
Ano 6 | nº 1192| 11 de março de 2020
NOTÍCIAS
Oferta restrita mantém boi gordo com preços firmes no Brasil
Apesar de contar com algum avanço nas escalas de abate, os frigoríficos esbarram na conjuntura de oferta ainda restrita em meio a uma ótima capacidade de retenção dos animais no pasto por parte dos pecuaristas
O mercado físico do boi gordo segue com preços firmes. O analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, apesar de contar com algum avanço nas escalas de abate, os frigoríficos esbarram na conjuntura de oferta ainda restrita em meio a uma ótima capacidade de retenção dos animais no pasto por parte dos pecuaristas. “O regime regular de chuvas persiste em março, mantendo as pastagens em boas condições, permitindo a retenção do gado no campo como estratégia recorrente para o produtor”, pontuou. Em São Paulo, os preços do mercado à vista seguiram em R$ 203 a arroba. Em Uberaba, Minas Gerais, os preços permaneceram em R$ 197 a arroba. Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, os preços ficaram em R$ 195 a arroba. Em Goiânia, Goiás, o preço indicado continuou em R$ 195 a arroba. Já em Cuiabá, no Mato Grosso, o preço permaneceu em R$ 186 a arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram entre estáveis a mais altos. “Em linha com a ótima reposição entre atacado e varejo durante a primeira quinzena do mês, o consumo de carne bovina está mais aquecido. Já para a segunda quinzena a expectativa é de uma reposição mais comedida, avaliando o menor apelo ao consumo no decorrer deste período.”, disse Iglesias. O corte traseiro passou de R$ 14,40 o quilo para R$ 14,50 o quilo. A ponta de agulha permaneceu em R$ 11,45 o quilo. Já o corte dianteiro seguiu em R$ 12,00 por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Alta no preço da carne bovina no varejo
Segundo levantamento da Scot Consultoria, na semana passada, o preço da carne bovina subiu 1,03% no varejo em São Paulo, em relação à semana anterior, na média de todos os cortes pesquisados
Na comparação semanal, no Paraná, também houve alta, no caso, de 0,61%. As altas nos preços indicam um aumento no consumo no início do mês, principalmente dos cortes de menor valor agregado. No Rio de Janeiro, no mesmo período houve recuo de 1,03% e em Minas Gerais, desvalorização de 0,46%, na média dos cortes.
SCOT CONSULTORIA
Boi gordo: oferta limitada x demanda amena
Em São Paulo, o mercado do boi gordo ficou estável na última terça-feira (10/3). Em média, as programações de abate atendem quatro dias
No estado, nos últimos trinta dias, a cotação do boi subiu 1,5%, ou R$3,00/@. Entretanto, no mesmo período a cotação da carne com osso caiu 3,9%, considerando o boi casado de bovinos castrados. A dificuldade em escoar a produção mantém o mercado equilibrado. Em algumas regiões, como no norte do Tocantins, por exemplo, a oferta de boiadas está suficiente para atender a demanda. Com isso, os compradores abriram as compras com ofertas relativamente menores em relação ao dia anterior. Das trinta e duas praças monitoradas pela Scot Consultoria, o preço do boi subiu em seis e caiu em seis regiões, ficando estável nas demais no dia 10/3. A oferta de boiadas não está abundante, porém, com a demanda contida, a expectativa é de estabilidade.
SCOT CONSULTORIA
Perspectivas de longo prazo para demanda por carnes continuam positivas
As perspectivas para a demanda global por carnes continuam positivas no longo prazo apesar dos potenciais impactos negativos relacionados ao coronavírus na China, avaliam analistas do BB Investimentos em relatório recente
“No momento em que a epidemia de coronavírus for controlada, o que temos pouca visibilidade de quando isto deve acontecer, os fundamentos do setor de proteínas animais permanecem positivos devido à Peste Suína Africana (PSA) na Ásia e em outros países da Europa, que trouxe uma oportunidade significativa para os maiores produtores de carne do mundo, beneficiando especialmente os da América do Sul”, escreveram analistas do BBI.
