CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1223 DE 27 DE ABRIL DE 2020

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Ano 6 | nº 1223| 27 de abril de 2020

 

NOTÍCIAS 

Maior oferta de boiadas e avanço nas escalas de abates

Na última sexta-feira (24/4), a oferta de boiadas para abate aumentou em boa parte do território nacional. 

Com esse aumento, embora negócios ainda aconteçam com dificuldade, as escalas se estenderam na maioria das praças pecuárias, com incremento médio de dois dias. Segundo levantamento da Scot Consultoria, houve queda no preço da arroba do boi gordo em cinco praças e aumento em outras cinco. No restante das praças, o preço permaneceu estável perante os poucos negócios realizados. Na praça paulista, o preço seguiu o mesmo na comparação dia a dia. O boi gordo ficou cotado em R$192,00/@, à vista e livre de Funrural.

SCOT CONSULTORIA

Minas Gerais: preços firmes no mercado de reposição

A pouca disponibilidade de animais para reposição no estado fez com que os preços subissem 22,6% no intervalo de um ano, na média para todas as categorias pesquisadas pela Scot Consultoria

Já o boi gordo neste mesmo intervalo valorizou 0,4%, piorando a relação de troca em 3,7%, considerando a média de todas as categorias. Dentre todas as categorias, a pior relação de troca ficou para o garrote, onde o poder de compra do recriador caiu 7,2% na mesma comparação. Em janeiro/20, com a venda de um boi gordo de 18@ comprava-se 1,80 garrote, atualmente compra-se 1,68. Em curto prazo, mesmo diante da pressão de baixa no mercado do boi gordo, em função do fraco consumo de carne bovina no mercado doméstico, o que tem esfriado o mercado de reposição, a oferta restrita de animais deve colaborar para que os preços continuem sustentados.

SCOT CONSULTORIA 

Declaração de rebanhos em Rondônia será obrigatória em maio

No período, o pecuarista do estado não precisa vacinar contra a febre aftosa
Os produtores do estado de Rondônia devem fazer a declaração de seus rebanhos (bovinos, búfalos, ovelhas, cabras e suínos) entre os dias 1º a 31 de maio. A Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril (Idaron) orienta que a declaração seja feita através do site www.idaron.ro.gov.br para evitar aglomerações nas unidades e os riscos de contaminação pelo coronavírus (Covid-19). Com autorização do Ministério da Agricultura (Mapa), o pecuarista de Rondônia não precisa vacinar seus animais contra a febre aftosa. No entanto, a declaração segue o mesmo padrão que era feito quando ainda se fazia a vacinação, informa a Idaron. Para efetivar a declaração do rebanho, o produtor usará a mesma senha que é utilizada para a emissão de GTA online. “Quem ainda não cadastrou senha no site da Idaron, deve fazê-lo o quanto antes”, diz Júlio Cesar Rocha Peres, presidente da Idaron. Considerando o Plano Estratégico 2017-2026 do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), que visa ampliação de zonas livres de febre aftosa sem vacinação, a etapa está suspensa no Paraná, Rondônia e Acre, mais parte dos estados do Amazonas e Mato Grosso.

PORTAL DBO 

Arroba do boi gordo e carne bovina fecham semana estáveis; veja preços

Segundo a consultoria Safras, a preocupação com a demanda por proteína continua ditando pressionando o mercado brasileiro

A arroba do boi gordo ficou estável na sexta-feira, 24, de acordo com a consultoria Safras. O analista Fernando Henrique Iglesias afirma que, como de praxe se tratando do último dia útil da semana, a maior parte dos frigoríficos esteve de fora da compra de gado, com retorno programado para segunda ou terça-feira. “Fundamentalmente, a preocupação segue no comportamento da demanda de carne bovina, avaliando as significativas mudanças de padrão de consumo em meio as estratégias de distanciamento social. O fechamento de restaurantes, redes hoteleiras e de outros estabelecimentos segue preponderante para o entendimento deste quadro” diz. Outro ponto de preocupação está na proximidade do Dia das Mães, um dos pontos altos de consumo durante o ano. Enquanto isso, medidas de relaxamento da quarentena são avaliadas em diversos estados, situação que remete a uma evolução do consumo nessas regiões. Na capital de São Paulo, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 194 a arroba. Em Uberaba (MG), permaneceram em R$ 184 a arroba. Em Dourados (MS), ficaram R$ 178 a arroba. Em Goiânia (GO), o preço indicado foi de R$ 175 a arroba. Já em Cuiabá (MT), ficou em R$ 170 a arroba, inalterado. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem acomodados. Conforme Iglesias, o escoamento da carne no mercado doméstico ainda acontece de maneira demasiadamente lenta, desdobramento das estratégias de distanciamento social. A exceção para o mercado pecuário está no ótimo ritmo de embarques destinados à China. Assim, o corte traseiro teve preço de R$ 13,50 o quilo. A ponta de agulha ficou em R$ 10,70 o quilo. Já o corte dianteiro seguiu em R$ 11,30 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS 

