CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 600 DE 18 DE SETEMBRO DE 2017

abra

Ano 3 | nº 600 18 de setembro de 2017

ABRAFRIGO NA MÍDIA

Abrafrigo pede ao governo aproximação com Rússia para ganhar mercado de carnes

Segundo a associação, a Rússia foi o maior importador da carne bovina brasileira, mas nos últimos anos a China assumiu a liderança. Em 2014, os russos compraram 314.878 toneladas de carne bovina, ou 20,4% do total exportado pelo Brasil naquele ano

A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) pede ao governo uma aproximação com a Rússia para que o país aumente as importações de carne do Brasil. Segundo o Presidente Executivo da Abrafrigo, Péricles Salazar, que aproveitou a World Food Moscow 2017, encerrada na quinta-feira, para se reunir com Sergey Yushin, Presidente da Associação Nacional da Carne da Rússia, existem restrições do governo russo e também do brasileiro para a ampliação dos negócios. “Os países precisam voltar a conversar para se chegar a um acordo”, disse Salazar. “Há muita boa vontade na Rússia para com o produto brasileiro, mas, no momento, eles não estão habilitando mais ninguém para exportação através do seu Serviço Veterinário. O nosso governo precisa urgentemente voltar a conversar para verificar as arestas que impedem a elevação das vendas e mesmo as demandas russas sobre o tema”. Segundo a Abrafrigo, a Rússia foi o maior importador da carne bovina brasileira, mas nos últimos anos a China assumiu a liderança. Em 2014, os russos compraram 314.878 toneladas de carne bovina, ou 20,4% do total exportado pelo Brasil naquele ano. Em 2016, estas compras caíram para 138.784 toneladas e em 2017 atingiram, até agosto, a 103.445 toneladas, ou 11% da movimentação total.

ESTADÃO CONTEÚDO/GLOBO RURAL/ ISTO É/BEEFPOINT

Abrafrigo: Brasil pode ampliar exportações de carne bovina para a Rússia

Durante muito tempo, a Rússia figurou na primeira colocação como o maior importador da carne bovina brasileira. Mas, nos últimos anos, os negócios foram declinando e a China assumiu esta posição

Aproveitando a participação brasileira na World Food Moscow 2017, realizada de 11 a 14 de setembro passado, o Presidente Executivo da Abrafrigo, Péricles Salazar, manteve encontros com Sergey Yushin, Presidente da Associação Nacional da Carne da Rússia, com a finalidade de ampliar as habilitações dos médios frigoríficos brasileiros para que também possam exportar para aquele mercado. Em 2014, por exemplo, a Rússia importou 314.878 toneladas de carne bovina, ou 20,4% do total exportado pelo Brasil naquele ano. Em 2016, estas compras caíram para 138.784 toneladas e em 2017 atingiram, até agosto, a 103.445 toneladas, ou 11% da movimentação total. “Desse encontro ficou claro que existem restrições de ambos os lados, do governo russo e do brasileiro, para a ampliação dos negócios, e que os países precisam voltar a conversar para se chegar a um acordo”, disse Péricles Salazar. “Há muita boa vontade na Rússia para com o produto brasileiro, mas, no momento, eles não estão habilitando mais ninguém para exportação por meio do seu serviço veterinário. O nosso governo precisa urgentemente voltar a conversar para verificar as arestas que impedem a elevação das vendas e mesmo as demandas russas sobre o tema”, disse o dirigente da Abrafrigo.

AGROLINK/SNA/CANAL RURAL/SAFRAS&MERCADO/CARNETEC

NOTÍCIAS

Governo desiste de ação contra ruralistas e pode perder R$ 17 bi

O governo federal abortou, até segunda ordem, a ideia de recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) para tentar derrubar a resolução publicada no Senado que beneficia os ruralistas ao proibir a cobrança retroativa de suas dívidas com o Funrural, o Fundo de Assistência ao Trabalhador. A perda com a medida é calculada em R$ 17 bilhões. Mas a equipe de Michel Temer concluiu que não é hora de cutucar a onça com vara curta: a bancada ruralista é uma das mais poderosas do Congresso e será fundamental para barrar a segunda denúncia contra o presidente. O governo vai escalar o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para que ele tente convencer os parlamentares de que a medida do Senado é inadequada.

