CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1213 DE 09 DE ABRIL DE 2020

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Ano 6 | nº 1213| 09 de abril de 2020

 

ABRAFRIGO NA MÍDIA

ENTREVISTA COM PÉRICLES SALAZAR – PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA FRIGORÍFICOS SOBRE O MERCADO DO BOI GORDO

Com a redução no consumo de proteínas animais, as indústrias frigoríficas optaram por reduzir o volume de abate e algumas deram férias coletivas para os funcionários.  Por outro lado, as exportações de carne estão ajudando as empresas a escoar a produção. 

De acordo com o Presidente da Associação Brasileira Frigoríficos (ABRAFRIGO), Péricles Salazar, o cenário atual está impactando a demanda por proteínas animais de modo geral. “As políticas adotadas por diversos estados reduzindo parcialmente as atividades do comércio, isso fez com bares e restaurantes parassem de consumir carne”, relata. A população fez um estoque de alimentos no início do isolamento, mas esse ritmo de compras vem reduzindo nos últimos dias. “A grande parte do consumo de carne bovina é no mercado interno. Nós estamos aguardando que tenha uma reversão para vislumbrar um consumo melhor”, aponta.  A liderança ressalta que é muito difícil estimar um percentual de queda no consumo, mas que a capacidade de abate dos frigoríficos reduziu. “Eu diria que os frigoríficos têm uma ociosidade em torno de 40% e o normal é que a capacidade fique na média de 95%”, destaca.  Com relação aos estoques, Salazar explica que não se pode formar estoques do produto que implica em um capital de giro elevado. “Não se pode formar estoques para não prejudicar o capital e as indústrias não sentem conforto em fazer isso”, comenta. Após a redução de casos novos do coronavírus na China, a tendência é que as compras por proteínas animais continue aumentando. “Os chineses estão voltando com mais intensidade o que vai ajudar os frigoríficos Brasileiros que estão habilitados para exportar”, diz.

Escute a entrevista completa em:

https://www.noticiasagricolas.com.br/videos/boi/256543-frigorificos-se-ajustam-a-queda-na-demanda-por-carnes-e-capacidade-ociosa-das-industrias-passa-de-5.html

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

 ABRAFRIGO

CAPTAÇÃO DE ÁGUA BRUTA

A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Águas (ANA) decidiu, em reunião realizada na segunda-feira (6/04), pela suspensão, por 4 meses, da cobrança pela captação de água bruta em rios e reservatórios de domínio da União.

Essa decisão, que acolhe proposta do setor industrial encaminhada pela CNI, beneficia detentores de outorga para captação da água bruta, como indústrias, produtores rurais, irrigantes e empresas de saneamento, por exemplo. A ação se enquadra no conjunto de esforços para o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus. A cobrança pelo uso da água, prevista pela Política Nacional de Recursos Hídricos (Lei nº 9.433/97), possui os seguintes objetivos: obter recursos financeiros para a recuperação das bacias hidrográficas brasileiras, estimular o investimento em despoluição, dar ao usuário uma sugestão do real valor da água e incentivar a utilização de tecnologias limpas e poupadoras de recursos hídricos. O preço público é cobrado de todos os usuários que captem, lancem efluentes ou realizem usos não consuntivos na Bacia Hidrográfica e encontra fundamento na exploração de um bem público – a água. Outras informações: DRI | Gerência Executiva de Meio Ambiente e Sustentabilidade (GEMAS) (61) 3317-9377

GEMAS

NOTÍCIAS

EGITO HABILITA 42 PLANTAS DO BRASIL A EXPORTAREM CARNE

Entre os novos estabelecimentos que poderão vender ao país árabe, 15 são frigoríficos de carne bovina e outros 27 de aves

O Egito habilitou 42 novos estabelecimentos brasileiros a exportarem carne ao seu mercado. Entre eles, 15 frigoríficos de carne bovina e outros 27 de aves já podem iniciar suas vendas para o país árabe após autorização feita pela Organização Geral de Serviços Veterinários do Egito, no dia 31 de março. O adido agrícola da embaixada do Brasil no Cairo, Cesar Simas Teles, informou à ANBA que o país árabe renovou, ainda, as habilitações de 95 exportadores que já participam desse mercado, sendo 82 abatedouros de gado bovino. Segundo Teles, a negociação para as novas habilitações envolveu a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais e a Secretaria de Defesa Agropecuária, ambas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a embaixada do Brasil no Egito e as autoridades sanitárias egípcias.

