
Ano 3 | nº 601 | 19 de setembro de 2017
NOTÍCIAS
Ofertas de preços abaixo da referência estão mais comuns no mercado do boi gordo
O cenário de frigoríficos fora das compras foi observado na última segunda-feira (18/9), com as indústrias preferindo aguardar para se posicionarem no mercado
Entre os frigoríficos que estavam comprando, foram comuns ofertas de preços abaixo da referência por aqueles que têm escalas mais confortáveis. Por outro lado, alguns já voltaram às compras oferecendo preços maiores, o que resultou em alta em cinco das trinta e duas praças pesquisadas pela Scot Consultoria. Em São Paulo, a arroba do macho terminado ficou cotada em R$143,00, à vista, livre de Funrural, estabilidade frente ao último fechamento. No estado, são comuns ofertas de preços até R$3,00/@ abaixo deste patamar, sendo que nesses valores os negócios acontecem de forma mais lenta ou não ocorrem. No mercado atacadista de carne bovina com osso, após queda na referência na semana passada, os preços ficaram estáveis. O boi casado de animais castrados ficou cotado em R$9,34/kg.
SCOT CONSULTORIA
Cenário de preços firmes no mercado de reposição
Firmeza nas cotações no mercado de reposição
Na média geral de todas as categorias de machos e fêmeas anelorados pesquisados pela Scot Consultoria, as cotações tiveram valorização semanal de 0,9%. Vale destacar que esta foi a sexta semana seguida de reajustes positivos para este mercado. Desde o início de agosto até aqui, a valorização acumulada na média de todas as categorias é de 4,2%. Apesar dos preços firmes, o volume de negociações ainda é baixo. Isso porque as pastagens estão com menor capacidade de suporte, devido ao clima seco por todo o país. O direcionamento do mercado de reposição deve ser decorrente de dois fatores no curto prazo. O primeiro é a expectativa quanto ao futuro da arroba do boi gordo, que é a principal motivadora para os negócios de reposição. E também fica a expectativa quanto a qualidade das pastagens, que tendem a melhorar com a chegada do período chuvoso, e isso pode movimentar as negociações.
SCOT CONSULTORIA
Ferramenta calcula custos de produção do confinamento
Modelo desenvolvido na USP é gratuito; universidade também fornece indicador mensal de custos para a atividade com base em SP e GO. Quem quiser receber a planilha de custos e o indicador, pode entrar em contato com o laboratório da FMVZ-USP
A gestão empresarial de uma propriedade é essencial para a permanência em qualquer atividade, mas, muitas vezes, pode ser confuso saber por onde começar. Pensando em ajudar o produtor rural nessa questão, o zootecnista Gustavo Sartorello desenvolveu, como parte de sua tese de mestrado na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo, um modelo de cálculo de custos de produção para confinamentos de bovinos. “Conversando com agentes da cadeia produtiva, começamos a perceber que não havia método de cálculo padronizado. Cada um considera uma gama diferente de custos e isso despadroniza a análise. E sem saber quanto custa o produto, fica difícil tomar decisões”, conta o pesquisador. “Pensamos, então, em uma planilha que fosse simples, gratuita e que pudesse dar essa base de comparação”. Essa noção dos custos de produção, segundo Sartorello, ajuda até mesmo na hora de vender para o frigorífico. “É diferente negociar tendo de cabeça os dados do que com eles feitos, calculados, embasados em um método”. Orientado pelo professor Augusto Gameiro, ele, então, fez um estudo de caso em um confinamento de São Paulo para ter base para a criação da planilha. Foram coletadas informações sobre maquinários, equipamentos, veículos, construções e instalações, além de manejo sanitário e de identificação. “Quando gerei a planilha, usei os dados dessa propriedade para fazer a comparação. Ia vendo se batia e revia as equações até alinhar o que tinha na prática com a ferramenta”. Para fazer a validação do método, ele também conversou com profissionais do meio para saber se os valores estavam dentro do que acontece no mercado. A planilha está dividida em quatro grandes grupos: custos variáveis (aquisição de animais, alimentação, manejo sanitário…), semifixos (energia, telefonia, combustível), fixos (mão de obra, manutenção e depreciações) e renda dos fatores (custo de oportunidade). “Fizemos a separação, porque ainda há uma resistência do produtor em incluir o custo de oportunidade (o rendimento da terra se estivesse empregada em outra atividade, por exemplo). Então, ele pode olhar o indicador como achar mais conveniente”, explica. No relatório, quatro indicadores diferentes são fornecidos: custo operacional efetivo, operacional total, total e operacional da atividade. Quem quiser ter acesso à planilha e ao indicador pode acessar o site do LAE (http://paineira.usp.br/lae) ou mandar e-mail para lae-indicadores@usp.br ou gsartorello@gmail.com pedindo para receber o modelo de cálculo de custos e o boletim. Fornecedores que quiserem colaborar com o levantamento de preços de insumos também podem se cadastrar pelos e-mails acima.
