
Ano 11 | nº 2648 | 09 de fevereiro de 2026
NOTÍCIAS
Boi gordo: Segue o movimento de alta
“O boi-China” bateu R$ 340/@ em SP, abrindo ágio de R$ 8/@ em relação ao bovino sem padrão-exportação, informou a Scot Consultoria.
O movimento de alta nos preços do boi gordo, iniciado no fim de janeiro, continuou ativo ao longo da semana, encerrando a sexta-feira (6/2) com novas valorizações nas praças de São Paulo e em outras regiões brasileiras. Pelos dados da Scot Consultoria, o “boi-China” negociado no mercado paulista bateu os R$ 340/@ (no prazo) no dia 6 de fevereiro, abrindo um bom ágio de R$ 8/@ sobre o animal sem padrão exportação, cotado em R$ 332/@. O analista Felipe Fabbri, da Scot Consultoria, acredita que o mercado deve seguir firme em fevereiro/26, com possibilidade de novos ajustes positivos no curto prazo. “O clima está favorável para que a oferta de boiadas gordas continue cadenciada”, afirma Fabbri, referindo-se às boas condições das pastagens após períodos de chuvas generosas. Além disso, continua ele, o preço da reposição, com destaque ao bezerro, tem estimulado menor abate de fêmeas neste começo de ano, o que contribui para um mercado mais enxuto, dificultando a vida dos frigoríficos que têm necessidade de preencher rapidamente as suas escalas de abate. “O abate de bovinos no Sistema de Inspeção Federal (SIF) e a participação das fêmeas diminuíram em janeiro/26, o que ajudou a sustentar os preços”, ressalta Fabbri.
SCOT CONSULTORIA
Frigoríficos encontram severas dificuldades na composição de suas escalas de abate
O mercado físico do boi gordo voltou a se deparar com negociações acima da referência média em um ambiente pautado pela restrição de oferta.
De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos encontram severas dificuldades na composição de suas escalas de abate, o que sugere pela continuidade do movimento de alta no curtíssimo prazo. “A demanda também se mostra bastante aquecida, com exportações em forte ritmo neste início de ano. O ritmo de exportação para a China e Estados Unidos está fazendo grande diferença neste momento”, disse. Preço médio da arroba do boi: São Paulo: R$ 339,42 — ontem: R$ 337,83. Goiás: R$ 322,75 — ontem: R$ 320,71. Minas Gerais: R$ 322,35 — ontem: R$ 321,76. Mato Grosso do Sul: R$ 322,50 — ontem: R$ 321,93. Mato Grosso: R$ 315,14 — ontem: R$ 314,59. O mercado atacadista encerra a semana apresentando firmeza em suas cotações. Segundo Iglesias, a oferta segue bastante discreta durante o primeiro bimestre, o que justifica o atípico comportamento dos preços. “O varejo não tem repassado de forma efetiva a queda dos preços da carne de frango e da carne suína para o consumidor final, o que ajuda no movimento presente da carne bovina. A entrada dos salários na economia é fator relevante para justificar novos reajustes no curtíssimo prazo”, justifica o analista. Quarto traseiro: segue cotado a R$ 26,50 por quilo; Ponta de agulha: permanece no patamar de R$ 19,50; Quarto dianteiro: se mantém a R$ 19,50, por quilo.
SAFRAS NEWS
Região Sul da Bahia: boi gordo acorda e reage em fevereiro, enquanto a cotação das fêmeas segue estável
A queda nos preços do boi gordo, observada entre dezembro e janeiro na região, deu lugar a um movimento de alta na primeira semana de fevereiro.
As chuvas das últimas semanas melhoraram as condições das pastagens, trazendo fôlego ao pecuarista e diminuindo a necessidade de retirar o gado do pasto, refletindo na oferta de bovinos e mantendo a firmeza das cotações. Para o boi gordo, houve valorização de 0,7%, ou R$2,00/@, negociado em R$297,50/@. Nas categorias das fêmeas, a vaca está cotada em R$280,50/@ e a novilha em R$285,50/@. Todos os preços são a prazo, com desconto do Senar e do Funrural. O diferencial de base do boi gordo é de R$27,50/@, ou 9,2% menor para a região Sul da Bahia em comparação às praças de São Paulo. No curto prazo, o mercado deve seguir firme, sustentado pela oferta enxuta.