A busca do país árabe por ampliar seus fornecedores deu resultado justamente em meio aos receios no abastecimento de alimentos por conta crise decorrente do coronavírus. “Essa negociação já vinha ocorrendo desde o começo do ano. O Brasil e o Egito estão negociando e trocando informações para o reconhecimento do sistema de inspeção animal brasileiro. Acredito que essa pandemia apenas acelerou uma decisão que já estava para acontecer”, afirmou Teles. De acordo com o adido, as novas habilitações evidenciam a confiança do governo egípcio no sistema brasileiro. “Se o governo egípcio reconhecer o sistema sanitário animal brasileiro, isso permitirá que o Brasil indique os estabelecimentos aptos a exportarem e economize recursos gastos com auditorias egípcias em estabelecimentos brasileiros”, explicou ele. Em carne de frango, o Egito importou do Brasil 51 mil toneladas em 2019, com receita de US$ 67,9 milhões. Já nas exportações brasileiras de carne bovina, o Egito foi o terceiro maior mercado, comprando 165,5 mil toneladas no ano passado. O volume representou US$ 484 milhões. Nos últimos meses, com a entrada da China como mercado comprador e o aumento dos preços da carne bovina brasileira, no entanto, o Egito vinha perdendo espaço entre os embarques do produto. “Em 2019, o Egito foi o terceiro maior mercado para a carne bovina brasileira, o que coloca este mercado em uma posição de grande destaque. Essas novas plantas devem aumentar as exportações brasileiras, mas o mercado egípcio é muito sensível ao preço e o aumento dos preços internacionais fizeram com que as exportações brasileiras reduzissem”, explicou Teles.

PORTALDBO

FRIGORÍFICOS CAUTELOSOS

A cotação do boi gordo na praça paulista permaneceu estável na última quarta-feira (8/4), na comparação dia a dia.
Os frigoríficos que garantiram o abastecimento da próxima semana, saíram das compras, os que abriram ofertas apregoaram R$15,00/@ abaixo da referência, mas com volume inexpressível de negócios. Para boiadas com até quatro dentes, quem atendem as exigências do mercado chinês, o mercado está firme, com ofertas de até R$10,00/@ acima da referência, segundo levantamento da Scot Consultoria. O feriado do dia 10/4 associado ao recebimento dos salários são fatores que, normalmente, estimulariam a demanda, porém, a quarentena deve diluir esse efeito.

SCOT CONSULTORIA

MATO GROSSO: PIORA NA RELAÇÃO DE TROCA PARA O RECRIADOR

Tomando o início do ano como referência, os preços dos animais para reposição subiram em um ritmo maior do que o mercado do boi gordo, fato que diminuiu o poder de compra dos recriadores/invernistas.
Considerando a média das cotações de todas as categorias de machos anelorados pesquisados pela Scot Consultoria, a alta foi de 11,4% no acumulado de 2020, e, no mesmo período, a alta para o boi gordo foi de 2,3%. A relação de troca mais prejudicada nesse período foi para o bezerro de desmama (6@), cujo preço subiu 18,0% no acumulado do ano. Em janeiro/20, com a venda de um boi gordo de 18@ comprava-se 2,20 bezerros desmamados, e, atualmente, compra-se 1,90, uma queda de 13,4% no poder de compra do pecuarista. Pontualmente, devido às incertezas do mercado do boi gordo em função da pandemia do coronavírus, e como o período de quarentena refletirá no consumo de carne no mercado interno, o cenário na reposição no estado está em compasso de espera. A expectativa é de estabilidade, tendo em vista a baixa movimentação, no entanto, a oferta restrita de animais é um importante fator de sustentação dos preços dos animais de reposição.

SCOT CONSULTORIA

EXPORTAÇÕES DE CARNE BOVINA CRESCEM 29,9% DESDE JANEIRO

De acordo com a CNA, trimestre foi sustentado pelos países asiáticos na maior parte das commodities

As exportações do agronegócio brasileiro no primeiro trimestre de 2020 somaram US$ 21,4 bilhões e ficaram estáveis em relação ao mesmo período do ano passado (leve queda de 0,4%), segundo avaliação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), com base nos dados da balança comercial da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia. A China foi o principal destino das vendas externas. Os embarques para o país asiático foram de US$ 7,2 bilhões, o equivalente a 34% do total. No período, houve grande demanda por produtos como soja, carne bovina, carne de frango e algodão em bruto. União Europeia e Estados Unidos foram o segundo e o terceiro maiores compradores no Brasil nos primeiros três meses do ano. A soja em grãos, a carne bovina in natura e a carne de frango in natura foram os principais produtos exportados nos três primeiros meses do ano, respondendo por 44% das vendas externas.

