CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2639 DE 27 DE JANEIRO DE 2026

clipping

Ano 11 | nº 2639 | 27 de janeiro de 2026

 

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo: preços estáveis em São Paulo

As referências de preço continuaram as mesmas que estavam vigentes na sexta-feira para todas as categorias, entretanto, houve negócios na sexta-feira à tarde e ontem acima das referências, notadamente na casa dos R$325,00/@ para o “boi China”, mas foram poucos.

Ontem, parte das indústrias ficaram praticamente fora das compras, aguardando o resultado das vendas do fim de semana para se posicionarem no mercado”, relatou a Scot. Dessa maneira, o boi gordo sem padrão-exportação segue valendo R$ 319/@ no mercado paulista, enquanto o “boi China” é negociado em R$ 323/@ (valores brutos, no prazo).  A necessidade de reposição do varejo para a carne desossada, forneceu certa sustentação durante os últimos dias da semana passada, além de que a ponta vendedora também segurou a oferta de boiadas. Além disso, alguns compradores estiveram – e devem permanecer nos próximos dias – mais ativos no mercado físico, por conta da ausência de contratos para a entrega de boiadas. Hoje, parte das indústrias estavam fora das compras, aguardando o resultado das vendas do fim de semana para se posicionarem no mercado. As escalas de abate estavam, em média, para sete dias. Em Alagoas, as cotações permaneceram estáveis para todas as categorias. As escalas de abate estavam, em média, para dez dias. No Mercado atacadista da carne com osso, apesar da menor oferta, com ajustes nos abates ao longo da semana, a demanda diminuiu, reduzindo a intensidade dos pedidos. Com isso, a cotação das carcaças casadas caiu. A cotação da carcaça casada do boi capão caiu 3,3%, ou R$0,75/kg. A do boi inteiro apresentou queda de 1,6%, ou R$0,35/kg. Entre as fêmeas, a carcaça da vaca caiu 2,4%, ou R$0,50/kg, enquanto a da novilha, apresentou recuo de 2,1%, ou R$0,45/kg. No mercado de carnes alternativas, o cenário ainda era de queda. A cotação do frango médio caiu 3,0%, ou R$0,20/kg e o suíno especial recuou 5,8%, ou R$0,70/kg.

SCOT CONSULTORIA

Arroba valorizou até 3% na semana e tendência é de novas altas no curto prazo

Frigoríficos de menor porte seguem com escalas de abate mais apertadas, com apetite de compras nos próximos dias. O mercado físico do boi gordo apresentou preços de estáveis a mais altos ao longo da semana nas principais praças de comercialização do Brasil.

De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, o ambiente de negócios ainda aponta para algum crescimento no curtíssimo prazo, considerando o atual posicionamento das escalas de abate, em especial entre os frigoríficos de menor porte. Iglesias explica que o estado de Goiás é uma exceção. “As indústrias atuantes no estado tentam exercer um certo tipo de pressão no mercado”, disse. Além disso, o analista afirma que as exportações ainda são um destaque, considerando o bom volume dedicado aos Estados Unidos. Variação da arroba na semana. Os valores do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 22 de janeiro: São Paulo (Capital): R$ 325, alta de 3,17% em relação aos R$ 315 praticados no final da última semana; Goiás (Goiânia): R$ 310, baixa de 1,59% frente aos R$ 315 registrados no encerramento da semana passada; Minas Gerais (Uberaba): R$ 310, queda de 1,59% frente aos R$ 315 do encerramento da semana anterior; Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 305, estável em relação ao final da semana passada; Mato Grosso (Cuiabá): R$ 300, avanço de 1,69% ante aos R$ 295 praticados na semana anterior; Rondônia (Vilhena): R$ 275, desvalorização de 1,79% frente aos R$ 280 registrados na última semana. Iglesias comenta que o mercado atacadista se depara com acomodação em seus preços. “Vale destacar que a expectativa durante a segunda quinzena do mês é de menor apelo a altas, com potencial para algum recuo dos preços no curtíssimo prazo”, ressaltou. Segundo ele, a maior competitividade das proteínas concorrentes, que apresentaram queda no início do ano, são um elemento importante a ser considerado. Quatro do traseiro do boi: cotado a R$ 26,50 o quilo, ante aos R$ 26,40 da semana passada; quarto do dianteiro do boi: precificado a R$ 19,00 o quilo, sem alterações frente ao preço do final da última semana. As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 699,953 milhões em janeiro até o momento (11 dias úteis), com média diária de US$ 63,632 milhões, conforme dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A quantidade total exportada pelo país chegou a 126,254 mil toneladas, com média diária de 11,477 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.544,00. Em relação a janeiro de 2025, houve alta de 54,4% no valor médio diário da exportação, ganho de 40% na quantidade média diária exportada e avanço de 10,2% no preço médio.

