CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1594 DE 15 DE OUTUBRO DE 2021

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Ano 7 | nº 1594 | 15 de outubro de 2021

 

NOTÍCIAS

Boi gordo: pressão de baixa perdura

Com o escoamento lento no mercado doméstico e sem a reabertura das exportações para a China, a pressão de baixa segue assolando o mercado do boi gordo

Em São Paulo, na última quinta-feira (14/10), a cotação do boi gordo caiu R$5,00/@ no comparativo diário, enquanto os preços da vaca e novilha gordas ficaram estáveis. Dessa forma, segundo levantamento da Scot Consultoria, o boi gordo foi negociado por R$272,00/@, preço bruto e a prazo. Em Paragominas-PA, cenário semelhante. Houve retração de R$5,00/@ para o boi gordo e R$6,00/@ para as fêmeas no comparativo diário. Na região, o boi gordo ficou cotado em R$271,00/@, e vaca e novilha gordas em R$262,00/@, preços brutos e a prazo. No Rio de Janeiro, com o enfoque no mercado doméstico, e demanda frouxa, a cotação do boi gordo recuou R$3,00/@, ou 1,0%, no comparativo dia a dia, negociado a R$287,00/@, preço bruto e a prazo. Vaca e novilha gordas permaneceram estáveis.

SCOT CONSULTORIA

Boi/Cepea: Queda na parcial do mês chega a 7,2%

Os preços do boi gordo seguem em queda no mercado interno, pressionados sobretudo pela retração de compradores

Segundo pesquisadores do Cepea, estes agentes estão incertos quanto ao comportamento das demandas externa e interna pela carne bovina. Do lado vendedor, especialmente diante dos elevados custos de produção, pecuaristas evitam negociar novos lotes a preços mais baixos. Esse cenário, por sua vez, vem travando as negociações envolvendo o boi gordo. Na quarta-feira, 13, o Indicador fechou a R$ 270,50, queda de 7,24% no acumulado da parcial deste mês.

Cepea

Boi: arroba recua mais uma vez com ausência da China, diz Safras & Mercado

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, as cotações do boi gordo tiveram mais um dia de queda no mercado físico brasileiro 

Em Dourados (MS), a arroba passou de R$ 270/271 para R$ 270 e em Cuiabá (MT), foi de R$ 260 para R$ 259. Em São Paulo, capital, a referência passou de R$ 274 para R$ 272, na modalidade a prazo. Na B3, as cotações dos contratos futuros do boi gordo tiveram mais um dia de forte baixa e o vencimento para outubro ficou abaixo de R$ 270 por arroba. O ajuste do vencimento para outubro passou de R$ 272,05 para R$ 266,80, do novembro foi de R$ 280,20 para R$ 273,85 e do dezembro foi de R$ 292,00 para R$ 287,55 por arroba.

AGÊNCIA SAFRAS

ECONOMIA

Dólar fecha em alta mesmo com nova atuação do BC

O dólar fechou em alta frente ao real na quinta-feira, depois de recuar mais cedo em reação a mais uma oferta de liquidez pelo Banco Central, com o mercado ainda avaliando a disposição da autoridade monetária de seguir ativo no mercado de câmbio

O dólar à vista subiu 0,14%, a 5,5158 reais na venda. A moeda brasileira pareceu sentir um posicionamento mais negativo de investidores em relação à América Latina, cujas divisas eram maioria na curta de lista de perdedoras ante o dólar na sessão. Analistas têm destacado os impasses relacionados ao aumento da inflação, problema que na América Latina historicamente é mais agudo. A inflação no Brasil em 12 meses já está acima de 10%; na véspera, o banco central do Chile fez um expressivo aperto monetário para conter pressões sobre os preços; e na Argentina a inflação anual já está em 52,5%. De forma geral, a alta da inflação exige uma depreciação nominal da taxa de câmbio para que a taxa real se mantenha mais alinhada aos níveis de risco percebidos pelo mercado no momento. Aqui, investidores seguiram tentando extrair indicações a partir dos dois leilões extraordinários de swaps cambiais tradicionais realizados pelo Banco Central desde a quarta, operações que, somadas, irrigaram o mercado com 2 bilhões de dólares. A Diretora de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos do Banco Central, Fernanda Guardado, afirmou nesta quinta-feira que a autoridade monetária não mudou sua forma de atuar no mercado de câmbio e que nunca mira níveis para a taxa de câmbio. “No contexto atual, tudo leva a crer que eles deveriam ser mais atuantes. Tem problemas fiscais ainda a serem resolvidos, o risco de maior fluxo de dividendos por causa da PEC…”, disse Daniel Tatsumi, gestor de moedas da ACE Capital.