PORTALDBO

MINISTRA DA AGRICULTURA DEFENDE INTENSIFICAÇÃO DE NEGÓCIOS COM O PAÍSES ÁRABES

Tereza Cristina sugere “linha direta” de negociações para reduzir custos

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse na última quarta-feira que é possível trabalhar em um planejamento estratégico “mais ousado” para intensificar os negócios entre o Brasil e os países árabes — que, em conjunto, são o segundo principal parceiro comercial agrícola brasileiro. Ela sugeriu a criação de uma linha direta de comercialização para reduzir custos nas operações, com a ampliação de importações de produtos daquela região e a diversificação da pauta exportadora para lá. “Podemos trabalhar e montar um planejamento estratégico mais ousado entre países árabes e Brasil porque somos parceiros muito antigos e gostaríamos de estreitar e aumentar eficiência desse nosso comércio”, afirmou Tereza Cristina em reunião virtual com membros da a Câmara de Comércio Árabe Brasileira (CCBA). A ministra garantiu a continuidade do abastecimento alimentar dos parceiros comerciais da forma “mais normal possível” e fez questão de citar o presidente da República, Jair Bolsonaro, ao dizer que ele, a equipe governamental e toda cadeia produtiva brasileira seguem as recomendações dos órgãos de saúde nas ações de combate à covid-19. Para o secretário-geral da União das Câmaras Árabes, Khaled Hanafi, o volume do comércio pode ser muito maior (hoje representa cerca de 2% do PIB dos países árabes). Para evitar o “pior cenário”, de decréscimo nas operações, será necessário mudar o padrão dos negócios, disse ele. “Precisamos mudar o tipo de relacionamento, de simples comércio internacional para uma relação de aliança estratégica. Não ver o outro apenas como mercado alvo, mas trabalhar em conjunto para agregar valor e aumentar benefício para ambos os lados”, destacou. “O coronavírus ficará para trás muito em breve, restará nossa parceria e relacionamento”. No primeiro trimestre de 2020, houve redução de quase 5% nos valores exportados pelo Brasil aos países árabes em relação ao mesmo período do ano passado. As vendas externas passaram de US$ 1,74 bilhão para US$ 1,65 bilhão. A maior queda foi no envio de milho: US$ 116 milhões a menos que em 2019 até agora. Por outro lado, açúcar e soja em grão tiveram incrementos. “O comércio segue pujante e assim continuará”, disse a Tereza Cristina. Khaled Hanafi afirmou que é preciso pensar em atividades que agreguem valor no setor alimentício e industrial e que os árabes têm capacidade de investimento nessas áreas. “As duas partes podem pensar em outros mercados porque temos acesso a mercados significativos na África e em outros lugares do mundo”, pontuou.

VALOR ECONÔMICO

ECONOMIA

NY AJUDA E IBOVESPA AVANÇA 3% COM RESPALDO DE FED E PETRÓLEO; CIELO DISPARA

O Ibovespa fechou em alta de cerca de 3% na última quarta-feira, na terceira sessão consecutiva no azul, embalado principalmente pela sinalização do banco central norte-americano de que não economizará recursos para atenuar os efeitos da crise econômica em razão da pandemia de Covid-19.

Notícias mais positivas no sentido de um aguardado acordo para o corte da produção do petróleo pelos principais produtores da commodity também animaram os mercados, com o contrato Brent fechando em alta de mais de 3% e o WTI disparando 6,2%, o que se refletiu na forte valorização das ações da Petrobras. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 2,97%, a 78.624 pontos. Na máxima da sessão, chegou a 79.058,13 pontos. O volume financeiro somou 22 bilhões de reais.

REUTERS

DÓLAR CAI E REAL É DESTAQUE POSITIVO NO MUNDO EM DIA DE ATUAÇÃO DO BC

O dólar teve firme queda na última quarta-feira, de mais de 1,6%, com o real entre as divisas de melhor desempenho no mundo numa sessão positiva em mercados de risco de forma geral e com a percepção de que o Banco Central está mais disposto a intervir para defender o câmbio.