SCOT CONSULTORIA
Mercado do boi fecha janeiro com firmeza e cautela
Esse ambiente limitou movimentos de queda
A oferta restrita de animais para abate no fim de janeiro consolidou um cenário de firmeza para os preços do boi gordo no mercado brasileiro, mantendo as cotações em patamares elevados nas principais regiões pecuárias. Segundo análise da StoneX, a combinação entre menor disponibilidade de gado e escalas de abate curtas, variando entre cinco e sete dias úteis, reduziu a pressão compradora e sustentou os valores ao longo da última semana do mês. Esse ambiente limitou movimentos de queda mesmo diante de tentativas pontuais de ajuste por parte da indústria, que encontrou dificuldades para alongar suas programações. A restrição de oferta também se refletiu no mercado de reposição, onde boi magro e bezerro continuaram apresentando preços elevados. As relações de troca permaneceram desfavoráveis ao pecuarista comprador, o que reforçou uma postura mais cautelosa nas negociações e reduziu o ritmo de reposição dos rebanhos. No cenário externo, as exportações de carne bovina seguiram desempenhando papel relevante no equilíbrio do mercado. Os embarques mantiveram volumes e receitas significativamente superior aos observados no mesmo período do ano anterior, contribuindo para dar sustentação adicional aos preços internos. Esse desempenho ajudou a compensar eventuais incertezas no consumo doméstico e ampliou o suporte ao mercado físico. Já no mercado futuro, os contratos do boi gordo negociados na B3 encerraram a semana em alta, com destaque para os vencimentos mais longos. O movimento refletiu a expectativa de uma oferta ainda mais ajustada em 2026, embora o curto prazo siga marcado por volatilidade. A valorização recente do real, no entanto, surge como um ponto de atenção, ao potencialmente reduzir a competitividade das exportações brasileiras e influenciar a dinâmica de preços nos próximos meses.
AGROLINK
No boi, quase tudo se aproveita: exportações brasileiras vão da picanha ao sebo
A cadeia da carne bovina brasileira vai muito além da carne servida à mesa. Da picanha destinada à culinária ao sebo que vira biodiesel, na indústria frigorífica, praticamente todas as partes do boi têm destino, valor e mercado internacional, formando um sistema integrado que reduz desperdícios, amplia receitas e atende diferentes demandas globais.
“Quando falamos em exportação de carne, muita gente pensa apenas nos cortes nobres, mas o diferencial da indústria está no aproveitamento integral do animal. Cada parte tem valor, mercado e função, o que torna a cadeia mais eficiente, competitiva e sustentável”, afirma o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne, Bruno de Jesus Andrade. Os cortes nobres, como picanha e filé mignon, seguem como vitrine da carne brasileira, com presença em mercados exigentes como a União Europeia. Esses produtos abastecem restaurantes, varejo premium e o food service, impulsionados por padrões sanitários rigorosos e pela padronização de qualidade. Já os cortes do dianteiro e industriais, como acém e paleta, têm papel estratégico na segurança alimentar e no processamento. Eles são exportados para países como China, Indonésia, Egito, Chile e Filipinas, onde atendem ao consumo popular e à indústria de alimentos. O aproveitamento vai além da carne. Miúdos como fígado, língua, coração, rim, bucho e rabada são valorizados em mercados como Hong Kong, Vietnã, Nigéria, Costa do Marfim e Peru, onde fazem parte da culinária tradicional. Em alguns desses países, a demanda por miúdos é maior do que por cortes considerados nobres no Brasil. Já o couro bovino, em versões wet blue e acabado, segue para polos industriais como Itália, China, Vietnã, Alemanha e Estados Unidos, abastecendo os setores de calçados, bolsas, estofados, moda e indústria automotiva. O sebo bovino, por sua vez, é direcionado principalmente à União Europeia, Singapura e Holanda, onde é usado na produção de biodiesel, cosméticos, sabões e insumos químicos, além de gerar energia térmica nas próprias plantas industriais. Da cadeia também saem produtos de alto valor agregado para a área da saúde e da indústria farmacêutica, como colágeno, gelatina, heparina e outros insumos, exportados para Estados Unidos, Japão, Alemanha e França. Na nutrição animal e no pet food, farinhas de carne e ossos, farinha de sangue e gorduras atendem mercados como Chile, Peru, Colômbia e Tailândia. Até os ossos têm destino definido, transformados em fertilizantes orgânicos e insumos para a agricultura sustentável na União Europeia e no Canadá.
