
Ano 8 | nº 1728 | 09 de maio de 2022
NOTÍCIAS
Boi gordo: maio começa com estabilidade nos preços
A cadeia da carne segue em ritmo lento, com demanda pela carne bovina enfraquecida e preços do boi gordo estabilizados
O mercado brasileiro do boi gordo encerrou a primeira semana de maio com preços majoritariamente estáveis, com apenas algumas variações pontuais em algumas regiões do País, informam as consultorias que acompanham diariamente o comportamento do setor pecuário. Segundo dados apurados pela Scot Consultoria, na sexta-feira, 6 de maio, a cotação do boi gordo negociado nas praças de São Paulo andou novamente de lado, somando 15 dias úteis de estabilidade. Com isso, o valor de negociação do boi gordo paulista segue em R$ 315/@, enquanto a vaca e a novilha terminadas valem R$ 279/@ e R$ 312/@, respectivamente (preços brutos e a prazo), segundo a Scot. Os preços para o boi-China se mantêm em R$ 330/@, base São Paulo.
SCOT CONSULTORIA
Escalas de abate continuam confortáveis entre os frigoríficos brasileiros
Na média nacional, as programações das indústrias giram em torno de 10 dias úteis, um dia acima do quadro médio da semana passada, informa a Agrifatto
Em um momento de maior oferta de boi gordo, devido ao início da deterioração do pasto em boa parte do País e, consequentemente, a necessidade da retirada dos animais das fazendas de corte, maio iniciou com as escalas de abate confortáveis para os frigoríficos brasileiros, informa a Agrifatto. Segundo levantamento realizado na sexta-feira (6/5) pela consultoria, a média nacional das escalas de abates se encontra próxima dos 10 dias úteis, 1 dia acima do quadro médio das programações registrado na semana passada. São Paulo – As indústrias fecharam a sexta-feira com 12 dias úteis programados, avanço de 1 dia no comparativo entre as semanas. Pará – As escalas de abate se encontram na média de 14 dias úteis, 6 dias de alta no comparativo semanal. Tocantins – As indústrias estão com as escalas próximas dos 10 dias úteis, sem alteração ante a semana passada. MG, GO e MT – Os frigoríficos mineiros, goianos e mato-grossenses encerraram a semana com as escalas na média de 9 dias úteis. Em Minas Gerais e Goiás, a programação de abate avançou 1 dia no comparativo semanal, enquanto em Mato Grosso houve o aumento de 3 dias no período. Rondônia – As indústrias mantiveram as suas escalas próximas dos 8 dias úteis, sem alteração ante o que foi visto na semana passada.
Mato Grosso do Sul – As escalas de abate estão na média de 7 dias úteis, também sem variação no comparativo semanal.
Agrifatto
Lucro da pecuária recua no 1º trimestre com pressão de alta dos insumos
Segundo estudo do Cepea, a guerra na Ucrânia pressionou ainda mais o valor dos insumos na atividade. Com isso, a margem caiu mais de 7% no início deste ano
A margem operacional da pecuária de corte recuou entre janeiro e março deste ano, segundo estudos realizados pelo Projeto Campo Futuro, parceria entre a CNA-Senar e o Cepea, da Esalq/USP. No período, as margens líquidas acumularam queda de 7,96% na média nacional dos sistemas de produção de cria, devido à alta de 3,77% no Custo Operacional Total (COT) e à redução de 2,62% na receita bruta. No caso dos sistemas de recria e engorda da pecuária, a redução de 0,68% no COT observada de janeiro a março – influenciada pela queda nos preços de reposição – foi suplantada pelo recuo de 1,76% na receita das propriedades amostradas, resultando, também, na retração das margens. Para o mesmo período, os sistemas de recria