
Ano 10 | nº 2181 |14 de março de 2024
NOTÍCIAS
Preços estáveis no mercado do boi em São Paulo
Com a boa disponibilidade de carne no mercado interno, boa oferta de boiadas e baixo escoamento, o mercado seguiu pressionado, mas com os preços estáveis. As escalas permaneceram em média para 10 dias
Pela apuração da Scot Consultoria, nas praças de São Paulo, a boa oferta de boiadas e o baixo escoamento da carne bovina seguem pressionando os preços da arroba, mas, observam os analistas, os valores dos animais terminados estão estáveis. Pelos dados da Scot, o boi gordo está sendo negociado em R$ 230/@ no mercado paulista, enquanto a vaca e a novilha gordas são vendidas por R$ 205/@ e R$ 220/@, respectivamente (valores brutos e a prazo). O “boi-China”, segundo a Scot, está cotado em R$ 235/@ no Estado de São Paulo, com ágio de R$ 5/@ sobre o animal “comum”. Ainda de acordo com a Scot, nas praças de Goiás, com programação de abate para 7 dias, em média, os frigoríficos locais estão comprando para repor as escalas, mantendo o mercado estável. Na região de Goiânia, a cotação do boi gordo vale R$ 210/@, a vaca é vendida por R$ 190/@ e a novilha é negociada por R$ 200/@ (valor bruto e a prazo), apurou a Scot. Na mesma praça, o “boi-China” está cotado em R$ 220/@. Na região Sul de Goiás, informa a Scot, a cotação do boi gordo está R$ 215/@, a da vaca em R$ 200/@ e a da novilha em R$ 205/@ (preço bruto e a prazo). “Não há referência para o “boi-China” na região”, observa a Scot. Em Mato Grosso do Sul, pelo levantamento da Scot, as cotações estão estáveis nas praças de referência, exceto na região de Três Lagoas, cuja escala de abate está em média para 13 dias. Na região de Dourados, a cotação do boi gordo está R$ 220/@, a da vaca em R$ 200/@ e a da novilha em R$ 210/@ (preço bruto e a prazo). Na região de Campo Grande, a cotação do boi gordo está R$ 215/@, a da vaca em R$ 200/@ e a da novilha em R$ 205/@ (valor bruto e a prazo), informa a Scot. Na região de Três Lagoas, a cotação caiu R$ 5/@ nesta quarta-feira para todas as categorias. Sendo assim, diz a Scot, a cotação do boi gordo está R$ 215/@, a da vaca em R$ 195/@ e a da novilha em R$ 205/@ (preço bruto e a prazo). O “boi-China” está cotado em R$ 220/@ (preço bruto e a prazo), com ágio de R$ 5/@ sobre o boi “comum” nas regiões de Campo Grande e Três Lagoas.
Scot Consultoria
Preços da arroba do boi caem após euforia com China
O mercado físico do boi gordo caiu na quarta-feira. A euforia com as novas habilitações de frigoríficos passou
Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, passada a euforia com as novas habilitações, o mercado já voltou à sua trajetória prevista, com a pressão de oferta em alguns estados mantendo as indústrias com escalas confortáveis, que vão testando patamares mais baixos de preço junto aos pecuaristas, particularmente em São Paulo e em Minas Gerais. Preço do boi gordo: São Paulo, capital: R$ 230. Goiânia, Goiás: R$ 216. Uberaba (MG): R$ 220. Dourados (MS): R$ 219. Cuiabá: R$ 206. Já o mercado atacadista apresenta preços mistos para a carne bovina, com queda dos preços do traseiro e alta na ponta de agulha. “É importante mencionar que a segunda quinzena do mês reserva maior propensão à queda dos preços, com a demanda menos aquecida nesse período em particular. Já as exportações seguem em ótimo nível, com o Brasil caminhando a passos largos para um novo recorde histórico”, afirma Iglesias. O quarto traseiro foi precificado a R$ 18,30 por quilo, queda de R$ 0,20. A ponta de agulha foi precificada a R$ 13,65 por quilo, alta de R$ 0,35. Já o quarto dianteiro segue precificado a R$ 14,00 por quilo.