Folha de S. Paulo

Carne bovina no varejo: a menor margem do ano

Houve queda média de 0,4% nos preços da carne bovina no varejo em São Paulo, de 1,0% no Paraná e de 0,4% em Minas Gerais na última semana

A única praça com valorização foi o Rio de Janeiro, com 1,4%. O comportamento dos preços e da margem dos açougues e supermercados reflete a situação do consumo. A diferença entre o preço que se paga no atacado e o de venda para o consumidor está em 63,0%, é a menor desde janeiro de 2017.

SCOT CONSULTORIA

Testes e frigoríficos fora das compras

O cenário de frigoríficos fora das compras foi intensificado na última sexta-feira (15/9). Na prática, as indústrias compram pouco neste dia da semana, ou seja, é uma boa oportunidade para avaliar e testar o mercado

Em geral, o cenário é de preços travados, mas com os testes em valores abaixo da referência. Os negócios que ocorrem, embora pouco frequentes, são em valores menores, gerando ajustes nas referências, mesmo sem volume. Desvalorizações podem ocorrer nos próximos dias, mas se a pressão mais intensa continuar travando os negócios, a tendência é que haja encurtamento das programações, limitando a estratégia. De toda forma, o período não é de oferta abundante e, embora desvalorizações devam ser observadas, a entressafra tende a modular as quedas.

SCOT CONSULTORIA

MS: Preço da arroba mantém crescimento na primeira quinzena de setembro

Prisão de Wesley Batista, no entanto, envolve setor em incertezas

A pecuária de Mato Grosso do Sul manteve, na primeira quinzena deste mês, o processo de recuperação no preço da arroba do boi gordo. De acordo com o último boletim divulgado pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), de 1º a 13 deste mês, os preços da arroba registraram valores “significativamente superiores” aos cotados 30 dias antes. Na primeira de agosto, informou o boletim, os valores médios da arroba eram de R$ 118,92 para o boi gordo e R$ 109 para a vaca – preço à vista, e sem descontar o Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural).  Já nos primeiros quinze dias deste mês, os valores saltaram para R$ 138,27, a arroba do boi gordo, o que representa uma alta de 16,3%, e R$ 128,67, o para a vaca, alta de 18%. O boletim da Famasul apontou que esse processo de recuperação teve início já em agosto, quando, na segunda quinzena, os preços haviam fechado em R$ 134,42 a arroba do boi gordo e R$ 124, da vaca. Para a Famasul, a razão para essa recuperação está pautada em uma oferta menor de animais terminados e leve recuperação do consumo, tanto no mercado interno quanto externo, visto que as exportações registraram bons volumes. Além desses fatores, a redução da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do boi em pé como um dos fatores que influenciaram no resultado. A medida provisória do governo estadual, que reduz de 12% para 7% a alíquota do ICMS para operações interestaduais, visou dar fôlego ao setor durante a crise no setor pecuário brasileiro. O prazo para a redução encerra-se neste mês. Após a recuperação do preço da arroba, na segunda quinzena de agosto, a relação de troca entre boi gordo e bezerro rompeu a casa de duas unidades, segundo a Famasul. “Ou seja, a venda de um boi gordo possibilitou ao pecuarista adquirir 2,07 bezerros, em média. 6,7% superior ao igual período de 2016 em que a venda de um boi gordo possibilitou comprar 1,94 bezerros”, informou. No mês passado, Mato Grosso do Sul abateu 275.422 cabeças e produziu 70,8 mil toneladas de carne. Os resultados, informou a Famasul, são inferiores aos registrados no mês de julho – quando os abates chegaram a 289.226, porém ainda superior aos registrados no igual período do ano passado. Em 2016, foram abatidas 246.013 cabeças e produzidas 62,3 mil toneladas de carne, alta de 11,9% e 13,6%, respectivamente. No acumulado do ano, o comportamento, informou a Famasul, é de retração ainda que leve, passando de 2.130 milhão de animais, de janeiro a agosto de 2016, para 2.112 milhões, neste ano. A federação aponta para o aumento de abate de fêmeas. “Observando as categorias separadamente constata-se aumento no abate de fêmeas. As 965.615 cabeças abatidas foi 8,7% superior às 887.945 cabeças do acumulado de 2016. Enquanto o abate de machos apresentou queda em 7,6%”, informou. Até o início deste mês, a projeção era que essa alta no preço da arroba se mantivesse nos próximos meses. Porém, a prisão de Wesley Batista, presidente da JBS, uma das empresas do grupo J&F, cercou o mercado de incertezas novamente. Até o fim desta semana, pelo menos em Mato Grosso do Sul, os abates nas plantas frigoríficas do grupo foram mantidos normalmente.