PORTAL DBO
FPA tenta adiar adesão ao Funrural
Representantes da Frente Parlamentar da Agropecuária se reuniram com o Ministro da Fazenda para discutir o tema
O Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado federal Nilson Leitão (PSDB/MT), e a vice-presidente da FPA, deputada federal Tereza Cristina (PSB/MS), se reuniram, na manhã desta segunda-feira, 18 de setembro, com o Ministro da Fazenda, Henrique Meireles, e com o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid. Na ocasião, os parlamentares pediram a prorrogação, até 30 de dezembro, do prazo de adesão ao Programa de Regularização Tributária Rural (Funrural), estabelecido na Medida Provisória 793/2017, de relatoria da Deputada Tereza Cristina. O objetivo, segundo os representantes da FPA, é que todos aqueles atingidos pela medida tenham tempo suficiente de fazer a aderência ao Programa. Para Tereza Cristina, a discussão do prazo é indispensável para que os produtores tenham a maior segurança possível em relação à adesão. “Para que todo mundo que fizer a adesão, a faça com segurança e não declare a dívida antes de saber quanto deve, que não faça uma confissão de dívidas inadequada”, destaca a vice-presidente da Frente. O Presidente da FPA destaca que a decisão da MP deve ser a melhor para todos os envolvidos. “Justa para o produtor e eficiente para a Receita Federal. Tudo dentro do equilíbrio, do respeito à legislação como um todo e à Lei de Responsabilidade Fiscal”, afirma o deputado. Leitão garante que o setor não quer nenhum benefício especial, mas adverte que o Funrural é um assunto diferenciado. “Não é uma contribuição que estava na rotina do produtor e da agroindústria. Estava sob liminares há 10 anos. Por isso essa quantidade de emendas que, obviamente, vão transformar esse texto”, acrescenta o parlamentar. Entre as principais mudanças que estão sendo propostas por meio de emendas à MP estão a redução do valor do pagamento da entrada de 4% para 1% e a extensão do prazo para a adesão ao programa de 29 de setembro para 29 de dezembro. Durante o encontro, o Ministro Henrique Meirelles informou que o Projeto de Resolução 13/2017, de autoria da Senadora Katia Abreu, que prevê a suspensão da aplicação de dispositivos da Lei da Seguridade Social relativas à contribuição para a Previdência do trabalhador rural, tem parecer da Advocacia Geral da União (AGU), pela inconstitucionalidade. A resolução já foi aprovada na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), no final de agosto, e foi promulgada, na última terça-feira (12), pelo Presidente do Senado, Eunício Oliveira, durante sessão deliberativa. Para Nilson Leitão, não é cabível encerrar a questão da MP por conta da resolução da Senadora Katia Abreu. “A nossa função é proteger o produtor rural. Garantimos votos para a aprovação do projeto da Senadora Kátia, porque acreditamos que poderá ser uma nova alternativa sobre o passivo que está deixando todo mundo de cabelo em pé, pela quantidade de dívida que gerou a decisão do Supremo”, afirma o Presidente da FPA
PORTAL DBO
IMA inicia recadastramento de pecuaristas
Criadores de bovinos, bubalinos, caprinos, ovinos e equídeos devem tomar providências obrigatoriamente até 29 de dezembro
O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) iniciou na segunda-feira (18/9) campanha de recadastramento dos criadores de bovinos, bubalinos, caprinos, ovinos e equídeos. Em nota, o IMA diz que o recadastramento é obrigatório e deverá ser feito até 29 de dezembro. “O criador que não o fizer estará impedido de transitar com seus animais dentro e fora do Estado, o que o impedirá, inclusive, de vender animais do seu plantel ou participar de eventos agropecuários”, diz o IMA no comunicado. A justificativa para o recadastramento, segundo o instituto, é de que muitos produtores deixaram a atividade ou venderam seu rebanho e não comunicaram ao IMA. O banco de dados do IMA possui atualmente cerca de 400 mil criadores cadastrados em todo o Estado, 80% dos quais de bovinos.
