CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 674 DE 19 DE JANEIRO DE 2018

abra

Ano 3 | nº 674 19 de janeiro de 2018

NOTÍCIAS

Rússia deverá avaliar com celeridade reabertura ao mercado de carne

Declaração foi feita pelo Chefe do Serviço Federal de Supervisão Veterinária e Fitossanitária do país ao Secretário Luís Rangel. Sergey Dankvert esteve reunido com o Secretário do Mapa na quinta-feira (18)

O governo russo comprometeu-se a “avaliar com o máximo de celeridade, uma vez que o Brasil é um importante fornecedor” a reabertura do mercado à carne brasileira, declarou Sergey Dankvert, chefe do Serviço Federal de Supervisão Veterinária e Fitossanitária (Rosselkhoznadzor) da Rússia, ao Secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Luís Rangel. O encontro aconteceu na Alemanha, onde Rangel integra comitiva do Ministro Blairo Maggi, para participar do Fórum Global para a Alimentação e a Agricultura (GFFA). O Secretário entregou pessoalmente a Sergey Dankvert informações consolidadas das investigações brasileiras sobre alegadas detecções de ractopmina (promotor de crescimento autorizado no Brasil, mas não aceito na Rússia) em produtos exportados ao país. De acordo com Luis Rangel, houve interesse em informações finais sobre a recente abertura de mercado para o trigo da Rússia e sobre a possibilidade de autorizar plantas adicionais para importação de pescado russo. As primeiras importações de trigo deverão acontecer em breve, segundo o Secretário. Foi destacado que o mercado agropecuário é importante, mas que está dentro de um contexto de comércio como um todo. As autoridades sanitárias se comprometeram a avançar o máximo possível nas questões técnicas permitindo aos mercados se ajustarem da melhor forma. Luis Rangel disse que a reunião ocorreu em clima cordial e que foi apresentado um conceito de parceria entre os países em consideração à qualidade do produto brasileiro.

MAPA

Preço das carnes ficará estável em 2018

Em 2017 os valores caíram 4,5% para a carne bovina e 10,7% para a de frango

Os preços das carnes ao consumidor deverão permanecer estáveis no primeiro semestre de 2018, estima a empresa de pesquisa de mercado GfK. No acumulado de 2017, os valores caíram 4,5% para a carne bovina e 10,7% para a de frango. “Não há espaço para novos recuos, pois o valor já chegou a um patamar razoável”, avalia o Diretor da GfK, Marco Aurélio Lima, referindo-se à primeira metade do ano. Segundo ele, a expectativa é que os preços voltem a crescer apenas em setembro, seguindo a trajetória habitual para o mercado. Outro fator para a estabilidade é a perspectiva de que a cotação do dólar fique estável. “Apenas uma eventual reabertura de mercados importantes para a proteína animal como Rússia, Estados Unidos ou mesmo um crescimento da demanda chinesa podem fazer com que os preços aumentem para o consumidor”, pondera. Ele explica que, em 2017, a queda do preço da proteína animal nos supermercados foi estimulada pela oferta farta de grãos, que reduziu os custos de produção e pela Operação Carne Fraca. A investigação levou a JBS, maior player do setor, a baixar os preços no varejo para diminuir os seus estoques, movimento que foi acompanhado também pelos concorrentes da companhia. Os preços só voltaram a subir para o consumidor em dezembro, devido à demanda das festas de final de ano. Ainda assim, não foram suficientes para que no acumulado do ano fosse de alta. No caso da carne bovina, a retração superou a previsão inicial de 3% e o valor médio cobrado pelo quilo chegou a R$ 21,53 em novembro. A região Sudeste registrou a maior retração, de 5% no ano. Com a carne vermelha mais barata, a demanda por frango diminuiu, o que fez com que o valor médio do quilo do produto congelado chegasse a R$ 5,74 em novembro, voltando ao mesmo patamar registrado em maio de 2016. A região Sul registrou a queda mais expressiva nos preços, de 11,2%, com recuo de 6,5% em dezembro ante novembro. O Nordeste foi a exceção. A carne de frango aumentou 3,2% no ano, enquanto os preços da carne bovina se mantiveram estáveis na comparação anual. “É a única região que poderá ter um ganho com redução de preços neste ano, já que, em razão da seca, os preços ficaram sustentados em 2017”, destaca o diretor.

DCI – DIÁRIO DO COMÉRCIO & INDÚSTRIA

Mercado do boi gordo: oferta curta e consumo lento

Mercado do boi gordo lento, com negócios acontecendo de forma compassada, mesmo sendo raro compradores fora das compras

Ao mesmo tempo em que a dificuldade em vender carne sugere aos compradores cautela para alongar escalas, o mercado, por si só, impõe limitação às compras, já que não há oferta abundante. Isso mantém os preços estáveis na maioria das praças pecuárias. Este é o panorama geral do mercado. Mas, pontualmente, nas praças onde se compra com um pouco mais de facilidade, os preços da arroba caíram. Não há suporte da demanda. No mercado de carne sem osso esta é a terceira semana seguida de desvalorizações.