A China continua sendo o principal destino para proteínas animais brasileiras e o BBI disse que ainda não viu impacto negativo nos volumes exportados ao país asiático. “Nesta fase, consideramos cedo medir o impacto real do vírus nos volumes de exportação”, avaliaram os analistas do BBI em relatório divulgado na sexta-feira (06). No curto prazo, o BBI afirma que o surto de coronavírus tende a reduzir a demanda chinesa por carnes, com a diminuição nos fluxos de mercadorias no país, atrasos logísticos, pontual redução no consumo relacionada aos períodos de quarentena e menor atividade industrial visando conter a disseminação do vírus. Entre os maiores processadores de carnes brasileiros, a Minerva é a empresa com maior exposição ao mercado chinês, sendo que 24% de sua receita é gerada na China, segundo o BBI. A exposição das outras companhias brasileiras de carnes nesse mercado fica entre 5% a 7% da receita, com Marfrig e JBS mais concentradas nos mercados dos Estados Unidos e a BRF com foco maior no Brasil e mercados halal.
CARNETEC
Exportadores de carne bovina do Mato Grosso avançam no mercado russo
Em fevereiro, vendas para Rússia apresentaram aumento de 474% em relação ao volume registrado em igual mês de 2019
Em seu boletim pecuário mais recente, o Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária) destaca o atual avanço das importações russas de carne bovina produzida no Mato Grosso, e, ao mesmo tempo, a queda brusca nos embarques locais direcionados ao mercado do Irã. Em fevereiro, a indústria de carne bovina do MT exportou 2,36 mil toneladas equivalente-carcaça à Rússia, o que significou elevação de 474% em relação ao volume registrado em igual mês de 2019. Esse aumento é bastante importante, pois mostra que os exportadores do País estão conseguindo, aos poucos, recuperar parte dos clientes na Rússia, depois que o país reabriu o seu mercado, no final de 2018, após um longo período de embargo (desde novembro de 2017). Em contrapartida, as vendas de carne bovina mato-grossense para o Irã caíram 86% no segundo mês do ano, ante fevereiro do ano passado, para 640 toneladas equivalente-carcaça. Em 2019, o Irã era o terceiro maior cliente do Estado, ficando atrás somente do Egito e da China, recorda o Imea. Por sua vez, os importadores chineses, os principais clientes dos frigoríficos do MT, elevaram em 91,5% as compras em fevereiro, para 16,68 mil toneladas equivalente-carcaça, na comparação com a quantidade registrada em fevereiro de 2019. Considerando todos os países compradores, o Mato grosso exportou 32,92 mil toneladas equivalente-carcaça no segundo mês do ano, com elevação de 7,5% sobre o volume computado em igual mês do ano passado.
PORTAL DBO
Valor médio do boi gordo avança no MT e acumula alta anual de 31,5%
Movimento está atrelado ao bom volume de chuvas no Estado, que permitiu a permanência do gado no pasto
Na última semana, os preços médios do boi gordo no Mato Grosso fecharam a R$ 183,11/@, o que representou valorização de 31,5% sobre o valor médio registrado na primeira semana de março de 2019, de R$ 139,17/@, de acordo com dados do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). Segundo os analistas de mercado do Imea, fevereiro foi marcado pela retomada do movimento de alta da arroba no Estado, após a queda de 6% registrada em janeiro. No mês passado, de acordo com instituto, a média mensal da arroba paga à vista ficou em R$ 177,21, valorização de 2,2% sobre o preço de janeiro de 2020. “Este movimento esteve atrelado ao bom volume de chuvas no Estado, o que permitiu a permanência do gado no pasto e resultou em uma menor oferta de animais para abate”, justifica o Imea. No comparativo anual, os preços do boi gordo em fevereiro subiram 29%, acrescenta. Ao analisar o atual cenário, diz o Imea, as escalas de abate dos frigoríficos encontram-se “largas”, contabilizando 6,58 dias, na média estadual, com regiões em 9 dias, como a Oeste”. “Contudo, as exportações ainda permanecem em bons volumes, o que pode trazer sustentação aos preços mato-grossenses”, avaliam os analistas.
