Ano 7 | nº 1493| 24 de maio de 2021
NOTÍCIAS
Mercado do boi gordo: cotações subiram
Indústrias frigoríficas encontraram dificuldade em encontrar boiadas para fechar as escalas desta semana
Na última sexta-feira (21/5), nas praças paulistas, as indústrias frigoríficas encontraram dificuldade em encontrar boiadas para fechar as escalas desta semana. E, apesar do escoamento de carne bovina fraco no mercado interno e final de safra, a situação refletiu em aumento de R$1,00/@ em todas as categorias. Segundo levantamento da Scot Consultoria, o boi gordo destinado ao mercado interno ficou cotado em R$307,00/@, enquanto a vaca e novilha gordas foram negociadas em R$284,00/@ e R$299,00/@, respectivamente, preços brutos e a prazo. No Oeste de Rondônia foi a mesma coisa e a oferta menor de boiadas ocasionou aumento de R$2,00/@ para boi e vaca gordos e R$3,00/@ para a novilha gorda. Assim, boi, vaca e novilha gordos ficaram cotados, respectivamente, em R$297,00/@, R$283,00/@ e R$288,00/@, preços brutos e a prazo. Em resumo, a cotação da arroba do boi gordo subiu em 12 praças pecuárias e, dentre elas, onde mais subiu foi na região sul de Goiás, onde o boi gordo e vaca gorda foram negociados em R$293,00/@ e R$282,00/@, preços brutos e a prazo, ou seja, aumento de R$3,00/@ na comparação feita dia a dia. A novilha gorda para abate também subiu, alta de R$2,00/@ e foi negociada por R$288,00/@.
SCOT CONSULTORIA
Boi: arroba segue mostrando recuperação
O indicador do boi gordo do CEPEA teve um dia de alta dos preços e voltou a ficar acima de R$ 310 por arroba
A cotação variou 2,28% em relação ao dia anterior e passou de R$ 305,45 para R$ 312,4 por arroba. Sendo assim, no acumulado do ano, o indicador valorizou 16,94%, e em 12 meses, os preços alcançaram 54,65% de alta. Na B3, os contratos futuros do boi gordo encerraram a semana em baixa na comparação diária, porém, tiveram boa recuperação nos dias anteriores. O vencimento para maio passou de R$ 313,20 para R$ 311,50, o para junho foi de R$ 325,65 para R$ 322,75 e o para outubro passou de R$ 344,85 para R$ 342,55 por arroba.
CANAL RURAL
Boi gordo: oferta diminui e preços da arroba sobem até R$ 3
Os frigoríficos começam a enfrentar um pouco mais de dificuldades para a composição de escalas de abate, com a oferta de boiadas mais curta
O mercado físico de boi gordo registrou preços a mais altos na sexta-feira, 21. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a oferta disponível de boiadas já é mais discreta, e os frigoríficos começam a enfrentar um pouco mais de dificuldades para a composição de suas escalas de abate, que no momento garantem o abastecimento até o final de maio. “A pressão de alta sobre o preço das boiadas tende a ganhar consistência no início da entressafra, avaliando que o mercado voltará a conviver com um ambiente pautado por oferta anêmica, consequência da redução do confinamento de primeiro giro em um ano de elevação nos custos de produção”, diz ele. Em relação à demanda de carne bovina, aumenta a expectativa por avanços dos embarques nas próximas semanas “em função da opção da Argentina pelo autoexílio, abrindo importante lacuna de oferta no mercado internacional, dando espaço para os grandes players do setor carnes”, assinala o analista. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 308, ante R$ 305 nesta quinta. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 295 a arroba, contra R$ 290. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 298, contra R$ 297. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 301, ante R$ 300. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 301 a arroba, ante R$ 300. No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram de estáveis a mais baixos. Conforme Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por maior propensão a reajustes durante a primeira quinzena de junho, período que conta com maior apelo ao consumo, em função da entrada dos salários na economia. Com isso, o corte traseiro teve preço de R$ 20,35 o quilo, estável. O corte dianteiro teve preço de R$ 17 o quilo, assim como a ponta de agulha, ambos com queda diária de vinte centavos.