ESTADÃO CONTEÚDO
EMPRESAS
Gilberto Tomazoni vira COO
A JBS anunciou ontem as primeiras medidas tomadas pelo novo presidente da empresa, José Batista Sobrinho, no cargo
Em nota enviada à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a companhia informou que foi criada a função de COO global. O cargo será ocupado por Gilberto Tomazoni, que estava na presidência global de operações da JBS e já tinha liderado a divisão de aves, além de ter sido Presidente da Seara. Além disso, José Batista Sobrinho também indicou Wesley Batista Filho para a presidência das operações da JBS na América do Sul. Ele irá se reportar a Gilberto Tomazoni. Batista Filho era, até hoje, presidente da divisão de carne bovina da JBS USA, e já havia ocupado cargos de liderança na JBS em cinco países desde 2010, de acordo com o comunicado. Ele foi eleito diretor estatutário da JBS em reunião do conselho de administração no último sábado. Na mesma reunião, o fundador da JBS, José Batista Sobrinho, foi eleito CEO da empresa, para substituir Wesley Batista. Segundo o comunicado, André Nogueira permanece na Presidência da JBS USA, função que já ocupa desde 2012 e que inclui o comando das operações na América do Norte e na Austrália. “A criação do cargo de COO e a nova estrutura de gestão possibilitará a entrega de resultados cada vez mais robustos”, diz José Batista Sobrinho, no comunicado. “São executivos experientes, com todas as qualificações necessárias para manter a JBS no seu caminho de sucesso”.
VALOR ECONÔMICO
JBS cai quase 4% e perde R$ 955 milhões em valor de mercado em um dia
Queda está ligada à decisão do Conselho da empresa de colocar o fundador e pai de Joesley e Wesley Batista como presidente da companhia
A JBS perdeu quase R$ 1 bilhão de valor de mercado nesta segunda-feira (18), após as ações da companhia caírem quase 4% na bolsa. Segundo levantamento da provedora de informações financeiras Economatica, o valor de mercado da JBS encolheu para R$ 23,194 bilhões no fechamento do pregão, ante R$ 24,149 no encerramento da sessão da última sexta-feira (15). JBS ON recuou 3,95%, a R$ 8,50 o papel, após o conselho de administração da maior processadora de carne do mundo escolher José Batista Sobrinho como presidente-executivo, no lugar do seu filho Wesley, preso em investigação de insider trading (uso indevido de informações privilegiadas para lucrar no mercado financeiro). O tombo dessa segunda interrompeu uma trajetória de valorização dos papéis da empresa, que no acumulado na primeira quinzena do mês viu o seu valor de mercado aumentar em R$ 491 milhões. A mínima no ano foi registrada na sequência das delações dos donos da JBS envolvendo o Presidente Michel Temer. No dia 22 de maio, o valor de mercado da companhia encolheu para R$ 16,317 bilhões. No acumulado no ano, a JBS encolheu até o fechamento desta segunda R$ 7,8 bilhões em valor de mercado, segundo a Economatica. A máxima histórica foi registrada em 11 de setembro de 2015, quando a soma das ações da JBS atingiu R$ 49,66 bilhões em valor de mercado. Já a Bovespa fechou em alta de 0,31%, a 75.990 pontos, renovando sua máxima histórica de fechamento. A decisão, segundo analistas do BTG Pactual, reitera a posição de controle da família e atrasa a aguardada transição para uma gestão profissional, destaca a Reuters. O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro, disse que continuará a defender a saída da família Batista do comando da JBS. “O banco permanecerá firme como uma rocha na sua posição como sócio da empresa influindo tudo que for possível para consertar a péssima governança da companhia”, afirmou à Reuters. “Nem nos nossos maiores desvarios nos passa pela cabeça desistir da nossa posição de trocar o comando da empresa”, completou.