SAFRAS NEWS

Em quatro semanas Brasil já exportou mais carne bovina do que em todo janeiro/25

De acordo com os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), até a 4ª semana de janeiro, o Brasil embarcou 183.783 mil toneladas de carne bovina, tendo superado todo o mês de janeiro do ano passado, com aumento significativo de 40,1% no volume médio diário (11.486,4 mil toneladas ante 8.196,7 mil toneladas em Jan/25).

O preço médio pago pela tonelada teve aumento de 10,9% comparado ao mesmo período do ano anterior (US$ 5.576,8/T frente a US$ 5.028,7/T em 2025), fazendo com que a arrecadação tivesse alta de 55,4% com as vendas de carne in natura ao exterior (US$ 1.024.917,4 vs. US$ 906.815,0 em 2025). Dentre os fatores que corroboram a firmeza nas exportações houve um rearranjo da indústria frente as salvaguardas (China e México), além de uma oferta global que não é restrita, mas está longe de ser abundante.

SECEX/MDIC

ECONOMIA

Dólar fecha perto da estabilidade no Brasil em dia de queda no exterior

O dólar fechou a segunda-feira praticamente estável ante o real, enquanto no exterior a moeda norte-americana sustentou baixas ante a maior parte das demais divisas, com investidores à espera das decisões sobre juros no Brasil e nos EUA na próxima quarta-feira.

O dólar à vista fechou com leve recuo de 0,14%, aos R$5,2800, no menor valor de fechamento desde os R$5,2746 de 11 de novembro do ano passado. Em 2026, a divisa acumula baixa de 3,81%. Às 17h04, o dólar futuro para fevereiro — atualmente o mais negociado no Brasil — caía 0,30% na B3, aos R$5,2875. A sessão foi marcada pelo recuo da moeda norte-americana ante as demais divisas ao redor do mundo, em especial iene, em meio à expectativa de que o Banco do Japão possa intervir no mercado para segurar a divisa japonesa. A moeda norte-americana também cedia ante o euro e a libra e em relação a pares do real como o rand sul-africano e o peso chileno. Na semana passada, o forte fluxo de investimentos estrangeiros para a bolsa conduziu a alta firme do Ibovespa, de 8,53%, e o recuo do dólar para abaixo dos R$5,30. Na reta final da sessão, o dólar se reaproximou da estabilidade, com os agentes mantendo a cautela antes das decisões de política monetária da semana. O Federal Reserve decide na tarde de quarta-feira sobre sua taxa de referência, hoje na faixa de 3,50% a 3,75%. Já o Banco Central do Brasil anunciará na noite de quarta o novo patamar da Selic, hoje em 15% ao ano. Em ambos os casos a expectativa é de manutenção das taxas. No início do dia, o Banco Central informou que o saldo de transações correntes do Brasil foi negativo em US$68,791 bilhões em 2025. Na outra ponta, o investimento direto no país foi positivo em US$77,676 bilhões.

REUTERS

Ibovespa fecha estável em dia de correção e política monetária no radar

O Ibovespa fechou próximo da estabilidade, após passar a maior parte do pregão no vermelho, em dia de correção depois dos recordes históricos da semana anterior, ao mesmo tempo em que o mercado se prepara para as decisões de juros do Banco Central e do Federal Reserve, que saem na quarta-feira.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,01%, a 178.838,22 pontos. O volume financeiro somava R$28,25 bilhões antes dos ajustes finais.