SCOT CONSULTORIA

Carne bovina tem a pior competitividade para o mês de janeiro em 8 anos

O mercado físico de boi gordo teve preços estáveis nesta quinta-feira, dia 18

Os frigoríficos devem continuar testando o mercado no curto prazo, considerando a lenta reposição entre atacado e varejo durante a segunda quinzena do mês. Enquanto isso, os pecuaristas ainda retêm a oferta de animais terminados, aproveitando a boa condição das pastagens neste momento. Segundo dados do Indicador de Propensão ao Consumo que o Serviço de proteção ao Crédito (SPC) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) divulgados nesta primeira quinzena, 48% dos consumidores pretendiam diminuir o consumo em janeiro em função do nível de endividamento. Isso explica o comportamento do mercado de carne, das margens das indústrias e, consequentemente, do boi gordo. No mercado atacadista, os preços ficaram mais baixos para alguns cortes. A expectativa é que esse movimento ganhe corpo no restante de janeiro, considerando o lento escoamento da carne nesse período em especial. A concorrência permanece acirrada entre as principais proteínas de origem animal. Segundo a consultoria XP Investimentos, a carcaça bovina apresenta a pior competitividade frente as suas concorrentes (suína e de frango) para um mês de janeiro em 8 anos.

Boi gordo no mercado físico – R$ por arroba

Araçatuba (SP): 147,00

Belo Horizonte (MG): 141,00

Goiânia (GO): 138,50

Dourados (MS): 133,50

Mato Grosso: 129,00-133,50

Marabá (PA): 129,50

Rio Grande do Sul (oeste): 4,90 (kg)

Paraná (noroeste): 143,00

Tocantins (norte): 131,00

CANAL RURAL

Poucos negócios no mercado de reposição de bovinos em Minas Gerais

A pouca movimentação que observamos no mercado de reposição em Minas Gerais nas últimas semanas é causada, principalmente, pela indefinição do mercado do boi gordo

Desde o início do ano a arroba caiu 1,0% na região de Belo Horizonte. O principal fator que colabora com este recuo é o enfraquecimento da demanda, comportamento sazonal de começo de ano. Portando, devido à insegurança, os compradores se afastam das compras da reposição, mas ajustes negativos para as cotações destes animais não aconteceram, tendo em vista que a oferta não está abundante. Com as chuvas aumentando, em curto e médio prazos, caso a arroba ganhe sustentação, é esperada maior movimentação na reposição, em especial para o garrote de oito a nove arrobas. A busca por esta categoria destaca-se frente às demais. Uma estratégia para estes animais é fazer a engorda inicial no pasto e terminação no confinamento. Entretanto, o pecuarista que realizar a troca por esta categoria agora encontrará uma situação mais adversa do que encontrou em janeiro do ano passado, quando, com a venda de um boi gordo de 16,5@ comprava-se 1,67 garrote e hoje 1,51. Piora de 9,6% no poder de compra.

SCOT CONSULTORIA

Vendas de carnes aos árabes têm superávit recordes em 2017

Os embarques de carne bovina renderam US$ 983 mi (+4,4%), graças à demanda da Arábia Saudita (US$ 165 mi, +49,9%), dos Emirados Árabes (US$ 90,3 mi, +17,6%) e outros mercados menores, como Tunísia e Iraque, que compraram muito mais que o de costume  

Puxadas por produtos do agronegócio, as exportações do Brasil aos árabes geraram em 2017 superávit de US$ 7,1 bi, o maior desde o início da série histórica em 1989. As receitas externas foram de US$ 13,6 bi, alta de 18,4% sobre 2016. Houve crescimento também em volume: 35,9 mi de toneladas, 17% mais. Além disso, as vendas dos árabes ao Brasil cresceram 23% e a corrente de comércio, 20%, segundo análise da Câmara Árabe-Brasileira. Os dados, compilados a partir das estatísticas da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), mostram ainda que o ciclo de baixa nas vendas brasileiras se reverteu, após ter em 2016 o menor resultado (US$ 11,5 bi) desde 2010.  Daqui para frente, a tendência é de recuperação. “Mesmo nesse cenário, os árabes foram responsáveis por mais de 10% do superávit recorde de US$ 67 bilhões das exportações do Brasil em 2017”, diz o Presidente da entidade, Rubens Hannun. Para 2018, ele espera novo crescimento em receita, da ordem de dois dígitos, mas sem atingir por enquanto o patamar de 2011, o recorde de US$ 15,1 bi. Hannun diz que 2018 será parecido com 2017. As commodities alimentares devem ter uma pequena valorização, de dois a três pontos percentuais, com as previsões de menor safra no Brasil e de altas de produção na Argentina e nos Estados Unidos. O petróleo deve oscilar em patamares de estabilidade, sem gerar solavancos na renda dos árabes. Além disso, a demanda deve continuar alta. Os 22 membros da Liga Árabe formam um mercado consumidor de 450 milhões de pessoas, 60% das quais abaixo dos 30 anos, que deve continuar demandante pelos próximos anos, sobretudo por alimentos. Só nesse grupo, as vendas brasileiras somaram US$ 9,9 bilhões em 2017, alta de 17,9%, puxadas pelo açúcar (US$ 4,6 bi, +27,3%), pelas carnes (US$ 3,6 bi, +4,8%) e pelo milho (US$ 835,8 mi, +59,7%).

