CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1189 DE 06 DE MARÇO DE 2020

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Ano 6 | nº 1189| 06 de março de 2020

 

ABRAFRIGO

STJ limita a 20 salários base de cálculo de contribuições ao Sistema S

O jornal VALOR ECONÔMICO destaca nesta sexta-feira duas decisões do STJ com impacto no sistema tributário brasileiro

Na primeira reportagem, a informação é sobre decisão da 1ª Turma que limita a 20 salários mínimos a base de cálculo do salário-educação e das contribuições destinadas a entidades como as do Sistema “S”. Muitas empresas calculam essas contribuições sobre toda a folha de pagamento. Os ministros decidiram por unanimidade que a indústria química Rhodia Brasil, por exemplo possa reduzir a carga tributária sobre a folha de pagamentos. O julgamento também serve de precedente para outros contribuintes, pois até agora o STJ só tinha decisões monocráticas sobre esse tema.

ABRAFRIGO

NOTÍCIAS

Preços do boi batem em ‘teto’ com dificuldade de repasse ao varejo

Os preços muito provavelmente encontraram o limite diante da incapacidade de repasse de mais reajustes para a carne bovina no varejo diante do lento crescimento da economia

O mercado físico do boi gordo teve preços estáveis na quinta-feira. O analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, assinala que os preços muito provavelmente encontraram um “teto”, diante da incapacidade de repasse de mais reajustes para a carne bovina no varejo diante do lento crescimento da economia. “Os frigoríficos dependerão de um grande volume de exportação para repetir os números de receita do último trimestre de 2019. Nessas condições, eles não parecem dispostos a atuar agressivamente na compra de gado, avaliando que a China está menos presente em meio à epidemia do Coronavírus. Já a oferta restrita de animais terminados diante das boas condições das pastagens permanece como um limitador de quedas acentuadas no preço da arroba do boi gordo”, assinalou. Em São Paulo, Capital, os preços do mercado à vista seguiram em R$ 203 a arroba. Em Uberaba, Minas Gerais, os preços permaneceram em R$ 198 a arroba. Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, os preços ficaram em R$ 195 a arroba. Em Goiânia, Goiás, o preço indicado continuou em R$ 195 a arroba.  Já em Cuiabá, no Mato Grosso, o preço seguiu em R$ 185 a arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem firmes. “O viés de curto prazo é positivo com a entrada da massa salarial na economia impulsionando o consumo no varejo, mas sem espaço para altas agressivas nos preços, já que o brasileiro médio tem migrado para proteínas animais mais baratas, principalmente a carne de frango”, disse Iglesias. Assim, o corte traseiro seguiu em R$ 14,25 o quilo. A ponta de agulha permaneceu em R$ 11,40 por quilo. Já o corte dianteiro seguiu em R$ 12 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Mercado do boi gordo ganhando força

Aos poucos o mercado vai retomando a firmeza. Apesar da melhora da oferta de boiadas, a expectativa de maior consumo fez com que os compradores mantivessem os preços sustentados e, em algumas regiões, ofertassem preços maiores pelo boi na última quinta-feira (5/3)

Nos primeiros quatro dias úteis de março, na média das trinta e duas praças monitoradas pela Scot Consultoria, o preço da arroba do macho terminado subiu 0,7%. Apesar da valorização modesta, o movimento indica que a disponibilidade, embora tenha melhorado, está menor do que a demanda. No mercado atacadista de carne bovina com osso, o boi casado de animais castrados ficou cotado em R$12,88/kg. Alta de 2,0% frente o fechamento do dia anterior (4/3). Para o curto prazo, a expectativa é de que o recebimento dos salários colabore com a melhora do escoamento, o que deve manter os preços firmes.

SCOT CONSULTORIA

SP e go registram aumento dos custos de produção de bovinos confinados

No Informativo do Índice de Custo de Produção de Bovinos Confinados (ICBC) identificou-se aumento dos custos da diária-boi (CDB) no mês de fevereiro para os confinamentos representativos do Estado São Paulo médio (CSPm) e grande (CSPg) e de Goiás (CGO), quando foram comparados com os valores do mês anterior

