CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1626 DE 02 DE DEZEMBRO DE 2021

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Ano 7 | nº 1626 | 02 de dezembro de 2021

 

NOTÍCIAS 

Virada de mês e alta em 24 das 32 praças monitoradas pela Scot Consultoria

Os compradores estiveram ativos na manhã de quarta-feira (1/12) com o objetivo de alongar as escalas de abate

Em São Paulo, os compradores estiveram ativos na manhã de quarta-feira (1/12) com o objetivo de alongar as escalas de abate. Dessa forma, a indústria se prepara para as festas de final de ano, na expectativa de melhoria no consumo interno. Na comparação diária, as cotações do boi, vaca e novilha gordos subiram R$3,00/@. Assim, a referência de preço ficou em R$320,00/@ para o boi gordo, R$299,00/@ para vaca gorda e R$309,00/@ para novilha gorda, preços brutos e a prazo. Na região Oeste da Bahia, com pouca disponibilidade de gado terminado, as indústrias aumentaram as ofertas de compra em R$6,00/@ para as três categorias destinadas ao abate na comparação feita dia a dia. No Paraná, os preços estão firmes. Na comparação diária, a cotação do boi gordo subiu R$3,00/@, a da vaca R$1,00/@ e da novilha R$6,00/@.

SCOT CONSULTORIA

Alta do boi gordo deve ser mais moderada em dezembro

Safras & Mercado diz que a tendência é de alta para os valores da arroba do boi, que devem subir com menos força na comparação com novembro

O mercado físico de boi gordo registrou preços firmes na quarta-feira (1º). Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade do movimento de alta nos preços, no entanto sem a mesma robustez presente no mês de novembro, quando avançaram de maneira atipicamente agressiva. “A oferta de animais terminados permanece restrita, o que mantém os frigoríficos brasileiros com escalas de abate encurtadas e atuando com uma maior ociosidade”, disse o analista. A escassez de oferta será uma constante ao longo do mês de dezembro, atuando como grande fator de alta no período. “Em relação à demanda de carne bovina, seguem os questionamentos da capacidade do consumidor médio em absorver novos reajustes da carne bovina no varejo, mantendo a preferência por proteínas mais acessíveis, principalmente a carne de frango”, assinalou Iglesias. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 326 na modalidade a prazo. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 319. Em Cuiabá, preços da arroba em R$ 307. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 330 por arroba. No mercado atacadista registrou preços estáveis. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por moderada alta dos preços, considerando as limitações da demanda doméstica em absorver altas ainda mais robustas da carne bovina no varejo. Quarto traseiro ainda é precificado a R$ 23 por quilo. Ponta de agulha ainda teve preço de R$ 15,70 por quilo. O quarto dianteiro seguiu no patamar de R$ 16 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Em novembro, exportação de carne bovina in natura caiu pela metade

Não há horizonte promissor para que as exportações para a China sejam retomadas

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, as exportações de carne bovina in natura caíram pela metade em comparação a novembro do ano passado. Para o analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o desempenho foi muito fraco, mas já era esperado devido ao imbróglio com a China, após a detecção de dois casos de doença da vaca louca atípica no início de setembro. As exportações das carnes de animais abatidos após 4 de setembro seguem embargadas. “Enquanto esse embargo continuar, não vai ter avanço dos embarques. Não há uma perspectiva de melhora. No mercado doméstico a gente viu uma recuperação surreal, muitas negociações acontecendo, mercado firme, mas alcançando um teto. A sensação que fica é de desperdício, porque basicamente, se a China estivesse presente no mercado, essa alta de preço no Brasil estaria mais consistente do que ela já é”, afirmou. A receita obtida com as exportações em novembro, US$ 399,5 milhões representa 54,1% do montante obtido em e 2020, com US$ 738,4 milhões. No volume, as 81.174 toneladas representam 48,3% do total exportado em novembro do ano passado, com 167.736 toneladas. Por média diária a receita alcançou US$ 21.030, o que é 43,05% menor do que a de novembro do ano passado. Em toneladas, a média diária, chegou a 4.272 toneladas, queda de 49,06% no comparativo com o mesmo mês do ano passado. No preço pago por tonelada, US$ 4.922 em novembro, ele é 11,81% superior ao praticado em novembro passado.

