CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1225 DE 29 DE ABRIL DE 2020

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Ano 6 | nº 1225| 29 de abril de 2020

 

ABRAFRIGO

O Brasil está trabalhando para criar oportunidades e expandir mercado lá fora. É carne, soja, leite, milho, laranja, algodão, pescados, frutas e muito mais. Desde 2019, o Ministério da Agricultura não parou de trabalhar e abriu 48 novos mercados para produtos brasileiros em 23 países, além de ter expandido o comércio em tantos outros. Esse é o agronegócio brasileiro abastecendo o mundo. Quer entender melhor como alimentamos o Brasil e o Mundo?

Se liga no vídeo. 🎥 neste link:

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#DosCamposDoBrasilParaOMundo #AgroPresenteNoMundo

NOTÍCIAS 

Mercado do boi gordo em ritmo lento

Com o início de mês e o feriado de primeiro de maio se aproximando, era de se esperar maior volume de negócios

Entretanto, o consumo baixo, motivado pelo “fique em casa”, faz com que o mercado não decole. A desaceleração da economia, que já não vinha tão acelerada assim, resultou em diminuição do poder de compra da população. No mercado externo, a exportação de carne bovina tem apresentado bom desempenho. Na média diária das quatro semanas de abril, até o dia 24, o Brasil embarcou em média 6,03 mil toneladas de carne bovina in natura. Alta de 12,1% na comparação com abril de 2019. Caso esse ritmo continue, o país deverá exportar cerca de 120,62 mil toneladas, o que será recorde para o mês.

SCOT CONSULTORIA 

Arroba do boi gordo e carne bovina seguem estáveis com fraca demanda

De acordo com a consultoria Safras, a expectativa é de poucas vendas no Dia das Mães, data que normalmente capitaliza bons resultados

A arroba do boi gordo seguiu estável na terça-feira, 28, segundo a consultoria Safras. O analista Fernando Henrique Iglesias afirma que novamente o volume de negócios foi muito pequeno, com diversos frigoríficos ausentes na ponta compradora, apenas avaliando a melhor estratégia a ser adotada no restante da semana. “O escoamento da carne ainda ocorre de maneira demasiadamente lenta no mercado doméstico, consequência do distanciamento social, com restaurantes e outros estabelecimentos ainda inoperantes. A modalidade de entregas à domicílio serve como alento, mas o fluxo de negócios caiu substancialmente. A expectativa é de vendas enfraquecidas no Dia das Mães, data que normalmente capitaliza bons resultados”, diz. Na capital de São Paulo, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 193/R$ R$ 194 a arroba. Em Uberaba (MG), permaneceram em R$ 183 por arroba. Em Dourados (MS), ficaram R$ 174/R$ 175 a arroba. Em Goiânia (GO), o preço indicado foi de R$ 175 a arroba. Já em Cuiabá (MT), ficou em R$ 170 a arroba, inalterado. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem acomodados. Conforme Iglesias, há tendência de queda pontual nos preços com a desaceleração do consumo, enquanto o bom volume de exportação à China segue como o grande ponto de sustentação do momento. O corte traseiro teve preço de R$ 13,50 o quilo. A ponta de agulha ficou em R$ 10,70 o quilo. Já o corte dianteiro seguiu em R$ 11,30 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS   

Sebo bovino perde espaço no setor de biodiesel

Em março, do total de biodiesel produzido, 8,4% foi feito utilizando o sebo bovino como matéria-prima (ANP), queda de 2,6 pontos percentuais em relação a fevereiro

Este é o quarto pior resultado quanto a participação do sebo na produção de biodiesel da série histórica, com início em outubro de 2008. Entretanto, a oferta de gordura não está abundante, fator que tem limitado as quedas de preço. No Brasil Central, o sebo está custando R$3,00/kg, livre de imposto. No Rio Grande do Sul, o produto está cotado em R$3,10/kg, na mesma condição. No acumulado do ano, houve desvalorização de 3,2% no Brasil Central e de 3,1% no Rio Grande do Sul. Para o curto prazo, a expectativa é de que a demanda em baixa mantenha o mercado pressionado.