IMAC
ECONOMIA
Dólar fecha em baixa no Brasil
O dólar fechou a sexta-feira em baixa ante o real, acompanhando o recuo da moeda norte-americana ante boa parte das demais divisas no exterior, em uma sessão no geral positiva para ativos de risco ao redor do mundo.
O dólar à vista fechou o dia com queda de 0,66%, aos R$5,2195. Na semana, a divisa acumulou baixa de 0,54% e, no ano, recuo de 4,91%. Às 17h04, o dólar futuro para março — atualmente o mais líquido no Brasil — cedia 1,09% na B3, aos R$5,2415. As preocupações em torno dos impactos da inteligência artificial sobre vários setores da economia seguiram permeando os negócios globais, mas os mercados de ações na Europa e nos Estados Unidos mostraram reação nesta sexta-feira, com os investidores voltando a buscar ativos de maior risco. “Este fluxo, principalmente estrangeiro, que entrou nos últimos dias… que fez preço principalmente em bolsa, com altas recordes, parece que deu uma equalizada. A gente não tem novas perspectivas de grandes movimentos de entrada (de recursos no Brasil)”, comentou no fim da tarde Otávio Oliveira, gerente de Tesouraria do Daycoval. “Então, parece que o dólar conseguiu um suporte um pouco mais forte nesta casa dos R$5,20. Agora ele vai ser negociado em R$5,20, R$5,21… mas não deve ter uma queda muito brusca”. No início do dia, a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda revisou de 2,2% para 2,3% a projeção para o Produto Interno Bruto de 2025 e de 2,4% para 2,3% o PIB de 2026. Já a inflação calculada para este ano foi de 3,5% para 3,6%. Mais do que os números em si, o mercado esteve atento à entrevista coletiva com o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello — cotado para assumir a Diretoria de Política Econômica do Banco Central, mas cujo nome foi mal-recebido pelo mercado. Um dos receios é o de que Mello, um economista de perfil heterodoxo, possa favorecer uma guinada “dovish” (mais branda) na diretoria do BC, que este ano passará a ter todas as suas nove cadeiras ocupadas por indicações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na entrevista coletiva, Mello afirmou que ainda não foi formalmente convidado para ocupar uma diretoria do BC, mas disse estar à disposição. Ao mesmo tempo, evitou prever os próximos passos da política de juros da autarquia, apesar de dizer que vê espaço para corte na Selic, hoje em 15% ao ano.
REUTERS
Ibovespa fecha em alta blindado por Itaú e B3
O Ibovespa fechou em alta na sexta-feira, blindado pela performance robusta das ações do Itaú Unibanco e da B3, em pregão de forte queda dos papéis do Bradesco, após previsões do banco para o ano frustrarem expectativas de analistas.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,48%, a 182.996,5 pontos, de acordo com dados preliminares, após marcar 183.262,07 pontos na máxima e 181.390,73 pontos na mínima do dia. Na semana, o Ibovespa assegurou uma alta de 0,9%. O volume financeiro no pregão da sexta-feira somava R$26,99 bilhões antes dos ajustes finais.