AGÊNCIA SAFRAS

Rússia reabre mercado para mais duas plantas da Minerva

Há duas semanas, russos já haviam reabilitado frigorífico da empresa em Mirassol d’Oeste (MT) e habilitado a unidade de Rolim de Moura (RO)

A Rússia anunciou ontem que reabilitou mais dois frigoríficos da Minerva – localizados em José Bonifácio e Barretos, ambos no Estado de São Paulo – para exportações de carne bovina brasileira ao país. A decisão passou a valer a partir da quarta-feira. Há duas semanas, a Rússia já havia reabilitado a unidade da Minerva em Mirassol d’Oeste (MT), que estava suspensa. Na ocasião, os russos também habilitaram a planta da companhia localizada em Rolim de Moura (RO). Com o anúncio da quarta-feira, subiu para 19 o número de estabelecimentos de carne bovina liberados para exportar à Rússia após a viagem da Ministra Tereza Cristina a Moscou, em novembro. Na lista de habilitados para vender aos russos há ainda 14 frigoríficos de carne suína e 29 de carne de aves, além de 26 plantas de lácteos.

VALOR ECONÔMICO

Governo autoriza extensão de prazo de vacinação contra aftosa

Segunda etapa da campanha será ampliada em 14 Estados

O Ministério da Agricultura autorizou a extensão do prazo da segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa em 14 estados. A medida foi solicitada pelas entidades do setor e chancelada pelo Serviço Veterinário Estadual (SVE). A ampliação do prazo foi definida para que seja possível remanejar doses de vacinas para algumas regiões. “Reforçamos que há vacina suficiente para toda a população alvo dessa etapa de novembro de 2021”, disse, em nota, o Diretor do Departamento de Saúde Animal, Geraldo Moraes. Em Tocantins e Mato Grosso, a prorrogação vale até o dia 10 de dezembro; os pecuaristas de Goiás terão até o dia 11 para vacinar o rebanho; em Alagoas e Amapá, o prazo foi estendido até o dia 15; em Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro, a campanha vai até o dia 20 de dezembro; o Ceará poderá finalizar a etapa até o dia 24; Bahia e Pará, até o dia 30; e Maranhão, Piauí e São Paulo, até o dia 31 de dezembro. O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan) criou um canal de comunicação direto (sindan@sindan.org.br) para que as distribuidoras e revendas que tenham dificuldade de acesso à vacina contra a febre aftosa possam fazer contato.

VALOR ECONÔMICO

União Eurasiática amplia cota para importação de carnes com tarifa zero

Bloco é composto por Rússia, Armênia, Belarus, Cazaquistão e Quirguistão

A União Econômica Eurasiática (UEA), bloco composto por Rússia, Armênia, Belarus, Cazaquistão e Quirguistão, aprovou a ampliação de cotas para importação, com tarifa zero, de carne bovina e suína destinada ao processamento. O Brasil poderá ser um dos beneficiados pela medida. A cota russa para carne bovina, de 200 mil toneladas, será válida para todo o ano de 2022. Para a carne suína, a cota russa será de 100 mil toneladas, com validade entre 1º de janeiro e 30 de junho do próximo ano. A medida, aprovada esta semana, prevê cotas que totalizam 38,5 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada para os demais mercados do bloco. Dessa fatia, 5 mil toneladas são para a Armênia, 21 mil para o Cazaquistão, 5 mil para o Quirguistão e 7,5 mil para Belarus. Há ainda cotas de carne suína congelada. São 5 mil toneladas para a Armênia e 7 mil para o Cazaquistão. O volume de carne suína fresca, refrigerada ou congelada para Belarus é de 20 mil toneladas.

