CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1895 DE 11 DE JANEIRO DE 2023

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Ano 9 | nº 1895 |11 de janeiro de 2023

 

NOTÍCIAS

Cotação da arroba do boi gordo estável em São Paulo

Após a queda na cotação do boi e da vaca gordos no fechamento de ontem (9/1), a cotação para boi, vaca e novilha gordos permaneceu estável na terça-feira. Os frigoríficos que estão com escalas de abate confortáveis estão fora das compras.

No Espírito Santo, escalas de abate confortáveis e negociações ainda em ritmo lento nesse início de ano possibilitaram aos frigoríficos ofertar R$2,00/@ a menos para o boi gordo. A cotação para vaca e novilha gordas permaneceu estável. Na exportação de carne bovina in natura na primeira semana de janeiro de 2023, foram exportadas 40,8 mil toneladas de carne bovina in natura, com embarque diário médio de 8,16 mil toneladas, resultado 24,1% maior que janeiro/22. Para o período, o faturamento é de 199,1 milhões de dólares e o preço por tonelada, aproximadamente US$4,88 mil, 6,7% menor quando comparado ao ano anterior.

SCOT CONSULTORIA

Boi: oferta cresce, mas cotações seguem estáveis

De acordo com analista este período do ano é pautado por uma demanda deprimida, as despesas tradicionais ao período fazem com que o consumidor opte por produtos mais acessíveis

O mercado físico do boi gordo apresentou maior volume de animais ofertados na terça-feira (10), embora sem maiores alterações nos preços. De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, mais uma vez foram evidenciadas tentativas de compra abaixo da referência média em grande parte do país, em especial no Centro-Norte. Os frigoríficos ainda desfrutam de uma posição de relativo conforto em suas escalas de abate, que hoje atendem entre cinco e sete dias úteis em média. O contraponto está na maior capacidade de retenção entre os pecuaristas, considerando a boa condição das pastagens. Em São Paulo (SP), a referência para a arroba do boi ficou em R$ 283. Em Minas Gerais, os preços foram sinalizados em R$ 282. Já em Dourados (MS), a cotação é de R$ 258. Em Campo Grande (MS) arroba tem indicação de R$ 265. Em Cuiabá (MT), a arroba de boi gordo finalizou o dia cotada a R$ 256. Já em Goiânia (GO), a arroba teve cotação de R$ 275. O mercado atacadista apresentou preços estáveis. De acordo com Iglesias, a tendência ainda é de queda dos preços no curto prazo, em especial durante a segunda quinzena do mês, período que conta com menor apelo ao consumo. “Além disso, este período do ano é pautado por uma demanda deprimida, as despesas tradicionais ao período fazem com que o consumidor opte por produtos mais acessíveis, dentro do Setor Carnes. Essa preferência recai sobre a carne de frango e pelo ovo propriamente dito.” O quarto dianteiro foi precificado a R$ 14 por quilo.  Já a ponta de agulha caiu, ficando com preço de R$ 14,80. O quarto traseiro do boi ficou cotado em R$ 20 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS        

Seca já prejudica rebanho bovino gaúcho

Segundo o Instituto Desenvolve Pecuária, pastagens estão sofrendo com o clima

A seca, que afeta novamente o Rio Grande do Sul, já gerou perdas irreversíveis aos criadores de gado do Estado. De acordo com o Instituto Desenvolve Pecuária, com as pastagens prejudicadas pelo clima, os animais são enviados aos frigoríficos sem o peso adequado. Também há atraso na reprodução dos rebanhos devido à estiagem, registrada pelo terceiro ano consecutivo. O Presidente do instituto, Luís Felipe Barros, reclama da falta de políticas públicas de combate à seca e apoio aos produtores. “O Estado também tem que melhorar a questão das leis ambientais, que é extremamente rígida, melhorar a questão de subsídios, para que se possa fazer as barragens e para que se possa fazer as contratações de pivôs”, afirmou, em nota. A entidade não apresentou números, mas disse que a situação poderá gerar reflexos no Produto Interno Bruto (PIB) gaúcho e nas contas públicas. “Os produtores poderiam ter tomado movimentos estratégicos em relação à seca, porque ela tinha sido prevista, se sabia dela, e então poderiam algumas atuações terem sido realizadas e não foram. As pessoas ficaram estáticas”, completou Barros.