REUTERS

Mercado reduz projeção do IPCA de 2026 para 4%, aponta Focus

Mediana das projeções dos economistas para o crescimento do PIB brasileiro em 2026 ficou estável pela sétima semana seguida 

A mediana das projeções dos economistas do mercado para a inflação oficial brasileira em 2026 recuou pela terceira semana seguida, de 4,02% para 4,00%, segundo o relatório Focus, do Banco Central (BC), divulgado na segunda-feira (26) com estimativas coletadas até a última sexta-feira (23). Para 2027, a mediana das expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) seguiu em 3,80% pela 12ª semana seguida e, para 2028, continuou em 3,50%, também pela 12ª semana seguida. Para a taxa básica de juros (Selic), a mediana das estimativas se manteve em 12,25% no fim de 2026, seguiu em 10,50% em 2027 pela 50ª semana e, para 2028, se manteve em 10%. A mediana das projeções dos economistas do mercado para o crescimento da economia brasileira em 2026 se manteve em 1,80% pela sétima semana seguida, segundo o Focus. Para 2027, a mediana das expectativas para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) continuou em 1,80%, e, para 2028, seguiu em 2% pela 98ª semana seguida. A mediana das projeções dos economistas do mercado para o dólar no fim de 2026 se manteve em R$ 5,50 pela 15ª semana seguida. Para 2027, a mediana das expectativas para a moeda americana subiu de R$ 5,50 para R$ 5,51, e, para 2028, seguiu em R$ 5,52.

VALOR ECONÔMICO

Déficit em conta corrente do Brasil termina 2025 em 3,02% do PIB, informa BC

O Brasil teve déficit em transações correntes de US$3,363 bilhões em dezembro e fechou 2025 com um saldo negativo acima daquele do ano anterior, com o déficit acumulado em 12 meses totalizando o equivalente a 3,02% do Produto Interno Bruto, informou o Banco Central na segunda-feira.

A expectativa em pesquisa da Reuters com especialistas era de um déficit de US$5,3 bilhões em dezembro. No mês, os investimentos diretos no país ficaram negativos em US$5,248 bilhões, contra resultado positivo de US$1,0 bilhão projetado na pesquisa.

REUTERS

Brasil encerra 2025 com déficit de US$ 68,8 bilhões nas contas externas, o maior desde 2014

Apenas no mês de dezembro, o país teve saída líquida de US$ 3,3 bilhões nas transações internacionais de comércio, rendas e transferências unilaterais

O Brasil registrou déficit em suas transações correntes de US$ 3,363 bilhões em dezembro de 2025, conforme divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central (BC). No mesmo mês de 2024, o saldo da conta corrente foi negativo em US$ 10,237 bilhões. Já no acumulado do ano, a diferença entre o que o país gastou e o que recebeu nas transações internacionais relativas a comércio, rendas e transferências unilaterais alcançou saldo negativo de US$ 68,791 bilhões, o equivalente a 3,02% do Produto Interno Bruto (PIB) estimado pela autoridade monetária. Segundo o chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, esse foi o maior déficit anual nas contas externas desde 2014, quando o saldo negativo somou US$ 110,5 bilhões. “O principal fator responsável pelo aumento do déficit foi a redução do superávit comercial. Então, a comparação de 2025 com dezembro é que a balança comercial brasileira tem sido, nos dois casos, o principal fator de explicação da variação do déficit corrente”, disse Rocha em entrevista coletiva. Para 2025, o BC projetava déficit em conta corrente de US$ 76 bilhões, conforme divulgado pela autoridade monetária no último Relatório de Política Monetária. Para 2026, a projeção é de déficit de US$ 60 bilhões. Rocha afirmou que, na comparação com as projeções do Relatório, houve surpresa positiva na balança comercial, com exportações mais fortes do que o previsto, e surpresa “negativa” com o aumento das remessas de lucros por estrangeiros. “A saída de lucros e dividendos remetidos foi bastante superior ao que estava sendo esperado pelo mercado”, comentou. O Brasil teve uma saída líquida de US$ 5,248 bilhões em Investimento Direto no País (IDP) em dezembro, segundo o Banco Central. Em dezembro do ano passado, o IDP tinha somado US$ 160 milhões positivos. O chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, informou que esse resultado de dezembro de 2025 foi a maior saída mensal da série histórica do investimento direto. É ainda o primeiro valor negativo desde dezembro de 2023, quando o saldo foi negativo em US$ 1,992 bilhão. Ele frisou, porém, que o IDP continuou sendo a principal fonte de financiamento do déficit em transações correntes do país no ano passado. Valores negativos nesse item indicam que, no mês em questão, as distribuições de lucros realizadas por subsidiárias de empresas estrangeiras em operação no Brasil para seus acionistas no exterior foram superiores aos lucros auferidos. Segundo Rocha, o lucro remetido teve impacto direto sobre o IDP. Ele ressaltou, contudo, que não são as remessas que determinam o resultado das transações correntes, mas sim o lucro total apurado. No acumulado do ano, a entrada de recursos via IDP foi de US$ 77,676 bilhões ou 3,41% do Produto Interno Bruto (PIB), contra 3,39% do PIB vistos no mesmo período de 2024. Fazem parte do IDP os recursos destinados à participação no capital e os empréstimos diretos concedidos por matrizes de empresas multinacionais as suas filiais no país e vice-versa. O retorno de investimento brasileiro no exterior também integra essas estatísticas. O BC projetava IDP de US$ 75 bilhões para 2025. Para 2026, a projeção é de IDP em US$ 70 bilhões. A remessa líquida de lucros e dividendos das empresas para o exterior ficou em US$ 5,397 bilhões em dezembro de 2025. Em dezembro de 2024, por sua vez, a remessa foi de US$ 4,673 bilhões. No acumulado de 2025, o resultado foi de remessa de US$ 53,609 bilhões, acima dos US$ 51 bilhões esperado pelo BC para o ano. A projeção para 2026 é de US$ 48 bilhões. Os investimentos estrangeiros em carteira tiveram entrada líquida de US$ 4,397 bilhões em dezembro de 2025. No mesmo mês de 2024, houve saída de US$ 7,579 bilhões. No acumulado do ano de 2025, a entrada líquida foi de US$ 15,140 bilhões. No mercado de renda fixa, entraram liquidamente US$ 5,808 bilhões em dezembro (US$ 20,091 bilhões no ano). Considerando apenas as negociações no país nesse segmento em dezembro, o resultado foi positivo em US$ 5,282 bilhões. No mercado externo, o resultado foi positivo em US$ 526 milhões. Já o fluxo de investimentos estrangeiros em ações via bolsas de valores resultou em saída de US$ 1,963 bilhão no mês, considerando tanto aplicações via bolsa brasileira quanto via Bolsa de Nova York. Em 2025 como um todo, houve saída de US$ 4,648 bilhões. Para 2025, o BC projetava ingresso líquido de investimentos em carteira de US$ 10 bilhões, conforme divulgado no Relatório de Política Monetária. Em 2026, a projeção é de entrada de US$ 5 bilhões.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

