
Ano 6 | nº 1221| 23 de abril de 2020
ABRAFRIGO
CNI – NOVAS PROPOSTAS DA INDÚSTRIA PARA ATENUAR OS EFEITOS DA CRISE
Leia ou baixe o arquivo no link:
https://drive.google.com/file/d/1nOfLjqPCSYtXBPOALBmSi921N-wdzpan/view?usp=sharing
Perguntas e RESpostas: Medidas para preservação do emprego e da renda na MP 936/2020
Material da Secretaria Especial da Previdência e Trabalho Ministério da Economia sobre a MP 936/2020
Leia ou baixe o arquivo no link:
https://drive.google.com/open?id=1ZOa_q8rKWRcOw8uNdpHSBmqWhqgBv9G2
NOTÍCIAS
Carne bovina recua no mercado atacadista
Sem grandes alterações nos últimos dias para a questão da demanda, as vendas continuam baixas e o que tem dado alguma sustentação ao mercado são as vendas externas
Na média dos cortes bovinos pesquisados pela Scot Consultoria, no mercado atacadista, o recuo foi de 0,07% em relação à última semana. Porém o valor ainda é 15% maior do que no mesmo período do ano passado. Em abril, até a terceira semana, a média diária embarcada de carne bovina in natura foi de 5,61 mil toneladas, 4,3% mais que a média de abril de 2019. Como o mercado interno está com um volume de negócios relativamente menor, devido ao fechamento de bares e restaurantes, e à situação econômica, o viés é de baixa em curto prazo.
SCOT CONSULTORIA
Boi gordo: baixo volume de negócios na semana
Sem grandes mudanças no cenário pós-feriado, o volume negociado de boiadas está abaixo do padrão devido à queda do consumo interno. O feriado da última terça-feira (21/4) diminuiu ainda mais o volume de negócios na semana
Pouca gente comprando e pouca gente vendendo colabora com a sustentação de preços, com isso, as escalas estão curtas e, em São Paulo, por exemplo, atendem entre três e quatro dias. No estado, os frigoríficos trabalham com abates reduzidos e/ou “pulam” dias de abate.
SCOT CONSULTORIA
Consumo doméstico de carne bovina cai em ritmo rápido, dizem analistas
O consumo brasileiro de carne bovina está caindo em ritmo rápido em cenário de medidas para contenção do coronavírus, segundo análises do Rabobank e do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea)
O banco cita em relatório divulgado na quarta-feira (22) que houve uma queda de 50% nos abates de bovinos no país em março, na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “As vendas de carne de frango estão melhores que as de carne bovina, com consumidores buscando acessibilidade. As exportações de carne suína para a China não sofreram impactos, o que está ajudando o setor a manter produção estável”, disse o Rabobank. Diversos frigoríficos de carne bovina brasileiros anunciaram suspensão temporária das atividades em março diante da queda da demanda, principalmente no estado do Mato Grosso. O Imea disse em relatório publicado na sexta-feira (17) que houve um recuo mais intenso na demanda de carne bovina no estado neste mês de abril. “Mesmo com a continuidade de exportações para a China, principal cliente mato-grossense, o volume não chega a equilibrar a demanda no consumo interno, visto que 75,8% do destino da carne de MT é no mercado interno e sete frigoríficos ainda estão parados”, escreveram analistas do Imea no relatório. Apesar da redução no ritmo das demandas doméstica e internacional, o Imea afirma que os preços na ponta da cadeia permaneceram praticamente estáveis na semana passada, tanto no atacado quanto no varejo, com a maior procura por cortes dianteiros. Analistas do BTG Pactual disseram em relatório divulgado na quarta-feira (22) que, no momento, não há clareza sobre o comportamento dos volumes e mix de vendas de carne bovina no mercado doméstico, já que várias plantas processadoras mais expostas ao mercado interno anunciaram fechamento temporário. O ritmo das exportações deve continuar sendo um fator-chave para a lucratividade das empresas de proteínas brasileiras, principalmente para os frigoríficos de carne de frango, segundo o BTG.