Indonésia começa a importaR carne bovina do Brasil

A Indonésia emitiu permissões para que o país importe 20 mil toneladas de carne bovina do Brasil e da Argentina, disse o Diretor-Geral de Comércio Doméstico do Ministério do Comércio, Suhanto, em sessão do parlamento

Ele afirmou que as empresas PT Berdikari e PT Perdagangan Indonesia foram indicadas para realizar as importações. O governo indonésio está flexibilizando regras para importações de algumas commodities alimentícias, à medida que age para garantir ofertas de alimentos em meio à pandemia do coronavírus e antes do mês de jejum islâmico. No mês passado, o Ministro do Comércio indonésio anunciou a importação de 170 mil toneladas de carne de búfalo para suprir a demanda pela proteína no país.

REUTERS

ECONOMIA 

Real bate mínima histórica e tem pior semana em 11 anos com escalada em tensão política

Uma onda de compra de dólar deu a tônica no mercado de câmbio brasileiro na sexta-feira, o que derrubou o real a novas mínimas recordes e impôs à moeda brasileira a pior semana em mais de 11 anos, resultado do combo de expectativa maior de corte de juros e temor de que a escalada na tensão política respingue na condução da agenda econômica

Como resultado, a volatilidade implícita no câmbio —medida da percepção de risco— disparou a máximas em torno de um mês. E o giro no dólar futuro de primeiro vencimento superou 556 mil contratos, já o mais forte desde 5 de março, numa evidência da extensão do ajuste do mercado. O BC vendeu 3,175 bilhões de dólares das reservas nesta sessão —2,175 bilhões de dólares em quatro leilões no mercado spot e mais 1 bilhão de dólares em duas operações extraordinárias de swap cambial. Mas tamanho volume apenas conseguiu suavizar a alta da moeda, a mais intensa em mais de um mês. O sentimento do mercado —já abalado pela virada na política fiscal, pela deterioração das expectativas para a economia e pelo intenso fluxo de saída de moeda— piorou na véspera com os rumores da saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça. O humor azedou de vez quando Moro confirmou sua saída na sexta-feira, acusando o Presidente Jair Bolsonaro de interferência política, abrindo uma crise política que pode colocar a condução da economia num rumo não esperado. “A percepção do mercado seria de que o governo está perdendo o rumo político e o Executivo está se isolando, em meio aos problemas ligados à pandemia global, inclusive com o esvaziamento da pasta de Paulo Guedes”, disse a Infinity Asset Management em nota. Chamou atenção nesta semana o fato de o governo ter anunciado um pacote para retomar o crescimento após a crise do coronavírus sem a participação da equipe econômica. “Isso mostra que o ministro da Economia está em atrito com a Casa Civil”, disse Pablo Spyer, diretor de operações da Mirae Asset. “Aos olhos do mercado, Paulo Guedes não teria mais seu cargo garantido ‘para sempre’. Isso assusta os investidores”, afirmou Dan Kawa, sócio da TAG Investimentos. O dólar à vista subiu 2,54% na sexta-feira, a 5,6681 reais na venda, máxima recorde para um encerramento de sessão. É a maior alta desde 18 de março (+3,94%). No pico do dia, a divisa foi a 5,7491 reais, valorização de 4,00%. Na semana, a cotação saltou 8,25%, maior ganho desde a semana finda em 21 de novembro de 2008 (+8,38%). Em abril, o dólar ganha 9,12% e salta 41,25% em 2020. O real liderou as perdas globais pelo segundo pregão seguido e se mantém como a divisa de pior desempenho no ano. Na B3, o dólar futuro subia 1,36%, a 5,6135 reais, às 17h47 da sexta.

