CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1961 DE 18 DE ABRIL DE 2023

clipping

Ano 9 | nº 1961 |18 de abril de 2023

NOTÍCIAS

Segunda-feira de poucos negócios nas praças paulistas

A semana abriu com estabilidade nos preços no mercado do boi. Com as escalas de abate confortáveis, alguns frigoríficos estão fora das compras. Logo, para o boi, a cotação está em R$275,00/@, para a vaca R$252,00/@ e para novilha R$267,00/@, preços brutos e a prazo. A cotação do “boi China” está em R$285,00/@, preço bruto e a prazo

Na Região Norte de Tocantins, com uma maior oferta de gado, o preço do boi caiu R$3,00/@, as cotações da vaca e novilha estão estáveis no comparativo diário. A cotação para o boi está em R$240,00/@, para a vaca R$220,00/@ e para novilha R$225,00/@, preços brutos e a prazo. No mercado atacadista de carne com osso, acompanhando a entrada da segunda quinzena e expectativa de retração de consumo típica para o período, os preços dos cortes no mercado atacadista de carne com osso apresentaram queda nos últimos sete dias. Para a cotação da carcaça de novilha casada, recuo de 3,5% no comparativo semanal. O preço da carcaça de bovinos castrados recuou 2,8% nos últimos sete dias, negociada a R$18,21/kg. Para a cotação da carcaça de bovinos inteiros, a queda foi de 0,7%, precificada a R$17,02/kg.

SCOT CONSULTORIA

Mercado do boi: aumento da oferta pressiona preços

Em São Paulo, capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 272. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 269

O mercado físico do boi gordo teve preços de estáveis a mais baixos na segunda-feira (17). Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a semana iniciou com um volume mais fraco de negócios, com muitos frigoríficos adotando uma postura defensiva. A oferta vai crescendo com a safra se aproximando do seu auge. Em São Paulo, capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 272. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 269. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 249,00. Em Goiânia, Goiás, a indicação foi de R$ 260 para a arroba do boi gordo. Em Uberaba, a arroba teve preço de R$ 275. No mercado atacadista, a semana iniciou com preços mais baixos para a carne bovina. A competição com a carne de frango é cada vez mais acirrada, enquanto o consumo se retrai na segunda quinzena do mês, com a população descapitalizada.

AGÊNCIA SAFRAS

Exportação de carne bovina in natura atingiu 43,2 mil toneladas em 9 dias úteis de abril/23, queda de 42% na média diária

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a exportação de carne bovina in natura atingiu 43,2 mil toneladas em 9 dias úteis de abril/23. No ano anterior, o volume total exportado no mês de março ficou em torno de 157,3 mil toneladas em 22 dias úteis

A média diária exportada na segunda semana de abril ficou em 4,8 mil toneladas, queda de 42,00%, frente ao observado no mês de abril do ano anterior, com 8,2 mil toneladas. No comparativo semanal, a média diária teve recuo de 14,29%, frente à semana anterior, com 5,6 mil toneladas.  Os dados dos embarques nesta semana seguem impactados pelo embargo da China ao produto brasileiro em função do caso atípico de vaca louca no Pará.  A potência asiática já retirou a suspensão em 23 de março, durante a viagem da comitiva do Ministério da Agricultura ao país, mas as informações do governo têm um atraso de 40 a 50 dias. O preço médio do produto ficou em US$ 4.629 por tonelada, queda de 25,4% frente aos dados de abril de 2022, com US$ 6,208 por tonelada. O valor negociado para o produto ficou em US$ 200,199 milhões. A média diária ficou em US $ 22,2 milhões, queda de 56,7%, frente ao mês de abril do ano passado, com US$ 51,4 milhões.

Agência safras

Com novo protocolo, Brasil deve exportar mais farinha animal para a China

Com o acordo, 63 indústrias brasileiras de reciclagem animal tornam-se automaticamente aptas para iniciar negociações com importadores chineses

A China é o terceiro maior comprador de farelo e gordura animal do mundo. O Brasil assinou, no último final de semana, um protocolo sanitário para a exportação de farelo e gordura animal para a China. Utilizado como base da ração, o produto é obtido a partir de subprodutos de aves e suínos, como ossos, penas e sangue, que são reciclados após o abate. Conforme o acordo, será necessário seguir alguns parâmetros durante o processamento do produto, como a não utilização de matéria-prima oriunda de ruminantes, além de serem originários de regiões livres de doenças como febre aftosa, peste suína clássica, peste suína, doença vesicular suína e influenza aviária de alta patogenicidade.