Pelo segundo dia consecutivo, o BC disponibilizou dinheiro “novo” ao mercado de câmbio via oferta líquida de contratos de swap cambial tradicional. A operação desta quarta foi anunciada quando o dólar estava em torno das máximas do dia, mas apenas em leve alta. Na véspera, o BC informou a realização de leilão de swap mesmo com o dólar já em queda. O BC sempre procurou deixar claro que intervém no mercado de câmbio para corrigir distorções provocadas, entre outros motivos, por problemas de liquidez, sem visar interferir no patamar da taxa cambial, já que o regime é de câmbio flutuante. O swap cambial tradicional é um derivativo cuja venda funciona como uma injeção de liquidez no mercado futuro de câmbio. Sua colocação ajuda a saciar demanda por moeda e, assim, a reduzir a pressão sobre o preço do dólar.O BC tem feito neste ano venda de dólar via swaps, oferta de moeda no mercado spot e por linhas de moeda. Apenas em swaps, a autoridade monetária já colocou em abril 962 milhões de dólares em dinheiro “novo” —que exclui rolagens. No ano, a soma vai a 11,165 bilhões de dólares. Mas a queda do dólar no Brasil também foi reflexo de um ambiente mais favorável a risco no exterior, onde a moeda dos EUA se depreciava contra várias divisas —como as de países emergentes e os dólares australiano e neozelandês. O real costuma oscilar em sintonia com esses ativos. No fechamento das operações no mercado à vista, o dólar caiu 1,63%, a 5,1432 reais na venda. Na mínima do dia, a cotação desceu a 5,1394 reais (-1,70%).

Na B3, o dólar futuro de vencimento mais próximo tinha queda de 1,84%, a 5,1350 reais, às 17h43.

REUTERS

EXPORTAÇÃO DO AGRONEGÓCIO DO BRASIL CAI 0,4% NO 1º TRI PARA US$21,4 BI, DIZ CNA

As exportações do agronegócio brasileiro no primeiro trimestre de 2020 somaram 21,4 bilhões de dólares, com queda de 0,4% na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo avaliação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), com base nos dados da balança comercial.

No período, “houve grande demanda por produtos como soja, carne bovina, carne de frango e algodão em bruto”, disse a CNA, com a China puxando os embarques, com compras que somaram 7,2 bilhões de dólares, ou 34% do total. União Europeia e Estados Unidos foram o segundo e o terceiro maiores compradores no Brasil nos primeiros três meses do ano.

A soja em grãos, a carne bovina in natura e a carne de frango in natura foram os principais produtos exportados nos três primeiros meses do ano, respondendo por 44% das vendas externas. Os embarques de soja, que vem sendo nos últimos anos o principal produto de exportação do Brasil, totalizaram receita de 6,2 bilhões de dólares, alta de 9,4% na comparação com o mesmo período de 2019. “As maiores variações nas compras de soja em grãos se deram para União Europeia, China e Tailândia. As três regiões em conjunto contribuíram com um aumento de 494,5 milhões de dólares, no primeiro trimestre de 2020 em relação a 2019”, explicou a CNA. As vendas de carne bovina cresceram 29,9%, chegando a 1,6 bilhão de dólares, enquanto a carne de frango teve faturamento de 1,5 bilhão de dólares, elevação de 7%. A demanda chinesa contribuiu também para estes resultados, disse a entidade.

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ANASTASIA SERÁ O RELATOR DE PEC DO ORÇAMENTO DE GUERRA NO SENADO

O vice-presidente do Senado, Antonio Anastasia (PSD-MG), será o relator da chamada PEC do orçamento de guerra, que separa do orçamento principal os gastos com o enfrentamento da crise do coronavírus, anunciou o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Com previsão de votação na próxima segunda-feira, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) é alvo de questionamentos de senadores. Alguns questionam a autorização, inserida no texto da PEC, ao Banco Central para atuar na compra e venda de títulos de emissão do Tesouro Nacional, nos mercados secundários local e internacional, e direito creditório e títulos privados de crédito em mercados secundários, no âmbito de mercados financeiros, de capitais e de pagamentos. Também apontam dúvidas sobre a necessidade de aprovação da PEC, uma vez que o Congresso já aprovou o decreto de calamidade, que desobriga o cumprimento da meta fiscal deste ano para o governo central (Tesouro, Previdência e Banco Central) e abre caminho para mais gastos com a epidemia. Senadores demonstram ainda preocupação com o risco institucional de mudar a Constituição por meio de sessões remotas, modo de votação adotado pela Câmara e pelo Senado de forma a evitar aglomerações e seguir as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS). A PEC cria um regime fiscal e financeiro extraordinário para impedir que as despesas relacionadas ao decreto de estado de calamidade desencadeado pela pandemia, válido até 31 de dezembro, sejam misturadas ao Orçamento federal no mesmo período.

