
Ano 3 | nº 678 | 25 de janeiro de 2018
NOTÍCIAS
SP: frigoríficos têm a menor escala de abate dos últimos 5 meses
Em algumas praças, a arroba era negociada com queda de até R$ 3 em relação ao valor de referência
A indústria testa o mercado físico com a menor escala de abate dos últimos cinco meses em São Paulo. No início desta semana, aqueles frigoríficos que negociaram ao redor de R$ 150 por arroba, à vista, conseguiram se abastecer. A média das programações no estado está em 3,2 dias úteis, ante 3,5 na semana anterior e 4,0 no início de janeiro deste ano. O cenário é de uma pressão de baixa na maioria das praças pecuárias. Apesar da oferta não estar abundante, a demanda ruim é o principal fator para este cenário, aponta a Scot Consultoria. Em São Paulo e no norte de Minas Gerais, por exemplo, ofertas de compra até R$ 3 por arroba abaixo da referência foram observadas, o que desacelera a quantidade de negócios. Essa sub-oferta desestimulante tem permitido aos compradores controlar o estoque de carne. No mercado atacadista de carne bovina com osso, o boi casado de bovinos castrados está cotado em R$ 9,18 o quilo.
Boi gordo no mercado físico – R$ por arroba
Araçatuba (SP): 146,00
Belo Horizonte (MG): 138,00
Goiânia (GO): 136,00
Dourados (MS): 133,00
Mato Grosso: 133,00 – 134,00
Marabá (PA): 128,50
Rio Grande do Sul (oeste): 4,90 (kg)
Paraná (noroeste): 141,00
Tocantins (norte): 128,00
CANAL RURAL
Cenário de baixa na pecuária
A demanda ruim é o principal fator para este cenário
Apesar da oferta não estar abundante, a demanda ruim é o principal fator para este cenário. Em São Paulo e no norte de Minas Gerais, por exemplo, ofertas de compra até R$ 3,00/@ abaixo da referência foram observadas, o que desacelera a quantidade de negócios. Essa sub-oferta desestimulante tem permitido aos compradores controlar o estoque de carne. No mercado atacadista de carne bovina com osso, o boi casado de bovinos castrados está cotado em R$ 9,18/kg. O que caracterizou este mercado nesta quarta-feira foi a fraqueza, o que não afasta a possibilidade de queda de preço.
Scot Consultoria
Nova dose da vacina contra aftosa deverá ser aplicada no segundo semestre
Secretário de Defesa Agropecuária do Mapa explica que é necessária uma fase de transição e adverte sobre a importância do manejo no momento da aplicação. Rangel disse que o produtor pode ter tranquilidade em relação ao novo produto
A aplicação da vacina contra aftosa em dose reduzida de 2 mililitros, prevista na Instrução Normativa nº 11 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, deverá valer neste ano, mas a partir da segunda fase de aplicação, que sempre acontece no segundo semestre, explicou nesta quarta-feira (24) o Secretário de Defesa Agropecuária, Luis Rangel. “É importante ressaltar que o pecuarista não procure, agora, em maio, as vacinas com a nova formulação”, alertou. Um dos principais objetivos na mudança da vacina será a injeção de menor volume de óleo mineral, com consequente redução de reações alérgicas nos animais. “Trabalhamos muitos anos com a dose de 5mls. A transição precisa ser feita de maneira adequada com todas as vigilâncias necessárias por parte do Ministério da Agricultura para que, com a redução da dose, se mantenham as mesmas garantias. Por isso, esse cuidado”, afirmou.
