CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2175 DE 06 DE MARÇO DE 2024

clipping

Ano 10 | nº 2175 |06 de março de 2024

NOTÍCIAS

Mercado do boi estável em São Paulo

Mercado calmo e pouco movimentado na última terça-feira, resultado das escalas de abate equilibradas, em média para 11 dias

As cotações permaneceram estáveis na comparação feita dia a dia. No Tocantins, a oferta de rebanhos estava alta, principalmente de fêmeas. Por este motivo, foi possível um afrouxamento do mercado. Porém, neste início de semana as cotações seguiram estáveis. Na Bahia houve queda na cotação do boi gordo, no Oeste da Bahia. Quando comparado a cotação de segunda-feira, o boi comum estava com uma diferença de R$5,00/@. No Maranhão, na região Oeste, os preços estavam sob pressão.

Scot Consultoria

Preço do boi gordo tem leve alta em São Paulo

Cotações se mantêm sob pressão por causa da maior oferta de animais prontos para abate e escalas alongadas nos frigoríficos. Arroba do boi em São Paulo está cotada a R$ 235

O preço do boi gordo apresentou tímida recuperação no comparativo diário de 0,02% em São Paulo, a R$ 235,10 a arroba, de acordo com o indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). No entanto, a referência acumula retração mensal de 0,13% até a segunda-feira (4/3). Na sexta-feira, a arroba valia R$ 235,05. Os preços continuam pressionados pela maior oferta de animais para abate, ao passo que a demanda está retraída por parte dos frigoríficos, uma vez que as escalas estão fechadas para um período médio de dez dias úteis, o que limita o interesse do comprador. É o que indica a consultoria Agrifatto. Segundo o boletim diário da consultoria, na B3, após passar por quedas intensas na última semana, os contratos demonstram recuperação, o vencimento para março com alta de 0,55% no comparativo diário, ficando cotado a R$ 229,10 a arroba. “A venda consistente para o mercado atacadista resultou em aumentos nos preços da carne destinada ao abastecimento do varejo na semana do pagamento de salários, fato que movimentou as cotações”, observou a Agrifatto.

Globo Rural

Preços da carne sobem no atacado, mas arroba do boi segue pressionada

Segundo o analista Fernando Henrique Iglesias, o viés ainda é de queda nos preços, mesmo que isso ocorra de maneira moderada

Segundo a Safras & Mercado, os frigoríficos continuam tentando fazer compras abaixo das referências médias, enquanto o ambiente de negócios aponta para a possibilidade de novas quedas no curto prazo. “Os frigoríficos ainda operam com escalas de abate relativamente confortáveis. Mesmo uma eventual alta dos preços da carne no atacado não parece ser suficiente para provocar mudanças contundentes na direção dos preços. O viés ainda é de queda das indicações, mesmo que isso ocorra de maneira moderada. A oferta de fêmeas permanece relevante no Norte do país, com o descarte ainda presente”, disse Iglesias.

Cotações da arroba do boi gordo: São Paulo, Capital: R$ 230. Goiânia, Goiás: R$ 217. Uberaba (MG): R$ 227. Dourados (MS): R$ 223. Cuiabá: R$ 206. Carne bovina no atacado. O mercado atacadista apresenta preços mais altos para a carne bovina. “O ambiente de negócios sugere alta das indicações no curto prazo, em linha com a entrada dos salários na economia, motivando a reposição ao longo da cadeia produtiva. A indústria se depara com escalas de abate bastante confortáveis, e mesmo em um ambiente pautado por boa demanda, parece pouco provável que haja espaço para recuperação dos preços da arroba do boi gordo”, afirmou Iglesias. O quarto traseiro foi precificado a R$ 18,30 por quilo, alta de R$ 0,30. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 13,00 por quilo, alta de R$ 0,20. A ponta de agulha foi precificada a R$ 13,00 por quilo, alta de R$ 0,20.

