CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1742 DE 27 DE MAIO DE 2022

clipping

Ano 8 | nº 1742 | 27 de maio de 2022

NOTÍCIAS

Queda de R$4,00/@ de novilha em São Paulo

Em São Paulo, as indústrias abriram as compras ofertando R$4,00/@ a menos para a novilha gorda

Como as escalas andaram ao longo dessa semana, alguns frigoríficos começaram a sair das compras, o que esfriou os negócios. A cotação de bovinos com até quatro dentes se manteve, mas ofertas abaixo da referência foram observadas. Por ora, com poucos negócios. No Espírito Santo as cotações também afrouxaram na praça pecuária. Na comparação feita dia a dia, a cotação do boi gordo e da novilha gorda caiu R$3,00/@ e a da vaca gorda caiu R$2,00/@.  Em Cuiabá – MT, com escalas de abate programadas para a próxima semana, as cotações de todas as categorias de bovinos destinados ao abate caíram. A queda foi de R$2,00/@ de boi gordo e de vaca gorda e R$3,00/@ de novilha gorda no comparativo diário.  Nas praças do interior de São Paulo, após recuar R$ 6/@ nos três primeiros dias desta semana, o valor do boi gordo destinado ao mercado interno (sem recebimento de ágio) não sofreu alteração, se mantendo em R$ 302/@ (preço brutos e a prazo), segundo dados da Scot Consultoria. Segundo a zootecnista Thayná Drugowick, analista da Scot, as recentes quedas na temperatura intensificaram a saída de lotes de animais terminados a pasto, contribuindo para o enfraquecimento nos preços da arroba. Na quinta-feira, o preço da vaca gorda ficou estável em São Paulo, valendo os mesmos R$ 272/@ do dia anterior, enquanto a cotação do boi gordo destinado ao mercado da China (com até quatro dentes, abatido mais jovem, com idade inferior a 30 meses) gira em torno de R$ 310/@. Segundo Thayná, desde o início desta semana, considerando a média das 32 praças pecuárias monitoradas pela Scot, a referência para o macho gordo registrou desvalorização acumulada de R$ 4/@ (ou 1,4%). O Mato Grosso, outro Estado que vem registrando quedas consecutivas nos preços da arroba, a Scot detectou novas baixas na região de Cuiabá – o boi gordo e a vaca goda recuaram R$ 2/@, para R$ 283/@ e R$ 272/@, respectivamente, enquanto a cotação da novilha gorda sofreu retração diária de R$ 3/@, atingindo R$ 277/@ (preços brutos e a prazo).

SCOT CONSULTORIA

Boi: mercado regional continua sofrendo por conta de embargos da China

Suspensão de unidades brasileiras pelos chineses segue pressionando os frigoríficos; tendência é que os preços continuem assim no curto prazo

O mercado físico de boi gordo registrou preços de estáveis a mais baixos na quinta-feira (26). Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a perspectiva ainda é de novas quedas nos preços no curto prazo. O volume de animais ofertados permite uma composição confortável das escalas de abate e mantém os frigoríficos em boas condições para exercer pressão sobre os pecuaristas em boa parte do país. “Basicamente o volume de oferta está atrelado a uma menor capacidade de retenção do pecuarista em meio a um amplo processo de desgaste das pastagens. Os embargos da China sobre as importações de alguns frigoríficos, mesmo que temporários, produzem ruídos regionais, intensificando a pressão de queda nesses mercados. Mesmo na virada de mês o ambiente de negócios ainda sugere pela queda dos preços”, assinalou Iglesias. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 307 a arroba. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 281. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 278 já em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 280 por arroba do boi. Em Goiânia, Goiás, a indicação foi de R$ 270 para a arroba do boi gordo. No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram estáveis. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela queda das indicações no curto prazo. Mesmo durante a primeira quinzena do mês há pouco espaço para reação dos preços. A preferência de enorme parcela da população ainda recai sobre proteínas mais acessíveis, a exemplo do frango e dos ovos, algo bastante natural em um ano de lento crescimento da atividade econômica. O quarto traseiro do boi foi precificado a R$ 23 por quilo. O quarto dianteiro foi cotado a R$ 16 por quilo. A ponta de agulha foi precificada a R$ 15,70 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Boi/Cepea: Com maior investimento de pecuaristas, abate tem recuperação

Pecuaristas têm aumentado os investimentos no setor, influenciados pela aquecida demanda internacional pela carne bovina brasileira e pelo – consequente – elevado patamar de preço do boi gordo

Nesse cenário, os abates já mostraram recuperação no primeiro trimestre de 2022. Segundo dados preliminares do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), foram abatidos no Brasil 6,907 milhões de animais entre janeiro e março deste ano, 4,73% a mais que em 2021. De janeiro a março de 2021, o volume de animais abatidos no Brasil somou apenas 6,595 milhões de cabeças, a menor quantidade para um primeiro trimestre desde 2009, ainda de acordo com dados do IBGE.

