CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2617 DE 16 DE DEZEMBRO DE 2025

clipping

Ano 11 | nº 2617 | 16 de dezembro de 2025

 

NOTÍCIAS

A semana começou sem alterações nos preços no mercado do boi gordo em São Paulo

As ofertas aumentaram e as vendas de carne estão indo bem, o que manteve o mercado equilibrado.

As escalas de abate estiveram mais confortáveis do que nos últimos dias, em média, para 12 dias. Na região Oeste do Maranhão, a oferta melhorou, abrindo margem para queda na cotação do boi gordo, que caiu R$2,00/@. A cotação das demais categorias não mudou. As escalas de abate atendiam, em média, a oito dias. No Acre, a cotação permaneceu estável para toda as categorias. No atacado da carne com osso, a venda de carne esteve firme, com o varejo realizando pedidos para reposição de estoques, movimento já esperado, considerando a primeira quinzena do mês. Dessa forma, as cotações das carcaças casadas não mudaram, com exceção da carcaça da novilha, cuja cotação subiu 0,7%, ou R$0,15/kg. A expectativa é de que o mercado mantenha bom escoamento, sustentado pelas vendas de fim de ano. No mercado de carnes alternativas, a cotação do frango médio caiu 3,4%, ou R$0,25/kg. A cotação do suíno especial subiu 1,6%, ou R$0,20/kg.

SCOT CONSULTORIA

Preços acomodados na carne bovina

Por enquanto, ambiente de negócios sinaliza por compras em patamares mais baixos pelo conforto das escalas de abate

O mercado brasileiro de boi foi pautado por um cenário de maior acomodação nos preços. O analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias sinaliza que houve algumas tentativas de compra da arroba em patamares mais baixos, considerando o comportamento das escalas de abate, que começaram a avançar no Centro-Norte do Brasil. Segundo ele, em São Paulo, predominou a acomodação de preços, ainda que o mercado não trabalhe com escalas de abate muito confortáveis. “Sob o prisma da demanda, as exportações seguem como grande destaque. No momento a demanda norte-americana apresenta um diferencial, em um momento em que a produção do país segue deficitária”, analisa, em referência ao plantel reduzido dos Estados Unidos. Preços médios da arroba do boi na semana: Os valores da arroba do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 11 de dezembro em comparação ao dia 5: São Paulo (capital): R$ 325,00, estável em relação valor praticado no último final da última semana; Goiás (Goiânia): R$ 320,00, sem mudança. Minas Gerais (Uberaba): R$ 320,00, sem alterações. Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 320,00, inalterado. Mato Grosso (Cuiabá): R$ 300,00, estável. Rondônia (Vilhena): R$ 280,00, sem mudanças. Iglesias comenta que o mercado atacadista se deparou com um cenário de preços de estáveis a levemente mais altos durante a semana. “Ainda há espaço para alta de preços, considerando o bom momento de consumo no mercado interno com os efeitos da entrada do 13º terceiro salário na economia, somado a criação dos postos temporários de emprego, além das confraternizações tradicionais nessa época do ano”, sinaliza. Quarto traseiro: cotado a R$ 26,50 o quilo, avanço de 0,96% ante o valor da semana passada, de R$ 26,00 o quilo. Quarto do dianteiro: foi vendido por R$ 18,50 o quilo, inalterado frente ao preço registrado no final da semana passada. As exportações de carne bovina in natura do Brasil renderam US$ 430,967 milhões em dezembro até o momento (5 dias úteis), com média diária de US$ 86,193 milhões, conforme a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Já a quantidade total exportada pelo país chegou a 76,721 mil toneladas, com média diária de 15,344 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.671,30. Em relação a dezembro de 2024, houve alta de 80,5% no valor médio diário da exportação, ganho de 59,1% na quantidade média diária exportada e avanço de 13,4% no preço médio.

SAFRAS NEWS

Média diária exportada de carne bovina in natura cresce 48,9% até a segunda semana de dezembro/25

As exportações brasileiras de carne bovina in natura seguem avançando em dezembro e alcançaram 143,5 mil toneladas na segunda semana de dezembro/25, segundo Secretaria de Comércio Exterior (Secex). No ano anterior, o Brasil exportou 202,5 mil toneladas de carne bovina em todo dezembro de 2024.