REUTERS

Ibovespa vai na contramão do mundo e fecha em baixa de 0,2%

O principal índice de ações brasileiras foi na contramão do otimismo dos mercados internacionais e recuou na quinta-feira, pressionado principalmente por ações de empresas ligadas ao mercado doméstico

O Ibovespa chegou a subir na abertura, mas logo perdeu força e gravitou boa parte da sessão em torno do zero antes de fechar em baixa de 0,2%, aos 113.225,83 pontos, segundo dados preliminares. O giro financeiro, de 24 bilhões de reais, contrastou com os volumes robustos nas sessões de vencimento de índice, na véspera, e de opções sobre ações, na sexta-feira. Os principais índices das bolsas dos Estados Unidos e da Europa fecharam com alta significativa, fortalecidos por balanços de grandes empresas que mostraram resultados trimestrais acima das expectativas.

REUTERS 

Setor de serviços do Brasil cresce 0,5% em agosto

O volume do setor de serviços do Brasil cresceu 0,5 por cento em relação a julho e teve alta de 16,7 por cento na comparação com o mesmo mês do ano anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quinta-feira.

REUTERS

EMPRESAS

Conselheira do Cade pede reanálise de negócio entre BRF e Marfrig

Operação da Marfrig para comprar ações da BRF e se tornar acionista majoritária já havia sido aprovada pela superintendência do órgão; caso agora será analisado por tribunal do Cade

Nesta semana a conselheira Lenisa Prado apresentou um despacho pedindo que a operação seja analisada pelo tribunal do Cade. Na próxima sessão, no dia 20, o tribunal apreciará o pedido e, se a maioria for favorável ao pedido, o caso será reaberto. Pelas regras do Cade, a superintendência-geral – área responsável por investigações e instruções de processos – pode aprovar operações que entenda não oferecer riscos à concorrência. Um conselheiro, no entanto, pode apresentar despacho, em até 15 dias, pedindo para que o processo “suba” para o tribunal e seja analisado por seus integrantes. No dia 21 de maio, a Marfrig realizou a compra de ações ordinárias da concorrente, atingindo participação de 24,23% do capital social, ou 196,869 milhões de papéis. Dias depois, em 3 de junho, a empresa comprou mais ações da companhia por meio de opções e em leilões realizados em Bolsa e chegou a uma participação de 31,67%. A Marfrig irá se tornar o maior acionista individual da BRF após a operação. No despacho, Prado defende que é necessária uma análise mais ampla sobre os mercados envolvidos. “O que não se deseja em situações como esta é que a aquisição de uma participação societária expressiva de um outro agente atuante no mesmo mercado de alimentos venha a ser algo prejudicial à dinâmica concorrencial do mercado e ocorra um eventual fechamento que impacte negativamente consumidores, efetivos e potenciais, além de outros agentes da cadeia produtiva”, completa. Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa do Consumidor (Ibedec) entrou com recurso para tentar reverter a decisão da superintendência. A entidade diz que a transação esbarra no risco de fechamento do mercado de hambúrgueres, o que em sua avaliação deve prejudicar concorrentes e consumidores.

O ESTADO DE SÃO PAULO

FRANGOS & SUÍNOS

USDA: carne de frango cresce menos de 2%, em 2022

O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) projeta volume cerca de 1,81% superior ao do corrente exercício, com crescimento de apenas 0,02% (24 mil/t a mais)

Segundo o USDA, somente no próximo ano é que a produção mundial de carne de frango deverá ultrapassar os 100 milhões de toneladas anuais. Entre os 10 países arrolados pelo USDA somente a metade deles tende a registrar expansão acima da média prevista. Entre eles o Brasil (+2,58%), a Tailândia (+3,05%) e a Turquia (+2,76%). Com o índice de expansão apontado, o Brasil supera ligeiramente os 14,7 milhões de toneladas, respondendo por quase 15% da produção mundial de carne de frango. O volume produzido pelos cinco primeiros países/blocos listados pelo USDA – EUA, Brasil, China, União Europeia e Rússia – corresponde a dois terços da produção mundial. Pouco mais de 20 milhões de toneladas provenientes dos demais produtores estão nas mãos de cerca de duas centenas de países.

