CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2698 DE 24 DE ABRIL DE 2026

clipping

Ano 11 | nº 2698 | 24 de abril de 2026

 

 NOTÍCIAS

Quedas no mercado do boi gordo em São Paulo

Aumento pontual na oferta e escalas mais confortáveis pressionaram a arroba

Após um mês de preços firmes e em alta, a cotação caiu pela primeira vez. A oferta de boiadas aumentou, reflexo de uma ponta vendedora mais atenta, precavida e aproveitando os bons preços vigentes. Com o avanço do outono, a preocupação com o preenchimento da cota de exportação para a China em meados de maio, a queda dos contratos futuros e as cotações elevadas da arroba estimularam as vendas, elevando a oferta. Vale destacar que não se tratou de uma oferta abundante, mas de um aumento frente a um quadro anterior de escassez de matéria-prima. Ainda assim, a oferta permaneceu limitada. Do lado comprador, o pós-feriado trouxe maior tranquilidade, com negociações mais compassadas. Parte dos frigoríficos ficou fora das compras até quarta-feira, aguardando melhor definição do mercado, enquanto os mais ativos já tentavam negócios abaixo das referências, amparados por escalas mais confortáveis em relação às últimas semanas e um escoamento de carne no mercado doméstico apenas regular, em um período otimista de venda. Nesse contexto, o mercado abriu ofertando cerca de R$2,00/@ a menos para o boi comum e para o “boi China”. A escala de abate esteve, em média, em 10 dias.  O recuo nas cotações não definiu uma tendência. No entanto, com escalas mais alongadas e o período de fim de mês – quando as vendas de carne no mercado doméstico costumam ser mais fracas -, a ponta compradora manteve firme suas ofertas, condicionadas à aceitação dos vendedores. Vale lembrar que a oferta de matéria-prima seguiu limitada, o que restringiu a pressão baixista. Na exportação de carne bovina in natura, até a terceira semana de abril, o volume exportado foi de 153,4 mil toneladas, com uma média diária de 12,8 mil toneladas, aumento de 5,8% frente ao embarcado por dia em abril de 2025. A cotação média da tonelada ficou em US$6,1 mil, alta de 22,1% na comparação feita ano a ano. Se o ritmo diário de embarques e os preços pagos se mantiverem, o mês deve terminar como o melhor abril da série histórica, tanto em volume quanto em faturamento.

SCOT CONSULTORIA

Preços do boi acomodados

Posição das escalas de abate apresentou algum avanço, mas a situação está longe de ser confortável, diz analista

O mercado físico do boi gordo retomou as negociações após o feriado com preços em predominante acomodação. O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias aponta que alguns frigoríficos permanecem ausentes da compra de gado, avaliando as melhores estratégias a serem adotadas nos próximos dias. “A posição das escalas de abate apresentou algum avanço, no entanto, a situação está longe de ser confortável. O aumento da desova de animais terminados durante o mês de maio é elemento importante a ser considerado, com expectativa de tentativas de compra em níveis mais baixos”, afirma. Segundo ele, a progressão da cota chinesa, de 1,1 milhão de toneladas de carne bovina a ser comprada do Brasil sem a sobretaxa de 55%, é outro fator relevante a ser considerado. Preços da arroba do boi: São Paulo: R$ 369,08. Goiás: R$ 354,64. Minas Gerais: R$ 356,76. Mato Grosso do Sul: R$ 358,30. Mato Grosso: R$ 364,86. O mercado atacadista ainda se deparou com preços em predominante acomodação no decorrer da quarta-feira. Segundo Iglesias, o ambiente é menos propenso para altas consistentes, considerando a reposição mais lenta entre atacado e varejo durante a segunda quinzena do mês. Como limitador para altas mais consistentes precisa ser mencionado a menor competitividade da carne bovina se comparado às proteínas concorrentes, em especial em relação à carne de frango. “O baixo poder de compra das famílias direciona o consumo para proteínas mais acessíveis”, detalha. Quarto dianteiro: segue a R$ 23,00 por quilo; Quarto traseiro: permanece a R$ 28,00 por quilo; Ponta de agulha: se sustenta a R$ 21,00 por quilo.

SAFRAS NEWS

Boi/Cepea: Com avanço de 45% em dois anos, preço da carne no atacado atinge recorde

Os preços da carne bovina seguem firmes no mercado interno.