A média diária exportada ficou em 14,3 mil toneladas na segunda semana de dezembro e isso representa um avanço de 48,9% frente a média diária exportada em dezembro do ano passado, que foi de 9,6 mil toneladas. O faturamento com as exportações de carne bovina in natura até a segunda semana de dezembro de 2025 alcançou US$ 804,5 milhões, enquanto no fechamento de dezembro do ano anterior o total do mês ficou em US$ 1,002 bilhão. A média diária da receita ficou em US$ 80,4 milhões, ganho de 68,5%, frente ao observado no mês de dezembro do ano passado, com US$ 47,7 milhões. Os preços médios pagos pela carne bovina ficaram em US$ 5.603 por tonelada até a segunda semana de dezembro/25 e isso representa um ganho anual de 13,1% em relação a 2024 em que o valor médio estava em US$ 4.952l por tonelada.

SECEX/MDIC 

Realização de lucros pressiona contratos futuros do boi gordo

A 3ª semana de dezembro/25 foi marcada por quedas generalizadas nas cotações futuras na bolsa B3, sobretudo nos vencimentos mais longos, destaca a Agrifatto

“A semana apresentou um viés de correção, com todos os contratos futuros operando no vermelho de forma unificada”, ressalta a consultoria. Em contrapartida, o mercado físico mostrou resiliência e descolou desse movimento, fechando positivo, acrescentam os analistas. Com o dólar se mantendo firme acima dos R$ 5,41, diz a consultoria, a competitividade da carne brasileira no exterior permaneceu inabalada, resultando em volumes de exportação expressivos no começo de dezembro/25. “Esse fluxo de saída de carne, somado ao consumo interno aquecido pelo 13º salário, garantiu que o mercado físico ignorasse o pessimismo momentâneo da bolsa”, diz a consultoria. Na avaliação da Agrifatto, a baixa na bolsa paulista B3 foi puxada por um movimento de realização de lucros após um período de alta nos contratos. “A B3 realizou lucros de forma agressiva, caindo abaixo da cotação real da arroba, o que demonstra uma demanda imediata (mercado físico) sustentada pelo consumo de fim de ano, enquanto o mercado futuro corrigia seus excessos”, diz a consultoria. O indicador DATAGRO (base SP) fechou a última sexta-feira a R$ 322,68/@, com ligeira valorização de 0,21% em comparação com os R$ 322,01 registrados na sexta-feira anterior. Por sua vez, o contrato com vencimento em dezembro/25 encerrou a semana em R$ 321,25/@, com recuo de -0,03% sobre a sexta-feira anterior, enquanto os contratos para janeiro/26, fevereiro/26 e março/26 registraram desvalorização semanal de 0,51% (para R$ 324,45/@), 0,40% (para R$ 325,95/@) e 0,41% (para 328,35/@), respectivamente. Segundo a Agrifatto, o ágio dos contratos de dezembro/25 ficou negativo. “Isso mostra que o mercado físico está mais aquecido e firme do que a expectativa financeira de curto prazo”, observa a consultoria. A bolsa continua operando com alta liquidez: o volume total de contratos futuros em aberto atingiu 39.890 posições na última sexta-feira, um forte avanço de 5,53% em relação à sexta. “O hedge (proteção dos preços) foi a estratégia dominante na quase totalidade dos contratos futuros da curva longa”, observa a Agrifatto, acrescentando: “Os vencimentos de 2026 registraram um fluxo de forte venda e a entrada de novos vendedores, indicando que o mercado aproveitou os níveis de preço para montar proteções”. O destaque técnico divergente da semana foi o vencimento de dezembro (Z25), o de maior liquidez (20.682). “O volume massivo de investidores encerrando posições para colocar o dinheiro no bolso antes do fechamento do ano gerou uma distorção pontual no contrato de dezembro/25”, destaca a Agrifatto.

PORTAL DBO

ECONOMIA

Dólar fecha perto da estabilidade no Brasil em meio a fluxo de fim de ano

Após chegar a oscilar abaixo dos R$5,40 pela manhã, o dólar ganhou força e fechou a segunda-feira próximo da estabilidade ante o real, com profissionais do mercado citando o tradicional fluxo de saída de recursos do país no fim de ano para justificar o movimento.

