
Ano 6 | nº 1224| 28 de abril de 2020
NOTÍCIAS
Boi gordo: frigoríficos fora das compras e preços estáveis
Em São Paulo, o mercado do boi gordo foi de poucos negócios na última segunda-feira (27/4)
Parte dos compradores estava fora das compras e os frigoríficos ativos entraram no mercado ofertando os mesmos preços vigentes na sexta-feira (24/4). Para bovinos com até quatro dentes, as ofertas de compra chegaram a R$5,00/@ acima da referência, segundo levantamento da Scot Consultoria. No estado, as escalas de abate atendem em média, cinco dias. Esse é o cenário em boa parte das praças pecuárias monitoradas pela Scot Consultoria. O consumo de carne bovina no mercado interno perante a quarentena está conservador, com isso, as indústrias estão comprando do “bolso para a boca”. Os frigoríficos com escalas confortáveis abriram as ofertas de compra apregoando até R$5,00/@ a menos, mas sem negócios.
Scot Consultoria
Especulação aumentando no mercado de reposição
Após a paradeira nas negociações em decorrência das incertezas no mercado do boi gordo, o cenário no mercado de reposição ainda é de pouca movimentação, no entanto, a especulação começa a aumentar e pode aquecer o mercado no curto prazo
Na média de todas as categorias de machos e fêmeas anelorados e estados pesquisados pela Scot Consultoria, as cotações caíram 0,2% em uma semana. Contudo, a baixa disponibilidade de animais não deu muito espaço para que as ofertas de vendas menores ganhassem corpo. Até o momento, na maior parte do país, as condições das pastagens ainda permitem a retenção dos animais, contudo, as chuvas diminuíram e vão continuar diminuindo nos próximos dias. Com as pastagens perdendo “força”, há maior concentração de vendas do boi gordo, o que caracteriza a desova de final de safra, consequentemente, os pecuaristas saem às compras para repor o rebanho, além disso, abre espaço para a troca com o bezerro, aumentando assim a demanda pela categoria. Pelo lado da oferta, o volume de bezerros desmamados chegando ao mercado tende a crescer gradualmente nas próximas semanas, com previsão de maiores volumes para maio.
Scot Consultoria
Média diária exportada de carne bovina tem aumento de 12,08% na comparação anual
Exportações mostram aceleração em relação às semanas anteriores
A Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (SECEX) divulgou ontem os dados das exportações na quarta semana de abril em que a média diária exportada registrou um incremento de 12,08% se comparada ao mesmo período do ano passado. A média diária embarcada de carne bovina in natura foi de 6 mil toneladas. No mesmo período do ano anterior a média foi de 5,38 mil toneladas. Para a Radar Investimentos, o ritmo das exportações divulgado pelo MDIC mostra aceleração em relação às semanas anteriores. “O viés é de alta para os embarques frente às estimativas do início deste mês. Mesmo faltando menos dias para o fechamento, com esta tendência de aceleração, estas estimativas devem ter alterações”, afirmou. Os preços médios foram de US$ 4.370,60 por tonelada, aumento de 15,65% se comparado ao mês de abril de 2019 com US$ 3.779,20 por tonelada. “O preço médio em reais por tonelada da carne bovina exportada, que na média de abr/20 já está 57,4% acima de abr/19″, informou a Radar. A média diária do valor negociado para a carne bovina in natura ficou ao redor de US$ 26 milhões, uma alta de 29,62% frente ao ano anterior em que o valor comercializado que teve uma média diária de US$ 20 milhões.