Segundo pesquisadores do Cepea, a combinação de oferta limitada de animais prontos para abate e de demanda externa aquecida tem resultado em avanços nos valores da proteína negociada no atacado da Grande São Paulo. Dados do Cepea mostram que, na parcial de abril (até o dia 20), a carcaça casada bovina – formada pelo traseiro, dianteiro e ponta de agulha – registra valorização de 4%, sendo negociada a R$ 25,41/kg, à vista, na segunda-feira, 20. Em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IGP-DI de março/26), a média da carcaça casada do boi da parcial deste mês, de R$ 25,05/kg, é recorde real da série histórica do Cepea (iniciada em 2001), sendo 11% maior que a de abril de 2025 e expressivos 44,8% superior à de abril de 2024.

CEPEA

Com 35% da produção voltada à exportação, carne bovina entra em ciclo de valorização

Procura internacional aquecida e menor oferta global reforçam valorização ao longo da cadeia com valorização também ao produtor

O mercado da carne bovina no Brasil vive um ciclo de valorização sustentado pelo aumento da demanda, tanto no cenário interno quanto internacional. A avaliação foi apresentada por Felipe Fabbri, analista da Scot Consultoria, durante fórum realizado na Nacional Hereford e Braford, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), na quinta-feira (23). Segundo o analista, desde 2024 os preços da arroba do boi gordo vêm registrando alta consistente, impulsionada principalmente pelo consumo. “Não é a oferta que está puxando esse movimento, mas sim o crescimento da demanda, que sustenta toda a cadeia produtiva”, afirmou. Ele salientou ainda que a valorização impacta diretamente todos os elos do setor, refletindo tanto na rentabilidade do produtor quanto nos preços ao consumidor final. No cenário externo, o ambiente também é favorável ao Brasil. Países como China, Estados Unidos e México ampliaram a demanda pela carne brasileira, enquanto novos mercados seguem em processo de abertura. Ao mesmo tempo, concorrentes relevantes enfrentam queda na produção. Os Estados Unidos, por exemplo, registram o menor nível de rebanho em décadas, o que os posiciona como importadores. “O mundo quer carne, e o Brasil tem capacidade para atender essa demanda, inclusive em mercados mais exigentes”, destacou Fabbri. Atualmente, cerca de 35% da produção nacional é destinada à exportação, enquanto o mercado interno segue como principal destino. Para o consultor, fatores econômicos têm contribuído para sustentar o consumo. De acordo com o especialista, a redução do desemprego e o aumento da renda média têm elevado o padrão de consumo. “Com mais renda, o consumidor passa a buscar produtos de maior valor agregado”, explicou. Além do cenário geral, o avanço da demanda tem favorecido a valorização de carnes com diferenciação de qualidade. O diretor do Programa Carne Certificada Hereford, Eduardo Eichenberg, destacou que o movimento já é perceptível no mercado. Segundo ele, a combinação entre demanda aquecida e oferta global mais restrita sustenta a tendência de preços firmes. “A perspectiva é positiva, com valorização contínua, ainda que em ritmo moderado”, afirmou. Esse cenário se reflete também dentro da porteira. De acordo com Eichenberg, remates recentes ligados à entidade registraram valorização média próxima de 20% em relação ao ano anterior. Para o dirigente, o avanço da carne de qualidade está diretamente ligado à mudança no comportamento do consumidor. “Há uma busca crescente por produtos com padrão superior, o que favorece sistemas de certificação”, disse. Entre os fatores que ganham peso na decisão de compra estão rastreabilidade, sanidade, bem-estar animal e sustentabilidade.

ABHB

Brasil obtém aprovação para exportar carne bovina resfriada para Filipinas, diz ministério

O governo brasileiro concluiu negociações que permitirão ao país exportar carne bovina resfriada, com e sem osso, para as Filipinas, informou o Ministério da Agricultura na quinta-feira.

Segundo a pasta, a abertura de mercado das Filipinas para o produto amplia a presença brasileira “em um mercado relevante do Sudeste Asiático e cria novas oportunidades para a cadeia da proteína animal, especialmente em segmentos que demandam cortes refrigerados”.

Com cerca de 115,8 milhões de habitantes, o país importou mais de US$1,8 bilhão em produtos agropecuários brasileiros em 2025, acrescentou o Ministério. No mês passado, as Filipinas foram o principal destino da carne suína do Brasil.

REUTERS

ECONOMIA

Dólar volta a fechar acima de R$5,00 após cenário externo se deteriorar à tarde

Após sustentar baixas até o início da tarde, o dólar virou para o território positivo e se firmou em alta no Brasil, encerrando a quinta-feira acima dos R$5,00, em meio a notícias que colocam em dúvida um possível acordo de paz entre EUA e Irã.

