamento da nossa equipe, registramos os preços de aquisição do boi magro de R$ 7,75/kg em São Paulo e R$ 7,46/kg em Goiás, representando 66,00%, 62,61%, e 65,62% do CT para CSPm, CSPg e CGO, respectivamente. Comparando com mês de janeiro de 2023, onde os preços de aquisição estavam a R$ 9,96/kg em São Paulo e Goiás, é possível observar uma redução percentual de 22,19% e 25,10% em São Paulo e Goiás, respectivamente. Os custos totais por arroba tiveram reduções de 9,39%, 9,17% e 4,67% nas propriedades representativas CSPm, CSPg e CGO, respectivamente, entre e dezembro de 2023 e janeiro de 2024. No mês de janeiro, os preços de aquisição de animais reduziram 13,04% em São Paulo e 5,68% em Goiás. Os valores da arroba do boi gordo também registraram reduções em São Paulo (1,76%), alcançando R$ 242,18/@, e em Goiás (3,22%), atingindo R$ 225,33/@. Em síntese, os confinadores paulistas e goianos poderiam obter lucros de R$ 12,93/@, R$ 14,51/@ e R$ 11,29/@ na venda do boi gordo para CSPm, CSPg e CGO, respectivamente.
Laboratório de Análises Socioeconômicas e Ciência Animal da FMVZ/USP
ECONOMIA
Dólar tem leve alta no retorno do Carnaval em reação a dados dos EUA
O dólar à vista fechou a quarta-feira pós-Carnaval no Brasil em leve alta, ajustando-se ao avanço firme da moeda norte-americana no exterior na véspera, na esteira da divulgação de uma inflação mais elevada que o esperado nos EUA
Em uma sessão mais curta, iniciada às 13h em função da Quarta-Feira de Cinzas, o dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9727 reais na venda, em alta de 0,27%. Em fevereiro, a moeda acumula alta de 0,69%. Na B3, às 17:11 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,40%, a 4,9805 reais. Na terça-feira, com os mercados fechados no Brasil, o dólar teve alta firme ante uma cesta de moedas fortes e ante divisas de emergentes e exportadores de commodities no exterior. O movimento foi uma reação ao índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA em janeiro, que subiu 3,1% em base anual, acima dos 2,9% esperados por economistas do mercado. A leitura foi de que, com a inflação ainda acelerada, o Federal Reserve começará a cortar juros apenas em junho — e não em maio, como vinha sendo precificado na semana passada, ou em março, como se projetava no fim de 2023. Na manhã da quarta-feira, o dólar perdeu um pouco de força no exterior ante outras moedas, mas ainda assim a divisa dos EUA abriu a sessão no Brasil, à tarde, ajustando-se em alta ante o real. “Era de se esperar uma abertura em alta, depois que o (dólar) index subiu nestes dois dias (segunda e terça) cerca de 0,7%”, pontuou Matheus Massote, especialista de câmbio da One Investimentos. Na quarta-feira, embora estejamos olhando para o index perdendo um pouco de valor, no fim das contas o que ditou o preço do câmbio no Brasil é a inflação americana”, acrescentou.
Reuters
Ibovespa fecha em queda com ajustes de expectativas sobre juros nos EUA
O Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira, com agentes financeiros ajustando apostas sobre os próximos passos do Federal Reserve, na esteira de dados de inflação divulgados nos Estados Unidos na véspera, quando não houve negociação na B3 em razão do feriado do Carnaval
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,94%, a 126.820,01 pontos, de acordo com dados preliminares, após dois dias sem pregão. Na máxima do dia, chegou a 128.025,7 pontos. Na mínima, a 126.662,85 pontos. O volume financeiro somava 14,2 bilhões de reais, em sessão mais curta, aberta apenas às 13h, mas marcada pelos vencimentos de opções sobre o Ibovespa e do contrato futuro do índice.