A recuperação do dólar no Brasil esteve na contramão do exterior, onde a moeda norte-americana cedeu ante a maior parte das divisas durante o dia. O dólar à vista fechou com leve alta de 0,16%, aos R$5,4215. No ano, a moeda acumula baixa de 12,26%. Às 17h12, o contrato de dólar futuro para janeiro — atualmente o mais líquido no Brasil — subia 0,16% na B3, aos R$5,4380. O dia começou com o dólar em baixa no Brasil, acompanhando o recuo da moeda ante outras divisas no exterior, enquanto investidores também ponderavam dados de atividade divulgados pelo Banco Central. O BC informou que seu Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) cedeu 0,2% em outubro ante setembro, na série com ajustes sazonais. O resultado do indicador, considerado um sinalizador para o Produto Interno Bruto (PIB) foi pior que a projeção mediana dos economistas ouvidos pela Reuters, de alta de 0,10%. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o IBC-Br teve alta de 0,4%, enquanto no acumulado em 12 meses passou a um ganho de 2,5%, conforme a série sem ajustes sazonais. O IBC-Br é mais um dos indicadores recentes que corroboram a percepção de que a economia brasileira está em desaceleração, um fator que vem sendo destacado por agentes que projetam corte da taxa básica Selic já na reunião de janeiro do BC. Neste cenário, o dólar à vista atingiu a cotação mínima de R$5,3815 (-0,58%) às 10h03, em sintonia com o recuo visto também no exterior. A partir daí, no entanto, a moeda norte-americana passou a ganhar força, com alguns agentes aproveitando as cotações mais baixas para comprar divisas. Profissionais ouvidos pela Reuters pontuaram que o movimento esteve relacionado aos tradicionais envios de recursos ao exterior no fim de ano, por empresas e fundos. No exterior, um dos destaques era a queda firme do dólar ante o iene, com os agentes precificando uma elevação iminente de juros no Japão. O dólar também sustentou perdas ante uma cesta de moedas fortes durante a maior parte da sessão.

REUTERS 

Ibovespa fecha em alta com Rede D’Or em destaque após dividendos

O Ibovespa fechou em alta nesta segunda-feira, superando 163 mil pontos na máxima, com Rede D’Or entre os maiores ganhos após anúncio de dividendos, enquanto Braskem capitaneou as perdas tendo no radar acordo envolvendo a participação da Novonor.

Investidores também repercutiram dados mais fracos sobre a atividade econômica brasileira, enquanto seguem calibrando apostas para o começo de um aguardado ciclo de cortes de juros no país no próximo ano. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,24%, a 162.757,79 pontos, de acordo com dados preliminares, chegando a 163.073,14 pontos na máxima e marcando 160.766,37 pontos na mínima do dia. O volume financeiro somava R$19,57 bilhões antes dos ajustes finais.

REUTERS 

Economistas reduzem previsão da inflação neste ano e da Selic em 2026

Boletim Focus mostra queda no IPCA para 4,36% em 2025 e na Selic para 12,13% no próximo ano. Analistas ainda reduziram a expectativa para o PIB de 2027

Os economistas voltaram a reduzir a previsão para a inflação neste ano e da taxa de juros para 2026. O boletim Focus divulgado na segunda-feira (15) aponta que os analistas esperam que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) feche o ano a 4,36%, uma diminuição de 0,04 ponto percentual em relação à semana anterior. Com isso, a previsão segue dentro do limite da meta de 3%, estipulada pelo Banco Central, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Ela se distanciou do teto da meta, mas ainda está longe do centro como almeja o presidente do BC, Gabriel Galípolo. Os analistas ouvidos pelo BC ainda diminuíram a expectativa para o próximo ano, que foi de 4,16% para 4,10%. Já a perspectiva para 2027 e 2028 permaneceram em 3,8% e 3,5%, respectivamente. Outra mudança no boletim Focus foi a queda na previsão para a Selic de 2026, que estava em 12,25% e foi para 12,13%. Na última quarta-feira (10), o Copom (Comitê de Política Monetária) do BC manteve a taxa de juros em 15% e não sinalizou um corte em janeiro, quando ocorrerá a próxima reunião. Já as expectativas da Selic seguem em 10,5% e 9,5% para 2027 e 2028, respectivamente. Os analistas ainda reduziram a previsão do PIB (Produto Interno Bruto) de 2027, que foi de 1,84% para 1,83%. Para este ano, o crescimento econômico permaneceu em 2,25%.

FOLHA DE SÃO PAULO 

IGP-10 sobe 0,04% em dezembro e termina ano com deflação acumulada, diz FGV

O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) registrou avanço de 0,04% em dezembro, depois de ter subido 0,18% no mês anterior, e encerrou o ano com deflação no acumulado em 12 meses.

