
Ano 6 | nº 1226| 30 de abril de 2020
ABRAFRIGO
RECEITA FEDERAL SUSPENDE AUTOS DE INFRAÇÃO POR COBRANÇA SOBRE PASSIVO DO FUNRURAL
Decisão está respaldada na Portaria 543, na qual o órgão suspende os prazos para práticas de atos processuais e procedimentos administrativos.
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USO de máscaras em espaços públicos se torna obrigatório no Paraná
A obrigatoriedade é para quaisquer espaços públicos ou de uso coletivo como ruas, praças, ambientes comerciais, indústrias, táxi e veículos de aplicativo. Além disso, todos os estabelecimentos públicos, comerciais, industriais, bancários e também as empresas que prestem serviço de transporte devem fornecer gratuitamente para seus funcionários máscaras de proteção e locais para higienização das mãos. A disponibilização de álcool em gel para os clientes também será obrigatória. O decreto também estabelece multas para quem não cumprir a determinação. Veja mais no link:
https://drive.google.com/file/d/1uISYAZOZ9nCyqK90wzoFFsN7bWR6AnMK/view?usp=sharing
NOTÍCIAS
Carne bovina: maior procura por cortes do dianteiro
Com a quarentena em vigor, o consumo de carne bovina diminuiu. O que mais caiu foi o consumo de cortes de carne de traseiro, por serem mais caros, revelando uma depressão de renda
O preço médio, no atacado, dos cortes, é um indicador disso. Segundo levantamento da Scot Consultoria, em abril, houve alta de 4,1%, em média, para os cortes de dianteiro na comparação feita mês a mês, contra queda de 1,7% nos cortes de traseiro. O cenário é de contração no mercado interno e de expansão no mercado externo, cujo desempenho é notável.
SCOT CONSULTORIA
Demanda interna fraca e aumento da oferta de bovinos para abate
Sem a necessidade de alongar as escalas, devido à demanda contida, os frigoríficos estão trabalhando abaixo da capacidade de abate. Estima-se que em São Paulo, as indústrias estejam trabalhando com 20% de ociosidade e as programações de abate atendem, em média, cinco dias
Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, o preço do boi gordo ficou estável na última quarta-feira (29/4) na comparação dia a dia, em R$194,00/@, a prazo e livre de Funrural, R$196,50/@ com desconto do Senar e R$197,00/@ bruto. Para o “boi comum”, cuja carne é destinada ao mercado interno, as ofertas de compra abaixo da referência vêm ganhando força. Entretanto, para animais jovens, cujo destino é o mercado chinês, as ofertas de compra estão acima dessa referência.
SCOT CONSULTORIA
Boi gordo: ritmo fraco se mantém mesmo com proximidade do Dia das Mães
Analista diz que a quarentena mudou o fluxo de negócios em uma das épocas mais favoráveis para o setor
O mercado físico do boi gordo teve preços estáveis na quarta-feira. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, as negociações ainda ocorrem de maneira lenta. “Normalmente, este período do ano é marcado por um ótimo ritmo de negócios, com a indústria frigorífica se preparando para atender a demanda relacionada ao Dia das Mães. No entanto, neste ano a situação é muito diferente. As políticas de distanciamento social e a deterioração econômica levam a crer que esse será o pior Dia das Mães em muitos anos”, assinalou. Os frigoríficos que atendem apenas o mercado doméstico seguem optando por manter as escalas de abate encurtadas e operando com capacidade de abates reduzida. A exceção permanece nos embarques destinados à China, que seguem em ótimo nível. Os animais que cumprem os requisitos para exportação ao país asiático ainda são comercializados em patamar muito mais alto em relação ao boi comum. Em São Paulo, Capital, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 193 – R$ R$ 194 a arroba. Em Uberaba, Minas Gerais, os preços permaneceram em R$ 183 por arroba. Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, os preços ficaram R$ 174 – R$ 175 a arroba. Em Goiânia, Goiás, o preço indicado foi de R$ 175 a arroba. Já em Cuiabá, no Mato Grosso, o preço ficou em R$ 170 a arroba, inalterado. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem bem sustentados. Conforme Iglesias, no entanto, a tendência para o curto prazo é de queda, uma vez que o escoamento da carne entre as cadeias permanece lento. O corte traseiro teve preço de R$ 13,50 o quilo. A ponta de agulha ficou em R$ 10,70 o quilo. Já o corte dianteiro seguiu em R$ 11,30 o quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
ECONOMIA
Dólar tem maior queda de dois dias desde 2009 com exterior e cena local
O dólar despencou quase 3% ante o real na quarta-feira, em forte queda pelo segundo pregão consecutivo, diante da combinação entre exterior favorável a risco e percepção de tentativas de alívio nas tensões políticas em Brasília.
