CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1215 DE 14 DE ABRIL DE 2020

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Ano 6 | nº 1215| 14 de abril de 2020

 

NOTÍCIAS

Arroba do boi gordo começa semana com queda de até R$ 5, diz Safras

De acordo com a consultoria, o recuo reflete o fraco desempenho das vendas de carne bovina no varejo, por conta do isolamento social

A arroba do boi gordo começou a semana bastante pressionada, de acordo com a consultoria Safras & Mercado. O analista Fernando Henrique Iglesias afirma que os frigoríficos seguem observando o fraco desempenho das vendas de carne bovina no varejo em meio ao isolamento social. “Os padrões de consumo mudaram significativamente devido ao fechamento de restaurantes, hotéis e outros estabelecimentos, desacelerando principalmente o escoamento dos cortes mais nobres. Enquanto isso, o brasileiro médio tem optado por cortes congelados de frango, embutidos e ovos, proteínas que tradicionalmente causam um menor impacto na renda”, diz. Já no campo, o avanço do outono reduz a capacidade de retenção do pecuarista, pois com o clima mais seco e mais frio há um maior desgaste das pastagens, elevando a necessidade de comercialização das boiadas. Na capital de São Paulo, os preços do mercado à vista caíram de R$ 196 para R$ 195. Em Uberaba (MG), passaram de R$ 187,00 para R$ 185 a arroba. Em Dourados (MS), recuaram de R$ 182/R$ 183 para R$ 179/R$ 180. Em Goiânia (GO), as cotações caíram de R$ 185 para R$ 180. Já em Cuiabá (MT), recuaram de R$ 171 para R$ 170. “Os preços da carne bovina ficaram estáveis, mas o viés permanece negativo devido à queda no consumo, principalmente dos cortes mais caros”, afirma o analista. Assim, o corte traseiro teve preço de R$ 13,50 o quilo. A ponta de agulha ficou em R$ 10,70 o quilo. Já o corte dianteiro permaneceu em R$ 11,35 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Boi gordo: frigoríficos fora das compras em São Paulo

Em São Paulo, a referência de preço da arroba do boi gordo permaneceu estável na última segunda-feira (13/4) na comparação com o último fechamento (9/4)

Boa parte das indústrias estava fora das compras, aguardando uma definição de como foi o consumo de carne bovina no final de semana prolongado. Segundo levantamento da Scot Consultoria, para os animais que atendem os requisitos do mercado chinês, as ofertas de compra giram em torno de R$195,00 a R$205,00 por arroba, considerando o preço bruto e à vista. No estado, as escalas de abate atendem em torno de cinco dias. Embora não esteja abundante, a oferta de boiadas aumentou, e o que preocupa é o comportamento da demanda. Caso o consumo siga patinando, a maior disponibilidade pode contribuir com uma pressão de baixa.

SCOT CONSULTORIA 

Preço da carne bovina caiu no mercado atacadista

O baixo volume negociado nos mercados na semana passada repercutiu em recuo das vendas no mercado atacadista

Segundo levantamento da Scot Consultoria, o preço médio da carne bovina sem osso caiu 1,0% na comparação semanal. Como houve algum aumento no volume de vendas no varejo, em função do feriado (10/4) e Páscoa, é provável que o escoamento no mercado atacadista também melhore um pouco nesta semana, visando o reabastecimento das gôndolas de mercados e açougues. O mercado chinês, já comprando em bons volumes, é o que tem dado sustentação ao mercado nos últimos dias, pois o volume interno tem sido abaixo dos patamares comumente observados, com a população optando por compras de alternativas mais baratas.

SCOT CONSULTORIA 

ECONOMIA 

Dólar tem maior alta em mais de 2 semanas com exterior

O dólar começou a semana em forte alta ante o real, puxado pelo movimento da moeda no exterior, numa segunda-feira de maior cautela em mercados de risco à medida que analistas se preparam para uma recessão econômica mundial

