
Ano 4 | nº 769 | 11 de junho de 2018
ABRAFRIGO

Arábia Saudita adiou por 90 dias a entrada em vigor dos novos Certificados Internacionais para exportação de carnes bovina, suína e de aves. Veja o Comunicado.
NOTÍCIAS
Mercado do boi gordo segue com rumo indefinido
Na última sexta-feira (8/6), a cotação da arroba do boi gordo subiu em duas praças e caiu em uma. Destaque para a região Sul de Goiás onde a alta foi de 2,0% na semana
Nas regiões onde a oferta de boiadas ficou represada durante a greve dos caminhoneiros, os compradores aproveitam para alongar as programações de abate e pressionar o mercado. Nas praças onde o volume de boiadas está baixo, as escalas de abate não evoluem e, nessas regiões o preço da arroba subiu ao longo da última semana. No mercado atacadista de carne bovina com osso, o preço do boi casado castrado subiu e ficou cotado, em média, em R$9,84/kg, valorização de 5,5% desde a paralisação. Um dos fatores dessa alta foi a queda do abastecimento dos varejistas que agora, com a liberação das estradas, estão reabastecendo os estoques.
SCOT CONSULTORIA
Câmara discute projeto criando ‘aviso prévio’ para fiscalização
Projeto manda avisar dois dias antes as empresas a serem fiscalizadas
Deputados tiraram da gaveta um projeto, de 2011, que cria o Código Comercial, para incluir a obrigatoriedade para órgãos fiscalizadores avisarem com dois dias de antecedência, no mínimo, as empresas que serão alvo de fiscalização. A justificativa do grupo de deputados que defende a proposta é que o “aviso prévio” das ações de fiscalização é forma de proteger empresas de perseguições e achaques de fiscais. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder. O projeto prevê que somente sob autorização judicial poderá ser realizada fiscalização presencial sem “aviso prévio”. Relatório alternativo do deputado Augusto Coutinho (Solidariedade-PE) mantinha fiscalização sem aviso prévio, mas não teve apoio. Após dois adiamentos, a análise do Código Comercial ficou para o dia 19, após a estreia do Brasil na Copa e com o foco longe da Câmara.
DIÁRIO DO PODER
Carne bovina: margem diminuiu no varejo
Os estoques de carne bovina dos açougues e supermercados, em geral, embora não tenham chegado ao desabastecimento, registrava falta de alguns cortes, especialmente de traseiro, principalmente nesta época do mês, em que a demanda deste produto tende a crescer
Ainda assim, a alta em São Paulo, de 0,4% nos preços da carne bovina no varejo na última semana, ficou abaixo da registrada no frigorífico, o que reduziu a margem dos varejistas. Atualmente, a diferença entre o preço de compra e o de venda dos cortes na ponta final da cadeia está em 65,9%, em média, a menor registrada no ano.
SCOT CONSULTORIA
Boi gordo deve ser pouco afetado com oscilações do dólar
Moeda americana chegou a ser cotada a R$ 3,95 na quinta-feira, obrigando BC a intervir
A explosão recente da cotação do dólar causou dor de cabeça em diversos setores da economia brasileira, no entanto ela deve ter pouco impacto na cadeia produtiva da carne. Segundo o analista de mercado da Scot Consutoria, Alex Lopes, grande parte dos contratos de exportações de carne já estavam fechados e não acompanharam essa guinada de preços. Lopes acredita que a partir de agora as exportações de carne retomarão seu ritmo de alta, após 10 dias de paralisação em virtude da greve dos caminhoneiros. No entanto, o analista destaca que sozinhas elas não têm poder para interferir no preço da arroba, uma vez que o mercado doméstico absorve 80% da produção e apenas 20% são exportados. “O maior impacto no mercado do boi é causado pelo consumo interno. Mesmo que os embarques ampliem sua participação em 1 ou 2%, não deve ser o suficiente para causar grandes variações no boi gordo e no preço da carne no mercado interno”, explicou. Se o boi gordo não é diretamente afetado pelo dólar, o mesmo não se pode dizer em relação às matérias-primas utilizadas na dieta dos animais no confinamento, como milho, farelo de soja, polpa cítrica e etc. “Ainda não temos nenhuma análise concreta, mas é esperada uma alta significativa nos custos da engorda dos animais no cocho para este ano. A tendência é de alta, mas é necessário avaliar se essa ‘provável’ alta será suficiente para cobrir os custos”, concluiu Alex Lopes.
