CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1735 DE 18 DE MAIO DE 2022

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Ano 8 | nº 1735 | 18 de maio de 2022

 

NOTÍCIAS

Boi gordo: preços caem no país e efeitos do clima sugerem piora

Ambiente de negócios ainda sugere por nova queda dos preços no curto prazo, considerando a frente fria que avança sobre o país e que tende a reduzir a capacidade de retenção do pecuarista

O mercado físico do boi gordo voltou a registrar preços mais baixos em importantes praças de produção e comercialização na terça-feira (17). Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por nova queda dos preços no curto prazo, considerando a frente fria que avança sobre o país que tende a reduzir a capacidade de retenção do pecuarista. “Basicamente os frigoríficos não têm encontrado dificuldades na composição de suas escalas de abate, e devem seguir exercendo pressão sobre os pecuaristas no restante do mês. O término do lockdown na China na virada de mês é um ponto importante a ser considerado, o que tende a desafogar a logística global com a retomada das operações mais próximas a sua normalidade no porto de Xangai. Os preços do boi gordo terão maior potencial para reajustes no início da entressafra, avaliando um período menos ofertado e com perspectiva de bom ritmo de exportação”, assinalou Iglesias. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 316,00 a arroba. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 289,00. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 283,00. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 290,00 por arroba. Em Goiânia, Goiás, a indicação foi de R$ 290,00 para a arroba do boi gordo. No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram estáveis. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por alguma queda das cotações no curto prazo.

AGÊNCIA SAFRAS

Cai valor do boi gordo, sobretudo nas praças de SP e do Centro-Oeste

A Scot Consultoria detectou recuo diário de R$ 1/@ na cotação do boi gordo em São Paulo, agora negociado a R$ 309/@, valor bruto e a prazo

Por sua vez, os preços da vaca e novilha gordas permaneceram estáveis, valendo R$ 276/@ e R$ 305/@, respectivamente (valores brutos e a prazo). A cotação do boi-China (abatido mais jovem, geralmente com idade abaixo de 30 meses) também não sofreu alteração, seguindo apregoada em R$ 320/@, acrescenta a Scot.

SCOT CONSULTORIA

No MT, preços do boi gordo recuaram com maior intensidade em abril/22, aponta Imea

Diante da queda mais elevada na praça mato-grossense, o diferencial de base MT-SP voltou a se alargar no mês passado, alcançando o patamar de 13,06%

Durante abril/22, os preços do boi gordo abatido em Mato Grosso registraram quedas mais acentuadas em relação aos movimentos de baixa registrados no interior de São Paulo, referência para as demais regiões pecuárias brasileiras. Segundo dados apurados pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), no mês passado os preços do boi gordo negociado em MT recuaram 4,52% em relação ao valor médio de março/22, para R$ 293,98/@, sem Funrural. Por sua vez, na praça paulista, o macho terminado ficou cotado a R$ 338,15/@ em abril/22, com redução de 2,84% considerando a mesma base de comparação. Diante da queda mais elevada na praça mato-grossense, o diferencial de base MT-SP (diferença de preços entre as duas praças) voltou a se alargar em abril/22, alcançando o patamar de 13,06%, o que significou elevação de 13,34 pontos percentuais em relação ao indicador de março/22, compara o Imea. Para maio, relata o instituto, já foram observados decréscimos consecutivos no preço médio do boi gordo negociado nas praças do Mato Grosso e de São Paulo. Até o dia 13 de maio (sexta-feira passada), a cotação média do boi gordo do Mato Grosso recuou para R$ 289,20/@, enquanto o preço médio do boi paulista ficou em R$ 332,75/@.

