
Ano 6 | nº 1222| 24 de abril de 2020
ABRAFRIGO
MAPEAMENTO DE DIFICULDADES DE ACESSO A FINANCIAMENTO
A CNI criou um formulário online para mapear as dificuldades enfrentadas pelas empresas no acesso ao crédito
O objetivo é captar exemplos concretos que serão consolidados semanalmente e encaminhadas ao BNDES. Peço o apoio das associações para divulgar o link abaixo junto às suas associadas. Trabalharemos, também, em parceria com a Rede de Núcleos de Acessos ao Crédito operada pela CNI e Federações. Veja no Link abaixo:
https://app.pipefy.com/public/form/lBQDiOPc
CNI
NOTÍCIAS
Carne bovina recuou no varejo em São Paulo nesta semana
Aos poucos e já com alguma flexibilização em algumas cidades/estados, a quarentena vai sendo amenizada e a circulação das pessoas volta a acontecer de forma controlada
Com esse aumento da circulação, a venda de carnes deveria também melhorar, mas devemos levar em consideração que estamos no final do mês e o poder de compra da população está menor. Sendo assim, é esperado um maior volume de vendas na primeira semana de maio. No varejo, em São Paulo, nos últimos sete dias houve queda de 0,3% no preço médio da carne bovina, considerando a média dos cortes pesquisados pela Scot Consultoria. No Paraná, o recuo foi de 0,6% e em Minas Gerais os preços se mantiveram estáveis. A única alta foi vista no Rio de Janeiro, de 0,6%, na comparação semanal.
SCOT CONSULTORIA
Baixa movimentação no mercado do boi gordo
Cenário lento e poucos negócios concretizados. Esta foi a tônica no mercado do boi gordo na última quinta-feira (23/4)
Visando o desempenho do consumo interno de carne bovina, que segue fragilizado, a maior parte das indústrias mantém posição conservadora. Compra-se pouco e vende-se pouco. Com o feriado da próxima semana (Dia do Trabalhador), a expectativa é de preços mais sustentados para o boi gordo devido à necessidade das indústrias em garantir mercadoria, visto o menor prazo para trabalhar as escalas de abate.
SCOT CONSULTORIA
Boi tem preços estáveis com frigoríficos observando demanda
As notícias de relaxamento das estratégias de distanciamento social em alguns estados podem resultar no início do processo de normalização das vendas
O mercado físico do boi gordo teve preços estáveis na quinta-feira. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos seguem atentos ao comportamento da demanda doméstica de carne bovina. Em São Paulo o quadro é diferente, com a estratégia completa de retomada sendo anunciada para o dia 8 de maio, e dependendo do caso de cada município. O número de leitos vagos será decisivo para a evolução desse processo de relaxamento. “O ponto positivo em relação ao mercado paulista está em um possível adiamento do Dia das Mães no estado, feriado muito importante em relação ao comércio varejista. No geral os frigoríficos ainda optam por operar com suas escalas de abate encurtadas, avaliando ainda o lento escoamento da carne” assinalou. Em São Paulo, capital, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 194 a arroba. Em Uberaba, Minas Gerais, os preços permaneceram em R$ 184. Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, os preços ficaram R$ 178 a arroba. Em Goiânia, Goiás, o preço indicado foi de R$ 175. Já em Cuiabá, Mato Grosso, o preço ficou em R$ 170 a arroba, inalterado. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem acomodados. Conforme Iglesias, o escoamento da carne no mercado doméstico ainda ocorre de maneira bastante lenta, natural em meio às alterações do padrão de consumo com as estratégias de distanciamento social. O fechamento de restaurantes, redes hoteleiras e de outros estabelecimentos é decisivo para o entendimento desta questão. A exceção permanece no excelente ritmo de embarques destinados a China. Assim, o corte traseiro teve preço de R$ 13,50 o quilo. A ponta de agulha ficou em R$ 10,70 o quilo. Já o corte dianteiro seguiu em R$ 11,30 o quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Cortes na produção de carnes dos EUA podem favorecer vendas do Brasil à China
A paralisação de várias grandes processadoras de carnes nos Estados Unidos por causa do coronavírus deve fazer com que o país priorize a abastecimento interno e reduza embarques para a China e demais países asiáticos, abrindo espaço para que os exportadores do Brasil avancem nestes mercados