Rally da Pecuária 2018 avalia estratégias de produtores diante da alta dos custos na operação
Pelo segundo ano consecutivo, atividade é afetada pelo cenário político e econômico
O Rally da Pecuária 2018 vai a campo, a partir de 18 de junho, em um cenário de alta nos custos de produção em todo o País. Os confinadores enfrentam, neste mês, aumento de 10% nos preços da dieta dos animais, se comparado ao projetado no início de maio. A alta acontece num contexto de gastos elevados na operação, já que, até o início de maio, as projeções com base no mercado de grãos e derivados indicavam custos 22% maiores, segundo a Athenagro, empresa que organiza o Rally da Pecuária em parceria com a Agroconsult. Entre o final de maio e início de junho, o colapso logístico no País alterou todos os preços. Preços FOB e fretes subiram pelo próprio desequilíbrio entre oferta e demanda. Em alguns casos, os ingredientes para confinamento chegaram a ser cotados em valores 20% acima dos negociados antes da paralisação. Quando a situação se normalizar, os balanços entre oferta e demanda serão revistos. Ainda assim, a consultoria não acredita em retração na quantidade de animais confinados. Levantamento realizado pela empresa em 2017 identificou 4,57 milhões de cabeças terminadas com dietas intensivas no cocho, indicando que a estimativa do total de animais confinados no Brasil possa estar subestimada. Nesse contexto, a pastagem ganhará atenção especial na expedição em 2018. As observações a campo, quando cruzadas com as informações fornecidas pelos pecuaristas, o acompanhamento dos pastos amostrados por imagens de satélite e as informações estatísticas disponíveis apontam uma redução da área de pastos, resultado do maior aporte tecnológico na produção.
AGROLINK COM INF. DE ASSESSORIA
Carne bovina ganha competitividade no País
A diferença de preços da carne bovina para a de frango deve cair por conta dos fortes impactos da greve dos caminhoneiros nos negócios dos avicultores. Como consequência, o consumidor deve preferir comprar a proteína do boi no futuro próximo
Essa é a avaliação do sócio e coordenador geral do Rally da Pecuária, Maurício Palma Nogueira. Segundo o especialista, os preços da carne de frango devem aumentar muito pelas perdas dos produtores, já que boa parte dos animais morreu ou foi sacrificada durante a greve dos caminhoneiros, o que significa tanto uma frustração de receita para os produtores, devido aos frangos que não foram vendidos, como uma perda total dos custos envolvidos na criação das aves, já que os gastos com alimentação, por exemplo, não serão recuperados. “Não temos números fechados ainda, mas já estamos revendo as projeções até o fim do ano para a pecuária de corte, porque vai haver uma mudança na decisão de compra do consumidor”, afirma. No caso da pecuária bovina, praticamente não houve mortes durante a greve. “Devido ao custo do animal, ninguém vai abater um boi se não tiver como vender em uma determinada semana.” Isso não significa, entretanto, que a arroba ficará mais barata, pelo contrário. Palma Nogueira explica que esse aumento de competitividade da proteína do boi ocorrerá apenas em comparação com a carne de frango, contudo a arroba deve subir até o final do ano por conta da margem baixa com que os produtores estão operando atualmente. “A cadeia produtiva da pecuária de corte tem uma margem líquida de 8%. Se a margem bruta é perto disso, muitos produtores estão tendo prejuízo”, avalia.