VALOR ECONÔMICO

ECONOMIA

IPCA sobe mais que o esperado e estoura teto da meta em 2022 com alta de 5,79%

A inflação ao consumidor do Brasil fechou 2022 com alta acumulada de 5,79% e superou o teto da meta pelo segundo ano seguido com um resultado acima do esperado, pressionada principalmente por alimentação

O resultado do IPCA nos 12 meses até dezembro de 2022 ficou bem abaixo da taxa de 10,06% vista em 2021, mas superou a expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 5,60% e o teto do objetivo do governo, que é de 3,5% com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Em dezembro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,62%, também além do esperado, de acordo com os dados do IBGE divulgados nesta terça-feira. As expectativas de analistas em pesquisa da Reuters eram de alta de 0,45% no mês, acumulando em 12 meses 5,60%. Com isso, o Banco Central terá que divulgar uma carta explicando ao governo os motivos de o objetivo não ter sido cumprido. Será a sétima carta desde a criação do sistema de metas para a inflação, em 1999. Embora o aumento dos preços dê sinais de desaceleração — em novembro o IPCA subiu 0,41% e em 12 meses tinha alta de 5,9% — o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva inicia o seu terceiro mandato com preocupações sobre a inflação. Completam o cenário um crescimento fraco e juros elevados, uma vez que o BC tirou a taxa básica Selic da mínima de 2% para os atuais 13,75%, o que foi classificado de situação anômala pelo Ministro da Fazenda, Fernando Haddad. A inflação no Brasil foi ponto de atenção ao longo do ano passado, levando o então governo de Jair Bolsonaro a articular com o Congresso medidas para contê-la, como a redução da alíquota de ICMS sobre combustíveis, energia e telecomunicações, além de corte de impostos federais. Os impactos disso, no entanto, já se dissiparam e não estarão presentes em 2023, podendo haver efeito contrário, de pressão sobre os preços, se as desonerações forem revertidas. Em 2022 o maior peso no bolso dos consumidores partiu da alta acumulada de 11,64% do grupo Alimentação e bebidas, seguido por avanço de 11,43% de Saúde e cuidados pessoais.

REUTERS

Dólar cai a R$5,2019 com fluxo e resposta institucional forte a ataques em Brasília

O dólar teve forte queda frente ao real na terça-feira, com a moeda brasileira se beneficiando de fluxos para a bolsa local e de uma reação forte das instituições brasileiras a ataques bolsonaristas em Brasília, em movimento amparado ainda pelo clima benigno no exterior

A moeda norte-americana à vista fechou em queda de 1,09%, a 5,2019 reais, menor patamar para encerramento desde 23 de dezembro passado (5,1655 reais). Investidores citaram a manutenção do sentimento de alívio nos mercados diante das veementes oposições de instituições democráticas brasileiras aos eventos do fim de semana na capital federal. Depois que apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram e depredaram no domingo os prédios do Palácio do Planalto, do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Congresso Nacional, a Câmara dos Deputados e o Senado aprovaram o decreto que estabelece a intervenção federal na área de segurança pública do Distrito Federal. Além disso, na noite de segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, governadores e ministros do STF caminharam juntos do Palácio do Planalto até a sede do Supremo para vistoriar os estragos, num gesto para simbolizar união na defesa da democracia, enquanto as autoridades ampliaram as prisões de acusados pelos ataques. A agência de classificação de risco Moody’s disse na terça-feira que não espera que o perfil de crédito dos emissores brasileiros, inclusive o soberano, seja significativamente afetado pelos eventos recentes em Brasília, citando percepção de força institucional e estabilidade econômica. Para além de fatores domésticos, alguns participantes do mercado apontaram o comportamento do mercado global como um suporte adicional para o real, em meio à oscilação tímida do índice do dólar contra uma cesta de pares fortes e avanço dos principais índices de Wall Street. O chair do banco central dos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed), não deu grandes pistas sobre os próximos passos de política monetária da instituição em comentários feitos nesta terça-feira, mas disse que a independência do Fed da influência política é fundamental para sua capacidade de combater a inflação. Alguns investidores temiam que Powell pudesse oferecer em seu discurso da terça-feira uma visão mais agressiva para o patamar final dos juros nos EUA do que o atualmente previsto pelos mercados. O Fed elevou sua taxa básica em 4,25 pontos percentuais no ano passado, no ciclo de aperto mais agressivo em décadas, mas recentemente diminuiu a magnitude de seus ajustes na política monetária para alta de juro de 0,50 ponto percentual, contra incrementos anteriores de 0,75 ponto.

