CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 675 DE 22 DE JANEIRO DE 2018

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Ano 3 | nº 675 22 de janeiro de 2018

NOTÍCIAS

Carne bovina: vendas fracas no varejo e mercado pressionado

Os preços da carne bovina caíram 0,3% no varejo em São Paulos e 0,8% no Rio de Janeiro na última semana. No Paraná, mercado estável e alta de 1,0% em Minas Gerais

A situação é de vendas ruins, embora os movimentos de baixa sejam menos intensos no varejo do que no atacado, como já vinha ocorrendo em 2017. A cotação da carne bovina nas gôndolas dos açougues e supermercados paulistas está 0,4% maior que há um ano. Embora possa parecer um comportamento desalinhado com o que se vê nas indústrias, essa alta não chega a compensar a inflação do período. Se as vendas tivessem boas, é claro que seria imposto o reajuste necessário. O que alivia um pouco os varejistas é a possibilidade maior de trabalhar com estoques mais justos, alinhados à demanda. A situação é de vendas ruins, embora os movimentos de baixa sejam menos intensos no varejo do que no atacado, como já vinha ocorrendo em 2017.

SCOT CONSULTORIA

Frigoríficos testando o mercado

No fechamento da última sexta-feira (19/1) o cenário foi de um viés baixista. Das trinta e duas praças pecuárias pesquisadas pela Scot Consultoria, doze tiveram recuos no preço da arroba

Em São Paulo, o boi gordo ficou cotado em R$146,00/@, à vista, livre de Funrural, queda de 0,7% no fechamento da terceira semana de janeiro. Os frigoríficos, que em sua maioria conseguiram alongar a escala de abate da semana que vem, aproveitaram esta situação e lançaram preços abaixo da referência para “testar” o mercado. A maior desvalorização na comparação semanal ficou por conta do Tocantins e Minas Gerais, estados onde a arroba caiu 3,0% e 2,8%, respectivamente. A demanda fraca é o principal fator que colabora com esse cenário. O lento escoamento também derrubou as cotações no mercado atacadista de carne bovina com osso. A carcaça de animais castrados está cotada em R$9,62/kg, queda de 0,6% na semana.

SCOT CONSULTORIA
Alckmin veta projeto ‘segunda sem carne’ em prédios públicos de SP

O Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), vetou na sexta-feira o projeto de lei aprovado no fim do ano para criar a “segunda sem carne” em cantinas e refeitórios de escolas e outros prédios públicos do estado

A medida havia sido aprovada pela Assembleia Legislativa no fim de 2017 e enfrentou forte oposição do agronegócio. No início do mês de janeiro, Alckmin já havia deixado claro sua intenção de vetar o projeto, ao declarar, durante entrevista, que uma iniciativa deste tipo é responsabilidade do Executivo — e não da Assembleia. Em entrevista ao “Canal Rural”, ele criticou a iniciativa, ao dizer que cerceava o “direito das pessoas” e sua capacidade de “tomar decisões sobre sua própria alimentação”. De acordo com o governo, desde 2015, três unidades do Bom Prato, programa que vende almoço por R$1 já não servem carne por um dia da semana. A Secretaria da Administração Penitência manifestou interesse de iniciar proposta semelhante em caráter experimental, intitulada de “Um Dia Sem Carne”, sem dia específico para tal. O veto do governador menciona ainda a manifestação da Secretaria da Agricultura, que declarou se dedicar a pesquisas científicas com objetivo de aperfeiçoar constantemente os sistemas produtivos de maneira mais sustentável.