Os EUA são os principais concorrentes do Brasil, maior exportador de carne bovina e de frangos e o quarto do mundo em cortes suínos. E as companhias brasileiras não verificam, pelo menos por ora, os problemas relevantes devido ao coronavírus que atingem a indústria norte-americana. A estrutura de produção brasileira, muito mais pulverizada e com plantas menores que nos EUA, seria uma vantagem competitiva, já que menos trabalhadores por planta estariam expostos à doença. O segmento brasileiro de suínos tende a ser o mais beneficiado, seguido pelo da proteína bovina, considerando que os fechamentos de plantas americanas foram nessas áreas. “Podemos pegar uma fatia de mercado que é dos americanos na China e Ásia… Sobra para nós um espaço (para aumentar as exportações) em suínos, porque eles (EUA) deixam de exportar tanto no atual cenário”, disse o Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra. O Chefe da ABPA evitou fazer uma projeção de quanto o Brasil poderia embarcar a mais para o mercado da China, que já é de longe o maior comprador de carnes brasileiras. Um executivo de uma grande indústria de carne bovina do Brasil concordou que a conjuntura favorece os brasileiros. “O fechamento das plantas americanas pode ajudar na competitividade (do Brasil) com China. Os EUA vão privilegiar o mercado interno no caso de redução da oferta”, afirmou ele, na condição de anonimato. Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgados na quinta-feira mostraram redução nas vendas semanais de exportação de carnes suína e bovina do país, com destaque para diminuição nas vendas aos asiáticos. O relatório do USDA mostrou que os exportadores norte-americanos venderam 39,8 mil toneladas da proteína suína na semana encerrada no dia 16 de abril, recuo de 13% em relação à semana anterior e de 11% ante a média das últimas quatro semanas. As vendas de exportação norte-americanas de carne bovina caíram 45% na semana até o dia 16, em relação à semana anterior, para 11,2 mil toneladas. Ante a média das últimas quatro semanas, a baixa foi de 35%, informou o relatório do USDA.
REUTERS
Ciclo de alta na pecuária deve durar mais dois anos, avalia Scot
Para o sócio fundador da consultoria, Alcides Torres, crise trazida pelo coronavírus é conjuntural e base da cadeia produtiva é firme
O ciclo atual da pecuária, que é de alta no preço do boi gordo, deve se estender até o ano de 2022. A avaliação foi feita na quinta-feira (23/4) pelo sócio fundador da Scot Consultoria, Alcides Torres. Para ele, a crise trazida pelo coronavírus é conjuntural e, se não estivesse acontecendo, a tendência seria de cotações ainda maiores. “O animal de reposição está com preços firmes. A parte estrutural está forte, firme e saudável. Estamos vivendo um problema de conjuntura causado pelo covid-19 e pelas medidas das autoridades sanitárias. Mas estamos em um ciclo de alta do preço do boi gordo”, disse Torres. Ele avaliou que este ciclo de alta e o momento atual, de oferta restrita, têm ajudado a deixar o mercado de carne bovina mais equilibrado em comparação com outras proteínas, como a carne suína ou de frango. De um lado, o pecuarista está oferecendo animais para abate de forma paulatina. De outro, com receio de uma retração de consumo, frigoríficos compram bois para escalas curtas de abate, de dois a três dias. Diante deste cenário, o preço da carne bovina desde o começo do ano até a primeira quinzena de abril, teve queda de 5%. No mesmo período, o preço da carne de frango caiu quase 30%, explicou. Segundo Torres, o consumo de carne bovina teve um pico de crescimento no início da pandemia de coronavírus no Brasil na incerteza de como seriam aplicadas as medidas de isolamento social, os consumidores foram ao supermercado e compraram volumes de carne comparados aos das vendas relacionadas às festas de fim de ano. “A venda em supermercado equilibrou, mas agora não mais. A pessoa vai ao supermercado e procura coisas mais fáceis para fazer. No frango, encontra pratos congelados e coisas prontas. Na carne bovina não, com exceção do hamburguer e da salsicha”, disse o consultor. Outra mudança no comportamento do consumidor foi uma troca dos cortes de traseiro bovino, mais nobres e de maior valor, pelos cortes de dianteiro. Enquanto os cortes mais caros tiveram queda, os de menor valor tiveram aumento. Em relação ao mercado internacional, Alcides Torres destacou que o primeiro trimestre foi de recorde de exportação. E a China continua comprando carne bovina do Brasil, assim como de outras partes do mundo. E os frigoríficos tem adotados comportamentos diferentes: Os exportadores estão com ofertas acima das referências de mercado. Os que atendem o mercado interno, na referência ou abaixo. Já a União Europeia parou de comprar carne bovina do Brasil, disse Torres. É um mercado não tão importante em termos de volume, mas vantajoso em preço. “A carne mais cara que a gente vende é para o mercado europeu. Estamos sem atender os europeus, mas estamos atendendo plenamente o mercado chinês”, pontuou.