SCOT CONSULTORIA 

Peru autoriza exportações de mais oito plantas brasileiras de carnes bovina e de aves

Mercado já estava aberto; em 2019, vendas renderam US$ 48 milhões

O Peru confirmou ao Ministério da Agricultura a habilitação de oito novas plantas brasileiras para exportar carnes bovina e de aves a seu mercado, que já estava aberto. A informação foi confirmada ao Valor pelo Secretário de Comércio e Relações Internacionais da Pasta, Orlando Ribeiro. Em 2019, o Brasil exportou mais de 8 mil toneladas de carne bovina e 21 mil toneladas de carne de frango para o Peru. Ao todo, as exportações somaram US$ 47,8 milhões.

VALOR ECONÔMICO 

Tereza Cristina: ‘Quando nós falamos da China, mostramos os números’

Reabertura dos serviços na China poderá acelerar a habilitação de novos frigoríficos brasileiros

Destino de 33% das exportações brasileiras do agronegócio em 2019, a China continua no foco do Ministério da Agricultura apesar das declarações de integrantes da alta cúpula do Executivo e de membros do Congresso contra o país asiático. A Ministra Tereza Cristina não acredita que os chineses farão retaliações por causa dessas cotoveladas gratuitas, e disse que são “problemas operacionais” causados pela pandemia que impediram Pequim a dar sinal verde para novos frigoríficos do Brasil venderem seus produtos para aquele mercado. Puxados por soja em grão e carnes, os embarques nacionais do setor à China renderam US$ 27,1 bilhões em 2019. Nesse contexto, Tereza Cristina e o Secretário de Comércio e Relações Internacionais do ministério, Orlando Ribeiro, não consideram necessário “defender” a relação comercial com o gigante asiático. “Quando falamos da China, mostramos os números”, afirmou a Ministra ao Valor. “Não há um viés pró-China aqui. Mas não podemos tratar mal quem compra um terço de tudo o que exportamos”, completou Ribeiro. Apesar da expectativa dos frigoríficos sobre novas habilitações chinesas, não há uma data definida para tal. No momento, oito unidades aguardam a aprovação final do governo chinês: seis de carne bovina, uma de aves e outra de suínos. E é a normalização dos serviços na Administração Geral de Alfândegas da China (GACC), que ainda estão lentos, que vai ditar o ritmo das habilitações. “Até semana retrasada, estava tudo fechado na China, e o GACC ainda não está recebendo ninguém para reuniões”, explicou a Ministra.

VALOR ECONÔMICO 

Boi gordo versus milho: relação de troca melhorando em São Paulo

O preço do milho atingiu R$62,00 por saca de 60kg na região de Campinas-SP no dia 2 de abril

De lá para cá, as cotações recuaram devido aos ajustes na produção pecuária (aves e suínos principalmente), queda do petróleo (que pressiona o mercado de etanol) e boas expectativas para a segunda safra, em desenvolvimento no campo. Na última quinta-feira (23/4) a referência estava em R$52,00 por saca na região, uma queda de 16,1% no acumulado deste mês. Com isso, considerando a praça de São Paulo, é possível comprar 3,73 sacas de milho com o valor de uma arroba de boi gordo. Como o preço da arroba do boi gordo estável em São Paulo nos últimos dias e a queda do milho, o poder de compra do pecuarista em relação ao insumo vem melhorando. Na terceira semana de abril, essa relação era de 3,53 sacas de milho por arroba de boi gordo, enquanto na segunda semana do mês era possível comprar 3,34 sacas do cereal com o valor de uma arroba de boi gordo no estado. Já em relação a abril do ano passado, a relação de troca ainda está menos favorável este ano. O poder de compra do pecuarista frente ao milho diminuiu 9,6%, o que significa 0,4 saca a menos por arroba de boi gordo. Para o curto e médio prazo o viés é de baixa para o grão no mercado interno e de oportunidades de compra do cereal. Os principais pontos de atenção são o clima, o câmbio e a evolução da demanda interna.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA 