VALOR ECONÔMICO

ECONOMIA

Dólar fecha em alta de olho no Fed e PEC dos Precatórios

Se a sinalização inclinada à retirada de estímulos dada pelo Presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, apenas limitou as perdas do dólar no pregão da véspera, ontem a mensagem ecoou de forma mais firme nos mercados de câmbio globais

Embora o dirigente não tenha avançado em nada relativamente ao que disse no Senado, o depoimento dado na Câmara serviu para reforçar que o Federal Reserve vai, sim, discutir a aceleração da normalização da política monetária no país. Diante de um quadro ainda incerto em relação à variante ômicron do coronavírus e também de incertezas relativas à PEC dos Precatórios, o dólar apagou as perdas registradas na primeira metade do dia encerrou em alta de 0,59%, a R$ 5,6703. Já o índice DXY da ICE, que compara a força do dólar contra uma cesta de divisas de países desenvolvidos, deixou as mínimas do dia e operava em alta marginal de 0,03%, aos 96,02 pontos. Em seu depoimento à Câmara dos Deputados, Powell voltou a dizer que o Fed deve discutir uma aceleração do ‘taper’ na reunião deste mês. “Não podemos agir como se tivéssemos certeza de que a inflação vai cair em 2022”, comentou. “É até difícil conciliar o fechamento dos juros das treasuries e a alta do euro vista desde ontem, um dia em que Powell confirmou que pode acelerar o processo do ‘taper’”, nota Dan Kawa, CIO da TAG Investimentos. “Por outro lado, é preciso contextualizar que o euro veio de US$ 1,18 para US$ 1,12 em pouquíssimo tempo, então acredito que parte disso foi uma consolidação. Ainda assim, o cenário segue sendo de dólar mais forte.” No Brasil, acrescenta o profissional, o fato de que o real tem tido performance abaixo dos pares nos últimos pregões pode ser reflexo da saída sazonal de recursos de fim de ano, em meio à remessa de lucros e dividendos. Ontem, o Banco Central injetou US$ 1 bilhão no mercado via leilão de linha, operação que envolve a venda com compromisso de recompra de dólares e é tradicional no último mês do ano. Ainda na cena doméstica, outro fator de desconforto são as dificuldades encontradas pelo governo na tramitação da PEC dos Precatórios no Senado.

VALOR ECONÔMICO

Ibovespa volta ao patamar de novembro de 2020

O Ibovespa não resistiu ao noticiário negativo relacionado ao avanço da variante ômicron e fechou os negócios renovando sua mínima anual, voltando ao patamar do dia 5 de novembro de 2020. Após ajustes, o índice fechou em queda de 1,12%, aos 100.774,57 pontos 

O volume negociado durante a sessão foi de R$ 25,6 bilhões. Segundo analistas gráficos da Ágora, “mantendo-se abaixo do suporte marcado aos 102.000 pontos, o índice teria espaço para seguir recuando em busca dos próximos patamares de 97.500 ou 93.400 pontos”. Durante o dia, agentes passaram a olhar com ainda mais preocupação para a variante ômicron do novo coronavírus, já que os primeiros casos da nova cepa foram descobertos no Brasil e nos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que a Alemanha registrou o maior número de mortes por covid19 em 9 meses. “Ainda existem muitas questões no ar, como a eficácia das vacinas contra a variante e como as pessoas infectadas irão se comportar. O mercado ficará as próximas semanas em compasso de espera, reagindo pontualmente às notícias positivas e negativas, monitorando internações, mortes. Se o problema for grave, voltaremos a ver impactos na dinâmica da economia, o que pode piorar o problema de inflação”, disse o economista-chefe da Western Asset, Adauto Lima. Para além do temor sanitário, o Presidente do Fed, Jerome Powell, voltou a afirmar que o BC americano pode acelerar seu programa de redução de estímulos para tentar frear o avanço da inflação. Isso terá impacto direto nas economias emergentes, que verão os níveis de liquidez diminuírem. Localmente, investidores aguardavam o desfecho da PEC dos Precatórios. A PEC ainda está passando por mais ajustes para angariar os votos necessários para aprovação.