Agência Safras

Após assembleia geral, 98% dos auditores agropecuários recusam contraproposta de reestruturação da carreira encaminhada pelo MGI

Os auditores fiscais federais agropecuários vão continuar a mobilização nacional que reivindica a valorização da carreira responsável pela segurança dos alimentos no Brasil

Como resultado da votação em assembleia geral, 98% dos servidores recusaram a contraproposta de reestruturação enviada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) na segunda-feira (4). Iniciado em 22 de janeiro, o movimento não se caracteriza como greve e, por isso, as atividades essenciais de defesa agropecuária continuam sendo realizadas normalmente, dentre elas, o diagnóstico de doenças e pragas previstas em programas de controle do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a emissão de Certificado Veterinário Internacional para viagem de pets, bem como a vistoria de cargas vivas e perecíveis. Neste período, os auditores deixam de cumprir horas extras não remuneradas, ou seja, atuam estritamente dentro de suas jornadas oficiais de trabalho.

Anffa Sindical

Como foram as exportações de gado vivo em 2023

Em 2023 o volume de gado vivo exportado aumentou 298,9%, e o faturamento aumentou 254,2%, quando comparado a 2022. Foram embarcados cerca de 582,2 mil cabeças, com faturamento de US$488,6 milhões (Secex)

Segundo o último relatório do departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA – sigla em inglês) em setembro/23, a expectativa era de que fossem exportados cerca de 375 mil cabeças. Essa projeção foi superada. Entre janeiro e julho, o Brasil exportou cerca de 282 mil bovinos vivos, aumento de 220% quando comparado ao mesmo período de 2022. Este aumento se deu para atender o Oriente Médio e a Turquia, que em 2022 no mesmo período, nada havia importado. Em 2023, a Turquia retomou a posição de principal compradora, adquirindo 370 mil cabeças de bovinos, perfazendo 63% das compras do Brasil, representando 59% do faturamento, com US$289,0 milhões, em contraste com os 15% que representou em 2022 (US$29,7 milhões). O Iraque manteve a segunda posição, com pouca alteração no volume importado, na comparação feita ano a ano. Em 2021, a exportação de bovinos sofreu com a pandemia de covid -19, enfrentando problemas logísticos e de barreiras decorrentes das medidas de combate à pandemia. A interrupção ou restrição das atividades comerciais, além das medidas de segurança adotadas para conter a pandemia atrapalharam os fluxos comerciais e impuseram obstáculos adicionais à exportação de modo geral. Foram 3 anos consecutivos de queda na exportação brasileira. Em 2022, os embarques de gado vivo voltaram a crescer, cujo embarque foi de 195 mil cabeças (Secex). A exportação de gado movimentou US$488,6 milhões em 2023. Nos últimos 11 anos (2013 a 2023), este mercado atingiu a marca de US$3,9 bilhões, com 4,7 milhões de cabeças embarcadas e um faturamento médio anual de US$358,0 milhões. O Pará foi o principal exportador, responsável por 40% do mercado em 2023.  Destaque para São Paulo, cuja exportação em 2023 foi de 120 mil cabeças. Esse desempenho pode estar associado à cotação da arroba do boi gordo no mercado interno, uma das mais baixas registradas nas séries históricas. Segundo o último relatório do USDA divulgado em setembro/23, a expectativa é de que sejam exportados cerca de 455 mil bovinos. Entretanto, o Brasil tem superado as expectativas deste organismo nos dois últimos anos. O mercado de bovinos vivos está promissor e a expectativa é de crescimento, pois o rebanho brasileiro atende o que o comprador procura em qualidade, raça, quantidade e preço. Além disso, em agosto de 2023, a Indonésia abriu mercado para a exportação brasileira de gado em pé e de farinhas utilizadas na alimentação animal. Durante a Cúpula da Amazônia, realizada em Belém-PA, foram assinados os protocolos sanitários que viabilizaram essa parceria. O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura brasileiro, esteve presente, juntamente com autoridades do país do Sudeste Asiático. De acordo com o Ministério, os protocolos estabelecidos possibilitarão a exportação de gado, promovendo assim o aprimoramento genético do rebanho na Indonésia. Além disso, serão exportados coprodutos destinados à alimentação animal, consolidando uma cooperação entre Brasil e Indonésia. A dinâmica do mercado mudou, em mercados atendidos, com uma participação maior de países do Oriente Médio e portos para embarque dos bovinos no país. Com a demanda crescente da Turquia, e a abertura do mercado pela Indonésia, um dos grandes compradores de gado em pé, os números podem aumentar em 2024.  Foi publicado no relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA – sigla em inglês) em março/23, que em janeiro/24 o governo turco estabeleceu uma cota de importação para gado vivo de 600.000 cabeças. Considerando que o Brasil tinha uma alta dependência da Turquia para suas exportações em 2023, as projeções indicam que o Brasil exportará 475 mil cabeças de gado em 2024 para o mundo inteiro.