Reuters
GOVERNO
Brasil e Egito fortalecem relações comerciais para exportação de carnes com “pre-listing”
Acordo atesta o alto nível de confiança no controle sanitário do Brasil
Com a confirmação da missão do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Egito nesta semana, o Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil (Mapa) conquistou mais um importante avanço nas relações comerciais com o país norte-africano. Na última terça-feira (13), o governo brasileiro obteve o “Protocolo de Equivalência dos Sistemas de Inspeção de Carnes”, também conhecido como “pre-listing”, uma medida que promete facilitar as exportações brasileiras de carnes bovina, suína e de aves para o Egito. Na última missão ao Cairo da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI), do Mapa, em novembro do ano passado, foi possível avançar na conquista deste protocolo, após reunião do secretário-adjunto da SCRI, Julio Ramos, com o vice-ministro de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura do Egito, Saad Moussa. Na ocasião, também foi anunciada a abertura do mercado de pescados e derivados. “O ‘pre-listing’ reflete o alto grau de confiança no controle sanitário brasileiro, especialmente no Serviço de Inspeção Federal (SIF), cuja excelência é reconhecida por mais de 150 países importadores. O Egito, um dos seis maiores importadores mundiais de carne bovina do Brasil, e líder na importação de carne de aves do nosso país, demonstra a força e o potencial de crescimento das relações comerciais estabelecidas. Somente no ano passado conquistamos quatro novos mercados no Egito, entre eles o de algodão”, afirmou Roberto Perosa, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa. Antes deste acordo, a renovação da habilitação de estabelecimentos brasileiros para exportação, bem como a aprovação de novas unidades de processamento, exigia auditorias presenciais por parte das autoridades egípcias. O procedimento não apenas implicava altos custos para os exportadores brasileiros, mas também sobrecarregava os Auditores Fiscais Federais Agropecuários do Mapa e limitava o número de estabelecimentos autorizados a exportar para o Egito. Desde 2019, cerca de 30 estabelecimentos brasileiros estavam na “fila de espera” para obterem a habilitação. A formalização da pré-listagem vem sendo realizada pelo embaixador do Brasil no Cairo, Paulino Franco de Carvalho Neto, pelo adido agrícola Rafael Mohana e pelo ministro de Estado da Agricultura e Recuperação de Terras do Egito, Mohamed Sayed El-Quseir. Em 2023, o Brasil exportou para o Egito mais de US$ 1,7 bilhão em produtos, dos quais US$ 384 milhões, correspondentes a 22%, foram em carnes, totalizando mais de 130 mil toneladas exportadas.
MAPA
Egito anuncia decisão que beneficia exportação de carnes do Brasil
Ao menos 30 frigoríficos brasileiros que aguardam há mais de quatro anos autorização para embarcar produtos para o mercado egípcio
Com a decisão, empresas brasileiras não precisarão passar mais por auditoria in loco para receber sinal verde para exportação. O governo do Egito reconheceu na terça-feira (13/2) a equivalência do sistema brasileiro de inspeção e elevou o Brasil à categoria de “pre-listing” para exportação de carnes bovina, suína e de aves. A decisão beneficia pelo menos 30 frigoríficos que aguardam há mais de quatro anos autorização para embarcar produtos. Antes do acordo, aprovar ou renovar a habilitação de frigoríficos dependia de auditorias presenciais por parte das autoridades egípcias. Segundo o Ministério da Agricultura, o processo era custoso para as empresas, sobrecarregava auditores fiscais e limitava o número de plantas industriais autorizadas a exportar. Com o pre-listing, não há mais essa exigência.