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ESFORÇO FISCAL PRIMÁRIO COM MEDIDAS PARA CORONAVÍRUS É DE 3,5% DO PIB, DIZ WALDERY

O esforço fiscal primário do governo com as medidas para enfrentamento ao coronavírus já soma 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB), afirmou na última quarta-feira o secretário especial da Fazenda, Waldery Rodrigues.

O patamar está acima do informado na última quinta-feira quando Waldery disse que as ações somavam 224,6 bilhões de reais, ou 2,97% do PIB. Em coletiva no Palácio do Planalto, Waldery defendeu que as iniciativas do governo brasileiro estão bem acima da média dos emergentes, de 1,6% do PIB. Sobre a medida anunciada na última quarta-feira de novos saques do FGTS de até 1.045 reais por trabalhador, o secretário especial de Política Econômica, Adolfo Sachsida, informou que a expectativa é que sejam sacados até 36,2 bilhões de reais do FGTS, beneficiando todos os 60,8 milhões de trabalhadores com contas no fundo. Esta medida, em particular, não tem impacto fiscal, uma vez que os recursos envolvidos para resgate não são do governo, mas dos próprios trabalhadores.

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COM NOVA LEI, USO DE TERRAS COMO GARANTIA A ESTRANGEIROS DEVE ESTIMULAR FINANCIAMENTOS

A possibilidade de utilização de imóveis rurais como garantia real na tomada de crédito com investidores estrangeiros, que passou a ser permitida com a sanção de lei baseada na chamada MP do Agro, tende a estimular o financiamento externo no agronegócio, segundo especialistas.

O presidente Jair Bolsonaro sancionou a Medida Provisória (MP) nº 897/2019, convertida na Lei nº 13.986, na terça-feira. “Essa garantia real estimulará uma importante fonte de financiamento de capital privado externo, ainda mais necessário em tempos de recursos escassos”, disse o coordenador de agronegócio do escritório Souto Correa, Fernando Pellez. A possibilidade de utilizar terras como garantia para financiamento passou a ser permitida também em faixas de fronteira. Estas áreas, segundo o coordenador do escritório Souto Correa, foram marcadas por décadas de restrições de investimentos estrangeiros. “Isso significa que Estados como o Rio Grande do Sul, que possuem boa parte da área produtiva dentro desse raio, serão beneficiados diretamente.” Outro destaque da MP do Agro é a possibilidade de emitir Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) no exterior com cláusula de correção pela variação cambial. A distribuição no exterior deverá ser feita por entidade de registro e liquidação autorizada a funcionar em seu país de origem, supervisionada por autoridade estrangeira com a qual a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) tenha firmado acordo de cooperação mútua que permita intercâmbio de informações sobre operações realizadas nos mercados por ela supervisionados. Também é permitida a distribuição por autoridade signatária de memorando multilateral de entendimentos da Organização Internacional das Comissões de Valores (IOSCO). Para a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, a lei representa uma nova fase do crédito rural brasileiro, “trazendo oportunidade de modernização e de facilitação ao sistema de financiamento agrícola”, afirmou em nota divulgada pela pasta. “As medidas da MP do Agro dão continuidade a um movimento de evolução iniciado com a criação dos títulos de agronegócio na década de 1990”, acrescentou Bonamin.

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AJUDA PARA GRANDES EMPRESAS ENVOLVE MEDIDAS DE DÍVIDA E TÍTULOS CONVERSÍVEIS, DIZ CAMPOS NETO

O governo avalia ajuda a grandes empresas em meio à crise do coronavírus via apoio para contratação de dívida e por meio de títulos conversíveis, indicou na última quarta-feira o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