Os custos das dietas alimentares por quilo de matéria seca dos confinamentos em análise aumentaram mais um mês consecutivo. Isto é, mesmo ao se utilizar o software (RLM) de formulação para recalcular a dieta de custo mínimo para os requerimentos nutricionais apontados. Aliás, esses CDB foram os maiores já registrados desde a primeira edição, que foi em junho de 2017. O Indicador de Custo de Produção de Bovinos Confinados (ICBC) tem aumentado desde julho de 2019 para CGO e desde outubro de 2019 para CSPm e CSPg. Analisando o ICBC nos últimos doze meses houve alta de 10,3%, 8,5% e 25,6% nas propriedades representativas de CSPm, CSPg e CGO, nesta ordem. O preço dos animais de reposição, boi magro de 360 quilos, aumentou em ambos Estados em que foram apurados. Esses valores foram os maiores já registrados desde quando começou o levantamento de preços deste informativo, abril de 2017. Por fim, o Custo Total (CT) aumentou em todos os confinamentos representativos analisados. Os resultados de CT para o mês fevereiro de 2020 encontra-se na Tabela 2, página seguinte. O CSPm teve maiores CT e Custo Operacional por dia (COPd) do que o CSPg. No entanto, foi no CGO que se registrou o maior CT desta edição. Os confinadores deveriam considerar o CT como um dos principais indicadores de sua atividade produtiva para remunerar adequadamente todos os fatores de produção. O lucro econômico da atividade é obtido apenas se os valores de receitas forem maiores do que o CT. Lucro econômico igual ou maior que zero indica crescimento da atividade produtiva.

BEEFPOINT

Boi gordo atinge R$ 204,90 por arroba no mercado futuro

O mercado do boi gordo segue firme, especialmente relacionado a oferta restrita e as boas condições das pastagens que permitem retenção dos animais. De acordo com o indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a arroba subiu aproximadamente 4,42% no último mês

Outro fator de sustentação é a expectativa nessa primeira quinzena do mês com a chegada dos salários, momento sazonal de melhora das vendas de carne bovina no varejo motivado pela maior capitalização da população. No varejo, a carcaça casada bovina está sendo negociada na faixa dos R$ 13 a R$ 13,50 por arroba, com algumas vendas abaixo desses patamares. Na B3, os contratos futuros também estão firmes. O vencimento para março, o mais negociado do dia, encerrou a quinta-feira, 5, a R$ 204,90 por arroba, alta de 0,42% ante a véspera.

CANAL RURAL

ECONOMIA

BC vende US$3 bi, mas dólar crava 12ª alta e bate recorde de R$4,651

O dólar voltou a bater recorde histórico na quinta-feira, chegando a se aproximar de 4,67 reais no pico do dia. Dados fracos do PIB brasileiro do ano passado provocaram uma série de revisão para baixo nas expectativas para 2020, piorando ainda mais a percepção do Brasil como atrator de capital estrangeiro

O contexto local seguiu influenciando as cotações. O Ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a normalizar a alta da moeda norte-americana, enquanto crescem críticas à postura do Banco Central diante da disparada do dólar a sucessivos recordes. Somando uma oferta já programada e duas extraordinárias, o BC vendeu um total de 3 bilhões de dólares apenas nesta sessão em contratos de swap cambial tradicional. O swap é um derivativo que paga ao comprador a variação cambial acrescida de uma taxa de juros. Na prática, funciona como uma injeção de liquidez no mercado futuro. “O mercado está aturdido. O BC apagou a fogueira com querosene”, disse no Twitter o sócio-fundador e gestor da SF2 Investimentos. “Parece que é intencional. A atuação é tão ruim que parece que o BC quer o dólar mais alto”, afirmou um gestor que preferiu não ser identificado. A alta do dólar se intensificou nesta semana conforme o mercado turbinou expectativas de cortes de juros pelo Banco Central, depois de a autoridade monetária ter emitido comunicado cujo conteúdo foi entendido por operadores como uma virada em relação ao discurso anterior de interrupção no ciclo de afrouxamento monetário. Dados fracos do PIB brasileiro do ano passado provocaram uma série de revisão para baixo nas expectativas para 2020, piorando ainda mais a percepção do Brasil como atrator de capital estrangeiro. O dólar à vista fechou em alta de 1,54%, a 4,651 reais na venda, nova máxima histórica nominal para um encerramento. A alta é a 12ª consecutiva. Apenas em março a moeda salta 3,79% e dispara 15,90% no acumulado de 2020. Na B3, o dólar futuro de maior liquidez subia 1,02%, a 4,6390 reais.