Os dados divulgados nesta segunda-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV) mostram que o índice teve queda de 0,76% nos 12 meses até dezembro, depois de ter subido 6,61% em 2024. Em 2023 o IGP-10 também terminou com deflação, de 3,56%. A expectativa em pesquisa da Reuters para a leitura mensal era de avanço de 0,05%. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-10), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, teve em dezembro queda de 0,03%, depois de alta de 0,15% no mês anterior, terminando o ano com deflação acumulada de 2,87%, influenciados por produtos agropecuários e industriais. “O resultado reflete boas safras e a sensibilidade às commodities internacionais, que reduziram preços de alimentos e repercutiram nos processados, levando a indústria de transformação a variar 0,7%, bem abaixo dos 5,28% de 2024”, destacou Matheus Dias, economista do FGV IBRE. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10), que responde por 30% do índice geral, registrou alta de 0,21% no mês, repetindo a taxa de novembro e acumulando no ano avanço de 4,01%. “Habitação teve maior peso, puxada pela volatilidade das tarifas de energia elétrica residencial; sem a desaceleração de alimentos e transportes no segundo semestre, o IPC poderia ter superado 2024”, completou Dias. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-10), por sua vez subiu 0,22% em dezembro, depois de uma alta de 0,30% em novembro. Em 12 meses, o índice avançou 6,18%. O IGP-10 calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.

REUTERS 

GOVERNO

Plano Clima prevê emissões de 649 milhões de toneladas de CO2 equivalente em 2030

A versão original do texto foi alvo de críticas do setor agropecuário. Lideranças e entidades do agro questionavam o peso atribuído ao campo nas emissões de gases de efeito estufa

O Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM) aprovou, na manhã da segunda-feira (15/12), o Plano Clima, com ações e metas para o país alcançar emissões líquidas zero de gases de efeito estufa até 2050. A informação foi confirmada pela assessoria do Ministério do Meio Ambiente. A versão original do Plano Clima foi alvo de críticas do setor agropecuário. Lideranças e entidades questionavam, principalmente, o peso atribuído ao campo nas emissões de gases de efeito estufa (GEE) e sua responsabilidade nas ações de mitigação dos efeitos nocivos das mudanças climáticas. O setor agropecuário ainda não teve acesso à versão final do texto final do Plano. A resolução que aprova o Plano Clima, apreciada na reunião do CIM, deve ser publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (16/12). No fim de semana, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que o governo havia chegado a um “bom termo” sobre o Plano Clima, com atendimento das demandas do setor agropecuário. O Plano Clima prevê que o setor agropecuário poderá ter níveis de emissão de 649 milhões de toneladas de CO2 equivalente em 2030, 1% a mais que a base de emissões calculadas em 2022, de 643 milhões de toneladas de CO2 equivalente. O plano setorial de mitigação de agricultura e pecuária abrange as ações relacionadas ao fortalecimento e modernização das práticas agropecuárias, com ampliação da adoção de práticas sustentáveis do Plano ABC+, buscando aumentar a produtividade e a produção, com uso mais eficiente de recursos naturais e com menores emissões de GEE. A meta de 2035 para agricultura e pecuária varia de 599 a 653 milhões de CO2 equivalente, oscilando entre recuo de 7% ou aumento de 2% nas emissões entre 2022 e 2035, de acordo com apresentação feita pelo Ministério do Meio Ambiente na reunião do CIM, obtida pela reportagem. As metas nacionais são limitar as emissões líquidas nacionais de GEE a 1,2 Gt CO2e até 2030 e à banda entre 0,85 e 1,05 Gt CO2e até 2035. Em 2050, o objetivo é zerar emissões líquidas de gases de efeito estufa. O cálculo considera que os setores econômicos emitiram mais de 2 Gt de GEE em 2022. O Plano Clima também contempla o plano setorial de “Mudanças do uso da terra em Áreas Rurais Privadas” e o de “Mudanças do uso da terra em Áreas Públicas e Territórios Coletivos”, ambos incluem ações e emissões que conversam com a agropecuária. No caso do plano de “Mudanças do uso da terra em Áreas Rurais Privadas”, o Plano Clima considera que houve emissões de 352 milhões de toneladas de CO2 equivalente em 2022 e colocou como meta redução de 70% no número, para 106 milhões de toneladas até 2030. O documento contempla a redução das emissões por supressões de vegetação nativa em imóveis rurais (desmatamento) e aumento das remoções por recuperação de vegetação nativa, além de outras mudanças de uso da terra em áreas privadas, como incentivo ao plantio de florestas, recuperação e conversão de áreas degradadas e manejo conservacionista do solo e ampliação de sistemas produtivos integrados e agroecológicos. Para 2035, a meta é apresentar mais remoções que emissões, com sequestro entre 30 e 34 milhões de toneladas de CO2 equivalente. Já no plano de “Mudanças do uso da terra em Áreas Públicas e Territórios Coletivos”, o documento considera emissões de 448 milhões de toneladas de CO2 equivalente e coloca como meta atingir remoções de 181 milhões de toneladas de CO2 equivalente até 2030. Para 2035, a meta varia entre remoções de 248 milhões de toneladas e 250 milhões de toneladas de CO2 equivalente. Esse plano de mudanças em áreas públicas e territórios coletivas considera as emissões e remoções de mudança do uso do solo (supressão, recuperação e manutenção da vegetação nativa) em Unidades de Conservação, Terras Indígenas, Territórios Quilombolas, Assentamentos Rurais, Áreas públicas não destinadas e áreas no chamado “vazio de Informação geográfica”. A estratégia nacional de mitigação inclui 10 diretrizes, 12 objetivos nacionais e diversas metas. São oito planos setoriais de mitigação, com 75 ações impactantes e 170 ações estruturantes, com resultados esperados e indicadores verificáveis.