Agência Safras
Arroba do boi gordo sobe e chega a R$ 204 em Mato Grosso
Na semana passada, os preços haviam caído 0,44%. Arroba do boi subiu, mas ainda não aliviou a pressão de preços dos pecuaristas. Em Mato Grosso do Sul, a arroba caiu 1,9% na terça-feira, cotada a R$ 217,20, de acordo com a Agrifatto
O preço do boi gordo subiu na terça-feira (12/3) em Mato Grosso, de acordo com o Instituto de Economia Agropecuária do Estado (Imea). A média estadual atingiu R$ 204,81 por arroba, 0,14% acima do dia anterior, mas ainda insuficiente para aliviar a pressão de períodos anteriores. Só na semana passada, o indicador acumulou queda de 0,44% e chegou a R$ 203,17 na média. Segundo os técnicos, a oferta de bovinos no Estado segue elevada, o que inibe um alta nas cotações. O cenário afeta também os preços do boi magro (18 meses), que, na semana passada, caiu 2,41% e registrou preço médio de R$ 2.662,79 a cabeça. A consultoria Agrifatto destaca, na quarta-feira (13/3), que a indústria segue oferecendo preços mais baixos aos pecuaristas, que resistem a fechar negócios. E a expectativa para a segunda metade deste mês é de um mercado menos movimentado, já que as vendas de carne bovina no atacado sinalizam desaceleração. Neste cenário, a tendência de baixa ainda se mantém em boa parte das praças pecuárias. Em Mato Grosso do Sul, a arroba caiu 1,9% na terça-feira, cotada a R$ 217,20, de acordo com a Agrifatto. Levantamento da Scot Consultoria aponta arroba cotada a R$ 228 em Araçatuba (SP); a R$ 128 no triângulo mineiro; a R$ 213 no oeste da Bahia; R$ 218 em Paragominas (PA); e R$ 208 no Sudeste de Rondônia. Já o preço do boi especial de exportação, o chamado boi-China, é dotado a R$ 235 por arroba em São Paulo; R$ 215, em Mato Grosso; R$ 230, no Paraná; e R$ 215, em Mato Grosso. Na terça-feira (12/3), o Brasil recebeu a notícia da habilitação de 38 plantas frigoríficas exportadoras por parte da China, boa parte de carne bovina. A expectativa do governo brasileiro é de agregar mais R$ 10 bilhões à balança comercial e de que as autoridades chinesas liberem novas unidades industriais no segundo semestre.
Valor Econômico/Globo Rural
ECONOMIA
Dólar fecha com variação negativa de 0,01%, a R$4,9745 na venda
Dólar fechou praticamente estável frente ao real na quarta-feira, em sessão sem grandes catalisadores e marcada por relativa calma depois que dados de inflação da véspera não alteraram as apostas sobre o início do corte de juros do Federal Reserve
A moeda norte-americana negociada no mercado interbancário teve variação negativa de 0,01%, a 4,9745 reais na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,14%, a 4,9805 reais na venda.
Reuters
Ibovespa avança com bancos
O Ibovespa fechou em alta nesta quarta-feira, com as ações de bancos privados entre os principais suportes, assim como os papéis da Vale, enquanto Petrobras não sustentou os ganhos da primeira etapa do pregão, apesar do forte avanço do petróleo
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,35%, a 128.120,64 pontos, de acordo com dados preliminares. Na máxima do dia, chegou a 128.529,63 pontos. Na mínima, a 127.438,99 pontos. O volume financeiro somava 20,2 bilhões de reais antes dos ajustes finais, tendo ainda no radar o vencimento dos contratos de opções do Ibovespa.