REUTERS

Ibovespa engata 5ª alta seguida e orbita 111 mil pontos

O Ibovespa fechou no azul pelo quinto pregão consecutivo na terça-feira, em meio a um ambiente favorável a ativos de risco – com avanço em Wall Street e alta de commodities, além de alívio na curva de juros do Brasil – e níveis de preços considerados atrativos por investidores

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,51%, a 110.782,15 pontos, de acordo com dados preliminares, após ter chegado a cair a 108.478,19 pontos. No melhor momento, bateu 111.193,43 pontos. O volume financeiro somava 21,3 bilhões de reais. Investidores seguiram monitorando os desdobramentos dos ataques às sedes dos Três Poderes em Brasília, mas a visão de consenso político condenando os atos e de determinação das autoridades para controlar rapidamente a situação, assim como a ausência de reflexos econômicos, blindava as ações na B3.

REUTERS

Cenário global pode afetar vendas de carnes e grãos do Brasil em 2023, diz Céleres

Um cenário econômico global marcado por inflação alta e riscos geopolíticos persistentes deve limitar o crescimento de alguns dos principais importadores de produtos agropecuários neste ano, como a China e países da União Europeia (UE), o que pode afetar as exportações do Brasil seja em volume ou em preço, avaliou a consultoria Céleres na terça-feira

O complexo carnes deve ter a demanda impactada tanto por parte dos chineses quanto dos europeus, enquanto produtos como soja, milho e farelo de soja têm chance de ver a procura de países da UE diminuir, disse na terça-feira à Reuters o analista da consultoria Céleres Enilson Nogueira. Com base em informações do Fundo Monetário Internacional (FMI), a consultoria destacou em análise que o Produto Interno Bruto (PIB) da China deve crescer cerca de 4% em 2023, ante média de 6,6% ao ano entre 2013 e 2021; e o país asiático tem participação como destino de quase 40% da pauta de exportações do agronegócio brasileiro. “A carne bovina, por exemplo, é um produto consumido pela população de renda um pouco maior na China. Se eles crescem menos, a demanda fica prejudicada”, afirmou o analista. No ano passado, o Brasil avançou 42% em receita com a exportação de carne bovina, para 13,1 bilhões de dólares, tendo o mercado chinês como responsável por 60,9% deste resultado, conforme dados da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) divulgados na véspera. A entidade alertou, no entanto, que este cenário tende a mudar em 2023 por possível pressão dos importadores chineses sobre os preços da proteína. “Vemos suínos e aves também impactados, mas em proporção menor do que a carne bovina”, afirmou Nogueira sobre a demanda da China para as demais proteínas de origem animal. Para Nogueira, as exportações de aves e suínos do Brasil devem ter estabilidade ou queda neste ano, por influência tanto do desempenho econômico chinês quanto europeu. Dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) divulgados na terça-feira indicam que o país bateu recorde em embarques de frango em 2022, com 4,6 milhões de toneladas, mas a China –principal compradora– reduziu em 15,6% o volume adquirido. A UE, por sua vez, avançou em quase 23%. Em 2023, porém, o analista da Céleres acredita que o apetite de compras dos países europeus pode ficar mais prejudicado. No levantamento da consultoria baseado em informações do FMI, a expectativa é que o crescimento do PIB da UE não supere 1%. “A Europa talvez seja a região que mais preocupa em relação à demanda como um todo. Os respingos da guerra na Ucrânia devem gerar mais inflação, limitando a demanda por produtos agrícolas”, disse Nogueira. Ele também acredita em uma recuperação nos volumes de produção de grãos da Rússia e Ucrânia, o que impacta sobre o “efeito substituição” que vinha acontecendo no mercado. Em 2022, a diminuição de produtos do Leste Europeu levou importadores da UE à busca por suprimentos no Brasil, algo que pode diminuir neste ano. “Este fator de importadores saindo da Rússia e Ucrânia e vindo para Brasil, talvez não venham na mesma intensidade”, acrescentou. Por outro lado, o que pode estar preservado na avaliação da Céleres é a demanda chinesa para grãos do Brasil, uma vez que o controle da peste suína africana tem elevado a produção de suínos do país e, por consequência, demandado insumos para ração animal.