VALOR ECONÔMICO 

IPC-S acelera alta a 1,08% em novembro, diz FGV

A alta do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) acelerou a 1,08% em novembro, de 0,77% em outubro, de acordo com os dados da Fundação Getulio Vargas (FGV) informados na quarta-feira

Com esse resultado, o índice passou a acumular em 12 meses até novembro avanço de 9,89%. Os dados da FGV mostram que os preços de Transportes dispararam 3,07% em novembro, depois de subirem 1,31% no mês anterior. Já o avanço dos custos de Habitação acelerou a 0,56%, de 0,37% em outubro.

Reuters 

OCDE reduz projeção para o crescimento do PIB do Brasil em 2021 de 5,2% para 5%

Segundo a organização, gargalos na oferta, baixo poder aquisitivo, taxas de juros mais altas e incertezas na política econômica desaceleraram o ritmo da recuperação do País

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) diminuiu sua projeção para o crescimento do PIB do Brasil este ano para 5,0%, ante os 5,2% estimados em setembro. Para 2022, a estimativa da instituição, que tem sede em Paris, é de avanço de 1,4% e, no ano seguinte, uma expansão de 2,1%. De acordo com relatório “Perspectivas Econômicas da OCDE”, divulgado nesta quarta-feira, 1°, o ritmo da campanha de vacinação acelerou e a atividade econômica, sustentada pelo consumo e por investimentos privados. A organização considerou que as exportações têm se beneficiado da recuperação global e de uma taxa de câmbio mais fraca. No entanto, os gargalos na oferta, um baixo poder aquisitivo, as taxas de juros mais altas e as incertezas de política econômica desaceleraram o ritmo da recuperação. A instituição lembrou ainda que o mercado de trabalho tem se recuperado com um certo atraso e que o desemprego permanece acima dos níveis pré-pandemia. Além disso, salientou que a inflação subiu “significativamente” nos últimos meses, levando o Banco Central a aumentar a taxa de juros para 7,75% ao ano. Para a OCDE, gargalos de suprimentos têm dificultado a recuperação da produção industrial, que permanece 3% abaixo dos níveis pré-pandemia. Além disso, a aceleração da inflação prejudica a recuperação do atacado, do varejo e dos serviços. “Um poder aquisitivo mais baixo e os juros mais altos interromperam a recuperação da confiança do consumidor e dos negócios, desacelerando o ritmo de recuperação da demanda doméstica.”

O ESTADO DE SÃO PAULO

Balança comercial tem déficit de US$ 1,3 bi no pior novembro em 7 anos

A balança comercial brasileira teve déficit de US$ 1,3 bilhão em novembro, pior resultado para o mês desde 2014 (-US$ 2,7 bilhões), alcançado em meio ao avanço mais expressivo das importações, movimento que tem sido observado há meses

O resultado, divulgado na quarta-feira (1°) pelo Ministério da Economia, veio em linha com estimativa de analistas de um saldo negativo de US$ 1,2 bilhão, conforme pesquisa da Reuters. No mês passado, as exportações ficaram em US$ 20,3 bilhões, alta de 23,2% pela média diária. Os volumes vendidos caíram 5,6%, enquanto os preços subiram 24,1%. As importações, por sua vez, saltaram 53,1% na mesma base, a US$ 21,6 bilhões, puxadas tanto pelo aumento de preços (+34,7%) quanto pelo volume comprado (+4,5%). No acumulado de janeiro a novembro, o superávit da balança é de US$ 57,2 bilhões, contra saldo positivo de US$ 47,7 bilhões do mesmo período do ano passado. Para 2021, a expectativa mais recente do Ministério da Economia, divulgada em outubro, foi de um superávit comercial de US$ 70,9 bilhões, o que seria um valor recorde para a série, iniciada em 1989.