GLOBO RURAL

Frigoríficos em MT elevam uso da capacidade de abates em março

Os frigoríficos em Mato Grosso, estado com maior rebanho bovino do país, elevaram a utilização da capacidade total de abate em março, quando os abates atingiram o maior volume já registrado para o mês no estado, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea)

O uso da capacidade frigorífica aumentou em 3,66 pontos percentuais em março, em relação a fevereiro, para 54,47%. “O aumento na utilização do setor esteve atrelado ao incremento no volume de animais abatidos dentro do estado, principalmente pelo avanço do envio de fêmeas para o gancho”, disse o Imea em relatório divulgado em seu site na segunda-feira (17). Os dados do Imea indicam que os frigoríficos em Mato Grosso abateram 465,02 mil cabeças bovinas em março, aumento de 16,91% em relação ao abatido em fevereiro e o maior volume observado para o mês de março na série histórica. Na semana passada, o Imea já havia divulgado dados sobre os abates do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) que já apontavam o recorde de abates em março. O Imea disse que o resultado em março reforça o cenário de intensificação nos abates esperado para 2023. “Para o curto prazo, a maior disponibilidade de animais terminados advindos da terminação a pasto tende a resultar em maior oferta de bovinos na linha de abate, o que pode contribuir com a redução da ociosidade frigorífica do estado”, disse o Imea em nota. O Brasil retomou no fim de março as exportações de carne bovina para a China, que ficaram suspensas por cerca de um mês devido a um caso de encefalopatia espongiforme bovina (EEB) identificado em animal no Pará.

CARNETEC

ECONOMIA

Dólar à vista sobe após quatro sessões com foco no exterior

Após quatro sessões consecutivas de baixa, o dólar fechou em alta ante o real na segunda-feira, em sintonia com o exterior, onde a moeda norte-americana também ganhava terreno

No exterior, em função de dados econômicos positivos recentes, cresceram as apostas de que o Federal Reserve elevará os juros em sua próxima reunião de política monetária. Durante a tarde, o percentual das chances de aumento de 0,25 ponto percentual, implícitas nos contratos futuros de juros nos EUA, já eram de 88%, o que dava força ao dólar ante diversas moedas de países exportadores de commodities. No Brasil, o dólar à vista fechou o dia cotado a 4,938 reais na venda, em alta de 0,44%. Apesar do avanço, a moeda norte-americana permaneceu abaixo da linha psicológica dos 5 reais pela quarta sessão seguida. Na B3, às 17:21 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,56%, a 4,9450 reais. “Tem vindo números norte-americanos da economia melhores que o esperado. Isso valoriza o dólar lá fora e aqui dentro também”, disse Jefferson Rugik, Diretor da Correparti Corretora. Segundo ele, o adiamento da apresentação do arcabouço fiscal ao Congresso para terça-feira também ajudou a sustentar o avanço do dólar. “Acho que ficou para amanhã (terça-feira), mas pode ser amanhã, pode ser depois”, disse o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em Brasília. Apesar do avanço da moeda norte-americana nesta segunda-feira, profissionais do mercado seguem afirmando que há espaço para o dólar atingir patamares ainda mais baixos no curto prazo, se afastando um pouco mais da linha de 5 reais. Podem contribuir para isso a própria tramitação do arcabouço e o fato de o Brasil seguir com juros básicos elevados –atualmente em 13,75% ao ano–, o que torna o país atrativo para os investidores estrangeiros. Pela manhã, o Banco Central vendeu 15.000 dos 16.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados na rolagem dos vencimentos de junho.