e engorda apresentaram diminuição de 5,25% na margem líquida, também na média nacional. Ao analisar a relação entre os valores de referência para a reposição (Indicador do bezerro ESALQ/BM&FBovespa) e da comercialização de animais (Indicador do boi gordo CEPEA/B3) com as cotações de fertilizantes, ou seja, quantos quilos de fertilizante são possíveis de se adquirir por arroba comercializada, o Cepea observa que, do início de 2021 em diante, o poder de compra dos pecuaristas tem caído significativamente. Março foi especialmente desfavorável para a compra de KCl, com quedas de 21% e 25% nas relações entre o preço do insumo e os Indicadores do boi gordo e do bezerro em comparação ao mês anterior. Motivados pelos valores elevados nos portos e também sustentado pela demanda no mercado interno, houve um aumento significativo nos preços do milho em março/22. No mês, o Indicador do milho ESALQ/BM&FBovespa atingiu novos recordes nominais, chegando a fechar a R$ 103,90/sc de 60 kg. Já em abril, os valores do cereal passaram a cair, pressionados retração na demanda pelo cereal, pela desvalorização do dólar e por boas perspectivas de produção na segunda safra de milho. Assim, em abril, o cereal já era negociado na casa dos R$ 80/sc de 60 kg. Não obstante, o poder de compra dos terminadores frente ao milho fechou março/22 com queda de 2% em relação ao mês anterior. No período, foi possível a aquisição de 207,7 kg de milho por arroba comercializada, contra 210,8 kg em fevereiro. Já na média parcial de abril (até o dia 14), houve uma inversão deste cenário, com a possibilidade de se adquirir 226,5 kg de milho.
CEPEA
ECONOMIA
Dólar à vista fecha em alta de 1,13%, a R$5,0733
O dólar teve alta pelo segundo pregão consecutivo ante o real na sexta-feira e fechou no maior patamar em sete semanas
O dólar engatou a terceira semana de ganhos, mais longa série do tipo desde outubro do ano passado. E especuladores que operam na Bolsa de Chicago realizaram nos sete dias findos em 3 de maio a maior venda líquida de contratos de real desde meados de março, demonstrando menor otimismo com a moeda brasileira. O dólar à vista subiu 1,13% na sexta-feira, a 5,0733 reais na venda, maior valor para um fechamento desde 16 de março (5,0917 reais). A mínima foi batida logo depois de os EUA divulgarem dados de seu mercado de trabalho, que no geral vieram fortes e referendaram visões de que o banco central norte-americano (o Fed) deverá continuar a subir os juros –com risco de acelerar ainda mais o passo. A perspectiva de uma política monetária mais restritiva nos EUA e uma série de más notícias da China –principal parceiro comercial do Brasil– derrubaram o real em 8,96% desde 20 de abril, quando a taxa de câmbio esteve pela última vez em torno de 4,60 reais por dólar, piso recente. Em revisão de cenário para Brasil, o Itaú Unibanco manteve projeção de taxa de câmbio “ligeiramente mais depreciada” do que os patamares atuais: 5,25 por dólar ao fim de 2022 e 5,50 por dólar no término de 2023. “Por outro lado, atuam na direção de uma moeda mais depreciada as incertezas sobre o crescimento global, o aumento da taxa básica de juros americana e as dúvidas relacionadas à evolução das contas públicas e sustentabilidade fiscal brasileira nos próximos anos”, finalizaram. No acumulado desta semana, o dólar aumentou 2,63% –o que deixou o real na lanterna entre peso mexicano, peso colombiano, peso chileno, sol peruano, rand sul-africano e lira turca. Em 2022, o dólar reduziu as perdas para 8,97% ante o real.