REUTERS
IGP-DI acelera alta a 0,20% em janeiro com pressão maior sobre os consumidores, diz FGV
A alta do Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) acelerou a 0,20% em janeiro, depois de avanço de 0,10% no mês anterior, resultado que ficou abaixo do esperado, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na sexta-feira.
O resultado ficou aquém da expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 0,24% e levou o índice a acumular em 12 meses queda de 1,11%. A leitura de janeiro foi influenciada principalmente pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) — que responde por 30% do IGP-DI. O IPC mostrou que a pressão aos consumidores aumentou ao acelerar a alta a 0,59% em janeiro, de 0,28% em dezembro. “A alta refletiu reajustes nas tarifas de ônibus urbano, nas taxas de água e esgoto residencial e aumentos sazonais nos preços do ensino formal”, explicou Matheus Dias, economista do FGV Ibre. No período, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que responde por 60% do indicador geral, ficou estável, de uma variação positiva de 0,03% no mês anterior. O Índice Nacional de Custo de Construção (INCC), por sua vez, registrou aceleração da alta a 0,72% em janeiro, de 0,21% antes. “O INCC também apresentou aceleração, impulsionado por reajustes salariais da mão de obra, associados à elevação do salário-mínimo e às condições do mercado de trabalho, com destaque para Belo Horizonte”, completou Dias. O IGP-DI calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre o 1º e o último dia do mês de referência.
REUTERS
EMPRESAS
JBS investe US$ 150 milhões na aquisição de duas indústrias em Omã e vai produzir no Oriente Médio
Com produção local, operação com Oman Food Capital vai produzir carne bovina, aves e cordeiro
A JBS investiu US$ 150 milhões na aquisição de 80% da Oman Food Capital (OFC), uma holding de alimentos recém-criada em Omã, país localizado no Oriente Médio. A OFC, braço de investimentos em alimentos e agronegócio da Oman Investment Authority (OIA), manterá os 20% restantes. A transação, anunciada no domingo (8) pela empresa brasileira, envolve duas indústrias da OFC: uma planta integrada de aves da A’Namaa, localizada na região de Ibri, norte de Omã (em fase de conclusão), e uma indústria de processamento de carnes bovina e cordeiro, da Al Bashayer, em Thumrait, sul de Omã. A operação deve alcançar capacidade industrial estática estimada de mais de 300 mil toneladas por ano, considerando as três carnes. Em pleno funcionamento, o abate diário deve chegar a aproximadamente mil bovinos, cinco mil cordeiros e 600 mil aves, segundo a empresa. A expectativa é que a produção de carnes bovina e ovina comece em até seis meses, e de aves, em 12 meses, já que a planta está sendo finalizada. Em entrevista a jornalistas na manhã do domingo, Gilberto Tomazoni, CEO global da JBS, disse que o retorno do investimento está diretamente ligado à capacidade competitiva da companhia. “Precisamos conquistar a preferência do consumidor. Um investimento desse tipo seria mais fácil no Brasil. Vai depender da nossa capacidade de acelerar o crescimento”, afirmou Tomazoni, que vai assinar o acordo em Omã, neste domingo. Os US$ 150 milhões investidos se somam aos US$ 85 milhões aportados recentemente na Arábia Saudita. Parte desse montante (um valor não revelado) foi aplicado na expansão de uma planta em Jeddah, voltada à produção e comercialização de alimentos processados da marca Seara. A empresa também opera fábricas de alimentos processados da Seara em Dammam, na Arábia Saudita, e em Ras Al Khaimah, nos Emirados Árabes Unidos. Atualmente, a JBS tem cerca de 1.600 colaboradores tem todo o Oriente Médio. As duas novas plantas em Omã devem criar mais de 3 mil empregos nos próximos cinco anos no país, informou o CEO. O movimento da multinacional de proteína animal é focado, principalmente, no mercado halal, que reúne cerca de 2 bilhões de consumidores no mundo. Produtos halal são aqueles que são que seguem preceitos muçulmanos, e considera critérios como origem dos ingredientes, métodos de abate e higiene. Segundo Tomazoni, a região chamou atenção por apresentar uma alta taxa de crescimento populacional e aumento de renda per capita. “Esse projeto foi uma oportunidade, porque as plantas já estavam prontas, o que vai acelerar muito o nosso processo”, concluiu. Com o negócio, a JBS pretende fazer de Omã uma plataforma estratégica para a produção de alimentos halal destinados à exportação para diversos mercados. O executivo também destacou que será o primeiro investimento “upstream” da JBS no Oriente Médio, isto é, a empresa vai abater e processar localmente. Nas outras unidades da JBS no Oriente Médio, a matéria-prima (carnes) para produção dos produtos processados é importada. “Antes, mandávamos produtos do Brasil para vender aqui, mas entendemos que é importante estar presente desde o início da cadeia”, finalizou Tomazoni.