REUTERS

Ibovespa cai quase 5% com corona vírus, dólar e ruído político

A proliferação do coronavírus (Covid19) na maior economia do mundo, Estados Unidos, e no Brasil intensificou a busca por proteção nos mercados financeiros, e volatilidade é a palavra de ordem neste e nos próximos pregões

Por aqui, revisões para baixo nas projeções do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, dólar em alta e declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, deram gás às perdas. O Ibovespa fechou em queda de 4,65%, após ajustes, aos 102.233 pontos. Essa é a pontuação mais baixa de 2020. Na mínima do dia, a queda foi ainda pior, de 6,24%, para 100.536 pontos. Na máxima, o principal índice da B3 alcançou 107.217 pontos (0,01%). O volume financeiro totalizou R$ 22,7 bilhões. Nenhuma ação integrante do Ibovespa fechou em alta. A onda de aversão ao risco se intensificou na última semana de janeiro. Desde o dia 27 de janeiro, o Ibovespa acumula queda de 13,6%, perdendo mais de 17 mil pontos em pouco mais de um mês. Segundo um gestor, que preferiu não ser identificado, as bolsas por aqui e no mundo ficarão no vaivém até o coronavírus atingir um pico de casos globalmente. O movimento generalizado de vendas foi visto também nos Estados Unidos. O Dow Jones recuou 3,58%, o S&P 500 teve baixa de 3,10% e o Nasdaq caiu 3,10%. O Brasil teve aumento no número de casos confirmados, para oito, o que desencadeou as vendas por volta das 17h, quando o índice caiu mais de 6%. Mas não somente o Covid-19 e o dólar despertaram a atenção do investidor. O Ministro da Economia, Paulo Guedes, sugeriu que o câmbio pode chegar a R$ 5,00 e afirmou: “Eu estou dizendo que é um câmbio que flutua, se eu fizer muita besteira, ele pode ir para esse nível [R$ 5]. Se eu fizer muita coisa certa, ele pode descer”. A pressão vem também do crescimento da economia brasileira. Ontem, o Safra cortou a projeção do PIB em 2020 para 1,6% e o banco Fibra de 2,6% para 1,8%.

VALOR ECONÔMICO

Saques da poupança em fevereiro superam depósitos em R$ 3,5 bilhões

Em janeiro, também houve saque líquido, de R$ 12,356 bilhões

Os saques superaram as novas captações em caderneta de poupança em R$ 3,571 bilhões no mês passado, conforme divulgado na quinta-feira pelo Banco Central (BC). Em janeiro, também houve saque líquido, de R$ 12,356 bilhões. Em fevereiro de 2019, por sua vez, o saque líquido havia sido de R$ 4,02 bilhões. No ano passado como um todo, entretanto, a poupança teve captação de R$ 13,327 bilhões, já descontados os recursos retirados. O resultado de fevereiro deste ano se somou ao rendimento de R$ 2,384 bilhões creditado no mês. Assim, o saldo total da poupança somou R$ 834,428 bilhões, contra R$ 835,614 bilhões em janeiro. Além disso, em fevereiro os recursos da caderneta aplicados em crédito imobiliário (SBPE) registraram saque líquido de R$ 2,270 bilhões. No caso do crédito rural (SBPR), o saque líquido foi de R$ 1,301 bilhão.

VALOR ECONÔMICO

PIB do setor agropecuário cresceu 1,3% em 2019

As condições climáticas favoráveis associadas a melhorias de preços na época do plantio contribuíram para o crescimento da estimativa anual da produção de algumas lavouras

O Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária cresceu 1,3% em 2019, totalizando R$ 322 bilhões. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o IBGE, o crescimento do setor decorreu do desempenho positivo tanto da agricultura quanto da pecuária. Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de fevereiro de 2020, as condições climáticas favoráveis associadas a melhorias de preços na época do plantio contribuíram para o crescimento da estimativa anual da produção de algumas lavouras, com destaque para o milho, que teve crescimento de 23,6% e expressivos ganhos de produtividade. Também registraram estimativas de crescimento anual as culturas de algodão (39,8%), laranja (5,6%), e feijão (2,2%). Em contrapartida, importantes culturas tiveram redução de produção na estimativa anual de 2019. São elas o café (-16,6%), arroz (-12,6%), soja (-3,7%) e cana de açúcar (-1,0%). Em 2018, o crescimento do PIB do setor agropecuário foi de 1,4%. A pecuária teve seu desempenho influenciado positivamente pelas condições do mercado internacional, que favoreceram os preços e as exportações desse setor. As relações comerciais com a China, devido à forte redução de seu rebanho ocasionado pela peste suína, contribuem para esse resultado. No total, o PIB brasileiro, que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, fechou 2019 com crescimento de 1,1% frente a 2018. A Agropecuária cresceu 1,3%, a Indústria cresceu 0,5% e o setor de Serviços, 1,3%. O PIB totalizou R$ 7,3 trilhões em 2019. A participação das atividades econômicas no PIB em 2019 foi de 5,2% da Agropecuária, 20,9% da Indústria e de 73,9% do setor de serviços.