RADAR INVESTIMENTOS
Boi gordo: preço cai com frigoríficos avaliando férias coletivas, diz Safras
Segundo analista, indústrias que dependem do mercado interno e das exportações para União Europeia e Oriente Médio encontram dificuldade no escoamento de carne
A arroba do boi gordo começou a semana com queda, com frigoríficos avaliando dar férias coletivas para funcionários, de acordo com a consultoria Safras. O analista de mercado Fernando Henrique Iglesias afirma que a estratégia não tem a ver com transmissão comunitária do coronavírus dentro de unidades, mas com o arrefecimento da demanda doméstica de carne bovina. “Não é segredo que os frigoríficos que dependem do mercado doméstico ou de exportação destinada à União Europeia e ao Oriente Médio atravessam por dificuldades no escoamento da carne. As políticas prolongadas de distanciamento social cobram seu preço; muitas unidades já operavam com capacidade de abates reduzida. Férias coletivas é uma estratégia adicional para tentar controlar a oferta de carne”, diz. O ponto de exceção segue nas exportações destinadas à China, com os animais que cumprem os requisitos para atender o país asiático sendo negociados em um patamar bastante diferenciado. Na capital de São Paulo, os preços do mercado à vista caíram de R$ 194 para R$ 193/R$ 194 a arroba. Em Uberaba (MG), caíram de R$ 184 para R$ 183 por arroba. Em Dourados (MS), passaram de R$ 178 para R$ 174/R$ 175 a arroba. Em Goiânia (GO), o preço indicado foi de R$ 175 a arroba. Já em Cuiabá (MT), ficou em R$ 170 a arroba, inalterado. Os preços da carne bovina seguem acomodados. Conforme Iglesias, o escoamento da produção permanece muito lento, enquanto a indústria elabora um planejamento para obter bons resultados com o Dia das Mães, um dos pontos altos de demanda de carne bovina ao longo do ano. No entanto, o forçado distanciamento social será um entrave. O corte traseiro teve preço de R$ 13,50 o quilo. A ponta de agulha ficou em R$ 10,70 o quilo. Já o corte dianteiro seguiu em R$ 11,30 o quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
ECONOMIA
Real se mantém entre moedas de pior desempenho com incerteza doméstica
O dólar futuro se manteve em firme alta na segunda-feira, enquanto a cotação no mercado à vista fechou perto da estabilidade, mas distante das mínimas do dia, conforme operadores ainda se mostraram cautelosos sobre o recente noticiário político e seus efeitos potenciais sobre a economia
O real esteve entre as moedas de pior desempenho nesta sessão e se mantém como a divisa que mais perde ante o dólar em abril e no acumulado de 2020. Mais cedo, em uma tentativa de demonstrar união dentro do governo, o Presidente Jair Bolsonaro apareceu ao lado de ministros ao deixar o Palácio da Alvorada, entre eles o titular da Economia, Paulo Guedes, e reiterou que é o auxiliar quem manda nas questões econômicas do governo. A saída atribulada de Sergio Moro —que então gozava de status de “superministro” no governo, assim como Guedes ainda— levantou temores de que o próximo a deixar a equipe de ministros pudesse ser o chefe da Economia. O receio é que a instabilidade em Brasília possa fragilizar ainda mais as já combalidas perspectivas econômicas para os próximos meses, num movimento que não apenas manteria o investidor estrangeiro afastado como poderia intensificar o desmonte de posições em Brasil. Na sexta passada, dados do Banco Central mostraram que o investidor estrangeiro se desfez em março, em termos líquidos, de um recorde de 22,068 bilhões de dólares em investimentos em carteira —somando ações e renda fixa, ambos negociados no mercado doméstico. O resultado foi 29 vezes pior que o de um ano antes. A debandada se concentrou na renda fixa (-14,624 bilhões de dólares). Esse investidor tem pouco estímulo para voltar, dentre outros fatores, pelos retornos menores dos títulos brasileiros em comparação a alguns de seus pares emergentes, na esteira da queda da Selic a sucessivas mínimas recordes. “Mesmo o fluxo sendo praticamente zerado, mesmo com o BC vendendo (dólar), a nossa moeda é a que mais apanha disparado no mundo. Tomar (DI) julho 2020 me parece uma opção de graça”, acrescentou, referindo-se a uma maior atratividade, em sua visão, de posições compradas em taxa de DI. Na B3, o dólar futuro chegou ao fim da tarde em alta de 1,50%, a 5,6700 reais, mas chegou a tocar 5,7285 reais na máxima. No mercado interbancário, a cotação fechou com variação negativa de 0,07%, a 5,6639 reais na venda. Na mínima do dia, atingida ainda pela manhã, a cotação desceu a 5,5370 reais (-2,31%). Na máxima, à tarde, foi a 5,7270 reais, alta de 1,04%. O BC vendeu um total de 2,1 bilhões de dólares via contratos de swap cambial e leilão de dólar spot ao longo da sessão, mas sem impedir a performance mais fraca do real em relação a seus pares.