DCI
ECONOMIA
Dólar desaba mais de 5,5% ante real, maior queda em quase 10 anos, após BC reforçar atuação
A atuação mais firme do Banco Central no mercado de câmbio e o lembrete do Presidente da autoridade, Ilan Goldfajn, de que há outros instrumentos que pode usar para ampliar a liquidez surtiu efeito e o dólar despencou mais de 5,5 por cento nesta sexta-feira, voltando ao patamar de 3,70 reais, maior tombo em quase dez anos
O dólar recuou 5,59 por cento, a 3,7065 reais na venda, maior queda percentual desde 13 de outubro de 2008, quando despencou 7,74 por cento. Com este movimento, acabou limando a alta que vinha acumulando no mês. Nos três pregões anteriores, a moeda norte-americana havia subido 4,87 por cento, sendo 2,28 por cento apenas na véspera. Na mínima da sessão, o dólar foi a 3,6935 reais. Na semana, o dólar acumulou queda de 1,60 por cento. O dólar futuro caía cerca de 5 por cento no final da tarde. “O BC demorou a vir a público, deixando o mercado num ponto de tensão tão violenta que chegou muito perto de 4 reais… Mas foi só aparecer, dizer que estava atento, já deu uma tranquilizada”, comentou o Diretor da mesa de câmbio da corretora MultiMoney, Durval Correa. Na noite passada, Ilan informou que serão ofertados 20 bilhões de dólares adicionais em swaps cambiais tradicionais —equivalentes à venda futura de dólares— até o fim da próxima semana. E acrescentou que, se necessário, o BC poderá fazer leilões de linha, venda de dólares com compromisso de recompra, ou até mesmo vender dólares das reservas no mercado à vista. Ele ainda afastou a possibilidade de reunião extraordinária do Comitê de Política Monetária (Copom) para mudar a taxa de juros, e reforçou as mensagens na sexta-feira.
Redação Reuters
Ibovespa volta a cair e tem pior semana desde 2017, com maior percepção de risco por eleição
O principal índice de ações da B3, recuou pelo quarto pregão seguido na sexta-feira, renovando mínima de fechamento do ano, em meio ao aumento da percepção de risco dos investidores com o cenário político-eleitoral e o rumo da economia do país
O Ibovespa caiu 1,23 por cento, a 72.942 pontos, mínima desde 19 de dezembro. O volume financeiro da sessão foi novamente expressivo e somou 20,5 bilhões de reais. Na semana, o índice acumulou perda de 5,6 por cento, maior declínio semanal desde maio de 2017. Foi também a quarta semana de queda. A última vez que o Ibovespa teve essa série de perdas semanais foi entre outubro e novembro de 2017. Existe maior apreensão de investidores em relação à cena eleitoral e à fragilidade da economia, que tem se recuperado mais lentamente do que o esperado. Segundo o analista Lucas Claro, da Ativa Investimentos, o cenário político é bastante parecido com o de três meses atrás, mas o fato de os pré-candidatos considerados pró reformas não engrenarem e as incertezas seguirem elevadas conforme a eleição se aproxima tem trazido desconforto. Apesar da queda do Ibovespa, muitos papéis se recuperaram, após fortes perdas recentes. Na mínima do dia, o Ibovespa caiu 2,9 por cento. A maior aversão a risco a ativos de mercados emergentes em geral tem corroborado mais recentemente o viés mais negativo nas operações domésticas.
Redação Reuters
Associação abre 1ª ação no STF para barrar MP do tabelamento do frete
A Associação do Transporte Rodoviário de Cargas do Brasil (ATR) entrou no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma ação para suspender os efeitos do tabelamento de preços de fretes rodoviários, após a crise deflagrada pela greve dos caminhoneiros no fim de maio
A entidade pede a concessão de uma liminar para suspender a vigência da Medida Provisória 832, editada pelo presidente Michel Temer, e da Resolução 5.820, da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que instituíram a política de preços mínimos. Essa é a primeira ação que chega ao STF que questiona as normas. A associação alega que as normas ferem o princípio constitucional da livre iniciativa. A entidade diz que a tabela de preços “derruba” a atividade econômica exercida pelas empresas de transporte “que atuam no segmento de granéis, posto que são estas que oportunizam o recrutamento dos serviços dos motoristas autônomos em larga escala, seguindo a lógica das safras”. A ação foi distribuída para o ministro Luiz Fux. A Confederação Nacional das Indústrias (CNI) informou que também deverá ir ao Supremo nos próximos dias para questionar o tabelamento do frete. Enquanto isso, empresas individualmente começaram a movimentar ações na Justiça Federal de primeira instância para serem excluídas do tabelamento de preços, disseram fontes à Reuters.
