CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2658 DE 25 DE FEVEREIRO DE 2026

clipping

Ano 11 | nº 2658 | 25 de fevereiro de 2026

 

NOTÍCIAS

Alta na cotação do boi gordo em São Paulo

O mercado esteve firme, sustentado pela oferta enxuta. A cotação do boi gordo e do “boi China” subiu R$3,00/@.

O mercado esteve firme, sustentado pela oferta enxuta. A cotação do boi gordo e do “boi China” subiu R$3,00/@. Para a vaca e a novilha, a cotação não mudou. As escalas de abate atenderam, em média, a cinco dias. Em Goiás, a cotação subiu R$2,00/@ para todas as categorias nas regiões de Goiânia e Sul do estado. A exceção foi o “boi China”, cuja cotação permaneceu estável. Na exportação de carne bovina in natura, até a terceira semana de fevereiro, o volume exportado foi de 192,7 mil toneladas. Com 13 dias úteis, o mês já é o melhor da série histórica para o período, superando o mesmo período do ano anterior, até então o recordista, quando foram embarcadas 190,4 mil toneladas, considerando 20 dias úteis. A média diária de embarque foi de 14,8 mil toneladas, aumento de 55,7% frente ao embarcado por dia em fevereiro de 2025. A cotação média ficou em US$5,6 mil por tonelada, alta de 13,9% na comparação feita ano a ano. Até o momento, este também é o melhor desempenho da série em termos de preço por tonelada de carne.

SCOT CONSULTORIA

Abates de fêmeas em plantas com SIF recuam 12,7% em jan/26 em relação a jan/25

Para fev/26, prevê a Agrifatto, a expectativa é de manutenção de um ritmo mais contido nos abates totais.

Em janeiro/26, as unidades brasileiras com selo SIF (Serviço de Inspeção Federal) abateram 878 mil fêmeas, o que representou um recuo de 12,68% em relação ao resultado registrado em janeiro/25, de 1,006 milhão de cabeças, informou a Agrifatto. De acordo com dados do SIF, a média dos abates de fêmeas em janeiro nos últimos cinco anos foi de 791,71 mil cabeças, o que coloca janeiro de 2026 acima dessa média em 10,92%. No entanto, diz a Agrifatto, em janeiro de 2025, o volume havia superado a média histórica em 27,03%. “Apesar do patamar ainda elevado, o ritmo de crescimento perdeu intensidade de forma relevante”, ressalta a consultoria. Incluindo os machos, abates recuam 4,6%. Em janeiro de 2026, foram abatidas 2,30 milhões de cabeças, com queda de 4,58% em relação ao mesmo período de 2025, informa a Agrifatto. O abate de machos somou 1,42 milhão de cabeças, com leve incremento anual de 1,21%. Regionalmente, Rio Grande do Sul (-39,96%), Paraná (-18,90%) e Bahia (-14,24%) foram os Estados que mais contribuíram para a queda do volume total dos abates, detalhou a Agrifatto. Para fevereiro, prevê a consultoria, a expectativa é de manutenção de um ritmo mais contido nos abates, com tendência de estabilidade a leve ajuste negativo, sobretudo para fêmeas, reforçando a leitura de oferta mais ajustada no curto prazo.

PORTAL DBO 

Exportações de carne bovina continuam “bombando” em fev/26

Nos 13 dias úteis deste mês, o Brasil embarcou 192,72 mil t, superando o total exportado nos 20 dias úteis de fev/25, de 190,4 mil t