Reuters
IBGE: em janeiro indústria recua em seis dos 15 locais pesquisados
Com queda de 1,6% na indústria nacional em janeiro, na série com ajuste sazonal, seis dos 15 locais pesquisados pelo IBGE neste indicador apresentaram taxas negativas. Os maiores recuos foram registrados no Espírito Santo (-6,3%) e no Pará (-4,9%). Rio Grande do Sul (-3,8%), Goiás (-3,3%), Santa Catarina (-3,1%) e Ceará (-0,2%) completaram o conjunto de locais com resultados negativos
Já o Amazonas (16,7%) apontou expansão de dois dígitos, a mais elevada do mês. Mato Grosso (4,4%), Região Nordeste (3,2%), Bahia (2,1%), Paraná (1,9%), Minas Gerais (1,0%), São Paulo (0,8%), Rio de Janeiro (0,8%) e Pernambuco (0,5%) mostraram os demais resultados positivos nesse indicador. Em relação à média móvel trimestral, 11 dos 15 locais pesquisados apontaram taxas positivas no trimestre terminado em janeiro, com destaque para Amazonas (7,3%), Ceará (2,1%), Paraná (1,6%), Região Nordeste (1,3%), Minas Gerais (1,3%) e Bahia (1,1%). Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, houve crescimento de 3,6% no setor industrial do país, com avanço em 16 dos 18 locais pesquisados. Dentre eles, destacam-se Rio Grande do Norte (30,6%), Amazonas (11,7%) e Goiás (10,2%) com as maiores expansões. No acumulado dos últimos 12 meses, o setor industrial avançou 0,4%, com taxas positivas em 10 dos 18 locais pesquisados. No recuo de 1,6% da produção industrial na passagem de dezembro para janeiro, na série com ajuste sazonal, seis dos 15 locais pesquisados mostraram taxas negativas. Espírito Santo (-6,3%) e Pará (-4,9%) assinalaram as quedas mais acentuadas, com ambos interrompendo dois meses consecutivos de crescimento na produção, período em que acumularam ganhos de 6,5% e 4,5%, respectivamente. Rio Grande do Sul (-3,8%), Goiás (-3,3%) e Santa Catarina (-3,1%) também registraram taxas negativas mais intensas do que a média nacional (-1,6%), enquanto Ceará (-0,2%) completou o conjunto de locais com índices negativos. Por outro lado, Amazonas (16,7%) mostrou expansão de dois dígitos e o avanço mais elevado nesse mês, intensificando, dessa forma, a expansão de 11,7% verificada no mês anterior. Mato Grosso (4,4%), Região Nordeste (3,2%), Bahia (2,1%), Paraná (1,9%), Minas Gerais (1,0%), São Paulo (0,8%), Rio de Janeiro (0,8%) e Pernambuco (0,5%) assinalaram os demais resultados positivos do mês. O índice de média móvel trimestral para a indústria variou 0,2% no trimestre encerrado em janeiro de 2024 frente ao nível do mês anterior, permanecendo, dessa forma, com a trajetória predominantemente ascendente iniciada em fevereiro de 2023. Onze dos 15 locais pesquisados apontaram taxas positivas nesse mês, com destaque para os avanços mais acentuados assinalados por Amazonas (7,3%), Ceará (2,1%), Paraná (1,6%), Região Nordeste (1,3%), Minas Gerais (1,3%) e Bahia (1,1%). Por outro lado, Rio Grande do Sul, com queda de 1,7%, apontou o recuo mais intenso em janeiro de 2024. Na comparação com janeiro de 2023, a indústria nacional cresceu 3,6% em janeiro de 2024, com taxas positivas em 16 dos 18 locais pesquisados. Vale citar que janeiro de 2024 (22 dias) teve o mesmo número de dias úteis do que igual mês do ano anterior (22). Nesse mês, Rio Grande do Norte (30,6%), Amazonas (11,7%) e Goiás (10,2%) registraram avanços de dois dígitos e os mais acentuados. Mato Grosso (9,5%), Bahia (8,0%), Rio de Janeiro (7,1%), Santa Catarina (6,3%), Minas Gerais (5,5%), Pará (5,1%), São Paulo (4,6%) e Paraná (3,9%) também cresceram mais que a média nacional (3,6%), enquanto Ceará (3,6%), Mato Grosso do Sul (3,0%), Espírito Santo (2,4%), Região Nordeste (1,3%) e Pernambuco (1,0%) completaram o conjunto de locais com resultados positivos. O acumulado nos últimos doze meses, ao avançar 0,4% em janeiro de 2024, intensificou o ritmo frente ao resultado registrado em dezembro de 2023 (0,2%), quando havia interrompido a estabilidade observada em novembro (0,0%), outubro (0,0%) e setembro (0,0%) de 2023. Dez dos 18 locais pesquisados registraram taxas positivas em janeiro de 2024 e 14 apontaram maior dinamismo frente aos índices de dezembro de 2023.