Scot Consultoria

Pecuaristas de MT continuam abatendo pesadamente as suas fêmeas

No mês passado, a participação da categoria ante o total abatido atingiu 56,08%, o maior resultado para um mês de fevereiro desde 2014, informa a Agrifatto. Em fevereiro último, o Mato Grosso abateu 579,52 mil bovinos, com queda de 5,79% sobre o volume obtido em janeiro/24, mas 43,05% acima do registrado em fevereiro/23, informa nesta terça-feira (5/2) a Agrifatto, com base em dados do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea-MT)

“Ainda que o discurso fique repetitivo, foi o maior volume de bovinos abatidos em um mês de fevereiro na história, superando em 26,36% o antigo recorde, alcançado em 2013 (458,62 mil bovinos)”, relata a Agrifatto. Segundo a consultoria, apesar da queda no volume total de bovinos abatidos no comparativo mensal, os números de fevereiro/24 foram mais “volumosos” que os de janeiro/24, já que, em apenas 19 dias úteis no último, a média diária do abate de bovinos mato-grossenses ficou em 30,50 mil cabeças/dia, a maior média diária da história, superando em 9,09% o resultado de janeiro/24 (27,96 mil cabeças/dia). Tal resultado, diz a Agrifatto, explica em grande parte a queda de 2,32% nos preços do boi gordo de MT em fevereiro. O que impressionou nos números, diz a consultoria, é a diferença de comportamento entre os machos e as fêmeas nos abates de fevereiro/24. Enquanto as fêmeas tiveram um incremento de 5,36% sobre o volume de janeiro/24, com 324,99 mil fêmeas abatidas (maior volume da história), o total de machos abatidos recuou 17% em igual intervalo de comparação, chegando a 254,52 mil cabeças. “Com esse resultado, a participação das fêmeas sobre o total abatido atingiu 56,08%, o maior resultado para um mês de fevereiro desde 2014”, observa a Agrifatto. Na avaliação da consultoria, no médio prazo (até o fim do primeiro semestre de 2024), muitos pecuaristas devem seguir a estratégia de liquidação de suas fêmeas, mas quem tem machos pode optar em segurar os animais nas fazendas, para colocar “peso” nesses bovinos e esperar uma melhora de preço nos próximos meses.

Agrifatto/DBO

ECONOMIA

Dólar tem leve alta com cautela antes de Powell e dados dos EUA

O dólar subiu frente ao real na terça-feira, com a cautela de investidores antes de um importante relatório de empregos norte-americano e de falas do chair do Federal Reserve, Jerome Powell, compensando dados de serviços mais fracos do que o esperado nos Estados Unidos

A divisa norte-americana à vista fechou em alta de 0,14%, a 4,9556 reais na venda, recuperando fôlego depois de ter chegado a cair mais cedo. Na B3, às 17:01 (horário de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,15%, a 4,9665 reais. “Ninguém sai vendendo (dólar) feito doido porque, de repente, pode ter surpresa no emprego, ou algo mais agressivo na fala do Powell, então é modo de espera”, disse Hideaki Iha, operador de câmbio da Fair Corretora. Powell dará depoimento a parlamentares na quarta e na quinta-feira, falas que virão após moderação recente nas apostas de mercado sobre cortes de juros. Enquanto isso, a expectativa é de que o relatório de empregos do governo dos EUA, a ser publicado na sexta-feira, mostre abertura ainda sólida de 200 mil vagas de trabalho, contra 353 mil em janeiro. Qualquer surpresa para cima deve levar a novos adiamentos nas apostas de mercado sobre o momento do primeiro corte de juros do Fed. A manutenção dos juros em patamar elevado por mais tempo pelo Fed torna menos atraente o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos — um dos fatores que mais impulsionou os ganhos do real em 2022 e 2023. Um diferencial maior torna a moeda brasileira mais interessante para uso em estratégias de “carry trade”, que consistem na tomada de empréstimo em país de juros baixos e aplicação desse dinheiro em mercado mais rentável, de forma que se lucra com a diferença de taxas. Apesar do recente pessimismo quando ao afrouxamento do Fed, o Citi disse em relatório a clientes na terça-feira que “o ambiente global permanece favorável para nossa cesta de compras nos mercados emergentes, e continuamos a negociar ativos de alto rendimento da América Latina no lado comprado”.