Redação Reuters
Alimentos pressionam após greve dos caminhoneiros e IPCA sobe mais que o esperado em maio
A inflação oficial brasileira subiu mais do que o esperado e registrou a maior taxa mensal do ano em maio, com os preços dos alimentos e dos combustíveis mostrando maior pressão, nos primeiros sinais do impacto da greve dos caminhoneiros que afetou o abastecimento em todo o país
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,40 por cento em maio, contra avanço de 0,22 por cento em abril, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira. Nos 12 meses até maio, o índice subiu 2,86 por cento, sobre 2,76 por cento em abril, mais ainda abaixo do piso da meta oficial de inflação, de 4,5 por cento com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, durante todos os meses deste ano. Ambos os resultados ficaram acima das expectativas em pesquisa da Reuters com analistas, de alta de 0,30 por cento na base mensal e de 2,74 por cento em 12 meses. “O movimento de alta dos alimentos em maio reflete em parte a greve dos caminhoneiros. Há aqui um movimento que se explica em parte pela greve que reduziu oferta e elevou preços”, disse o economista do IBGE Fernando Gonçalves, explicando que os efeitos da greve serão melhor captados no IPCA-15 de junho.
Redação Reuters
Preço médio do diesel cai 9% nos postos do Brasil, aponta ANP
O preço médio do diesel caiu 9 por cento nesta semana nos postos do Brasil, apontaram dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), após o governo prometer aos caminhoneiros um corte dos valores do combustível fóssil, para encerrar uma grande paralisação
O valor médio do diesel nos postos atingiu uma média de 3,482 reais por litro nesta semana, queda de 0,346 reais por litro, ou 9 por cento, ante o recorde de 3,828 reais na semana passada, segundo pesquisa semanal da agência reguladora. O recuo nos postos, no entanto, ainda não refletiu a redução média de 0,46 real por litro realizada nas refinarias, em 1º de junho, e prometido pelo governo federal aos caminhoneiros, ante o valor registrado quando começaram os protestos, em 21 de maio. O Diretor da ANP Aurélio Amaral explicou à Reuters que isso ocorre porque nem todos no setor de combustíveis tiveram acesso à subvenção realizada pelo governo federal, já que muitos estoques com preços antigos ainda não foram totalmente consumidos. Além disso, Amaral explicou que diversos Estados ainda precisam reduzir o preço de referência para a cobrança do imposto ICMS para que o corte, que já está em vigor nas refinarias desde 1º de junho, possa chegar inteiramente aos consumidores finais, nos postos de combustíveis.
Redação Reuters
FRANGOS & SUÍNOS
China impõe medida antidumping nas importações de frango do Brasil; BRF despenca 7,5%
A China anunciou nesta sexta-feira que vai impor direito antidumping provisório sobre as importações de carne de frango brasileira, em mais um revés para as gigantes de proteína animal do país e no momento em que os Estados Unidos pressionam Pequim a reabrir seu mercado para os produtos avícolas norte-americanos
Os importadores chineses de frango brasileiro terão que pagar depósitos de 18,8 a 38,4 por cento do valor de suas compras a partir de 9 de junho, informou o Ministério do Comércio em um comunicado. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) disse que a medida, que abrange produtos fornecidos pelos principais exportadores brasileiros JBS e BRF, é um “retrocesso” nas relações comerciais entre os dois países e que vai trabalhar para reverter a decisão temporária. “A associação reafirma que não há qualquer nexo causal entre as exportações de carne de frango do Brasil e eventuais situações mercadológicas locais”, disse a ABPA, acrescentando que os “esclarecimentos apresentados pelo setor produtivo e pelas agroindústrias exportadoras deixaram clara a ausência de qualquer possível dano aos produtores e ao mercado chinês”. Uma decisão preliminar do ministério chinês apontou que os produtores chineses foram “substancialmente prejudicados” pelos embarques do Brasil entre 2013 e 2016, quando o país respondeu por mais da metade das importações chinesas de carne de frango. O movimento chinês também mostra como outros países como o Brasil, o maior exportador global de carne de frango, podem sofrer danos indiretos de negociações entre a China e os Estados Unidos para resolver uma disputa comercial. A decisão chinesa mostra mais como o momento político do Brasil deixa as indústrias do país vulneráveis a ações deste tipo.