VALOR ECONÔMICO

Aberturas de mercados para o agro do Brasil já renderam US$ 3,4 bilhões desde 2023

Novas oportunidades têm potencial para chegar a US$ 37 bilhões anuais à medida que aumente o fluxo comercial. Cerimônia marcou a inauguração da nova sede da ApexBrasil e a abertura de 500 novos mercados para a exportação de produtos agropecuários

O governo federal celebrou na segunda-feira (15/12) a marca de 500 mercados abertos para o agronegócio brasileiro desde 2023, no início desta gestão. As novas oportunidades já renderam US$ 3,4 bilhões em novos negócios no período e têm potencial para chegar a US$ 37 bilhões anuais à medida que aumente o fluxo comercial. A marca de 500 novos mercados foi alcançada na semana passada, com abertura da Guatemala para a carne bovina. Na segunda-feira, o Brasil recebeu informações sobre sete novas aberturas: castanha de Baru para os cinco países da União Econômica Euroasiática (Armênia, Belarus, Cazaquistão, Quirguistão e Rússia), frutas congeladas e desidratadas para o Japão e arroz beneficiado para a Nicarágua. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que em breve deverá ser anunciada a abertura do mercado de sorgo para o Peru. “Quinhentos novos mercados são feitos históricos para o Brasil e para o mundo. Nenhum país no mundo consegue ampliar dessa forma em três anos seus mercados”, afirmou Fávaro em evento com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta segunda-feira (15/12). Eles inauguraram a nova sede da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Atração de Investimentos (ApexBrasil), em Brasília. “É um mercado novo a cada dois dias”, disse Fávaro. “Esses mercados, gradativamente, vão começar a se transformar em negócio. Os frutos desses 500 mercados o Brasil vai entender nos próximos anos”, completou. “Podemos muito mais. Temos que ser humildes, trabalhar mais, melhorar nossos produtos, pois não temos competidores, não existe hoje ninguém capaz de competir com a fartura de possibilidades que temos de competir”, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, afirmou que os bons resultados no comércio exterior são fruto da “altivez” dada pelo governo aos produtos do setor agropecuário e pela postura adotada na negociação com os Estados Unidos por conta do tarifaço. “Esse ano terminamos bem. É maior exportação, recorde de exportação agrícola, deflação de alimentos”, disse, no mesmo evento. O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que o Brasil vai bater recorde de exportações, mesmo com o crescimento menos acelerado do mundo e da queda nos preços dos produtos. “Vamos bater recorde mesmo com o mundo crescendo menos e preço menor. Devemos bater recorde de US$ 345 bilhões de exportações e US$ 629 bilhões de corrente de comércio. Até o panetone aumentou exportação”, brincou Alckmin. O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, disse que a agência tem 52 convênios com setores da economia e que participa de mil eventos por ano. Nesta gestão, participou de 24 missões oficiais, com a presença de mais de 8 mil empresários nas viagens no período. As próximas missões deverão ser para Índia, Coreia do Sul e Alemanha, a pedido do presidente Lula. O empresário Wesley Batista, da JBS, disse que o trabalho do presidente Lula tem sido um “diferencial enorme para o agronegócio e para a indústria brasileira” nos últimos anos. “O Brasil precisa de acesso, o Brasil é competitivo em muitos setores, mas precisamos de acesso para vender. Nosso setor de proteína animal nunca exportou tanto como agora para todos os mercados. Foram abertos mercados-chave para o setor de proteína animal do Brasil”, comemorou no evento. “É um diferencial que nós, empresários, temos tido o privilégio de ter o senhor [Lula] liderando”, completou.