REUTERS
Ibovespa volta a fechar em queda e perde 2,54% na semana
Índice acompanhou movimento negativo global e praticamente apagou os ganhos obtidos em 2022 em moeda local
A subida incansável nos rendimentos dos títulos de longo prazo do governo americano seguiu provocando uma onda de aversão a ativos de risco nos mercados globais. No Brasil, não foi diferente e, mesmo com bons resultados corporativos, o Ibovespa voltou a fechar em queda, praticamente apagando os ganhos obtidos no ano de 2022 em moeda local. Após ajustes, a principal referência do mercado acionário local encerrou o dia em desvalorização de 0,16%, aos 105.134,73 pontos. Na semana, a perda foi de 2,54%. Com a queda da sessão, o índice passou a acumular alta de apenas 0,3% no ano de 2022. Da máxima anotada no início de abril, a queda já soma quase 14%. Desde a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed) na quarta-feira, os investidores têm testemunhado uma volatilidade intensa nos mercados globais. Ainda bastante receosos com o processo de aperto monetário nos Estados Unidos, os dados do mercado de trabalho americano não serviram para aliviar os temores de que as pressões inflacionárias podem se intensificar no curto prazo. “O Fed continuará com seu ciclo de aperto mais rápido e agressivo em quatro décadas. Ao mesmo tempo, as expectativas de crescimento global vêm sendo continuamente revisadas para baixo, com a guerra na Ucrânia e a estratégia de zero covid-19 da China permanecendo como curingas. Neste contexto, a capacidade do banco central de projetar um pouso suave está longe de ser um fato consolidado”, afirma Mathieu Racheter, Chefe de Pesquisa de Estratégia de Ações do Julius Baer.
VALOR ECONÔMICO
IGP-DI desacelera alta em abril com alívio de combustíveis e commodities
O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) passou a subir 0,41% em abril, ante alta de 2,37% em março, com o arrefecimento dos preços de combustíveis e commodities agrícolas respondendo pela desaceleração, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na sexta-feira
Com isso, o índice passou a acumular nos 12 meses até abril alta de 13,53%. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que responde por 60% do indicador geral, teve alta de 0,19% em abril, bem abaixo da taxa de 2,37% do mês anterior. André Braz, Coordenador dos Índices de Preços, explicou em nota que “a desaceleração dos preços do diesel (de 16,86% para 6,87%) e da gasolina (de 12,69% para 5,36%), além da queda registrada nos preços da soja (de 3,48% para -8,02%), do milho (de 1,49% para -9,82%) e do minério de ferro (de 2,82% para -3,90%), foram fundamentais para o forte recuo da taxa do IPA”. Para o consumidor, a pressão recuou ligeiramente, uma vez que o avanço do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) — que responde por 30% do IGP-DI — enfraqueceu a 1,08% no período, de 1,35% em março. A inflação ao consumidor “desacelerou principalmente graças à contribuição da energia elétrica (de 1,60% para -6,78%)”, disse Braz, enquanto “a gasolina (de 5,08% para 3,19%), que subiu menos entre março e abril, também contribuiu para o arrefecimento”. Já a alta do Índice Nacional de Custo de Construção (INCC) acelerou a 0,95% em abril, de 0,86% em março.
Reuters
Preços globais dos alimentos acumulam alta de quase 30% em 12 meses
Em abril, cotações recuaram, segundo a FAO. Já o indicador para carnes teve média de 121,9 pontos em abril, um novo recorde, com alta de 2,7 pontos (2,2%) em relação a março. Todos as proteínas animais registraram alta, apoiadas no consumo forte, principalmente da China, e da menor oferta para abate de gado no Brasil.