Redação Reuters
Por que BRF perde mais do que JBS com tarifas da China sobre o frango?
A decisão do Ministério do Comércio da China de impor uma tarifa antidumping sobre frangos de corte importados do Brasil afeta de forma diferente as ações dos dois maiores frigoríficos nacionais
A taxação atinge em cheio a BRF, que é a maior exportadora de carne de frango do Brasil, e amplia as adversidades sofridas pela empresa, que já enfrentava o embargo total da União Europeia. Perto das 13 horas, as ações da BRF recuavam 6,15% na B3, cotadas a R$ 21,81. O Ibovespa tinha queda de 1,8%. Na contramão dos papéis da BRF, as ações da JBS registram forte alta no pregão de hoje, se recuperando parcialmente das perdas registradas ontem. As ações da empresa subiam 6,63%, cotadas a R$ 9,01. A JBS é menos dependente da produção de carne de frango no Brasil na comparação com a BRF. Além disso, a eventual reabertura do mercado chinês para a carne de frango é positiva para a companhia. Nos EUA, a JBS controla a americana Pilgrim’s Pride, segunda maior produtora de carne de frango dos Estados Unidos. Além disso, as novas tarifas vão variar por empresa. Segundo o Ministério do Comércio da China, a alíquota a ser aplicada nos produtos da BRF será de 25,3%. No caso da Seara (unidade da JBS), a tarifa será de 18,8%. A cooperativa C.Vale terá a maior tarifa, de 38,4%. Antes da decisão chinesa, a tarifa média de importação da carne de frango era de 10%.
VALOR ECONÔMICO
China quer impor política de preços para retirar tarifa, diz fonte
A aplicação da tarifa antidumping da China contra a carne de frango do Brasil, oficializada no fim da noite de sexta pelo Ministério do Comércio da China (Mofcom), é parte de um esforço de Pequim para impor uma política de preços ao produto importado do país, afirmou ao Valor uma fonte a par do assunto
A intenção de Pequim é estabelecer um piso e um teto para a cotação do produto, favorecendo o pleito dos produtores de frango da China (que se sentem lesados pela entrada do produto brasileiro). A expectativa dos exportadores brasileiros é que, ao menos no primeiro momento, o Brasil não perca o mercado chinês ainda que a rentabilidade seja seriamente afetada. Atualmente, cerca de 80% do frango importado pela China é produzido no Brasil e ainda não há grandes alternativas de abastecimento para Pequim. Mas isso pode mudar. Recentemente, a China retirou a tarifa antidumping que aplicava contra o frango dos EUA, principal concorrente do Brasil no mercado internacional. Do ponto de vista brasileiro, o mercado chinês é extremamente relevante. Trata-se do terceiro maior importador do produto nacional, só atrás de Arábia Saudita e Japão. No ano passado, a China gastou cerca de US$ 760 milhões para importar 391 mil toneladas de carne de frango do Brasil, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex)ou 10% das exportações. Considerando todos os destinos, os exportadores brasileiros venderam 4,2 milhões de toneladas, obtendo US$ 7,1 bilhões em 2017, segundo o Ministério da Agricultura. A China é uma contumaz importadora de pés de frango, um corte pouco demandado no Brasil.