Em videoconferência com executivos do Credit Suisse, ele disse que a liquidez que já foi injetada na economia por meio das medidas para combater efeitos econômicos do coronavírus é suficiente, mas que a autoridade monetária tem mais iniciativas na manga caso seja necessário. “Estamos sempre olhando para ver o que precisa fazer”, afirmou. Em relação às grandes companhias, que ainda não foram contempladas por uma iniciativa de vulto, Campos Neto afirmou que o governo analisa dois tipos de programa. O primeiro envolve dívida, com as empresas podendo alavancar em cima do aporte do governo, num modelo de “first loss” (primeiras perdas). Segundo a Reuters apurou, nesse desenho o Tesouro fica com as perdas resultantes da inadimplência até um certo valor. Acima disso, o prejuízo é suportado pelos bancos. Campos Neto ponderou que para alguns negócios e setores isso não seria o mais adequado em função de um quadro de endividamento já alto. “No final das contas, você deixar a empresa altamente endividada distorce a estrutura de capital”, disse. Para esse grupo, o BC se debruça sobre algo que envolva “algum conversível”, prosseguiu Campos Neto, em referência à possibilidade de os recursos injetados em auxílio serem posteriormente convertidos em ações nas empresas. “O que está sendo feito para as maiores está nessas duas linhas, de first loss e alguma coisa com equity”, resumiu. No modelo de equity, as empresas na prática dão um pedaço da participação do negócio ao governo —ou a bancos— em troca dos recursos recebidos, em vez de elevarem sua dívida. Para as empresas menores, com faturamento anual abaixo de 360 mil reais, ele disse que o governo está pensando em “vários programas”, destacando eventual utilização das maquininhas de cartão para concessão de crédito, sem dar mais detalhes a respeito. O presidente do BC afirmou que a opção por contemplar primeiro as pequenas e médias empresas, com faturamento entre 360 mil reais e 10 milhões de reais, veio após testes de estresse mostrarem resultado que “não foi muito bom” para esse segmento na crise, com consequências que poderiam drenar “liquidez do sistema bancário relativamente grande”. Por isso, o governo lançou o programa de financiamento a folha de pagamento apenas a esse público. Inicialmente o BC pensou em uma ajuda maior, mas entendeu que os 40 bilhões de reais efetivamente destinados ao plano eram adequados, disse Campos Neto. Destes, 34 bilhões de reais serão aportados pelo Tesouro e 6 bilhões de reais, pelos bancos. “Entre 45% e 50% do custo operacional das pequenas e médias era folha de pagamento, fazia sentido ir nessa direção, dado que preservaria emprego”, justificou. Ele disse que a opção por compartilhar riscos com o setor financeiro —responsável por 15% do risco de inadimplência— se deu porque o governo não sabe recuperar crédito e essa foi uma forma de criar um incentivo para que os bancos tivessem interesse na tarefa.

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SETOR DE SERVIÇOS DO BRASIL TEM EM FEVEREIRO MAIOR QUEDA DESDE 2018

O volume de serviços do Brasil apresentou em fevereiro a queda mais acentuada em mais de um ano e meio depois de mostrar recuperação no início do ano, ampliando as preocupações para o setor em meio ao surto de coronavírus.

O setor de serviços apresentou queda de 1,0% no volume em fevereiro na comparação com o mês anterior após alta revisada para baixo de 0,4% em janeiro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última quarta-feira. Esse foi o resultado mais fraco desde julho de 2018 (-3,1%), e contrariou a expectativa em pesquisa da Reuters de leve aumento de 0,1%. Também é a maior queda para meses de fevereiro desde 2016. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve ganho de 0,7%, bem abaixo da expectativa de alta de 2,1%. A epidemia de coronavírus fechou muitas empresas e deixou trabalhadores em isolamento em casa, o que provoca fortes incertezas sobre a economia e o mercado de trabalho e mina qualquer chance de recuperação do setor de serviços. Os efeitos mais concretos dessas medidas devem aparecer nos resultados de março sobre as atividades econômicas do país. Entre as cinco atividades pesquisadas em fevereiro, três tiveram queda no mês. Serviços profissionais, administrativos e complementares registraram perdas de 0,9%, enquanto os de informação e comunicação caíram 0,5%. O outro resultado negativo foi registrado por serviços prestados às famílias, de 0,1%. As atividades turísticas também tiveram retração, de 0,3%, no segundo mês seguido de taxa negativa. Já as atividades de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio aumentaram 0,4%, e serviços subiram 0,2%. O setor de serviços tem forte peso sobre o Produto Interno Bruto, cuja expectativa para este ano na pesquisa Focus realizada pelo Banco Central já é de uma contração de 1,18% em meio às consequências da pandemia de coronavírus.

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FRANGOS & SUÍNOS

FRANGO: COTAÇÕES ESTÁVEIS NA MAIORIA DOS SETORES

A quarta-feira (8) foi de estabilidade na maior parte das cotações de frango, exceto para a ave congelada ou resfriada. De acordo com o presidente da Associação Paulista de Avicultura, Erico Pozzer, a estimativa de quebra na demanda, por causa do fehcamento de escolas e das cadeias de foodservice, é em torno de 20%, e é questão de tempo para que os preços caiam com mais força, a exemplo do mercado de suínos. 