O real esteve entre as moedas de pior desempenho na sessão, afetado adicionalmente por expectativas crescentes de que o juro no Brasil ficará ainda mais baixo para ajudar a economia a se recuperar depois de uma contração prevista do PIB de cerca de 2%, conforme projeções contidas no relatório Focus do Banco Central. No plano global, o dólar teve ganhos frente a um conjunto de moedas de países emergentes —grupo listado por organismos internacionais como dos mais vulneráveis à crise atual. O Brasil é considerado grau especulativo pelas três principais agências de classificação de risco e se encontra fora do “complexo high-yield”, com a Selic na mínima histórica e podendo cair mais. Esse combo reduz a capacidade do país de atrair investimentos que poderiam ajudar a baixar o dólar. No fechamento das operações no mercado à vista, o dólar subiu 1,86%, a 5,1855 reais na venda. É a maior valorização desde 27 de março. Na B3, o dólar futuro de primeiro vencimento tinha alta de 1,43%, a 5,1910 reais, às 17h19. Os negócios com dólar futuro na B3 se encerram às 18h (de Brasília). A alta se manteve apesar de o Banco Central ter anunciado oferta extraordinária de 10 mil contratos de swap cambial tradicional pela manhã, com colocação integral dos contratos (no equivalente a 500 milhões de dólares).

REUTERS

Ibovespa fecha em alta guiado por Vale e bancos após sessão volátil

O Ibovespa fechou em alta na segunda-feira, após trocar de sinal algumas vezes ao longo do pregão, com a alta de Vale entre os principais suportes

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,49%, a 78.835,82 pontos, na máxima da sessão. Mais cedo, porém, recuou até 76.405,36 pontos. O volume financeiro totalizou 17,75 bilhões de reais. Incertezas com os efeitos das medidas de combate à disseminação do novo coronavírus na atividade econômica, porém, alimentaram alguma cautela com a temporada de resultados corporativos nos EUA prevista para começar nesta semana. O S&P 500 cedeu 1%. O analista Rafael Ribeiro, da Clear Corretora, também chamou a atenção para a declaração de Maia, de que irá excluir a ampliação dos empréstimos do plano de socorro aos Estados. “Com a ajuda do governo para resolver a crise, as metas fiscais devem ser descumpridas e isso está gerando grande receio entre os investidores… Essa medida extra de ajuda aos Estados agravaria ainda mais a expectativa sobre o rombo das contas públicas”, afirmou. De acordo com alguns profissionais da área de renda variável, a volatilidade no mercado acionário continua elevada. A equipe do BTG Pactual avalia que, para investidores, não há ainda como se ter um piso de referência, não há fundamentos e apenas muitas incertezas, e a busca por papel neste momento não está mais associada a preço e sim à qualidade de sobrevivência desse ativo.

REUTERS

Mercado passa a ver no Focus queda da indústria e economia encolhendo quase 2% este ano

O mercado passou a ver contração econômica no Brasil de quase 2% neste ano com retração na atividade industrial em meio à pandemia de coronavírus, mas melhorou sua expectativa para a recuperação da atividade em 2021

Os economistas consultados pioraram pela nona semana seguida sua estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, vendo agora recuo de 1,96%, contra queda de 1,18% na semana anterior. Esse resultado vem na esteira de uma contração de 1,42% esperada para a produção industrial, ante crescimento de 0,50% estimado antes. Entretanto, a expectativa de crescimento em 2021 aumentou em 0,2 ponto percentual, a 2,70%, com a indústria ampliando a produção em 2,95%, de 2,70% antes. O levantamento semanal mostrou ainda que o cenário para a taxa básica de juros continua sendo de 3,25% ao final deste ano, mas caiu a 4,50% em 2021, de 4,75%. Atualmente, a Selic está em 3,75% e o mercado vê o corte de 0,5 ponto percentual já em maio. O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, vê a taxa ainda mais baixa este ano, a 2,75% contra 3,0% no levantamento anterior, encerrando 2021 a 4,0%.

Para a inflação, a estimativa também voltou a cair, com a alta do IPCA este ano agora calculada em 2,52%, 0,2 ponto a menos que na semana anterior, e permanecendo em 3,50% para 2021. O centro da meta oficial de 2020 é de 4% e, de 2021, de 3,75%, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. A projeção para o dólar voltou a subir para ambos os anos, chegando a 4,60 reais em 2020 e 4,47 reais em 2021, de respectivamente 4,50 e 4,40 reais.