REUTERS 

EMPRESAS 

Empregados da JBS em Passo Fundo (RS) testam positivo para coronavírus

Um surto de Covid-19 atingiu 20 empregados na unidade de aves da JBS em Passo Fundo (RS), segundo o Ministério Público do Trabalho, marcando a primeira disseminação em grande escala do vírus em um frigorífico no Brasil

A fábrica foi fechada na sexta-feira à tarde como parte de uma investigação em andamento realizada pelos procuradores. Uma fonte próxima à empresa disse anteriormente que 12 trabalhadores da fábrica estavam infectados. Questionada sobre a unidade de Passo Fundo, a JBS informou em nota que está seguindo as diretrizes das autoridades sanitárias locais e mantendo controles rigorosos em suas fábricas de processamento, centros de distribuição e escritórios para evitar a contaminação pelo novo coronavírus. Mas a empresa se recusou a comentar os casos da Covid-19 que afetam seus funcionários na planta, que emprega um total de 2.600 pessoas. O Ministério Público do Trabalho confirmou que encontrou pelo menos sete casos de coronavírus quando sua investigação começou há alguns dias e disse que a contagem aumentou desde então para 20. Mais cedo, o portal de notícias UOL citou uma declaração do Conselho Municipal de Saúde da cidade, que dizia haver 78 funcionários da JBS afastados do trabalho por apresentar sintomas de gripe. O Ministério Público do Trabalho, que no último sábado ajuizou uma ação civil pública contra a JBS, disse que a empresa não seguiu normas de vigilância sanitária para lidar com o novo coronavírus, o que desencadeou a investigação. A JBS, posteriormente, se recusou a assinar um Termo de Ajuste de Conduta, segundo os procuradores. A empresa, que destacou que a produção de alimentos é considerada atividade essencial em meio ao surto de coronavírus, negou qualquer violação das diretrizes de saúde na fábrica de Passo Fundo e disse que retomaria as operações em breve. O TAC que a JBS se recusou a assinar teria sido semelhante ao firmado entre a processadora Companhia Minuano de Alimentos, também no Rio Grande do Sul, segundo os procuradores. A Minuano, que tem sede em Lajeado, comunicou o afastamento de 750 funcionários, de um total de 2.051. A empresa registrou 16 casos confirmados de Covid-19, segundo informaram os procuradores no momento da assinatura do TAC.

REUTERS 

Ibovespa desaba 5,45% após Moro deixar governo Bolsonaro

O principal índice da bolsa paulista encerrou a sexta-feira em forte queda, após o ministro Sergio Moro pedir demissão em discurso duro, gerando incertezas sobre o futuro do país já mergulhado na crise do coronavírus

Após ter flertado com um mais um circuit breaker ao beirar 10% de queda, o Ibovespa de recuperou parcialmente, não o bastante para evitar uma derrocada de 5,45%, a 75.330,61 pontos. O volume financeiro somou 37,7 bilhões de reais. Com o desempenho da sexta-feira, o índice volta a ter uma semana negativa, após registrar alta nas duas anteriores. No pronunciamento em que anunciou sua demissão, Moro contou que Bolsonaro lhe disse querer um diretor da Polícia Federal com o qual pudesse ter um contato pessoal, “que pudesse ligar, colher informações, relatórios de inteligência”. “A saída do Sérgio Moro coloca em xeque a continuidade do trabalho de outros ministérios, como o da Economia, e corrobora as dificuldades que o país pode enfrentar na retomada”, afirmou Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos. Para Jefferson Laatus, Estrategista-Chefe do Grupo Laatus, “a perda de credibilidade do governo Bolsonaro é gigantesca”, acrescentando que agora o mercado também se preocupa com uma possível demissão do Ministro da Economia, Paulo Guedes. O desempenho desta sessão só não foi pior devido à influência positiva das bolsas internacionais. Em Wall Treet, o índice S&P 500 subiu 1,39%. Fontes da equipe econômica informaram à Reuters que a saída de Moro dificulta o caminho da agenda econômica de Guedes, que já passava por um momento delicado por conta das pressões por gastos com o coronavírus. “O mercado acho que em parte precifica isso, me parece que a reação do mercado traz a avaliação de que você pode estar perdendo os alicerces que mantinham a condução da política econômica”, disse Flávio Seerano, economista-chefe do Haitong. A MARFRIG ON recuou 0,19%, após ter chegado a subir no começo da sessão. BRF ON caiu 4,92%, após informar que chegou a um acordo para encerrar uma “class action” na Justiça de Nova York. Enquanto isso, JBS ON perdeu 1,2%, após notícia de que funcionários da unidade de aves em Passo Fundo (RS) contraíram Covid-19.

