
Ano 3 | nº 677 | 24 de janeiro de 2018
NOTÍCIAS
Preço da carne bovina no atacado cai 4% em janeiro
O mercado físico de boi gordo teve preços entre estáveis a mais baixos nesta terça-feira, dia 23
O descarte crescente das vacas que não emprenharam e as chuvas intensas de janeiro reforçam a disponibilidade maior de animais. De acordo com a Safras & Mercado, os frigoríficos devem continuar testando o mercado nos próximos dias diante de um lento escoamento da carne bovina entre as cadeias. No atacado, a reposição para o varejo está muito aquém do esperado. Além dos estoques do mês atual, muitas ainda possuem dificuldades com os estoques de dezembro (formados com animais caros). Promoções e concessões de preços estão cada vez mais comuns nas tabelas de carne e, assim, os negócios estão virando “leilão”. Seguindo este comportamento, o boi casado recua consecutivamente desde o início do ano e já registra a menor média em dois meses. O mercado de carne bovina no atacado, por exemplo, já acumula, nas três últimas semanas de janeiro, 4% de desvalorização, devolvendo toda a alta ocorrida desde a última semana de novembro de 2017. Segundo levantamento da Scot consultoria, o preço médio dos cortes de dianteiro, R$ 10,41 o quilo, é o menor desde abril de 2015.
Boi gordo no mercado físico – R$ por arroba
Araçatuba (SP): 146,00
Belo Horizonte (MG): 138,00
Goiânia (GO): 136,00
Dourados (MS): 133,00
Mato Grosso: 129,00-133,00
Marabá (PA): 129,00
Rio Grande do Sul (oeste): 4,90 (kg)
Paraná (noroeste): 141,00
Tocantins (norte): 128,00
CANAL RURAL
Consumo não anda e preços da carne bovina caem no atacado
O mercado de carne bovina no atacado acumula, nas três últimas semanas de janeiro, 4,0% de desvalorização, devolvendo toda a alta ocorrida desde a última semana de novembro de 2017.
Segundo levantamento da Scot consultoria, o preço médio dos cortes de dianteiro, R$10,41/kg, é o menor desde abril de 2015. Estes são sinais claros de que o consumo interno emperrou, já que as exportações, por enquanto, estão praticamente iguais às de janeiro do último ano. Tem sido preciso reduzir as cotações para tentar girar o estoque. Não é provável que ocorra reação de consumo no curto prazo. Pode ser que nos últimos dias úteis, quando normalmente há reposição de estoque por parte dos varejistas, as vendas apresentem alguma melhora. Mas, de forma geral, isso indica ao pecuarista que a pressão baixista é um cenário a ser considerado no mercado do boi gordo.
SCOT CONSULTORIA
Semana fraca e cotação da arroba do boi gordo pressionada
Fraco, assim pode ser definido o mercado do boi gordo na última terça-feira (23/1). Vendas fracas e compras fracas
Apenas no Triângulo Mineiro, o mercado esteve comprador e, em função disso, a cotação da arroba do boi gordo subiu. Nas demais praças, o mercado foi de estável à queda nos preços da arroba do animal terminado. No mercado atacadista de carne bovina com osso, as cotações ficaram estáveis. Segundo levantamento da Scot Consultoria, o boi casado de bovinos castrados ficou cotado, em média, em R$9,18/kg. Queda de 8,1% na comparação com o início do ano.
SCOT CONSULTORIA
Exportação de carnes pelo Porto de Santos sobe 7% em 2017, impulsionada por bovina
O Porto de Santos bateu recorde geral de movimentação de cargas em 2017, quando somente os embarques de carnes a partir do porto tiveram aumento de 6,9% ante o ano anterior, para 859 mil toneladas, segunda a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp)
As exportações de carne bovina a partir de Santos somaram 556,4 mil toneladas, alta de 17,7% ante 2016. Já os embarques de carne de aves caíram 8,8%, para 297,7 mil toneladas. Outras carnes, não especificadas pela Codesp, no total de 4,9 mil toneladas, também foram exportadas a partir do Porto de Santos no ano passado. Em 2017, os exportadores brasileiros de carne de frango como um todo registraram redução de 1,4% nos volumes do produto embarcado para outros países, pressionados principalmente por forte queda em dezembro.