REUTERS

Ibovespa tem 3ª queda seguida com foco em envio de regra fiscal ao Congresso

O Ibovespa teve leve queda na segunda-feira, tendo como principais pesos negativos Vale e Eletrobras, e após o governo dizer que só enviará a nova proposta de arcabouço fiscal ao Congresso na terça ou depois. No setor, JBS ON aumentou 2,71%, a 17,04 reais, encerrando sequência de três perdas consecutivas. MARFRIG ON subiu 1,47%, a 6,23 reais

O índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,25%, a 106.015,67 pontos. O volume financeiro somou 19,8 bilhões de reais. O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse a tarde acreditar que o envio do arcabouço fiscal ao Congresso acontecerá na terça-feira, mas ponderou que “pode ficar para depois”, acrescentando que o envio depende da Casa Civil e dos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado. O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), disse que a previsão inicial era entregar o texto da proposta nesta segunda, mas houve adiamento porque o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou há apenas poucas horas da viagem à China e aos Emirados Árabes Unidos e ainda havia agenda na segunda com o chanceler russo, Sergei Lavrov. O novo arcabouço fiscal já foi apresentado pelo governo, mas agentes financeiros aguardam pelo texto oficial da proposta para ter mais detalhes sobre o funcionamento da regra, que estabelece limite para os gastos públicos. O andamento da pauta no Congresso depende do texto que será apresentado. Para Phil Soares, chefe de análise da Órama, “acreditamos que o governo vai se preocupar bastante em acertar a tramitação no Congresso”, disse ele, observando que essa é a maior pauta do governo federal no Congresso até então. “Nossa expectativa é que vai passar com tranquilidade”. A B3 divulgou pela manhã a segunda prévia da carteira teórica do Ibovespa válida para entre maio e agosto, com exclusão de Qualicorp e manutenção da entrada de IRB e das saídas de Banco Pan e Ecorodovias.

REUTERS

BNDES e Mapa anunciam R$ 2 bilhões em crédito rural para financiamento em dólar

Ministro Fávaro diz que é um modelo inteligente, que não pesa nos cofres públicos e dá competitividade aos produtores brasileiros

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou na segunda-feira (17) uma linha de financiamento rural em dólar com taxa fixa que será destinada a produtores rurais que tenham receitas ou contratos em dólar. O valor disponibilizado inicialmente é de R$ 2 bilhões, e a taxa de juros será de 7,59% ao ano, mais a variação cambial. O crédito é destinado para a aquisição de máquinas e equipamentos agrícolas de qualquer espécie, de fabricação nacional para a ampliação da mecanização, a renovação e atualização tecnológica da frota de tratores e colheitadeiras agrícolas, viabilizando maior produtividade no campo. Para ter acesso ao financiamento, o produtor deve ter receitas ou contratos em dólar ou atrelados à variação cambial e ter limite de crédito nos bancos parceiros, que devem receber nesta terça-feira (18) a circular informando sobre a nova linha. O Ministro Carlos Fávaro explicou que as linhas de crédito com equalização de juros pelo Tesouro continuarão sendo oferecidas para produtores que não tenham receita atrelada às vendas internacionais. “Quem produz leite, feijão, arroz, terá que ter linhas de crédito em reais. E para isso vamos estruturar novas linhas, inclusive com a participação do Tesouro. Mas os produtores que têm a sua receita atrelada à venda internacional não têm risco em fazer a operação dolarizada e também não tem custo para o Tesouro. Essa é uma nova forma de financiar o agroexportador, é um modelo inteligente, que não pesa nos cofres públicos e dá competitividade aos nossos produtores”, disse o Ministro, que participou do anúncio por videoconferência. O Presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, disse que a nova linha de financiamento vai possibilitar a compra de silos, tratores, máquinas, além de investimentos em inovação no campo. “Queremos uma agricultura de precisão, que inova e tenha eficiência”, disse, lembrando que o aumento das exportações do agro permite a segurança aos produtores para pegar essa linha de financiamento. Os produtores rurais poderão contar com essa nova alternativa de financiamento a partir de maio. Para obter o financiamento, o produtor deve buscar um dos agentes financeiros credenciados ao BNDES.