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, tanto na granja quanto no atacado, os preços ficaram estáveis em R$ 2,90/kg e R$ 4/kg, respectivamente.  Segundo informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (7), a ave congelada teve queda de 0,68%, chegando a R$ 4,36/kg, enquanto a resfriada se desvalorizou em 2,26%, com preço de R$ 4,33/kg. No caso do frango vivo, não houve mudança nos preços, ficando cotado no Paraná em R$ 3,28/kg, em São Paulo em R$ 2,46/kg e em Santa Catarina, R$ 2,51/kg.

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

SUÍNO: PREÇOS SEGUEM EM QUEDA E @ DO CIF EM SP CAI ABAIXO DOS R$ 90

Os preços no mercado de suínos seguem em desvalorização, com o preço da arroba suína em São Paulo sendo negociada abaixo dos R$ 90, segundo a Scot Consultoria. De acordo com a empresa, as vendas estão mais lentas, com os compradores desinteressados em aumentar os estoques, ainda que esteja no começo do mês. O fechamento de escolas e da cadeia de foodservice também prejudicam a demanda.

Segundo a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF teve queda de 4,65%/4,40%, chegando a R$ 82/R$ 87, enquanto a carcaça especial teve baixa de 2,94%/1,43%, chegando a R$ 6,60/R$ 6,90. No caso do animal vivo, de acordo com dados do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (7), houve queda de 3,85% em Santa Catarina, chegando a R$ 4,24/kg, redução de 2,65% em São Paulo, com valor de R$ 4,78/kg, e de 2,23% em Minas Gerais, com preço de R$ 4,38/kg.

No Paraná, a desvalorização foi de 2,06%, alcançando R$ 4,28%, e de 1,26% no Rio Grande do Sul, fechando em R$ 4,27/kg.

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

EMPRESAS

DEMANDA INTERNA CONTINUA ESTÁVEL, DIZ CEO DA BRF

Queda da demanda do food service foi “drástica”, segundo o executivo

A demanda agregada pelos produtos da BRF no mercado doméstico é “estável”, afirmou na última quarta-feira o CEO da companhia, Lorival Luz, em live promovida pelo Itaú BBA. O executivo reiterou que a queda da demanda do food service (alimentação fora do lar) foi “drástica”, mas o aumento da demanda no varejo compensou esse efeito, indicou. “Aqueles restaurantes menores, por quilo, fecharam. A redução de consumo foi para zero, literalmente”, disse Luz. No casos das grandes redes — o que inclui lanchonetes como o McDonald’s —, a queda da demanda ficou entre 70% e 80%, a depender da relevância do delivery para cada uma dessas companhias. A BRF fornece nuggets para essas redes. Ele negou, ainda, que a BRF tenha feito projeções iniciais de queda de 20% nas vendas no Brasil em abril, como o Valor reportou na edição desta quarta-feira, com base em entrevista com fontes que pediram para não ter o nome revelado. “Aqui não existiu nenhum estudo”, rebateu Luz. Conforme a reportagem informou, o início de abril acendeu o alerta nas agroindústrias de aves e suínos, mas há esperança de que a piora da última semana de março e do começo de abril seja apenas uma “ressaca” depois do período de estocagem mais forte de março. O pagamento do auxílio emergencial do governo, a partir de amanhã, pode contribuir. Durante a live, o CEO da BRF também argumentou que o comportamento “muito errático” do consumo que se vê “semana a semana”, e que provoca movimentos de estocagem seguidos de menores compras, é menos relevante para produtos perecíveis como os feitos pela BRF. “Nosso consumidor não tem uma capacidade muito grande de estocagem. [Compra] o que cabe no freezer e na geladeira”, afirmou o executivo, sinalizando que a frequência de compras desses alimentos nos supermercados não segue a lógica de outros segmentos. Em relação às mudanças de hábitos dos consumidores, que ficam mais tempo em casa, Luz disse que, em momentos de recessão e piora da renda dos trabalhadores, proteínas mais baratas tendem a ser favorecidas. É o caso da carne de frango, o que beneficia a BRF. Produtos como a carne bovina, mais caros, são substituídos, lembrou o CEO da empresa. “Em algum momento, essa migração tende a acontecer. É muito recente, mas é uma questão econômica do poder de compra da população em geral”, ressaltou o executivo da BRF. Luz também afirmou que, com as pessoas em casa, a demanda do consumidor por produtos de maior praticidade, como salsichas, tende a aumentar. Quando questionado sobre o possível aumento da participação de mercado, Luz foi cauteloso. Não está claro qual será o efeito do preço — a marca Sadia é mais cara que as concorrentes — sobre o consumidor. “Não sei se, na hora que houver essa migração, quem [estiver] comprando vai querer o mais barato. Não sei o poder de influência que isso vai ter”, admitiu.