Do lado externo, resultados promissores de um medicamento contra o Covid-19 já vinham animando os mercados ao longo do dia. E o sentimento positivo foi endossado por declarações do chairman do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Jerome Powell. “Embora pareça que o Fomc compartilhe da incerteza (geral por causa do vírus), também é aparente que ele está comprometido a fazer até mais para apoiar a economia, se necessário”, disse o banco Wells Fargo em nota. Com mais estímulos, há aumento de oferta de dólar, o que ajuda a baixar o preço da moeda. A queda do dólar no Brasil também foi amparada por mais sinalizações de força ao ministro da Economia, Paulo Guedes. Mais cedo, Guedes havia dito ter apoio do Presidente Jair Bolsonaro para seguir em frente com a mesma agenda de política econômica que sempre defendeu. O dólar à vista caiu 2,94%, a 5,3552 reais na venda, maior queda diária desde 8 de junho de 2018 (-5,59%). Em dois pregões, a moeda acumula desvalorização de 5,45%, a mais forte para o período desde o tombo de 6,64% dos dias 5 e 6 de janeiro de 2009, quando o mundo ainda tentava debelar a até então maior crise financeira desde a Grande Depressão da década de 1930. Na B3, o dólar futuro cedia 2,70% nesta quarta, a 5,3475 reais. Com a aproximação do fim do mês, operadores comentaram ainda sobre a queda nas taxas de rolagem de dólar futuro, sinal de menor demanda por manutenção de posições na moeda. A taxa de rolagem entre os vencimentos maio e junho —que na véspera chegou a 10,5000 pontos— bateu uma mínima nesta quarta de 7,9900 pontos, depois de começar o dia em 10,0000 pontos. Com a forte queda do dólar nos últimos dois pregões, a divisa reduziu a alta no mês para 3,10%. Mas ainda sobe 33,45% em 2020.
REUTERS
Investidor embarca no otimismo global e leva Ibovespa a máxima em 7 semanas
O investidor da bolsa paulista deixou a turbulência política doméstica em segundo plano e seguiu o otimismo de Wall Street com uma possível cura para o Covid-19, levando o Ibovespa à máxima em sete semanas
Com valorização de 2,29%, o principal índice acionário brasileiro fechou o dia nos 83.170,80 pontos, maior nível desde 11 de março. O giro financeiro da sessão totalizou 25,95 bilhões de reais. O anúncio de um potencial tratamento eficaz para o Covid-19 por parte da farmacêutica Gilead fez os investidores deixarem de lado números assustadores da recessão nos EUA, fruto justamente da pandemia, que já matou mais de 200 mil pessoas no mundo todo. O Federal Reserve reiterou promessa de fazer o necessário para sustentar a economia, após manter a taxa de juros nesta quarta-feira, após a notícia de que o PIB dos EUA levou um tombo de 4,8% no primeiro trimestre, maior queda em 12 anos. No âmbito doméstico, o Presidente Jair Bolsonaro desistiu da nomeação de Alexandre Ramagem para Diretor-geral da Polícia Federal, após sua posse ser impedida pelo Supremo Tribunal Federal. Enquanto isso, Rodrigo Maia, Presidente da Câmara dos Deputados, afirmou que a PEC do Orçamento de Guerra, que permite a separação dos gastos no combate ao coronavírus do Orçamento principal, terá seus dois turnos de votação concluídos entre esta quarta e a próxima segunda-feira. Mais cedo, o índice MSCI para mercados emergentes entrou num ciclo de valorização, o bull market, após ter acumulado valorização de 20% desde meados de março. No caso da Ibovespa, desde a mínima do ano atingida no mês passado, a alta já chega a 30%.
REUTERS
Ipea reduz previsão de expansão do PIB agropecuário do Brasil em 2020 para 2,4%
O Produto Interno Bruno (PIB) do setor agropecuário brasileiro deve crescer 2,4% em 2020, projetou nesta quarta-feira o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que reduziu estimativa de março, de avanço de 3,8%, ressaltando, no entanto, que a mudança não tem o coronavírus como principal fator. A previsão de taxa de crescimento do segmento de carne bovina caiu de 3,5% para 1,1% no cenário-base
“O principal motivo da revisão não é a pandemia, está relacionado à redução da estimativa de produção de soja do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), do IBGE, e decorre principalmente de uma queda da colheita do grão no Rio Grande do Sul”, disse o Ipea.