O secretário lembrou que “cem por cento dessas vacinas, que são produzidas no Brasil para vacinação de febre aftosa, são testadas pelos Lanagros, os laboratórios oficiais agropecuários do Ministério da Agricultura. Também se mantém vigilância no mercado para garantir a eficiência da vacina”. Rangel disse que o produtor pode ter tranquilidade em relação ao novo produto que será ofertado, “pois estará atestado pelo ministério e com a segurança necessária”. Mas lembrou que o mesmo cuidado em relação ao produto deve haver também com o manejo. A aplicação da vacina é fundamental para eficiência da imunização, observou. É importante que o pecuarista seja capacitado para aplicar a nova dose. “Para fazer isso e assegurar a transição saudável, que vá além do cuidado com o insumo, fizemos parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA) e o Senar”. Rangel enfatizou ainda: “O mais importante para nós é fazer com que a imunização tenha todas as características de segurança e eficiência para manter o status sanitário que temos hoje. Nós viemos já de 50 anos trabalhando com a erradicação dessa doença no Brasil e a vacinação foi ferramenta fundamental para atingirmos o status atual”. O país está livre da aftosa com vacinação, o que deverá ser referendado, em maio próximo, pela OIE (Organização Mundial de saúde Animal). Santa Catarina é o único estado livre sem vacinação. Conjunto de normas previstas no Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA)traz as ações que serão desenvolvidas nos próximos dez anos para o Brasil tornar-se área livre da doença sem vacinação a partir de 2023.
MAPA
Governo já não acredita em acordo comercial com Europa
Depois de meses de entusiasmo com um eventual acordo entre Mercosul e União Europeia, o governo brasileiro já admite que um entendimento de livre-comércio com o bloco europeu está “difícil” de ser concluído
O Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, revelou em entrevista que esteve em Bruxelas nos últimos dias e notou que a resistência por um acordo da parte dos europeus é elevada. “Acho difícil fechar esse acordo”, admitiu o ministro, que nesta semana estará em Davos para apresentar as inovações na agricultura brasileira. “Pelas conversas que tivemos, as propostas que estarão sobre a mesa não representarão passos significativos”, disse. “Parece que eles vão apresentar por obrigação”, afirmou. O entendimento entre Mercosul e Europa era de que, depois de uma oferta dos sul-americanos em dezembro, era o momento de Bruxelas avaliar como poderia fazer uma nova oferta que pudesse atender aos interesses comerciais dos exportadores brasileiros e argentinos. Isso, na prática, significaria uma maior abertura no setor de carnes e de açúcar. “O Mercosul entregou tudo”, disse o Ministro. “Custou caro para nós essa entrega”, insistiu, em referência às concessões que foram feitas em determinadas áreas comerciais. “Sinceramente, não temos mais nada a entregar. São eles que precisam agir”, completou o Ministro.
Estadão
Produção de carne bovina em MS ultrapassa 800 mil toneladas
A produção de carne bovina em Mato Grosso do Sul totalizou 813 mil toneladas em 2017. A informação consolidada foi divulgada pela Unidade Técnica do Sistema Famasul – Federação da Agricultura e Pecuária de MS, na recente edição do Boletim Casa Rural, publicada na segunda-feira (22)
De acordo com o levantamento, a produção apresenta crescimento de quase 4% se comparado ao período anterior, quando foram produzidas 784 mil toneladas. “O resultado revela que, apesar de 2017 ter sido um ano de muitos obstáculos ao setor pecuário, o segmento conseguiu finalizar com um volume de carne produzida superior a 2016, colocando no mercado quase 30 mil toneladas a mais entre um ano e outro”, destaca o presidente do Sistema Famasul, Mauricio Saito. Apenas em dezembro, a produção alcançou 80 mil toneladas, sendo este o maior volume verificado desde 2014, para um mês de dezembro. De acordo com o Boletim Casa Rural, o produtor rural de Mato Grosso do Sul conseguiu adquirir 2 bezerros com a venda do boi gordo em 2017. A relação de troca divulgada é 5,26% superior ao fechamento de 2016, quando na venda do boi gordo resultava na aquisição de 1,90 bezerros. Para Eliamar Oliveira, analista econômica do Sistema Famasul, o resultado nos dois indicadores, tanto de produção como de relação de troca, tem uma explicação: “Até 2016, a pecuária estava no período denominado ‘ciclo de alta’, ou seja, um momento em que os preços da arroba estavam em ascensão estimulando o invernista [produtor de recria e engorda] a investir, com a aquisição de animais de reposição. Este fato elevou o preço do bezerro tornando atrativo ao produtor rural reter fêmeas no pasto”. Já em 2017, conforme a analista, o cenário inverteu. “Considerando a maior disponibilidade de bezerros no mercado e os preços em queda, houve aumento na participação de fêmeas no abate e, com isso, um aumento de volume de carne produzida. O que consideramos ter sido uma relação de troca equilibrada”, complementa Eliamar.
Sistema Famasul
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