CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1729 DE 10 DE MAIO DE 2022

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Ano 8 | nº 1729 | 10 de maio de 2022

 

NOTÍCIAS

China continua derrubando preço do boi no Brasil

Segundo o analista, Fernando Henrique Iglesias, o estado mais afetado pelos embargos é o Mato Grosso

O mercado físico de boi registrou preços acomodados na segunda-feira. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a tendência de curto prazo ainda remete a movimentos de pressão de queda no curto prazo, considerando que os embargos por parte da China ainda vigoram em diversas unidades frigoríficas, gerando transtornos regionais. “Esse quadro é especialmente saliente para o Mato Grosso, estado que concentra a maior quantidade de unidades embargadas. Além disso, a chegada de uma frente fria na próxima semana tende a ampliar o desgaste das pastagens e manter reduzida a capacidade de retenção dos pecuaristas. Portanto, os frigoríficos seguem encontrando as condições para manter a pressão de queda no curto prazo”, assinalou Iglesias. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 326 a arroba. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 298. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 288. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 295 por arroba. Em Goiânia, Goiás, a indicação foi de R$ 295,00 para a arroba do boi gordo. No mercado atacadista, o dia foi de preços estáveis. A expectativa é por menor apelo ao consumo no decorrer da segunda quinzena do mês, período que tradicionalmente conta com uma reposição mais lenta entre atacado e varejo. Além disso, a predisposição de grande parcela da população ainda aponta para preferência de consumo de proteínas mais acessíveis, a exemplo do frango e dos ovos, colocando o consumo da carne bovina em segundo plano. O quarto traseiro do boi ainda é precificado a R$ 23,80 por quilo. Quarto dianteiro segue precificado a R$ 16,90 por quilo. A Ponta de agulha ainda foi precificada a R$ 16,70 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Boi gordo segue com arroba estável na maioria das praças brasileiras

Nas regiões do interior de São Paulo, boi, vaca e novilha são negociados, respectivamente, por R$ 315/@, R$ 279/@ e R$ 312/@ (valores brutos e a prazo)

Segundo dados da Scot Consultoria, nesta segunda-feira, boa parte dos frigoríficos não abriram as ofertas de compra. Com isso, as cotações do boi, vaca e novilha gordos seguem estáveis, negociadas, respectivamente, por R$ 315/@, R$ 279/@ e R$ 312/@ (valores brutos e a prazo).

Scot Consultoria

Importações de carne pela China caem 36% em abril, diz alfândega

A China importou 592 mil toneladas de carne em abril, uma queda de 35,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior, mostraram dados alfandegários na segunda-feira, com um aumento na produção doméstica de carne suína reduzindo o apetite chinês pelo produto importado

As importações também foram impactadas pela logística problemática decorrente de um lockdown prolongado contra Covid-19 em Xangai. As importações de carne nos primeiros quatro meses do ano caíram 36% em relação ao ano anterior, a 2,26 milhões de toneladas, segundo os dados divulgados pela Administração Geral das Alfândegas. A demanda por carne suína importada caiu este ano depois que os suinocultores chineses aumentaram a criação para compensar as perdas causadas pela peste suína africana nos últimos anos. O aumento na oferta ocorreu quando a demanda sofreu com o fechamento de restaurantes em todo o país para conter o pior surto de Covid-19 da China em dois anos. As importações de carne também diminuíram devido ao lockdown em Xangai, o principal porto do país para as chegadas de carne bovina.

REUTERS

ECONOMIA

Dólar fecha acima de R$5,15, maior nível em quase 2 meses, com busca por segurança

O dólar engatou a terceira alta consecutiva e fechou o pregão no maior patamar em quase dois meses na segunda-feira, acima de 5,15 reais, com investidores começando mais uma semana em favor da moeda norte-americana