CARNETEC
ECONOMIA
Dólar dispara a recorde acima de R$5,40 com aposta sobre Selic e exterior
O dólar bateu novos recordes históricos na quarta-feira, e no mercado futuro a cotação acelerou fortemente a alta perto do fim do pregão, em parte por um ajuste ao movimento do câmbio global na véspera, mas sobretudo pela escalada das apostas de corte de juros no Brasil, que faz minguar ainda mais as expectativas para o fluxo cambial
O dólar à vista subiu 1,89%, a 5,4094 reais na venda, um recorde nominal para encerramento de sessão. Durante os negócios, a cotação foi a 5,4160 reais, também um patamar histórico. No exterior, moedas emergentes se desvalorizaram, depois de na véspera —quando o mercado local permaneceu fechado por feriado— já terem perdido terreno. Na B3, o dólar futuro teve alta ainda mais forte nesta sessão, de 2,68%, a 5,4640 reais. “Esse patamar não está fora do razoável”, disse Étore Sanchez, economista-chefe da Ativa Investimentos. Embora acredite que no fim do ano o dólar deva ficar na casa de 4,80 reais, o profissional entende que a incerteza de curto prazo é tamanha que justifica a busca por proteção na moeda dos Estados Unidos. Em apenas dois pregões nesta semana —o mercado de câmbio não abriu na terça-feira pelo feriado de Tiradentes—, o dólar já acumula ganhos de 3,31% frente ao real. Essa esticada teve suporte na mudança de tom do Banco Central com relação aos juros. Na segunda-feira, o Presidente do BC, Roberto Campos Neto, negou que a política monetária tenha perdido eficácia e admitiu que o cenário econômico se deteriorou desde a última reunião do Copom. Foi a “senha” para o mercado turbinar apostas em corte de juros. Na curva de DI, operadores embutiam 100% de chance de corte de 0,75 ponto percentual da Selic em maio e 12% de probabilidade de uma redução ainda maior, de 1 ponto. Os contratos futuros da B3 apontavam Selic nominal média de 2,6% em dezembro, 1,15 ponto percentual aquém da meta Selic atual (3,75% ao ano). Esse desestímulo fica mais evidente uma vez que o Brasil há tempos deixou de ser grau de investimento pelas principais agências de classificação de risco, diferentemente do México, por exemplo, um dos principais “concorrentes” do Brasil por capital externo.
REUTERS
FLUXO CAMBIAL NEGATIVO em US$ 12,8 BI
Em 2020, o fluxo cambial ao Brasil está negativo em 12,878 bilhões de dólares. No mesmo período de 2019, havia superávit de 1,295 bilhão de dólares.
“O mercado está antecipando uma saída de dólar ainda mais profunda”, disse Helena Veronese, economista-chefe na Azimut Brasil Wealth Management. Para ela, o movimento que poderia levar o BC a ser mais agressivo nas intervenções cambiais “já aconteceu” (citando o dólar a 5,40 reais). Diante disso, Veronese entende que o comportamento do real, passado o pico da pandemia do coronavírus —num quadro já de economias reabertas—, deve ser mais informativo sobre o debate a respeito do grau de atuação do BC. “Se ainda assim a gente observar um dólar pressionado, com fatores domésticos no radar e a política (local) pesando, aí sim vejo um BC mais ativo”. O BC anunciou na quarta-feira oferta líquida de 10 mil contratos de swap cambial (500 milhões de dólares), dos quais vendeu 6.600 (330 milhões de dólares). O cenário segue instável. O Credit Suisse, por exemplo, vê o dólar renovando máximas históricas no curto prazo e mantém avaliação “bearish” (negativa) para a moeda brasileira, enxergando um patamar de 5,50 reais. Em relatório da quarta, estrategistas do banco citam o tom mais “dovish” do Banco Central e a escalada do ruído político —com a demissão do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta sendo considerada pelo banco suíço um desenvolvimento “muito importante” desse processo. “Suspeitamos que os mercados provavelmente vão prestar mais atenção às ações do que às palavras a partir de agora: continuamos céticos”, resumiram. Alguns analistas fazem alertas sobre o pós-crise. “A questão definitivamente não é o nível do câmbio, mas a sensibilidade do risco estrutural a que estaremos expostos após a passagem deste choque. Tratar as reservas como proteção suficiente me parece pouco prudente”, disse Adeodato Volpi Netto, estrategista-chefe da Eleven Financial Research.
