
Ano 4 | nº 772 | 14 de junho de 2018
NOTÍCIAS
STF dá 48 horas para Temer, ANTT e outros órgãos se manifestarem sobre tabelamento de frete
O Ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, deu prazo de 48 horas para que o Presidente Michel Temer e Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) se manifestem sobre a medida provisória 832, de 2018, que instituiu a política de tabelamento de preços para fretes rodoviários
A decisão de Fux ocorre em ação movida pela Associação do Transporte de Cargas do Brasil (ATR), que quer anular essa legislação, adotada por Temer para pôr fim à greve dos caminhoneiros, encerrada no final de maio. A Secretaria de Promoção da Produtividade e Advocacia da Concorrência, vinculada ao Ministério da Fazenda, também tem 48 horas para se manifestar. Na prática, o ministro do STF reduziu os prazos previstos em lei para analisar esse tipo de ação. “Considerando a premente necessidade de solucionar a controvérsia ora apontada, em razão da comoção social apresentada em episódios de fechamento forçado de rodovias, resultando em desabastecimento de bens básicos por todo o país, faz-se mister reduzir os prazos de manifestação”, escreveu Fux na decisão.
Redação Reuters
Mercado do boi gordo andando de lado
De um lado, a oferta de bovinos terminados não está abundante, cenário comum para este período do ano, quando a capacidade de suporte das pastagens diminui devido às baixas temperaturas e falta de chuvas e o volume de gado confinado ofertado ainda está pequeno.
De outro, os frigoríficos compram de forma compassada, no intuito de manter seus estoques controlados, o que limita os pagamentos acima da referência. Na última quarta-feira (13/06), em São Paulo, a arroba ficou cotada em R$138,00, à vista, livre de Funrural e as escalas de abate giram em torno de cinco a seis dias. No mercado atacadista de carne bovina com osso, o boi casado de animais castrados está cotado em R$9,84/kg.
SCOT CONSULTORIA
Exportações do agronegócio cresceram para US$ 10 bi em maio
Sempre puxadas por soja e derivados, as exportações do agronegócio brasileiro renderam praticamente US$ 10 bilhões em maio, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic) compilados pelo Ministério da Agricultura. Em relação ao mesmo mês do ano passado, houve aumento de 3%
Com o resultado, o setor representou 51,8% de todas as vendas externas do país. Na mesma comparação, as importações do agronegócio atingiram US% 1,1 bilhão, 16,5% menos que em maio de 2017, e o superávit setorial, com isso, aumentou 4,7%, para US$ 8,9 bilhões. A receita referente aos embarques do chamado “complexo soja” (inclui grão, farelo e óleo), principal grupo da pauta exportadora, chegou a US$ 5,8 bilhões, 22,9% mais que em maio do ano passado — apenas o grão rendeu US$ 5 bilhões, um incremento de 23% determinado sobretudo pela alta do preço médio das vendas. As vendas de farelo ao exterior também aumentaram, 25%, para US$ 710 milhões. Em seguida no ranking dos produtos mais exportados pelo agronegócio brasileiro aparecem os produtos florestais, cujos embarques alcançaram US$ 1,1 bilhão em maio, um aumento de 14,2% em relação ao mesmo mês de 2017. Outros destaques positivos da balança do campo no mês passado foram as exportações de animais vivos — que cresceram 145%, para US$ 78,7 milhões — e as de frutas (aumento de 3,6%, para US$ 63 milhões). Todos os demais produtos importantes da lista registraram queda nas exportações. As de carnes, por exemplo, recuaram 9,6%, para US$ 1,1 bilhão. “A maior redução ocorreu nas vendas de carne frango, (US$ 77,28 milhões a menos), motivada principalmente pela retração nos mercados da África e Oriente Médio. As vendas de carne suína recuaram em US$ 30,72 milhões, impactadas pelo embargo russo, e as de peru, em US$ 5,11 milhões. As exportações de carne bovina também recuaram, porém em menor medida (US$ 2,46 milhões a menos)”, informou o ministério.