Numa clássica dinâmica de aversão a risco, as bolsas de valores tiveram fortes quedas, os juros dos títulos de países seguros caíram, assim como as commodities, enquanto moedas emergentes como o real perderam valor. O dólar spot fechou em alta de 1,62%, a 5,1554 reais, máxima desde 15 de março (5,1584 reais). Um índice do JPMorgan para a classe de moedas emergentes também caiu por uma terceira sessão (cerca de 0,9%), para o patamar mais baixo desde meados de março. Os catalisadores para o movimento da taxa de câmbio nesta segunda foram a inflação batendo recordes em todo o mundo e investidores temendo que os bancos centrais das principais economias (sobretudo EUA) precisem subir mais rapidamente os juros. Com o BC norte-americano na dianteira desse movimento, o dólar poderia ganhar ainda mais força, enquanto taxas mais elevadas de empréstimos teriam potencial de afetar o crédito e prejudicar uma retomada econômica já ameaçada por repetidos surtos de Covid-19 na China. Em nota recente, o Commerzbank disse considerar que os níveis em torno de 4,60 reais por dólar vistos semanas atrás não são “justificáveis”, em boa parte também pelas incertezas à frente com a eleição presidencial. Com a turbulência externa dando a tônica mais recentemente nos preços do câmbio, a pauta local tem ficado mais à margem nas conversas pelas mesas de operações, a despeito de notícias sobre pressões por mais flexibilização nos gastos e medidas semelhantes.

REUTERS

Ibovespa cai forte e passa a exibir queda em 2022

O principal índice da bolsa brasileira cedeu nesta segunda-feira e passou a acumular queda em 2022, diante de temores globais com a política monetária nos Estados Unidos e com a desaceleração econômica na China, que derrubou os preços de commodities

O Ibovespa caiu 1,79%, a 103.250,02 pontos, a terceira queda seguida. O volume financeiro da sessão foi de 29,3 bilhões de reais. O índice não fechava acumulando queda no ano desde 11 de janeiro – nesse período, chegou a registrar ganhos de até 16% frente ao final de 2021. “A principal influência ainda é a dinâmica de juros nos EUA”, disse Felipe Vella, analista de renda variável da Ativa, em referência à perspectiva de aperto monetário mais agressivo pelo banco central norte-americano. Ele, diz, entretanto, que como parte relevante do Ibovespa é composto por empresas de commodities, a queda nos preços de matérias-primas na sessão também teve forte impacto. Dados fracos da balança comercial chinesa, com o menor crescimento de exportações em quase dois anos e novas restrições contra Covid-19 nas cidades em Xangai e Pequim elevaram as preocupações dos investidores com a performance da economia do país asiático e pesaram sobre preços de commodities nesta segunda-feira. Os principais índices de Wall Street caíram entre 2% e 4,3%, caso do Nasdaq.

REUTERS

Produção agroindustrial voltou a dar sinal de reação em março, aponta FGV

Indicador calculado pelo Centro de Estudos em Agronegócios da instituição subiu 1,8% em relação ao mesmo mês de 2021

Após uma sequência de oito variações interanuais negativas, iniciada em julho de 2021, o Índice de Produção Agroindustrial Brasileira (PIMAgro) calculado pelo Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) encerrou março com alta de 1,8% em relação ao mesmo mês do ano passado, garantida por um avanço de 3,8% no grupo formado por alimentos e bebidas – na área de produtos não alimentícios ainda houve queda, embora marginal (0,2%). Ante fevereiro, o PIMAgro subiu 0,7%, o quinto incremento seguido em comparações de um mês com o imediatamente anterior. O FGV Agro realça que, mesmo com os resultados positivos recentes, o indicador não recuperou todas as perdas anteriores e permanece 1,1% abaixo do patamar observado antes do início da pandemia, em fevereiro de 2020. O PIMAgro é baseado em dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIMPF) do IBGE e nas variações do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR), da taxa de câmbio e do Índice de confiança do Empresário da Indústria de Transformação (ICI) da FGV. O centro também observa que, apesar da recuperação de março, o indicador fechou o primeiro trimestre com queda de 1,4% em relação a igual intervalo de 2021 e que o cenário continua complicado. “O setor agroindustrial, assim como a indústria em geral, ainda tem dificuldades para encontrar matérias-primas e sofre com a alta dos custos; a inflação continua corroendo o poder de compra da população; o mercado de trabalho ainda se encontra desaquecido, já que lida com uma maior proporção de empregos informais e queda da renda, apesar da relativa melhora da taxa de desocupação; e o crédito se mantém caro por conta das elevadas taxas de juros”, diz. O avanço do grupo de produtos alimentícios e bebidas, de 3,8% em relação a março de 2021, foi puxado pela alta de 12% das bebidas (20%). Nos alimentos, o aumento foi de 1,5%, determinado pela elevação de 2,7% nos produtos de origem animal. Na área de produtos não-alimentícios, pesaram para a queda de 0,2% os recuos de biocombustíveis (38,6%) e têxteis (9%), mas limitaram o tombo os avanços de insumos (20,5%) e fumo (17,9%).