GLOBO RURAL
ECONOMIA
Dólar crava novo recorde acima de R$5,52 em reação a noticiário local
O dólar fechou acima de 5,52 reais pela primeira vez na quinta-feira, batendo recordes históricos pelo segundo dia consecutivo diante do clima de incerteza no mercado doméstico do lado político e econômico
O real liderou com folga as perdas entre as principais moedas nesta sessão e tomou do rand sul-africano o nada honroso posto de divisa com pior desempenho global no ano, com queda de 27,41% (alta de 37,75% do dólar). A moeda dos EUA já vinha em alta durante boa parte do dia, o que levou o Banco Central a realizar duas ofertas líquidas de contratos de swap cambial tradicional (que equivalem a injeção de liquidez no mercado futuro). No total, foi colocado 1 bilhão de dólares nesses derivativos. A cotação chegou a desacelerar a alta, mas retomou máximas em seguida e ganhou ainda mais tração por volta de 14h30, quando foi publicada notícia de que o Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, teria pedido demissão depois de decisão do Presidente Jair Bolsonaro de trocar a Diretoria-Geral da Polícia Federal. A Reuters apurou que Moro ameaçou deixar o cargo se Bolsonaro decidir trocar o Diretor-Geral da PF. A reação foi imediata em todo os mercados. O dólar saltou de 5,46 reais para perto de 5,50 reais. O juro longo disparou quase 20 pontos-base. E “a Bolsa perde mais de mil pontos em segundos”, disse Henrique Esteter, analista de research e equity sales na Guide Investimentos. O mercado reagiu negativamente por entender que as notícias sinalizam mais tensões políticas dentro do governo e que uma saída de Moro poderia acabar piorando a avaliação do próprio Presidente. Moro está entre os ministros mais bem avaliados pela população. Essa nova frente de incerteza vem depois da demissão do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, então também bem avaliado pelos eleitores. No fim do dia, o dólar à vista terminou em alta de 2,19%, a 5,5278 reais na venda, novo recorde histórico nominal e na maior valorização percentual desde o fim de março. A cotação encerrou em torno das máximas do dia. Na B3, o dólar futuro tinha ganho de 1,67%, a 5,5555 reais, às 17h22. As incertezas políticas retroalimentam temores de que o governo não consiga retomar a agenda de reformas, especialmente depois do aumento de gastos decorrentes da pandemia do coronavírus.