Cepea

ECONOMIA

Dólar à vista fecha em queda de 1,23%, a R$4,7619

O dólar fechou em queda de mais de 1% e no menor patamar em mais de um mês na quinta-feira, na casa de 4,76 reais, mais uma vez sob a batuta dos preços de ativos de risco no exterior, que melhoraram na parte da tarde e minaram a atratividade da moeda norte-americana.

O dólar à vista caiu 1,23%, a 4,7619 reais na venda. É o valor mais baixo desde 20 de abril (4,6186 reais). Na jornada, a cotação variou de 4,8449 reais (+0,50%) a 4,7509 reais (-1,45%). O real teve neste pregão o maior ganho ante o dólar considerando uma cesta de 33 pares relevantes. Na parcial da semana, o dólar perde 2,25%, aprofundando a queda no mês para 3,67%. Em 2022, a moeda cede 14,56%.

Reuters

Ibovespa sobe mais de 1% com exterior e alívio na curva de juros

O principal índice da bolsa brasileira teve alta na quinta-feira, diante de dia positivo em Wall Street, após uma série de dados econômicos fracos nos Estados Unidos corroborar a leitura de que o banco central norte-americano não deve elevar os juros de modo mais agressivo

O mercado também foi beneficiado por queda nos juros futuros localmente. B3 e Itaú Unibanco foram as maiores contribuições aos ganhos do índice, enquanto Cielo disparou após o JPMorgan elevar recomendação para o papel. O setor de energia elétrica caiu em bloco do outro lado. De acordo com dados preliminares, o Ibovespa subiu 1,31%, a 112.031,57 pontos, no maior fechamento desde 20 de abril. O volume financeiro foi de 24 bilhões de reais.

Reuters

Arrecadação federal tem novo recorde mensal em abril, com crescimento real de 10,9%

A arrecadação do governo federal teve alta real de 10,9% em abril sobre igual mês do ano passado, a 195,085 bilhões de reais, divulgou a Receita Federal na quinta-feira

O resultado foi o maior para o mês da série da Receita corrigida pela inflação, com início em 1995. No acumulado de janeiro a abril, o crescimento real da arrecadação foi de 11,05%, a 743,217 bilhões de reais, desempenho mais forte para o período na série. Se considerada apenas a receita administrada pela Receita Federal, que engloba a coleta de impostos de competência da União, a arrecadação teve uma alta real de 7,36% no mês. As receitas administradas por outros órgãos, que são sensibilizadas sobretudo pelos royalties decorrentes da produção de petróleo, deram um salto de 47,63% acima da inflação em abril. Nos quatro primeiros meses do ano, os ganhos com royalties somaram 43 bilhões de reais, ante 28,7 bilhões de reais no mesmo período de 2021, o que representa uma alta de 49,8%.

Reuters

EMPRESAS

BRF faz demissões e elimina 25% dos cargos de diretoria

Enxugamento faz parte da estratégia da empresa para reduzir custos

A BRF está demitindo diretores e eliminando 25% dos cargos em posição de diretoria, apurou o Valor. A vice-presidente de relações corporativas, Grazielle Parenti, também está deixando o cargo. A medida faz parte da estratégia anunciada pelo CEO da BRF, Lorival Luz, para enxugar custos e tornar a companhia leve. É também uma forma de reverter o quadro negativo do primeiro trimestre, quando a dona da Sadia teve prejuízo de R$ 1,5 bilhão. A eliminação de 25% dos cargos de diretores não significa que a mesma proporção de executivos foi demitida porque parte das funções estava sem titular. Nos bastidores, já havia grande apreensão entre quadros internos com a possibilidade de demissões. Em grupos de WhatsApp de funcionários e pessoas próximas à BRF, uma lista com 15 diretores vem circulando e também inclui executivos no exterior. Procurada, a BRF informou “que atualizou sua estrutura organizacional levando em consideração as oportunidades de simplificação, agilidade e sinergias decorrentes da maturidade de seus processos internos”. E continua: “A companhia continua focada no fortalecimento das frentes de atuação com maior potencial de crescimento e rentabilidade. A empresa segue comprometida com a execução de sua estratégia ESG, com o fortalecimento de suas marcas de consumo e com a excelência no atendimento aos clientes em todos os mercados onde atua. Adequações fazem parte da jornada de uma companhia global que precisa refletir o ambiente de negócios mundial, mantendo a sua ambição e os seus compromissos fundamentais de segurança, qualidade e integridade”.

