CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1220 DE 22 DE ABRIL DE 2020

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Ano 6 | nº 1220| 22 de abril de 2020

 

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo com compradores e vendedores ausentes

Normalmente, segunda-feira é um dia típico de poucos negócios, mas, no primeiro dia útil desta semana, essa característica foi intensificada devido ao feriado da terça-feira (Tiradentes)

Boa parte das indústrias ficaram fora das compras. Os compradores ativos derrubaram as ofertas de compra. O volume de negócios, consequentemente, num dia ruim, piorou. Em São Paulo, a cotação do boi gordo ficou estável. A arroba ficou cotada em R$195,00, à vista, bruto, em R$194,50, à vista, com o desconto do Senar e em R$192,00, à vista, livre de impostos (Senar e Funrural) (20/4). Na praça paulista, ao longo deste mês, o preço da arroba caiu 2,5% (ou R$5,00). Entretanto, na comparação com o mesmo período do ano anterior, a arroba está 21,9% maior (ou R$34,50).

SCOT CONSULTORIA 

Mercado do sebo pressionado

Apesar de a oferta não estar abundante, esta tem sido suficiente para atender a demanda

No Brasil Central, o preço de referência do sebo está em R$3,00/kg, livre de imposto. Queda de 3,2% na primeira quinzena do mês. Já no Rio Grande do Sul, a cotação do produto caiu na última semana (-1,6%) e está em R$3,10/kg, nas mesmas condições. Para o curto prazo a expectativa é de o mercado siga pressionado, devido à baixa demanda.

SCOT CONSULTORIA 

Oferta restrita de animais tem dado força aos preços na reposição em Mato Grosso do Sul

Tomando o início do ano como referência, considerando a média de todas as categorias de animais para reposição pesquisadas pela Scot Consultoria, a valorização foi de 5,5% no estado. Já o boi gordo neste mesmo intervalo teve alta de 0,4%

Os preços dos animais para reposição em ritmo maior do que o mercado do boi gordo, pioraram o poder de compra do recriador em 4,8% no período, considerando a média de todas as categorias monitoradas. A maior valorização ficou para o bezerro de desmama de 7,5@, 6,7%, que estava cotado em R$1,5 mil e atualmente está R$1,6 mil. A pior relação de troca ficou para esta categoria. Em janeiro/20, com a venda de um boi gordo de 18@ compravam-se 2,15 bezerros de desmama, atualmente compram-se 2,03. Piora de 5,9% no poder de compra. Apesar da atual pressão de baixa no mercado do boi gordo em função do coronavírus, a oferta restrita de animais para reposição deve colaborar para que os preços continuem sustentados em curto prazo.

SCOT CONSULTORIA

Mapa vai estimular e orientar consórcios municipais para aumentar adesão ao Sisbi

Inicialmente, será realizado um projeto piloto com apoio a dez consórcios públicos selecionados em todo Brasil

A Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) desenvolveu um projeto para ampliar o mercado nacional de produtos de origem animal das agroindústrias de todo país. A proposta visa estimular que os municípios, organizados em consórcios públicos, recebam orientações técnicas e capacitem seus médicos veterinários dos serviços de inspeção e fiscalização de produtos de origem animal para adesão ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi). Inicialmente, será realizado um projeto piloto com apoio a dez consórcios públicos selecionados em todo Brasil. “Os consórcios devem ter previsão legal para atuar na área de inspeção de produtos de origem animal, dispor de equipe de inspeção veterinária compatível à demanda de agroindústrias e, o mais importante, possuir agroindústrias interessadas na expansão do comércio dos seus produtos, neste momento, para mais municípios do próprio consórcio e, em seguida, para todo território nacional”, explica o Secretário de Defesa Agropecuária, José Guilherme Leal. As inscrições para seleção dos dez consórcios públicos a serem contemplados nessa primeira fase podem ser feitas até o dia 4 de maio, por meio do formulário eletrônico disponível em http://abre.ai/projeto_consorcios e complementada pelo preenchimento de  quatro itens (cadastro geral, localização, complementares e responsáveis) do SGSI do e-Sisbi, disponível em http://sistemasweb.agricultura.gov.br/pages/SGSI.html.