Agência IBGE de Notícias
IDH do Brasil volta a subir após 2 anos de queda
Apesar de o IDH do Brasil ter subido, a posição do país dentro do ranking piorou: recuou da 87ª posição em 2021 para a 89ª em 2022
O Brasil interrompeu sequência de dois anos de queda do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Mas o indicador ainda está, de acordo com os números mais recentes, em patamar inferior ao período pré-pandemia. Além disso, a tendência mundial de aumento da polarização política pode ser observada no Brasil, o que atrapalha a melhora da qualidade de vida da população. É o que mostra o Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH), divulgado na quarta-feira (13) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) da Organização das Nações Unidas (ONU). O IDH é um indicador que tem o objetivo de medir a qualidade de vida de um país, com base em fatores como expectativa de vida, anos de escolaridade e renda per capita. A escala vai de 0 a 1, sendo que, quanto mais próximo o índice estiver de 1, melhor é a qualidade de vida naquela nação. Em 2022, o IDH do Brasil alcançou 0,760, patamar superior a 2020 (0,758) e 2021 (0,754), mas ainda inferior ao nível em que estava desde 2018. O resultado do ano retrasado manteve o país entre aqueles que têm desenvolvimento humano considerado alto. Nações com IDH semelhante são Peru, Azerbaijão e Macedônia do Norte. É um nível abaixo do patamar mais elevado em que estão as nações com desenvolvimento humano considerado muito alto. A recuperação do Brasil também seguiu a tendência mundial, já que o IDH global subiu depois de dois anos de queda. Entretanto, a posição do país dentro do ranking piorou, com o IDH brasileiro recuando da 87ª posição em 2021 para a 89ª. Em entrevista coletiva virtual concedida para comentar o relatório, Yanchun Zhang, estatística-chefe do Pnud, destacou que o “Brasil fez um progresso rápido” em termos de melhoria de qualidade de vida entre o começo dos anos 1990 e meados dos anos 2010. “Mas na última década isso estagnou”, disse. Os números do Pnud mostram que a expectativa de vida da população brasileira era de 73,4 anos em 2022. Já a escolaridade média da população com idade igual ou maior a 25 anos era de 8,3 anos, enquanto a renda per capita anual alcançou pouco mais de US$ 14,6 mil. Além disso, o Brasil está inserido em um contexto de aumento mundial da polarização política, segundo Pedro Conceição, diretor do Escritório do Relatório de Desenvolvimento Humano do Pnud. O impacto negativo da polarização na melhora da qualidade de vida é justamente o tema do relatório divulgado nesta quarta-feira. “O que parece que está acontecendo é que há um processo maior ao redor do mundo, em que a população está alienada”, disse. Ele citou pesquisa que mostra que, embora 90% da população mundial apoie a democracia, 50% também “apoiaria líderes que enfraqueceriam a democracia”. O diretor do Pnud afirmou, por exemplo, que a queda do IDH mundial entre 2020 e 2021 “não foi só por causa da pandemia”. Também mencionou os obstáculos que a polarização coloca para a solução de problemas sociais e ambientais. Estamos falhando de diversas maneiras”, disse. “A polarização política envenena as colaborações doméstica e internacional.” Um exemplo foi a decisão de “tomar vacinas ou usar máscaras durante a pandemia”. Essa decisão, de acordo com ele, era, em muitos casos, baseada mais na opinião de “certos grupos” aos quais as pessoas pertenciam do que na efetividade dessas medidas. “A mesma coisa acontece com as mudanças climáticas”, disse. Esse tipo de postura não se limitaria aos cidadãos, já que “há governos que tomam posições muito radicais dependendo de qual lado eles estão na arena internacional”. Um problema que não pode, por exemplo, “ser solucionado por um só país” e que tem “impacto profundo” sobre o IDH é o avanço do crime organizado, de acordo com Michelle Muschett, diretora regional do Pnud para a América Latina e o Caribe. Um aspecto “bem preocupante” do desempenho do IDH nos últimos anos, segundo Conceição, é que a distância entre os países com indicadores mais baixos e indicadores mais altos está aumentando, “revertendo uma convergência de décadas”. Outro é que, apesar de o índice “estar melhorando”, está “melhorando mais vagarosamente” do que em décadas anteriores. Em meio a tantos desafios, o diretor do Pnud defende a importância de “atuar diretamente” para diminuir a polarização. Isso porque há pesquisas que mostram que “as pessoas concordam mais do que imaginam” em assuntos como combate às mudanças climáticas. “É possível encontrar temas em que não há soma zero e em que países podem se beneficiar e se unir”, diz. A diretora do Pnud ainda chamou atenção positivamente para a presidência brasileira do G20. “O Brasil está incorporando com muita força as questões de justiça social e a abordagem das desigualdades”, disse.