AGÊNCIA SAFRAS
Com pandemia e China, consumo de carne no Brasil cai ao menor nível em 25 anos
Agora, cada brasileiro consome 26,4 quilos desta proteína ao ano, queda de quase 14% em relação a 2019 –quando ainda não havia crise sanitária. Este é o menor nível desde 1996, início da série histórica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)
Só nos primeiros quatro meses do ano, o consumo per capita de carne bovina caiu mais de 4% em relação a 2020, estima a Conab. “A questão da pandemia trouxe desemprego e perda de renda”, disse à Reuters Guilherme Malafaia, pesquisador do setor de bovinos da Embrapa. “Isto empobreceu a população e também gerou perda de poder aquisitivo, enfraquecendo o consumo interno da proteína.” A alta da carne bovina levou o brasileiro a procurar opções mais baratas, incluindo frangos e suínos. Além disso, o consumo de ovos, que o Brasil quase não exporta, chegou ao maior nível em 20 anos. Sergio de Zen, Diretor de Política Agrícola da Conab, disse à Reuters que o mundo todo está pagando mais por comida. Ele acrescentou que a moeda fraca castiga o Brasil em especial, pois o câmbio desvalorizado aumenta os custos de produção aqui. De acordo com o IBGE, o preço das carnes em geral subiu 35% no país nos 12 meses até abril, mais que cinco vezes o próprio IPCA no período. No caso da arroba do boi, o preço subiu mais de 50% na comparação com o mesmo período de 2020, operando atualmente em cerca de 305 reais, um pouco abaixo da máxima história registrada em 2021, segundo dados do Cepea. Os frigoríficos lidam ainda com uma cíclica diminuição da oferta de animais para abate. No lado da oferta, a alta do preço das carnes no Brasil também reflete maiores custos de produção. Para as empresas, a escassez de bovinos para abate causa uma ociosidade na indústria que seria entre 35% e 40%, estima Malafaia, com reflexos no suprimento doméstico. Se a empresa tem autorização para exportar, a preferência é abater e vender a clientes como a China, que pagam em dólares e cobrem os custos, disse. Houve alta de 5% no consumo per capita de suínos e 6% no de frango em 2020, parte disso impulsionado pelo auxílio emergencial.
REUTERS
RS será reconhecido como livre de febre aftosa no dia 27
Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) vai oficializar o novo status sanitário do Estado em sua Assembleia Geral
O Rio Grande do Sul será reconhecido internacionalmente como zona livre de febre aftosa sem vacinação. A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) vai oficializar o novo status sanitário do Estado em sua Assembleia Geral, que será transmitida online, mediante cadastro gratuito, na quinta-feira (27), às 7h no link https://oiegeneralsession88.com. A secretária da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Silvana Covatti, acompanhará a certificação junto à Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, em Brasília. O Estado vem se preparando desde 2017 para obter esse novo status sanitário. Como zona livre de aftosa sem vacinação, o Rio Grande do Sul terá acesso a mercados como Japão, Coreia do Sul, México, Estados Unidos, Chile, Filipinas, China (carne com osso) e Canadá, alcançando até 70% dos mercados mundiais disponíveis. A expectativa é de que haja um incremento nas exportações da carne gaúcha na ordem de US$ 1,2 bilhão anuais. A retirada da vacinação contra a febre aftosa – suspensa no Estado desde março de 2020 – representa, também, uma economia de R$ 214 milhões ao ano para os produtores gaúchos, levando-se em conta os custos das doses, a logística de distribuição, mão-de-obra e a perda de peso dos animais por reação à vacina.