VALOR ECONÔMICO
MT registra pior resultado de abate desde abril de 2017
Na última semana o Indea-MT tornou disponíveis os dados de abate de bovinos, e pelo segundo ano consecutivo a bovinocultura de corte sofreu um “baque” de fora da porteira
Foram 338,35 mil bovinos mato-grossenses abatidos no último mês, volume 18,55% menor que o registrado em abr/18, sendo o pior resultado de abate desde abr/17, mês seguinte à operação Carne Fraca. Historicamente, o mês de maio apresenta um volume maior de abate do que o mês de abril em Mato Grosso, no entanto, a paralisação dos caminhoneiros durante as duas últimas semanas de maio contribuiu para que em 2018 este fato histórico não se repetisse. Como esta situação é atípica, a tendência é que os animais que não foram abatidos durante esse período sejam realocados para junho e julho, podendo pressionar assim o mercado do boi gordo nas próximas semanas.
BEEFPOINT
ECONOMIA
BC atua e limita alta do dólar ante real após Fed sinalizar mais juros neste ano
O dólar fechou a quarta-feira com pequena elevação ante o real, com a atuação intensa do Banco Central brasileiro no mercado aliviando a pressão após o Federal Reserve, banco central norte-americano, indicar que elevará os juros mais vezes neste ano, movimento que tende a afetar o fluxo de capital global
O dólar avançou 0,17 por cento, a 3,7137 reais na venda, depois de bater 3,7391 reais na máxima do dia. O dólar futuro tinha leve queda de cerca de 0,15 por cento no final da tarde. “As projeções em onde as taxas (dos EUA) terminarão em 2020 não mudaram. Assim, as previsões indicam ritmo mais forte de aperto”, escreveu o analista da gestora CIBC Capital Markets, Royce Mendes. Como amplamente esperado, Fed elevou a taxa de juros pela segunda vez neste ano, para o intervalo entre 1,75 e 2 por cento ao ano, e indicou que vê outras duas altas ainda neste ano. Antes, o mercado estava dividido entre três ou quatro altas de juros pelo Fed neste ano ao todo, em meio a sinais de melhor desempenho econômico que os Estados Unidos têm dado. Taxas mais altas têm potencial para atrair à maior economia do mundo recursos aplicados em outras praças financeiras. A ação do BC brasileiro ajudou a segurar altas mais agressivas no câmbio. Logo após o Fed, a autoridade anunciou seu terceiro leilão do dia de swap cambial tradicional —equivalente à venda futura de dólares— injetando apenas nesta sessão 4,5 bilhões de dólares. Essa atuação, somada à perda de força do dólar ante outras divisas no exterior, foi fundamental para conter a valorização da moeda no mercado doméstico.
Redação Reuters
Ibovespa fecha em queda de mais de 1% e renova mínima do ano
A bolsa paulista fechou no vermelho nesta terça-feira, com os negócios influenciados pelos vencimentos de opções sobre o Ibovespa e do índice futuro, em sessão com decisão de política monetária nos Estados Unidos, onde o Federal Reserve elevou a taxa básica e sinalizou novas altas este ano.
De acordo com dados preliminares, o Ibovespa caiu 1,2 por cento, a 71.882 pontos, tendo tocado 71.035 pontos no pior momento, em queda de 2,36 por cento. O volume financeiro totalizava 10,193 bilhões de reais.
Redação Reuters
Vendas verejistas no Brasil crescem acima do esperado em abril, mas greve ameaça ímpeto
As vendas de equipamentos para escritório e combustíveis impulsionaram o setor de varejo em abril para um resultado melhor do que o esperado, embora o impulso no início do segundo trimestre esteja ameaçado devido à paralisação dos caminhoneiros que afetou a economia no final de maio
As vendas no varejo subiram 1,0 por cento em abril sobre o mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quarta-feira. “A alta foi disseminada em todas atividades e de forma geral todo o varejo teve um movimento mais forte. Em alguns segmentos a inflação está mais baixa que a inflação geral, e também temos crédito mais farto e menor endividamento das famílias”, explicou a Gerente da pesquisa, Isabella Nunes. “Entretanto, a greve dos caminhoneiros vai bater em maio. Certamente haverá influência da greve no mês e a expectativa é que ela atinja todos os segmentos”, completou. O IBGE ainda revisou o dado de março para avanço de 1,1 por cento depois de divulgar anteriormente aumento de 0,3 por cento, após incorporar novas informações principalmente sobre hipermercados e equipamentos de informática. Sobre abril de 2017, as vendas cresceram 0,6 por cento, em linha com a expectativa de avanço de 0,55 por cento em pesquisa Reuters. A leitura do mês foi influenciada principalmente pelos aumentos de 4,8 por cento nas vendas de Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação e de 3,4 por cento em Combustíveis e lubrificantes. A comercialização em Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com importante peso sobre o bolso dos consumidores, teve aumento de 1 por cento em abril, depois de subir apenas 0,1 por cento em março. A única atividade que não registrou ganhos foi a de Outros artigos de uso pessoal e doméstico, cujas vendas ficaram estagnadas. No varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, o volume de vendas aumentou 1,3 por cento na comparação com março.