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Ibovespa sobe quase 4% em sessão de recuperação
O Ibovespa fechou a segunda-feira em alta, recuperando-se parcialmente após ter desabado na sexta-feira, diante de uma perspectiva menos sombria para a economia do país e no exterior diante dos efeitos da pandemia do coronavírus
O Ibovespa subiu 3,86%, a 78.238,60 pontos. O volume financeiro da sessão somou 24,1 bilhões de reais. Ante rumores sobre possível saída do ministro da Economia, Paulo Guedes, e a insatisfação da equipe econômica com um pacote de incentivo que elevaria gastos públicos, o Presidente Jair Bolsonaro deixou claro que Guedes continua com a palavra final nos gastos federais. “O homem que decide economia no Brasil é um só, chama-se Paulo Guedes. Ele nos dá o norte, nos dá as recomendações e o que nós realmente devemos seguir”, disse Bolsonaro, com o ministro ao lado, ao deixar o Palácio da Alvorada. Também tranquilizando o cenário político, o Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que a Câmara manterá foco em votações de propostas de enfrentamento da crise, acrescentando que o atual momento exige paciência, ao ser questionado sobre um possível impeachment de Bolsonaro. Porém, a tensão política ainda pode ser intensificada com as nomeações do atual Ministro-Chefe da Secretaria Geral da Presidência, Jorge Oliveira, para o comando do Ministério da Justiça e do atual Diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, para a chefia da PF. Analistas da Terra Investimentos afirmaram em nota que “as indicações de dois amigos da família de Bolsonaro deverão elevar ainda mais o risco político”. Na sexta, após Sergio Moro ter anunciado deixado o Ministério da Justiça, acusando Bolsonaro de tentar interferir indevidamente na Polícia Federal, o Ibovespa desabou 5,45%. Em Wall Street, o índice S&P 500 subiu 1,47%.
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Citi corta projeção para PIB do Brasil em 2020 e prevê maior contração da história
A economia brasileira vai registrar em 2020 sua pior contração da história, com impactos do coronavírus “maiores” que o esperado, afirmou o Citi em nota a clientes na segunda-feira, na qual cortou também a expectativa para a inflação
Leonardo Porto e Paulo Lopes, que assinam o documento, deixam claro, contudo, que as “significativas” revisões das estimativas ainda não incorporam a recente turbulência política. Os profissionais veem o Produto Interno Bruto (PIB) caindo 4,5% neste ano, com a taxa de desemprego alcançando um pico perto de 17% no terceiro trimestre de 2020. No começo de abril, o Citi via retração de 1,7% em 2020. A economia atinge o fundo do poço neste mês de abril. Mas, na visão do Citi, as restrições à mobilidade não serão afrouxadas até o fim de julho, o que manterá a economia rodando em seu ponto mais baixo até lá. “O caminho da recuperação será gradual, pois as restrições de mobilidade provavelmente não serão retiradas simultaneamente entre os setores, amenizando assim o choque de oferta em etapas”, disseram Porto e Lopes no relatório. O Citi projeta que o PIB tenha recuado 0,6% no primeiro trimestre e sofra um tombo de 7,7% no segundo. Entre julho e setembro, a economia deverá crescer 0,9% e 2,5% nos últimos três meses do ano. Em 2021, a atividade aumentará 3,9%, “favorecida pela base de comparação mais fraca deste ano”. O Citi passou a ver ainda inflação rodando abaixo do piso da meta, o que ampara cenário de mais flexibilização monetária no curto prazo. O IPCA deverá ficar em 2,4% em 2020, abaixo da taxa de 2,5% (limite inferior da banda cujo centro da meta é 4,0%). Do lado da política monetária, o banco disse que mantém estimativa de corte de 0,50 ponto percentual da Selic em maio e de mais 0,50 ponto em junho, o que levaria o juro a uma nova mínima recorde de 2,75% ao ano, ante os atuais 3,75%. O Citi calcula o déficit primário em 647 bilhões de reais (9,1% do PIB) em 2020, com a dívida bruta indo a 89,6% do PIB, contra 75,9% em 2019. O banco vê o dólar em 4,73 reais, distante da taxa de câmbio desta segunda-feira, de 5,6335 reais por dólar.