CORREIO DO ESTADO

Genômica produzirá animais imunes à febre aftosa

Técnica de edição gênica já tem sido testada nos EUA para a produção de suínos livres da doença; trabalho também deve ser desenvolvido em bovinos

A descoberta do genoma bovino em meados de 2009 abriu um grande leque de possibilidades para as técnicas de produção de proteína animal. Os avanços nos estudos nessa área permitiram o desenvolvimento de uma técnica chamada de “edição gênica”, que permite a retirada ou adição de determinada particularidade de um animal ou raça a qualquer outro indivíduo do mesmo tipo. Para isso, basta extrair a fração de DNA correspondente à característica desejada e adicioná-la ao material genético de outro animal durante o período embrionário. Por meio desse processo, os geneticistas conseguiram produzir animais da raça Holandês sem chifres, evitando o desgaste com a descorna dos bezerros. “Trata-se de uma técnica revolucionária que irá solucionar grande parte dos problemas da pecuária mundial, além de alavancar o bem-estar animal no sistema produtivo”, destacou Tad Sonstegard, Diretor Científico (Chief Scientific Officer) da empresa americana Acceligen, de Minessota. Atualmente, a empresa está desenvolvendo pesquisas para que seja possível produzir animais imunes à febre aftosa. Nesse caso, os animais portarão o gene que evita que o vírus entre no organismo. “As pesquisas estão avançadas e devemos ter resultados concretos até o próximo ano”, destacou Sonstegard. Embora inicialmente o foco seja nos suínos, o geneticista adiantou que já foram iniciadas as pesquisas em bovinos. Em ambos os casos o fator de maior dificuldade é o fato de os EUA serem livres da doença sem vacinação. “Teremos que estudar outras maneiras de realizar as pesquisas e os testes, mas acredito que devemos conseguir produzir os primeiros animais livres de aftosa em no máximo cinco anos”, concluiu. Outra área em que a edição gênica tem avançado é na adaptabilidade de raças taurinas ao clima tropical. Para isso, a empresa estudou o genoma do Senepol e encontrou o gene slick, que faz com que os animais dessa raça sejam mais resistentes ao calor. “Agora esse gene pode ser adicionado ao DNA de embriões taurinos para a produção de animais adaptados ao clima tropical, ampliando a presença dessas raças no Brasil”, adiantou Sonstegard.

Portal DBO

EMPRESAS

Cartel no boi

Irmão mais velho de Joesley e Wesley, Júnior não tem mais participação na JBS

A Superintendência Geral do Cade recomendou a condenação de José Batista Júnior, o “Júnior Friboi”, por “formação de cartel no mercado da compra de gado bovino para abate nos Estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e São Paulo, por parte de diversos frigoríficos e do Frigorífico Independência”, segundo nota técnica da autarquia divulgada na sexta-feira. Irmão mais velho de Joesley e Wesley, Júnior não tem mais participação na JBS.

VALOR ECONÔMICO

Zé Mineiro volta ao comando da JBS

José Batista Sobrinho, o patriarca da família Batista e fundador do império de carnes em que se transformou a JBS na última década, voltará a comandar a empresa em um dos momentos mais delicados de sua história