Redação Reuters
Fila de navios para embarcar soja no Brasil cresce 60% com protestos e tabela de fretes
O total de navios em portos brasileiros aguardando para embarcar produtos do complexo de soja está quase 60 por cento maior em junho ante igual período do ano passado, enquanto a quantidade de embarcações efetivamente recebendo cargas apresenta queda de 42 por cento na mesma base de comparação, segundo dados da agência Williams compilados pela Reuters
Os números refletem os protestos de caminhoneiros no mês passado e as indefinições quanto ao tabelamento de fretes, uma das alternativas oferecidas pelo governo para encerrar os bloqueios de estradas. A paralisação e o novo regulamento para contratar transporte rodoviário, contestado pelo setor, têm atrapalhado há cerca de um mês a comercialização da safra recorde de soja deste ano, de quase 120 milhões de toneladas, segundo especialistas.
Conforme a Williams, na terça-feira eram 46 navios “na barra”, ou seja, à espera de berços em terminais para poder carregar soja em grão, farelo, entre outros produtos. Há um ano, porém, quando a colheita também foi volumosa, eram 29. Em paralelo, havia 22 embarcações sendo carregadas nos portos do Brasil, em comparação a 38 em junho de 2017, segundo os números da agência marítima. Para o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), André Nassar, essa situação está totalmente ligada às indefinições quanto ao tabelamento de fretes. “Há muitas incertezas nos embarques…”, afirmou Nassar, acrescentando que há um patrulhamento em relação ao cumprimento da tabela, considerada inconstitucional pela Abiove e já contestada na Justiça. Os fretes mínimos vigentes são alvo de críticas de todo o setor agropecuários, que projeta perdas e recuo nas exportações neste mês. Nem mesmo a recente disparada do dólar ante o real conseguiu estimular os negócios, com gigantes como Bunge e Archer Daniels Midland (ADM) fora do mercado dado o receio sobre conseguir transporte.
Redação Reuters
EMPRESAS
Pedro Parente é convidado para presidência da BRF, precisa de aval de comissão de ética, diz fonte
O ex-presidente da Petrobras, Pedro Parente, foi convidado para assumir o comando da empresa de proteína animal, BRF, do qual já é presidente do conselho de administração, disse à Reuters uma fonte próxima às negociações nesta quarta-feira.
Para assumir a BRF, Parente precisa de aval da Comissão de Ética da Presidência da República. Ele cumpre atualmente uma quarentena de seis meses depois de ter enviado carta de renúncia a Michel Temer em 1º de junho, em desdobramento gerado pela greve dos caminhoneiros. Se a comissão de ética entender que não há conflito de interesses ou sobreposicão de funções ao deixar a Petrobras para assumir a empresa de proteína animal, Parente poderá assumir o comando da BRF nos próximos dias, afirmou a fonte.
Redação Reuters
Armazém Frigorífico de Curitiba vai à venda no dia 18 junho
Interessados em adquirir o imóvel podem habilitar as propostas até o momento da licitação
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realiza, no próximo dia 18 de junho, às 14hs, uma licitação na modalidade concorrência para a venda do Armazém Frigorífico de Curitiba. Os interessados em adquirir o imóvel podem habilitar as propostas até o momento da licitação. O Armazém frigorífico possui máquinas e equipamentos, tem 5.584 m² de área construída em terreno com mais de 21 mil m² e está situado na Rua General Potiguara, bairro Novo Mundo. Poderão participar da licitação, pessoas físicas ou jurídicas devidamente habilitadas, conforme as exigências descritas no edital. A venda faz parte do Plano Estratégico de Modernização da estatal, uma vez que o imóvel não atende ao atual modelo de armazenagem da Companhia. Além disso, a iniciativa é uma forma de manter a austeridade da estatal. Para participar da concorrência é necessário encaminhar dois envelopes distintos fechados e lacrados, contendo, o primeiro, documentos obrigatórios à habilitação e o segundo, a proposta de preço para aquisição do imóvel. Os documentos devem ser apresentados no horário da licitação na Superintendência Regional da Conab, no estado do Paraná. O resultado final da concorrência será divulgado por meio do Diário Oficial da União. O edital completo pode ser obtido por meio de download do site da Conab.