Real tem melhor dia em quase 2 anos com ajustes e percepção sobre BC

O dólar sofreu na terça-feira a maior queda em quase dois anos, com o real na dianteira dos ganhos nos mercados globais de câmbio diante de um dia mais positivo para moedas de risco e com operadores realizando lucros após os recentes recordes do dólar

Uma combinação de fatores pesou contra a moeda dos EUA nesta sessão, mas analistas destacaram a percepção de que, com a saída de Sergio Moro do governo, o Presidente Jair Bolsonaro poderia se sentir mais “dependente” do Ministro da Economia, Paulo Guedes. A expectativa de maior apoio a Guedes por parte do Presidente teria como base o entendimento de que uma turbulência contínua nos mercados —como a vista na semana passada na esteira da atribulada saída de Moro— poderia prejudicar mais a avaliação geral sobre o governo. Na sequência da demissão de Moro, aumentaram especulações de que Guedes poderia ser o próximo a deixar o governo, o que gerou grande volatilidade nos mercados e ditou fortes quedas na bolsa e altas acentuadas no dólar e nas taxas de juros de mercado. Além do alívio no ruído sobre Guedes, o recente fortalecimento das intervenções do Banco Central no mercado de câmbio deu mais gás à realização de lucros pelo mercado. “O BC finalmente atuou pesado no mercado de câmbio desde a sexta-feira, ajudando a conter a espiral negativa”, disse Sergio Goldenstein, que já chefiou o Departamento de Operações de Mercado Aberto do Banco Central, citando ainda a queda do dólar ante outras divisas emergentes e alguma “acalmada” no cenário político frente à semana anterior. No somatório de sexta e segunda-feira, o BC colocou 5,275 bilhões de dólares no mercado em dinheiro “novo” na forma de swaps cambiais e moeda spot. Na mínima desta terça-feira, às 15h13, o dólar desceu a 5,4720 reais na venda, baixa de 3,39%, antes de encerrar com desvalorização de 2,59%, a 5,5172 reais na venda. O recuo é o mais intenso desde 8 de junho de 2018 (-5,59%). Na B3, o dólar futuro recuava 2,65%, a 5,5070 reais, às 17h30.

REUTERS 

Ibovespa fecha acima dos 81 mil pontos com salto de bancos

O Ibovespa atingiu a máxima em seis semanas na terça-feira, com um alívio dos ruídos políticos dos últimos dias, movimento liderado por ações de bancos, após o Santander Brasil abrir a temporada de balanços do setor com lucro acima das expectativas

Com uma escalada das ações do setor financeiro, o Ibovespa subiu 3,93%, a 81.312,23 pontos, máxima de fechamento desde 13 de março. O volume financeiro da sessão somou 27,25 bilhões de reais. As preocupações do mercado com ruídos políticos recentes perderam força, enquanto as atenções se voltaram para a melhora da expectativa globais com a retomada econômica pós-coronavírus. Analistas da Rico Investimentos avaliaram que as incertezas econômicas geradas pela crise sanitária somadas à crise política são fatores que impactam o mercado, mas “o investidor parece ter antecipado um cenário bem ruim na sexta-feira”, avaliação que perdeu um pouco de força nesta semana. Esta mudança de humor se deu muito por conta do reiterado apoio de Bolsonaro ao Ministro da Economia, Paulo Guedes, afastando por hora os rumores de sua saída, um dos grandes temores do mercado, apontaram analistas da Terra Investimentos. Apesar de um tom menos negativo no mercado, as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) do país seguem piorando. A Moody’s passou a prever queda de 5,2% no PIB de 2020, contra previsão anterior de recuo de 1,6%. E o UBS piorou sua estimativa para retração, de 2% para 5,5%. O banco ainda afirmou que no pior cenário avaliado, a economia poderá recuar até 10,1% este ano.