Globo Rural
Aplicação do crédito rural chega a R$ 270 bilhões em sete meses do Plano Safra 2023/24
Com um aumento de 16% em relação a igual período da safra passada, o montante do desembolso do crédito rural chegou a R$ 270,9 bilhões no Plano Safra 2023/24, no período de julho/2023 até janeiro/2024. Os financiamentos de custeio tiveram aplicação de R$ 152 bilhões. Já as concessões das linhas de investimentos totalizaram R$ 62 bilhões. As operações de comercialização atingiram R$ 33 bilhões e as de industrialização, R$ 24 bilhões
Foram realizados 1.369.816 contratos no período de sete meses do ano agrícola, sendo 1.018.946 no Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) e 135.378 no Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural). Os demais produtores formalizaram 215.492 contratos, correspondendo a R$ 194,8 bilhões de financiamentos liberados pelas instituições financeiras. O total de R$ 271 bilhões corresponde a 62% do montante que foi programado para a atual safra para todos os produtores (pequenos, médios e grandes), que é de R$ 435,8 bilhões. Na agricultura empresarial (médios e grandes agricultores), a aplicação do crédito rural atingiu R$ 232 bilhões de julho a janeiro, correspondendo a uma alta de 18% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse valor significa 64% do total programado pelo governo, de R$ 364,2 bilhões. Os valores concedidos aos pequenos e médios produtores em todas as finalidades (custeio, investimento, comercialização e industrialização) foram, respectivamente, de quase R$ 39 bilhões no Pronaf e de R$ 37,2 bilhões no Pronamp. Nos financiamentos agropecuários para investimento, o Programa de Modernização da Agricultura e Conservação dos Recursos Naturais (ModerAgro) teve contratações da ordem de R$ 1,6 bilhão, significando um aumento de 19% em relação a igual período na safra anterior. E os financiamentos para o Pronamp alcançaram R$ 3,7 bilhões, alta de 97%. Em relação às fontes de recursos do crédito rural, a participação dos recursos livres equalizáveis atingiu R$ 12,7 bilhões, significando um aumento de 332% em relação a igual período da safra anterior, sinalizando uma maior utilização dessa fonte, colocados à disposição pelas instituições financeiras para equalização dentro do Plano Safra. Cabe destacar, ainda, a contribuição da fonte não controlada da Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) para o funding do crédito rural, que respondeu por 49% do total das aplicações da agricultura empresarial nos primeiros sete meses da safra atual, se situando em R$ 112,5 bilhões, com aumento de 118% em relação a igual período da safra passada, quando essa fonte representou 26% (R$ 51,6 bilhões).
MAPA
FRANGOS & SUÍNOS
Suínos/Cepea: preços do suíno vivo e da carne caíram em janeiro, refletindo ritmo de exportações e a demanda interna
Os preços do suíno vivo e da carne caíram em janeiro, refletindo o baixo ritmo de exportações e a demanda interna enfraquecida
Nos 22 dias úteis de janeiro, a média diária de embarques da carne suína foi de 3,8 mil toneladas, significativos 20,7% abaixo do desempenho apresentado em dezembro/23 – dados da Secretária de Comercio Exterior (Secex). No mercado doméstico, a pressão veio das vendas fracas, diante do menor poder de compra da população (despesas extras) e do recesso escolar, além da oferta elevada de suínos. Dessa forma, em janeiro, o preço médio do vivo posto no mercado independente foi de R$ 6,66/kg na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), baixa de 4,8% frente ao de dezembro/23. Na Grande Belo Horizonte (MG), no mesmo comparativo, a retração mensal foi de 5,8%, com o animal cotado a R$ 6,85/kg. Dentre as praças monitoradas pelo Cepea na região Sul do Brasil, o valor do suíno vivo negociado no Norte do Paraná (PR) foi o que apresentou o recuo mais expressivo (-9,2%) em relação ao mês anterior, com a média passando para R$ 6,31/kg. No mercado da carne, as carcaças especial e comum suínas seguiram o movimento de queda verificado para o animal vivo, se desvalorizando fortes 7,2% e 5,5% de dez/23 para jan/24, comercializadas a R$ 9,70/kg e R$ 9,40/kg, respectivamente, no atacado da Grande São Paulo. Quanto aos cortes, na média das regiões paulistas, o recuo mais acentuado foi registrado para o pernil com osso, de 6,9% no período, a R$ 10,16/kg no último mês.