CONAB – COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO
FRANGOS & SUÍNOS
Preço do frango tem alta de 19,4% no atacado em um mês
Com o fim da greve dos caminhoneiros, o mercado de frango, que já sinalizava um movimento de alta nas cotações antes da paralisação, teve reajustes significativos nos preços
Nas granjas de São Paulo, a ave terminada está cotada, em média, em R$3,20/kg, uma alta de 10,3% em uma semana. Este valor não era registrado desde 2016. No atacado, a carcaça está sendo negociada, em média, em R$4,30/kg. Em trinta dias a valorização acumulada neste elo foi de 19,4%.
SCOT CONSULTORIA
Carnes de frango e suína brasileiras marcam presença na Copa do Mundo
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou, na quarta-feira (13), que realizará uma ação para promover a qualidade das carnes suína e de frango brasileiras na Rússia até o dia 30 de junho, em Moscou, durante a Copa do Mundo. O trabalho será feito em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil)
No total, serão 45 pontos espalhados pela capital russa com banners publicitários que ressaltam a qualidade dos produtos brasileiros, juntamente a mensagens que correlacionam a tradição brasileira no futebol e na produção de proteína animal. “Além de promover a aproximação com milhares de turistas e cidadãos russos, a ação da ABPA fortalecerá ainda mais a imagem da carne de frango e suína brasileira. Nosso país trabalha seguindo os princípios de qualidade e sanitários de seus mais de 160 mercados importadores. Marcar presença em um dos maiores eventos do mundo é uma oportunidade ímpar de reforçar à Rússia e a outros países a qualidade da carne suína e do frango do Brasil”, disse em nota Ricardo Santin, Diretor Executivo da ABPA. Desde novembro do ano passado, a Rússia, que até então era a maior compradora de carne suína brasileira, suspendeu a importação do produto. Em 2017, foram embarcadas cerca de 260 mil toneladas de carne suína para a Rússia, totalizando uma receita de US$ 693 milhões. Já quanto à carne de frango nacional, o volume de exportações em 2017 para o país-sede da copa foi de 83 mil toneladas e, em receita, o acumulado foi de US$ 126,8 milhões.
CARNETEC
“Quebradeira” nas produtoras de aves e rações
Empresas estão suspendendo atividades parcial ou completamente
Estão se concretizando os piores receios do mercado: há uma crise generalizada entre as empresas do setor de proteína animal, que estão suspendendo as suas atividades parcial ou completamente. A chamada “quebradeira” do segmento foi precipitada devido, principalmente, à crise econômica, mas também à escassez de crédito, instabilidade política, alta dos insumos (milho e farelo de soja) e forte queda nos preços de venda, que ficam abaixo dos custos de produção. Dessa vez foi a GTB Foods, de Ipuaçu (SC), quem comunicou o encerramento de suas atividades, demitindo 600 funcionários a partir do próximo dia seis de Julho. A decisão foi tomada, de acordo com a empresa, “após várias tentativas de fazer frente à maior crise que se instalou sobre o segmento”. A T&F Consultoria Agroeconômica, que já vinha prevendo esse cenário, destaca que também a LAR Cooperativa AgroIndustrial, parou as atividades por seis dias. O diretor-presidente da companhia justifica que, devido ao forte impacto da greve dos caminhoneiros, está impossibilitada a circulação de mercadorias e consequente faturamento. Com isso, pediu que todos os seus fornecedores prorroguem os seus prazos de pagamento em 30 (trinta) dias. “Nesta semana a China, depois da União Europeia, impôs sobretaxa para a importação de carne de frangos do Brasil, alegando necessidade de proteger seu mercado interno, o que também deverá ter grandes desdobramentos sobre o setor no país”, avalia o analista da T&F Consultoria Agroeconômica Luiz Fernando Pacheco.