REUTERS 

Mansueto prevê déficit nominal entre 12% a 13% DO PIB EM 2020

O Secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, afirmou na terça-feira que o déficit nominal do país deverá encerrar o ano entre 12% a 13% do Produto Interno Bruto (PIB), em razão das despesas com medidas relacionadas à pandemia do coronavírus

“O Brasil, que é uma economia emergente, está encaminhando-se para um déficit nominal na casa de 12%, 13% do PIB, que é expressivo. Então isso não é um esforço pequeno”, disse ele em videoconferência promovida pelo Banco BV. Segundo Mansueto, a previsão é de que o país encerre o ano com um déficit primário próximo de 8% do PIB, enquanto a Dívida Pública Bruta deverá ficar entre 85% a 90% do PIB. Apesar disso, ele frisou que, em 2021, a trajetória do ajuste fiscal será retomada, com o cumprimento do teto de gastos e o avanço de reformas estruturais no Congresso, como a administrativa e tributária. Ao ser questionado sobre a contrapartida ao pacote de auxílio a Estados e municípios de congelamento de salários de servidores públicos por 18 meses, o Secretário do Tesouro destacou que a “economia principal vem dos Estados e municípios”, uma vez que o governo federal já não tinha aumento programado para o funcionalismo no próximo ano. “Quando você coloca uma trava, como isso que está sendo colocado como contrapartida, de fato a gente vai ter uma economia que em um ano, no período de 12 meses, chega entre 60 bilhões a 70 bilhões de reais. Como o prazo é maior, é de um ano e meio, claramente você pode ter uma economia perto de 100 bilhões de reais, entre 80 a 100 bilhões de reais de não crescimento da folha de pessoal de Estados e municípios”, pontuou.

REUTERS 

Dívida pública federal cai 1,55% em março marcado por emissões menores e fuga de estrangeiros

A dívida pública federal do Brasil caiu 1,55% em março sobre fevereiro, a 4,215 trilhões de reais, num mês marcado por perda de referência de preços de negociação, falta de liquidez e um forte fluxo vendedor de títulos públicos, especialmente de fundos de investimento e de estrangeiros, disse o Tesouro Nacional a terça-feira

Dado o cenário de volatilidade por conta da crise com a pandemia de coronavírus, o Tesouro optou por emitir volumes “consideravelmente menores”, buscando evitar a adição de risco aos mercados, conforme assinalou em nota à imprensa. “A flexibilidade nas emissões é possível devido ao colchão de liquidez da dívida pública, o qual atualmente se encontra em níveis superiores a 6 meses de vencimentos”, afirmou. O Tesouro cancelou leilões dos dias 12 e 19 de março e realizou leilões extraordinários entre os dias 12 e 25 do mesmo mês, em atuação conjunta com o Banco Central. As taxas médias dos leilões no período refletiram, segundo o Tesouro, o aumento de inclinação da curva de juros futuros no período para níveis “historicamente elevados”, na esteira da desvalorização cambial e pelo sentimento de aversão ao risco em nível global. Essas ações extraordinárias do Tesouro tiveram como consequência a recompra de 35,56 bilhões de reais e venda de 2,47 bilhões de reais em títulos públicos, concentrados em vencimentos de médio e de longo prazo, prefixados e indexados à inflação. Só a dívida mobiliária interna caiu 2,28% no período, a 4,007 trilhões de reais, por conta de resgate líquido de 121,88 bilhões de reais e apropriação positiva de juros de 28,43 bilhões de reais. O total de emissões, no valor de 21,58 bilhões de reais, foi o menor desde maio de 2010. Já a dívida externa subiu 15,03% na mesma base de comparação, afetada pela oscilação do dólar frente ao real, chegando a 208,29 bilhões de reais. No mês, a participação de estrangeiros na dívida interna caiu a 9,82%, frente a 10,93% em fevereiro, após uma redução de 54,59 bilhões de reais no estoque. Com isso, chegou ao seu menor nível desde fevereiro de 2010, quando ficou em 9,81%. Em relação à abril, o Tesouro destacou que a percepção de risco de emergentes voltou a se deteriorar, com o CDS Brasil de 5 anos subindo 35,7%, a 374 pontos, piora superior à observada para o México, Colômbia e Peru.