REUTERS 

EMPRESAS 

JBS fecha planta de bovinos em Wisconsin por causa do corona vírus

No Estado, 66 dos 72 condados têm casos da covid-19

A JBS USA anunciou no domingo que fechou temporariamente sua planta de bovinos em Green Bay, no Estado de Wisconsin, nos Estados Unidos. É a quarta unidade que a gigante de carnes fecha no país por causa do coronavírus. Duas já foram reabertas. A planta de Green Bay emprega mais de 1.200 trabalhadores, que continuarão a receber salário durante a suspensão das operações. A JBS não deu detalhes sobre funcionários da planta de Green Bay contaminados. No Estado de Wisconsin, 66 dos 72 condados registraram casos da covid19. Em nota, Shannon Grassl, Presidente Regional de bovinos da JBS USA disse que, “dada a continuidade da disseminação do coronavírus em nossa comunidade e entre nossa força de trabalho, nós decidimos voluntariamente fechar nossa unidade de Green Bay em um esforço para ajudar a achatar a curva das infecções no condado de Brown. Nós estamos focados em fazer tudo que podemos para manter o virus fora da nossa unidade, mas nós acreditamos que um fechamento temporário é a ação mais agressiva que podemos tomar para ajudar nossa comunidade coletivamente a frear a disseminação da covid-19”. Segundo a JBS, a produção da unidade alimenta cerca de 3,2 milhões de americanos diariamente. “Como um negócio essencial fornecendo produtos e serviços necessários para Wisonsin, nós nos esforçamos para manter as operações para garantir o acesso contínuo a alimentos seguros e acessíveis”, disse o executivo. A JBS possui mais de 60 plantas de bovinos, aves e suínos nos Estados Unidos. As unidades de bovinos de Souderton e Greeley ficaram fechadas por alguns dias, enquanto a planta de suínos em Worthington segue fechada.

VALOR ECONÔMICO 

JBS reabre a unidade norte-americana de Greeley

Saiba quais foram os passos dados para que a ação fosse possível, frente à Covid-19

A unidade de produção de carne bovina da JBS USA em Greeley, no Colorado, reabriu depois que a força de trabalho ficou em quarentena por um período superior às recomendações dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA. Para aprimorar os esforços diários da empresa contra a propagação da Covid-19, serão realizados exames diários em todas as pessoas antes de entrarem nas instalações, incluindo verificações de temperatura e testes de detecção do vírus. Qualquer pessoa com febre ou outros sintomas confirmados de Covid-19 será enviado imediatamente para casa. Desde que a fábrica no Colorado foi fechada, em 15 de abril, a JBS USA disse que continuou realizando a sua prática comum de limpeza profunda da unidade, instalou um novo sistema de ventilação para o refeitório de fabricação, aprimorou os protocolos de distanciamento social existentes, finalizou a instalação de barreiras físicas nas linhas de produção e realizou treinamento online adicional para a detecção de sintomas de Covid-19. A JBS USA também contratou epidemiologistas de terceiros da Universidade do Colorado para avaliar os protocolos e procedimentos contra a Covid-19 da empresa existentes na instalação. “Depois de fechar voluntariamente a instalação de carne bovina de Greeley, em um esforço para impedir a disseminação potencial entre a nossa força de trabalho e contribuir para a contenção da comunidade, tomamos medidas proativas para complementar os nossos esforços de prevenção Covid-19 existentes na instalação e continuamos a fornecer um ambiente de trabalho seguro”, disse o Chefe de Recursos Humanos da JBS USA, Chris Gaddis.

PORTAL DBO 

FRANGOS & SUÍNOS 

Liquidez da carne de frango segue em baixa

A diferença entre demanda e a oferta de carne tem gerado estoques nos frigoríficos

A liquidez da carne de frango segue em baixa tanto no mercado interno quanto no externo. A diminuição na demanda final, causada tanto por conta da pandemia quanto pela redução do poder aquisitivo da população, como é tradicional da segunda quinzena, tem pressionado os valores negociados da carne, de acordo com pesquisadores do Cepea. A diferença entre demanda e a oferta de carne tem gerado estoques nos frigoríficos. Agentes do setor consulados pelo Cepea relatam que parte das agroindústrias deve reduzir os alojamentos e consequentemente os níveis de produção, no intuito de ajustar o volume de carne disponibilizado no mercado doméstico.