REUTERS

Balança comercial tem superávit de US$ 1,69 bilhão na primeira semana de janeiro

Corrente de comércio subiu 14,5%, chegando a US$ 10,80 bilhões, com US$ 6,25 bilhões de exportações e US$ 4,56 bilhões de importações

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,69 bilhão na primeira semana de janeiro. A corrente de comércio (soma de exportações e importações) aumentou 14,5% pela média diária, em relação a janeiro de 2022, alcançando US$ 10,80 bilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (09/01) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. As exportações na primeira semana de janeiro cresceram 32,7% e chegaram US$ 6,25 bilhões, enquanto as importações diminuíram 3,6% e totalizaram US$ 4,56 bilhões. A Secex verificou crescimento de 35,8% das exportações da Agropecuária no período, com US$ 1,07 bilhão. As vendas da Indústria Extrativa subiram 25,2%, chegando a US$ 1,27 bilhão, e os embarques da Indústria de Transformação aumentaram 34,3%, alcançando US$ 3,87 bilhões. Já nas importações, houve crescimento de 26,4% em Agropecuária, que somou US$ 110,63 milhões, e de 2,2% na Indústria de Transformação, que alcançou US$ 4,06 bilhões. Já a Indústria Extrativa reduziu as vendas (-38,8%), ficando US$ 356,96 milhões.

REUTERS

EMPRESAS

Frigorífico paralisa abate no Paraná e demite 800

Unidade do Big Boi em Paiçandu será ponto de comercialização

O Frigorífico Big Boi, terceira maior empresa do setor no Paraná, que fica em Paiçandu, Norte paranaense, finalizou as operações de abate. Segundo a direção, por causa da concorrência no preço do boi de outros estados a indústria vinha operando no vermelho havia ao menos 7 meses. O encerramento das atividades, que se espera temporário, deu-se com o devido pagamento a fornecedores e colaboradores. Ainda de acordo com o frigorífico, serão mantidas apenas as duas unidades de abate no Mato Grosso do Sul, ficando a de Paiçandu como ponto de comercialização, até que a situação do mercado regional melhore. Estão previstas 800 demissões que já foram iniciadas nesta semana.

Maringá News

Planta da Masterboi reforça a expansão da pecuária em PE

Animais que engordam em antigas áreas de cana abastecem o frigorífico de Canhotinho, no Agreste pernambucano