REUTERS

Exportações do agronegócio atingem recorde em março e no acumulado do ano

Valor exportado em março alcançou US$ 16 bilhões e, no primeiro trimestre do ano, as exportações chegaram a US$ 36 bilhões

O valor exportado pelo agronegócio brasileiro alcançou o recorde de US$ 16 bilhões em março deste ano. Os produtos de maior destaque no mês, em função do crescimento do valor exportado, foram: soja em grãos (+US$ 878,3 milhões), milho (+US$ 397,8 milhões), farelo de soja (+US$ 330,5 milhões), açúcar de cana em bruto (+US$ 215,2 milhões) e carne de frango in natura (+US$ 214 milhões). Juntos, os produtos contribuíram com US$ 2,0 bilhões para o aumento das exportações, valor superior ao crescimento de US$ 1,6 bilhão nas vendas externas totais do setor. Em março de 2022, as exportações do agronegócio foram de US$ 14,4 bilhões. De acordo com a análise da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária, o aumento do volume embarcado explica, em grande parte, o valor histórico das exportações do agronegócio em março de 2023. O índice de quantum das exportações brasileiras do agronegócio subiu 7,1%, e o índice de preço dos produtos exportados teve aumento de 3,5%. No complexo soja, dois produtos merecem menção com recordes em volume e em divisas: soja em grãos e farelo. A soja em grãos atingiu US$ 7,3 bilhões (+13,6%) e embarques de 13,2 milhões de toneladas (+8,6%). O Brasil colhe uma safra recorde da oleaginosa estimada em 153,6 milhões de toneladas (+22,4%). A China continua sendo o principal destino, absorvendo 75,7% do total embarcado pelo Brasil. Já as vendas de farelo de soja somaram valor recorde de US$ 1,1 bilhão (+45,5%), e quase 2 milhões de toneladas (+31,7%). A União Europeia, maior importadora do produto, adquiriu US$ 492,3 milhões (+40,9%) e 904,4 mil toneladas (+29,1%). As exportações do país alcançaram o recorde de US$ 967,8 milhões (+29,6%) em março deste ano, com incremento de 25,5% em volumes exportados, que foram de 504,9 mil toneladas. Os principais importadores foram China, Japão e Arábia Saudita. Segundo analistas da SCRI, em um contexto mundial com surtos generalizados de gripe aviária nos principais exportadores, foram abertas oportunidades adicionais para o mercado brasileiro, já que o Brasil nunca registrou casos em seu território. As exportações de açúcar alcançaram recorde de US$ 818,1 milhões (+46,4%). O volume exportado aumentou 27,0%, atingindo 1,8 milhão de toneladas. Há expectativas de menor produção de açúcar em países como China, Índia, México, Tailândia e União Europeia. As exportações de milho alcançaram US$ 401,9 milhões. Em março de 2022 foram de apenas de US$ 4,1 milhões. Os principais destinos foram Japão, Coreia do Sul, Taiwan e Vietnã. No primeiro trimestre do ano, as exportações brasileiras do agronegócio atingiram o recorde de US$ 36 bilhões, alta de 6,7% em relação ao mesmo período anterior. O agronegócio registrou participação de 47,2% da pauta de exportações do Brasil, no período.

MAPA

Mercado passa a ver Selic menor, mostra Focus

Analistas consultados pelo Banco Central passaram a ver um afrouxamento maior da política monetária neste ano, ao mesmo tempo que elevaram a perspectiva para a inflação em 2023 acima de 6%.

A pesquisa Focus divulgada pelo BC na segunda-feira aponta que a expectativa agora é de que a taxa básica de juros Selic termine este ano a 12,50%, de 12,75% antes. Para as reuniões de política monetária de maio, junho e agosto o mercado avalia que o Comitê de Política Monetária ainda irá manter a taxa no atual nível de 13,75%. O primeiro corte está previsto pelos especialistas para setembro, de 0,25 ponto percentual, seguido de mais dois de 0,50 ponto. Na semana anterior, os especialistas viam reduções de 0,25 ponto nos encontros de setembro e novembro, com mais um de 0,50 ponto em dezembro. A projeção de juros para 2024 segue de 10,00% ao final do ano. Ao mesmo tempo, o levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou que a expectativa para a alta do IPCA em 2023 subiu a 6,01%, de 5,98% na semana anterior. Para 2024 a conta também subiu, em 0,04 ponto percentual, a 4,18%, mas para os dois anos seguintes permaneceu em 4,0%. O centro da meta oficial para a inflação em 2023 é de 3,25% e para 2024 e 2025 é de 3,00%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento agora é de 0,90% para 2023 e 1,40% para 2024, de respectivamente 0,91% e 1,44% na pesquisa anterior.