Em um “cenário de estresse”, com impactos mais significativos da recessão sobre o PIB do agronegócio, principalmente sobre a produção de bovinos e cana-de-açúcar, o setor ainda avançaria 1,4% no ano, segundo a projeção. Antes, o Ipea previa alta de 2,5% mesmo no cenário de maior estresse. “O mercado de carne bovina, proteína mais cara, pode ser o segmento com maior impacto negativo por conta da crise causada pela pandemia de Covid-19”, disse o Diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea, José Ronaldo de Castro Souza Júnior, em nota. A previsão de taxa de crescimento do segmento de carne bovina caiu de 3,5% para 1,1% no cenário-base.
REUTERS
Confiança da indústria no Brasil tem maior queda já registrada e vai a nova mínima em abril, diz FGV
O Índice de Confiança da Indústria (ICI) do Brasil caiu em abril à maior taxa já registrada na série histórica, atingindo nova mínima recorde, com os efeitos econômicos da pandemia de Covid-19 amargando o sentimento dos empresários e elevando a incerteza sobre o futuro do setor
Na quarta-feira, a Fundação Getulio Vargas (FGV) informou que o ICI caiu 39,3 pontos em abril, para 58,2 pontos, maior queda já registrada e menor nível do índice desde o início da série histórica, em janeiro de 2001. “O resultado da sondagem da indústria de abril expressa os efeitos nocivos da crise causada pelo Covid-19 sobre o setor”, disse em nota Renata de Mello Franco, economista da FGV-IBRE. “A confiança dos empresários no momento presente (…) desabou, e o crescimento sem precedentes do pessimismo em relação ao futuro fez com que o IE superasse em mais de 21 pontos seu mínimo anterior.” Em abril, o Índice Expectativas (IE), que mede a percepção dos empresários sobre o futuro da indústria, recuou 46,6 pontos, para 49,6, enquanto o Índice de Situação Atual caiu 31,4 pontos, para 67,4. Ambos atingiram novas mínimas da série histórica em abril. “O cenário para os próximos meses pode gerar novas surpresas negativas caso se mantenha o nível de incerteza elevada”, completou Renata. Há semanas, medidas de contenção da pandemia de coronavírus têm interrompido boa parte da atividade econômica, com quarentenas e outras ações de distanciamento social fechando lojas e fábricas e mantendo os consumidores em suas casas.
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EMPRESAS
JBS reabre unidade nos EUA apenas para abater porcos, sem produção de carne
A JBS anunciou na quarta-feira que vai reabrir uma unidade de carne suína no Estado norte-americano de Minnesota, que estava fechada devido à pandemia de coronavírus, para a eutanásia de até 13 mil animais ao dia por produtores, sem que haja o processamento de carnes para consumo
Produtores nos Estados Unidos têm sido forçados a fazer abates à medida que o espaço para armazenamento começa a se esgotar, já que alguns dos maiores abatedouros do país foram fechados por causa de surtos de coronavírus entre funcionários. A JBS disse que precisará apenas de 10 a 20 trabalhadores na planta de Worthington, Minnesota —que possui 2 mil funcionários—, para realizar a “eutanásia humanitária” dos porcos, reduzindo os riscos de disseminação do vírus. As carcaças dos suínos serão processadas, enviadas para aterros, compostadas ou enterradas, segundo a empresa. Na terça-feira, o Presidente dos EUA, Donald Trump, decretou o Ato de Defesa da Produção para exigir que plantas de processamento de carnes permaneçam em funcionamento durante a pandemia, após alertas de uma crescente escassez de oferta. “O recente fechamento de plantas de carne suína nos EUA e os níveis reduzidos de produção em instalações de processamento de porcos em todo o país deixaram produtores com poucas opções”, disse a JBS em comunicado. “A redução populacional humanitária e o descarte adequado são o último e infeliz recurso para alguns produtores.” A unidade da JBS em Worthington interrompeu operações em 20 de abril para conter o avanço do coronavírus. Ela processava 20 mil porcos por dia.
