
Ano 8 | nº 1737 | 20 de maio de 2022
NOTÍCIAS
Boi gordo: embargo da China aumenta pressão sobre preço em alguns estados, diz Safras
Bom volume de animais ofertados no Centro-Sul garante escalas de abate, fazendo cotações seguirem com tendência de queda
O mercado físico de boi gordo registrou preços pouco alterados na quinta-feira (19). Segundo Fernando Henrique Iglesias, analista da consultoria Safras & Mercado, o ambiente de negócios ainda sugere a continuidade do movimento de queda nos preços da arroba. Isso ocorre porque considera-se o bom volume de animais ofertados no Centro-Sul durante esta semana, o que garante uma posição confortável para as escalas de abate da maioria dos frigoríficos. “O embargo imposto pela China em alguns frigoríficos ainda gera ruídos em algumas regiões do país, aumentando a pressão de queda nesses estados. É exatamente o caso de Mato Grosso, que concentra o maior volume de unidades frigoríficas embargadas”, diz Iglesias. Na capital de São Paulo, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 315. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 284. Em Cuiabá (MT), a arroba ficou indicada em R$ 282. Já em Uberaba (MG), os preços ficaram em R$ 285. Em Goiânia (GO), a indicação foi de R$ 280 para a arroba de boi gordo. No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram estáveis. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios volta a sugerir queda de preços no curto prazo, avaliando a reposição mais lenta entre atacado e varejo durante a segunda quinzena do mês, período que conta com menor apelo ao consumo. Além disso, o padrão de consumo delimitado para o ano de 2022 não apresenta mudanças, com o consumidor brasileiro ainda optando por proteínas que causem menor impacto na renda média. O quarto traseiro seguiu com preço de R$ 23,20 por quilo. O quarto dianteiro manteve o patamar de R$ 16,20 por quilo. A ponta de agulha seguiu precificada a R$ 16,30 por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Oferta de boi cresce e favorece frigoríficos
Queda de preços pode melhorar margens da carne, mas ainda há incertezas em relação ao consumo
As perspectivas dos três maiores frigoríficos de carne bovina com operações no Brasil – JBS, Marfrig e Minerva – indicam que, nos próximos meses, a volatilidade dos preços do boi gordo tende a ser menor, e o viés é de baixa. Em teleconferências com analistas sobre os resultados do primeiro trimestre, executivos dessas companhias reforçaram que o ciclo da pecuária está entrando em fase de maior disponibilidade de animais, o que é mais favorável a seus negócios. A perspectiva é um bálsamo para a indústria, que tenta aumentar suas margens, mas encontra dificuldade para repassar preços ao consumidor – especialmente no Brasil, onde a inflação esmagou o poder de compra da população. A compra de gado representa de 70% a 80% dos custos dos frigoríficos. “O volume de animais ofertados já melhorou bastante. Este é um ano de transição, e o movimento deve se consolidar em 2023”, afirma o analista Fernando Iglesias, da Safras & Mercado. Segundo a consultoria, a arroba do boi gordo deve se firmar entre R$ 270 e R$ 300 no ano que vem. Dados de abate no primeiro trimestre, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), corroboram a tese de aumento gradual da oferta: foram para o gancho 6,9 milhões de bovinos entre janeiro e março, quase 5% a mais do que nos primeiros três meses de 2021. Os preços em São Paulo também dão indícios de uma situação mais confortável para os compradores de gado. Ontem, a arroba valia, em média, R$ 311,50 no mercado paulista (livre de Funrural), segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. Em relação ao pico histórico, de 24 de março deste ano (R$ 352,05), o declínio chega a 11,5%. Quando se compara como preço de um ano atrás, porém, a arroba do boi está 0,7% mais cara. Para inverter o ciclo, a natureza é mandatória: a gestação de bovinos demora de nove a dez meses. Depois, até o abate, o boi espera ao menos mais 30 meses – isso para um animal mais jovem, voltado ao mercado chinês. No primeiro quadrimestre deste ano, as exportações brasileiras de carne bovina cresceram 30% em relação ao mesmo período de 2021, de acordo com a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo). Cerca de 732 mil toneladas deixaram o país. Em receita, o crescimento foi de quase 60%, para US$ 4 bilhões. Segundo os dados da Abrafrigo, o país asiático importou 37,2% mais carne bovina do Brasil entre janeiro e abril, ou 344,4 mil toneladas. Fernando Iglesias lembra que as importações chinesas de carne bovina do Brasil estão crescendo em um momento em que o país asiático está comprando menos proteína animal do restante do mundo. “É simples: somos a melhor alternativa. Não há outro país com preço e produção como o nosso”, diz. Conforme cálculos da Safras & Mercado, a arroba do boi australiano custa US$ 120 dólares. Na Argentina, no Uruguai e nos Estados Unidos, o preço ronda US$ 80. Já o boi brasileiro é vendido por cerca de US$ 60 a arroba. “O quadro é positivo para os próximos meses”, disse a analistas o CEO da Minerva, Fernando Queiroz, mencionando que a proteína bovina caiu no gosto do povo chinês e que seu consumo não está mais atrelado diretamente à falta de carne suína. Miguel Gularte, CEO da Marfrig para a América do Sul, disse que os preços seguem estáveis e têm até subido. “O consumo previsto para maio e junho é bastante forte. Não vemos, por enquanto, aspectos preocupantes”, frisou. CEO global da maior companhia de alimentos do mundo, a JBS, Gilberto Tomazoni afirmou, também em teleconferência com analistas, que “a demanda seguirá firme”.