Seu nome foi aprovado por unanimidade pelo Conselho de Administração da JBS na noite de sábado, em substituição a seu filho, Wesley Batista, preso desde a última quarta-feira em investigação que apura uso de informação privilegiada no mercado financeiro. Com 84 anos, Zé Mineiro, como é conhecido, completará o mandato de Wesley e ficará no cargo por dois anos. Nesse período, é intenção da família preparar o filho de Wesley, Wesley Batista Filho, hoje com 26 anos, para assumir o negócio. O BNDES, que vinha pressionando pela saída de Wesley e queria uma profissionalização do comando, concordou com a indicação do fundador para Diretor-Presidente na reunião, que se deu por teleconferência. Mas o banco de fomento defende que haja um processo para selecionar um executivo do mercado para o posto depois disso. Wesley Filho – que ocupou cargos de chefia na companhia em cinco países desde 2010 e era até sábado presidente da divisão de carne bovina da JBS USA – passará a ser diretor estatutário e um dos três executivos do novo “Time Global de Liderança” criado para assessorar Zé Mineiro nas tomadas de decisões. Esse “time” será formado também por Gilberto Tomazoni, Diretor global de operações da JBS, e André Nogueira, Presidente da JBS USA. Gilberto Xandó permanece no conselho, mas sem função executiva na empresa. A vaga de Wesley Batista no conselho de administração será ocupada por Aguinaldo Gomes Ramos Filho, que é filho de Valeri, uma das três filhas de Zé Mineiro. O objetivo foi manter os executivos, como Tomazoni e Nogueira, em suas respectivas áreas de negócios neste momento, uma vez que a JBS é uma companhia segmentada tanto em termos de produtos como geograficamente, com operações no Brasil e no exterior. “Neste importante momento da empresa, a maior prioridade definida pelo conselho de administração é garantir o sucesso do negócio e a prosperidade dos colaboradores, acionistas e todos os stakeholders”, afirma Tarek Farahat, Presidente do Conselho de Administração da JBS, em comunicado divulgado na noite de ontem. Diante da crescente pressão que o BNDES exercia sobre a empresa para exigir a profissionalização do comando, a família chegou a considerar a indicação de Wesley Filho imediatamente, em um claro sinal de endurecimento perante o banco. Mas o conselho avaliou que não era o momento. De acordo com uma fonte, o vazamento da informação de que a família considerava o nome do herdeiro fez com que o banco de fomento aceitasse negociar e se abrisse para o nome de Zé Mineiro. A indicação de Wesley Batista Filho, na visão do BNDES, representaria a perpetuação do conflito de interesses que o banco já havia identificado e que o levou a defender o afastamento de Wesley. O banco chegou a pedir a realização de uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) da JBS, suspensa por decisão judicial, para apurar responsabilidades pelos prejuízos causados à companhia pelos administradores e ex-administradores envolvidos nos atos ilícitos confessados nos acordos de colaboração premiada do grupo. Procurado, o BNDES não se manifestou até o fechamento desta edição. Já o patriarca é percebido como alguém que atuará no melhor interesse da companhia e que, por sua idade avançada, não se demorará na função, preparando uma sucessão. Entre os Batista, a decisão de indicar o patriarca teve como objetivo transmitir um recado de que a família se entende controladora do frigorífico, por meio da J&F Investimentos, e não apenas sócia, como foi colocado pelo presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, em entrevista ao jornal “Folha de S. Paulo” na sexta-feira. O BNDES tem 21,3% da JBS, enquanto a J&F detém 42,3%.

VALOR ECONÔMICO

Ações da JBS encerram a semana com valorização acumulada de 8,06%

Com mais uma valorização nesta sexta-feira (15), de 3,03%, as ações da JBS encerraram a semana mais turbulenta da história da empresa com alta acumulada de 8,06% na B3, segundo o Valor Data

Os ganhos foram impulsionados basicamente pela expectativa de aceleração da profissionalização da gestão da companhia depois da prisão preventiva do CEO Wesley Batista, na quarta-feira (13). Maior acionista minoritário da JBS, o BNDES ampliou a pressão por mudanças urgentes e definitivas no comando da empresa. Wesley foi detido no âmbito da segunda fase da Operação Tendão de Aquiles da Polícia Federal, que apura o uso de informações privilegiadas em operações financeiras realizadas pela empresa antes de virem à tona as delações premiadas de seus executivos, em meados de maio. Também foi decretada a prisão preventiva de Joesley Batista, que já estava encarcerado temporariamente em Brasília por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), acusado de omitir informações em sua delação — vencido o prazo de cinco dias da prisão temporária, Joesley já passou a cumprir a prisão preventiva em São Paulo. Com a alta semanal de 8,06% registrada, as ações da companhia passaram a apresentar valorização acumulada de 2,08% em setembro. Neste ano, contudo, a queda ainda é de 22,1%, e nos últimos 12 meses a retração chega a 25,76%.