As exportações brasileiras de carne bovina in natura (resfriada, congelada e fresca) continuam elevadas em fevereiro, o que ajuda a explicar o consistente movimento de alta nos preços internos do boi gordo. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil embarcou 192,72 mil toneladas no acumulado das três semanas de fevereiro (13 dias úteis), superando o total exportado em todo mês de fevereiro de 2025 (20 dias úteis), de 190,4 mil toneladas. Nos 13 dias úteis deste mês, foram enviadas para fora do País uma média diária de 14,82 mil toneladas de carne bovina, um avanço de 55,7% sobre o resultado médio diária de igual mês do ano passado, de 9,52 mil toneladas. Em receita, o crescimento nesta parcial de fevereiro foi ainda mais expressivo. As vendas externas dos frigoríficos totalizaram US$ 1,082 bilhão no acumulado das três semanas do mês, ante US$ 938,4 milhões obtidos nos 20 dias úteis de fevereiro/25. A receita média diária alcançou US$ 83,21 milhões nos 13 dias úteis deste mês, um forte acréscimo de 77,3% em relação ao faturamento médio diário de fevereiro 25, de US$ 46,92 milhões. O preço médio da carne bovina embarcada no acumulado das três semanas deste mês alcançou US$ 5,613.4/tonelada, um aumento de 13,9% em relação ao valor médio de fevereiro/25, de US$ 4,928.2/tonelada. Na avaliação da equipe de analistas do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), caso a média de embarques de fevereiro/26 seja mantida ao longo dos 5 dias úteis restantes do mês, o volume total exportado poderá alcançar 266,83 mil toneladas, o que seria um novo recorde para o mês de fevereiro. Em janeiro/26, lembra o Imea, o volume também alcançou recorde para o mês, o que sinaliza exportações robustas em 2026, “cenário que tende a sustentar a demanda ao longo dos próximos meses”.

IMEA

Países árabes viram alternativa à China para a carne bovina brasileira

Câmara de Comércio Árabe-Brasileira aponta que os mercados árabes absorvem cortes mais nobres, elevando o valor médio das exportações. Vendas de carne do Brasil aos países árabes cresceram 75% em volume e 69% em receita entre 2022 e 2024.

Levantamento da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira indica que o Oriente Médio é um caminho ao setor, visto que as vendas do Brasil aos países árabes cresceram 75% em volume e 69% em receita entre 2022 e 2024. “O bloco árabe tem consolidado posição como destino estratégico para a carne bovina brasileira, com crescimento sustentado e diversificação do perfil de produtos demandados”, afirma o documento. Embora a China siga como principal compradora individual da proteína brasileira, respondendo pela maior fatia dos embarques, o estudo ressalta que, diferentemente do mercado chinês — caracterizado pela absorção de grandes volumes, principalmente de carne congelada desossada —, os países árabes apresentam demanda mais diversificada. De acordo com a Câmara Árabe, a expansão das exportações ao Oriente Médio não se limita ao aumento de volumes. O estudo destaca que o valor médio das vendas para a região tem se mantido relativamente mais elevado em comparação a outros mercados de grande escala. “Ao contrário do padrão observado na China, a demanda dos países árabes absorve uma cesta mais diversificada de produtos, com maior presença de cortes de maior valor agregado”, afirma o relatório. Conforme o estudo, Argélia, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita são os mercados que mais contribuíram para o aumento das exportações brasileiras no Oriente Médio nos últimos anos. No caso da Argélia, o estudo aponta crescimento acelerado das importações atrelado às políticas de segurança alimentar e à ampliação de acordos comerciais com fornecedores sul-americanos. Em 2022, o País não importava carne bovina do Brasil. No entanto, houve aumento de 1.637% em volume nos dois anos seguintes.  Já os Emirados Árabes Unidos se consolidam como um dos principais hubs regionais, combinando consumo doméstico com reexportações para outros países do Oriente Médio e do norte da África. Enquanto, em 2022, o faturamento das suas compras chegava a US$ 58,5 milhões, em 2024 esse valor mais que dobrou: US$ 604,9 milhões. A Arábia Saudita, por sua vez, vem ampliando gradualmente sua participação nas importações brasileiras, apoiada no fortalecimento das relações comerciais bilaterais e na adaptação da indústria brasileira às exigências sanitárias e religiosas dos sauditas, que consomem produtos halal, com alta de 59% e 38%, respectivamente, em volume e receita. Destacam-se, ainda, o aumento do volume importado no período, pelo Marrocos (2.373%), Argélia (1.637%), Iraque (1.256%), Líbano (221%) e Líbia (147%). Apesar do aumento significativo no volume de compras do Marrocos, o documento esclarece, no entanto, que o País mantém a mais alta barreira tarifária para suas importações, sendo 200% de tarifa para carne refrigerada. “Isso indica uma proteção extrema para o abate local e o consumo de carne fresca nacional. Para carne congelada e miúdos, a tarifa cai drasticamente para 10%”, indica. Mesmo assim, diante dos aumentos de compras dos últimos anos, a Câmara Árabe avalia que a consolidação do Oriente Médio como destino relevante da carne brasileira tende a ganhar fôlego, especialmente se persistirem as restrições chinesas. “A diversificação de mercados deixou de ser apenas uma estratégia comercial e passou a ser um componente central da inserção internacional do agronegócio brasileiro”, aponta o estudo.