O Índice de Preços de Alimentos medido pela Agência das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) teve uma média de 158,5 pontos em abril de 2022, uma queda de 1,2 ponto (0,8%) em relação ao recorde alcançado em março, embora ainda 36,4 pontos (29,8%) acima do patamar de abril do ano passado. A queda se deu pelo recuo nos preços do óleo vegetal, juntamente com uma ligeira queda no subíndice de preços de cereais. Enquanto isso, os subíndices de preços de açúcar, carnes e lácteos mantiveram altas moderadas. O subíndice para cereais teve uma média de 169,5 pontos em abril, uma queda de 0,7 ponto (0,4%) em relação ao recorde alcançado em março (desde 1990). Segundo a FAO, a entrada da safra argentina de milho e a proximidade da safra de inverno no Brasil ajudaram na retração. No caso dos óleos vegetais, o indicador ficou em 237,5 pontos em abril, com queda de pontos (5,7%) em relação ao recorde registrado em março. “A queda foi impulsionada pelos preços mundiais mais baixos dos óleos de palma, girassol e soja, que mais do que compensaram as cotações mais altas do óleo de canola”. Entretanto, a FAO ressalta que as incertezas sobre as exportações da Indonésia, o maior exportador mundial de óleo de palma, podem modificar o rumo dos preços dos óleos. Na ponta da alta em abril, o subíndice de lácteos teve o oitavo aumento mensal consecutivo, com média de 147,1 pontos em abril, alta de 1,3 ponto (0,9%) em relação a março. “Em abril, a tendência de alta dos preços dos produtos lácteos continuou, impulsionada pela persistente falta de oferta global, uma vez que a produção de leite na Europa Ocidental e Oceania continuou abaixo de seus níveis sazonais”, diz a FAO. Por fim, o subíndice para açúcar subiu pelo segundo mês consecutivo e atingiu a média de 121,8 pontos em abril, alta de 3,9 pontos (3,3%) em relação a março.
VALOR ECONÔMICO
Custo da cesta básica aumenta nas 17 capitais
Altas mais expressivas ocorreram em Campo Grande e Porto Alegre. Em Curitiba 5,37%
O custo da cesta básica de alimentos aumentou em abril em todas as 17 capitais onde o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) realiza a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. De março para abril, as altas mais expressivas ocorreram em Campo Grande (6,42%), Porto Alegre (6,34%), Florianópolis (5,71%), São Paulo (5,62%), Curitiba (5,37%), Brasília (5,24%) e Aracaju (5,04%). A menor variação foi observada em João Pessoa (1,03%). Segundo a pesquisa, São Paulo foi a capital onde a cesta básica teve o maior custo (R$ 803,99), seguida por Florianópolis (R$ 788), Porto Alegre (R$ 780,86) e Rio de Janeiro (R$ 768,42). Nas cidades do Norte e Nordeste, onde a composição da cesta é diferente das demais capitais, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 551,47) e João Pessoa (R$ 573,70). Na comparação com abril do ano passado, todas as capitais pesquisadas tiveram alta de preço, com variações que oscilaram entre 17,07%, em João Pessoa, e 29,93%, em Campo Grande. De acordo com a pesquisa, entre os produtos cujo preço aumentou em todas as capitais estão o óleo de soja com as variações oscilando entre 0,5%, em Vitória, e 11,34%, em Brasília; o pão francês, com as altas mais expressivas em Campo Grande (11,37%), Aracaju (9,7%) e Porto Alegre (7,07%); a farinha de trigo, com destaque para Belo Horizonte (11,08%), Porto Alegre (10,07%) e Brasília (9,54%); o leite integral que teve os maiores aumentos em Florianópolis (15,57%), Curitiba (14,15%), Porto Alegre (13,46%) e Aracaju (11,31%); a manteiga, com elevações que variaram entre 0,61%, em Fortaleza, e 6,92%, em Curitiba; a batata, com taxas entre 14,63%, em Porto Alegre, e 39,1%, em Campo Grande.