REUTERS 

Acordos de redução de jornada ou suspensão de contrato já superam 1 milhão, diz secretário

O Secretário Especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, afirmou na segunda-feira que o número de acordos trabalhistas envolvendo redução da jornada e salário ou a suspensão temporária de contrato fechados sob as regras da medida provisória 936 já ultrapassou a marca de um milhão, entre decisões de caráter individual ou coletivo

“Já podemos dizer que essa Medida Provisória (936) já tem surtido frutos e os frutos são mais de um milhão de empregos preservados”, disse Bianco em coletiva no Palácio do Planalto. De acordo com ele, nos próximos dias será publicada uma portaria regulamentando a MP, com o objetivo de que “todos tenham mais tranquilidade em submeterem seus acordos”. O Secretário informou que a pasta deverá disponibilizar ao grande público, até quarta-feira, uma página em site do governo que trará a atualização diária dos números de acordos, sejam eles individuais ou coletivos. O Subsecretário de Políticas Públicas de Trabalho, Sylvio Eugênio, informou que o pagamento dos benefícios de complementação salarial ao empregado que sofreu redução de salário e jornada ocorrerá via Banco do Brasil (BB) ou Caixa Econômica Federal (CEF). O pagamento corresponderá a uma parcela do seguro-desemprego a que o trabalhador teria direito em caso de demissão, proporcional à redução salarial. A MP 936 estabeleceu três faixas de compensação. Para reduções iguais ou superiores a 25% e menores que 50%, o pagamento do governo corresponderá a 25% do que o trabalhador teria direito caso fosse demitido. Para reduções iguais ou maiores a 50% e menores que 70%, o pagamento complementar será de 50% do seguro. E no caso de reduções igual ou superior a 70%, o benefício será de 70% do seguro. Cortes inferiores a 25% não serão complementados. O trabalhador da modalidade intermitente terá direito a três parcelas de R$ 600, que serão depositadas em conta digital simplificada da Caixa. Nos demais casos, o beneficiário poderá indicar a conta corrente para crédito na Caixa. Caso contrário, será encaminhado ao Banco do Brasil, que fará uma transferência bancária, via TED, para o banco indicado pelo empregado. Segundo o Subsecretário, o trabalhador que não indicar conta corrente destino irá receber o benefício via uma carteira digital, aberta em seu nome, pelo BB.

REUTERS 

Decisão no STF libera acordo individual para corte de salário e jornada A pedido da AGU

Lewandowski esclarece decisão sobre MP que flexibiliza contratos durante crise do coronavírus

O Ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), deu nova decisão, na segunda-feira (13), em que esclarece que acordos individuais de empresas para cortar salários e jornadas que os sindicatos deveriam ser comunicados do acordo e poderiam iniciar negociação coletiva caso preferissem. O magistrado manteve o entendimento de que a entidade de classe pode invalidar a tratativa individual após comunicada, mas esclareceu que o acordo passa a valer assim que for assinado. “Esclareço, para afastar quaisquer dúvidas, e sem que tal implique em modificação da decisão embargada, que são válidos e legítimos os acordos individuais celebrados na forma da MP 936/2020, os quais produzem efeitos imediatos”, afirmou Lewandowski. O texto original da MP previa a comunicação do acordo para a respectiva entidade de classe em dez dias, mas não dava poder para a tratativa ser barrada ou alterada. Lewandowski decidiu na semana passada que os sindicatos poderiam deflagrar negociação coletiva, mas não deixava claro os efeitos do acordo individual. A decisão desta semana foi tomada após recurso da AGU (AdvocaciaGeral da União), comanda pelo Ministro André Mendonça. O Ministro rejeitou o recurso, mas esclareceu pontos do despacho anterior que deixavam margem para interpretações diversas. Especialistas e membros do governo chegaram a avaliar que a decisão travaria a validade imediata do acordo individual exigindo o aval de sindicatos. A proposta de negociação direta entre patrão e empregado para reduzir jornadas e suspender contratos durante a pandemia do novo coronavírus está na MP (medida provisória) 936, editada pelo Presidente Jair Bolsonaro. De acordo com Mendonça, a nova decisão esclarece que todos os dispositivos da MP estão em pleno vigor e que os acordos individuais são válidos e têm efeito imediato. Diz ainda que, havendo acordo coletivo posterior, o empregado poderá aderir. “Esta decisão traz segurança jurídica à matéria e garante o direito do trabalhador, o emprego e a sobrevivência de milhares de empresas. Vitória do país”, afirmou.