A Masterboi é uma empresa de carnes pernambucana que, até poucos meses atrás, não abatia um só animal em Pernambuco. O quadro mudou em agosto, quando a companhia inaugurou em Canhotinho, a cerca de 200 quilômetros do Recife, sua primeira unidade em seu Estado de origem. Mais do que apenas refletir uma estratégia de expansão, a planta é também a materialização do crescente avanço da pecuária em regiões do interior do Nordeste do país que, durante séculos, foram sinônimo de produção de cana-de-açúcar. Em 2006, quando a distribuidora de carnes Masterboi passou a atuar também como frigorífico, Pernambuco tinha menos de 1 milhão de cabeças de gado. O rebanho ganhou corpo desde então: no ano passado, já havia mais de 2 milhões de animais no Estado. “Em muitos casos, a pecuária avançou em áreas onde antes se produzia cana. São usineiros que deixaram o açúcar de lado”, conta Miguel Zaidan, diretor administrativo da Masterboi. Boa parte do rebanho pernambucano era de gado leiteiro, lembra o executivo. “Sem abatedouro, muito gado de corte tinha que ir para a Paraíba”. A planta de Canhotinho, no Agreste de Pernambuco, é a terceira da empresa, que tem operações industriais também em São Geraldo do Araguaia (PA) e Nova Olinda (TO). A unidade pernambucana tem capacidade de abater até 700 bovinos por dia e é a única do Estado que opera sob o Serviço de Inspeção Federal (SIF). A Masterboi compra animais de criadores independentes. Isso significa que ela não participa da eventual transformação de antigos canaviais em área de pastagem, mas dá apoio técnico a interessados em migrar para a nova atividade e também para quem já atua em outros segmentos da pecuária e decide criar gado de corte. Nesse trabalho, um dos elementos centrais são as orientações sobre a fertirrigação, uma técnica de adubação que usa a água de irrigação para levar nutrientes ao solo. Como parte de seus esforços de adoção de boas práticas ambientais, sociais e de governança (ESG, na sigla em inglês), a empresa decidiu utilizar um sistema que permite reaproveitar na fertirrigação a água da operação industrial. “Aproveitamos 100% da água que entra no ciclo hídrico do frigorífico”, diz Sandra Catchpole, responsável pelo ESG da companhia. Também como parte de seus esforços ambientais, a Masterboi foi uma das nove empresas que cumpriram 100% das exigências previstas no Termo de Ajustamento de Conduta da Pecuária – o “TAC da Carne” – na última auditoria que o Ministério Público Federal (MPF) realizou no Pará, entre os meses de julho de 2019 e junho de 2020. A inauguração da planta em Canhotinho e o cumprimento integral do TAC da Carne no Pará foram dois dos pontos altos da Masterboi em 2022, mas também houve percalços. O maior deles foi possivelmente a decisão da China de suspender as importações de carnes da unidade paraense da companhia. Assim como fez com outras exportadoras brasileiras, a China alegou descumprimento de exigências sanitárias para suspender a licença que a planta recebeu para vender ao mercado chinês. Com a medida, as exportações, que representavam 27% da receita da empresa, passaram a responder por menos de 10% (a Masterboi não diz quanto fatura, mas, no mercado, estima-se receita anual de R$ 3 bilhões). A companhia tem mantido contato com o Ministério da Agricultura e espera retomar as vendas aos chineses em breve.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Suínos: quedas nas cotações nas principais praças

A cotação da arroba do suíno CIF apresentou desvalorização na terça-feira (10), em que o valor ficou precificado em R$ 123,00/@ a R$127,00/@ e teve queda de 5,38%/5,93%. No levantamento da Scot Consultoria, a cotação da carcaça especial registrou queda de 2,04%/1,96% e ficou cotada em R$ 9,60/R$ 10,00

O preço do animal vivo em Minas Gerais registrou queda de 4,16% e está cotado em R$ 7,15/kg, conforme foi divulgado pelo Cepea/Esalq referente às informações da última segunda-feira (09). Já no estado de São Paulo, os preços também tiveram movimento de desvalorização de 3,76% e ficou precificado em R$ 7,17/kg. O preço do animal vivo no Paraná está próximo de R $ 6,53/kg e teve recuo de 2,39% frente ao comparativo diário. Em Santa Catarina, o animal vivo apresentou baixa de 2,31% e está ao redor de R $ 6,77/kg. Já no Rio Grande do Sul, o preço do suíno registrou recuo de 1,18% e está cotado em torno de R $ 6,69/kg.

Cepea/Esalq

Frango seguiu em estabilidade

O preço do frango no atacado paulista registrou movimentação de queda de 0,83% e ficou cotado em R$ 6,00/kg, conforme apontou o levantamento da Scot Consultoria

Já no caso da referência para a carne de frango na granja em São Paulo, a Scot Consultoria informou que os valores permaneceram estáveis e estão precificados ao redor de R$ 5,00/kg. No estado de Santa Catarina, o valor da ave seguiu estável e cotado em R$ 3,02/kg, conforme divulgado pelo Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina).  A referência do frango vivo no Paraná não teve alteração e está cotado ao redor de R $ 5,03/kg, enquanto em São Paulo a cotação do frango vivo está sem referência. No último levantamento realizado pelo Cepea nesta segunda-feira (10), o preço do frango congelado permaneceu estável e está cotado em R$ 7,40/kg. Já a cotação do frango resfriado apresentou estabilidade sendo negociado em R$ 7,53/kg.