Esse comportamento também pode ser observado ao avaliar os embarques de carne de frango pelo Porto de Santos em dezembro, quando o volume total deste produto exportado caiu 41,9% em relação ao mesmo mês de 2016, para 15,2 mil toneladas. O recorde de movimentação de carga do Porto de Santos atingido em 2017, de 129,8 milhões de toneladas, foi resultado principalmente do crescimento das cargas de milho, soja e açúcar.
CARNETEC
Ano começa com bom volume exportado de carne bovina in natura
Em 2018, até a terceira semana de janeiro o Brasil exportou 57,4 mil toneladas de carne bovina in natura, com faturamento total de US249,5 milhões, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços
A média diária embarcada foi de 4,1 mil toneladas, uma alta de 3,5% em relação a média do mesmo período do ano passado. Já em relação a dezembro/17 o volume é 24,5% menor. Caso o ritmo das exportações continue, o Brasil deverá exportar 90,1 mil toneladas no acumulado deste mês. O que representaria alta de 3,5% em relação a janeiro/17. Esse seria o maior volume embarcado em janeiro desde 2014, quando foram exportadas 105,15 mil toneladas.
SCOT CONSULTORIA
Rússia planeja aumentar compras de carne bovina da América Latina (exceto o Brasil)
O governo russo planeja aumentar significativamente as exportações de carne bovina da América Latina (exceto o Brasil) para compensar a potencial escassez de oferta doméstica criada pela proibição das importações de carne de países ocidentais e uma proibição recente da carne bovina brasileira
O Serviço Federal Russo de Vigilância Veterinária e Fitossanitária (Rosselkhoznadzor) removeu uma proibição em 25 de dezembro de 2017 sobre as importações de carne bovina da Colômbia, que havia sido imposta em junho passado devido focos de febre aftosa. De acordo com um porta-voz do Ministério da Agricultura da Rússia, o governo está mirando importações de até 10.000 toneladas de carne bovina da Colômbia no primeiro semestre desse ano. Ao mesmo tempo, disse o funcionário, após a proibição da carne brasileira, o ministério quer aumentar as importações de carne bovina da Argentina. “A Argentina foi um dos primeiros países latino-americanos que expressou sua intenção de aumentar o estoque de carne para a Rússia após o início das guerras de sanções entre a Rússia e o Ocidente”. De acordo com dados do Ministério da Agricultura, há 10 anos, a Argentina vendeu 150 mil toneladas de carne bovina por ano para a Rússia. No entanto, esses volumes diminuíram significativamente nos primeiros anos desta década. Mario Ravettino, Presidente do Consórcio Argentino de Exportadores de Carne (ABC – Consórcio de Exportadores de Carnes Argentinas), disse em 20 de dezembro em uma reunião do ABC que as negociações com a Rússia sobre a venda de carne resfriada de qualidade superior já estavam em andamento. Ele previu que volumes significativos seriam enviados para a Rússia nos próximos meses. No entanto, a Argentina pode não ser capaz de exportar volumes no mesmo nível dos do ano passado, uma vez que o seu rebanho nacional se contraiu nos últimos anos após restrições às exportações de carne bovina para limitar a inflação nos preços domésticos da carne bovina, imposta pelo ex-governo argentino. Essas restrições foram removidas pelo governo de Maurício Macri, que chegou ao poder em 2015. A indústria da carne bovina da Colômbia comemorou a decisão da Rússia de impor mais carne do país. Quase 30% das exportações colombianas de carne bovina foram para a Rússia em 2017 nos primeiros seis meses deste ano. “A Colômbia não pode exportar carne para países com acordos de livre comércio, como os EUA e o Mercosul, devido a regulamentos sanitários” não vinculados ao aos focos, disse Oscar Cubillos, Diretor de planejamento no FEDEGAN (Federación Colombiana de Ganaderos), associação colombiana de pecuária nacional.