Imea

Carne bovina in natura: exportação de 73,8 mil toneladas até a segunda semana de maio

Segundo a Secretária Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia, as exportações de carne bovina in natura alcançaram 73,8 mil toneladas em dez dias úteis de maio/22

O ritmo dos embarques segue acelerado e pode alcançar o volume embarcado no mesmo período do ano anterior, com 126,7 mil toneladas em 21 dias úteis. Para o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o desempenho das exportações de carne bovina segue aquecido, mas é preciso ficar atento à demanda chinesa que pode procurar proteínas de outros países por conta da Covid-19. “Na segunda-feira (16), a China habilitou 13 unidades frigoríficas de carne bovina, aves e suínas dos Estados Unidos. Devemos acompanhar isso de perto, mas os produtos brasileiros seguem com preços mais competitivos que os EUA e tem mais capacidade produtiva”, comentou.  Até a segunda semana de maio/22, a média diária exportada ficou em 7,3 mil toneladas, avanço de 22,3% em comparação ao mês de maio do ano passado, com 6,03 mil toneladas.  O valor da exportação foi de US$ 468,352 milhões. A média diária da receita ficou em US$ 46, 8 milhões, alta de 57,3%, frente a maio do ano passado, com US$ 29,7 milhões. O preço médio na segunda semana de maio foi de US$ 6.342 por tonelada, alta de 28,6% frente a maio de 2021 com US$ 4.933 por tonelada.

AGÊNCIA SAFRAS

Boi: estudo da Cargill mostra evolução no peso médio de abate desde 2017

O estudo analisou 120 confinamentos, ou 1,1 milhão de cabeças, contemplando as raças Nelore, anelorado e Angus, além de cruzamentos leiteiro e industrial

O peso médio da carcaça, foi de 20,77 arrobas, número 8,87% maior ante o levantamento de 2017, o mais recente disponível. Já quanto ao ganho médio de arrobas por animal, este alcançou 8,1 arrobas produzidas, avanço de 3,85%, informa a Cargill, em nota, ao citar dados da 6ª edição do Benchmarking Confinamento Probeef, divulgado na terça-feira, 17, pela empresa. O peso médio de entrada no confinamento também avançou, no caso, 5,41%, para 12,67 arrobas/animal. O tempo médio de engorda no cocho ficou em 117 dias. Já no indicador ganho de peso diário e ganho diário de carcaça, a média dos rebanhos analisados apresentou 1,526 quilo de ganho de peso e 1,041 quilo de ganho de carcaça, índices com aumento de 2,42% e 2,45% respectivamente, ante 2017. Em relação à eficiência biológica e à conversão alimentar, os dados de 2021 indicaram uma queda de 1,67% de eficiência biológica em relação a 2017, tendo alcançado 6,93 quilos de matéria seca para cada quilo de ganho de peso vivo. A empresa avalia que uma dieta bem balanceada é fundamental para atingir bons resultados e alcançar a melhor conversão alimentar, já que, quanto maior a energia da dieta, melhor será a conversão. “Isso significa que o gado precisará comer menos para obter o mesmo ganho de peso e alcançar uma carcaça com melhor acabamento, o que se reflete em rentabilidade”, diz a Cargill, na nota. O estudo mostra que 16% dos entrevistados têm expectativas iguais às do ano passado e apenas 15% acreditam que este ano será pior do que 2021. Os produtores da Região Sul são os mais otimistas, com 100% de expectativas positivas – visão também compartilhada pelos produtores da Bolívia e do Paraguai. Já o Centro-Oeste brasileiro foi a região com maior pessimismo, com 21%, seguida da Região Norte, com 18%. Os pecuaristas também destacaram o desempenho zootécnico como fator positivo e os custos de reposição como desafio. Já em relação às características do mercado, a maior parte dos entrevistados entende a gestão de risco como grande oportunidade e as instabilidades econômicas como ameaça aos objetivos do negócio. A pesquisa, ao longo dos últimos seis anos, analisou mais de 2,87 milhões de cabeças de gado, de 25 mil lotes de 180 clientes, com mais de 3,3 milhões de toneladas de dieta.