MAPA

EMPRESAS

BRF planeja crescimento após voltar ao lucro em 2019

A BRF S.A. está retomando a estratégia de crescimento após registrar lucro em 2019, refletindo recuperação operacional após três anos contínuos de prejuízos e a aplicação de um plano de reestruturação, informaram executivos da empresa em teleconferências na terça-feira (03)

O Presidente da BRF, Lorival Luz, disse em teleconferência com analistas que a empresa superou as metas estabelecidas e atingiu margens superiores aos níveis históricos da companhia. “A gente superou essas metas, o que nos permite já para 2020 também antecipar um pouco a estratégia de crescimento que estava prevista para ter inicialmente a partir de 2021, obviamente sempre com a visão de longo prazo”, disse Luz, acrescentando que a empresa visa manter a disciplina financeira. A BRF estima elevar investimentos (CAPEX) neste ano para entre R$ 2,2 bilhões e R$ 2,5 bilhões, comparado a R$ 1,88 bilhão investido em 2019, segundo o vice-presidente financeiro e de Relações com Investidores da BRF, Carlos Moura. A empresa pretende concluir neste ano a construção da fábrica de salsichas em Seropédica (RJ) e está investindo na construção de uma fábrica de processados de carne de frango na Arábia Saudita, que deve entrar em operação no fim de 2021. Luz disse que a BRF também está investindo nas operações na região Centro-Oeste do país, com adequação de plantas para atendimento ao mercado chinês e habilitação para exportação a outros países. “A prioridade é manter e solidificar a nossa posição no mercado halal, que inclui todo o Oriente Médio e a região do GCC (Conselho de Cooperação dos países do Golfo) e também a Turquia”, disse Luz durante coletiva de imprensa, acrescentando que a empresa também tem como prioridade crescer no mercado chinês. A BRF também considera avaliar oportunidades para crescimento via aquisições a partir de 2021, “muito pontuais e específicas”, que levem em consideração as metas de disciplina financeira e alavancagem da companhia, segundo Luz. “Mas a gente vai avaliar se um crescimento orgânico ou inorgânico é o que melhor nos atende”, disse.

CARNETEC

FRANGOS & SUÍNOS

Plantas da BRF são habilitadas a exportar produtos de frango para Omã

A BRF recebeu 15 habilitações para que plantas no Brasil possam exportar até 5 mil toneladas de alimentos ao mês para Omã, informou a companhia em comunicado na quinta-feira (05)

A empresa poderá exportar frango in natura e produtos processados à base de frango, além de enviar matéria-prima para processamento no país, informou a assessoria de imprensa da BRF à CarneTec. As plantas habilitadas estão localizadas em Chapecó (SC), Dois Vizinhos (SC), Carambeí (PR), Jataí (GO), Francisco Beltrão (PR), Uberlândia (MG), Serafina Corrêa (RS), Garibaldi (RS), Rio Verde (GO), Buriti Alegre (GO), Nova Mutum (MT), Lajeado (RS) e Capinzal (SC). Em Lajeado, duas plantas da BRF receberam habilitações, e a unidade de Capinzal (SC) recebeu duas habilitações – uma para exportar frango e outra para embarque de produtos industrializados. No ano passado, uma missão de autoridades religiosas e sanitárias de Omã veio ao Brasil visitar as unidades da BRF. “A BRF está presente em Omã há mais de 30 anos e a habilitação das nossas plantas para exportação confirma a qualidade dos nossos produtos, bem como reforça a nossa presença em mercados-chave da estratégia de crescimento da companhia”, disse o Diretor Executivo da BRF para o Golfo e a Turquia, Fadi Felfeli, em comunicado. A BRF já é a principal fornecedora no mercado griller em Omã, país que faz parte do segmento halal. “Estamos consolidando nossa estratégia de ampliar os mercados internacionais, uma das principais alavancas da nossa estratégia no longo prazo”, disse Felfeli.