ESTADÃO/AGRO

ECONOMIA

Dólar volta a cair em meio a fluxo estrangeiro para o Brasil

O fluxo de investimentos estrangeiros para o Brasil voltou a conduzir a queda do dólar na terça-feira, em uma sessão em que a moeda norte-americana também cedeu antepares do real no exterior, como o peso chileno e o peso mexicano.

Com o Ibovespa acima dos 191 mil pontos, o dólar à vista fechou em baixa de 0,27%, aos R$5,1556, o menor valor de fechamento desde 28 de maio de 2024, quando encerrou em R$5,1539. No ano, a moeda acumula agora queda de 6,07%. Às 17h04, o dólar futuro para março — atualmente o mais líquido no Brasil — cedia 0,32% na B3, aos R$5,1630. A moeda norte-americana chegou a subir no início do dia, mas a abertura da bolsa brasileira colocou as cotações em trajetória de queda, em meio ao fluxo de investimentos estrangeiros para o Brasil. O recuo do dólar ante o real também ocorreu em sintonia com a perda de força da moeda norte-americana ante outras divisas de emergentes, como o peso chileno, o peso mexicano e o rand sul-africano. O real e essas outras moedas estavam entre as mais valorizadas do dia neste fim de tarde. No exterior, os investidores ainda ponderavam na terça-feira os riscos da política tarifária dos EUA, enquanto aguardavam o discurso do Estado da União do presidente Donald Trump, às 23h pelo horário de Brasília. Os EUA passaram a aplicar na terça-feira uma tarifa adicional de 10% sobre todos os produtos não cobertos por isenções, segundo um aviso emitido pela alfândega do país. Essa é a taxa inicialmente anunciada por Trump na última sexta-feira, e não os 15% que ele prometeu no sábado. A cobrança é uma reação à decisão da Suprema Corte que derrubou as tarifas anunciadas no ano passado por Trump sobre uma série de países, mas coloca em dúvida os acordos comerciais negociados recentemente pelos EUA com parceiros como Japão, União Europeia e Reino Unido. No início do dia, o Banco Central do Brasil informou que o déficit em transações correntes do país chegou a US$8,36 bilhões em janeiro, ante expectativa em pesquisa da Reuters de saldo negativo de US$6,4 bilhões. No mesmo período do ano anterior houve déficit de US$9,809 bilhões. Os investimentos diretos no país (IDP) alcançaram em janeiro US$8,168 bilhões, acima dos US$7,0 bilhões projetados na pesquisa, mas não compensando totalmente o déficit em transações correntes no mês. Em janeiro de 2025, o saldo de IDP foi de US$6,708 bilhões.

REUTERS

Ibovespa supera 191 mil pontos pela 1ª vez, com fluxo estrangeiro

Queda dos juros futuros também deu apoio a ações cíclicas domésticas, o que ajudou a incrementar os ganhos na bolsa local