ESTADÃO CONTEÚDO

ECONOMIA

Dólar tem maior queda em quase 9 meses e fecha abaixo de R$5

O dólar fechou em queda na terça-feira, caindo 2,14%, a 4,9428 reais na venda a maior queda desde agosto do ano passado, e terminou abaixo da marca psicológica de 5 reais pela primeira vez em quase duas semanas

O dólar renovou a mínima do dia depois das falas iniciais do chefe do banco central norte-americano, Jerome Powell, e, ainda que tenha tomado algum fôlego posteriormente, manteve firme baixa até o fim do pregão à vista. Powell disse que o banco central dos Estados Unidos “continuará insistindo” em apertar a política monetária até ficar claro que a inflação está arrefecendo. “Se não virmos isso, teremos de considerar agir de forma mais agressiva para apertar as condições financeiras”, acrescentou. Ainda assim, a leitura é que as declarações não trouxeram muitas novidades. “O mercado até podia esperar uma possível surpresa no tom, mas que não veio”, disse Cleber Alessie, Gerente da Mesa de derivativos financeiros da Commcor DTVM, lembrando que, dessa forma, o mercado teve caminho livre para seguir no modo risco ativado. Previsões animadoras de empresas dos EUA e o otimismo em relação à flexibilização da repressão chinesa ao setor de tecnologia e à Covid-19 ajudaram a elevar o apetite direcionado a ativos de risco desde o começo do pregão. O resultado foi forte queda global do dólar; rali em moedas pares do real, como o dólar australiano; salto nos juros dos títulos do Tesouro dos EUA; e firmes ganhos nas bolsas de valores mundiais e nas commodities. Aqui, o dólar à vista caiu 2,14%, a 4,9428 reais na venda. A baixa percentual é a mais intensa desde 24 de agosto de 2021 (-2,25%). O patamar de encerramento é o menor desde o último dia 4 (4,9020 reais), fazendo jus à fama de moeda volátil.

REUTERS

Ibovespa segue exterior e tem 5ª alta seguida

O principal índice da bolsa brasileira subiu na terça-feira, na quinta sessão consecutiva de ganhos, diante de cenário de maior apetite por risco nos mercados internacionais

O setor financeiro se destacou como a maior influência para o avanço do índice, com destaque para Bradesco. O Ibovespa subiu 0,51%, a 108.789,33 pontos. O volume financeiro da sessão foi de 29,9 bilhões de reais. “O mercado está procurando alguma direção, tentando achar um rumo”, disse Tomás Awad, sócio fundador da 3R Investimentos, que vê a sequência de altas recentes do Ibovespa como “um respiro técnico” depois de quedas fortes a partir de abril. Para o gestor, o cenário atual é de venda das ações por investidores estrangeiros, como mostram dados de fluxo da B3, ao mesmo tempo que as eleições entram cada vez mais no radar. No exterior, a alta de juros nos Estados Unidos e a preocupação com a economia global são os principais temas, segundo ele. A forte desaceleração da inflação medida pelo IGP-10, da FGV, em maio, com arrefecimento de preços de commodities, também ajudou a dar tom positivo à sessão. Em Nova York, o Nasdaq avançou 2,8%, liderando os principais índice acionários, após forte dado de varejo dos EUA. O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, disse que a instituição “continuará insistindo” em apertar a política monetária até ficar claro que a inflação está arrefecendo. Os mercados ainda mostraram certo otimismo pela redução de restrições contra Covid-19 na China, após melhora do cenário da doença em Xangai.

REUTERS

Inflação medida pelo IPC-Fipe perde velocidade

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 1,04% na segunda quadrissemana de maio, desacelerando em relação ao ganho de 1,33% observado na primeira quadrissemana deste mês, de acordo com dados publicados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) nesta terça-feira, 17

Na leitura de ontem, quatro dos sete componentes do IPC-Fipe perderam força: Habitação (de estável na primeira quadrissemana de maio para -0,43% na segunda quadrissemana), Alimentação (de 2,81% para 2,20%), Transportes (de 1,84% para 1,62%) e Saúde (de 0,51% para 0,40%).