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Perspectiva para economia no Focus em 2020 volta a piorar em meio a pandemia
O cenário para a economia brasileira este ano continuou em queda livre na pesquisa Focus do Banco Central, como consequência das paralisações e isolamentos devido à pandemia de coronavírus em todo o mundo
O levantamento divulgado na segunda-feira mostra que a expectativa agora é de uma contração de 3,34% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, contra queda de 2,96% prevista antes. Para 2021, a estimativa de crescimento caiu 0,10 ponto percentual, a 3%. Em meio ao fechamento de fábricas e comércio, a produção industrial deve contrair este ano 2,35% na visão dos economistas consultados, contra recuo de 2,25% previsto antes. Em 2021 o setor deve se recuperar com uma alta de 2,90% na produção. O levantamento semanal apontou ainda que a taxa básica de juros deve terminar o ano a 3%, sem alteração. Mas para 2021 a conta para a Selic caiu a 4,25%, de 4,5%. O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, manteve as expectativas de Selic a 2,5% em 2020 e 3,88% em 2021 na mediana das projeções. Para a alta do IPCA, o levantamento semanal mostra agora projeção de 2,20% este ano e 3,40% no próximo, contra 2,23% e 3,40% antes, respectivamente. O centro da meta oficial de 2020 é de 4 por cento e, de 2021, de 3,75 por cento, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.
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Confiança do consumidor no Brasil cai a mínima da série histórica em abril, diz FGV
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) do Brasil caiu para a mínima da série histórica no mês de abril, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na segunda-feira, com as consequências econômicas da pandemia de Covid-19 impulsionando um pessimismo generalizado
O ICC caiu a 58,2 pontos em abril, menor nível da série histórica iniciada em setembro de 2005, ante 80,2 pontos registrados em março. A mínima anterior era de 64,9 pontos alcançada em dezembro de 2015. “Com o Covid-19 e as medidas de isolamento, consumidores percebem a piora da situação econômica do país e o quanto isso afeta suas condições financeiras nesse momento”, disse em nota Viviane Seda Bittencourt, coordenadora das sondagens da FGV. “O pessimismo em relação aos próximos meses é homogêneo entre as diversas classes de renda e isso faz com que todos coloquem o pé no freio em relação ao consumo (…). É difícil ainda enxergar uma melhora significativa nos próximos meses, dado o nível elevado de incerteza econômica e política.” Em abril, tanto as avaliações sobre o presente quanto as expectativas em relação aos próximos messes se deterioraram. O Índice de Situação Atual (ISA) caiu 10,5 pontos, e foi a 65,6 pontos, patamar mais baixo desde dezembro de 2016(64,8 pontos), enquanto o Índice de Expectativas (IE) perdeu 28,9 pontos, para 55,0 pontos, o menor nível da série.
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EMPRESAS
Marfrig intensifica venda de carne do Brasil aos EUA após fechamentos por Covid-19
A Marfrig Global Foods retomou vendas de carne bovina in natura do Brasil aos Estados Unidos, após a reabertura do mercado norte-americano ao produto brasileiro, com uma intensificação na demanda em meio aos fechamentos de frigoríficos naquele país por causa do coronavírus, disse o Diretor-Presidente da companhia à Reuters, Miguel Gularte
O mercado norte-americano foi reaberto para aquisição da proteína in natura dos brasileiros em fevereiro deste ano, após uma interrupção nas exportações ocorrida em 2017 por questões sanitárias, e os primeiros embarques após longo período devem ocorrer neste mês, afirmou Gularte. Segundo o executivo, um aumento das compras dos EUA foi identificado primeiramente nas unidades da Marfrig na Argentina e Uruguai. “Nos últimos 15 dias foi notado isso no Brasil”, disse o executivo, sem detalhar volumes. Com a reabertura do mercado norte-americano à carne bovina in natura do Brasil, maior exportador global da proteína, a empresa já tinha estratégia de retomar embarques aos EUA, mas a demanda pelo produto brasileiro foi intensificada após recentes fechamentos de frigoríficos nos EUA, devido a casos de coronavírus entre os funcionários. “É a combinação destes dois fatores”, ressaltou. A própria Marfrig viu unidade de sua controlada nos EUA, a National Beef, ter atividade suspensa em função do coronavírus. A rival JBS USA também sofreu com o fechamento de um frigorífico de bovinos, enquanto outras empresas, como a Tyson Foods e a JBS, tiveram fábricas de suínos fechadas devido ao Covid-19. A planta da National Beef, localizada em Iowa, voltou a funcionar na última semana. O Presidente da Marfrig afirmou que a unidade de Iowa, que ficou fechada desde o início de março, é a menor entre as três unidades mantidas pela companhia no país e, por isso, o impacto para as operações da empresa foi limitado. A capacidade de abate total das unidades da National Beef é de 13 mil cabeças por dia, e a fábrica que teve a suspensão temporária das operações abate 1.100 cabeças por dia.