MAPA

MOVIMENTO DA exportação das carnes na terceira semana de abril

Informações da SECEX/ME divulgadas na última segunda-feira indicam que as exportações das carnes bovina e suína seguiram crescentes em relação a abril de 2019 – pela média diária embarcada nos 12 primeiros dias úteis do mês, aumento de 4,26% e 21,78%, respectivamente – enquanto as de carne de frango enfrentam ligeiro decréscimo (-0,82%)

Na receita cambial acumulada no período, pela média diária, a carne de frango registra redução próxima de 7,5% e as carnes bovina e suína incremento de 21,52% e 38,05%, respectivamente. Na projeção para a totalidade do mês (que tem um dia útil a menos que abril de 2019), estes resultados sofrem diluição. Em termos de volume, aumenta o recuo da carne de frango (5,55% de redução), enquanto o volume de carne bovina também passa a apresentar ligeira queda – menos 0,70%. Permanece em expansão somente os embarques de carne suína em cerca de 16%.

AGROLINK

ECONOMIA 

Dólar fecha em 2ª maior cotação da história com exterior e ruídos domésticos

O dólar fechou em firme alta ante o real na segunda-feira, alcançando a segunda maior cotação da história, em dia negativo nos mercados financeiros no mundo com o colapso dos preços do petróleo a mínimas históricas agravando a percepção de piora para a economia global

O dólar subiu 1,40%, a 5,3092 reais na venda. Outras moedas emergentes se desvalorizaram nesta sessão, mas o real esteve entre as de pior desempenho do dia, pressionado adicionalmente pelo aumento de ruídos políticos domésticos. O Banco Central entrou no mercado com venda de 500 milhões de dólares em operação no mercado à vista. A divisa saiu das máximas, mas recuperou mais da metade do terreno perdido após o leilão. Os holofotes do dia se voltaram para o petróleo. O primeiro vencimento do futuro do barril negociado nos Estados Unidos fechou a menos 37,63 dólares, um declínio de cerca de 305%, ou de 55,90 dólares. Na mínima, o preço desceu a menos 40,32 dólares, um recorde, com vendedores pagando a compradores para que fiquem com o insumo. O tombo decorre do cenário de excesso de oferta e falta de demanda por causa da crise do coronavírus. No Brasil, o real teve desempenho fraco também influenciado pelo fator político. O discurso do presidente Jair Bolsonaro em manifestação no domingo em que alguns presentes defenderam o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF) e intervenção militar atraiu críticas da classe política e de vários setores da sociedade civil. “Isso (o ruído) acaba pressionando o dólar, atrasa a recuperação da economia, afeta inflação estrutural”, disse Dan Kawa, sócio da TAG Investimentos.

REUTERS 

Ibovespa resiste à forte pressão negativa de Wall St e fecha quase estável

O principal índice acionário brasileiro resistiu à forte pressão negativa de Wall Street e fechou praticamente estável na segunda-feira, com as quedas das ações de Petrobras e Vale sendo contrabalançadas por ganhos de papéis de empresas de varejo

Após ter chegado a cair mais de 2% na mínima do dia, o Ibovespa ainda experimentou uma reversão para cima dos 80 mil pontos. Após os ajustes, o índice mostrou variação negativa de 0,02%, a 78.972,76 pontos. Apesar da sessão espremida entre o fim de semana e o feriado nacional de Tiradentes na terça-feira, condição que normalmente dita uma sessão morna, o giro financeiro foi forte, de 35,15 bilhões de reais, impulsionado pelos 14,5 bilhões do exercício de opções de ações. As ações começaram o dia pressionadas pela derrocada das cotações do petróleo, com os contratos futuros nos EUA negociados em valores negativos pela primeira vez na história, após operadores liquidarem posições em meio ao rápido enchimento das reservas no centro de distribuição de Cushing, em Oklahoma. Em Wall Street, ações de empresas de energia empurraram o índice S&P 500 para uma queda de 1,78%. Na bolsa paulista, o mesmo movimento pressionou as ações da Petrobras, que terminaram o dia entre as líderes de perdas. Além disso, Vale também retrocedeu após divulgar números operacionais decepcionantes. “Mas as de empresas de outros setores começaram a se recuperar”, disse Luiz Roberto Monteiro, assessor de investimentos da Renascença DTVM.