AGÊNCIA BRASIL
MEIO AMBIENTE
Desmatamento da Amazônia atinge recorde para abril, quase o dobro do pico anterior
O desmatamento na Amazônia brasileira atingiu níveis recordes para o mês de abril, quase dobrando a área de floresta removida em relação ao mesmo mês no ano passado, que era o recorde anterior para abril, mostraram dados preliminares do governo na sexta-feira, alarmando ativistas ambientais
Nos primeiros 29 dias de abril, o desmatamento na região somou 1.012,5 quilômetros quadrados, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O órgão, que compila a série mensal de dados do DETER-B desde 2015/2016, divulgará os dados para o último dia de abril na próxima semana. Abril é o terceiro recorde mensal deste ano, após janeiro e fevereiro também registrarem seus níveis mais altos. A destruição da Amazônia brasileira nos primeiros quatro meses do ano também bateu recorde para o período, com 1.954 quilômetros quadrados, um aumento de 69% em relação ao mesmo período de 2021 –desmatando uma área mais que o dobro do tamanho da cidade de Nova York. O desmatamento na Amazônia disparou desde que o presidente Jair Bolsonaro assumiu o cargo em 2019 e enfraqueceu a proteção ambiental. Bolsonaro argumenta que mais agricultura e mineração na Amazônia reduzirão a pobreza na região. “As causas desse recorde têm nome e sobrenome: Jair Messias Bolsonaro”, disse Marcio Astrini, Chefe do grupo brasileiro Observatório do Clima, em comunicado. “O ecocida-em-chefe do Brasil triunfou em transformar a Amazônia num território sem lei, e o desmatamento será o que os grileiros quiserem que seja. O próximo presidente terá uma dificuldade extrema de reverter esse quadro, porque o crime nunca esteve tão à vontade na região como agora”, acrescentou Astrini. O Palácio do Planalto e o Ministério do Meio Ambiente não responderam imediatamente ao pedido de comentário. Mesmo com o desmatamento já em alta, o Observatório do Clima disse que seus analistas ficaram surpresos com uma leitura tão alta em abril, que faz parte da estação chuvosa, quando a floresta fica com acesso mais difícil para os madeireiros. A preservação da Amazônia é vital para impedir mudanças climáticas catastróficas por causa da grande quantidade de dióxido de carbono que ela absorve. Ane Alencar, Diretora de Ciência do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), disse prever que o desmatamento continue aumentando antes da eleição presidencial de outubro, como tem acontecido nos últimos três anos eleitorais no Brasil. Ainda assim, ela chamou o aumento do desmatamento no mês passado de “absurdo”. “Parece que a derrubada de florestas se institucionalizou no país como algo comum, recordes atrás de recordes,” afirmou ela.
Reuters
Pecuária australiana luta contra mudanças climáticas
O que a indústria fez até agora prevê ser neutro em relação ao clima até 2030
A indústria de carne vermelha da Austrália diz que está a caminho de alcançar a neutralidade de carbono até 2030 e reduziu suas emissões em quase 60% desde 2005. Isso é um projeto estipulado já há algum tempo pelo governo local. Em discurso para a Associação de Jornalistas Agrícolas (AAP) em Sydney, o Chefe da Meat and Livestock Australia – empresa que trabalha em estreita colaboração com o governo em normas regulatórias para produção e exportação de carne, Jason Strong, disse que o setor pecuário australiano tem alcançou a maior redução nas emissões de gases de efeito estufa de qualquer setor na economia australiana, mais da metade de suas emissões nacionais. Espera-se que os dados preliminares sejam confirmados em maio, quando o CSIRO entregar um relatório mais detalhado. A indústria de carne e pecuária australiana havia relatado anteriormente uma redução de 53% nas emissões de gases de efeito estufa em 2018, que agora é de 57%. “Este é um grande progresso e apoia as metas ambiciosas da indústria”, disse Strong à AAP. “O progresso que a indústria fez até agora apoia nosso entusiasmo em ser neutro em relação ao clima até 2030.” Mas ele admitiu que ainda havia trabalho a ser feito. Os números do MLA mostram que cerca de 50% das terras da Austrália ou 355 milhões de hectares são usados para a produção de carne vermelha. O rebanho australiano está em plena reconstrução, mas as exportações de carne bovina do país tiveram desempenho ruim em 2021 e ficaram bem abaixo de 900.000 toneladas, o seu nível mais baixo em pelo menos 36 anos.