PORTAL ESTADÃO

Alta do IGP-10 tem desaceleração em maio com alívio de commodities

Os preços de commodities agrícolas e minerais arrefeceram e a alta do Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) moderou a apenas 0,10% em maio, de 2,48% em abril, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV)

O dado divulgado na terça-feira ficou abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters, de alta de 0,35%, e levou o índice a acumular avanço em 12 meses de 12,13%. Em maio, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, passou a cair 0,08%, contra avanço de 2,81% no mês anterior. “A queda verificada entre abril e maio nos preços de grandes commodities agrícolas (de +0,23% para -1,72%) e minerais (de +0,77% para -3,17%) contribuiu para a queda da inflação ao produtor”, explicou André Braz, coordenador dos índices de Preços. Ele afirmou que esse alívio está influenciando a taxa em 12 meses do grupo Matérias-Primas Brutas, agora de -2,77%. “Ainda ao produtor, as taxas de variação dos bens intermediários (de 4,26% para 0,89%) e dos bens finais (de 4,07% para 1,12%) também apresentaram desaceleração, mas a variação acumulada em 12 meses para estes estágios de processamento se mantém em patamar muito elevado, 25,70% e 19,49%, nesta ordem, o que sustenta repasses que chegam gradualmente ao varejo”, ponderou Braz. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10), que responde por 30% do índice geral, registrou alta de 0,54% em maio, de 1,67% em abril. Por trás dessa desaceleração esteve a queda de 2,37% dos preços de Habitação, contra alta de 1,62% no mês anterior. O destaque no grupo foi a baixa de 12,93% da tarifa de eletricidade residencial, que havia subido 2,10% em abril. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, ganhou 0,74% no período, depois de avançar 1,17% em abril. O IGP-10 calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.

REUTERS

Economia cresceu 1,5% no 1º trimestre, aponta Monitor do PIB da FGV

“O setor de serviços destacou-se no desempenho positivo do PIB. Por ter sido fortemente impactado pela pandemia, este setor tem tido bastante espaço para crescer e recuperar o nível de atividade que possuía antes da chegada da pandemia”, ressalta a entidade

O Monitor do PIB, calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), sinaliza crescimento de 1,5% na atividade econômica no primeiro trimestre de 2022, em comparação com o quarto trimestre de 2021, e de 1,8% em março, perante o mês anterior. Ambos os cálculos foram realizados na série com ajuste sazonal. Na comparação interanual, a economia cresceu 2,4% nos três primeiros meses de 2022 e 4,2% em março. “O setor de serviços destacou-se no desempenho positivo do PIB. Por ter sido fortemente impactado pela pandemia, este setor tem tido bastante espaço para crescer e recuperar o nível de atividade que possuía antes da chegada da pandemia. Dentre as atividades que compõem o setor, apenas as de outros serviços e de administração, educação e saúde pública ainda não haviam recuperado, no quarto trimestre de 2021, o nível de atividade pré-pandemia”, diz Juliana Trece, Coordenadora da pesquisa. Com o resultado do primeiro trimestre deste ano, a atividade de outros serviços ultrapassou o nível pré-pandêmico, diz a economista. “Nota-se que o desempenho do PIB ainda tem sido impulsionado pela normalização do nível de atividade pré-pandemia e este efeito está se esgotando, o que liga um alerta para a sustentabilidade do crescimento.” O consumo das famílias cresceu 3,4% no primeiro trimestre, em comparação ao mesmo período do ano anterior, segundo o FGV Ibre. “O consumo de serviços é o grande responsável por esse desempenho positivo, que foi muito influenciado pelos serviços de alojamento, alimentação e domésticos que voltaram a crescer significativamente após o afrouxamento das medidas de isolamento social. Como destaque negativo, o consumo de duráveis caiu 6,7%, sendo o único componente do consumo das famílias a apresentar queda.” A formação bruta de capital fixo (FBCF), um indicativo de investimentos, aumentou 1,5% no primeiro trimestre, ante um ano antes. Desde o quarto trimestre de 2021, na análise da taxa trimestral móvel, apenas o componente de máquinas e equipamentos apresenta queda, encerrando o primeiro trimestre deste ano com retração de 4,8%, diz o FGV Ibre. “Como vem ocorrendo, em meses anteriores, as quedas disseminadas entre os segmentos de automóveis, máquinas e equipamentos elétricos e mecânicos são os principais responsáveis por essa retração.”