Reuters

FRANGOS & SUÍNOS

Suínos: preços em queda na quarta-feira

Em São Paulo, segundo a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 140,00/R$ 145,00, enquanto a carcaça especial caiu 1,92%/1,85%, valendo R$ 10,20/R$ 10,60 o quilo

Na cotação do animal vivo, segundo o Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (30), o preço ficou estável somente no Rio Grande do Sul, cotado a R$ 6,36/kg. Houve queda de 0,77% em São Paulo, chegando a R$ 7,69/kg, recuo de 0,31% no Paraná, atingindo R$ 6,53/kg, e baixa de 0,30% em Santa Catarina, alcançando R$ 6,75/kg, e de 0,13% em Minas Gerais, fechando em R$ 7,48/kg.

Cepea/Esalq

Exportações de carne suína desaceleram em novembro

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, as exportações de carne suína in natura encerraram o mês de novembro com desempenho menor do que o do mesmo mês do ano passado

Para o analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a finalização deste mês mostra a China menos ativa no mercado, com a suinocultura local recuperando os preços da proteína, mais estoques estatais formados e financiamentos mais atrativos para os produtores investirem na produção. “A nova cota oferecida pela Rússia para importar carne suína brasileira vai ajudar um pouco a ir preenchendo essa lacuna que a China está deixando aos poucos”, disse. A receita com a movimentação de novembro, US$ 158,4 milhões, representou 84,06% do montante de novembro de 2020, com US$ 188,5 milhões. No volume embarcado, as 70.245 toneladas, ele é 92,2% do total exportado em novembro do ano passado, com 76.180 toneladas. A receita por média diária foi de US$ 8.341, valor 11,51% menor do que novembro de 2020. No comparativo com a semana anterior, houve queda de 14,4%. Em

toneladas por média diária, 3.697 toneladas, recuo de 2,94% no comparativo com o mesmo mês de 2020. Quando comparado ao resultado da semana anterior, retração de 14,14%. No

preço pago por tonelada, US$ 2.256, ele é 8,84% inferior ao praticado em novembro passado. O resultado, frente ao valor atingido na semana anterior, representou leve queda de 0,3%.

AGÊNCIA SAFRAS

Frango: cotações estáveis

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,20/kg, assim como o frango no atacado, valendo R$ 6,55/kg

Na cotação do animal vivo, estabilidade em Santa Catarina, valendo R$ 3,70/kg e no Paraná, custando R$ 5,77/kg. São Paulo ficou sem referência de preço na quarta-feira. Segundo o Cepea/Esalq, com informações referentes à terça-feira (30), tanto a ave congelada quanto a resfriada ficaram com valores estáveis, custando, respectivamente, R$ 6,85/kg e R$ 7,26/kg.

Cepea/Esalq 

Embarques de carne de frango têm faturamento 27% maior em novembro

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, as exportações de carne de aves in natura encerraram o mês de novembro com alta no faturamento

Para o analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o volume embarcado foi um pouco mais fraco que outubro, mas a razão é a quantidade de feriados em novembro. “Ainda assim, o desempenho das exportações de carne de frango é excelente, e devemos encerrar 2021 com 4,5 milhões de toneladas embarcadas para mais de 100 destinos. Com a questão cambial e os casos de gripe aviária na Europa e Ásia, a carne de frango brasileira ficou ainda mais competitiva”, disse. A receita em novembro ficou em US$ 547,2 milhões, superando em 27,3% o montante obtido em 2020, com US$ 429,6 milhões. No volume embarcado, 305.910 toneladas, ele representou 94,4% do total exportado em novembro do ano passado, com 324.176 toneladas.  Na receita por média diária, US$ 28.803, ela foi 34,08% maior do que novembro do ano passado. Em comparação à semana anterior, houve recuo de 15,27%. Em toneladas por média diária, 16.100, leve queda de 0,67% no comparativo com o mesmo mês do ano passado. No preço pago por tonelada, US$ 1788 ele é 34,99% superior ao praticado em novembro passado. O resultado, frente ao valor atingido na semana anterior, representa leve alta de 1,11%.