AGROLINK
FRANGOS & SUÍNOS
Sexta-feira com perdas para a carcaça suína no mercado paulista
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 123,00/R$ 133,00, enquanto a carcaça especial cedeu 3,09%/2,00%, custando R$ 9,40 o quilo/R$ 9,80 o quilo
No caso do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (5), houve alta de 0,51% em Santa Catarina, chegando a R$ 5,91/kg, e de 0,33% no Paraná, alcançando R$ 6,05/kg. Ficaram estáveis os preços em Minas Gerais, valendo R$ 6,96/kg, R$ 5,75/kg no Rio Grande do Sul e R$ 7,06/kg em São Paulo.
Cepea/Esalq
Cadeia da suinocultura vê indícios de trégua na crise
Segmento vislumbra margens positivas no segundo semestre
O alarme soa desde o ano passado na suinocultura brasileira, mas começaram a aparecer em abril, nos mercados doméstico e externo, sinais de que o pior da crise pode ter ficado para trás. Os prejuízos de produtores e indústrias nos últimos meses estão postos e não serão recuperados da noite para o dia, mas os preços voltaram a subir e, na toada atual, é possível vislumbrar um segundo semestre de margens novamente positivas, segundo fontes do segmento consultadas pelo Valor. No mercado de São Paulo, aponta indicador do Cepea/Esalq, no dia 29 de abril, o suinocultor voltou a receber mais que R$ 7 pelo quilo do animal vivo depois de mais de quatro meses, e o patamar se sustentou na última semana. Para a maioria dos produtores, o preço ainda não cobre o custo, que ronda R$ 8, mas no início de abril o mercado pagava menos de R$ 5,40. A asfixia continua, é verdade, mas a corda no pescoço está um pouco menos apertada. “O cenário já é bem melhor do que tínhamos há poucas semanas, visto que não somente o preço pago ao produtor parou de cair como também demonstra reação”, afirmou Marcelo Lopes, Presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), em boletim divulgado pela entidade no próprio dia 29. Para analistas e indústrias, as cotações começaram a refletir uma retomada nas exportações e, também, condições mais favoráveis ao consumo no país. No front externo, os embarques voltaram a superar 90 mil toneladas em março (91,4 mil) e o resultado de abril ficou em torno desse patamar, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Para o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, trata-se de uma recuperação importante, que começou a ser acompanhada também por aumento de preços – em fevereiro, as vendas ao exterior foram de apenas 71,5 mil toneladas. É verdade que o resultado de março ainda foi 16,3% menor que o do mesmo mês de 2021, mas a base de comparação, neste caso, é elevada. Com o aumento do volume exportado e a reação dos preços, uma fonte ligada à indústria afirmou que os embarques tendem a voltar a dar lucro. Em média, estimou, às vendas ao exterior vinha sendo feitas com prejuízo de ao menos R$ 1 por quilo. Segundo Santin, as vendas internas também dão mostras de que poderão ganhar tração em virtude de estímulos como o Auxílio Brasil de R$ 400 e da antecipação de recursos do FGTS e do 13º salário de aposentados e pensionistas. Cerca de 75% da produção brasileira de carne suína é vendida no país. Se o “fôlego extra” de fato se traduzir nas gôndolas, ainda há esperança de que o consumo por habitante supere, neste ano, os 16,7 quilos de 2021, um recorde até agora. Esse consumo, contudo, ainda é muito concentrado em produtos processados como presunto e salsicha, entre outros, e o segmento há anos busca “destravar” a demanda pelos cortes suínos em si, estigmatizados no Brasil como uma carne “gorda”.