Reuters

Ibovespa fecha em queda com Vale e cautela antes de Powell

O Ibovespa fechou com uma queda modesta nesta terça-feira, pressionado particularmente pelas ações da Vale, com agentes financeiros na expectativa da fala do chair do Federal Reserve ao comitê do Congresso norte-americano na quarta-feira

O noticiário corporativo também movimentou a bolsa paulista, com resultado trimestral da Vibra e oferta de ações do GPA, além de “upgrade” para as ações da Cogna e ruídos envolvendo Azul e Gol. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,19%, a 128.092,78 pontos, de acordo com dados preliminares. Na máxima do dia, chegou a 128.989,02 pontos. Na mínima, a 127.823,31 pontos. O volume financeiro somava 18,8 bilhões de reais antes dos ajustes finais.

Reuters

Mercado melhora projeções para inflação e crescimento em 2024

Analistas consultados pelo Banco Central reduziram novamente a expectativa para a inflação neste ano e melhoraram a perspectiva de crescimento econômico, de acordo com a pesquisa Focus divulgada na terça-feira

O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou que a expectativa para a alta do IPCA este ano agora é de 3,76%, contra 3,80% na semana anterior. O Brasil iniciou 2024 com desaceleração da inflação a 0,42%, mas a alta do IPCA tende a ganhar força em fevereiro devido ao impacto sazonal dos custos de Educação. Para os anos seguintes as contas no Focus não mudaram, com a inflação sendo calculada em 3,51% em 2025 e 3,50% nos dois anos seguintes. O centro da meta oficial para a inflação em 2024, 2025 e 2026 é de 3,00%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou também melhora na perspectiva de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024, com estimativa de expansão de 1,77%, 0,02 ponto percentual a mais do que no levantamento anterior. Para 2025 segue a estimativa de uma expansão de 2,0%. Na semana passada, o IBGE informou que o Brasil registrou crescimento de 2,9% em 2023 diante de um desempenho recorde da agropecuária, mas o PIB estagnou no quarto trimestre. Os analistas também mantiveram o cenário para a política monetária, com a taxa Selic calculada em 9,0% este ano e em 8,5% no próximo.

Reuters

Crescimento de serviços no Brasil atinge em fevereiro pico de 19 meses, mostra PMI

O setor de serviços do Brasil ganhou força em fevereiro e o crescimento da atividade atingiu um pico de 19 meses em meio à expansão de novos negócios, embora tenha havido pressão de preços, de acordo com uma pesquisa divulgada na terça-feira