A forte entrada de capital estrangeiro voltou a ditar os rumos dos negócios na terça-feira, turbinando os ganhos de blue chips. A queda dos juros futuros também deu apoio a ações cíclicas domésticas, o que ajudou a incrementar os ganhos na bolsa local. Com isso, o Ibovespa obteve suporte para marcar novo recorde duplo no pregão: intradiário, aos 191.781 pontos; e de fechamento nominal, aos 191.490 pontos, com alta de 1,40%. Entre as blue chips, as units do Santander se destacaram, ao subir 3,41%. Desempenho parecido foi registrado pelas ações preferenciais da Petrobras, que avançaram 2,54%, marcando a quinta sessão consecutiva de ganhos, a despeito do recuo nos preços de petróleo. Os papéis ON da Vale também exibiram valorização de 0,39%. Informações preliminares sobre pesquisas de intenção de voto, que circularam nas mesas de operação, ajudaram a amplificar o movimento, em um dia em que a recuperação das bolsas americanas também colaborou para melhorar o humor local. No fim do dia, os principais índices americanos terminaram no azul: o Nasdaq teve alta de 1,04%; o S&P 500 avançou 0,77%; Dow Jones subiu 0,76%. Aqui, o volume financeiro negociado pelo Ibovespa foi elevado e chegou a R$ 24,8 bilhões. Já na B3, o giro bateu R$ 32,5 bilhões.

VALOR ECONÔMICO

Arrecadação federal cresce 3,56% e bate recorde para janeiro com apoio de aumento de alíquotas

A arrecadação do governo federal teve alta real de 3,56% em janeiro sobre o mesmo mês do ano anterior, somando R$325,751 bilhões, informou a Receita Federal na terça-feira, resultado impulsionado por uma atividade econômica resiliente e por aumentos de alíquotas de impostos.

O dado, que foi recorde para meses de janeiro da série histórica iniciada em 1995 pela Receita Federal, mostrou alta relevante no recolhimento de tributos administrados pelo fisco, desempenho mais que suficiente para compensar perdas observadas nos embolsos com royalties de petróleo pelos cofres federais. Teve papel relevante no dado do mês uma alta de R$3,6 bilhões, equivalente a 32,6%, na comparação com janeiro de 2025, em Imposto de Renda sobre rendimentos de capital, em razão de ganhos de contribuintes com papéis de renda fixa, mas também pelo recolhimento relacionado à distribuição de Juros sobre Capital Próprio (JCP) por empresas, que teve alíquota elevada de 15% para 17,5% em janeiro. Outro fator importante foi a elevação de alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que gerou em janeiro uma arrecadação adicional de R$2,6 bilhões em comparação com o mesmo mês do ano anterior, uma alta de 49%. O fisco apontou ainda uma contribuição da tributação sobre jogos de azar e apostas, que também teve aumento de cobranças, com uma arrecadação que saltou de R$55 milhões em janeiro de 2025 para R$1,5 bilhão em janeiro deste ano, alta de 2,642%. Ainda no recorte por tributos, os dados da Receita mostram que também houve avanço na arrecadação de receitas previdenciárias, com alta real de 5,48%, uma adição de R$3,3 bilhões na comparação com o resultado de janeiro de 2025. Também foram registrados ganhos em receitas de Pis/Cofins, com elevação de 4,35%, e Imposto de Renda incidente sobre rendimentos do trabalho, alta de 4,24%. Na leitura ampla dos dados, os recursos administrados pela Receita, que englobam a coleta de tributos de competência da União, cresceram 5,21% em termos reais em janeiro frente a um ano antes, a R$313,201 bilhões. Essa elevação foi mais que suficiente para compensar o desempenho da receita administrada por outros órgãos, que tem peso relevante de royalties de petróleo, dado que caiu 25,53% no mês passado, a R$12,551 bilhões. Apenas com royalties a redução foi de R$2,8 bilhões, um recuo de 19,6%. O governo tem atuado com foco em recuperação de receitas ao longo da atual gestão. No ano passado, promoveu aumentos de IOF que geraram disputa com o Congresso e discussões no Judiciário, mas conseguiu manter parte das elevações. No fim do ano, sob o argumento de que precisaria fechar as contas de 2026, o governo conseguiu aprovar uma medida para cortar benefícios fiscais, promover um novo aumento de tributo sobre bets e elevar alíquotas sobre fintechs e JCP. Também foi aprovado em 2025 projeto que ampliou a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$5 mil, criando uma taxação mínima para pessoas de renda mais alta e uma retenção de imposto de 10% para remessas de lucro ao exterior. O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, disse em entrevista coletiva que a elevação de alíquota de JCP, apesar de já estar em vigor desde o início do ano, deve começar a sensibilizar os dados da arrecadação de fevereiro. Os ganhos nessa linha em janeiro, segundo ele, podem eventualmente estar relacionados a uma antecipação feita pelas empresas no fim do ano por conta do novo tributo. No caso das fintech e da nova elevação da taxação sobre bets, os efeitos sobre a arrecadação devem ser observados a partir dos dados de maio, disse. Segundo ele, a Receita ainda está coletando informações de todas as medidas para reavaliar as projeções de arrecadação para 2026. “Nós tivemos alteração na contribuição social das fintechs, tivemos alteração na tributação do Imposto de Renda na fonte sobre JCP, tivemos alteração na tributação das bets, e a alteração do IOF, que é mais antiga. Todas essas alterações vão sensibilizar as nossas projeções”, disse.