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

BRF suspende uso de máscara em fábrica no Paraná, cita queda em casos de Covid

A processadora de carne suína e de aves BRF suspenderá o uso obrigatório de máscaras faciais em uma de suas unidades a partir de domingo, de acordo com um memorando interno visto pela Reuters, devido a uma queda nos casos de Covid-19

A BRF não respondeu imediatamente a questionamentos sobre a medida, que se aplica aos trabalhadores de sua fábrica de frangos de Carambeí, no Paraná. Um representante do sindicato de Carambeí confirmou o plano, que cita uma melhora nos indicadores da Covid-19, bem como decretos estaduais e municipais que permitem a retirada das máscaras. Enquanto isto, outros grandes frigoríficos no Brasil não mudaram a sua política. A JBS, maior produtora de carne do mundo, disse em comunicado à Reuters que “mantém inalterados os protocolos para prevenção contra a Covid-19, incluindo o uso de máscaras, em suas unidades industriais”. A Aurora, terceira maior companhia de aves e suínos no país, também mantém o uso de máscaras “nas principais plantas industriais, pois essas são unidades que exportam para países que exigem o uso da máscara”. A Marfrig disse que, em 100% das unidades da empresa no Brasil, os colaboradores utilizam máscara facial (face shield) para proteção contra Covid-19 em conjunto com máscara cirúrgica tripla camada nas áreas quentes e PPF2 nas áreas frias.

REUTERS

Frigorífico uruguaio aposta no apetite por carne bovina neutra em carbono

A unidade uruguaia de frigoríficos da japonesa NH Foods Ltd. está buscando certificação neutra em carbono para até um quinto do gado que processa até 2025, apostando que os consumidores mais ricos pagarão mais por alimentos com credenciais de sustentabilidade

A BPU Meat envia carne bovina neutra em carbono para supermercados no Japão e no Uruguai, bem como para a cadeia de restaurantes Block House da Alemanha desde março. A empresa espera processar 15.000 bovinos certificados até o segundo trimestre de 2023 e pelo menos 30.000 em três anos por meio de um acordo com uma empresa florestal, disse Daniel de Mattos, consultor sênior do conselho da BPU. “Temos que ter uma grande oferta de gado com essas características para viabilizar comercialmente. Com esses números, estaríamos atendendo nichos de mercado muito importantes.” Com o crescente escrutínio dos gases de efeito estufa em todo o mundo, a indústria da carne bovina está começando a adotar a certificação neutra em carbono – usando compensações, bem como práticas para reduzir as emissões de metano, reduzir o uso e sequestro de água e energia. No Uruguai, a pecuária Mosaica liderou com o primeiro embarque de carne bovina com certificação LSQA em dezembro, seguida por BPU e uma unidade da brasileira Minerva Foods SA este ano. Sob um acordo entre a BPU e a fabricante de celulose Montes del Plata, a empresa de certificação SGS valida que as emissões de gado de propriedade de mais de 300 pecuaristas participantes são compensadas por plantações florestais. O programa se encaixa com a meta da NH Foods de reduzir sua pegada de carbono em 40% até 2030, disse De Mattos. Até agora, a carne bovina neutra em carbono alcança preços semelhantes aos outros produtos premium da BPU. De Mattos está otimista de que a certificação compensará com preços mais altos e acesso a compradores mais ricos à medida que o mercado amadurece