O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) de serviços da S&P Global disparou a 54,6 em fevereiro, de 53,1 em janeiro, patamar mais elevado desde julho de 2022. A marca de 50 separa crescimento de contração. O resultado do setor de serviços brasileiro associado ao pico de 20 meses no crescimento da atividade industrial levou o PMI Composto do Brasil a 55,1 em fevereiro, de 53,2 em janeiro. Com isso, o crescimento da atividade empresarial marcou uma máxima em 19 meses. “A aceleração do crescimento em ambas as categorias mostra que a demanda interna mais alta impulsionou o ritmo da expansão econômica em todo o setor privado, o que é um bom sinal para o PIB do primeiro trimestre”, avaliou a diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence, Pollyanna De Lima. “Parece que a incerteza política diminuiu um pouco, pelo menos por agora, com a efetiva recuperação da confiança nos negócios devido a incentivos governamentais e à liberação de investimentos industriais.” Os novos negócios no setor de serviços, de acordo com a S&P Global, subiram no ritmo mais acelerado desde outubro de 2022, com os participantes da pesquisa citando o fortalecimento da demanda por serviços, publicidade eficaz e eventos de vendas bem-sucedidos. Diante disso, os fornecedores de serviços contrataram funcionários adicionais em fevereiro tanto em período integral quanto em meio período, além de estagiários. No entanto, a taxa geral de crescimento de emprego desacelerou em meio a cortes de custos e capacidade ociosa em algumas empresas. O mês ainda foi marcado por aumento nas pressões inflacionárias, com as empresas respondendo a uma alta mais acentuada nas despesas operacionais com o maior aumento dos preços de venda desde maio de 2023. A sequência de aumentos nos preços médios cobrados chegou a quase três anos e meio, com a taxa de inflação em um pico de nove meses. As empresas que aumentaram preços citaram repasse de maiores encargos para os clientes. Os preços de insumos subiram em fevereiro no ritmo mais forte em quatro meses, de acordo com a pesquisa, com as empresas citando pressões salariais, preços mais altos de combustíveis e despesas maiores com contas de água, eletricidade e seguros. Ao mesmo tempo, o grau de otimismo chegou ao nível mais alto em quatro meses, com mais da metade dos participantes da pesquisa esperando alta na atividade de negócios no próximo ano. Incentivos governamentais, investimentos industriais, publicidade e previsões de crescimento das vendas aumentaram as expectativas.

Reuters

Preços ao produtor no Brasil caem em janeiro pelo 3º mês seguido, aponta IBGE

Os preços ao produtor recuaram 0,31% em janeiro, no terceiro mês seguido de deflação, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira

O resultado levou o índice acumulado em 12 meses a uma retração de 5,56%. No mês anterior, o Índice de Preços ao Produtor (IPP) havia caído 0,20%. Entre as 24 atividades analisadas, o IBGE apontou que somente oito tiveram queda de preços na comparação mensal. “Esta sequência de resultados negativos do IPP vem após uma série de três meses seguidos de altas, entre agosto e outubro do ano passado. Apesar do índice de -0,31% em janeiro, não há uma queda disseminada por toda a indústria, pois 15 setores tiveram aumento de preços”, destacou Murilo Alvim, analista do índice. As maiores influências no resultado de janeiro partiram de refino de petróleo e biocombustíveis (-0,51 ponto percentual), indústrias extrativas (0,23 p.p.), alimentos (-0,18 p.p.) e metalurgia (0,07 p.p.). O setor de refino de petróleo e biocombustíveis apresentou queda no mês de 4,77%), marcando a segunda variação negativa seguida. “Esse desempenho de refino acontece depois de quatro altas consecutivas. Os preços do óleo diesel, produto com maior peso na atividade, foram os principais responsáveis, já que estão em trajetória de queda nas refinarias desde dezembro de 2023. O álcool também não está com grande demanda, além de contar com uma boa safra da cana-de-açúcar, influenciando no resultado”, disse Alvim. Já o setor de alimentos apresentou queda de 0,74% dos preços em janeiro, após quatro resultados positivos consecutivos. De acordo com o analista do IBGE, isso se deve a preços menores do açúcar e dos derivados de soja. Considerando as grandes categorias econômicas, bens de capital tiveram alta de 0,55% em janeiro, bens intermediários recuaram 0,88% e bens de consumo subiram 0,37%. O IPP mede a variação dos preços de produtos na “porta da fábrica”, isto é, sem impostos e frete, de 24 atividades das indústrias extrativas e da transformação.

Reuters

Indicador antecedente de emprego no Brasil sobe em fevereiro ao nível mais alto em quase um ano e meio, diz FGV

O Indicador Antecedente de Emprego do Brasil subiu pelo terceiro mês seguido em fevereiro e atingiu o maior patamar em quase um ano e meio, refletindo expectativas positivas de empresários, de acordo com os dados divulgados na terça-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV)