REUTERS

Novas tarifas dos EUA entram em vigor com taxa mais baixa de 10%

Na segunda-feira, Trump advertiu os países contra o recuo dos acordos comerciais recentemente negociados com os EUA, dizendo que, se o fizerem, ele adotará tarifas muito mais altas sob diferentes leis comerciais.

Os Estados Unidos impuseram uma tarifa adicional de 10% a partir da terça-feira sobre todos os produtos não cobertos por isenções, segundo um aviso emitido pela Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP, na sigla em inglês), a taxa inicialmente anunciada pelo presidente Donald Trump na sexta-feira, em vez dos 15% que ele prometeu um dia depois. Em reação à decisão da Suprema Corte que derrubou suas tarifas, justificadas por motivos de emergência, Trump anunciou inicialmente uma nova taxa global temporária de 10%. Ele disse no sábado que a aumentaria para 15%. Em um aviso descrito como destinado a “fornecer orientações sobre a Proclamação Presidencial de 20 de fevereiro de 2026”, a CBP disse que, tirando os produtos especificados como sujeitos a isenções, as importações “estarão sujeitas a uma taxa ad valorem adicional de 10%”. A medida aumentou a confusão em torno da política comercial dos EUA, sem nenhuma explicação sobre o motivo pelo qual a taxa mais baixa foi usada. O Financial Times citou um funcionário da Casa Branca dizendo que o aumento para 15% virá mais tarde. A Reuters não pôde confirmar isso imediatamente. A cobrança das novas tarifas começou à meia-noite, enquanto a cobrança das tarifas anuladas pela Suprema Corte foi suspensa. Elas variavam de 10% a até 50%. A lei da Seção 122 permite que o presidente imponha as novas tarifas por até 150 dias a todos os países para lidar com déficits “grandes e graves” na balança de pagamentos e “problemas fundamentais de pagamentos internacionais”. A ordem tarifária de Trump argumenta que existe um grave déficit na balança de pagamentos na forma de um déficit comercial anual de US$1,2 trilhão em bens dos EUA e um déficit em conta corrente de 4% do PIB, além de uma reversão do superávit de renda primária dos EUA. Na segunda-feira, Trump advertiu os países contra o recuo dos acordos comerciais recentemente negociados com os EUA, dizendo que, se o fizerem, ele adotará tarifas muito mais altas sob diferentes leis comerciais. O Japão disse na terça-feira que solicitou aos Estados Unidos que garantam que seu tratamento sob um novo regime tarifário seja tão favorável quanto no acordo existente. Tanto a União Europeia quanto o Reino Unido indicaram que desejam manter os acordos já firmados.

REUTERS

EMPRESAS

Ações da Minerva caem após XP revisar recomendação de compra

Perspectiva de que a China não habilitará novos frigoríficos para exportar carne bovina também influenciou os papéis. Para o último trimestre de 2025, a XP espera “resultados fracos” da Minerva