PORTAL DBO
ECONOMIA
Dólar tem queda por exterior e intervenção do BC
O dólar sofreu queda na terça-feira voltando à casa de 4,64 reais diante de uma combinação de alívio externo e atuação do Banco Central, após na véspera a cotação ter flertado com a marca de 4,80 reais e batido novo recorde histórico
O dólar à vista encerrou em baixa de 1,69%, a 4,6457 reais na venda, maior baixa diária desde 4 de setembro de 2019 (-1,79%). Na B3, o dólar futuro —cujos negócios terminam às 18h— caía 1,66% às 17h33, para 4,6550 reais. O dia foi de ajustes e alívio depois do caos da véspera, quando o tombo histórico do petróleo arrastou para baixo várias classes de ativos financeiros. Notícias sobre a disposição dos principais bancos centrais do mundo para adotar mais estímulos e negociações entre autoridades de governos sobre pacotes de ajuda econômica ajudaram a trazer alguma calma aos mercados em todo o mundo neste pregão. As moedas emergentes mostravam desempenho misto, e o real encabeçou a lista de melhor desempenho entre 33 rivais do dólar na sessão. A venda de mais 2 bilhões de dólares em moeda à vista pelo Banco Central combinada com a percepção de que o BC pode estar menos confortável com queda de juros na próxima semana ajudou a divisa brasileira a se destacar positivamente nesta terça. A discussão sobre mais reduções da Selic segue no radar do mercado, já que novo afrouxamento monetário poderia reduzir mais o diferencial de retornos entre a renda fixa brasileira e a de outros países emergentes, o que jogaria contra um fluxo cambial que já está negativo no ano depois de saída líquida recorde em 2019. Vicente Matheus Zuffo, diretor de investimentos da SRM Asset, lembra que o real tem se comportado pior que seus pares emergentes desde o último corte de juros pelo Copom (5 de fevereiro), enquanto a curva longa de juros tem caído menos que a parte intermediária. “Um corte, ainda mais de 75 pontos-base, provavelmente faria a curva empinar ainda mais e manteria o real insistentemente fraco”, disse. O Copom volta a se reunir em 17 e 18 de março.
REUTERS
Ibovespa tem alta com apostas de estímulos econômicos
O Ibovespa teve na terça-feira a maior alta diária desde 2009, recuperando parte das perdas da véspera, quando teve o pior dia em mais de duas décadas, apoiado em correções técnicas e expectativas de ações coordenadas de autoridades globalmente para proteger as economias dos efeitos do surto de coronavírus
As ações da Petrobras também mostraram melhora, após tombo de quase 30% na véspera, mas foram os papéis da Vale que se destacaram, com salto de mais de 18%. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 7,14%, a 92.214,47 pontos, na máxima da sessão, maior alta percentual diária para fechamento desde 2 de janeiro de 2009. O giro financeiro somou 39,6 bilhões de reais. Na véspera, o Ibovespa fechou com queda de 12,17%, no pior dia na bolsa em mais de duas décadas, marcado por circuit breaker, conforme decisões da Arábia Saudita derrubaram os preços do petróleo e adicionaram preocupações a um mercado já fragilizado pelo surto do coronavírus. “A perspectiva de maiores gastos do governo está ajudando investidores a ignorar a ampliação nas medidas de contenção que reduzirão a atividade econômica”, destacou o analista Jasper Lawler, Chefe de pesquisa no London Capital Group, destacando entre as medidas as restrições de deslocamento na Itália. Os preços do petróleo avançaram nesta terça-feira, com o Brent fechando em alta de 8,3%, a 37,22 dólares o barril, após registrar a maior queda em quase 30 anos na véspera, diante da possibilidade de estímulos econômicos e sinais da Rússia de que conversas com a Opep seguem possíveis. Mas profissionais do mercado alertam que o cenário ainda é bastante incerto e a volatilidade tende a seguir elevada.