Câmara Árabe-Brasileira

EMPRESAS

JBS encerra programa de desinvestimentos com R$ 1,2 bi a menos

Apesar da rapidez com que reduziu a alavancagem desde a delação premiada dos irmãos Batista, a JBS não conseguiu bater a meta de angariar R$ 6 bilhões no programa de desinvestimentos

Considerando os US$ 200 milhões (R$ 646,5 milhões) que receberá pela Five Rivers, cujo acordo para venda foi anunciado anteontem, a companhia obteve R$ 4,768 bilhões, ou seja, R$ 1,232 bilhão a menos que o esperado. Os recursos obtidos pela JBS na venda de ativos foram em grande parte canalizados para pagar dívidas com bancos no Brasil. Como parte do acordo firmado com as instituições financeiras para rolar, por 12 meses, uma dívida da ordem de R$ 20,5 bilhões, a companhia concordou em direcionar 80% dos recursos líquidos das vendas de ativos para reduzir a dívida. Quando anunciou que venderia os ativos para diminuir o endividamento, em 20 de junho do ano passado, a JBS estimou “uma entrada de recursos de aproximadamente R$ 6 bilhões” com a alienação da fatia de 19,2% que detinha na Vigor, da subsidiária irlandesa Moy Park e da Five Rivers e fazendas. Na mesma ocasião, esclareceu que a venda dos frigoríficos no Mercosul à Minerva, que rendeu cerca de R$ 1 bilhão à JBS, não estava incluída nesses R$ 6 bilhões. Ainda em junho, a JBS anunciou o primeiro desinvestimento. Por US$ 40 milhões, ou R$ 127,5 milhões na cotação do dólar na época, passou à MCF Holdings a operação de confinamento e uma fazenda adjacente em Alberta, Canadá. Em setembro, completou o segundo e mais importante negócio. Em uma operação feita dentro de casa, vendeu a empresa de carne de frango irlandesa Moy Pak à Pilgrim’s Pride. Segunda maior indústria de carne de frango dos EUA, a Pilgrim’s é listada na Nasdaq e controlada pela JBS USA, com cerca de 75% da empresa. A Moy Park foi avaliada em cerca de 1 bilhão de libras esterlinas, incluindo dívidas (entreprise value). Efetivamente, a JBS no Brasil recebeu 790 milhões de libras (equity value). Pela cotação da moeda britânica no dia 11 de setembro, data da transação, a companhia brasileira recebeu R$ 3,209 bilhões. Em meados de outubro foi a vez da venda da Vigor, então controlada pela J&F Investimentos, holding da família Batista, ser concluída. No dia 26, a JBS informou que a participação que tinha na empresa de lácteos foi avaliada em R$ 1,112 bilhão, incluindo dívidas. Mas o valor efetivo (equity value) que entrou no caixa foi R$ 786 milhões. Por fim, a JBS chegou ontem à venda da Five Rivers, que engloba os confinamentos nos EUA. Fechada por R$ 200 milhões, a transação ainda depende de aprovações societárias, do órgão antitruste dos EUA e da obtenção do financiamento pela compradora Pinnacle Asset Management. Desde setembro, executivos da JBS vinham dizendo que a venda da Five Rivers estava próxima, mas as negociações demoraram um pouco mais do que o esperado porque a empresa teve de amarrar um contrato de longo prazo com a Pinnacle para que o gado confinado na Five Rivers seja vendido aos frigoríficos da empresa nos EUA. Ao Valor, uma fonte próxima à JBS argumentou que a expressão “entrada de recursos”, utilizada no anúncio de junho, foi “infeliz” e pode dar a impressão de que a empresa não atingiu a meta. No entanto, o objetivo de reduzir a dívida foi alcançado. De fato, a JBS já reportou uma agressiva redução do índice de alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda), que saiu de 4,2 vezes em março a 3,4 vezes em setembro. Trata-se da menor alavancagem entre as companhias do segmento listadas na B3. A mesma fonte também ponderou que a redução da dívida será menor do que o esperado porque a JBS continuou a consolidar o passivo da Moy Park. Isso não ocorreria se a irlandesa tivesse sido vendida para a concorrência – o plano original. Mas a solução Pilgrim’s foi uma saída interessante, disse. Com isso, a JBS manteve um ativo rentável no Reino Unido e, de quebra, trocou a dívida mais cara no Brasil por uma mais barata nos EUA, onde a Pilgrim’s Pride emitiu títulos com juros anuais inferiores a 6%.

VALOR ECONÔMICO

Maiores informações:

ABRAFRIGO

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

Powered by Editora Ecocidade LTDA

041 3088 8124

https://www.facebook.com/abrafrigo/

 

abrafrigo

Leave Comment