VALOR ECONÔMICO
Alta de preços do suíno no atacado em São Paulo
O mercado de suínos teve reação nas cotações
A demanda está ativa e a oferta está ajustada no pós-greve. O período do mês também colaborou para os ajustes positivos. Nas granjas paulistas, o animal terminado está cotado, em média, em R$65,00/@, frente os R$58,00/@ na semana anterior. No atacado, a carcaça teve alta de 28,9% nos últimos sete dias, com o quilo do produto cotado em R$5,80 e negócios em até R$6,00 por quilo. Em curto prazo, considerando a entrada de salários e sinalização de crescimento no consumo, o ambiente de negócios deverá seguir fortalecido.
SCOT CONSULTORIA
Greve faz preço do frango disparar no país
Um dos segmentos do agronegócio mais prejudicados pela greve dos caminhoneiros, a avicultura já cobra seu preço pelos mais de 70 milhões de pintinhos sacrificados nos dez dias de paralisação
Diante da queda dos estoques no atacado e da dificuldade dos frigoríficos de se reabastecerem, a carne de frango subiu mais de 40% em junho no atacado. A tendência é que o preço da carne de frango se consolide em níveis mais altos do que os vistos no primeiro trimestre do ano, sobretudo porque o alojamento de pintinhos (indicador da produção futura de carne) nas granjas caminha para bater, pelo segundo mês consecutivo, o menor volume diário nesta década. Na prática, a greve dos caminhoneiros intensificou o movimento de redução da produção que teve início em abril por conta do milho mais caro e do embargo da União Europeia a 20 frigoríficos do país. “Nunca produzimos tão pouco”, disse o Secretário-Executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Pintos de Corte (Apinco), José Carlos Godoy. Conforme os dados da associação, 469,8 milhões de pintinhos foram alojados nas granjas do país em abril, queda de 7,6% na comparação anual. Considerando os alojamentos diários, foram 15,6 milhões de aves. De acordo com o analista do Rabobank Adolfo Fontes, o fluxo de produção de carne de frango só deverá se normalizar dentro de 30 a 60 dias. O pico dos preços talvez dure apenas duas semanas, disse. Mas isso não significa que as cotações do frango ficarão bem mais baixas, ponderou ele. Ainda que a alta de 40% seja momentânea e dure até que o estoque se ajuste, a redução da oferta de frango e a cotação dos grãos – principal custo de produção do setor – impulsionam os preços. Tanto é assim que, antes da greve, o frango já havia subido cerca de 15% em maio.
VALOR ECONÔMICO
INTERNACIONAL
Argentina cria documento eletrônico para ter rastreabilidade da carne
A Administração Federal de Receitas Públicas da Argentina (AFIP) estabeleceu, por meio da resolução 4256, publicada no Diário Oficial da União, o “Remito Electrónico Cárnico” (REC) como o único documento válido para a transferência de carne no país
A medida, que implica rastreabilidade, foi tomada para tornar a cadeia transparente e “avançar no estágio final do processo comercial”. De acordo com a norma, o REC é para a transferência automotiva e estarão obrigados a emiti-lo as pessoas humanas, sucessões indivisas, empresas ou sociedades unipessoais, sociedades, associações e outras pessoas jurídicas que desenvolvam estas atividades: frigorífico/estabelecimento de abate, usuários de abate, fornecedor, consignatário de carnes, consignatário direto. “As pessoas atingidas pelo presente, para fins de emissão do REC, devem solicitar a esta Administração Federal – antes da transferência – o Código de Retorno Eletrônico (CRE)”, afirma a norma. O pedido deve ser feito online para a AFIP. “O REC será emitido para cobrir a transferência de carne e subprodutos derivados da animais das espécies bovina/bubalina e suína desde a origem até o local de destino: uma cópia será entregue ao destinatário e uma assinada por ele e servirá como prova documental de entrega”, indica a resolução oficial. Para destacar, o REC terá um prazo de 72 horas consecutivas desde a sua emissão. Em seguida, o destinatário da mercadoria deve entrar na agência e aceitar ou rejeitar total ou parcialmente a mercadoria recebida.
La Nación
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