REUTERS 

Mercado prevê no Focus contração de quase 3% do PIB este ano, com Selic a 3%

O mercado piorou pela décima semana seguida a expectativa para a economia brasileira, passando a ver uma contração de quase 3% este ano, ao mesmo tempo em que voltou a reduzir a perspectiva para a taxa básica de juros

A pesquisa Focus do Banco Central divulgada na segunda-feira mostrou que, em meio às consequências das paralisações provocadas pelo coronavírus, a expectativa agora é de contração de 2,96% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, contra queda de 1,96% na pesquisa anterior. Para 2021, entretanto, a projeção melhorou em 0,4 ponto percentual, para expansão de 3,10%. O cenário para a indústria voltou a piorar, com os economistas consultados prevendo retração de 2,25% na produção em 2020, de queda de 1,42% na semana anterior. Para o ano que vem, a expectativa agora é de que a produção industrial deve crescer 2,90%, ante estimativa anterior de 2,95%. A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que a taxa básica de juros deve terminar 2020 a 3%, uma queda de 0,25 ponto percentual em relação ao levantamento anterior, indo a 4,50% ao fim de 2021. O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, vê a Selic ainda mais baixa, reduzindo sua projeção a 2,50% este ano, de 2,75% antes. A mediana das projeções aponta ainda que a taxa terminará 2021 a 3,88%, de 4% na pesquisa anterior. O levantamento mostrou também que a expectativa para a alta do IPCA passou a 2,23% este ano e a 3,40% no próximo, de respectivamente 2,52% e 3,50% antes. O centro da meta oficial é de 4% em 2020 e de 3,75% em 2021, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Já o dólar foi estimado em 4,80 reais ao final de 2020, de 4,60 reais na semana anterior, indo a 4,50 reais em 2021, de 4,47 reais antes.

REUTERS 

Valor da produção agropecuária resiste à pandemia

Segundo o Ministério da Agricultura, VBP total deverá alcançar o recorde R$ 690 bilhões, 7,6% mais que em 2019. No caso do VBP dos bovinos, locomotiva da pecuária, a Pasta aumentou a previsão para R$ 102,3 bilhões, um avanço de 13,2% ante 2019

Novas estimativas divulgadas na segunda-feira pelo Ministério da Agricultura para o valor bruto da produção (VBP) agropecuária do país em 2020 ainda sinalizam que as principais cadeias produtivas do setor deverão resistir bem à pandemia do novo coronavírus em 2020. Conforme o cenário atualizado pela Pasta, o VBP total deverá alcançar R$ 690 bilhões, R$ 6,8 bilhões a mais que o previsto em março e montante, recorde, 7,6% superior ao calculado para 2019. O VBP conjunto das 21 principais lavouras agrícolas deverá crescer 8,3% em relação ao ano passado, para R$ 453,5 bilhões, enquanto para as cinco principais cadeias da pecuária a expectativa é de aumento de 6,2%, para R$ 236,8 bilhões. Para a soja, carro-chefe do agronegócio brasileiro, o ministério elevou sua projeção para R$ 159,2 bilhões, 12,9% mais que no ano passado em decorrência da colheita recorde nesta safra 2019/20, da boa demanda para exportação e do efeito positivo do câmbio sobre os preços domésticos. No caso do VBP dos bovinos, locomotiva da pecuária, a Pasta aumentou a previsão para R$ 102,3 bilhões, um avanço de 13,2% ante 2019 derivado sobretudo de perspectivas positivas para os embarques do país. Terceiro principal produto no ranking do VBP, o milho, cuja colheita também deverá ser farta e cuja demanda até agora permanece firme, no país e no exterior, é outro que deverá registrar avanço na comparação com o ano passado – de 16,9%, para R$ 76,2 bilhões. No caso do frango, o ministério prevê queda de 0,7%, para R$ 66,7 bilhões, mas para a cana, graças ao açúcar, a projeção é de alta de 2,8%, para R$ 62 bilhões. Para café e laranja, as projeções são igualmente positivas. Já o algodão deverá registrar baixa.