AGROLINK
ECONOMIA
Dólar tem maior alta semanal desde março com Fed
O dólar fechou no maior patamar em mais de duas semanas na sexta-feira, marcando o maior ganho semanal em quase dois meses, com investidores repercutindo a força da moeda norte-americana no exterior, mas também acompanhando movimentações políticas locais com mira na eleição de 2022
A leitura é que uma economia norte-americana mais fortalecida pode levar a mais inflação e engrossar o coro dos que veem a alta dos preços como elemento que forçará o banco central dos EUA (Fed) a reduzir a oferta de liquidez antes do esperado. A crença de que o Fed poderá diminuir seu apoio ganhou adeptos depois de na quarta-feira o BC norte-americano relatar em ata referências a discussões futuras acerca de um corte nas compras mensais de títulos. No Brasil, o dólar saltou 1,17% nesse dia, valorização que somada à desta sexta garantiu o ganho da moeda no acumulado da semana. O desempenho mais forte da economia norte-americana –visto ao longo da última década– é tradicionalmente um catalisador para um dólar fortalecido. Aqui, a moeda subiu 1,51% nesta sexta, para 5,3554 reais na venda. É o maior patamar desde 5 de maio (5,3652 reais) e a mais acentuada valorização diária desde o último dia 12 (+1,55%). O real liderou as perdas nos mercados globais de câmbio. Na semana, o dólar subiu 1,58% –segunda semana consecutiva no azul e a alta mais forte desde a semana finda em 26 de março (+4,68%). Em maio, a moeda reduziu a perda para 1,40%. Em 2021, a cotação sobe 3,16%.
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Ibovespa fecha em queda com Vale, mas salto dA BRF atenua perda
O Ibovespa fechou em leve baixa na sexta-feira, mas assegurou sinal positivo no acumulado de uma semana marcada por volatilidade e novas máximas desde janeiro. BRF ON sobe 29,53%, tendo ganhado fôlego nessa última semana, quando se valorizou 28,79% – melhor desempenho semanal percentual desde 2004
Na sexta-feira, o Ibovespa caiu 0,09%, a 122.592,47 pontos, mas acumulou alta de 0,58% na semana. Em maio, avança 3,11%. No ano, sobe 2,92%. A ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve, no dia 19, mostrou que “algumas” autoridades do BC norte-americano parecem prontas para começar a avaliar mudanças na política monetária dos EUA. A preocupação principal nos mercados, acrescentou o gestor de renda variável da Western Asset Cesar Mikail, é com a inflação e se o Fed poderia antecipar aumento de juros. “E a ata deu sinais de que ele vai estar olhando isso de perto”, acrescentou. No caso das moedas digitais, a bitcoin atingiu 30.066 dólares na mínima da semana, em meio ao aumento de restrições chinesas para o uso de criptomoedas, com o mercado ainda ressabiado pelas recentes declarações de Elon Musk. Ainda no exterior, os futuros do minério de ferro da Ásia tiveram a maior queda semanal desde março, com a China intensificando esforços para esfriar a forte recuperação dos preços de commodities impulsionada pela demanda. Em meio à forte volatilidade no exterior, o ambiente político doméstico marcado pelos desdobramentos da CPI da Covid ficou à margem, embora seja apontado como um dos impeditivos para novos recordes no mercado acionário brasileiro.
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Governo estima déficit primário de R$ 187,7 bi para 2021 e prevê desbloqueio de R$ 4,8 bi do Orçamento
O governo reduziu sua estimativa para o déficit primário do governo central em 2021 para 187,7 bilhões de reais, ante 286 bilhões de reais calculados antes, mostrou o Relatório de Receitas e Despesas do segundo bimestre divulgado na sexta-feira
A reestimativa foi resultado, principalmente, de uma melhoria da receita, “impulsionada pela retomada do crescimento”, disse o Ministério da Economia em apresentação, acrescentando que os novos números abrem espaço para uma redução do bloqueio orçamentário de 4,8 bilhões de reais, considerando também a limitação imposta pela regra do teto de gastos. A projeção de receita líquida de transferências foi elevada em 88,2 bilhões de reais sobre o relatório anterior, divulgado extemporaneamente em abril, para 1,433 trilhão de reais. Já as despesas primárias foram reduzidas em 10,1 bilhões de reais para 1,621 trilhão de reais. O montante de créditos extraordinários foi elevado em 11,7 bilhões de reais sobre abril, para 99,5 bilhões de reais, “em grande parte para combate à pandemia e os resultados econômicos dela decorrente”, disse o ministério. A nova programação de receitas e despesas do governo leva em conta uma projeção de alta do PIB de 3,5%, dado atualizado pela Secretaria de Política Econômica nesta semana, frente crescimento de 3,2% considerado antes.