Frigol faz oferta de CRA de R$ 200 milhões

Recursos serão utilizados nas atividades operacionais do frigorífico. O Frigol é um dos maiores exportadores de carne bovina do país

O Frigol, um dos maiores exportadores de carne bovina do país, lançou uma oferta para emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) no valor de R$ 200 milhões, com possibilidade de lote adicional de até 25% do volume inicial, em até três séries. De acordo com o prospecto da oferta, os recursos serão utilizados nas atividades operacionais do frigorífico. A liquidação da oferta está prevista para o dia 26 de fevereiro. A primeira e a segunda séries do CRA têm prazo de cinco anos, enquanto na terceira série o prazo pode se estender por sete anos. A emissão será feita pela Opea Securitizadora, tendo o Bradesco BBI como coordenador líder, o banco BTG Pactual como coordenador, e assessoria jurídica dos escritórios Lobo de Rizzo e Mattos Filho.

GLOBO RURAL

INTERNACIONAL

Por que a Indonésia é ‘o novo mundo’ para a carne bovina do Brasil?

Diante das cotas tarifárias impostas pela China, o setor de carne bovina tem intensificado os trabalhos para diversificação e ampliação de mercados. Ao passo que se olha para países como Japão, Coreia do Sul e Turquia — mercados estratégicos, mas com barreiras sanitárias rígidas —, busca-se, paralelamente, uma maior presença na Indonésia. 