VALOR ECONÔMICO
INTERNACIONAL
Trump amplia importações de carne bovina da Argentina e deixa Brasil em alerta
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que amplia em 80 mil toneladas métricas a cota de importação de carne bovina magra para o mercado norte-americano em 2026. Todo o volume adicional foi destinado exclusivamente à Argentina, fortalecendo o acordo comercial firmado entre Trump e o presidente argentino Javier Milei.
Segundo o documento oficial, a decisão foi motivada por uma série de fatores que reduziram drasticamente o rebanho americano: Secas severas desde 2022 em estados produtores como Texas, Kansas e Nebraska. Incêndios florestais que comprometeram pastagens e afetaram a saúde animal. Restrições sanitárias às importações de bezerros do México, após a detecção da praga “screwworm” em 2025. O rebanho bovino dos EUA caiu para 94,2 milhões de cabeças em julho de 2025, o menor nível em décadas. O preço da carne moída atingiu US$ 6,69 por libra (equivalente a aproximadamente R$ 77,00 por quilo) em dezembro de 2025, o maior desde os anos 1980. Diante desse cenário, Trump justificou que era “necessário e apropriado” aumentar temporariamente as importações para garantir carne bovina acessível aos consumidores americanos. Como será a distribuição da cota: 80 mil toneladas adicionais de carne bovina magra. Divisão em quatro trimestres de 20 mil toneladas cada, entre fevereiro e dezembro de 2026. Todo o volume destinado exclusivamente à Argentina. O Brasil, maior exportador mundial de carne bovina, não foi contemplado com aumento de cotas. Apesar de ter conquistado em 2025 a redução de tarifas de importação nos EUA, o país vê a Argentina ganhar espaço privilegiado no maior mercado consumidor de carne do mundo. Para os produtores rurais brasileiros, a medida traz alguns pontos de atenção: Concorrência direta: a Argentina passa a ter acesso preferencial, o que pode reduzir a competitividade brasileira nos EUA. Diplomacia comercial: o Brasil precisará intensificar negociações bilaterais para não perder participação. Diversificação de mercados: a decisão reforça a importância de consolidar destinos como China, Oriente Médio e União Europeia. Oportunidade indireta: a redução tarifária já conquistada pode ser explorada para ampliar vendas, mesmo sem aumento de cotas.
NOTÍCIAS AGRÍCOLAS
FRANGOS & SUÍNOS
Exportação de carne suína registra alta em janeiro
As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) foram recordes para o período.