Cepea/Esalq

Exportações de carne de frango encerram 2022 com recorde

Saldo histórico em receita reduz impacto dos custos de produção

As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 4,822 milhões de toneladas ao longo do ano de 2022, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O volume é recorde histórico e supera em 4,6% o total exportado nos doze meses de 2021, com 4,609 milhões de toneladas. A receita em dólares obtida com as exportações alcançou US$ 9,762 bilhões – outro resultado inédito -, desempenho 27,4% maior que o resultado alcançado em 2021, com US$ 7,663bilhões. Considerando apenas o mês de dezembro, as exportações de carne de frango alcançaram 386,3 mil toneladas, volume 6% menor que o registrado no último mês de 2021, com 411 mil toneladas. Por outro lado, houve aumento de 9,2% na receita de exportações de carne de frango em dezembro, chegando a US$ 785,2 milhões, contra US$ 718,9 milhões no mesmo período de 2021. Entre os principais destinos de exportações, a China seguiu como principal, com 540,5 mil toneladas importadas entre janeiro e dezembro de 2022, volume 15,6% menor que o registrado em 2021, com 640,4 mil toneladas. Em segundo lugar, os Emirados Árabes Unidos importaram 444,9 mil toneladas no ano passado, superando em 14,2% o total embarcado no ano anterior. Outros destaques foram as Filipinas, com 246,3 mil toneladas (+46,5%), União Europeia, com 237,9 mil toneladas (+22,8%) e Coreia do Sul, com 185,4 mil toneladas (+62,9%). “A reconfiguração do mercado internacional de proteína animal, marcado pelos efeitos do conflito no Leste Europeu, do aumento dos custos de produção na União Europeia e do quadro sanitário da avicultura nos cinco continentes, está entre os fatores determinantes para os recordes registrados no ano que se encerrou. Neste contexto, o Brasil, que nunca registrou casos e é livre de Influenza Aviária, se manteve como porto seguro para o suprimento global de carne de frango e deve sustentar os mesmos patamares de exportações em 2023”, analisou o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

ABPA

INTERNACIONAL

Japão abaterá 10 milhões de frangos na temporada para limitar avanço da gripe aviária

O Japão planeja abater mais de 10 milhões de frangos por causa da disseminação da gripe aviária, um recorde para o pico da temporada de infecções que vai de outubro a maio, disse um funcionário do Ministério da Agricultura na terça-feira

Com o último caso de gripe aviária detectado em uma granja em Miyazaki, no sudoeste do Japão, na terça-feira, o número total de frangos a serem abatidos na temporada de 2022 atingiu 10,08 milhões, superando os 9,87 milhões na temporada de novembro de 2020 a março de 2021. O número de surtos chegou a 57, superando o recorde da temporada de 2020 de 52. “A gripe aviária está se espalhando pelo mundo, incluindo Europa e Estados Unidos, e a quantidade de vírus que chega ao Japão com aves migratórias foi alta nesta temporada”, disse o funcionário. Na segunda-feira, feriado no Japão, o Ministro da Agricultura, Tetsuro Nomura, emitiu um comunicado sobre o alto número de aves abatidas que pediu aos produtores que fiquem “em alerta máximo” e implementem medidas para prevenir o surto e a propagação da doença. “Surtos em aves selvagens foram confirmados com mais frequência do que o normal, e especialistas alertaram que a concentração do vírus no meio ambiente é muito alta em todo o país”, disse ele. Um número recorde de galinhas, perus e outras aves morreram em surtos nos Estados Unidos e na Europa, e o vírus está se espalhando na América do Sul, África e Ásia. O vírus pode ser transmitido para humanos em contato com aves, mas especialistas dizem que o risco à saúde humana é baixo.

REUTERS

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