VALOR ECONÔMICO
Bois prontos para abate se acumulam em GO com unidade da JBS suspensa pela China
De acordo com Belchior Machado, presidente do Sindicato Rural de Mozarlândia, a perda para os pecuaristas diante da situação é alta
A decisão da China de suspender as importações de carne bovina da unidade da JBS em Mozarlândia (GO), no Vale do Araguaia, vem saturando o mercado de animais prontos para abate da região, afirma o presidente do Sindicato Rural de Mozarlândia, Belchior Machado.
Segundo ele, há mais de 60 dias a unidade está sem abates. “Está improdutiva. Assim, a oferta de bois gordos se acumula na região, com mais de 200 mil animais terminados”, afirma Machado. Para Machado, a perda para os pecuaristas diante da situação é alta, já que, segundo ele, a capacidade de abate desta unidade é de cerca de 2,5 mil animais/dia. “Tem muito produtor com um prejuízo enorme”, assinala. Em boletim da última segunda-feira (16), a consultoria IHS Markit confirmou que, diante da situação, há muito gado terminado na região de Mozarlândia sendo enviado a Estados vizinhos, sobretudo São Paulo e Mato Grosso do Sul. “O movimento está pressionando ainda mais os preços do boi gordo em ambos os Estados”, disse a consultoria, no boletim. Esta unidade da JBS foi suspensa pelos chineses em 11 de março, inicialmente por uma semana, mas, depois, em 24 de março, a Administração Geral de Alfândegas da China (Gacc, na sigla em inglês) manteve a suspensão por tempo indeterminado. Em entrevista no dia 11 de maio, antes da divulgação dos resultados financeiros da JBS no primeiro trimestre de 2022, o CEO Global da empresa, Gilberto Tomazoni, afirmou que a unidade havia passado por uma nova inspeção para a retomada dos embarques. Na ocasião, ele comentou que a expectativa era de que a unidade voltasse a exportar carne bovina para a China “rapidamente”.
ESTADÃO CONTEÚDO
Boi/Cepea: China é destino de metade das exportações de carne do Brasil
As exportações brasileiras de carne bovina seguem registrando bom desempenho neste ano, sobretudo à China
Segundo dados da Secex, nos quatro primeiros meses de 2022, foram embarcadas 710,99 mil toneladas de produtos de origem bovina (in natura, industrializada, miúdos entre outros), volume 27% maior que o do mesmo período de 2021. Para a China, especificamente, os envios de carne bovina somaram 341,39 mil toneladas nos quatro primeiros meses de 2022, forte crescimento de 37% em relação ao mesmo período do ano anterior. Diante disso, a China foi destino de 48,02% do total de carne bovina exportado pelo Brasil neste ano, acima da parcela observada no mesmo período de 2021, que era de 44,62%, e também da verificada em 2020, de 37,1%, ainda de acordo com dados da Secex.