VALOR ECONÔMICO 

EMPRESAS 

Frigoríficos terão de atuar como os hospitais, diz CEO global da JBS

Companhias de carnes devem prosseguir com medidas de segurança contra a doença

Com dois abatedouros fechados nos EUA para tentar conter o avanço do novo coronavírus em regiões rurais, a JBS não vislumbra a realidade pós pandemia tão cedo. Ainda que o período de maior distanciamento social passe, os frigoríficos terão de conviver com as medidas de segurança contra a doença. “Esse vírus não vai embora amanhã. O que estamos fazendo é achatar a curva, mas vamos ter que conviver. Vamos ter que operar em condições semelhante às que operam um hospital”, afirmou o CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni, em ‘live’ promovida pela XP Investimentos na última segunda-feira. De acordo com o executivo, a JBS determinou “medidas estruturais” de proteção nas fábricas, como óculos de segurança nas áreas nas quais não é possível instalar barreiras físicas. A companhia também está testando um “túnel de desinfecção” — os funcionários passariam por ele antes de ingressarem nas unidades. Em tom cauteloso, o CEO da JBS disse que ainda não é possível traçar um cenário claro para o abastecimento de alimentos nos EUA, mas os riscos existem. “Poderá ter um problema lá na frente, dependendo do tamanho e do número de plantas [parando] concomitantemente”, afirmou Tomazoni. Nesse sentido, a JBS teve boas e más notícias na segunda-feira. De um lado, a unidade de carne bovina de Souderton, no Estado americano da Pensilvânia, voltou a funcionar após duas semanas de paralisação. Por outro lado, a empresa anunciou o fechamento, por tempo indeterminado, do abatedouro de suínos de localizado em Worthington, no Estado americano de Minnesota. O abatedouro processa diariamente 20 mil suínos e emprega mais de 2 mil pessoas do condado de Nobles. “Conforme aprendemos mais sobre o coronavírus, fica claro que a doença é muito mais disseminada nos EUA e em nosso condado do que as estimativas oficiais indicam com base em testes limitados”, disse o Presidente do negócio de carne suína da JBS nos EUA, Bob Krebs, em comunicado. A empresa não informou o número de trabalhadores infectados pela covid-19. Além da unidade de Worthington, a JBS também mantém fechado o abatedouro de bovinos localizado em Greeley, no Colorado. Trata-se de uma das principais unidades da companhia nos EUA. O frigorífico, que se tornou um foco de contaminação entre funcionários, foi paralisado na semana passada. A previsão é que essa unidade volte a funcionar a partir de sexta-feira. Apesar do vaivém de paralisações nos EUA, a JBS deve manter a solidez financeira e o nível de endividamento na “zona de conforto” , disse o Vice-Presidente de Finanças e de Relações com Investidores da companhia, Guilherme Cavalcanti, na live transmitida pela XP. Segundo ele, mesmo se o Ebitda da empresa recuasse 40% entre abril e dezembro, um cenário improvável, a alavancagem da JBS não romperia o patamar de 3 vezes. No ano passado, a companhia adotou uma política de endividamento que prevê a manutenção do índice de alavancagem entre 2 vezes e 3 vezes. Quando medido em dólar — mais de 85% do Ebitda da JBS é gerado na moeda americana —, o indicador estava em 2,13 vezes em dezembro.