GLOBO RURAL

Acordo Mercosul-União Europeia pode ser assinado no dia 20 de dezembro

De acordo com o Itamaraty, há, no entanto, preocupações com relação às salvaguardas que deverão ser apresentadas pelo bloco europeu

O governo brasileiro trabalha com a expectativa de que o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia (UE) seja assinado no próximo dia 20, durante a 67ª Cúpula do Mercosul e Estados Associados. “Nossa expectativa é de assinar o acordo no sábado, mas, de fato, as salvaguardas são motivo de preocupação”, disse, na segunda-feira (15/12), a secretária de América Latina e Caribe, Gisela Padovan, do Ministério das Relações Exteriores (MRE). A afirmação foi durante coletiva de imprensa para detalhar a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na cúpula de chefes de Estado, no dia 20 em Foz do Iguaçu (PR). O encontro deverá contar com a participação da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. No dia 19 de dezembro, um dia antes do encontro de chefes de Estado, está prevista uma reunião prévia do bloco, entre ministros das áreas econômicas. As reuniões de autoridades abordarão temas como a entrada de novos membros no bloco, além de questões de interesse comum, como os problemas causados por conta das mudanças climáticas. Segundo Gisela Padovan, o Brasil trabalha para incluir a Bolívia como Estado Parte do Mercosul. “Diversas reuniões têm sido feitas com esse objetivo, para que [a Bolívia] entre rápido [no bloco]”, disse a secretária, ao ponderar que, para isso, é necessário checar se alguns pré-requisitos já foram cumpridos por aquele país. Há também movimentos buscando aproximar o Mercosul de países da América Central e do Caribe. “As conversas com a República Dominicana estão avançando”, antecipou a secretária. Padovan reiterou que o Brasil sempre lutou para integrar os setores automotivo e açucareiro na Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul, saindo das atuais exceções e acordos bilaterais (como Brasil-Argentina), para criar uma política comum gradual. A secretária lembrou que, nesta edição, o encontro contará também com uma cúpula social. As salvaguardas, citadas em tom de preocupação pela secretária, estão sendo criadas pelo parlamento europeu como forma de proteger o mercado europeu dos produtos agropecuários do Mercosul – em muitos casos com melhores condições de concorrência do que os produtos do velho continente. A França, maior produtor de carne bovina da União Europeia, é o país que mais tem criado dificuldades para o acordo entre os dois blocos. Em algumas oportunidades, representantes franceses classificaram o acordo como “inaceitável”, sob o argumento de que não leva em consideração exigências ambientais na produção agrícola e industrial. Agricultores europeus já protestaram diversas vezes, dizendo que o acordo levaria a importações baratas de commodities sul-americanas, principalmente carne bovina, que não atendem aos padrões de segurança alimentar e ecológicos do bloco europeu. Da parte brasileira, há também preocupações com relação a práticas sustentáveis que podem ser usadas pelo bloco europeu como desculpa para aplicar medidas de proteção de seu mercado contra produtos de países de fora do bloco. Mercosul e União Europeia negociam esse acordo de livre comércio há 26 anos. Durante o encontro com a imprensa, a secretária do Itamaraty lembrou que a União Europeia é um mercado de aproximadamente 720 milhões de pessoas, com um PIB de US$ 22 trilhões.