Ao todo, foram 116,3 mil toneladas embarcadas em janeiro, número 9,7% maior que o total embarcado no mesmo mês do ano passado, com 106 mil toneladas. A receita das exportações chegou a US$ 270,2 milhões, saldo 13,6% em relação ao mesmo período do ano passado (e recorde para o mês de janeiro), com US$ 238 milhões. Maior importadora de carne suína do Brasil, as Filipinas foram destino de 37,4 mil toneladas (+91%). Foram seguidas por Japão, com 12,9 mil toneladas (+58%), Hong Kong, com 8,8 mil toneladas (-7%), China, com 8,3 mil toneladas (-58%), Chile, com 7,7 mil toneladas (resultado equivalente a 2025), Singapura, com 5,5 mil toneladas (-16%), Uruguai, com 3,7 mil toneladas (+1%), Costa do Marfim, com 3,4 mil toneladas (+3%), México, com 3 mil toneladas (+133%) e Argentina, com 2,8 mil toneladas (-37%). Maior estado exportador, Santa Catarina embarcou 56,5 mil toneladas (-2,3%), e foi seguido pelo Rio Grande do Sul, com 29 mil toneladas (+34,4%), Paraná, com 17 mil toneladas (+29,1%), Mato Grosso, com 3,6 mil toneladas (+7,5%) e Minas Gerais, com 3 mil toneladas (-11,8%). O movimento ocorrido ao longo de 2025 segue neste ano, com descentralização dos envios à China para novos destinos, incluindo Filipinas e outros mercados de alto valor agregado, como é o caso do Japão. O saldo recorde de janeiro aponta para um fluxo novamente positivo em 2026.
ABPA
Exportação de carne de frango registra alta em janeiro
Resultados em volume e receita são recordes para o período
As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 459 mil toneladas em janeiro, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número é recorde para o mês e representa uma alta de 3,6% em relação ao registrado no mesmo período do ano passado, com 443 mil toneladas. Em receita, também houve crescimento e registro de recorde para janeiro. O resultado chegou a US$ 874,2 milhões, saldo 5,8% superior ao alcançado no primeiro mês de 2025, com US$ 826,4 milhões. Principal destino das exportações de carne de frango do Brasil, os Emirados Árabes Unidos importaram 44,3 mil toneladas no mês, volume 14% superior ao registrado no ano passado. Em seguida estão África do Sul, com 36,8 mil toneladas (+34%), Arábia Saudita, com 33,5 mil toneladas (+5%), China, com 33,5 mil toneladas (-25%), Japão, com 29,2 mil toneladas (+4%), União Europeia, com 27,4 mil toneladas (+24%), Filipinas, com 25,1 mil toneladas (+23%), Coreia do Sul, com 16,2 mil toneladas (+10%), Singapura, com 14,1 mil toneladas (resultado equivalente à 2025) e Chile, com 11,8 mil toneladas (+51%). Principal estado exportador, o Paraná embarcou 187,7 mil toneladas em janeiro (+3,9%), e foi seguido por Santa Catarina, com 103,1 mil toneladas (+9,3%), Rio Grande do Sul, com 58,7 mil toneladas (+0,75%), São Paulo, com 26,7 mil toneladas (+2%) e Goiás, com 25,6 mil toneladas (+9,5%). O desempenho recorde com alta em praticamente todos os principais destinos, em um período de típica demanda reduzida, como é o mês de janeiro, sinaliza perspectivas otimistas para 2026. Isto indica crescimento sustentado em diversos mercados importadores, especialmente nos Emirados Árabes, na África do Sul, nos países da União Europeia e em determinados mercados da Ásia com expressiva demanda.
ABPA
Frango/Cepea: Preço cai pelo 3º mês seguido e opera no patamar de gripe aviária
Pressão veio principalmente da baixa demanda interna
O valor médio de negociação do frango congelado caiu em janeiro, pelo terceiro mês consecutivo, voltando a operar nos patamares observados durante o período de caso de gripe aviária no Brasil, em maio de 2025, apontam pesquisadores do Cepea. A pressão sobre as cotações veio principalmente da baixa demanda interna, já que as vendas externas seguiram firmes ao longo do mês. Ressalta-se que o movimento de desvalorização foi observado para praticamente todos os produtos avícolas acompanhados pelo Cepea. Na Grande São Paulo, o frango inteiro congelado registrou média de R$ 7,36/kg em janeiro, com baixa de 4,5% frente à de dezembro e voltando aos patamares de junho/25, quando o produto foi negociado a R$ 7,47/kg, de acordo com dados do Cepea. O mês de janeiro é tradicionalmente marcado por diminuições na demanda, devido ao menor poder de compra da população, que, vale lembrar, tem despesas extras neste período.
CEPEA
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