Bloomberg

FRANGOS & SUÍNOS

Preços de suínos seguem em queda

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF cedeu, no mínimo, 1,90%, chegando em R$ 103,00/R$ 113,00, enquanto a carcaça especial baixou 2,35%/2,25%, custando R$ 8,30 o quilo/R$ 8,70 o quilo

No caso do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (16), houve recuo de 6,58% no Paraná, chegando em R$ 5,25/kg, baixa de 5,72% em Santa Catarina, atingindo R$ 5,27/kg, desvalorização de 3,59% em Minas Gerais, custando R$ 6,44/kg, queda de 2,57% no Rio Grande do Sul, alcançando R$ 5,31/kg, e de 2,28% em São Paulo, fechando em R$ 5,99/kg.

Cepea/Esalq

Carne suína: duas semanas de exportações com ritmo fraco

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, as exportações de carne suína in natura até a segunda semana de maio (10 dias úteis) seguem com resultados fracos, comparando-se os picos atingidos nos dois anos anteriores

Para o analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o valor atingido, olhando para o histórico de outros anos, é bom, mas reduziu em relação a 2020 e 2021. “Nos preocupa porque as margens estão muito apertadas, preços internacionais em queda, e a China que não dá sinais que vai comprar mais no curto e médio prazo”, revelou. A receita obtida com à exportação em 10 dias de maio, US$ 78.486, representa 33% da obtida em todo maio de 2021, com US$ 238, milhões. No volume embarcado, as 33.357 toneladas representam 36,5% em relação ao total exportado em maio do ano passado, com 91.386 toneladas. A receita por média diária, US$ 7.848,673, é 30,8% menor do que a de maio de 2021.  Em toneladas por média diária, 3.335 toneladas, queda de 23,3% no comparativo com o mesmo mês de 2021.

No valor pago por tonelada, US$ 2.352, ele é 9,7% inferior ao praticado em maio passado.

AGÊNCIA SAFRAS

Frango: pouca valorização para o congelado e o resfriado

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave no atacado baixou 1,41%, cotada em R$ 7,00/kg, enquanto o frango na granja cedeu 3,23%, valendo R$ 6,00/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, no Paraná a ave ficou estável em R$ 5,44/kg, assim como em Santa Catarina, valendo R$ 4,11/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (16) tanto a ave congelada quanto a resfriada subiram 0,13%, custando ambas R$ 7,65/kg.

Cepea/Esalq

Receita com exportação de carne de frango em 10 dias já é 66% de maio/21

Previsão de volume embarcado no ano de 2022 deve ser revisto para cima, com o Brasil aproveitando o espaço deixado por países atingidos pela gripe aviária

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, as exportações de carne de aves in natura até a segunda semana de maio (10 dias úteis), já atingiu 66% do total registrado em maio/21. O analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, afirma que o Brasil se beneficia neste momento em que a gripe aviária atinge em cheio o Hemisfério Norte e, por isso, as previsões de exportação devem ser revisadas para o ano de 2022, passando de 4,6 milhões de toneladas embarcadas para 4,8 milhões de toneladas. Até agora as exportações de carne de frango geraram uma receita de US$ 395,5 milhões, o que representa 66,4% o montante obtido em todo maio de 2021, que foi de US$ 594,9 milhões. No volume movimentado, 190.949 toneladas, ele é 49,8% do total exportado em maio do ano passado, com 382.762 toneladas. A receita por média diária neste mês foi de US$ 39,5 milhões valor 39,6% maior que os US$ 28,3 milhões registrados maio de 2021. Em toneladas por média diária, 19.094 toneladas, avanço de 4,8% no comparativo com o mesmo mês de 2021. No preço pago por tonelada, US$ 2.071, ele é 33,2% superior ao praticado em maio passado.

AGÊNCIA SAFRAS

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