Valor Econômico
EMPRESAS
Marfrig, BRF e Minerva reforçam presença na China com novas habilitações
Ao todo, 38 unidades de companhias brasileiras foram aprovadas para vender carne bovina, suína e de frango ao mercado chinês. Unidade da Marfrig em Bataguassu (MS) foi uma das habilitadas pelas autoridades chinesas
Na nova rodada de habilitações de frigoríficos brasileiros anunciada pela China na terça-feira (12/3), que contemplou 38 unidades, a Marfrig conseguiu autorização para exportar carne bovina in natura da planta de Bataguassu (MS), além de sua primeira aprovação para venda da proteína industrializada aos chineses, a partir do complexo Pampeano, em Hulha Negra (RS), controlado pela Marfrig. “As habilitações refletem o compromisso contínuo da companhia em atender aos mais altos padrões de segurança de alimentos exigidos pelos mercados internacionais”, disse à Globo Rural o diretor de exportação da Marfrig, Alisson Navarro. O executivo ressaltou que será ampliado o portfólio de produtos que a Marfrig comercializa para a China, que é o principal mercado mundial para carne bovina. Com uma planta aprovada em Chapecó (SC), a BRF acredita que “essa nova habilitação para exportações ao mercado chinês marca o fortalecimento da confiança da China na BRF e em suas marcas”, de acordo com o vice-presidente de Mercado Internacional e Planejamento da empresa, Leonardo Dall’Orto. Para ele, trata-se de um passo importante para que a BRF consolide sua atuação global, enquanto trabalha para capturar oportunidades no mercado externo. O diretor de Finanças e Relações com Investidores da Minerva, Edison Ticle, afirmou em comunicado ao mercado que a empresa recebeu a habilitação das plantas de Araguaína (TO) e Janaúba (MG) para exportação de carne bovina à China. “Desse modo, e considerando as recentes habilitações, a nossa exposição para o mercado chinês totaliza dez unidades produtivas, com capacidade de abate de mais de 13 mil cabeças de gado/dia, sendo cinco plantas no Brasil, quatro plantas no Uruguai e 1 planta na Argentina”, ressaltou. Ticle lembrou que, em setembro de 2023, a Colômbia teve a abertura do mercado da China para exportação de carne bovina, restando apenas os trâmites burocráticos para efetiva habilitação das unidades produtivas. “Uma vez habilitadas, nossas duas plantas produtivas na Colômbia ampliarão ainda mais a exposição da companhia ao mercado chinês, para aproximadamente 14,7 mil cabeças/dia”, estimou. No caso da BRF, esta foi a quarta habilitação conquistada em menos de um ano para o mercado chinês. Ao todo, a empresa possui 11 plantas habilitadas para exportar carne de frango ao país asiático. Em 2023, a BRF conquistou o recorde de 66 novas habilitações para exportação de carnes de aves e suínos a compradores internacionais. A Marfrig, controladora da BRF, recebeu no ano passado mais de 30 novas autorizações para importantes países consumidores, como Cingapura, Indonésia, México, África do Sul, Arábia Saudita, Argentina e República Dominicana.