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Unidade da BRF no Rio Grande do Sul tem 18 casos de Covid-19, diz sindicato
Uma unidade da empresa de alimentos BRF em Marau, no Rio Grande do Sul, registrou 18 casos confirmados de coronavírus, disse à Reuters nesta segunda-feira o Presidente de um sindicato local de trabalhadores, Alcemir Pradegan.
A cidade de Marau fica a apenas 33 quilômetros ao sul de Passo Fundo (RS), onde uma fábrica de frangos operada pela concorrente JBS foi fechada na última sexta-feira em meio a um surto do novo coronavírus. A unidade da BRF, em um complexo industrial com cerca de 3,1 mil empregados, pediu que cerca de 300 trabalhadores fiquem em casa, incluindo pessoas em grupos de risco ou com dores de cabeça e sintomas de gripe, disse Pradegan. Ele observou que não houve nenhuma morte e a maioria dos infectados se recuperou. O representante do setor ainda acrescentou que a produção não foi afetada, pois a BRF continua a abater frangos e processar carne, incluindo alguns cortes especiais de suínos, como salame. A BRF se recusou a comentar o número de funcionários infectados em Marau, alegando a necessidade de respeitar sua privacidade. Em nota, a companhia afirmou que os funcionários infectados com Covid-19 foram imediatamente removidos de suas funções. Eles estão recebendo tratamento adequado e serão monitorados pelo departamento de saúde da empresa até que se recuperem completamente, informou a empresa. Na cidade de Marcelino Ramos, também no Rio Grande do Sul, as autoridades locais de saúde confirmaram no domingo a primeira infecção por coronavírus na região. O caso foi registrado em uma mulher de 39 anos, empregada da BRF na cidade vizinha de Concórdia, em Santa Catarina. A BRF também teve um caso Covid-19 no município gaúcho de Serafina Corrêa, informou o Presidente de outro sindicato local, José Modelski, na segunda-feira. Segundo ele, a funcionária em questão, uma mulher, havia sido afastada pela empresa em 19 de março. A mulher foi internada no dia 3 de abril para tratamento da Covid-19, indicando que foi infectada fora das instalações da BRF em Sefarina Corrêa.
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Acionistas da BRF reelegem Pedro Parente ao conselho
Proposta de remuneração de R$ 124,3 milhões para diretoria e conselho também foi aprovada
Os acionistas da BRF aprovaram ontem, em assembleia parcialmente virtual realizada na capital paulista, a reeleição de Pedro Parente para a presidência do conselho de administração da companhia. O mandado é de dois anos. O executivo Augusto Cruz foi reconduzido para o cargo de vice-presidente do colegiado da empresa de alimentos. Além de Cruz e Parente, foram eleitos como membros do conselho Dan Ioschpe, Flavia Buarque de Almeida, Flavia Bittencourt, José Luiz Osório, Luiz Fernando Furlan, Ivandré Montiel, Roberto Rodrigues e Marcelo Bacci. Na assembleia, os acionistas também aprovaram as contas dos administradores da BRF referentes ao ano passado e a proposta para a remuneração da diretoria e dos conselheiros da companhia em 2020. O valor máximo da remuneração é R$ 124,3 milhões.