REUTERS 

PIB do Brasil vai recuar 10,1% em 2020 em pior cenário, prevê UBS

O UBS cortou para 5,5% a estimativa para a retração da economia brasileira em 2020, depois de no começo do mês prever queda de 2%, mas, a depender do cenário analisado, o tombo pode ser ainda maior, de 10,1%

No cenário um, a economia cai 5,5%. No dois, 7,2%. E no três sofre o recuo de dois dígitos. No cenário um, as restrições de distanciamento social existentes permanecem em vigor até meados de maio, com atividades voltando ao normal em grande parte até o final de junho. No dois, as restrições só começam a ser retiradas até o final de junho, com normalização até o término de agosto. Já no três, a pandemia de coronavírus não é efetivamente controlada até meados de 2021, e, com isso, as restrições são apenas parcialmente removidas. Mas os economistas Tony Volpon e Fabio Ramos, que assinam o relatório da terça-feira, ponderaram que mesmo fora do cenário três a economia pode sofrer uma queda mais forte que o previsto, afetada por questões políticas. Os profissionais destacam o risco da pandemia levar a níveis elevados de incerteza política e de política, com impactos negativos sobre a confiança do investidor, o que poderia gerar um estado de prêmio de risco permanentemente mais alto nos preços dos ativos. Nesse caso, “podemos ver o resultado parecido com o do cenário três mesmo que a pandemia esteja sob controle”, disseram Volpon e Ramos. Em 2021, o UBS vê a economia em expansão de 6,5% (cenário um), 8,3% (cenário dois) e 5,4% (cenário três).

REUTERS 

Moody’s piora projeção e passa a ver queda de 5,2% do PIB brasileiro em 2020

A agência de classificação de risco Moody’s rebaixou a previsão para o desempenho da economia brasileira neste ano, passando a prever contração de 5,2%, enquanto cortou as projeções para todos os países do G20 conforme os custos da pandemia do coronavírus se acumulam “rapidamente”

No começo do mês, a agência previa que o PIB brasileiro encolheria 1,6% em 2020. Para 2021, a Moody’s vê crescimento de 3,3%. A agência —que atribui ao Brasil rating de crédito soberano de longo prazo em moeda estrangeira de “Ba2”, com perspectiva estável— calculou que as medidas de apoio do governo brasileiro contra os efeitos econômicos do coronavírus somam cerca de 6,5% do PIB, mas avaliou que deverão ser expandidas conforme a escala dos danos econômicos se tornar mais clara e a pressão da opinião pública por mais ação crescer. A Moody’s inclui o Brasil na lista de países cujos governos adotaram medidas menos rigorosas de combate à transmissão da pandemia, junto com México, Turquia, Indonésia, Arábia Saudita e Rússia. A agência estima que a economia do G20 cairá 5,8% em 2020.