Globo Rural
China faz frigoríficos ganharem R$ 3,8 bilhões na bolsa
Valor de mercado da JBS, Marfrig, BRF e Minerva aumentou na bolsa após a China habilitar novas unidades para exportação. JBS viu seu valor de mercado crescer R$ 2,66 bilhões após novas habilitações da China
Os frigoríficos JBS, BRF, Marfrig e Minerva ganharam, somados, cerca de R$ 3,8 bilhões em valor de mercado na B3 desde terça-feira (12/3), quando a China anunciou a habilitação de 34 unidades industriais e quatro entrepostos do Brasil para exportação de carnes a seu mercado.
De acordo com levantamento do Valor Data, a JBS ganhou, sozinha, R$ 2,66 bilhões em valor de mercado no período. A companhia teve dez plantas aprovadas pelos chineses, além de outras duas de sua controlada Seara. Na sequência, a BRF aparece com um saldo positivo de R$ 639,3 milhões em dois dias de negociações na bolsa. A empresa havia ganhado R$ 689,8 milhões na data em que as aprovações da China foram divulgadas, mas perdeu R$ 50,5 milhões no pregão de ontem. A Marfrig, por sua vez, somou ganhos de R$ 382,1 milhões, e a Minerva outros R$ 133,6 milhões, segundo o Valor Data. Ontem, as ações da JBS e Marfrig lideraram os avanços do setor de proteína animal no pregão da B3, com altas de 3,15% e 2,69%, respectivamente, para R$ 23,26 e R$ 9,94 por ação. A Minerva também encerrou o dia no campo positivo, com alta de 1,76% para R$ 6,92 por ação. A BRF foi a única a ficar no vermelho, com leve queda de 0,18% a R$ 16,99. O movimento da China foi visto com bons olhos pelos investidores, enquanto analistas divergem sobre as empresas listadas que serão mais ou menos beneficiadas. “Em nossa opinião, a grande vencedora desta rodada de autorizações foi a JBS, que mais que dobrou seu potencial de exportação de carne bovina para a China”, afirmou o Citi em relatório assinado pela analista Renata Cabral. Em contrapartida, o analista do Itaú BBA Gustavo Troyano afirma que o segmento de carne bovina da JBS — que foi o mais beneficiado pelos chineses nesta rodada — representa apenas 13% da estimativa do banco para o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da JBS em 2024. “Portanto, esperamos um impacto limitado”, observou o analista. Sobre a BRF, a avaliação do BTG foi de que se trata apenas de uma “jogada dinâmica” para a companhia de alimentos, que teve uma nova planta em Chapecó (SC) habilitada pela China. Ou seja, a medida não teria impacto expressivo, na visão dos analistas Thiago Duarte e Henrique Brustolin. O estrategista-chefe da RB Investimentos, Gustavo Cruz, disse que a BRF não foi um dos principais focos dos investidores porque a maior parte das habilitações chinesas foi destinada a empresas de carne bovina. “Minerva sempre é beneficiada por mais possibilidades de exportação para a China, por ter diretamente uma receita relevante vinda da China”, comparou. “E JBS é a maior beneficiada, pelo número de plantas liberadas”, acrescentou. Troyano, do Itaú BBA, destacou a habilitação da unidade da Marfrig em Bataguaçu (MS) como um ponto relevante. Os especialistas do BTG lembraram que, há alguns anos, ter plantas autorizadas a exportar à China era um grande diferencial para qualquer produtor de carnes por causa dos prêmios pagos pelos chineses, mas que essa vantagem praticamente inexiste hoje. Ainda assim, as aprovações vão elevar as receitas com exportações do setor.