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Minerva prevê avançar mais na exportação de carne após lucrar R$271 mi no 1º tri
A Minerva Foods, maior exportadora de carne bovina da América do Sul, espera elevar ainda mais a participação das vendas externas no “market share” da empresa durante o segundo trimestre de 2020, devido ao cenário de alta demanda combinado à escassez de oferta de proteína
Com o fechamento de unidades nos Estados Unidos devido ao coronavírus, a empresa espera se beneficiar de vendas aos norte-americanos e também a países que tradicionalmente compravam carne no país da América do Norte. Considerando as operações no Brasil, Uruguai, Argentina, Paraguai e Colômbia, a exportação representa 68% dos negócios e as vendas internas, 32%. O executivo afirmou que não é possível prever o potencial para o crescimento dos embarques, mas lembrou que o mercado externo já chegou a representar 80% dos negócios da empresa. Atualmente, a Minerva responde por cerca de 20% de toda a carne bovina embarcada pela América do Sul. Assim como na concorrente Marfrig Global Foods, Ticle disse que a Minerva já identificou um incremento na demanda dos EUA por carne bovina sul-americana em meio aos fechamentos de frigoríficos naquele país por causa de funcionários infectados pela Covid-19. “O efeito (dos fechamentos de plantas) está sim acontecendo. Estamos sentindo principalmente (aumento) na importação dos EUA e de países que compravam (carne) dos EUA que agora estão buscando a gente.” Segundo Ticle, a companhia tem plantas no Brasil, Argentina e Uruguai habilitadas para vender aos norte-americanos. Dentre os demais mercados compradores, ele destacou que a China voltou com força nas aquisições da proteína desde meados de março, após o controle parcial da crise do coronavírus no país. “Há também restrição na oferta de carne na Índia e na Austrália” que favorecem as exportações brasileiras. “Neste contexto, vamos assistir a demanda ainda maior para a exportação no segundo trimestre, aliada à oferta restrita de carne em importantes compradores”, estimou. No mercado interno, segundo o CFO, a perspectiva é de recuo nos preços da carne bovina decorrente do recuo no poder de compra da população e da substituição por proteínas mais acessíveis, em meio à crise do coronavírus. “A continuidade da queda de preços que já está acontecendo vai depender do tamanho do impacto que a recessão econômica vai ter sobre o consumidor”, disse.
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Covid-19 se alastra no norte gaúcho e desafia frigoríficos
Ministério Público do Rio Grande do Sul avalia pedir interdição de unidades da Minuano e BRF
O espalhamento do coronavírus no norte gaúcho, sobretudo em regiões de importância para a produção de frango, está mobilizando diversas autoridades e levantando preocupações sobre o baixo grau de isolamento social adotados nas cidades da região. Como as vagas de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) estão cada vez mais escassas e a covid19 vem se disseminando entre funcionários de frigoríficos, o risco de fechamento de abatedouros na região é cada vez maior. Em entrevista ao Valor, o promotor Sérgio Diefenbach, do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS), disse estar avaliando pedir na Justiça a interdição dos frigoríficos de BRF e Minuano em Lajeado, a 133 quilômetros de Porto Alegre. A expectativa do promotor é que a medida seja definida até a próxima segunda-feira (dia 4). De acordo com Diefenbach, pelo menos dez funcionários de cada unidade tiveram diagnóstico positivo. Com isso, ambas as companhias afastaram preventivamente mais de 200 funcionários. “Nossa questão não diz respeito à culpa ou imprudência [das empresas], embora possam ter ocorrido, mas a uma necessidade do município”, argumentou o promotor. Terceira cidade do Estado em número de casos, Lajeado tem 84 casos (21 a mais nas últimas 24h) e quatro óbitos registrados. Os 13 leitos de UTI da cidade estão ocupados e a prefeitura quer ampliar o número para 18. Conforme o promotor, um funcionário da Minuano e sua esposa, que viviam em Venâncio Aires – a 30 quilômetros de Lajeado -, faleceram nesta semana. A filha do casal teve alta ontem e o filho também testou positivo. “Não queremos fazer um contraponto entre saúde e economia, mas quando isso se transforma em uma família dilacerada é preciso ter atenção”, afirmou. A procuradora Priscila Schvarcz, criticou o não cumprimento, na íntegra, das medidas de prevenção por parte das agroindústrias de carnes. Entre os municípios que mais preocupam o MPT, está Passo Fundo, onde uma unidade da JBS foi interditada. Segundo a empresa, há 29 casos confirmados de covid-19. A cidade de 200 mil habitantes possui o segundo maior número de casos da doença do Estado (135), só ficando atrás de Porto Alegre (447). Entre as principais companhias do país, há estratégias de abordagem diferente no relacionamento com o MPT. A BRF, por exemplo, assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). Segundo o CEO da Lorival Luz, o grupo procurou o MPT proativamente e assinou o acordo ratificando medidas de prevenção já adotava. A Seara, da JBS, não assinou TAC por entender que já cumpre todas as recomendações das autoridades de saúde e da Secretaria do Trabalho do Ministério da Economia.
VALOR ECONÔMICO
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