USDA

Estados do Sul conseguem no Confaz redução do ICMS para venda interestadual de suínos

Medida foi publicada no Diário Oficial da União na quinta-feira (14), baixando a alíquota para 6%

O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) publicou na quinta-feira (14) no Diário Oficial da União (DOU) o convênio entre Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul para a redução do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) na venda interestadual de suínos. A medida baixa a alíquota para a venda de suínos para outros Estados em 50%, saindo de 12% de ICMS taxado para 6%. Segundo o suinocultor e proprietário de frigorífico em Santa Catarina, Marcos Antônio Spricigo, a medida estava sendo debatida, uma vez que dentro das Assembleias Legislativas dos três Estados já havia o entendimento da cobrança de 6% de ICMS nesta modalidade de vendas. “Mas existe uma lei maior que deve se obedecer às determinações do Confaz. O órgão, em uma das reuniões anteriores, registrou que dois Estados do país que pouco produzem tinham votando contra os 6%, e aí estava aprovado em 12% a alíquota de venda interestadual de suínos. Isso onerou muito a cadeia produtiva e todos aqui no Sul correndo risco de ser multado ou notificado”, explicou. Segundo o despacho do Confaz, a taxação de 6% de ICMS no convênio entre Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul entra em vigor na data da publicação de sua ratificação nacional no Diário Oficial da União, produzindo efeitos a partir do primeiro dia do primeiro mês subsequente ao da ratificação até 31 de julho de 2022.

AGROLINK 

Suínos/Cepea: Carne suína tem desempenho inferior ao das concorrentes neste ano

Quando consideradas as evoluções nos valores da carne suína de 2020 para 2021 e também das substitutas (as de frango e bovina), o desempenho do produto suíno é o mais fraco

Segundo dados do Cepea, na média da parcial de 2021 (de janeiro a outubro), a carcaça especial suína negociada no atacado da Grande São Paulo registra valorização real de apenas 0,8% frente à de 2020, com média de R$ 10,54/kg em 2021 (os valores foram deflacionados pelo IPCA de setembro/21). Já a carcaça bovina e o frango inteiro resfriado se valorizaram respectivos 21,4% e 28,8% na mesma comparação, com médias de R$ 20,44/kg e a R$ 7,09/kg.

Cepea 

INTERNACIONAL

Produção de carne suína na China deve cair em 2022, segundo USDA

O aumento nas importações da proteína pelo gigante asiático deve ser de 6% no ano que vem, atingindo 4,8 milhões de toneladas

A produção de carne suína da China deve diminuir em 2022, de acordo com relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). “Os preços do suíno caíram drasticamente na China desde o início de 2021 e permaneceram persistentemente baixos apesar dos recentes feriados nacionais que geralmente marcam um aumento no consumo da proteína”. Segundo o relatório, integrantes da cadeia produtiva que lucraram com a atividade em 2020 podem achar difícil manter os níveis da rentabilidade, principalmente devido ao alto preço dos insumos. Segundo o USDA, essa dinâmica provavelmente fará com que a produção de suínos diminua no gigante asiático e as importações aumentem em 2022, principalmente na segunda metade do ano. “As importações de carne suína pela China devem chegar a quase 4,8 milhões de toneladas, um aumento de quase 6% ano a ano, depois de cair em 2021 com o aumento da produção local de carne suína e preços baixos”.  Já as importações de carne bovina da China e sua participação no comércio global devem crescer pelo oitavo ano consecutivo em 2022. A carne bovina ganhou terreno enquanto a China lutava com a oferta restrita de carne suína nos últimos anos. Em evolução, as preferências do consumidor e um ambiente de serviço de alimentação aprimorado darão à carne bovina um lugar maior na dieta chinesa do que no passado, enquanto o crescimento moderado da produção doméstica apoiará as importações. Já as importações de carne de frango da China devem crescer 3% em 2022 com o aumento da demanda do consumidor e a expectativa de que o produto importado tenha preços competitivos.

USDA 

Alemanha confirma caso atípico do mal da ‘vaca louca’

Governo alemão afirma que o animal não entrou nos canais de abastecimento e que o caso não apresentou riscos à saúde humana

A Alemanha reportou à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) um caso atípico de encefalopatia espongiforme bovina (EEB), também conhecido como o mal da ‘vaca louca’. A doença foi detectada em um animal de 14 anos na cidade de Kraiburg, no Estado da Baviera. O último registro deste tipo no país ocorreu em fevereiro de 2014. Segundo as autoridades, a vaca foi abatida em 27 de setembro sem sinais clínicos de EEB, mas um procedimento padrão da vigilância sanitária via teste na carcaça identificou doença. “Os resultados dos testes de imunotransferência no FriedrichLoeffler-Institute confirmaram o animal positivo para EEB atípico do tipo L. A carcaça do animal foi destruída”, disse o governo alemão. O caso atípico é aquele em que ocorre em animais mais velhos, sendo considerada uma variante com menos chance de contaminação de outros bovinos. A Alemanha afirma que o animal não entrou nos canais de abastecimento e que o caso não apresentou riscos à saúde humana. Diz ainda que as investigações epidemiológicas ainda estão em andamento. Desde setembro, grandes países registraram casos do mal da vaca louca. No começo do mês passado, o Brasil detectou dois casos atípicos da doença em Minas Gerais e Mato Grosso. Na segunda quinzena de setembro, foi a vez do Reino Unido identificar um caso clássico de EEB, que é aquele em que o animal se contamina por meio da ração.

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