VALOR ECONÔMICO 

Marfrig anuncia doação de recursos para combate à covid-19 no Pará e no Amazonas

Ação se soma a outras iniciativas já anunciadas pela empresa

A Marfrig, uma das maiores empresas de carne bovina do mundo, anuncia que está doando R$ 1 milhão para a Associação e Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus, mantida pela ordem dos franciscanos. A entidade mantém, desde 2019, o Barco Hospital Papa Francisco, que presta atendimento de saúde a mais de mil comunidades ribeirinhas do Pará e do Amazonas. Com a doença, informou a Marfrig, o barco hospital aumentará em 40% o número de atendimentos e passará a contemplar mais seis municípios dos dois Estados. “O trabalho do Barco Hospital Papa Francisco é fundamental para atender uma população que, infelizmente, é muito carente em serviços de saúde e que está vulnerável à pandemia do novo coronavírus”, diz Marcos Molina, fundador e Presidente do Conselho de Administração da empresa, em comunicado. Os recursos doados servirão para reforçar o atendimento no barco da entidade, inclusive para subsidiar a compra de alimentos enlatados que serão distribuídos a população atendida e para viabilizar a compra de 2 mil testes rápidos para detecção de casos da covid-19. A Marfrig lembra que essa nova ação se soma a outras iniciativas já anunciadas pela empresa, que foi uma das primeiras a doar recursos para que o Ministério da Saúde adquirisse testes rápidos para diagnóstico da doença. Foram R$ 7,5 milhões, suficientes para a compra de 100 mil testes. “Simultaneamente, a Marfrig passou a produzir 10 toneladas mensais de álcool gel em sua unidade de Promissão, no interior de São Paulo. O produto está sendo distribuído aos funcionários e a hospitais e instituições assistenciais localizadas nas comunidades onde a empresa opera”, informou. “No Uruguai, um dos países sul-americanos onde a companhia tem plantas, estão sendo doadas 48 mil latas de carne ao Ministério do Desenvolvimento Social, que usará o produto para complementar as cestas de emergência distribuídas às famílias em situação de vulnerabilidade. Pelos próximos dois meses, semanalmente, a Marfrig também distribuirá 3,5 mil refeições à base de carne bovina, servidas nas cidades nas quais mantém operação: Fray Bentos, Salto, San Jose, Tacuarembó e Tariras”. A empresa realçou que também instituiu fundos para contribuição em cada uma de suas plantas uruguaias, que concentrarão doações semanais de fornecedores ao Fundo Solidário Covid-19, que é uma iniciativa do governo do país. A Marfrig tem 14 unidades produtivas no Brasil, cinco na Argentina, cinco no Uruguai e uma no Chile.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS 

China detecta febre suína africana em outro carregamento de porcos

O Ministério da Agricultura da China disse na terça-feira que detectou a febre suína africana mortal em porcos transportados para Sichuan, uma província do sudoeste do país, o mais recente de uma dezena de casos do tipo nos últimos dois meses

A China está enfrentando a febre suína africana desde agosto de 2018, e desde então a doença se propagou rapidamente pelo maior produtor mundial de carne suína, matando milhões de porcos e fazendo os preços da carne dispararem. No incidente mais recente, o vírus foi encontrado em porcos em um caminhão parado para inspeção no condado de Nanjiang, perto da cidade de Bazhong. O caminhão transportava mais de 100 animais e dois estavam mortos, disse o ministério. Os casos relatados pelo Ministério da Agricultura e de Assuntos Rurais caíram para dois por mês no final do ano passado, mas 13 foram publicados no site da pasta desde março. Todos os casos, com exceção do de um javali, surgiram em porcos que estavam sendo transportados entre províncias. “É mais fácil o governo ter acesso a caminhões de transporte de porcos do que confiar na disposição dos criadores para relatar surtos”, disse Dirk Pfeiffer, professor de epidemiologia veterinária da Universidade da Cidade de Hong Kong. Apesar de as cifras do Ministério da Agricultura sobre o surto apontarem muito menos animais infectados, os dados da própria pasta mostraram que até setembro de 2019 a manada havia encolhido 41% na comparação ano a ano. Muitos da indústria acreditam que ela diminuiu até 60%. Na segunda-feira, o Vice-Ministro da Agricultura, Yu Kangzhen, disse que o risco de febre suína africana aumentou de forma considerável recentemente porque os criadores estão se apressando para recompor suas manadas e transferir porcos jovens para novos criadouros.

REUTERS 

Indústria de frango no Brasil vê corte na produção por efeito do coronavírus

A produção brasileira de frango caiu no primeiro trimestre, de acordo com representantes da indústria, enquanto uma fonte do setor disse à Reuters na segunda-feira que alguns produtores de aves já estão fazendo movimentos para reduzir ainda mais a produção futura