Cepea
Ações das companhias de carne bovina acumulam baixa no ano
Incertezas em relação ao consumo ainda são um dos fatores negativos no mercado
A acomodação dos preços do boi gordo em patamares inferiores aos atuais no Brasil é um dos fatores esperados pelos grandes frigoríficos para uma melhora consistente dos resultados de suas operações no país – que, vale salientar, já apresentaram reação no primeiro trimestre deste ano. A manutenção do ritmo forte das exportações brasileiras de carne bovina e uma retomada do consumo doméstico da proteína, com o estímulo do Auxílio Brasil, do saque do FGTS e da antecipação do 13º salário de aposentados, completam o tripé que poderá tornar as margens mais confortáveis. E, embora JBS, Marfrig e Minerva tenham grande parte de seus negócios ancorada em outros países, essa combinação poderá dar fôlego extra às ações, que neste mês de maio estão em queda, mesma direção do Ibovespa. Segundo cálculos do Valor Data, os papéis da JBS, maior empresa de proteínas e alimentos em geral do mundo, acumulam baixa de 6,05% em maio (até ontem), enquanto o Ibovespa caiu 0,81%. Os mesmos problemas são enfrentados pela Marfrig – inclusive nos EUA, onde a empresa controla a National Beef. Suas ações já recuaram 20,91% em maio, também sob influência dos resultados negativos da BRF de janeiro a março – a Marfrig tem participação de mais de 32,27% na empresa. Diferentemente das companhias que trabalham com carne bovina, a BRF, cujo foco está em aves, suínos e processados, continua muito pressionada pelo aumento dos custos de produção, uma vez que a alta dos preços dos grãos (soja e milho) não dá trégua. Nesse cenário, recentemente, as ações da companhia caíram a patamares históricos na bolsa. A Minerva recuou 5,18% em maio na B3 até agora. Desde o início do ano, as ações da JBS já recuaram 6,34%, e o valor de mercado da gigante diminuiu para R$ 77,6 bilhões; no caso da Marfrig, os papéis registraram queda de 30,83% desde janeiro, e seu valor de mercado fechou ontem a R$ 10,3 bilhões; na Minerva, em contrapartida, a valorização das ações no período chegou a 20,53%, e o valor de mercado caiu para R$ 7,6 bilhões. Do início de 2022 até ontem, o Ibovespa caiu, mas apenas 0,55%.
VALOR ECONÔMICO
ECONOMIA
Dólar cai mais de 1% ante real com fraqueza internacional da moeda
A moeda norte-americana à vista fechou em queda de 1,24%, a 4,9194 reais, seu menor patamar para um encerramento desde o dia 4 deste mês (4,9006). Com esse desempenho, o dólar spot ficava a caminho de registrar queda semanal de cerca de 2,7%
O recuo desta sessão esteve alinhado ao comportamento do dólar no exterior, onde seu índice contra uma cesta de rivais fortes chegou a perder mais de 1%, indo a seu menor patamar em duas semanas. Dados fracos sobre a economia norte-americana –mostrando aumento nos pedidos semanais de auxílio-desemprego e desaceleração num índice de atividade manufatureira do Fed de Filadélfia– ajudaram a alimentar as perdas do dólar nesta sessão, uma vez que uma atividade mais fraca do que o esperado pode eventualmente ajudar o banco central americano na tarefa de controlar a inflação. Embora caia 11,7% no acumulado de 2022, o dólar ainda está 6,8% acima da mínima de encerramento de 2022, de 4,6075 reais, atingida no final de abril, e alguns participantes do mercado enxergam pouco espaço para a moeda revisitar esses patamares em meio ao cenário global cada vez mais arisco. Estrategistas do Citi notaram em relatório desta quinta-feira que “o câmbio latino-americano enfraqueceu ao longo do último mês, à medida que a aversão ao risco aumenta e o ‘carry’ se torna menos favorável nesses ambientes de aversão a risco”. Nesse contexto, o Citi piorou sua expectativa para a performance do real no curto prazo, vendo a divisa em 5,15 por dólar nos próximos três meses, de 4,70 previstos para o mesmo período antes. A projeção de médio prazo –para os próximos 6 a 12 meses– também piorou, a 5,30 por dólar, contra previsão anterior de 5,20. “Embora os preços das commodities permaneçam elevados em níveis favoráveis para o real, o recente fortalecimento do dólar levou a uma desvalorização considerável” da moeda brasileira, completou o Citi. “Olhando para frente, a escalada de riscos internos depois das eleições (de outubro) em meio a condições monetárias globais mais restritivas devem levar a mais depreciação do real.” Na B3, às 17:08 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,98%, a 4,9375 reais.