O IAEmp, que antecipa os rumos do mercado de trabalho no Brasil, avançou 0,3 ponto e foi a 78,5 pontos, nível mais alto desde outubro de 2022. “O indicador ainda não se encontra em um patamar elevado, mas a possibilidade de começar a se observar o impacto no dia-dia da melhora das variáveis macroeconômicas, como redução de juros e controle da inflação, pode estar impactando positivamente as avaliações”, avaliou Rodolpho Tobler, economista do FGV IBRE. “A continuidade desse cenário é importante para a evolução do mercado de trabalho”, completou. Os componentes do IAEmp mostram que a alta no mês ficou concentrada em três dos sete componentes do indicador, com avanços nos indicadores de Situação Atual dos Negócios e Emprego Previsto da Indústria, além de Emprego Previsto de Serviços. Por outro lado, os destaques negativos foram a Tendência dos Negócios da Indústria e Emprego Local Futuro do Consumidor. Dados do IBGE mostraram que a taxa de desemprego no Brasil ficou em 7,6% no trimestre encerrado em janeiro, abaixo do esperado e com aumento no rendimento real dos trabalhadores, em um mercado de trabalho que segue aquecido.

Reuters

EMPRESAS

Marfrig suspende abates de bovinos e dá férias coletivas em Alegrete (RS)

Presidente do sindicato de trabalhadores diz que empresa alegou falta de boi; companhia afirma que fará ajustes operacionais. Unidade da Marfrig em Alegrete conta com 650 funcionários

A Marfrig suspendeu os abates de bovinos em sua unidade localizada em Alegrete (RS) e concedeu férias coletivas aos funcionários pelo período de dez dias. Parte dos empregados começou o recesso na última segunda-feira e para outra parcela as férias tiveram início ontem. “As férias coletivas de dez dias — conforme já ocorridas em anos anteriores — foram motivadas para realização de ajustes operacionais na unidade de Alegrete”, disse a empresa à reportagem, em nota. A companhia acrescentou que suas demais plantas no Rio Grande do Sul seguirão operando normalmente. Entretanto, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Alegrete, Marcos Rosse, afirmou que a justificativa recebida pelos funcionários da empresa para a paralisação foi a escassez de gado bovino para abate. “Alegam que não têm matéria-prima”, disse. Segundo Rosse, os abates já vinham em patamares baixos na unidade dias antes do início das férias coletivas. Além disso, ele acredita que, de fato, a Marfrig colocará manutenções em prática neste período, e citou que houve um problema recente em uma câmara fria da planta. A unidade de Alegrete tem cerca de 650 funcionários e é a maior empresa do ramo de alimentação na cidade gaúcha. Por isso, a suspensão das atividades, mesmo que temporária, é motivo de preocupação para a população afetada direta ou indiretamente pela decisão, segundo Rosse. Movimentações ocorridas em outras unidades da empresa que ficam em municípios próximos também estão no radar. De acordo com Rosse, há ainda a percepção de que o custo com o gado está caro na região. Ele não detalhou os preços que estão sendo praticados nos arredores para a arroba bovina. A unidade de Alegrete é uma das 16 plantas da Marfrig que estão em processo de venda para a concorrente Minerva.

Valor Econômico

Minerva realiza oferta de R$ 2 bilhões em CRA

Emissão ocorrerá em três séries, com prazo mínimo de cinco anos

Empresa de carnes realiza emissão de CRA lastreada em debêntures. A Minerva está realizando uma oferta de R$ 2 bilhões em certificados de recebíveis do agronegócio (CRAs) lastreados em debêntures. A operação está sendo securitizada pela Virgo. A emissão ocorrerá em três séries. A primeira série terá cinco anos de prazo, com vencimento em 21 de março de 2029, e taxa CDI+1,1% ao ano. A segunda série terá prazo também de cinco anos e taxa CDI+1,1% ou 11,4% ao ano. A terceira série terá prazo de sete anos, com vencimento em 21 de março de 2031, e taxa CDI+1,2% ou 11,75% ao ano. Em todas as séries, o pagamento do principal será feito em apenas uma parcela no fim da operação. A oferta recebeu rating preliminar ‘brAAA’ na escala nacional pela S&P Global Ratings. Na avaliação da agência de ratings, as debêntures possuem a mesma senioridade que as demais dívidas senior sem garantia da empresa.