REUTERS 

EMPRESAS 

Minerva lucra R$ 271,2 milhões no 1º trimestre, desempenho recorde

Política de hedge teve impacto positivo sobre o caixa da empresa

Em balanço divulgado ontem, a Minerva reportou um lucro líquido de R$ 271,2 milhões. No mesmo intervalo do ano passado, a empresa teve prejuízo de R$ 31,4 milhões. Em entrevista a jornalistas, o Diretor Financeiro da Minerva, Edison Ticle, ressaltou que a apreciação do dólar teve um impacto de R$ 1,8 bilhão no valor em reais da dívida da empresa em moeda estrangeira. No entanto, com a política de hedge — a Minerva protege 50% de sua exposição de longo prazo ao dólar —, e os recursos captados com a oferta subsequente de ações feita no início do ano, a companhia manteve o índice de alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda) estável. Em março, esse indicador estava em 2,99 vezes, ante 2,8 vezes em 31 de dezembro. De acordo com Ticle, a política de hedge teve impacto positivo sobre o caixa. No primeiro trimestre, ela agregou R$ 615 milhões ao caixa, o que ajudou a geração de caixa livre da companhia atingir R$ 904,6 milhões nos primeiros três meses do ano. Os recursos dos instrumentos de hedge ingressaram no caixa da Minerva porque parte dos derivativos venceu – mas a companhia firmou novos contratos, preservando seu nível de proteção cambial em 50% da exposição, como determina a política acordada com seu conselho de administração. Operacionalmente, Ticle reconheceu que o coronavírus teve reflexo sobre o volume de produção e também nas vendas no mercado interno dos países nos quais a Minerva atua. No primeiro trimestre, o volume de vendas totalizou 254,5 mil toneladas, queda de 13,2% na comparação com o mesmo período do ano passado. Entre janeiro e março, os abates de bovinos nas unidades da Minerva somaram 749,2 mil cabeças, queda de 11,4%. Considerando apenas o Brasil, os abates diminuíram 15,9%, chegando a 352,8 mil cabeças. No entanto, a valorização do dólar e os preços mais altos da carne bovina turbinaram o faturamento da companhia, que exporta grande parte de sua produção. No primeiro trimestre, a receita líquida da Minerva totalizou R$ 4,1 bilhões, aumento de 11,8% na comparação anual. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) chegou a R$ 381,5 milhões, aumento de 16%. Com isso, a margem Ebitda da Minerva no primeiro trimestre deste ano chegou a 9,2%, ante 8,8% nos primeiros três meses do ano passado. Segundo ele, a demanda da China voltou com força em março. Além disso, o clima adverso na Austrália afetou a oferta de carne do país, que é um dos principais exportadores. A Índia, que exporta carne de búfalo, foi golpeada pelo lockdown nacional provocado pelo coronavírus. Por fim, o fechamento de frigoríficos americanos pode reduzir as exportações dos EUA, beneficiando as exportações da América do Sul.

VALOR ECONÔMICO 

Estoques de carnes no varejo dos EUA dariam somente para mais 15 dias, diz CFO da JBS

Os estoques norte-americanos de carnes têm capacidade para atender a demanda do varejo nos Estados Unidos somente por mais 15 dias, em meio aos fechamentos de frigoríficos por causa do coronavírus, disse o CFO da JBS, Guilherme Cavalcanti, o que levou o governo Trump a planejar uma medida para manter o funcionamento das unidades

O Presidente dos EUA, Donald Trump, deve assinar um decreto tendo como base o Ato de Defesa da Produção, para exigir que as plantas continuem em operação, garantindo a oferta de alimentos no país, afirmou uma autoridade sênior do governo. Cavalcanti ressaltou que a própria JBS teve duas unidades de bovinos nos EUA que suspenderam atividades, depois que funcionários testaram positivo para o vírus, e já retornaram as operações. Segundo ele, uma planta de bovinos e uma de suínos ainda seguem fechadas. Além disso, ele lembrou que concorrentes como Tyson Foods e Smithfield também anunciaram fechamentos, o que comprometeu a oferta da proteína no país. “Temos capacidade ociosa nas plantas do Brasil para exportar carne para os EUA se necessário. Temos capacidade na Austrália para exportar aos EUA se necessário”, disse. A diversificação geográfica da JBS é uma vantagem competitiva para a empresa em momentos de crise, seja na questão sanitária ou financeira, afirmou. “Isso traz uma estabilidade maior para nossas margens.” Segundo Cavalcanti, somente no Brasil, a companhia conta com 37 unidades na área de bovinos, sendo assim, se houver foco da doença em uma planta, isso não compromete significativamente a capacidade de produção de carnes da empresa. O fato da empresa atuar na produção das três principais proteínas de origem animal —aves, suínos e bovinos— também é visto pelo CFO como um fator que eleva a competitividade da empresa em meio à crise do coronavírus. Cavalcanti ressaltou que a crise do coronavírus chegou no melhor momento financeiro da companhia, o que limita os danos de uma recessão econômica para a empresa. Desta forma, o plano de abertura de capital nos Estados Unidos, principal movimentação da companhia nos últimos tempos, está mantido, mesmo em meio ao cenário de crise da Covid-19. Uma estratégia da companhia que foi suspensa temporariamente é a de aquisições.