Dados preliminares da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) indicam “uma tênue redução da produção decorrentes da atual conjuntura”, referindo-se à crise de saúde pública causada pelo novo coronavírus. A ABPA informou ainda que não tem consolidado seus dados sobre o alojamento da avicultura brasileira referentes ao primeiro trimestre, o que a impede de fornecer dados mais detalhados. “Ao mesmo tempo, as exportações seguem em níveis positivos, conforme dados preliminares do Ministério da Economia”, disse a ABPA em nota. Os preços do frango congelado acumulam queda de 15,67% no mês, no Estado de São Paulo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Uma fonte do setor disse à Reuters na segunda-feira que alguns criadores de frango no Brasil estão reduzindo sua produção ao alojar menos aves durante a crise do coronavírus, em um movimento “especulativo”. Além disso, os criadores de frango estão abatendo matrizes entre 55 e 58 semanas, mais cedo do que o habitual, para que produzam menos ovos, disse a fonte. Isso pode afetar os níveis de produção de carne em 7 a 10 semanas, acrescentou. Uma matriz de frango normalmente vive cerca de 66 semanas, de acordo com a ABPA. Em 60 dias, pode haver uma redução de 3% a 5% na produção avícola brasileira, disse a fonte, observando que isso seria temporário. A ABPA não deu mais detalhes sobre a queda de produção. “Não é impossível, com tudo que está acontecendo, que em determinado momento você possa ter uma redução no nível de produção para salvaguardar a segurança e saúde das pessoas”, disse à Reuters Lorival Luz, CEO da BRF, maior processadora de frango do Brasil. As chamadas de ajuste de produção precisam ser feitas com base nos dados coletados diariamente e há muita incerteza, disse ele.

REUTERS

INTERNACIONAL

JBS fecha unidade de suínos nos EUA devido ao coronavírus e reduz oferta no país

A JBS USA fechará por período indeterminado uma instalação de abates de suínos localizada em Minnesota, nos Estados Unidos, que produz cerca de 5% da carne suína do país, devido à pandemia de coronavírus, informou a companhia na segunda-feira

O fechamento limita o volume de carne que os Estados Unidos podem produzir para os consumidores durante a epidemia e aumenta o estresse sobre os produtores que estão perdendo um mercado para seus animais. A unidade da JBS que será fechada fica na cidade de Worthington, Minnesota, emprega mais de 2.000 trabalhadores e processa 20.000 suínos por dia, de acordo com o comunicado. A companhia sugeriu que os funcionários da fábrica sigam a orientação do Estado de ficarem em casa como forma de se impedir a propagação do coronavírus, até que a instalação no Condado de Nobles reabra. “Está claro que a doença está muito mais difundida nos EUA e em nosso município do que as estimativas oficiais indicam, com base em testes limitados”, disse o Presidente da JBS USA Pork, Bob Krebs. O governo norte-americano considerou os trabalhadores agrícolas essenciais durante a pandemia porque são responsáveis por manter o suprimento de alimentos do país. A instalação de Worthington encerrará as operações nos próximos dois dias com uma equipe reduzida, para que a carne de porco que já está na operação possa ser “utilizada para dar apoio à oferta de alimentos”, disse a matriz do grupo JBS, com sede no Brasil. Os concorrentes Tyson Foods e Smithfield Foods já fecharam fábricas de suínos devido ao contágio do vírus entre os funcionários. Já a JBS e a National Beef encerraram as atividades de fábricas produtoras de carne bovina. “Quando o Covid-19 é predominante na comunidade, o medo aumenta, o absenteísmo aumenta e o desafio de manter o vírus fora se torna maior”, afirmou a JBS. “Quando os níveis de absenteísmo se tornam muito altos, as instalações não podem operar com segurança”, acrescentou a companhia.

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China vê importações de soja e carne suína maiores em 2020

A China espera importar mais soja e carne suína neste ano, após a pandemia de coronavírus e os impactos da peste suína que dizimou seus rebanhos de porcos

As importações de soja foram estimadas em 92,48 milhões de toneladas neste ano. Até 2025, elas devem crescer para 96,62 milhões de toneladas, enquanto em 2029 devem alcançar 99,52 milhões de toneladas, segundo projeção divulgada pelo ministério da agricultura em uma videoconferência na segunda-feira. As importações de carne suína neste ano devem crescer para 2,8 milhões de toneladas, um avanço de 32,7% na comparação anual. Somados os efeitos do coronavírus, que atingiu o transporte de porcos e atrasou a retomada de abatedouros, os preços da carne favorita dos chineses subiram em fevereiro para níveis recorde. A China tem ampliado as importações de carne suína nos últimos meses para compensar a queda na oferta doméstica. Apesar das maiores importações, o consumo de carne suína na China em 2020 deve cair para 42,06 milhões de toneladas, recuo de 5,6% na comparação anual, devido aos altos preços e à queda na demanda dos consumidores devido ao coronavírus, segundo o ministério. A produção de carne suína deve cair neste ano para 39,34 milhões de toneladas, recuperando-se para 54 milhões de toneladas em 2022.

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