As ações da Minerva recuaram mais de 6% na tarde da terça-feira (24/2), reduzindo posteriormente as perdas para próximo de 4,4%, após a XP ter rebaixado sua recomendação para as ações da companhia, de compra para neutra. Perto do horário de fechamento, as ações da empresa estavam em R$ 5,39. A perspectiva de que a China não habilitará novos frigoríficos para exportar carne bovina ao seu mercado até 2028 – período de vigência das cotas impostas pelo país no fim de 2025 -, conforme afirmação do assessor especial do Ministério da Agricultura, Carlos Augustin, na segunda-feira (23/2), também influenciou os papéis da Minerva, segundo o analista da Genial Investimentos, Igor Guedes. Em relatório divulgado no fim da tarde de segunda-feira-feira, juntamente com a prévia de resultados do quarto trimestre de 2025 da Minerva, os analistas da XP, Leonardo Alencar e Pedro Fonseca, disseram que apesar de continuarem “construtivos” quanto à demanda por carne bovina em um momento de “persistente” escassez global, eles veem “assimetrias negativas crescentes e riscos de overhang” (pressão vendedora) que devem pressionar os resultados e limitar “catalisadores de re-rating” no curto prazo. Entre os aspectos negativos, a XP destacou as recentes salvaguardas chinesas – cota de 1,1 milhão de toneladas a ser exportada pelo Brasil à China com tarifa de 12% e taxa de 55% sobre o que exceder a cota -, consumo no Brasil mais fraco que o esperado; iminente virada do ciclo do gado (com menor oferta) e incerteza sobre a magnitude das altas do boi; além de riscos negativos decorrentes do fortalecimento do real em relação ao dólar. A XP, assim, revisou também o preço alvo das ações da Minerva para este ano para R$ 7,2 por ação, tomando por base o múltiplo estimado para 2026, em comparação ao valor alvo anterior, de R$ 8,4 por ação. O banco também revisou para baixo suas estimativas de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) para 2026 e 2027 em 7% e 6%, respectivamente. A perspectiva de que a China não fará novas habilitações de plantas para exportar ao país até 2028 também influenciou as ações da empresa. Segundo Guedes, da Genial, o negócio da Minerva é focado na carne bovina, diferentemente de JBS e MBRF, que possuem maior diversificação geográfica e de proteínas e têm exposição também ao ciclo do frango. Guedes pontuou ainda que a maior parcela do volume de abate da companhia, principalmente após a consolidação dos ativos adquiridos da Marfrig, vem do Brasil. No terceiro trimestre de 2025, 17% da receita bruta da companhia veio da China, com as exportações do Brasil respondendo por 67,8% da receita bruta, de acordo com seu balanço de resultados. “Acredito que os investidores inclusive estão até trocando exposições de papéis, quem estava mais exposto em Minerva está indo para as outras duas, JBS e MBRF. As (ações) das duas estão na contramão da tendência de Minerva”, disse Guedes. Para o último trimestre de 2025, a XP espera “resultados fracos”. A projeção é de que a Minerva terá um lucro líquido de R$ 188 milhões – um ano antes, a companhia havia registrado prejuízo líquido de R$ 1,567 bilhão. Para o Ebitda ajustado, a estimativa é de R$ 1,216 bilhão, aumento de 29% em relação ao período correspondente de 2024.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Suíno vivo tem variações mistas nos principais estados

Levantamento do Cepea mostra alta diária apenas em Minas Gerais, enquanto demais praças registram quedas. No mês, todos os estados acumulam recuo.

O Indicador do Suíno Vivo do Cepea/Esalq registrou variações mistas nos principais estados produtores nesta segunda-feira (23). Em Minas Gerais (posto), o valor ficou em R$ 6,77/kg, com alta diária de 0,15%. No acumulado do mês, porém, há recuo de 4,38%. No Paraná (a retirar), o preço foi de R$ 6,59/kg, com queda de 0,75% no dia e retração de 2,95% em fevereiro. No Rio Grande do Sul (a retirar), a cotação fechou em R$ 6,61/kg, recuo diário de 1,93% e baixa mensal de 2,22%. Em Santa Catarina (a retirar), o suíno vivo foi negociado a R$ 6,58/kg, com leve queda de 0,15% no dia e variação negativa de 1,94% no mês. Já em São Paulo (posto), o indicador marcou R$ 6,86/kg, com recuo diário de 0,15% e desvalorização acumulada de 3,24% no mês. Os dados são do Cepea.