Cepea
Frango vivo em queda de 1,80% em Santa Catarina
Na quarta-feira (14), a cotação do frango vivo apresentou queda de 1,80% no estado de Santa Catarina e está cotado em R$ 4,36/kg. No estado do Paraná, a cotação do animal vivo não apresentou alteração e está valendo R$ 4,54/kg
Os preços do frango registraram pouca movimentação após a volta do feriado de carnaval e com a entrada da segunda quinzena do mês, época em que o consumo costuma desacelerar. A Scot Consultoria não informou os preços e na última sexta-feira (09), o preço do frango no atacado paulista registrou R$ 7,03 por kg. O frango na granja paulista segue com estabilidade e cotado em R$ 5,05 por kg. Conforme informações divulgadas pelo Cepea/Esalq na última sexta-feira (09), o preço do frango vivo congelado registrou valorização de 0,14% e cotado em R$ 7,40/kg. No caso do frango resfriado, o preço teve um ganho de 0,27% e está sendo comercializado em R$ 7,53/kg.
Cepea/Esalq
CARNES
IBGE: Abate de suínos cresce 0,8% no 4º trimestre de 2023. De frangos recua
O abate de suínos teve aumento de 0,8% enquanto o de frangos recuou 2,3% na mesma comparação
Já na comparação com o 3º trimestre de 2023, o único avanço foi no abate de bovinos (1,3%) enquanto o de suínos e de frangos apresentaram quedas de 3,5% e 3,2%, respectivamente. O abate de suínos registrou 14,11 milhões de cabeças enquanto o de frangos, 1,53 bilhões. Já o peso acumulado das carcaças suínas registrou 1,30 milhão de toneladas no 4º trimestre de 2023, aumento de 1,5% em relação ao 4º trimestre de 2022 e redução de 5,6% em comparação com o trimestre imediatamente anterior. No abate de frangos, o peso acumulado das carcaças foi de 3,19 milhões de toneladas no 4º trimestre de 2023. Esse total significou decréscimos de 4,1% em relação ao mesmo período de 2022 e de 3,8% frente ao trimestre imediatamente anterior.
IBGE
Produção de carnes no Brasil atinge novo patamar
O volume combinado de carne bovina, suína e de frango aumentou
Os primeiros números preliminares divulgados pelo IBGE sobre a produção operacional de carnes no quarto trimestre de 2023 já fornecem uma visão inicial do panorama total da produção no ano anterior. De acordo com os dados, o volume combinado de carne bovina, suína e de frango aumentou em 5,5% em comparação com 2022, totalizando 27,5 milhões de toneladas, o que representa um acréscimo de quase 1,5 milhão de toneladas. O destaque desse aumento é a carne bovina, que registrou um incremento superior a 11% em relação ao ano anterior, acrescentando 900 mil toneladas ao volume total. Enquanto isso, a produção de carne de frango, representando 48,40% dos abates totais, aumentou aproximadamente 3,5%, alcançando 13,3 milhões de toneladas, um acréscimo de quase 450 mil toneladas. Quanto à carne suína, houve um aumento de 2%, adicionando pouco mais de 100 mil toneladas ao total, chegando próximo a 5,3 milhões de toneladas. Com o expressivo crescimento na produção de carne bovina, sua participação no total produzido aumentou em mais de 5% em comparação a 2022, representando agora 32,38% do volume total. Em contrapartida, as carnes suína e de frango viram sua participação diminuir. A participação da carne de frango caiu quase 2% em relação a 2022, enquanto a carne suína teve uma redução de 3,35%, representando agora 19,23% do total. É importante ressaltar que o levantamento do IBGE abrange exclusivamente os abates realizados em estabelecimentos sob inspeção federal, estadual ou municipal.
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