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EMPRESAS
Marfrig compra fatia de 24% na rival BRF para diversificar investimentos, diz empresa
A processadora de carnes Marfrig confirmou ter comprado cerca de 24,23% no capital da empresa de alimentos BRF, e disse que a operação “visa diversificar os investimentos” do grupo
Em comunicados, Marfrig e BRF confirmaram as transações na sexta-feira. O negócio somou 196,68 milhões de papéis, comprados via opções e leilões em bolsa. “A aquisição (…) visa a diversificar os investimentos da Marfrig em um segmento que tem complementaridades com seu setor de atuação numa empresa onde a administração vem realizando uma reconhecida gestão”, disse a Marfrig, a acrescentou que “não pretende eleger membros para o conselho de administração ou exercer influência sobre as atividades da BRF”. Ela também disse que não foram celebrados contratos ou acordos sobre direito de voto. O movimento da Marfrig evidencia a força da divisão da empresa na América do Norte, onde a demanda tem sido forte e os preços do gado, relativamente baixos. Isso impulsionou o preço das ações da empresa em relação às da BRF, cujas margens foram comprimidas pela maior dependência do Brasil. Os ativos das empresas têm complementaridade, dado o foco da Marfrig em bovinos e da BRF, em aves e suínos. As duas competem com a rival e líder de mercado JBS, que tem uma base de produção diversificada que inclui vendas de alimentos processados e três tipos de proteínas. O site Brazil Journal publicou mais cedo que a Marfrig já havia comprado 4,9% do capital da BRF e estava comprando ações adicionais do fundo de pensão Previ, mirando fatia de cerca de 20% na empresa. As ações da BRF, que vinham subindo nos últimos dias em meio a negociações atípicas e elevados volumes, saltaram com as notícias e fecharam em alta de 16,2%, a 23,16 reais. Já o papel da Marfrig teve queda de 5,2%, a 19,04 reais. Antes da operação desta sexta-feira, as empresas já haviam discutido uma possível aquisição da BRF pela Marfrig, mas interromperam as negociações em julho de 2019.
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Aporte na BRF será coberto com geração de caixa, diz Molina
Marfrig surpreende o mercado e adquire fatia de 24,23% da dona das marcas Sadia e Perdigão
Um bote cirúrgico e sem alarde até os 45 do segundo tempo. Liderada por Marcos Molina, a Marfrig comprou 24% da BRF por cerca de US$ 830 milhões (R$ 4,4 bilhões), o que lhe dá uma capacidade inédita para influenciar no destino da dona das marcas Sadia e Perdigão – uma septuagenária e outra octagenária. Para um empresário de 51 anos que foi emancipado aos 16 para criar uma distribuidora de carne e só começou a montar um império frigorífico em 2000, a ascensão da Marfrig dá uma medida do estilo. Descrito como habilidoso e inquieto, Molina está de volta, ainda que passivamente, aos negócios de frangos e suínos, de onde precisou sair em 2013 para ajustar as contas da Marfrig, que tropeçava em dívidas e teve de vender a Seara à JBS – o negócio mais doloroso da carreira. A fase árdua levou anos, e outras vendas foram necessárias para que a empresa parasse de queimar caixa. Mas o jogo virou radicalmente há três anos, quando Molina adquiriu a National Beef – a quarta maior indústria de carne bovina dos EUA. A operação americana se converteu numa cash cow que, em apenas dois trimestres, pagará a aposta que a Marfrig fez na BRF. A Marfrig não antecipa números, mas quem conhece os negócios garante que a geração de caixa deverá superar US$ 500 milhões neste segundo trimestre. Em