AGÊNCIA SAFRAS 

Hungria relata gripe aviária H5N1 em fazenda de perus

A Hungria relatou um surto do vírus da gripe aviária altamente patogênico H5N1 em uma granja de perus, enquanto as autoridades também encontraram o vírus em um cisne morto na região leste do país, o National Food Chain Safety Office (Nebih) disse na quarta-feira

O surto no condado de Bekes levou ao abate de quase 5.000 perus em uma fazenda onde o vírus foi detectado na terça-feira. Na quarta-feira, o H5N1 também foi detectado no condado vizinho de Hajdu-Bihar em um cisne morto. Duas semanas atrás, mais de 38.000 patos foram mortos em uma fazenda, bem como cerca de 500 gansos em uma segunda fazenda devido a um surto de gripe aviária na região sul de Bacs-Kiskun.

Reuters

EMPRESAS

BRF projeta ‘boom’ de festas de final de ano e vendas em níveis pré-Covid

Ceias fartas e reuniões de amigos e familiares que querem tirar o atraso após quase dois anos de pandemia deverão fazer as festas de final de ano melhores do que em 2019, quando não havia restrições devido ao coronavírus, avaliou a companhia de alimentos BRF, líder nos chamados produtos natalinos

Mas não apenas esta demanda represada será responsável por trazer bons resultados para a empresa dona de marcas como Sadia e Perdigão, disse à Reuters o VP de Mercado Brasil da BRF, Sidney Manzaro. Ele ressaltou que a companhia se preparou para o período, e que os cenários traçados das flexibilizações sociais e cobertura vacinal estão se confirmando, ao mesmo tempo em que acredita que o aparecimento no Brasil da nova variante do vírus, Ômicron, não muda projeções. Ele não divulgou projeções mais detalhadas, mas disse que a empresa também aposta em mesas fartas, mesmo em um cenário macroeconômico desafiador e de pressão de custos –com a alta de importantes insumos, os preços das carnes subiram em 2021.Contudo, Manzaro citou a vantagem de preços das carnes de aves e suínas –foco da BRF– sobre a bovina, um movimento que tende a se acentuar no Natal e Ano Novo. A participação de frango no consumo de proteínas no Brasil aumentou para 43%, enquanto em carne suína subiu para 15%, a de ovos subiu para 19%, e a bovina caiu pra 23%, segundo dados oficiais citados pela BRF. “Bovinos continua fora do jogo comemorativo, ele tem perdido cada vez mais espaço… e nunca esteve tão distanciado o boi do frango, até mesmo agora do suíno”, disse o executivo, lembrando que um peru é muito mais competitivo que uma peça de picanha, e ainda serve melhor um número maior de convidados de uma festa. Em termos competitivos com outros produtos, efeitos cambiais também deverão tirar o brilho de importados, com o bacalhau, acrescentou. Questionado sobre a concorrência de gigantes como a JBS, que atua com a marca Seara em processados, o executivo da BRF disse que empresa vem ganhando participação de mercados nos últimos anos neste segmento de festas. Para o VP de Mercado Brasil da BRF, as tradicionais marcas da empresa vão preponderar porque os consumidores farão escolhas por produtos conhecidos, para “não errar” em uma ceia tão aguardada. E também porque a companhia tem investido em inovações, como um peru com crosta crocante e chester temperado para churrasco, que devem impulsionar as vendas de produtos de maior valor agregado e com mais praticidade no preparo. Segundo dados fornecidos pela BRF, a companhia é líder de mercado com mais de 57% de participação em aves especiais e mais de 73% no mercado de perus, disse a empresa com base em números da Nielsen Scantrack, de 2020. Em suínos, a empresa afirma ter a liderança dos suínos de Natal, sendo o pernil o corte de destaque dentre os itens do portfólio.