AGROLINK
INTERNACIONAL
Argentina define aspirações para se tornar peso pesado global de carne
O Ninistro da Agricultura da Argentina, Luis Miguel Etchevehere, estabeleceu o desejo de estar entre os maiores fornecedores mundiais de carne no futuro
Falando na Expo Nación Ganadera Norte e na Grande Exposição Nacional de Brangus, no Chaco, Etchevehere revelou que seu objetivo era produzir e vender mais carne no mercado interno e nos mercados internacionais. O Ministro argentino disse que o governo precisava do apoio do público para continuar mostrando o potencial da pecuária argentina e trabalhar junto com o estado e o setor privado para atingir sua meta. Etchevehere estava entre uma série de nomes do setor agrícola da Argentina, incluindo Guillermo Bernaudo, Secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca da Argentina, falando com produtores argentinos e autoridades provinciais na exposição. A Argentina vem construindo relações com alguns dos maiores nomes do mercado internacional de carnes nos últimos meses, incluindo o Japão e os EUA. A Argentina e o Japão chegaram a um acordo comercial para a troca de uma variedade de produtos de carne entre os dois países até o final de julho, incluindo carne bovina e ovina da Patagônia. A carne bovina foi um dos produtos sinalizados na pesquisa da Subsecretaria de Pecuária do Ministério da Agricultura da Argentina, que registrou um crescimento significativo nas exportações para o mercado internacional durante o primeiro trimestre deste ano. Enquanto isso, a carne suína dos EUA também recebeu acesso à Argentina pela primeira vez em 26 anos em abril e também abriu portas para carne bovina refrigerada para o país sul-americano em 2017.
GlobalMeatNews.com
Uruguai busca novas conquistas sanitárias
O Uruguai está buscando novos avanços sanitários que melhorem o acesso aos mercados e otimizem a saúde do rebanho bovino
A Direção Geral de Serviços Pecuários prepara o dossiê a ser apresentado à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) – o órgão que rege o comércio de animais vivos e subprodutos – com o objetivo de ser reconhecido como um país livre de pleuropneumonia contagiosa bovina. A doença é causada por Mycoplasma mycoides subsp, uma bactéria que ataca os pulmões, é altamente contagiosa, não é zoonose, mas causa uma mortalidade de 50%, causando perdas significativas na produção. O Uruguai está livre da doença, mas procura certificar isso. Segundo a Organização Internacional de Saúde Animal (OIE), a pleuropneumonia bovina contagiosa era conhecida na Europa desde o século XVI. Com o aumento do comércio internacional de bovinos vivos durante a segunda metade do século XIX, espalhou-se pelo mundo inteiro. A política de erradicação permitiu a erradicação de vários países; no entanto, atualmente persiste na África subsaariana.
El País Digital
Acordo entre Mercosul e UE pode sair antes das eleições
Regulações em torno das exportações de açúcar e carne estão entre os pontos de divergência
O Ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, disse na quarta-feira, 13, que o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia pode ser fechado antes das eleições. Em audiência pública na Câmara dos Deputados, o ministro reiterou que as negociações estão em andamento para eliminar alguns entraves entre os blocos. O chanceler relatou que, de mais de 300 pontos de divergência entre o Mercosul e a União Europeia, restam cerca de 50. “Estamos pouco a pouco afastando os obstáculos. Já fizemos várias rodadas técnicas e encerramos na semana passada mais uma rodada de negociações. Eu tenho expectativa de que possamos concluir isso este ano, e o mais cedo possível, porque daqui a pouco haverá eleições na Europa e no Brasil. Segundo Nunes, ainda estão pendentes algumas questões controversas no setor automotivo, na área de propriedade intelectual, em especial sobre regras de patentes de medicamentos, indicações geográficas e serviços marítimos. As regulações em torno das exportações de açúcar e carne, sobretudo depois da Operação Carne Fraca, também estão entre os temas “delicados”.
Maiores informações:
ABRAFRIGO
imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br
Powered by Editora Ecocidade LTDA
041 3088 8124
https://www.facebook.com/abrafrigo/