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Ibovespa se descola de NY e sobe com ajuda de Vale, siderúrgicas e Eletrobras
Apesar da instabilidade que segue rondando os mercados acionários, com investidores pesando o avanço da inflação e a redução do crescimento econômico ao redor do globo, o Ibovespa conseguiu registrar sessão positiva, carregado pelas companhias ligadas às commodities e pela Eletrobras
Após ajustes, o Ibovespa fechou em alta de 0,71%, aos 107.005,22 pontos. O volume financeiro negociado até o final do dia foi de R$ 18,8 bilhões. Segundo analistas do Bank of America, no entanto, os mercados acionários têm motivos para respirar pelo menos um pouco mais aliviados. “Um alento após o tombo dos mercados de ações dos últimos dias é que, à medida que a incerteza sobre o crescimento aumentou, a incerteza sobre as taxas de juros diminuiu, assim como sua volatilidade”, dizem os analistas do banco americano. Caso se estenda, o movimento pode ajudar a destravar empresas mais sensíveis às curvas, como já pode ser observado no Ibovespa. Os ativos brasileiros têm experimentado uma resiliência maior do que outros. “Os resultados trimestrais, muitos acima do consenso, têm ajudado, já que muitas ações ficaram ‘largadas’, muito baratas, nos últimos meses. Isso tem feito um ‘chão’ para algumas teses de investimento. O macro interno também pode estar melhorando na margem, com alguns indicadores de inflação mostrando certa instabilidade, o que também é positivo”, diz Rafael Cota Maciel, gestor de renda variável do Inter Asset. O profissional ressalta, no entanto, que a tendência é que a volatilidade permaneça alta. Mas, em sua visão, a maior importância é, pensando em cadeias produtivas globais, ter uma normalização dos processos e um consequente alívio na inflação. Nessa linha, as empresas ligadas às commodities lideraram a sessão, se aproveitando de uma oscilação positiva dos produtos brutos.
VALOR ECONÔMICO
Governo eleva a 7,9% projeção para inflação em 2022 e mantém alta de 1,5% do PIB
A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia piorou na quinta-feira as projeções oficiais para o desempenho da inflação, embora ainda se mantenha mais otimista do que o mercado, e deixou inalteradas as estimativas para a atividade econômica neste ano e em 2023
Para a inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a estimativa da equipe econômica subiu para 7,90% em 2022, contra 6,55% da projeção feita em março. Para 2023, o patamar subiu de 3,25% para 3,60%. O centro da meta de inflação é de 3,5% neste ano e 3,25% no próximo, nos dois casos com margem de tolerância de 1,5 ponto para mais ou para menos. A projeção do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que é usado para corrigir o salário mínimo e outras despesas do governo, ficou em 8,10% para este ano, contra 6,70% antes. Em 2023, a estimativa foi de 3,25% para 3,70%. Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), foi mantida a estimativa do governo de uma alta de 1,5% este ano. Para 2023, a projeção seguiu em 2,5%. As estimativas fazem parte do boletim usado como base para os cálculos do relatório bimestral de receitas e despesas, a ser divulgado na sexta-feira, que avalia o cumprimento da meta fiscal e do teto de gastos. Agentes de mercado vêm piorando as previsões de inflação, em meio a pressões geradas pela retomada da atividade econômica no país, nova onda de Covid-19 na China e guerra na Ucrânia. Pesquisa feita pela XP com investidores institucionais, por exemplo, mostrou na terça-feira que a expectativa para o IPCA está em 8,8% para 2022 e 4,5% em 2023. O Banco Central suspendeu a divulgação do boletim Focus com as estimativas do mercado por conta da greve de servidores –o último relatório, referente à última semana de abril, trouxe previsão de 7,89% e 4,10% para o IPCA em 2022 e 2023, respectivamente. A autoridade monetária colocou a taxa básica de juros em 12,75% ao ano em sua última reunião, já sinalizando outro provável aumento para junho, em uma escalada em relação à taxa mínima recorde de 2% vigente em março de 2021.
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Projeção de alta de 1,5% do PIB inclui desaceleração no 2º semestre com aperto monetário, diz secretário
A projeção oficial de alta do PIB (Produto Interno Bruto) de 1,5% em 2022 já considera efeitos do aperto monetário implementado pelo Banco Central, disse na quinta-feira o secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Pedro Calhman, mencionando previsão de “leve desaceleração” no segundo semestre deste ano
“O efeito está incluído, a projeção já considera impacto das condições financeiras mais restritivas, com desaceleração leve do crescimento no segundo semestre e manutenção ao longo de 2023”, disse o secretário. Em boletim divulgado na quinta, a pasta manteve suas projeções para crescimento do PIB de 1,5% em 2022 e 2,5% em 2023. Nas últimas semanas, o Banco Central incluiu em seus cenários o risco de o ciclo de alta na taxa básica de juros causar uma desaceleração da atividade a partir do segundo semestre, podendo também provocar um recuo da inflação. Isso ocorreria no segundo semestre por causa da defasagem sobre a economia do efeito da política monetária, que entrou em campo contracionista recentemente. O ministro da Economia, Paulo Guedes, que também participou da apresentação do boletim, disse acreditar que ainda é possível ter surpresas positivas ao longo deste ano, o que levaria a alta do PIB a patamar superior ao de 1,5%.