Valor Econômico

GOVERNO

Abertura de mercado em El Salvador para exportação de gelatina e colágeno

Com este anúncio, o agronegócio brasileiro alcançou sua 18ª abertura de mercado, em 13 países, neste ano

O governo brasileiro recebeu com satisfação o anúncio, pelo governo de El Salvador, de aprovação sanitária que autoriza o Brasil a exportar gelatina e colágeno originados de pele bovina, suína e de outros ruminantes àquele país. Essa abertura, que deverá contribuir para aumentar o fluxo comercial entre os dois países, é mais uma demonstração da confiança internacional no sistema de controle sanitário do Brasil. As exportações agrícolas para El Salvador somaram cerca de US$ 137 milhões em 2023. Os principais itens foram cereais e produtos florestais. Somente em janeiro deste ano, as exportações agrícolas para El Salvador alcançaram mais de US$ 9 milhões. Com este anúncio, o agronegócio brasileiro alcançou sua 18ª abertura de mercado, em 13 países, neste ano.

MAPA

Fazenda ajustará regra para que crédito com subsídio flua melhor

Governo avalia estabelecer um piso para spreads oferecidos pelas instituições para operacionalizar os recursos equalizados. Desde o início da temporada, o montante total equalizado caiu de R$ 138,2 bilhões para R$ 125 bilhões

O Ministério da Fazenda estuda ajuste nas regras do Plano Safra 2024/25 para fazer com que o crédito rural que recebe a subvenção do governo federal flua melhor. Uma das possibilidades analisadas é estabelecer um piso para os spreads oferecidos por bancos e cooperativas financeiras para operacionalizar os recursos equalizados atrelado a fatores de desempenho desses agentes. O objetivo é garantir a real aplicação do dinheiro aos produtores na ponta. A devolução de volumosos recursos com subvenção por algumas instituições — foram mais de R$ 17 bilhões até agora na safra 2023/24 — e a deficiência de aplicação por outros agentes têm atrapalhado o planejamento do governo no fomento ao setor e alterado a programação inicial para o fluxo do dinheiro. Os valores com equalização devolvidos rendem muito menos ao serem repassados a outros bancos. Desde o início da temporada, o montante total equalizado caiu de R$ 138,2 bilhões para R$ 125 bilhões. As novas regras ainda estão em fase inicial de discussão e elaboração. O Ministério da Fazenda pretende divulgar até abril as normas que vão conduzir a distribuição e a aplicação dos recursos equalizáveis do próximo Plano Safra 2024/25 entre as instituições financeiras interessadas. O subsecretário de Política Agrícola e Negócios Agroambientais da Pasta, Gilson Bittencourt, disse que o sistema de “leilões” dos recursos equalizáveis deve continuar, pois estimulou a competição, forçou a diminuição dos spreads e melhorou a transparência no processo de alocação do orçamento federal. O mecanismo, no entanto, pode ter chegado a um ponto de “esgotamento em que a redução do custo pode afetar a qualidade do crédito”, afirmou. Os Custos Administrativos e Tributários (CAT) médios ponderados, entre todos os agentes financeiros que concedem financiamentos subsidiados aos produtores rurais, caíram de 4,8% para 2,9% nos últimos quatro anos. Mas é preciso amarrar algumas pontas. Não basta apenas ter custo menor, é preciso ser efetivo na entrega do financiamento subsidiado, disse Bittencourt. A intenção é que o recurso equalizado concedido à instituição financeira seja, de fato, emprestado ao produtor. “Teremos que debater até onde podemos reduzir o custo de tal forma que não impacte o resultado final, que é fazer o dinheiro chegar ao produtor rural que mais está demandando”, explicou Bittencourt. A oferta de spreads mais baixos no esquema de “leilão” ajuda a reduzir o custo do Tesouro e faz o orçamento da equalização render mais. O objetivo não é simples, admitiu o subsecretário, já que é necessário manter a concorrência e forçar a redução de spread de quem ainda apresenta custos mais altos. A saída deve ser a criação de uma regra conjunta que considere também o desempenho da instituição financeira na safra anterior, sua capilaridade e a capacidade de aplicar em regiões estratégicas. O aprendizado desta safra será usado para definir as normas da próxima. A intenção não é punir instituições financeiras que não tiveram bons desempenhos com a operacionalização da subvenção, mas usar seus exemplos para que os “erros” não se repitam. As normas pretendem evitar a concentração de recursos em bancos com atuação muito localizada e o crescimento exponencial de limite de instituições financeiras de um ano para o outro. A Fazenda também quer reavaliar a destinação de valores para bancos de uma única montadora de máquinas. O acompanhamento da programação de aplicação trimestral dos recursos equalizados, regra criada nesta safra, tem ajudado a equipe de Bittencourt a visualizar possíveis pontos de melhoria no processo de alocação da subvenção ao crédito rural. A norma para incentivar desembolsos a produtores do Norte e Nordeste não vingou e deverá ser reformulada. A Lei do Agro 1 (13.986/2020) permitiu aos bancos privados participarem da operacionalização desses recursos. Antes, a medida era concentrada nas instituições públicas e cooperativas de crédito. De lá para cá, o número de agentes saltou de cinco para 21.