O país do sudeste asiático, atualmente, é o quarto mais populoso do mundo, com cerca de 283 milhões de habitantes, segundo a Organização das Nações Unidas. Hoje, o Brasil já conta com 38 unidades frigoríficas habilitadas a atender à demanda crescente do mercado indonésio. Mais de um terço dessas autorizações foram conquistadas há pouco mais de quatro meses. E há previsão de novas aprovações nos próximos dias. Essa aproximação entre os dois países já aparece nos números. Conforme dados do ComexStat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), em 2025, os embarques de carne bovina do Brasil para a Indonésia avançaram, em média, 176% em comparação com o volume de 2024. Em valor, a alta foi de 145,5%. Olhando desde 2020 — ano em que os embarques começaram a ganhar força — até o ano passado, as exportações brasileiras de carne bovina tiveram alta acumulada de 681,6% em volume e de 732,4% em valor. Para Fernando Iglesias, economista e analista da Safras & Mercado, o potencial de crescimento da Indonésia é significativo, especialmente no contexto de redução da dependência do mercado chinês. “É um mercado que tem um grande potencial de importação este ano. Eu acredito que esse é um caminho muito bom para o Brasil à medida que nós precisamos diversificar os destinos de exportação de carne bovina”, disse ao Agro Estadão. O especialista lembra que, hoje, a Indonésia conta com uma cota de importação de 188 mil toneladas de carne bovina, distribuída entre seus fornecedores. Nesse cenário, o Brasil figura entre os principais exportadores, com destaque para os embarques de gado em pé, o que reforça a importância estratégica para o setor de pecuária bovina, não pelo volume, mas pelo elevado potencial de crescimento no longo prazo. Já do ponto de vista de preços, a carne brasileira destinada à Indonésia tem sido negociada com valores inferiores aos praticados pela China — principal destino da proteína vermelha. Considerando a carne bovina congelada e desossada, o preço médio pago pelos chineses em 2025 foi de US$ 5,36 mil por tonelada. Enquanto isso, a Indonésia desembolsou, em média, US$ 4,26 mil por tonelada, segundo levantamento da Safras & Mercado. Apesar do avanço significativo dos embarques de carne bovina brasileira para a Indonésia nos últimos cinco anos, a pauta comercial entre os dois países ainda é concentrada em outros produtos. A carne bovina fresca ou refrigerada aparece na sexta posição, respondendo por 3,2% das importações indonésias. Com essas aquisições, a Indonésia alcançou a 16ª posição entre os principais mercados consumidores de produtos brasileiros no último ano, com 1,19% de participação no total exportado.

O ESTADO DE SÃO PAULO/AGRO

FRANGOS & SUÍNOS

Exportações de carne suína em janeiro: queda no volume e no preço

Os dados preliminares até a 4ª semana de janeiro, mostra que o Brasil embarcou 79,0 mil toneladas de carne suína, volume 10,1% menor que o registrado no mesmo período de 2025. Ainda assim, o dado mais relevante está no ritmo das operações: a média diária de embarques avançou 23,6%, atingindo 4,94 mil toneladas/dia, sinalizando forte intensidade nos fluxos recentes.

A receita obtida com as exportações somou US$ 196,8 milhões, queda moderada de 8,7% na comparação anual. Em contrapartida, a média diária de faturamento cresceu 25,5%, alcançando US$ 12,3 milhões, refletindo não apenas maior ritmo comercial, mas também um ambiente de preços mais sustentado. O preço médio por tonelada, em US$ 2.489,60, registrou alta de 1,5%, reforçando a leitura de maior equilíbrio entre oferta e demanda no mercado internacional. O cenário externo segue relativamente favorável para a carne suína brasileira. A demanda permanece consistente em mercados estratégicos das Américas e da Ásia, compensando movimentos mais cautelosos da China. Com oferta global ajustada e boa competitividade do produto nacional, o Brasil inicia 2026 com preços mais resilientes e perspectiva de continuidade dos embarques, sustentados por eficiência produtiva e diversificação de destinos.

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

Exportações de carne de frango em janeiro: queda no volume e no preço

Até a 4ª semana de janeiro, os embarques totalizaram 349,7 mil toneladas, abaixo do volume observado no mesmo período de 2025 (415,2 mil toneladas). Essa redução de 15,8% no volume acumulado, no entanto, não reflete enfraquecimento operacional.

Pelo contrário: o ritmo dos embarques se mostrou mais acelerado, com a média diária crescendo 15,8%, alcançando 21,86 mil toneladas/dia, o que sugere maior eficiência logística e concentração dos fluxos ao longo do período. Do lado financeiro, a arrecadação somou US$ 627,2 milhões, recuo de 16,7% frente a janeiro do ano passado. Ainda assim, o avanço de 14,5% na média diária de receita, para US$ 39,2 milhões, indica que a dinâmica comercial segue ativa. O preço médio da tonelada, em US$ 1.793,50, apresentou leve ajuste negativo de 1,1%, movimento compatível com um mercado internacional abastecido e altamente competitivo. O cenário global segue favorecendo a carne de frango como proteína de escolha em mercados sensíveis a preço. A produção brasileira permanece em trajetória de crescimento em 2026, sustentada por custos relativamente controlados e ganhos de produtividade. Ao mesmo tempo, a recomposição da oferta em outros grandes exportadores limita avanços mais expressivos nos preços.

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS 

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