REUTERS
Ibovespa cai por susto com Moro
O Ibovespa fechou a quinta-feira no vermelho, diante de rumores sobre um pedido de demissão do Ministro da Justiça, Sergio Moro, e do esvaziamento da empolgação da véspera com a recuperação esperado após a crise do coronavírus
O Ibovespa caiu 1,26%, a 79.673,39 pontos, após ter fechado na véspera no maior nível em quase três semanas. O giro financeiro da sessão somou 24,7 bilhões de reais. Após ter chegado a flertar com os 82 mil pontos no começo da sessão, estendendo o rali da véspera, o Ibovespa foi perdendo força, mirando os mercados externos. O deslize ganhou força com rumores de Moro ameaçou deixar o cargo se o Presidente Jair Bolsonaro trocar o Diretor-Geral da Polícia Federal. Participantes do mercado entendem que uma saída de Moro pode gerar mais tensões políticas dentro do governo e piorar a avaliação do próprio presidente. Moro está entre os ministros mais bem avaliados pela população. “A bolsa perdeu mais de mil pontos em segundos”, disse Henrique Esteter, analista de research e equity sales na Guide Investimentos. O mercado também observou dados econômicos do exterior. Cerca de 4,4 milhões de pessoas solicitaram auxílio-desemprego nos Estados Unidos, número pouco acima da previsão de pesquisa da Reuters, mas que mostra uma desaceleração no movimento. Também chamou atenção a queda na atividade industrial dos EUA, com o PMI preliminar despencando a 36,9, nível mais fraco desde março de 2009, ante 48,5 em março. Economistas esperavam recuo para 38,0 em abril. Em Wall Street, o S&P 500 recuou 0,05%.
REUTERS
EMPRESAS
BRF pagará US$ 40 milhões para encerrar ação coletiva nos EUA
Investidores pediam ressarcimento por prejuízos relacionados à Operação Carne Fraca
A BRF informou na quinta-feira que fechou um acordo nos Estado Unidos com um grupo de investidores que pediram na Justiça americana ressarcimentos por prejuízos relacionados à Operação Carne Fraca. Para firmar o acordo na ação coletiva (“class action”), a companhia brasileira aceitou pagar US$ 40 milhões (o equivalente R$ 221 milhões, considerando a atual cotação da moeda americana). “O acordo está sujeito à homologação pelo tribunal bem como à celebração do documento final de acordo”, informou a companhia, frisando que o acordo não implica assunção de culpa pela companhia.
VALOR ECONÔMICO
Minerva diz que plantas que estavam em férias coletivas retomaram atividades
A Minerva Foods disse que todas suas unidades estão operando normalmente com o retorno às atividades nas plantas que entraram em férias coletivas em março, informou a assessoria de imprensa do grupo à CarneTec na quarta-feira (22)
A Minerva tinha anunciado em meados de março que concederia férias coletivas de até 20 dias para funcionários em quatro de suas plantas no Brasil, em meio a um cenário de queda de demanda. As férias coletivas ocorreram nas plantas de processamento de carne bovina em Janaúba (MG), José Bonifácio (SP), Mirassol D’Oeste (MT) e Paranatinga (MT). A JBS, que tinha anunciado férias coletivas de até 20 dias para cinco plantas brasileiras em meados de março, disse por meio da assessoria de imprensa na quinta-feira (23) que as atividades da companhia seguem normalmente, sem dar detalhes sobre a retomada das atividades nas plantas. Quando anunciou s férias coletivas em cinco unidades processadoras de carne bovina no Brasil em março, a JBS disse em nota que a medida era “em resposta à menor demanda de exportação”. A demanda doméstica por carne bovina está baixa, afetada pela crise econômica e as medidas de combate ao coronavírus, mas as exportações colaboram para sustentar preços, segundo analistas e dados de mercado. Segundo a Scot Consultoria, a média dos preços de cortes bovinos no mercado atacadista cai 0,07% em relação à semana passada, mas ainda é 15% superior ao preço registrado no mesmo período do ano passado.
CARNETEC
Frigorífico da Marfrig nos Estados Unidos volta a funcionar
O abatedouro de bovinos da americana National Beef, controlada pela brasileira Marfrig Global Foods, que estava paralisado desde 10 de março voltou a funcionar desde a segunda-feira
A unidade, localizada em Tama (Iowa), está operando a 60% da capacidade, apurou o Valor. A expectativa é que, na semana que vem, o frigorífico possa operar a plena capacidade. A National Beef paralisou a unidade em meio aos esforços para conter o coronavírus na comunidade e entre funcionários. A planta de Tama é uma das menores da companhia nos EUA. Os outros frigoríficos do grupo seguem em funcionamento.