ABIA ELEGE EXECUTIVA DA BRF COMO NOVA PRESIDENTE DO CONSELHO DIRETOR

A Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia) realizou na segunda-feira (06) uma Assembleia Geral Ordinária para eleger o novo Conselho Diretor para o biênio 2020/2022.

Em decisão por aclamação, o novo conselho diretor será presidido por Grazielle Parenti, diretora global de Relações Institucionais da BRF, que atualmente lidera um time multidisciplinar e multicultural em todos os principais mercados – Ásia, Oriente Médio, Europa, África e Ásia Menor – além de exercer a função de diretora administrativa do Instituto BRF. As informações são da assessoria de imprensa da BRF, divulgadas por meio de nota na terça-feira (07). Com 25 anos de experiência em Relações Institucionais e Governamentais, Grazielle é formada em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas (FGV), possui MBA com ênfase em Marketing na FIA/USP, bem como pós-graduação em Políticas Públicas na FGV. É membro do conselho da Associação Brasileira de Anunciantes (ABA) e da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Grazielle é a primeira mulher a ocupar o cargo de presidente do conselho diretor da Abia. Niveo Maluf, diretor de Relações Institucionais & Sustentabilidade da Bunge South America, permanece à frente da nova gestão como primeiro vice-presidente, e João Dornellas como presidente executivo. Entre os principais desafios da nova gestão está a contínua promoção do diálogo da indústria de alimentos com o governo e a sociedade, reforçando o compromisso da Abia com a informação científica, a inovação, a segurança alimentar e a qualidade da produção de alimentos do país. “Meu compromisso ao assumir a presidência do conselho é continuar colaborando, agora de forma mais intensa, com a Abia. Como executiva de uma empresa brasileira com operação global e primeira mulher a assumir a cadeira, inicio esta etapa em um período que requer ainda mais atuação da entidade. Uma atuação proativa, efetiva e capaz de posicionar a Abia no cenário econômico extremamente desafiador. Afinal, estamos diante de uma pandemia sem precedentes e fazemos parte de um serviço essencial ao país. Reitero minha missão em defender o setor por meio do diálogo, com o olhar no consumidor, nas necessidades e na transformação da sociedade. Não podemos nos esquecer do nosso papel primordial diante do país: manter o abastecimento e levar alimentos à mesa do brasileiro”, disse Grazielle na nota.

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INTERNACIONAL

CORONARÍRUS AVANÇA PELO INTERIOR DO EUA E OBRIGA FECHAMENTO DE UNIDADES DE CARNES

Cargill, Tyson e a JBS USA fecham instalações que produzem carne de porco e bovina em Iowa e Pensilvânia

O novo coronavírus começa a se espalhar mais rapidamente pelas áreas rurais dos Estados Unidos, o coração da produção de alimentos do país. Tal situação tem obrigado a paralisação temporária de algumas unidades de carnes das principais indústrias do setor nos EUA.

Na última terça-feira, 7 de abril, a norte-americana Cargill decidiu fechar (sem anunciar prazo para reabertura) uma fábrica de carne nos EUA, interrompendo o fornecimento de alimentos para supermercados que sofreram aumento de demanda enquanto o país luta contra o novo coronavírus, informou a agência Reuters. Na segunda-feira, 6 de abril, a também norte-americana Tyson Foods anunciou a paralisação de uma unidade de suínos em Iowa, depois que mais de duas dúzias de trabalhadores deram positivo para a COVID-19. Antes disso, a filia da brasileira JBS nos EUA também anunciou a suspenção das operações em uma fábrica de carne bovina na Pensilvânia, depois que vários gerentes mostraram sintomas da doença mortal. Segundo informa a Reuters, a instalação da Cargill em Hazleton, Pensilvânia, produz carne para clientes de alimentos no varejo. Os produtos incluem carne moída, bifes, assados de carne e suínos vendidos em supermercados de todo o país. “Nosso objetivo é manter saudáveis nossos 900 funcionários nesta instalação e minimizar os riscos na comunidade de Hazleton, que foi bastante impactada pelo COVID-19”, disse a Cargill. “Nossas instalações serão reabertas assim que for seguro fazê-lo”, acrescentou a empresa, em comunicado. A Cargill, de capital fechado, disse que está trabalhando com clientes, agricultores e funcionários “para manter o sistema alimentar funcionando”.
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