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IGP-10 passa a cair em abril e taxa em 12 meses vai a território negativo, diz FGV

Os preços ao produtor ampliaram suas perdas em abril e levaram o Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) a registrar taxa negativa tanto na comparação mensal quanto no acumulado em 12 meses, informou na segunda-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV)

Os dados mostraram que o índice geral caiu 0,58% neste mês, depois de subir 0,05% em março. A deflação mensal foi a primeira desde novembro passado (-0,59%). Enquanto isso, o IGP-10 passou a acumular queda em 12 meses, de 1,90%, a primeira taxa negativa desde março de 2018 (-0,02%). Até março deste ano, o índice mostrava alta de 1,12% e, nos 12 meses até abril de 2022, saltava 15,65%. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, teve queda de 0,96% em abril, depois de recuar 0,07% no mês anterior. “O índice ao produtor foi o único componente do IGP-10 a apresentar queda. Contribuíram para este movimento importantes commodities, como: soja (de -2,45% para -7,63%), milho (de -0,94% para -2,61%) e café (de 8,36% para -3,28%)”, explicou em nota André Braz, coordenador dos índices de preços. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10), que responde por 30% do índice geral, acelerou a alta para 0,57% no mês, contra alta de 0,47% em março. “Para as famílias, o destaque foi a gasolina, que avançou 5,87%, ante alta de 2,89% na última apuração”, disse Braz. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez subiu 0,22% em abril, acima da taxa de 0,12% no período anterior. O IGP-10 calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.

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EMPRESAS

Magnata da carne se posiciona sobre fusão que criaria gigante do setor

Marcos Molina vem preparando terreno para fusão entre Marfrig e BRF, mas há algumas etapas no caminho. Ele pode ser o dono da quarta maior empresa de alimentos do mundo

Empresas já compartilham prédio e balanço, mas a fusão deve acontecer de forma gradual. BRF vem apresentando perdas trimestrais consecutivas, por isso o primeiro objetivo de Molina é melhorar os resultados da companhia para depois pensar em fusão. O magnata brasileiro da carne, Marcos Molina dos Santos, não está pronto para concretizar as operações de fusão de suas duas empresas de proteínas, a BRF e a Marfrig Global Foods. Mas pelo menos ele agora toca no assunto que vinha evitando. Em 2019, como fundador e Presidente do Conselho de Administração da fornecedora de carne bovina Marfrig, ele não conseguiu fechar um acordo de fusão com a especialista em aves BRF, apesar da promessa de R$ 1 bilhão em sinergias. Agora, as duas marcas são o que Molina chama de “empresas irmãs”, depois que ele assumiu o controle da BRF – elas compartilham o mesmo prédio, balanço e têm Molina como presidente do conselho de administração. Mas as operações e as ações continuam separadas. Em rara entrevista, Molina, aos 53 anos, disse que seu foco este ano é fazer ajustes na BRF, que viu o preço de suas ações cair depois de perdas trimestrais consecutivas. “A primeira coisa é consertar a empresa”, disse ele, sugerindo que tanto a BRF como a Marfrig devem focar em suas próprias operações este ano. “Depois disso, há movimentações estratégicas que podemos fazer no futuro.” Uma fusão das duas empresas criaria a quarta maior empresa de alimentos do mundo em vendas, competindo com a JBS e a Tyson Foods. Veja alguns trechos da conversa com Molina, editados e condensados por conta da extensão e para maior clareza: https://einvestidor.estadao.com.br/negocios/marcos-molina-marfrig-mrfg3-brf-brfs3-entrevista/?utm_source=estadao&utm_medium=home&utm_campaign=direto_estadao

O ESTADO DE SÃO PAULO

JBS pagará US$25 mi em acordo sobre fixação de preços de carne bovina nos EUA

A JBS concordou em pagar 25 milhões de dólares a compradores comerciais de carne bovina que acusaram o frigorífico de conspirar com rivais do setor nos Estados Unidos para restringir a oferta do mercado a fim de manter os preços artificialmente altos