REUTERS 

Alles investe R$ 85 milhões em processadora de carnes em MS

Empresa terá financiamento de R$ 52,3 milhões do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste para o projeto

O governo de Mato Grosso do Sul aprovou em 30/11 um financiamento de R$ 52,3 milhões por meio do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) para a Alles, de processamento de carnes bovina, suína e de aves, instalar uma fábrica no Estado. A unidade, que ficará no município de Aparecida do Taboado, receberá investimento total de R$ 85,5 milhões. Segundo o governo estadual, o empreendimento deve gerar 150 empregos diretos e entrar em operação em janeiro de 2023. A empresa fabrica hambúrgueres, almôndegas, carne moída bovina, linguiça, mortadela, presunto e apresuntado, comercializados com as marcas Alleza e Chuletão, com forte atuação no Rio Grande do Sul. “É mais um empreendimento que segue a lógica da agregação de valor às proteínas animais que são produzidas em Mato Grosso do Sul. Ele será instalado em Aparecida do Taboado com o apoio da prefeitura municipal, que doou terreno para instalação”, disse, em nota, o Secretário de Agricultura do Estado, Jaime Verruck.

VALOR ECONÔMICO 

MEIO AMBIENTE

Indústria brasileira de carnes avança em ranking de sustentabilidade, diz FAIRR

As empresas JBS, Marfrig, Minerva e BRF avançaram no ranking de sustentabilidade Coller FAIRR Protein Producer Index 2021, que avaliou 60 companhias globais de proteína animal, segundo o estudo divulgado na quarta-feira (01)

O estudo considera dez indicadores de risco, entre os quais emissões de gases do efeito estufa, uso da água, desmatamento e bem-estar animal. A Marfrig é a empresa brasileira com a melhor colocação no ranking e foi classificada como de baixo risco pelo segundo ano consecutivo. “A posição da Marfrig no ranking da FAIRR mostra que os nossos esforços são efetivos e trazem resultados para todos os nossos stakeholders”, disse o Diretor de Sustentabilidade e Comunicação Corporativa da Marfrig, Paulo Pianez, em nota divulgada pela empresa. “Mas sabemos que estamos em um processo contínuo e crescente, cuja meta é aliar produção sustentável e desenvolvimento da agropecuária. Nosso trabalho cotidiano é para avançar permanentemente.” A JBS e a Minerva receberam a classificação de médio risco para questões de sustentabilidade. A BRF ficou no limiar entre médio e baixo risco. A JBS disse em comunicado que sua pontuação no ranking tem evoluído consistentemente a cada ano, partindo de 38% em 2018 para 39% em 2019, 51% em 2020 e 57% em 2021. “A evolução da nota da JBS ano após ano reflete a prioridade que as questões ESG vêm recebendo na companhia. A sustentabilidade, definitivamente, passou a ser a nossa estratégia de negócios”, disse o Diretor de Sustentabilidade da JBS, Márcio Nappo. “Neste ano assumimos o compromisso de ser net zero até 2040, e estamos focados em ações para reduzir emissões em toda a nossa cadeia de valor. Muitos desses desafios são setoriais, por isto é importante também ver a melhora das demais empresas.” O estudo também mostra que entre as 22 companhias globais de proteína animal avaliadas por desmatamento relacionado à produção de gado, quatro têm metas para atingir desmatamento zero de 100% da cadeia produtiva: JBS, Marfrig, Minerva e a norte-americana Tyson. “As processadoras brasileiras de carne bovina finalmente responderam ao escrutínio crescente do mercado com compromissos mais substanciais e investimentos para tratar do desmatamento vinculado à produção de gado; entretanto, seus desempenhos continuam desequilibrados”, disse o relatório. “Nenhum produtor de carne bovina no Brasil tem capacidade de rastrear totalmente todo o ciclo de vida do seu gado, o que significa que a lavagem [sic!] de gado é prevalente.”

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