VALOR ECONÔMICO

MEIO AMBIENTE

DSM e JBS farão projeto global para uso de aditivo que reduz emissão de metano

Empresas estreitaram os laços em Davos

Mauricio Adade, presidente da DSM na América Latina, informou que a empresa fechou uma parceria com a JBS, à margem do Forum Econômico Mundial, para a implementação de um projeto em escala mundial baseado no uso do Bovaer, aditivo alimentar capaz de reduzir a emissão entérica de metano do gado de leite e de corte. O projeto piloto envolve 30 mil bovinos. Segundo a DSM, um quarto de colher de chá por dia do aditivo por animal reduz as emissões entéricas de metano das vacas leiteiras em 30%. No caso do gado de corte, a redução pode ser de até 90%. Adade reforçou que o potencial desse mercado é enorme. Brasil, Chile e União Europeia já aprovaram a comercialização do aditivo desenvolvido pela DSM. Como já informou o Valor, também em Davos a JBS anunciou uma parceria com a Iniciativa para o Comércio Sustentável (IDH) para ampliar a produção sustentável de bezerros no Brasil e rastrear 1 milhão de animais até 2025.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Preços seguem baixos para o mercado de suínos

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 98,00/R$ 108,00, enquanto a carcaça especial cedeu 2,50%/2,38%, custando R$ 7,80 o quilo/R$ 8,20 o quilo

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (25), houve recuo apenas em Santa Catarina, na ordem de 5,02%, atingindo R$ 4,35/kg. Ficaram estáveis os preços em Minas Gerais, valendo R$ 5,77/kg, R$ 4,45/kg no Paraná, R$ 4,67/kg no Rio Grande do Sul e R$ 5,62/kg em São Paulo.

Cepea/Esalq

Suinocultura independente: semana difícil para as negociações e com recuo nos preços

No Paraná, considerando a média semanal (entre os dias 19/05/2022 a 25/05/2022), o indicador do preço do quilo vivo do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve queda de 3,00%, fechando a semana em R$ 5,29

Em São Paulo, conforme informações da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), o preço caiu de R$ 6,13/kg para R$ 5,60/kg vivo nesta quinta. Ainda segundo informações da entidade, a relação de troca entre uma arroba suína com este valor negociado e uma saca de 60 quilos de milho cotada a R$ 87,33 fica em 1,20, quando o ideal seria 2,50. No mercado mineiro, o valor subiu de R$ 5,80 o kg vivo para R$ 6,00/kg vivo, preço sugerido já que não houve acordo entre suinocultores e frigoríficos, conforme com informações da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). Santa Catarina também enfrentou recuo, passando de R$ 5,38 o quilo vivo para R$ 5,01/kg vivo. O presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio de Lorenzi, disse que “há uma oferta muito grande de matrizes para descarte, o pessoal pagando 2,80, 3,00, e muitos produtores com suínos há três semanas na granja sem conseguir carregar. Há uma oferta grande das cooperativas de suínos e leitões no mercado, e aí vemos esse desastre todo, principalmente na suinocultura independente”, afirmou Lorenzi.

AGROLINK

Suínos/Cepea: Média de preço da carne nesta parcial de maio está acima da de abril

Nesta parcial de maio, os preços médios da carne suína estão superiores aos do mês anterior

Segundo pesquisadores do Cepea, no geral, os valores do produto negociado no atacado da Grande São Paulo iniciaram este mês em forte elevação, influenciados pelas aquecidas demandas interna e externa. Com o passar do mês, porém, as vendas domésticas e externas perderam força, enfraquecendo também os valores de negociação da proteína. Ainda assim, é observada alta na média de maio frente à do mês anterior, conforme apontam dados do Cepea.

Cepea

Livre de aftosa há 15 anos, Santa Catarina triplicou exportação de suínos

Maior exportador de suínos do país, Estado também se tornou 2º maior produtor de frangos e o 4º maior em leite

O Estado de Santa Catarina, que tem apenas 1,12% da área do território nacional, se tornou o maior produtor e exportador de carne suína, segundo maior produtor de frangos e o quarto maior produtor de leite, com acesso aos mercados mais exigentes e competitivos do mundo. Um dos motivos é uma conquista que completou exatos 15 anos na quarta-feira (25/5): o status de Estado livre de febre aftosa sem vacinação, concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Até o ano passado, apenas Santa Catarina tinha esse status no Brasil. Segundo dados do governo catarinense, em 2006, um ano antes da declaração, o Estado exportava 184 mil toneladas de carne suína, faturando US$ 310 milhões. Em 2021, embarcou 578,52 mil toneladas e as receitas somaram US$ 1,40 bilhão, recordes históricos em volume e valor. Santa Catarina foi responsável por 51,7% da quantidade e 53,4% das receitas brasileiras com exportação de carne suína em 2021. Os embarques de carne de frango também cresceram, atingindo 1,03 milhão de toneladas em 2021, com receita de US$ 1,84 bilhão, alta de 22,8% em relação ao ano anterior. O Estado foi responsável por 24,5% do valor das exportações brasileiras dessa proteína.

GLOBO RURAL

Mercado do frango sem alteração nas cotações

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave no atacado teve queda de 1,46%, chegando em R$ 6,75/kg, enquanto o frango na granja ficou estável, valendo R$ 6,00/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, em Santa Catarina, a ave não mudou de preço, valendo R$ 4,18/kg, assim como no Paraná, custando R$ 5,56/kg.

Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (25), tanto a ave congelada quanto a resfriada não mudaram de valor custando, ambas, R$ 7,63/kg.

Cepea/Esalq

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