Valor Econômico
MEIO AMBIENTE
UE tenta amenizar reclamações sul-americanas sobre lei contra desmatamento
O chefe de política ambiental da União Europeia viajará à América do Sul nesta semana para tentar aliviar as fortes críticas da região contra uma lei da UE que proibirá importação de produtos associados à destruição das florestas
A partir do final de dezembro, a UE exigirá que os importadores de soja, carne bovina, café, óleo de palma e outras commodities apresentem provas de que suas cadeias de abastecimento não causam desmatamento. O desmatamento alimenta as mudanças climáticas e é a maior fonte de emissões de gases do efeito estufa nos países amazônicos. As florestas ajudam a conter o aquecimento global porque as árvores absorvem grandes quantidades de dióxido de carbono. Países como Brasil e Malásia criticaram a lei da UE, que, segundo eles, impõe barreiras comerciais e custos extras aos países e é protecionista. “Mudará a maneira como negociávamos no passado. Minha intenção é responder, acalmar, qualquer temor sobre as possíveis consequências”, disse o comissário ambiental da UE, Virginijus Sinkevicius, a repórteres na quarta-feira. “Nós vemos isso como um ponto de inflexão no combate global contra o desmatamento”, acrescentou. Paraguai, Bolívia e Equador, que serão visitados por Sinkevicius nesta semana, estão entre os países que assinaram um comunicado na Organização Mundial do Comércio (OMC) no mês passado criticando políticas verdes que alteram o comércio. O comunicado pediu que os países “se abstenham de impor medidas ambientais unilaterais relacionadas ao comércio que criam obstáculos desnecessários ao comércio ou discriminação arbitrária ou injustificável entre países”. “O Paraguai tem criticado bastante as regulamentações de desmatamento da UE, então tentarei discutir a situação no país e enfatizar como queremos trabalhar com eles para estabelecer sistemas de rastreabilidade”, disse. Ele afirmou que a maior preocupação dos países com a lei da UE é um sistema futuro que rotulará países como de alto, padrão ou baixo risco de desmatamento — e o potencial dano à reputação de ser rotulado como “de alto risco”. Sikevicius se recusou a confirmar quando a UE notificará os países sobre seu nível de risco. Uma pessoa com conhecimento do assunto que não estava autorizada a falar com a imprensa disse à Reuters que as eleições da UE neste ano atrasarão a implementação das classificações de risco até 2025 porque a metodologia precisaria ser definida pela próxima comissão da UE. A lei da UE proibindo a importação de produtos associados ao desmatamento entrará em vigor no fim de 2024 de qualquer maneira, com todos os países recebendo uma classificação “padrão” de risco em um primeiro momento.
Reuters
FRANGOS & SUÍNOS
Mercado de suínos com Elevação nas cotações
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF subiu 1,60%, custando, em média, R$ 127,00, enquanto a carcaça especial aumentou 2,04%, com valor de R$ 10,00/kg
Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à terça-feira (12), houve queda somente em São Paulo, na ordem de 0,30%, chegando a R$ 6,70/kg. Foram registradas altas de 1,19% em Minas Gerais, atingindo R$ 6,78/kg, avanço de 0,65% no Paraná, chegando a R$ 6,21/kg, tímido aumento de 0,16% no Rio Grande do Sul, alcançando R$ 6,14/kg, e de 1,68% em Santa Catarina, fechando em R$ 6,07kg.
Cepea/Esalq
Suínos/Cepea: preços no setor tiveram alta no início de fevereiro, mas cederam em proporção maior na segunda quinzena do mês
Os preços do suíno vivo subiram com força no início de fevereiro, mas este movimento foi insuficiente para garantir um avanço da média mensal frente à verificada em janeiro. Isso porque as quedas registradas na segunda quinzena de fevereiro foram ainda mais intensas
De acordo com agentes consultados pelo Cepea, o número de animais disponível para abate esteve maior, o que, associado à menor procura pela proteína suína – sobretudo no encerramento de mês –, resultou em diminuição dos preços pagos pelo suíno vivo. Na região de SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), a retração nos preços foi mais branda de janeiro para fevereiro (com baixa de ligeiro 0,3%), com negócios a R$ 6,64/kg no último mês. Já em Patos de Minas (MG), os recuos foram mais fortes, de 3,5%, com o preço médio do animal posto no frigorífico fechando a R$ 6,66/kg em fevereiro. Em Erechim (RS), o suíno foi comercializado a R$ 6,28/kg na média de fevereiro, queda de 0,7% em relação à de janeiro. No mercado da carne, diante da demanda enfraquecida pela proteína suinícola, agentes do setor adotaram a estratégia de redução de preços em busca de melhora na liquidez. Com isso, no atacado da Grande São Paulo, a carcaça especial suína foi comercializada à média de R$ 9,62/kg em fevereiro, baixa de 1,1% em relação à do mês anterior. Para os cortes, na média das regiões do estado de São Paulo, os produtos acompanhados pelo Cepea apresentaram variações distintas entre janeiro e fevereiro. O pernil com osso se valorizou 0,4% nesse período, negociado à média de R$ 10,22/kg em fevereiro. Já o lombo, por sua vez, registrou discreta desvalorização de 0,3% na mesma comparação, negociado a R$ 14,26/kg no mês passado.