O dólar à vista fechou o dia em alta de 0,62%, aos R$5,0046. Desde 10 de abril a moeda norte-americana não encerrava acima de R$5,00. No ano, a divisa dos EUA passou a acumular queda de 8,82% ante o real. Às 17h03, o dólar futuro para maio — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — subia 0,74% na B3, aos R$5,0095. Até o início da tarde o dólar oscilou em baixa ante o real, dando continuidade ao movimento mais recente de fortalecimento do real, ainda que o cenário no Oriente Médio seguisse nebuloso. À tarde, porém, a tendência mudou, em meio a declarações de autoridades dos dois lados da guerra. O presidente norte-americano, Donald Trump, disse que um acordo com o Irã só será feito quando for “apropriado e bom” para os EUA. Já o presidente do Irã disse na rede X que o “agressor” se arrependerá. Também durante a tarde, surgiram notícias sobre a ativação de defesas aéreas no Irã, apesar do cessar-fogo. Na esteira do noticiário, o dólar ganhou força, passando a subir ante a maior parte das demais divisas, incluindo o real. “No fim da tarde, a gente viu… o dólar ganhando força, muito por conta da questão da guerra. Existem ainda incertezas em relação a este assunto, não se sabe se o cessar-fogo vai continuar, se não vai continuar, se a gente vai ver um fim próximo da guerra ou não”, comentou Cristiane Quartaroli, economista-chefe do Ouribank e especialista em câmbio. “E isso acaba trazendo volatilidade para a moeda.” No exterior, também sob a influência do noticiário sobre a guerra, às 17h09 o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,21%, a 98,822. À tarde, o BC informou que o Brasil registrou fluxo cambial total negativo de US$3,200 bilhões em abril até o dia 17. Desde que a guerra começou, no fim de fevereiro, já saíram do país US$9,550 bilhões líquidos.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda com indefinição sobre guerra no Oriente Médio

O Ibovespa fechou em queda na quinta-feira, em meio ao ambiente avesso ao risco nos mercados globais, diante da persistência de incertezas sobre como e quando a guerra no Oriente Médio poderá ser resolvida.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,78%, a 191.378,43 pontos, após marcar 190.929,82 na mínima e 193.346,63 na máxima do dia. O volume financeiro somou R$24,9 bilhões. A captura de dois navios pelo Irã na quarta-feira no Estreito de Ormuz mesmo depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que estava suspendendo os ataques por tempo indeterminado, reacendeu o alerta entre os investidores na quinta. Pela manhã, Trump disse que ordenou que a Marinha dos EUA dispare contra qualquer barco que colocar minas no Estreito de Ormuz. Nesse contexto, o Irã reforçou ainda mais o controle sobre o estreito, o que fez o preço do petróleo Brent ficar mais uma vez acima dos US$100 por barril e as bolsas dos EUA ficarem no vermelho, com o S&P 500 caindo 0,41%, para 7.108,40 pontos ao fim da sessão. “A bolsa brasileira apresentou forte correção, acompanhando os índices norte-americanos, que apresentaram uma grande virada no meio do pregão, após declarações por parte de Israel, que deram a entender que o cessar fogo está por um fio, as negociações não avançaram e os bombardeios podem ser retomados a qualquer momento”, destacou Marcos Praça, diretor de análise da Zero Markets Brasil.

REUTERS

GOVERNO

Brasil abre novos mercados nas Filipinas, em Cuba e na República da Coreia

O governo brasileiro concluiu negociações que permitirão a exportação de carne bovina resfriada, com e sem osso, para as Filipinas; de carne bovina com osso e carne suína com osso para Cuba; e de castanha-do-brasil, com e sem casca, castanha de baru e castanha de caju para a Coreia do Sul.