O acordo proposto no tribunal federal de Minnesota foi divulgado na sexta-feira pelos advogados dos reclamantes que representam empresas que compram carne bovina para preparação de alimentos desde 2015. É o segundo acordo que a gigante brasileira da carne bovina e suas unidades norte-americanas fecham no caso, depois de terem concordado no ano passado em pagar 52,5 milhões de dólares a mercearias e outros demandantes que compõem a classe de compradores “diretos” de carne bovina. O novo acordo, sujeito à revisão e aprovação de um juiz, exige que a JBS coopere em processos em andamento contra réus corporativos que não chegaram a um acordo, incluindo a Cargill e Tyson Foods. “Esta cooperação é valiosa e permitirá acesso a dados transacionais, documentos, testemunhas e outras informações sem mais litígios… –um benefício significativo para toda a classe”, disseram os advogados dos queixosos em seu pedido de aprovação preliminar do acordo. A JBS e os advogados da empresa não responderam imediatamente às mensagens em busca de comentários. A JBS negou responsabilidade como parte do acordo. Os advogados da Cargill e da Tyson e representantes das empresas se recusaram a comentar ou não responderam imediatamente às mensagens em busca de comentários. A JBS e outros fornecedores foram processados em uma série de casos alegando fixação de preços em vários açougues. A JBS pagou dezenas de milhões de dólares para resolver reivindicações de compradores de carne suína. No caso da carne bovina, os demandantes comerciais, incluindo a loja de sanduíches e sopas Erbert & Gerbert’s, que alegaram que a JBS e outros frigoríficos conspiraram desde 2015 para fixar os preços da carne bovina. Os advogados dos queixosos disseram que o acordo foi “o produto de extensas e vigorosas negociações”.

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FRANGOS & SUÍNOS

Cotações estáveis para o mercado de suínos

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 120,00/R$ 125,00, assim como a carcaça especial, valendo R$ 9,50/R$ 9,80 o quilo

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (14), houve tímida alta de 0,79% no Paraná, chegando a R$ 6,41/kg. Foi registrada queda de 0,77% no Rio Grande do Sul, atingindo R$ 6,43/kg, e de 0,15% em São Paulo, custando R$ 6,60/kg. Os valores não mudaram em Minas Gerais e em Santa Catarina, valendo, respectivamente, R$ 6,47/kg e R$ 6,33/kg.

Cepea/Esalq

Em 9 dias úteis, receita da exportação de carne suína in natura atinge 67,5% do que foi movimentado em todo abril/22

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações de carne suína in natura nos nove dias úteis de abril atingiram 67,5% do total do mês de abril do ano passado

Em relação aos resultados médios semanais, a segunda semana do mês teve queda em volume e receita na primeira semana do mês. Para o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, “de toda maneira, será um desempenho muito saudável para a proteína, mas precisa de um ajuste positivo para haver uma ampliação em questão de receita. A queda dos custos é um bom ponto para o setor, mas a adequação de oferta é essencial para que haja equilíbrio, sobretudo, no mercado interno”, disse. A receita, US$ 122,2 milhões, representou 67,5% do montante obtido em todo o mês de abril de 2022, com US$ 180,9 milhões. No volume, as 49.028 toneladas são 60,1% do total registrado em abril do ano passado, com 81.542 toneladas. A receita por média diária, US$ 13.581, é 42,6% maior do que a de abril de 2022. No comparativo com a semana anterior, queda de 22,25%. Em toneladas por média diária, 5.447 toneladas, houve alta de 26,9% no comparativo com o mesmo mês de 2022. Em relação à semana anterior, recuo de 21,9%. No preço pago por tonelada, US$ 2.493, ele é 12,3% superior ao praticado em abril passado. Frente à semana anterior, queda de 0,3%.

Agência Safras

Frango: cotações com estabilidade

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,80/kg, enquanto o frango no atacado caiu 0,31%, custando R$ 6,38/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. No Paraná, o valor ficou inalterado em R$ 4,86/kg, enquanto Santa Catarina teve recuo de 11,48%, custando R$ 4,32/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (14), a ave congelada sofreu tímida queda de 0,30%, atingindo R$ 6,68/kg, enquanto o frango resfriado ficou estável em R$ 6,74/kg.