Cepea
Preços estáveis no mercado do frango na quarta-feira (13)
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável, valendo R$ 5,20/kg; já o frango no atacado cedeu 0,76%, valendo R$ 6,55/kg
Na cotação do animal vivo, o preço ficou inalterado no Paraná, custando R$ 4,58/kg, enquanto em Santa Catarina, houve queda de 2,04%, valendo R$ 4,33/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à terça-feira (12), a ave congelada ficou com preço estável em R$ 7,33/kg, assim como o frango resfriado, fechando em R$ 7,41/kg.
Cepea/Esalq
Exportações de material genético avícola crescem 10,1% em 2024
Embarques de fevereiro são 13,8% maiores em relação ao ano anterior
As exportações brasileiras de material genético (incluindo pintos e ovos férteis) totalizaram 2,646 mil toneladas em fevereiro deste ano, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número supera em 13,8% o total exportado no mesmo período do ano passado, com 2,325 mil toneladas. A receita gerada com as exportações de fevereiro alcançou US$ 19,4 milhões, saldo 7,4% menor que o total realizado no mesmo período de 2023, com US$ 20,9 milhões. No ano, a alta acumulada chega a 10,1%, com 5,116 mil toneladas exportadas no primeiro bimestre deste ano, contra 4,646 mil toneladas no mesmo período do ano passado. Em receita, houve retração de 8,2%, com US$ 38,7 milhões nos dois primeiros meses deste ano, contra US$ 42,2 milhões em 2023. Principal destino das exportações do segmento avícola, o México importou 1,656 mil toneladas no primeiro bimestre deste ano, volume 48,8% menor que o total embarcado no mesmo período do ano passado. Em movimento diferente, as vendas para a África do Sul totalizaram 1,490 mil toneladas (não havia embarques em 2023), seguida por Senegal, com 1,103 mil toneladas (+75%), Paraguai, com 459 toneladas (+14%) e Venezuela, com 101 toneladas (+0,2%). “Tem crescido a busca das nações africanas pela genética avícola do Brasil, seja para a reposição de perdas frente a questões sanitárias ou mesmo para a construção de alternativas confiáveis de suprimento genético”, analisa o presidente da ABPA, Ricardo Santin.
ABPA
Produção de carne de frango no Brasil deve bater recorde em 2024, diz USDA
Exportações devem fechar o ano em 4,97 milhões de toneladas, um aumento de 4%. Segundo o USDA, Brasil deve produzir 15,1 milhões de toneladas de carne de frango neste ano
O adido do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) em Brasília projetou que a produção de carne de frango do Brasil crescerá 1% neste ano, para 15,1 milhões de toneladas, um recorde. Em relatório, o adido disse que o aumento é esperado diante da forte demanda externa, ao desempenho socioeconômico do país e ainda a uma melhora dos custos de produção. Além disso, o órgão lembra que as granjas comerciais do país ainda seguem livres de gripe aviária. O USDA espera que o Brasil mantenha o posto de maior exportador do mundo. Os envios ao exterior devem fechar 2024 em 4,97 milhões de toneladas, um aumento de 4% se comparado com o ano anterior. As vendas externas deverão crescer, já que, segundo o USDA, o Brasil vem trabalhando para ampliar mercados, com foco também nas negociações de produtos halal. Já em relação ao consumo interno, o órgão americano espera um volume de 10,13 milhões de toneladas, estável em relação a 2023. “É esperado um aumento do consumo de outras fontes de proteína animal”, diz o USDA. O adido projeta um consumo per capita de 46 quilos por ano.
Globo Rural
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