ASSESSORIA CEPEA

MBRF Aporta R$ 300 milhões em FIDC para aves e suínos com participação da Fomento Paraná

Fundo conta com subsídio estadual de R$ 75 milhões para financiar produtores integrados e ampliar unidades industriais

A BRF S.A., subsidiária da Marfrig Global Foods, agora MBRF, ingressou como cotista subordinada no Paraná III Fundo de Investimento em Direitos Creditórios do Segmento Agronegócio, com aporte de R$ 300 milhões. A operação foi realizada em conjunto com a Agência de Fomento do Paraná S.A., que participa como cotista sênior com R$ 75 milhões, totalizando R$ 375 milhões no FIDC estruturado. O anúncio foi feito no início da noite da terça-feira (24). O fundo tem como objeto a aquisição de direitos creditórios originados de operações de crédito vinculadas às atividades agroindustriais desenvolvidas no Paraná, especialmente aqueles representados por Cédulas de Produto Rural Financeiras, as CPRF. O instrumento permite antecipar recebíveis e estruturar financiamento com lastro na produção agropecuária. Do total investido, R$ 300 milhões foram aportados pela MBRF na condição de cotista subordinada, assumindo maior exposição ao risco da carteira. A Fomento Paraná ingressou como cotista sênior por meio de veículo estruturado para essa finalidade, com aporte de R$ 75 milhões. O modelo segue a lógica de subordinação típica dos FIDC, em que as cotas subordinadas absorvem as primeiras perdas da carteira. Os recursos captados serão destinados à concessão de crédito à própria companhia e aos produtores rurais integrados à sua cadeia produtiva no Estado. A maior parcela do montante será direcionada ao sistema de integração de aves e suínos, base do modelo industrial da empresa no Paraná. Parte dos recursos também poderá atender projetos nas unidades produtivas. O Paraná lidera a produção nacional de carne de frango e está entre os principais produtores de suínos do País, segundo dados do IBGE e da Associação Brasileira de Proteína Animal. O sistema de integração envolve fornecimento de insumos, assistência técnica e compra da produção pela agroindústria, enquanto o produtor investe em instalações e manejo. Miguel Gularte, CEO da MBRF, afirma que o instrumento amplia a capacidade de financiamento da cadeia integrada. “Este investimento reforça a solidez da nossa cadeia produtiva no Paraná e amplia nossa contribuição para o desenvolvimento da região. Ao fortalecer a integração e a infraestrutura produtiva, valorizamos os produtores, criamos bases para o crescimento sustentável e ampliamos nossa competitividade, gerando impacto positivo no negócio e nas comunidades”, diz. O Estado já opera três FIDC voltados ao agronegócio. Claudio Stabile, diretor-presidente da Fomento Paraná, afirma que o modelo foi estruturado para ampliar alternativas de crédito ao setor agroindustrial. “Os Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios do Agro são uma solução alternativa funcional criada pelo Governo do Paraná para impulsionar o desenvolvimento da agroindústria paranaense, que vinha sendo limitado em sua capacidade de crescimento por causa das altas taxas de juros”, afirma. “Neste momento, o recurso atende principalmente cooperados e integrados, mas os benefícios devem se espraiar pela cadeia produtiva ao longo do tempo, gerando novos negócios.” A empresa informou que manterá o mercado atualizado sobre eventuais desdobramentos relacionados ao fundo. O desempenho da carteira de CPR-F e a demanda por crédito indicarão o ritmo de expansão da integração no Estado nos próximos ciclos. A operação ocorre em um contexto de expansão da demanda global por proteína animal e de pressão sobre custos de produção, especialmente grãos destinados à ração. O acesso a crédito estruturado pode reduzir o custo financeiro para produtores integrados e viabilizar modernização de instalações, biosseguridade e ganho de escala. Com o FIDC Paraná, a expectativa da empresa é ampliar a produção e consolidar a presença industrial no Estado, que concentra parte relevante da sua operação nacional. O desempenho do fundo e a adesão dos produtores devem indicar o ritmo de expansão do modelo de integração.

FORBES AGRO

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