CEPEA/ESALQ 

Suíno: queda de 9,1% em sete dias nas granjas em São Paulo

O mercado de suínos continua apresentando baixa nos preços nas granjas e no atacado

A desvalorização na última semana foi de 9,1% nas granjas paulistas, com o animal terminado sendo negociado, em média, em R$70,00 por arroba. No atacado, a desvalorização em igual período foi de 6,6% com a carcaça cotada, em média, em R$5,70 por quilo. Esse cenário mostra que a baixa demanda no mercado interno persiste. No mercado externo, os embarques seguem em bom ritmo. Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) até na terceira semana de abril, o volume diário exportado de carne in natura foi de 3,1 mil toneladas, aumento de 21,8% em relação ao embarcado diariamente em abril de 2019.

SCOT CONSULTORIA 

Suínos: baixa demanda no mercado interno continua

O mercado de suínos continua apresentando baixa nos preços nas granjas e no atacado 

A desvalorização na última semana foi de 9,1% nas granjas paulistas, com o animal terminado sendo negociado, em média, em R$ 70 por arroba. No atacado, a desvalorização em igual período foi de 6,6% com a carcaça cotada, em média, em R$ 5,70 por quilo. A Scot Consultoria diz que esse cenário mostra que a baixa demanda no mercado interno persiste. No mercado externo, os embarques seguem em bom ritmo. Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), até na terceira semana de abril, o volume diário exportado de carne in natura foi de 3,1 mil toneladas, aumento de 21,8% em relação ao embarcado diariamente em abril de 2019.

CANAL RURAL

INTERNACIONAL 

Argentina suspende participação em negociações comerciais no Mercosul

País diz que combate ao coronavírus e às emergências econômicas causadas pela pandemia é prioridade

A Argentina anunciou na sexta-feira (24) à noite que irá deixar de participar das negociações de acordos comerciais do Mercosul, com a exceção dos dois mais importantes em andamento, o da União Europeia e com a Associação Europeia de Livre Comércio (Efta). O governo afirmou que essa decisão se deve ao fato de que a prioridade argentina agora é o combate ao coronavírus e às emergências econômicas internas causadas pela pandemia. A Argentina encontra-se, neste momento, em fase de negociação de suas dívidas, interna e externa, e realocando fundos para o enfrentamento da doença. No comunicado enviado ao governo paraguaio, que por ora exerce a presidência pró-tempore do Mercosul, o governo argentino afirma que “não será obstáculo para que os demais países prossigam com seus diversos processos de negociação”. A oposição reagiu de forma dura e pediu que o Chanceler, Felipe Solá, compareça na segunda-feira (27), ao Congresso, para apresentar as razões dessa atitude. Segundo o Juntos por el Cambio, bloco liderado pelo ex-presidente Mauricio Macri, “uma crise global faz com que seja ainda mais necessária a cooperação internacional e a integração regional.” Os representantes dos grandes produtores agropecuários do país afirmaram, também em comunicado, que “o campo quer continuar apostando no Mercosul”. O texto é assinado por Sociedade Rural Argentina, Coniagro, e Federação Agrária Argentina. O grupo afirma também afirma que a decisão de Alberto Fernández “parece indicar uma tendência a uma menor abertura de nossa economia, com um alto impacto negativo no que diz respeito a investimentos, desenvolvimento de negócios e comércio exterior.” A decisão mostra que o distanciamento entre Brasil e Argentina segue ocorrendo. Ambos os países, que têm a seus dois presidentes de costas um para o outro —até hoje, Jair Bolsonaro não conversou com seu par argentino, Alberto Fernández— vêm adotando políticas diferentes com relação ao enfrentamento da pandemia e também têm divergências entre si sobre qual deve ser o papel do Mercosul. Oficialmente, o Ministério das Relações Exteriores tratou o movimento dos argentinos como positivo. O Itamaraty informou que a decisão do país vizinho dá transparência aos processos de negociação e facilitará a busca por melhores resultados a todos os membros do Mercosul que estão interessados na abertura comercial com o mundo. “O governo brasileiro continuará, junto com Paraguai e Uruguai, a perseguir o objetivo de comércio aberto e livre com outros países”, disse em nota.

FOLHA DE SP 

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