FOLHA DE SÃO PAULO 

EMPRESAS 

Dois funcionários de unidade da JBS em SC testam positivo para Covid-19, diz prefeito

Dois funcionários da unidade Seara da JBS em Ipumirim (SC) testaram positivo para o novo coronavírus, de acordo com o prefeito de Concórdia (SC), Rogério Pacheco, do município onde os pacientes estão internados

Não ficou claro qual o impacto da confirmação dos casos para o funcionamento da planta de aves, uma vez que a JBS não comentou o assunto. Ainda segundo o prefeito, estão sendo investigados outros dois casos suspeitos de Covid-19, com alguma relação com a fábrica de Ipumirim. Na segunda-feira, a Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, manifestou preocupação com eventuais ocorrências de Codiv-19 na indústria do Brasil, maior exportador global de carne bovina e de frango. Os casos positivos para Covid-19 na Seara foram confirmados em uma mulher de 51 anos, moradora de Concórdia, e um homem de 38 anos, residente em Ipumirim, segundo o prefeito. Segundo ele, as outras duas pessoas com suspeita da doença também estão internadas no hospital. Uma delas também é funcionária da Seara de Ipumirim. Questionada, a JBS, controladora da Seara, não quis comentar o assunto. Informou em nota que, “no caso em que um colaborador da JBS teste positivo para Covid-19, a empresa prestará imediato atendimento e total apoio a ele e seus familiares, até seu pronto restabelecimento”. Em nota, a JBS informou a Reuters que desde o início do avanço da Covid-19 tem tomado todas as medidas para garantir a máxima segurança e prevenção de seus colaboradores. “As ações seguem as determinações dos órgãos de saúde como a Organização Mundial da Saúde e o Ministério da Saúde e contam ainda com a consultoria clínica de médicos especializados contratados pela empresa para a total adoção das melhores práticas.” Além de prestar apoio ao funcionário e seus familiares, a companhia disse que, em eventual caso de contágio, afastará o colaborador de suas atividades, e adotará um protocolo que prevê total desinfecção e sanitização das áreas comuns e do local em que o profissional trabalha. Dentre as medidas preventivas que estão sendo adotadas nas unidades, a JBS destacou, em comunicado divulgado na segunda-feira, que afastou colaboradores que fazem parte do grupo de risco, como gestantes e pessoas com mais de 60 anos.

REUTERS 

FRANGOS & SUÍNOS

Aumento das exportações de carnes de frango e suína no 1º. trimestre de 2020

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as exportações brasileiras de carne de frango in natura totalizaram 950,4 mil toneladas no primeiro trimestre de 2020, um aumento de 9,6% comparado com o mesmo período de 2019. O faturamento aumentou 8,3% em igual comparação

No caso da carne suína in natura, o país exportou 180,7 mil toneladas no acumulado do primeiro trimestre deste ano, crescimento de 33,7% frente ao volume exportado no mesmo período de 2019. O faturamento foi 66,3% maior em 2020. A China foi a principal cliente destes produtos brasileiros, correspondendo a 17,6% e 52,9% do total embarcado de carne de frango e carne suína in natura, respectivamente. Na comparação com os primeiros três meses do ano passado a China adquiriu 47,0% e 184,0% mais carnes de frango e suína do Brasil esse ano. Os impactos da pandemia de Covid-19 ainda não influenciaram nas exportações brasileiras. O transporte de cargas, como atividade essencial no país, e os portos trabalhando normalmente garantiram o escoamento da produção.

SCOT CONSULTORIA 

Demanda fraca pressiona as cotações do frango

Os preços caíram no mercado do frango devido à demanda fraca

Nas granjas de São Paulo, a ave terminada teve queda de R$0,10 por quilo, ou 3,3%, nos últimos sete dias, estando cotada, em média, em R$2,90 por quilo. No atacado, em igual comparação, o recuo foi de 2,4% com a carcaça cotada, em média, em R$4,02 por quilo.