VALOR ECONÔMICO

Faturamento industrial cai 0,4% em março, diz CNI

Já o emprego na indústria ficou estável em março ante fevereiro (0,0%). Aumentou 2,7% na comparação com o mesmo mês do ano passado. De janeiro a março, o emprego no setor subiu 3,1%

O faturamento da indústria voltou a cair pelo segundo mês consecutivo em março, acompanhado de estabilidade em dados como emprego, horas trabalhadas e utilização da capacidade instalada. De acordo com os Indicadores Industriais divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o primeiro trimestre de 2022 registrou ainda queda significativa no faturamento na comparação com o mesmo período de 2021. Em março, o faturamento das fábricas brasileiras caiu 0,4% ante fevereiro, já considerando os efeitos sazonais entre os dois meses. Na comparação com março do ano passado, a queda é mais forte, de 6,4%. No primeiro trimestre, o recuo foi de 6,7%. Já o emprego na indústria ficou estável em março ante fevereiro (0,0%). Aumentou 2,7% na comparação com o mesmo mês do ano passado. De janeiro a março, o emprego no setor subiu 3,1%. Apesar da queda no faturamento, as horas trabalhadas nas fábricas ficaram estáveis em março em relação a fevereiro, considerando o ajuste sazonal. Com isso, a utilização da capacidade instalada na indústria pouco variou: chegou a 80,9% em março, ante 81,0% no mês anterior. Em março de 2021, estava em 80,3%. A massa salarial real na indústria caiu 0,3% em relação a fevereiro, mas aumentou 1,1% na comparação com março de 2021. No trimestre, o aumento foi de 1,5%. Já o rendimento médio real no setor teve queda de 0,2% no mês, de 1,6% no comparativo anual e também de 1,6% no trimestre.

O ESTADO DE SÃO PAULO

FRANGOS & SUÍNOS

Baixas no mercado de suínos abrem a semana

No atacado da Grande São Paulo, segundo dados do Cepea, a carcaça especial suína registrou média de R$ 8,88/kg em abril, avanço de 2,7% frente à de março.

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF cedeu 4,07%/3,76%, chegando em R$ 118,00/R$ 128,00, assim como a carcaça especial que baixou 1,06%/1,02%, custando R$ 9,30 o quilo/R$ 9,70 o quilo. Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (6), houve baixa de 1,56% em São Paulo, atingindo R$ 6,95/kg, e de 0,52% no Rio Grande do Sul, alcançando R$ 5,72/kg. Ficaram estáveis os preços em Minas Gerais, valendo R$ 6,96/kg, R$ 6,05/kg no Paraná e R$ 5,91/kg em Santa Catarina.
Cepea/Esalq

Frango: preço da ave viva aumenta 4% em Santa Catarina

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave no atacado cedeu 0,67%, cotado em R$ 7,45/kg, enquanto o frango na granja ficou estável, valendo R$ 6,50/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, no Paraná a ave ficou estável em R$ 5,44/kg, enquanto Santa Catarina teve elevação de 3,83%, chegando a R$ 4,07/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (6) tanto a ave congelada quanto a resfriada registraram recuo de 0,51%, custando ambas R$ 7,88/kg.

Cepea/Esalq

Surto de gripe aviária nos EUA se aproxima do pior de todos os tempos com 37 milhões de animais mortos

Um vírus da gripe aviária que está varrendo os EUA está rapidamente se tornando o pior surto do país, já tendo matado mais de 37 milhões de galinhas e perus, com mais mortes esperadas até o próximo mês, à medida que os agricultores realizam abates em massa