entrevista exclusiva ao Valor ontem à noite, Molina fez indicação parecida, ainda que sem dar as cifras. “Grande parte do investimento será absorvido com a geração do segundo trimestre e outra no terceiro, o que equivale a seis meses de geração do National, no máximo”, assegurou o empresário. De acordo com ele, a Marfrig mantém os planos de acelerar a redução da dívida bruta e continuará a pagar dividendos. Considerando os números do primeiro trimestre, o índice de alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda em doze meses) da Marfrig subiu 0,45 ponto com a compra das ações da BRF, saindo de 1,78 para 2,23, um patamar ainda confortável. A aposta na BRF, aliás, já estaria com retorno positivo, se a Marfrig fosse um fundo de investimento, valendo cerca de US$ 1 bilhão. O custo médio de compra dos papéis da dona da Sadia, uma questão que despertou curiosidade de investidores e analistas, ficou entre R$ 23 e R$ 24, disse Molina. O empresário disse que não pretende unir as empresas. “Não tem nada no plano. As operações precisam estar focadas”, afirmou, lembrando que a Marfrig está concentrada em carne bovina e a BRF, em aves e suínos. Para ele, o investimento é de longo prazo e fazia sentido também porque a dona da Sadia é o principal cliente, comprando hambúrguer, quibe e almôndega produzido em Mato Grosso pela Marfrig. “As duas empresas são amigas”.
VALOR ECONÔMICO
BRF confirma que Marfrig comprou 24,2% do capital da companhia
A empresa de alimentos BRF confirmou na sexta-feira que a processadora de carnes Marfrig comprou ações que podem resultar em participação de cerca de 24,23% do capital da companhia
As operações, que envolveram até 196,68 milhões de papéis, foram realizadas via opções e leilões em bolsa, acrescentou a BRF em comunicado. A BRF disse ainda que a Marfrig declarou que a aquisição “visa diversificar os investimentos da Marfrig em um segmento no qual possui complementaridades com seu setor de atuação”. A BRF também disse ter sido informada pela empresa de que a Marfrig não pretende eleger membros para a administração da empresa, exercer influência sobre decisões ou promover alterações no controle ou estrutura da companhia.
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FRANGOS & SUÍNOS
Suínos: mais perdas para os preços no setor
A semana de negociações para o mercado de suínos se encerrou na sexta-feira (21) acumulando perdas nos preços
Segundo o Cepea/Esalq, as vendas de carne suína estão desaquecidas no mercado doméstico desde o início deste mês. Isso pressiona as cotações de cortes e carcaças e reduz a demanda da indústria por novos lotes de animais. A preocupação de produtores com os insumos nutricionais, principalmente o milho, tem pressionado os valores. O receio de novas elevações nas cotações do cereal e a dificuldade de aquisição no mercado spot faz com que suinocultores não consigam segurar animais na granja, ofertando-os a valores reduzidos para escoar a produção. Em São Paulo, segundo a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF caiu 4,55%/8,33%, chegando a R$ 105,00/R$ 110,00, enquanto a carcaça especial caiu 2,27%/2,16%, valendo R$ 8,60/R$ 9,10 o quilo. No caso do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (20), o preço ficou estável em Santa Catarina, valendo R$ 5,89/kg, e no Rio Grande do Sul, fixado em R$ 6,23/kg. Houve queda de 1,60% em São Paulo, atingindo R$ 6,16/kg, recuo de 1,52% no Paraná, cotado em R$ 5,85/kg, e de 0,40% em Minas Gerais, fechando em R$ 6,25/kg.
Cepea/Esalq
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