Valor Econômico
JBS retoma abates em unidade de MS
A unidade do JBS de Nova Andradina (MS), depois de 30 dias de paralisação, retomou a suas atividades na quarta-feira (22/04)
Conforme levantou o site, a indústria já abateu 520 bois na madrugada de quarta-feira. Onem também entraram em atividades setores da manutenção, recepção, carga e o setor de miúdos. Nesta sexta-feira (24), quase a totalidade dos trabalhadores da indústria voltará com as suas atividades normais.
Fátima News
FRANGOS & SUÍNOS
Frango: pressão de baixa continua no mercado atacadista
Os preços nas granjas de São Paulo ficaram estáveis nesta semana. Já são onze dias de manutenção, com a ave terminada cotada em R$2,90 por quilo
No atacado o produto vem sofrendo pressão nos preços, apresentando recuo de 4,7% na semana, com a carcaça cotada em R$3,62 por quilo. O cenário atual é de sobreoferta e as negociações ocorrem com flexibilização nos preços. No âmbito externo, até a terceira semana do mês a exportação de carne in natura apresentou resultados mais moderados, com a média diária embarcada 0,8% menor que o embarcado diariamente em abril do ano passado (Secex).
SCOT CONSULTORIA
INTERNACIONAL
Mais de 5 mil funcionários da indústria de carnes dos EUA foram expostos a vírus
Mais de 5 mil trabalhadores de indústrias de carnes e alimentos dos Estados Unidos foram infectados ou expostos ao novo coronavírus, sendo que 13 deles morreram, disse na quinta-feira o Sindicato Internacional de Funcionários Comerciais e da Indústria de Alimentos
Grandes processadoras de carnes bovina e suína dos EUA fecharam unidades por período indefinido, à medida que o vírus se espalha entre funcionários que costumam trabalhar lado a lado, o que limita a produção norte-americana de carnes em um momento em que a demanda cresce nos mercados.
REUTERS
Carnes: China deve importar 15% a mais de corte bovino e 57% a mais de suíno em 2020
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estima que a China deve continuar com importação expressiva de carnes bovina e suína até o fim deste ano
De carne suína, o país deve importar o recorde de 3,9 milhões de toneladas – volume 57% maior que o adquirido do exterior em 2019, projeta o Departamento, em relatório. Já do corte bovino, os chineses devem adquirir 2,5 milhões de toneladas – volume 15% maior que no ano anterior, prevê a agência. Segundo o USDA, o aumento das importações de ambos os cortes se deve à perspectiva de alta no consumo interno de carne bovina e à produção ainda deprimida de carne suína. “Com baixa produção de carne suína em 2020, resultando em altos preços do produto, muitos consumidores chineses vão optar pela carne bovina como uma proteína alternativa”, avalia o USDA. No ano, o consumo do corte bovino deve atingir 9,45 milhões de toneladas, alta de 7% na comparação com a demanda doméstica de 2019, prevê o USDA. “Espera-se que número de cabeças de gado termine basicamente estável em 2020. A maior parte do incremento da demanda por carne bovina será atendida pelas importações”, acrescenta a agência. No ano, a produção de carne bovina da China deve atingir 7 milhões de toneladas – incremento anual de 4%, projeta a agência. Segundo o USDA, parte do crescimento do consumo de carne bovina pelos chineses deve-se à dificuldade do país em retomar a produção de carne suína, desde o início da epidemia da peste suína africana em agosto de 2018, que dizimou o plantel do país. Diante do estímulo do governo chinês para produtores retomarem o plantel, o USDA estima que o estoque de suínos do país deve terminar este ano 9% superior ao observado no ano passado, em 337 milhões de animais. Já o abate de animais deve cair entre 20% a 24% em relação ao ano passado, com a produção atingindo 34 milhões de toneladas. “No entanto, a lacuna na oferta de carne suína da China supera amplamente a oferta global disponível, resultando preços altos persistentes”, pondera o USDA.
Estadão Conteúdo
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