Nas Filipinas, a abertura de mercado para carne bovina resfriada, com e sem osso, amplia a presença brasileira em um mercado relevante do Sudeste Asiático e cria oportunidades para a cadeia da proteína animal, especialmente em segmentos que demandam cortes refrigerados. Com cerca de 115,8 milhões de habitantes, o país importou mais de US$ 1,8 bilhão em produtos agropecuários brasileiros em 2025. Em Cuba, foi autorizada a exportação de carne bovina com osso e carne suína com osso do Brasil. A medida amplia as possibilidades de fornecimento de proteína animal para um país de cerca de 11 milhões de habitantes e soma-se ao acordo de pre-listing firmado entre os dois países, que trouxe mais agilidade ao comércio desses produtos. Já para a Coreia do Sul, a abertura de mercado para castanha-do-brasil, com e sem casca, castanha de baru e castanha de caju diversifica a pauta exportadora. Os produtos da sociobiodiversidade brasileira são extraídos de forma sustentável e reconhecidos internacionalmente por seu valor nutricional. Com 51,7 milhões de habitantes, o país importou mais de US$ 2,4 bilhões em produtos agropecuários brasileiros em 2025. Com os novos anúncios, o agronegócio brasileiro alcança 600 aberturas de mercado desde o início de 2023.

MAPA

EMPRESAS

MBRF expande unidade de carne bovina no Uruguai com investimento de US$70 mi

A empresa de alimentos MBRF inaugurou na quinta-feira a expansão de seu complexo industrial de carne bovina em Tacuarembó, no norte do Uruguai, que recebeu investimento de US$70 milhões.

A unidade produzirá alimentos de maior valor agregado, em linha com a estratégia da companhia de ampliar sua atuação nesse segmento para atender à crescente demanda global por proteínas, afirmou a empresa. “Esse modelo industrial nos permite operar com maior escala, eficiência, segurança e padronização, ampliando a capacidade de atender, com qualidade e agilidade, múltiplos mercados e os clientes mais exigentes”, disse o chairman da MBRF, Marcos Molina, em comunicado. A capacidade produtiva de produção de hambúrgueres passa de 200 para 900 toneladas por mês, o que representa cerca de 500 mil hambúrgueres por dia, um aumento de 350%, reforçando a posição da MBRF como a maior produtora global da categoria. Já o volume de abate cresce de 900 para 1.400 animais diários, um avanço de aproximadamente 40%, consolidando Tacuarembó como o complexo de maior capacidade de abate de bovinos no país. A expansão é acompanhada por melhorias na infraestrutura, como o aumento das câmaras de pré-resfriamento, e a implantação de um novo túnel de congelamento com capacidade para 21 mil caixas. “O Uruguai é um mercado estratégico para a companhia, reconhecido pela qualidade da produção, pela confiabilidade sanitária e pelo amplo acesso a mercados internacionais”, disse o CEO da empresa, Miguel Gularte. A produção atenderá tanto o mercado uruguaio quanto o mercado externo, com embarques para uma ampla plataforma internacional, que inclui Estados Unidos, China, Japão, Coreia do Sul e União Europeia.

REUTERS

INTERNACIONAL

Exportações de carne do Uruguai: China perde espaço e outros mercados ganham força em 2026

Ao final do primeiro trimestre, em 2026 o USMCA (Acordo Estados Unidos–México–Canadá) – bloco no qual os Estados Unidos têm peso predominante e há participações menores de Canadá e México – é responsável por pouco mais de um terço das divisas que ingressaram no país com o total das exportações de carnes do Uruguai.