REUTERS

Ministério da Agricultura suspende operações de unidade da BRF em Rio Verde (GO)

Medida foi consequência de problemas no abastecimento de água

O Ministério da Agricultura suspendeu as operações do complexo da BRF em Rio Verde (GO), apurou o Valor. Trata-se de umas das principais unidades da companhia brasileira, e a suspensão foi consequência de problemas no abastecimento de água. Procurada pela reportagem, a empresa confirmou a suspensão. “A BRF confirma que sua produção industrial da unidade de Rio Verde (GO) se encontra suspensa momentaneamente e a Companhia está fazendo revisões no sistema de abastecimento de água local para retorno às suas atividades 9 nos próximos dias”, informou a empresa, em nota.

VALOR ECONÔMICO 

FRANGOS & SUÍNOS

Demanda asiática sustenta ritmo de produção de carne suína brasileira

O ritmo de produção de carne suína brasileira neste ano está similar àquele observado há um ano, e até superior em algumas regiões, impulsionado pela forte demanda chinesa, informou o Rabobank em relatório na segunda-feira (27)

Frigoríficos exportadores de carne suína continuam lucrativos dada a crescente demanda asiática e a desvalorização do real brasileiro, tornando o produto mais competitivo. Já os processadores de carne suína que vendem apenas para o mercado doméstico enfrentam dificuldades por conta da redução do consumo pelo segmento de restaurantes, como resultado das medidas de isolamento social para conter o coronavírus. No estado de São Paulo, o principal afetado pela pandemia até agora, o Rabobank estima que o consumo em bares e restaurantes caiu 44% entre o fim de março e a segunda semana de abril. Já as vendas do segmento de varejo aumentaram 19%. Apesar do cenário negativo no mercado doméstico, o Rabobank espera que a demanda asiática e o real desvalorizado continuem a gerar oportunidades para os frigoríficos exportadores brasileiros. “Uma planta adicional de carne suína aguarda aprovação do governo chinês, o que deve ser anunciado até o fim deste ano”, acrescentaram os analistas do Rabobank no relatório. Para os produtores de suínos, a principal preocupação é o aumento no custo de nutrição animal puxado pela alta do milho. Segundo levantamento do Rabobank, o custo de milho subiu 35% em março, quando os custos gerais com nutrição aumentaram 21%.

CARNETEC 

INTERNACIONAL 

Casos de peste suína africana têm sido subnotificados na China

Segundo o USDA, números de casos da doença voltou a crescer no país

Os casos de peste suína africana voltaram a crescer no país nos últimos meses e têm sido subnotificados, de acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Veterinários entrevistados pelo “The Wall Street Journal” afirmaram que testemunharam e diagnosticaram pessoalmente rebanhos suínos chineses com a doença, mesmo quando o governo disse que o país não havia observado novos casos. Em fevereiro, autoridades chinesas afirmaram que a situação da epidemia era estável. Mas, em meados de março, o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China relatou uma série de novos casos em todo o país, o que endossou o alerta de alguns veterinários independentes, que desde o fim de 2019 vinham reafirmando que a doença ainda é comum na China. “A subnotificação só cresce, porque as agências governamentais enfrentam sérios desafios na coleta e comunicação de dados sobre surtos de fazendas de suínos”, disse o USDA em seu relatório de abril sobre a pecuária da China. “Algumas fazendas estão relutantes em notificar surtos por medo de perdas econômicas, enquanto outras relatam ser desencorajadas ativamente a divulgar novos casos de peste suína africana” , acrescentou o adido do USDA. Vários veterinários contratados para atuar como consultores de fazendas chinesas disseram que novos surtos de peste suína africana estão tirando o sono de produtores menores que eles visitaram pouco antes da pandemia de coronavírus se espalhar pelo país no início do ano. Segundo esses profissionais, fazendas com as quais entraram em contato recentemente, por vídeo chamada, também identificaram novas infecções. Em 17 de abril, o Departamento de Estatísticas chinês informou, contudo, que a população de porcos do país aumentou cerca de 3%, ou 10 milhões de suínos, nos três primeiros meses deste ano. O recuo no número de animais abatidos, com muitos frigoríficos fechados para conter a propagação do novo coronavírus, pode ajudar a explicar o aumento. No trimestre, a produção de carne suína na China caiu quase um terço ante o registrado um ano antes.

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