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FRANGOS & SUÍNOS
Mercado de suínos com quedas nos preços
De acordo com análise divulgada pelo Cepea, os valores do suíno vivo e da carne estão em forte movimento de queda em todas as praças acompanhadas pelo órgão. Segundo pesquisadores, a pressão vem da menor demanda doméstica e também do recuo no ritmo de exportação da carne brasileira neste mês
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 103,00/R$ 113,00, assim como a carcaça especial, custando R$ 8,30 o quilo/R$ 8,70 o quilo. Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (18), ficaram estáveis os preços em Minas Gerais, custando R$ 6,27/kg, e no Rio Grande do Sul, valendo R$ 5,15/kg. Houve recuo de 1,36% em Santa Catarina, chegando em R$ 5,09/kg, baixa de 0,20% no Paraná, atingindo R$ 4,95/kg, e de 0,17% em São Paulo, fechando em R$ 5,88/kg.
Cepea/Esalq
Suinocultura independente: preços desabam na maioria das praças produtoras
No Paraná, considerando a média semanal (entre os dias 12/05/2022 a 18/05/2022), o indicador do preço do quilo vivo do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve queda de 9,31%, fechando a semana em R$ 5,45. “Espera-se que na próxima semana o preço do suíno vivo apresente queda, podendo ser cotado a R$ 5,17 o quilo”, informou o Lapesui
Em São Paulo, conforme informações da Associação Paulista de Criadores de suínos, o preço ficou estável em R$ 6,13/kg, exceção frente aos outros Estados que realizam a Bolsa de Suínos às quintas-feiras. No mercado mineiro, o valor caiu de R$ 6,30 o kg vivo para R$ 5,80/kg vivo, preço sugerido já que não houve acordo entre suinocultores e frigoríficos, conforme com informações da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). Santa Catarina também registrou queda, saindo de R$ 5,76 o quilo para R$ 5,38 o quilo vivo. O presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio de Lorenzi, aponta que “o mercado não está nada promissor e não se vê projeção de quando deve melhorar. Há um terrorismo por parte dos frigoríficos que pressionam para baixar os preços, uma sobra das cooperativas e das indústrias que ficam jogando no mercado independente e aí fica esse desespero no setor”.
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Suínos/Cepea: Preços caem em todas as praças acompanhadas pelo Cepea
Os valores do suíno vivo e da carne estão em forte movimento de queda em todas as praças acompanhadas pelo Cepea
Segundo pesquisadores, a pressão vem da menor demanda doméstica e também do recuo no ritmo de exportação da carne brasileira neste mês. Além desse recente movimento nos preços, suinocultores consultados pelo Cepea também estão preocupados com as temperaturas mais baixas nesta semana. Isso porque o clima frio exige aumento na oferta de ração aos animais, o que, consequentemente, resulta em aumento nos custos de produção – vale lembrar que os preços do milho e do farelo de soja estão em patamares elevados.
Cepea
Mercado do frango em meio a perda de competitividade
A quinta-feira (19) foi de preços em campo misto para o mercado do frango. De acordo com análise do banco Itaú BBA, no mercado interno, a competitividade frente ao dianteiro bovino é um desafio, uma vez que há elevação de preços com a baixa oferta
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave no atacado baixou 0,29%, cotada em R$ 6,95/kg, enquanto o frango na granja ficou estável em R$ 6,00/kg. Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, no Paraná a ave ficou estável em R$ 5,78/kg, assim como em Santa Catarina, valendo R$ 4,11/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (18), a ave congelada teve leve alta de 0,53%, chegando em R$ 7,64/kg, enquanto a resfriada subiu 0,66%, valendo R$ 7,65/kg.
Cepea/Esalq
Gabão relata primeiro surto de gripe aviária
O Gabão relatou um primeiro surto de gripe aviária H5N1 altamente patogênica, comumente chamada de gripe aviária, em uma fazenda no norte do país, informou a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) na quinta-feira
O surto na cidade de Ntoum, perto da fronteira com a Guiné Equatorial, matou 15.000 aves de um bando de 15.500 animais, disse o órgão com sede em Paris, citando informações das autoridades de saúde gabonesas. “Muitas perguntas e nenhuma resposta ainda após a ocorrência do vírus da gripe aviária no Gabão. A doença que afeta as aves estava ausente no país até agora. As investigações estão em andamento para identificar a origem da infecção”, disse o relatório. Mortes foram relatadas em outros locais, em particular no mercado de animais vivos, mas também em outras aves, disse.
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