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS & SUÍNOS
Pandemia impacta vendas de proteínas halal para Ramadã
Segundo a ABPA, houve queda nos embarques de frango com certificação halal neste período que precede o mês sagrado dos muçulmanos
A evolução das importações de alimentos dos países árabes é anualmente ampliada por datas e celebrações como a que começou nesta semana, o Ramadã, mês sagrado para os muçulmanos. Durante a pandemia de covid-19, a tendência de crescimento da curva de compra destes países se manteve, mas foram enviados menos produtos com certificação halal para várias regiões do mundo. Segundo o Vice-Presidente da Federação das Associações Muçulmanas no Brasil (Fambras), Ali Zoghbi, a demanda por alimentos costuma crescer de 30 a 40 dias antes do início do Ramadã. Em março de 2020, os embarques de alimentos e bebidas do Brasil aos países árabes somaram 968,44 mil toneladas, 11,52% a mais do que no mês anterior. Já as vendas brasileiras dos mesmos produtos aos países islâmicos, que incluem os árabes, foram de 2,28 milhões toneladas em março, montante 4,89% maior do que em fevereiro. Apesar da demanda por alimentos como um todo estar mantida, foi nas certificações halal que a mudança chamou atenção. “Já nas emissões de certificado halal no segmento de proteínas animais no geral houve queda”, apontou Dib Ahmad El Tarrass, Gestor de Desenvolvimento do Halal Industrial da Fambras Halal. A queda, no comparativo das emissões feitas no primeiro quadrimestre de 2020 (até o momento) frente ao mesmo período de 2019, se dá em diversos países. Entre os árabes, houve média de recuo de 5% na emissão de certificados halal, com exceção dos Emirados, que se manteve estável. “Para o setor de proteínas, sim foi um fator negativo que gerou inseguranças”, explica Dib. As exportações de produtos industrializados para os países árabes nos meses que antecedem o Ramadã chegam a ser 30% a mais no volume exportado, comparados com meses normais. O abastecimento ocorre em média 60 dias antes. Ainda no segmento halal, os dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) corroboram a análise de Dib. “Houve retração pontual na importação de alguns mercados de produtos halal, ao passo que outros mantiveram ou até mesmo incrementaram o volume de vendas. É um movimento natural, já que o próprio Ramadã teve uma dinâmica diferente em 2020, decorrente das determinações de isolamento nas diversas nações frente à epidemia da Covid-19”, informou a entidade em nota. Para os próximos meses, a expectativa da ABPA é de estabilidade. “Esperamos que as exportações se mantenham nos atuais patamares”. O volume total de alimentos importados durante o primeiro trimestre de 2020 foi de 3,5 milhões de toneladas, enquanto as exportações de alimentos atingiram 918 mil toneladas. As reexportações de alimentos representaram 455 mil toneladas.
AGÊNCIA DE NOTÍCIAS BRASIL-ÁRABE
INTERNACIONAL
Tyson alerta para escassez de carnes nos EUA após fechamento de plantas
Milhões de libras-peso de carnes bovina, suína e de frango vão desaparecer das prateleiras de mercados nos Estados Unidos, uma vez que unidades de processamento das proteínas têm sido fechadas por causa de surtos de coronavírus entre funcionários, disse o Presidente do Conselho da Tyson Foods.
John Tyson alertou que a “cadeia de oferta de alimentos (dos EUA) está se rompendo”, à medida que um crescente número de fechamentos de plantas deixou produtores com poucas opções para comercializar e processar animais. Para conter a disseminação do vírus, a Tyson Foods anunciou na semana passada o fechamento de duas unidades de processamento de carne de porco, incluindo a maior da empresa nos EUA, e de uma instalação de carne bovina. Outros frigoríficos, como a JBS USA e a Smithfield Foods, também fecharam unidades de processamento nas últimas semanas devido ao aumento do número de casos de Covid-19 entre trabalhadores. Mais de 5 mil funcionários de fábricas de processamento de carnes e alimentos nos EUA já foram infectados ou expostos ao vírus, sendo que 13 deles morreram, disse na quinta-feira o maior sindicato do setor do país. Não está claro quando as plantas poderão ser reabertas. “Até que possamos reabrir nossas instalações que atualmente estão fechadas, haverá disponibilidade limitada dos nossos produtores nos mercados”, disse John Tyson em comunicado divulgado no domingo. “Além da escassez de carne, há um sério problema de desperdício de alimento. Produtores em todo o país simplesmente não terão qualquer lugar para vender seus animais para processamento, quando poderiam estar alimentando a nação”, acrescentou o executivo.
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