G-1/REUTERS
INTERNACIONAL
Setor agrícola europeu se mobiliza para tentar barrar acordo com Mercosul
Na reta final das negociações comerciais entre a UE e o Mercosul, o setor agrícola europeu se lança contra a abertura do mercado do bloco aos produtos agrícolas exportados pelo Cone Sul
A meta de Bruxelas e Brasília é de se ter um acordo em dezembro, depois de quase 20 anos de negociações. Mas, à medida que o momento da troca de ofertas se aproxima em outubro, o lobby protecionista europeu se mobiliza para convencer diferentes governos do bloco a impedir uma abertura. Na semana passada, reuniões técnicas entre negociadores de ambos os lados do Atlântico mostraram que as dificuldades ainda existem para se chegar a um entendimento. Mas todos indicaram que a possibilidade de um entendimento até o final do ano é real. O Mercosul, ainda assim, alertou mais uma vez que não vai apresentar uma oferta mais ampla de seu mercado para bens industriais europeus enquanto não houver um compromisso de que carnes e etanol estejam no pacote de liberalização da Europa. Outro setor de interesse exportador do Mercosul é o do açúcar, ainda que mesmo em Brasília se admita a dificuldade de exigir uma ampla abertura dos europeus nesse segmento. Encontros decisivos estão marcados para ocorrer a partir do dia 2 de outubro em Brasília. Mas, até lá, uma forte movimentação ocorre em diversas capitais para evitar que os negociadores em Bruxelas apresentem uma proposta de abertura. Nos últimos cinco dias, uma rede de lobistas passou a atuar em Paris, Varsóvia, Budapeste e em outras capitais para deixar claro a seus governos que não estão dispostos a aceitar um acordo “ambicioso” com o Mercosul. Em Dublin, tradicional opositora do acordo com o Mercosul, a indústria da carne da Irlanda chegou a emitir um comunicado alertando que um tratado comercial com o bloco sul-americano era “totalmente inaceitável”. “Um acordo com o Mercosul que permita qualquer volume adicional de importação de carne deve ser evitado”, apelou o diretor da entidade, Cormac Healy. “Estamos pedindo ao governo (da Irlanda) que bloqueie gestos da Comissão Europeia para completar o acordo comercial com o Mercosul”, declarou. A poderosa entidade que reúne todas as federações agrícolas do Velho Continente também reagiu. “Um acordo comercial com o Mercosul teria um impacto severo para a agricultura da Europa, especialmente o setor de carnes”, disse o presidente das Cooperativas Agrícolas da Europa, (COPA/COGECA), Jean-Pierre Fleury. Segundo ele, o consumo de carne na Europa já caiu 20% nos últimos dez anos e o impacto do Brexit é uma incógnita para o setor. “Temos padrões de qualidade e de segurança alimentar que esses países (do Mercosul) não tem”, disse. “Registramos os movimentos individuais de animais do dia que nascem até a morte, enquanto no Mercosul apenas 10% do tempo de vida de um animal é de fato acompanhado”, afirmou. “Lamentamos o fato de que a Comissão Europeia tenha planos de incluir carnes em uma oferta de abertura comercial com o Mercosul”, declarou o Secretário-Geral da entidade, Pekka Pesonen. Segundo ele, um novo estudo do impacto do acordo com a Europa apontaria para consequências “catastróficas” de um entendimento com o Mercosul que inclua carnes. Para ele, cotas precisam ser estabelecidas. “Não podemos mais aceitar usar esse setor da agricultura da Europa como moeda de barganha para outras áreas” disse.
O Estado de São Paulo
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