REUTERS
Indústria do Brasil tem melhor janeiro em 3 anos, mas não indica mudança de tendência
O Brasil iniciou 2020 com aumento na produção industrial e o melhor resultado para janeiro em três anos, interrompendo dois meses de taxas negativas diante de um salto nos investimentos, mas ainda sem apontar mudança de tendência
A produção industrial brasileira teve em janeiro alta de 0,9% na comparação com o mês anterior, divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira. Esse foi o resultado mais alto desde outubro, quando também cresceu 0,9%, e a melhor leitura para o mês de janeiro desde 2017, quando aumentou 1,1%. O resultado não foi suficiente para recuperar a perda acumulada de 2,4% em novembro e dezembro. Em relação a janeiro de 2019, a indústria teve recuo de 0,9% na produção, terceira queda seguida, contra projeção de perda de 1,0%. “O resultado positivo de agora deriva mais de uma base fraca, em cima de dois meses seguidos de quedas, do que uma melhora de cenário ou ambiente”, avaliou o Gerente da pesquisa, André Macedo. “No fim do ano passado, houve período de férias coletivas em setores como automóveis e metalurgia, e é natural que com a volta ao trabalho haja aumento de produção”, completou. O IBGE apontou que, entre as categorias econômicas, o destaque ficou para Bens de Capital, uma medida de investimento, com um salto de 12,6% sobre dezembro, interrompendo o comportamento negativo visto desde maio de 2019, período em que acumulou redução de 14,8%. A fabricação de Bens Intermediários aumentou 0,8%, enquanto a de Bens de Consumo cresceu 0,4%. Entre os ramos pesquisados, 17 de 26 avançaram. As influências positivas mais importantes foram de máquinas e equipamentos (11,5%), veículos automotores, reboques e carrocerias (4,0%), metalurgia (6,1%), produtos alimentícios (1,6%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,3%). “Apesar da alta, a indústria ainda está muito distante do pico de produção (17,1% em maio de 2014), operando no nível do começo de 2019”, disse Macedo, que alertou ainda para o provável impacto do coronavírus no setor. Em 2019, a indústria brasileira teve crescimento de apenas 0,5%, igualando o desempenho de 2018, de acordo com os dados do PIB.
REUTERS
Audiência no STF sobre tabela de fretes termina sem definição; nova rodada virá em abril
A audiência de conciliação sobre o tabelamento de fretes rodoviários, realizada na terça-feira no Supremo Tribunal Federal (STF), terminou novamente sem acordo entre caminhoneiros e representantes do setor produtivo
Diante disso, o Vice-Presidente da Corte, Ministro Luiz Fux, que coordenou a audiência, decidiu que uma nova rodada de negociações será realizada no dia 27 de abril, segundo comunicado divulgado pelo STF. “Hoje, depois de duas audiências antecedentes, surgiram novas propostas e por muito pouco não se chegou a uma conciliação”, afirmou Fux. Uma das sugestões, segundo Fux, foi a delimitação de um valor médio que ficaria vigente por um período e que, posteriormente, se tornaria a referência para uma autorregulação do mercado. De acordo com Fux, relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5956, esta nova proposta foi uma construção coletiva com colaborações de ambos os segmentos. O Ministro diz que questionou os participantes da audiência, se preferiam que esta proposta de um valor médio para os fretes fosse imediatamente julgada ou se optavam por uma nova rodada de negociações.
Desta forma, o consenso entre os presentes foi inclinado à realização de uma nova audiência para o amadurecimento desta e de outras propostas. A audiência de conciliação foi um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) diante da controvérsia sobre a validade da Lei 13.703/2018 que instituiu a política de preços mínimos para o setor. “Dessa forma, continua válida a decisão monocrática proferida em dezembro de 2018, em que havia reconsiderado a determinação de suspensão das multas sobre tabelamento de fretes”, destacou o STF, em nota. O tabelamento de fretes rodoviários, adotado pelo governo federal em 2018, foi estabelecido após uma greve dos caminhoneiros autônomos, que paralisou o transporte de cargas no país e afetou diversos setores da economia brasileira.
Reuters
FRANGOS & SUÍNOS
Brasil embarca 17,5 mil toneladas de carne suína na primeira semana de março
As exportações brasileiras de carne suína in natura, somaram 17,5 mil toneladas na primeira semana de março. Com cinco dias úteis a média diária de embarque foi de 3,5 mil toneladas, 8,6% maior que a média registrada para o mês de fevereiro, que ficou em 3,2 mil toneladas diárias
Em relação à média paga por tonelada houve ligeira desvalorização na comparação em janeiro. No segundo mês do ano o valor pago por tonelada embarcada era de US$ 2453,05, passando para US$ 2453,05 na primeira semana de março, queda de 0,5%. No total na primeira semana as exportações somaram US$ 43 milhões. Já em relação a março de 2019, tanto o volume quanto os valores monetários registraram altas. A média embarcada registrada no mesmo mês do ano passado foi de 2,5 mil toneladas, ou seja, crescimento de 40,6% em volume diário. No caso valor pago por tonelada, em março de 2019 foi de US$ 1977,75, tendo uma valorização de 25,5% neste março de 2020.
SUINOCULTURA INDUSTRIAL
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