Valor Econômico

CLIMA

La Niña: probabilidade de o fenômeno voltar em 2024 sobe para 75%

Principais consequências para a agropecuária na safra 2024/25 seriam estiagem no Sul e atraso das chuvas no Centro-Oeste do Brasil. La Niña tem 75% de chance de impactar Safra 2024/25

O fenômeno climático La Niña tem 75% de chances de estar ativo já durante a safra 2024/25, que começa a partir de julho no Brasil. É o que apontam os dados da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês), principal referência internacional de monitoramento dos fenômenos climáticos. Neste início de março, o planeta continua sob efeitos do El Niño, que teve alta intensidade em 2023, mas caminha para a neutralidade entre abril e junho. “O cenário deve mudar rapidamente nos próximos meses. Entre julho e agosto, podemos ter o início do La Niña, o que traz impactos extremamente importantes para o agronegócio brasileiro”, afirma Willians Bini, meteorologista e Chief Climate Officer (CCO) da FieldPRO. Com isso, o inverno deste ano já deve ter interferência do fenômeno. Bini lembra que o El Niño atual foi precedido por três anos consecutivos de La Niña, que provocaram secas históricas em lavouras de milho e soja na região Sul. A chegada do novo fenômeno acende o alerta para novas possíveis estiagens. O que esperar para a próxima safra? “Em primeiro lugar, chuvas irregulares. Até mesmo uma estiagem no Sul pode marcar a próxima safra”, diz o meteorologista. Na região Centro-Oeste, principalmente em Mato Grosso, o início das chuvas deve se atrasar, mas isso não significa uma “ausência de chuva”, e sim que o período úmido deve começar mais tarde. “Isso pode prejudicar o início da safra de grãos”, relata Bini. Na região do Matopiba (confluência de divisas dos Estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), os modelos apontam chuva abundante para o período de La Niña. Depois de uma seca histórica em 2023, as chuvas regulares tendem a voltar à metade norte do Brasil.

Globo Rural

FRANGOS & SUÍNOS

Arroba suína e a carcaça sobem em São Paulo. Valor do animal vivo cai

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF teve elevação de 0,82%, custando, em média, R$ 123,00, enquanto a carcaça especial subiu 2,17%, com valor de R$ 9,40/kg

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à segunda-feira (4), houve queda de 1,10% em Minas Gerais, chegando a R$ 6,45/kg, baixa de 0,16% no Paraná, chegando a R$ 6,08/kg, recuo de 0,50% no Rio Grande do Sul, valendo R$ 5,99/kg, retração de 0,51%, precificado em R$ 5,86/kg, e de 0,45% em São Paulo, fechando em R$ 6,57/kg.

Cepea/Esalq

Mercado do frango encerrou a terça-feira estável

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável, valendo R$ 5,20/kg, da mesma forma que o frango no atacado, valendo R$ 6,65/kg

Na cotação do animal vivo, o preço ficou estável no Paraná, valendo R$ 4,61/kg, assim como em Santa Catarina, custando R$ 4,44/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à segunda-feira (4), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado ficaram estáveis, valendo, respectivamente, R$ 7,28/kg e R$ 7,35/kg.

Cepea/Esalq

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