CARNETEC

Exportação de carne de frango sobe 12% no ano, China eleva compras

As exportações brasileiras de carne de frango somaram 672,2 mil toneladas nos primeiros dois meses do ano, uma alta de 12,3% em relação ao mesmo período do ano passado, com forte crescimento das vendas para a China, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

“Os impactos da Peste Suína Africana continuam a ditar o comportamento deste mercado, assim como em outros países asiáticos”, disse o Presidente da ABPA, Francisco Turra, em nota divulgada pela entidade na quinta-feira (05). A extensão do Ano Novo Chinês neste ano e as questões logísticas relacionadas às medidas para conter o surto de coronavírus não reduziram a demanda chinesa por carne de frango do Brasil, segundo Turra. “Ao contrário, houve um impulso pouco comum para o período.” A China respondeu por 17,5% de todo o volume de carne de frango exportado pelo Brasil no primeiro bimestre, tendo importado 115,4 mil toneladas no período, alta de 59% ano a ano. Outros países asiáticos também elevaram as compras do produto, incluindo a Coreia do Sul (+12,5%, 17,5 mil toneladas), Filipinas (104%, 14,7 mil toneladas) e Cingapura (49%, 18,3 mil toneladas). “A Ásia se consolidou como o principal destino das importações de carne de frango do Brasil. Este é um fato favorável, especialmente quando verificamos que o preço médio praticado nas vendas para esta região do globo é superior à média geral das exportações”, disse o Diretor Executivo da ABPA, Ricardo Santin. A receita gerada pelas exportações brasileiras totais de carne de frango no primeiro bimestre foi de US$ 980,4 milhões, 10,5% superior ao faturamento do mesmo período de 2019. Somente no mês de fevereiro, as exportações de carne de frango somaram 348,4 mil toneladas, alta de 10% ano a ano, gerando receita de US$ 553,8 milhões, 5,2% maior que a do mesmo período do ano passado.

CARNETEC

Suíno vivo se valoriza no mercado doméstico

No mercado doméstico, o suíno vivo negociado no mercado independente se valorizou nos últimos dias

Com o menor número de dias úteis em fevereiro, os embarques brasileiros de carne suína tiveram leve recuo (de 3,9%) frente ao exportado em janeiro. Mesmo assim, as vendas seguem registrando bom desempenho – conforme dados da Secex, no mês passado, o Brasil exportou 65,3 mil toneladas de carne suína (considerando-se in natura e industrializada), 22,6% a mais do que o embarcado em fevereiro de 2019. No geral, as exportações continuam impulsionadas pela China, que segue como o principal destino da proteína nacional – em fevereiro, o país asiático importou 31,1 mil toneladas do produto, o que representou 47,6% dos embarques brasileiros de carne suína no período. No mercado doméstico, o suíno vivo negociado no mercado independente se valorizou nos últimos dias na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. No geral, esse movimento reflete a alta nos preços dos principais insumos da atividade (milho e farelo de soja) e a menor disponibilidade de suínos em peso ideal para abate. Na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o suíno vivo foi negociado a R$ 5,72/kg nessa quarta-feira, 4, avanço de 1,9% em relação à quarta anterior.

CEPEA/ESALQ

Início do mês retoma as valorizações do mercado suínos

O início do mês retomou as negociações do mercado. Apesar de as vendas ainda não terem ganhado o ritmo esperado, os preços subiram na última semana

Nas granjas de São Paulo, o preço do animal terminado subiu R$3,00 por arroba no período, sendo negociado, em média, em R$109,00 por arroba. No atacado a valorização em igual comparação foi de 3,6%, com a carcaça sendo vendida, em média, em R$8,60 por quilo. No mercado externo, em fevereiro o Brasil exportou 58,1 mil toneladas de carne suína in natura. Na comparação com o mês anterior houve recuo de 1,9% nos embarques. Já na comparação com igual período do ano passado o incremento foi 26,8%. O primeiro bimestre terminou com um volume 33,8% maior que o embarcado em igual momento em 2019. A China foi o principal destino no período. A peste suína africana segue mantendo o fluxo das exportações em bom ritmo. Para o curto prazo, os preços no mercado interno devem se manter firmes, visto que estamos no começo do mês, período no qual sazonalmente as vendas são mais encorpadas.