VALOR ECONÔMICO
Preço em queda do suíno independente no RS é de R$ 6,17
A Pesquisa Semanal da Cotação do Suíno, milho e farelo de soja no RS apontou, na sexta-feira (6), o preço de R$ 6,17 para o preço pago pelo suíno vivo ao produtor independente, ou seja, queda de 9 centavos se comparado a semana anterior
O custo médio da saca de 60 quilos de milho ficou em R$ 90,33. Já o preço da tonelada do farelo de soja é de R$ 2.350,00 e da casquinha de soja é de R$ 1.100,00, ambos para pagamento à vista, preço da indústria (FOB). O preço médio na integração apontado pela pesquisa é de R$ 5,02. As cooperativas e agroindústrias apresentaram as seguintes cotações: Aurora/Cooperalfa R$ 5,10 (base suíno gordo) e R$ 5,20 (leitão 6 a 23 quilos), vigentes desde 09/02; Cooperativa Languiru R$ 5,20, vigente desde 14/02; Cooperativa Majestade R$ 5,10, vigente desde 09/02; Dália Alimentos/Cosuel R$ 5,20, vigente desde 08/02; Alibem R$ 4,10 (base suíno creche e terminação) e R$ 5,20 (leitão), vigentes desde 10/02, respectivamente; BRF R$ 5,30, vigente desde 09/02; Estrela Alimentos R$ 4,10 (base creche e terminação), vigente desde 08/02, e R$ 5,15 (leitão), vigente desde 09/02; JBS R$ 5,30, vigente desde 18/01; e Pamplona R$ 5,10 (base terminação) e R$ 5,20 (base suíno leitão), vigentes desde 09/02.
Acsurs
Mercado do frango perdeu a força na sexta-feira
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave no atacado cedeu 0,66%, cotado em R$ 7,50/kg, enquanto o frango na granja ficou estável, valendo R$ 6,50/kg
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, enquanto Santa Catarina ficou estável em R$ 4,07/kg, e no Paraná foi registrado queda de 4,56%, custando R$ 5,44/kg.
Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (5) tanto a ave congelada quanto a resfriada ficaram estáveis, custando ambas R$ 7,92/kg.
Cepea/Esalq
Frango/Cepea: Vendas da carne de frango estão lentas
As vendas domésticas da carne de frango estão em ritmo lento
De acordo com informações do Cepea, esse cenário tem sido observado apesar do início de maio e da expectativa de agentes de incremento na procura interna pelo produto, por conta do recebimento dos salários por parte da população. A demanda internacional, por sua vez, está bastante aquecida, o que tem elevado as exportações. Quanto aos preços, o movimento tem sido distinto dentre as diferentes regiões acompanhadas pelo Cepea: os valores estão em queda em praças que dependem mais das comercializações nacionais, mas os reajustes têm sido positivos nas regiões produtoras e exportadoras.
Cepea
Exportações de carne de frango de SC aumentam 28% no 1º trimestre
No primeiro trimestre, Santa Catarina embarcou 247 mil toneladas de carne de frango, a US$ 471,9 milhões, um aumento de 28% em relação ao mesmo período do ano anterior, informou a Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural na sexta-feira (06)
“O agronegócio representa quase 70% das exportações catarinenses e 30% do nosso PIB. É importante destacar que esse resultado é alicerçado no trabalho árduo dos produtores e agroindústrias e na segurança sanitária que o estado provém, por meio dos controles desenvolvidos pela Cidasc [Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de SC]”, disse o Secretário da Agricultura, Ricardo Miotto, em nota. De janeiro a março de 2022, Santa Catarina respondeu por 23,6% do faturamento brasileiro com as exportações de carne de frango. No período, a maioria dos principais destinos ampliou suas compras, com destaque para Holanda (43,2%), Emirados Árabes Unidos (40,7%) e México (707,7%). O maior parceiro comercial dos catarinenses é o Japão, com 34,1 mil toneladas adquiridas e uma receita de US$ 67,2 milhões. Os números são divulgados pelo Ministério da Economia e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa). Em março, o agronegócio de Santa Catarina exportou 88,8 mil toneladas de carne de frango, a US$ 172,4 milhões, altas de 18% e 21,5%, respectivamente, em comparação a fevereiro.
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