Sob orientação do governo federal, as fazendas devem destruir bandos comerciais inteiros se apenas uma ave testar positivo para o vírus, para impedir a propagação. Isso está levando a cenas angustiantes em toda a América rural. Em Iowa, milhões de animais em grandes celeiros são sufocados em altas temperaturas ou com espuma venenosa. Em Wisconsin, linhas de caminhões basculantes levaram dias para coletar massas de carcaças de pássaros e empilhá-las em campos não utilizados. Os vizinhos vivem com o fedor dos pássaros em decomposição. A crise está prejudicando mais as galinhas poedeiras e os perus, com a doença sendo amplamente propagada por aves selvagens migratórias que enxameiam sobre as fazendas e deixam excrementos que são rastreados para os aviários. Provavelmente foi assim que o vírus contaminou as operações de ovos em Iowa, que produzem ovos líquidos e em pó que vão para omeletes de restaurantes ou misturas para bolos embalados. Mais ao norte, sob as mesmas rotas de migração, ficam as fazendas de perus de Minnesota, que fornecem de tudo, desde frios para sanduíches submarinos até pássaros inteiros para as férias. Os preços desses produtos estão atingindo recordes, aumentando o ritmo mais rápido da inflação nos EUA em quatro décadas. Os déficits de oferta desencadeados pela gripe também ocorrem quando os preços mundiais dos alimentos atingem novos máximos. Da guerra na Ucrânia ao clima adverso para as colheitas, tudo está causando turbulência nas cadeias de suprimentos e agravando a crise que levou milhões de pessoas à fome desde o início da pandemia. “Quando você pensava que não poderia ficar pior, aí vem a gripe aviária”, disse Karyn Rispoli, repórter do mercado de ovos da pesquisadora de commodities Urner Barry. Os preços dos ovos no atacado atingiram um recorde de US$ 2,90 a dúzia em abril, segundo dados do governo. Os perus inteiros atingiram uma alta histórica de US$ 1,47 por libra, de acordo com Urner Barry. A última vez que a gripe aviária atingiu os EUA em 2015, matou cerca de 50 milhões de animais até o final da temporada e custou ao governo federal mais de US $ 1 bilhão de dólares, pois lida com o abate e o enterro de pássaros. Desta vez, mesmo com essa melhor biossegurança, a indústria não conseguiu impedir a transmissão de aves selvagens, disse Michelle Kromm, consultora executiva da Minnesota Turkey Growers Association. A gripe este ano também é mais letal do que no passado. As mortes nesta temporada já estão acima dos surtos anteriores em 37 milhões de frangos e perus. O bando de galinhas poedeiras dos EUA totaliza mais de 300 milhões de aves (as galinhas criadas para carne, conhecidas como frangos de corte, não foram tão afetadas). A gripe aviária também está causando estragos no Canadá, matando quase dois milhões de aves. O vírus nunca esteve em várias províncias ao mesmo tempo.

“Estavam preocupados. Estamos preocupados com certeza”, disse Lisa Bishop-Spencer, porta-voz da Chicken Farmers of Canada.

BLOOMBERG

INTERNACIONAL

Preços dos suínos saltam na China mesmo com bloqueios restringindo demanda

Os contratos futuros na bolsa de commodities de Dalian saltaram quase 4% na segunda-feira para o maior fechamento desde julho para o contrato mais ativo e contínuo

Ainda assim, os preços caíram 23% em relação ao ano passado por causa da expansão agressiva dos rebanhos depois que a indústria foi devastada pela peste suína africana. O rebanho de porcas agora encolheu mais de 9% desde seu pico, mas permanece um pouco acima dos níveis normais, de acordo com a Everbright Futures. Enquanto isso, as perspectivas de demanda parecem mais fracas por causa dos bloqueios da Covid e uma mudança na dieta para a carne de aves, o que limitará os ganhos no preço do suíno, disse a corretora chinesa. “Depois que a oferta retornar aos níveis normais, os fatores de demanda determinarão os preços dos suínos no segundo semestre do ano”, disse a Everbright Futures. Os criadores de suínos da China foram pressionados pelo aumento dos custos de ingredientes de ração animal, como farelo de soja e milho, bem como pela queda nos preços da carne suína. A desestocagem das porcas está acontecendo lentamente e a Fitch Ratings disse que não espera que os preços dos suínos se recuperem substancialmente até o segundo semestre do ano. Leva cerca de nove meses para um declínio no rebanho de porcas resultar em queda na produção de suínos, de acordo com Pan Chenjun, analista sênior do Rabobank. As importações de carne suína da China permanecerão fracas por enquanto, já que os preços domésticos não são altos o suficiente para atrair suprimentos estrangeiros. Se o mercado melhorar ainda mais no terceiro trimestre, a demanda por importações de carne e grãos aumentará, disse ela.

BLOOMBERG

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