GlobalMeatNews.com
Preço do bezerro em alta em MT
Com retomada do mercado de reposição, categoria alcançou a sua maior cotação em 15 meses
Depois de um 2017 difícil, o mercado de reposição começa a dar sinais de recuperação em Mato Grosso. Em seu boletim semanal, o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) destacou a retomada do preço do bezerro no Estado e a importância da atividade para a pecuária local. Segundo a publicação, atualmente, a cotação do bezerro está em R$ 1.179,44/cab, maior preço semanal desde novembro de 2016. A alta é justificada pela demanda aquecida por animais jovens. “Essa valorização ainda é pontual e puxada pela necessidade de recompor rebanho dos recriadores, no entanto, já dá fôlego aos criadores que passaram por um difícil”, destacou. A cria uma das principais atividades da pecuária mato-grossense. De acordo com levantamento do Acrimat em Ação 2017, cerca de 31% dos pecuaristas do Estado tem nesse sistema de produção a sua principal fonte de faturamento.
Imea
Boi gordo: 2018 promete ser bom para confinadores
Com a perspectiva de mais estabilidade, volume de animais confinados deve subir 12% em 2018 e 2018 promete ser um ano mais estável para a pecuária brasileira
A recuperação do consumo interno e o aumento nas exportações vão manter a demanda firme. A expectativa é que o volume de animais confinados cresça 12% e atinja a marca de 3,8 milhões de cabeças. Um confinamento localizado em Boituva, interior de São Paulo, tem capacidade para abater 9.000 animais por ano. Em 2017, a propriedade operou com apenas metade do potencial produtivo. Este ano, o pecuarista espera que o volume volte a crescer e ultrapasse a marca de 6.000 bovinos. “Eu acredito que nós vamos ter um ano bom em função do aumento das exportações que deve ocorrer. O custo deve ficar um pouco maior, mas eu acredito que a arroba vai se elevar um pouco”, diz o pecuarista José Ovídio Sebastiani. Para este ano a Associação Nacional de Pecuária Intensiva projeta crescimento de 12% no volume de animais confinados no país. Se forem confirmados, os números mostram a recuperação do confinamento na pecuária nacional. A estratégia havia perdido espaço nos últimos anos por conta da instabilidade nos preços dos grãos e nos animais de reposição, que aumentam os riscos da atividade. A entidade calcula que o volume de animais confinados no Brasil este ano atinja a marca de 3,8 milhões de cabeças, quase 400 mil a mais em relação a 2017. “Nós já chegamos a confinar, de acordo com os números da Assocon, quase 5 milhões de animais, nós caímos e estamos tentando nos recuperar dessa queda. Mas o confinamento é uma atividade que acaba sendo definida de ano a ano, muitos produtores têm a opção de realizar a produção intensiva a pasto, o que deixa o confinamento em segundo plano em um ano de dificuldades como foi 2016”, diz Bruno Andrade, Gerente Executivo da Associação Nacional de Pecuária Intensiva. Um levantamento feito pela entidade mostra que, no estado de São Paulo, o custo máximo da diária de alimentação deve ser de R$ 9,50 por animal. Na compra do boi magro, a aquisição não deve ultrapassar o valor de R$ 2.000 por animal. “Composição de dieta acima de R$ 9,50 ou compras acima desses valores podem trazer prejuízo ao confinador. Agora, o confinador que trabalhar abaixo desses limites deve conseguir margem de contribuição positiva. É claro que cada fazenda trabalha de um jeito, mas analisando nossos números foram esses os limites que nós encontramos”, afirma Andrade. Outra boa notícia para os confinadores é que o mercado de reposição, que nos últimos dois anos ficou inflacionado por conta da baixa oferta de bezerros e boi magro, deve operar em patamares favoráveis ao invernista em 2018. “Até o momento melhorou a reposição do gado magro para o confinamento, mas existe uma incerteza quanto à continuidade e aos volumes. No caso de exportação de animais vivos isso pode prejudicar um pouco o ritmo de comercialização”, diz o pecuarista Sebastiani.
CANAL RURAL
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