SCOT CONSULTORIA

INTERNACIONAL 

Funcionários de frigoríficos na América do Norte adoecem e afetam mercado

Em uma unidade de processamento de frango da Wayne Farms no Estado norte-americano do Alabama, recentemente os trabalhadores tiveram de pagar à empresa 10 centavos de dólar por dia para comprar máscaras de proteção contra o novo coronavírus, de acordo com um inspetor da indústria

No Colorado, quase um terço dos funcionários de uma planta de carne bovina da JBS USA, frigorífico norte-americano do grupo brasileiro JBS, ficou em casa em meio a preocupações de segurança nas últimas duas semanas, depois de um funcionário com 30 anos de experiência morrer por complicações da Covid-19. E desde que uma planta de suínos da Olymel em Quebec, no Canadá, foi fechada em 29 de março, o número de trabalhadores que testaram positivo para o coronavírus quintuplicou, chegando a mais de 50, segundo um sindicato local. A instalação da Olymel e pelo menos outras 10 na América do Norte fecharam ou reduziram produção temporariamente nas últimas duas semanas devido à pandemia, o que afetou cadeias de oferta de alimentos que já enfrentavam dificuldades para acompanhar o ritmo do aumento de demanda nos supermercados. Empresas que aumentaram proteções, com maior higiene ou distanciamento entre os trabalhadores, afirmam que as medidas estão desacelerando ainda mais a produção de carnes. A Smithfield Foods, maior processadora de carne de porco do mundo, disse no domingo que está fechando por tempo indeterminado uma unidade de suínos que representa cerca de 4% a 5% da produção norte-americana. A empresa alertou que o fechamento de fábricas está empurrando os EUA “perigosamente para perto do limite” em relação à oferta de carnes a mercados. Desde 25 de março, os contratos futuros dos suínos com vencimento mais próximo caíram 35%, enquanto o preço do gado cedeu 15%, pressionando a economia agrícola norte-americana. A demanda por carnes na América do Norte caiu cerca de 30% no mês passado, com o declínio nas vendas de carnes em restaurantes superando o aumento da demanda no varejo, disse Christine McCracken, analista de proteína animal do Rabobank. “Existe um grande risco de novos fechamentos de unidades”, disse McCracken. O mais recente aconteceu na segunda-feira, quando a JBS anunciou que vai fechar sua planta de carne bovina em Greeley, Colorado, que é responsável por cerca de 5% da produção do país, até 24 de abril. A JBS já havia reduzido produção na instalação, uma vez que cerca de 800 a 1 mil trabalhadores por dia permaneciam em casa desde o final de março, segundo Kim Cordova, Presidente de um sindicato local. Ela acrescentou que até sexta-feira a entidade tinha conhecimento de ao menos 50 casos e duas mortes por coronavírus entre os funcionários.

REUTERS

Para conter coronavírus, JBS fecha abatedouro de bovinos nos EUA

Pelo menos 40 funcionários da unidade de Greeley testaram positivo; dois morreram

Em meio à disseminação do coronavírus no condado de Weld, no Estado americano do Colorado, e particularmente em sua fábrica, a JBS informou na segunda-feira que paralisou temporariamente as operações do abatedouro em Greeley, principal cidade do condado e sede do grupo nos Estados Unidos. Em nota, a companhia destacou que é a maior empregadora do condado, com mais de 6 mil funcionários. A paralisação do abatedouro de bovinos de Greeley se estenderá por duas semanas, até 24 de abril. Os funcionários seguirão recebendo durante a paralisação. “Embora a unidade de carne bovina de Greeley seja importante para o suprimento de alimentos e os produtores locais dos EUA, a disseminação contínua de coronavírus no condado de Weld exige ação decisiva” , disse Andre Nogueira, CEO da JBS USA, em nota. No condado, informou a JBS, são quase 740 casos de covid-19 confirmados. A companhia não citou os casos de funcionários, mas há mais de 40 trabalhadores da unidade contaminados. Dois funcionários morreram e há pelo menos oito entubados. Um dos problemas é que boa parte dos funcionários seguiu trabalhando mesmo com os sintomas. Na sexta-feira passada, uma carta enviada ao CEO da JBS USA pelos responsáveis pelos departamentos de saúde pública do Colorado e do condado de Weld abordou a extensão das infecções entre os funcionários da empresa, que vinha se alastrando rapidamente. Entre 1º de março e 2 de abril, pelo menos 277 pessoas (entre funcionários da JBS em Greeley ou dependentes) estiveram nas três principais clínicas de saúde do condado com sintomas de doenças respiratórias. Em comparação, apenas duas visitas a um desses serviços de saúde foram registradas em fevereiro, o que dá uma dimensão do problema. Antes do abatedouro de Greeley, a JBS já havia paralisado temporariamente uma fábrica em Souderton, na Pensilvânia. De acordo com a companhia, o absenteísmo aumentou nas demais unidades, mas o grupo vem conseguindo operar próximo da capacidade máxima.

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