Cepea/Esalq

Exportações de carne de frango em 9 dias úteis atingiram perto de 60% do volume e receita de abril do ano passado

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações de carne de aves in natura nos nove dias úteis de abril representaram quase 60% da receita e do volume embarcado no mês de abril de 2022 inteiro

O analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, afirmou que “temos uma força grande de exportação. Carne de frango não é mistério algum porque temos um direcionamento importante para mais de 100 países. É um momento muito sólido, e vejo que potencialmente podemos ver um ano de recorde de embarques para a carne de frango”. A receita, US$ 430,5 milhões, representou 57,54% de todo o mês de abril de 2022, com US$ 748,1 milhões. No volume, as 229.508 toneladas são 59,37% do total registrado em abril do ano passado, com 386.510 toneladas. A receita por média diária, US$ 47,8 milhões, é 21,5% maior do que a registrada abril de 2022. No comparativo com a semana anterior, houve retração de 23,5%. Em toneladas por média diária, foram 25.500 toneladas, houve alta de 25,4% no comparativo com o mesmo mês de 2022. Em relação à semana anterior, baixa de 21,8%. No preço pago por tonelada, US$ 1.876, ele é 3,1% inferior ao praticado em abril do ano passado. Frente à semana anterior, diminuição de 2,2%.

Agência Safras

INTERNACIONAL

Carne paraguaia registra recorde de exportação

O Serviço Nacional de Qualidade e Sanidade Animal (Senacsa), em seu relatório de gestão referente ao exercício de 2022, detalhou diversas conquistas obtidas pelo setor produtivo e com maior destaque para a pecuária, que superou seus próprios marcos de anos anteriores. e se posicionou com uma boa margem de diferença

Eles explicaram sobre o aumento dos volumes de exportação e receita, e o progresso em várias frentes de inovação e certificações que permitem ao Paraguai jogar nas grandes ligas. José Carlos Martin Camperchioli, responsável pela entidade, explicou que o ano de 2022 tem sido particularmente complexo, porque embora no início se visse novas oportunidades e se esperasse uma melhoria da atividade econômica depois de a sua incidência a nível nacional ter diminuído devido à mundo pandêmico. A Senacsa informou que durante o ano de 2022 foram atingidos recordes históricos nas exportações de carnes, miudezas e outros produtos de origem animal, atingindo a soma de US$ 2,197 milhões entrados de janeiro a dezembro, o que equivale a mais de 600 mil toneladas embarcadas para o exterior. De janeiro a dezembro de 2022, o Paraguai enviou mais de 333 mil toneladas ao exterior, com uma receita de US$ 1,722 milhão em 51 destinos ao redor do mundo. Também o abate de bovinos em frigoríficos atingiu o montante de 2,1 milhões de cabeças. Ainda, teve um máximo histórico nas exportações de subprodutos comestíveis de origem animal, superiores a USD 110 milhões (mais 58,28% que em 2021), equivalentes a pouco mais de 23 mil toneladas. Além disso, o setor atingiu mais um recorde histórico na exportação de subprodutos não comestíveis de origem animal, superando US$ 241 milhões (mais 8,33% que em 2021), equivalente a mais de 183 mil toneladas. Nessa margem, o Senacsa consolidou os programas de imunização com o sucesso das duas temporadas de vacinação realizadas ao longo do ano, com um total de 18,1 milhões de cabeças de gado vacinadas contra a Febre Aftosa, e uma máxima histórica de vacinação contra a Brucelose Bovina, com um número de 2,4 milhões de cabeças vacinadas. Em 2022, a carne local conseguiu entrar em vários mercados como Taiwan, Equador e Colômbia, além do envio de formulários para solicitar a abertura do mercado de Cingapura especificamente para carne bovina. A Senacsa anunciou que avançou no processo de abertura da Coreia do Sul para o mesmo produto e já está em negociações para poder viabilizar os embarques de carne suína e de aves no futuro. Atualmente, e com vista à entrada no mercado dos Estados Unidos, que já se encontra em fase de consulta pública (60 dias), iniciou-se de forma satisfatória a auditoria de entrada no mercado canadiano. Pela primeira vez na história, a Agência Canadense de Inspeção de Alimentos (CFIA) realizou uma inspeção no sistema veterinário do Paraguai com um resultado preliminar positivo. Não menos importantes, foram realizadas auditorias na República da Bolívia, Israel, Cuba e Chile para a manutenção dos mercados habilitados e válidos.

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