SCOT CONSULTORIA

INTERNACIONAL

Índice de preços de alimentos da FAO cai pela primeira vez em quatro meses

Queda foi puxada por recuos nos mercados de óleos vegetais, carnes e cereais. O preço médio das carnes caiu 2% entre janeiro e fevereiro, marcando o segundo mês de queda após 11 de altas

O índice de preços da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) caiu pela primeira vez em fevereiro depois de quatro meses de altas sucessivas. O indicador ficou em 180,5 pontos, 1,9 ponto (1%) a menos que em janeiro. Na comparação com fevereiro de 2019, entretanto, ainda houve alta de 13,5 pontos (8,1%). Em relatório, a FAO informou que houve queda nos preços internacionais de óleos vegetais e, em menor proporção, de carnes e cereais, que mais do que compensaram a continuidade das valorizações de leites e açúcares. O sub-índice de óleos vegetais ficou em 158,1 pontos em fevereiro, com queda de 10,3% ante janeiro, o que interrompeu uma sequência de altas que ocorria desde julho de 2019. O preço médio das carnes caiu 2% entre janeiro e fevereiro, marcando o segundo mês de queda após 11 de altas. O indicador ficou em 178,6 pontos. O sub-índice para cereais recuou 0,9% na mesma comparação, para 167,8 pontos, pressionado por trigo e milho devido ao excesso de oferta e também a receios com os reflexos do coronavírus. Na outra ponta, a FAO informou que os preços dos lácteos subiram 4,6%, para 209,8 pontos em fevereiro.

VALOR ECONÔMICO

China retoma compras de carne do Uruguai

Além do coronavírus e seu efeito no consumo, a China voltou a importar carne bovina uruguaia, reativando o principal mercado da indústria frigorífica local e de toda a região

Marcelo Secco, CEO da Marfrig no Uruguai e Presidente da Associação da Indústria de Frigoríficos (Adifu), explicou que o mercado chinês “ainda é muito diferente”. Nesse sentido, ele comentou que existem clientes que voltaram a importar, enquanto outros, não. “Tudo parece indicar que, à medida que a questão da saúde se acalma, a economia chinesa é reativada e o estoque de carne diminui, o mercado normaliza”, estimou Secco. A grande incerteza é determinar qual é o estoque de carne nos portos da China em poder dos importadores e quantos contêineres estão chegando. “Tudo parece indicar que, aos poucos, algumas operadoras estão voltando e outras, que têm contas pendentes e cancelamentos de empresas, infelizmente não apareceram. Isso é dia a dia”, explicou o industrial. A China foi reativada, mas o teto de preços gerado em 2019 devido ao efeito que a peste suína africana manteve no estoque de carne de porco já é histórico. Hoje, de acordo com Secco, os níveis de preços que estão sendo gerenciados no renascimento do mercado “são exatamente semelhantes aos de um ano atrás, antes do aumento em 2019 gerado pela peste suína africana, mas eu diria que é previsível que recomponha um ritmo de importação mais ágil, à medida que a China digere o estoque de carne que mantém”. O industrial acrescentou outro detalhe importante. “Há muitas mercadorias que ainda não chegaram aos portos da China, que as companhias de navegação desviam, que estão em trânsito ou em outros portos. Essa mercadoria será reatribuída para a China, tem que chegar e pagamentos devem ser feitos”, acrescentou Secco. Para ele, ainda há “dois meses de acomodação do mercado doméstico na China para ver como o fluxo normal de negócios é reativado”. Por isso, ele esclareceu que os clientes que estão operando hoje “fazem isso regularmente, obviamente com pagamentos, com o envio de adiantamentos, mas ainda são os mínimos”, afirmou o executivo. Para a Secco, o mais importante é que o mercado chinês “começou a se mover. O governo daquele país continua mostrando bons sinais de querer reviver sua economia, é uma necessidade”, afirmou. “Agora temos que recompor todo o fluxo, financeiro e físico, tanto da chegada de produtos à China quanto da recarga de produtos da China para outros lugares. Isso é o que é interrompido, ainda existem muitas fábricas que não conseguiram retomar a produção”, acrescentou.

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