VALOR ECONÔMICO

Em ritmo de expansão, Marfrig vai arrendar mais duas plantas em MT

A Marfrig está em fase final de negociações para arrendar mais dois frigoríficos em Mato Grosso

O Valor apurou que a maior delas, com capacidade para abater 1,5 mil cabeças de gado por dia, está localizada no município de Monte Verde, enquanto a segunda, com capacidade para mil animais por dia, fica em Pontes e Lacerda. A expectativa é que as tratativas sejam definidas até a semana que vem. Fontes do segmento afirmaram que ambas pertenciam no passado à Frigoalta – que depois diversificou as operações e se tornou a Arantes Alimentos, que pediu recuperação judicial em 2009. As duas unidades estavam sendo arrendadas pela JBS. Procurada, a Marfrig não confirmou as informações. Apenas afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, “que está analisando a possibilidade de abertura de novas unidades frigoríficas em Mato Grosso”. A empresa vem aproveitando o ciclo de oferta mais ampla na pecuária e oportunidades abertas pelas turbulências em torno da JBS para ampliar seus abates de bovinos no país. No início desta semana, por exemplo, reabriu uma unidade no município de Paranaíba, em Mato Grosso do Sul, que tem capacidade para abater cerca de 700 cabeças por dia. No início de julho, a Marfrig já havia anunciado a reabertura de seus frigoríficos em Pirenópolis (GO) e Nova Xavantina (MT) e a ampliação dos abates em outras quatro unidades localizadas nos Estados de Goiás, Pará, Mato Grosso e Rondônia. No total, estima-se que a companhia tenha ampliado sua capacidade de abate em cerca de 50% nos últimos meses. No total, a companhia tem 47 plantas de processamento, centros de distribuição e escritórios no Brasil e em 11 outros países. Tem capacidade anual de produção de quase 1 milhão de toneladas de alimentos industrializados e de processamento de 5 milhões de cabeças de gado, quase 500 milhões de frangos, 8,8 milhões de perus e 3 milhões de ovinos. Encerrou o segundo trimestre com receita líquida consolidada de R$ 4,3 bilhões. Ricardo Hoefel Rezende, diretor de pecuária da Sociedade Rural do Paraná (SRB), observa que não são apenas os concorrentes de grande porte da JBS que estão se mexendo – a Minerva também ampliou os abates nos últimos meses. Grupos menores que haviam deixado os abates durante a acelerada consolidação dos últimos estão reabrindo unidades, sobretudo em Mato Grosso, Estado que lidera a produção de carne bovina no país. Mesmo o governo federal começa a incentivar a abertura de unidades. Na semana passada, o Presidente Michel Temer e o Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, confirmaram a liberação de recursos para a construção de um frigorífico em Figueirão (MS). O projeto tem o apoio dos governos municipal e estadual. Rezende e outros pecuaristas veem essa “desconcentração” em curso bom bons olhos, já que o mercado se tornou muito dependente dos movimentos dos grandes frigoríficos – da JBS sobretudo, mas também de Marfrig e Minerva – nos últimos anos. Na semana passada, por exemplo, as vendas voltaram a ficar paralisadas por causa das turbulências na gestão da JBS após a prisão preventiva do CEO Wesley Batista. Como a empresa definiu no fim de semana como ficará sua gestão com a ausência de Wesley, a expectativa é que o mercado volte gradualmente ao normal nos próximos dias. Na sexta-feira, a paralisia continuava. A própria JBS chegou a fazer ofertas para comprar bois em algumas praças, mas enfrentou dificuldades para fechar negócios devido à desconfiança dos fornecedores.

VALOR ECONÔMICO

Maiores informações:

ABRAFRIGO

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

Powered by Editora Ecocidade LTDA

041 3088 8124

https://www.facebook.com/abrafrigo/

 

abrafrigo

Leave Comment