O pódio: USMCA, China e União Europeia. Concretamente, o USMCA responde por 36% das receitas, com US$ 292,9 milhões, apresentando um leve ajuste em relação ao que havia investido no mesmo período de 2025, com uma queda de 1,4%. Dentro desse bloco que lidera entre os mercados, os Estados Unidos investiram em carnes uruguaias US$ 265 milhões, enquanto o restante se divide em valores quase iguais entre México e Canadá. Na segunda posição do pódio aparece quem liderou durante muitos dos últimos anos, a China, com 28% de participação ao aportar US$ 230,9 milhões, e nesse caso houve um aumento de 9% no valor investido na comparação anual. Em terceiro lugar está outro bloco, a União Europeia (UE), com 17% de participação no montante global, totalizando US$ 141,4 milhões e um aumento de 11,2% em comparação com o acumulado até este ponto de 2025. Outros dois destinos a destacar, que completam o top cinco, são Israel (5% do valor total, US$ 42,1 milhões e crescimento de 5,6%) e o bloco Mercosul (3%, US$ 26,4 milhões e alta de 1,4%). O ano de 2025 terminou com a entrada recorde de US$ 3,25 bilhões em exportações de carnes (sendo US$ 2,711 bilhões referentes à carne bovina), com um aumento de 26% em relação a 2024; foram embarcadas 693.528 toneladas (peso de embarque), com queda anual de 0,6%; e o valor médio ficou em US$ 4.686 por tonelada, com uma melhora de 25,1% em comparação com 2024, com a seguinte participação dos três principais mercados (segundo o valor): USMCA 33%, China 29% e UE 21%. Considerando apenas a carne bovina (responsável por 84% da receita total), segundo o volume (peso de carcaça), o Uruguai exportou, no acumulado de 2026, 125.041 toneladas, com queda de 9,7%, informou o INAC, com o seguinte detalhamento dos principais destinos: USMCA 41% (53.306 toneladas / -6,6%). China 32% (41.703 toneladas / -6,7%). UE 9% (11.822 toneladas / -21,2%). Israel 4% (5.570 toneladas / -11,7%). Mercosul 2% (2.228 toneladas / -23,8%). Mantendo o foco na carne bovina, principal subcategoria com ampla diferença, no acumulado deste ano o Uruguai exportou 125.041 toneladas em peso de carcaça, gerando US$ 688,4 milhões, com um valor médio de US$ 5.506 por tonelada (uma melhora de 16,9% nesse preço em relação a 2025). Considerando o total de divisas geradas, até o momento em 2026, 83,6% correspondem às vendas de carne bovina, seguidas por miúdos com 5,2%; subprodutos primários para uso industrial com 3,4%; subprodutos residuais comestíveis com 2,8%; carne ovina com 2,3%; subprodutos industrializados com 1,1%; e carne equina com 0,9%. Considerando todas as carnes, no período de janeiro a março de 2026 o Uruguai exportou 164.215 toneladas (peso de embarque), gerando US$ 823,2 milhões, com um valor médio de US$ 5.013 por tonelada: o volume caiu 9%, a receita aumentou 4,6% e o valor médio avançou 14,9%.

EL OBSERVADOR

Importações de carne bovina da China sobem 33% no 1º tri/26

Países exportadores e compradores chineses antecipam negociações para garantir o abastecimento do mercado antes do esgotamento das cotas de salvaguarda

As importações de carne bovina da China – considerando todos os países fornecedores – atingiram de 870 mil toneladas no primeiro trimestre de 2026, o que representa um avanço anual de 33,4%, informou a Agrifatto, com base em dados do governo chinês. Na avaliação dos analistas da consultoria, o aumento das compras chinesas nos três primeiros meses do ano é uma resposta comercial direta à implementação das medidas de salvaguarda, aplicadas desde janeiro/26 e que estabeleceram cotas individuais aos principais fornecedores, com cobrança de tarifa de 55% após o esgotamento de cada uma delas. “Isso gerou uma urgência envolvendo exportadores e importadores chineses, que, para garantir o abastecimento antes do esgotamento das cotas, passaram a antecipar suas compras de carne bovina, especialmente do Brasil e da Austrália”, disse a Agrifatto. O preço médio pago pela proteína importada pelos chineses ficou em US$ 5,50/tonelada, um recuo de 0,33% no comparativo anual, acrescentou a consultoria.

AGRIFATTO

SUÍNOS

Preços dos suínos vivos e da carne são os menores em quatro anos

Movimento é reflexo de uma demanda doméstica enfraquecida e da maior oferta

Em Santa Catarina, valores pagos pelos suínos são os menores desde abril de 2022. O mercado suinícola nacional registrou a terceira semana seguida de baixas nas cotações do animal vivo e dos cortes. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o movimento é reflexo de uma demanda doméstica enfraquecida e da maior oferta. As desvalorizações mais intensas são observadas nas praças do Sul do País. Na quarta-feira (22/4), em Santa Catarina, o indicador Cepea/Esalq do suíno vivo apresentou a cotação de R$ 5,11, um recuo acumulado de 17,05% em abril. É o menor preço nominal registrado no mercado catarinense desde abril de 2022. Em relação à carne suína vendida no atacado da Região Metropolitana de São Paulo, o indicador do Cepea registrou a cotação de R$ 8,64 o quilo para a carcaça especial, o menor valor nominal desde junho de 2022. No acumulado do mês, a queda é de 10,37%. Por outro lado, as exportações da carne seguem em ritmo acelerado. De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), na parcial de abril, os embarques diários atingiram média de 6,2 mil toneladas, a maior da história e 3,3% acima da de março. Contudo, as vendas externas geralmente representam apenas entre 25% e 30% da produção nacional. Segundo pesquisadores do Cepea, ainda que as exportações auxiliem na diminuição da oferta doméstica, no atual cenário de baixa demanda interna, o desempenho recorde das vendas externas deste mês não tem sido suficiente para reverter o movimento de desvalorização no mercado nacional.

GLOBO RURAL 

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