AGÊNCIA BRASIL

EMPRESAS

Vietnã habilita dois frigoríficos brasileiros para exportação de carne bovina

Quase 100 plantas já apresentaram documentação e aguardam aval vietnamita desde março

O mercado potencial do Vietnã é de 300 mil toneladas de carne bovina por ano, quase 10% do que o Brasil exporta

O Vietnã habilitou mais duas plantas de carne bovina do Brasil para exportar para lá. Os frigoríficos da JBS em Naviraí (MS) e Senador Canedo (GO) receberam o aval dos vietnamitas nesta segunda-feira (15/12). Agora, o país possui quatro unidades com autorização para embarcar cortes bovinos ao país asiático, todos da JBS. As plantas de Mozarlândia e Goiânia da multinacional, ambas em Goiás, também são habilitadas. A habilitação a “conta-gotas” para o Vietnã desagrada os donos de frigoríficos. Quase 100 plantas já apresentaram documentação e aguardam aval vietnamita desde março. O mercado potencial de 300 mil toneladas por ano, quase 10% do que o Brasil exporta atualmente, chama a atenção do setor. O mercado vietnamita foi aberto em março deste ano. Em troca, o Brasil abriu seu mercado para importação de tilápia do Vietnã, o que desagradou o setor da piscicultura nacional. Na oportunidade, a JBS anunciou um plano de investimento de US$ 100 milhões para a construção de duas fábricas no Vietnã, como forma de expandir sua presença na região. As unidades serão responsáveis pela produção de carne bovina, suína e de aves, com matéria-prima do Brasil para atender o mercado vietnamita e de outros países do sudeste asiático. Consultada, a empresa ainda não respondeu. A notícia mais comemorada pelos exportadores de carne bovina na segunda-feira (15/12) foi o anúncio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de uma missão à Coreia do Sul em fevereiro de 2026 com empresários do setor. Os frigoríficos aguardam avanços para a abertura do mercado coreano. Lula disse que é amigo do primeiro-ministro coreano, Kim Min-seok, que ambos têm episódios semelhantes nas suas histórias de vida e que houve “química” entre os dois. “Estamos perto um do outro. Então eu vou lá, quem sabe ele vai comer uma picanha assada que alguém pode levar”, afirmou em evento de inauguração da nova sede da Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Atração de Investimentos (ApexBrasil), em Brasília.

GLOBO RURAL 

FRANGOS & SUÍNOS

Carne suína: receita diária com exportações cresce 51% até a segunda semana de dezembro/25

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as exportações brasileiras de carne suína in natura chegaram em 67,1 mil toneladas até a segunda semana de dezembro de 2025.

No ano anterior, os embarques em todo o mês de dezembro somaram 94,4 mil toneladas em 21 dias úteis. A média diária exportada na segunda semana de dezembro ficou em 6,7 mil toneladas, avanço de 49,2% em relação à média de dezembro de 2024, que estava em 4,4 mil toneladas. No quesito preços, a tonelada de carne suína foi negociada, em média, a US$ 2.564, valor 1,4% maior que o observado no ano anterior, quando o preço médio estava em US$ 2.529 por tonelada. O faturamento acumulado pelo setor na segunda semana de dezembro/25 alcançou US$ 172 milhões. Em novembro de 2024, a receita total havia sido de US$ 238,8 milhões. A média diária de faturamento ficou em US$ 17,2 milhões, com ganho de 51,3% frente a dezembro do ano passado, quando a média diária era de US$ 11,3 milhões.

SECEX/MDIC

Média diária exportada de carne de frango avança 16,4% até a segunda semana de dezembro/25, mas recua no preço

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o volume exportado de carne de aves in natura ficou em 229,1 mil toneladas na segunda semana de dezembro/25.

No ano passado, o volume total exportado no mês foi de 413,4 mil toneladas em 21 dias úteis de dezembro. A média diária na segunda semana de dezembro/25 ficou em 22,9 mil toneladas, e isso representa um ganho de 16,4% frente à média diária exportada do ano anterior, que ficou em 19,6 mil toneladas. O preço pago pelo produto até a segunda semana de dezembro ficou em US$ 1.729 por tonelada e isso representa uma queda de 6,5% se comparado com os valores praticados em dezembro do ano anterior, com US$ 1.848 por tonelada. A receita obtida até a segunda semana de dezembro ficou em US$ 396,2 milhões, enquanto em todo dezembro do ano anterior o valor ficou em US$ 764,2 milhões. Já a média diária de faturamento ficou em US$ 39.6 milhões, alta de 18,9% frente a média diária observada em dezembro do ano anterior, que ficou em US$ 36,3 milhões.

SECEX/MDIC

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