O Globo

Cepea: Preço da arroba da carne supera do de boi há mais de um ano

Desde dezembro de 2016 que os preços da arroba da carne bovina (carcaça casada negociada no atacado da Grande São Paulo) vêm superando os valores da arroba do boi gordo (mercado paulista), segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP)

Considerando-se toda a série histórica do Cepea, iniciada em 2001 para a carne, ainda que esporadicamente os preços da carcaça casada ficassem acima dos da arroba do boi, esta é a primeira vez que esse contexto perdura por mais de um ano – antes de 2017, o período máximo desse deslocamento foi de apenas dois meses. De acordo com dados do Cepea, a média de preço da arroba bovina em 2017 foi de R$ 140,19 (considerando-se como base as médias mensais deflacionadas pelo IGP-DI de dezembro/17), enquanto os mesmos 15 quilos de carne estiveram a R$ 147,70, resultando em diferença média de 7,51 reais por arroba. A maior diferença observada no ano passado, de 16 reais/arroba e que foi observada em junho, é também a maior de toda a série histórica do Cepea. Naquele mês, a arroba da carne era negociada a R$ 147,50, ao passo que a do boi estava a R$ 131,50. No ano passado, diversos fatores – como a operação “Carne Fraca” (deflagrada em março) e a delação da maior indústria frigorífica brasileira (que resultou em forte redução da compra de animais por parte desse grande player) – desfavoreceram os negócios efetivados pelo pecuarista e pressionaram os valores da arroba do boi gordo, especialmente no primeiro semestre. Segundo pesquisadores do Cepea, mesmo que os preços da carne tenham acompanhado o movimento de queda verificado para o boi, a intensidade foi menor. Com menos carne sendo ofertada, frigoríficos que seguiram normalmente no mercado acabaram controlando os volumes de carne em estoque, evitando elevada oferta de carcaça no mercado atacadista. Além disso, as exportações em ritmo intenso também ajudaram a enxugar o volume de carne no mercado doméstico – os embarques de carne bovina in natura em 2017 registraram o quarto melhor desempenho da história.

Cepea

Mapa prepara estratégia para redução de gases de efeito estufa na agropecuária

Em colaboração com a Embrapa, inicia-se processo para atender metas da ONU sobre mudanças do clima

Técnicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e da Embrapa reuniram-se na última quinta-feira (11) para criar estratégia de implementação da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) do setor agropecuário brasileiro na redução de emissões de gases do efeito estufa (GEE). A elaboração da estratégia também contará com a participação do setor agropecuário para definir qual será a contribuição brasileira. Esse processo deverá estar concluído no primeiro semestre de 2018. A NDC do Brasil foi apresentada na 21ª Conferência das Partes (COP-21), realizada pela Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (UNFCCC), mediante a assinatura do Acordo de Paris em 2015, e ratificada em 2016, na COP 22, em Marrakesh, Marrocos. As metas da NDC brasileira estabelecem a redução das emissões GEE em 37% abaixo dos níveis de 2005, com prazo até 2025, assim como a redução das emissões de gases em 43% abaixo dos níveis de 2005, com prazo até 2030. “Este compromisso nos remete à elaboração de uma nova estratégia nacional para atendimento das metas’’, disse Elvison Ramos, Coordenador de Agropecuária Conservacionista, Florestas Plantadas e Mudanças Climáticas do Mapa. “Mais uma vez as metas são ambiciosas, já que, em 2009, na COP-15, em Copenhague, em um papel protagonista, o governo brasileiro firmou o compromisso voluntário de redução de 36,1% e 38,9% das emissões GEE até 2020”. No caso da agricultura, os compromissos assumidos em 2009 se referem às ações em que o potencial de mitigação das emissões sejam de 133 a 162 milhões toneladas de CO2 equivalentes. Avanços para o atendimento desta meta na agropecuária foram alcançados com a criação do Plano Setorial de Mitigação e de Adaptação às Mudanças Climáticas – decreto 7.390, de 2010, que ficou conhecido como Plano ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono). O objetivo do Plano ABC, em primeiro lugar, é garantir o aperfeiçoamento contínuo das práticas de uso e manejo sustentáveis dos recursos naturais que reduzam a emissão GEE. Segundo aumentar a fixação de CO2 na vegetação e no solo. Terceiro, diminuir a vulnerabilidade dos produtores, das comunidades rurais e dos ecossistemas, ampliando a resiliência dos sistemas produtivos. Quarto, promover o uso sustentável da biodiversidade. “Para o atendimento dos novos compromissos do Brasil”, disse ainda Elvison Ramos, “é premente o fortalecimento das ações que vêm sendo desenvolvidas com o Plano ABC, vitrine para todo o mundo de uma agropecuária sustentável”.

MAPA

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