REUTERS
Crise pressiona fluxo financeiro e provoca saída de US$ 30 bi do Brasil
Além da forte retirada de estrangeiros no segmento de ações e renda fixa, analistas acreditam que as multinacionais continuem enviando recursos para suas matrizes
O cenário de crise global deve manter o fluxo financeiro pressionado este ano. Além da forte saída do estrangeiro já vista no segmento de ações e renda fixa, analistas acreditam que as multinacionais com operações no Brasil continuem enviando recursos de empresas daqui para suas matrizes ou para participantes do mesmo grupo no exterior. Além disso, o ambiente mais difícil para a tomada de crédito no mundo deve manter o interesse das empresas em captar recursos domesticamente, o que reduz a expectativa de ingresso de dólares ao Brasil. De acordo com dados do Banco Central, o fluxo financeiro registra uma saída líquida de US$ 30,167 bilhões até o último dia 17, quase sete vezes o registrado no mesmo período do ano passado, de US$ 4,381 bilhões. Apesar da melhora do fluxo comercial no período, o rombo da conta de capitais leva o fluxo cambial a ficar negativo US$ 12,878 bilhões. No mesmo período do ano passado, ele era positivo em US$ 1,295 bilhão. “Quando a taxa de câmbio cai um pouco, vemos alguém grande para comprar dólar. Isso vem desde que a crise começou, porque empresas globais precisam ajustar a gestão de liquidez. Com isso, muitas estão tirando liquidez do Brasil para aportar em outras regiões ou na matriz. Isso acontece via pagamento de dividendos, empréstimos dentro do grupo”, explica Nuno Martins, Chefe de Estruturação e Vendas de Derivativos do Bank of America (BofA). Além desse movimento típico de um cenário de crise, o fato de que os juros no Brasil continuam caindo deve ajudar a manter uma tendência que influenciou bastante o câmbio no ano passado. Com o desenvolvimento do mercado doméstico de crédito, as empresas devem continuar a captar recursos localmente, em vez de recorrer a empréstimos lá fora. “Olhando os fundamentos que explicaram o movimento visto no ano passado, não tem indicativo de que o movimento deva reverter esse ano. Os fundamentos continuam os mesmos”, diz Iana Ferrão, economista do BTG. Os analistas do Banco do Brasil afirmam que não observaram uma expressiva entrada de recursos no país nos últimos meses, mesmo no caso de exportadores, até porque há empresas do segmento “que possuem compromissos no exterior em dólar”.
VALOR ECONÔMICO
Ibovespa segue otimismo global e bate máxima em quase 6 semanas
O Ibovespa registrou sólido avanço nesta quarta-feira, na máxima em quase seis semanas, acompanhando o otimismo de mercados internacionais com novas medidas de estímulo e a perspectiva de uma reabertura econômica em meio à pandemia de coronavírus
O principal índice acionário brasileiro fechou com alta de 2,17%, a 80.687,15 pontos, máxima de fechamento desde 13 de março. O volume financeiro somou bilhões 24,4 bilhões de reais. A forte alta dos contratos futuros de petróleo foi o destaque, após o colapso histórico na véspera. O petróleo Brent avançou 5,38%, após ter recuado ao menor nível desde 1999, impulsionado por cortes voluntários e forçados de produção, como forma de combater o excesso de oferta causado pelo coronavírus. O petróleo dos EUA saltou mais de 19%. As bolsas de Wall Street também reagiram com otimismo ao pacote de quase 500 bilhões de dólares para aliviar a economia dos efeitos do coronavírus, sendo 321 bilhões de dólares para um programa de empréstimos a pequenas empresas. O índice S&P 500 2,29%, esvaziando as perdas da véspera. A semana marca o início da temporada de balanços do primeiro trimestre, com Hypera divulgando seus resultados na sexta-feira. A XP Investimentos apontou que as atenções devem se voltar para os sinais das empresas para o restante do ano, uma vez que o impacto da pandemia de coronavírus deve ocorrer principalmente a partir do segundo trimestre.
REUTERS
Arrecadação federal tem pior março em 10 anos, sob primeiros efeitos do coronavírus
A arrecadação do governo federal teve queda real de 3,32% em março na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a 109,718 bilhões de reais, afetada pelos primeiros impactos do coronavírus na economia, que fizeram as empresas lançarem mão de compensações tributárias para preservarem seu fluxo de caixa
Este foi o dado mais fraco para o mês desde 2010 (105,717 bilhões de reais), conforme série da Receita Federal atualizada pela inflação e divulgada na quarta-feira. O resultado também foi o segundo consecutivo no vermelho após contração de 2,71% observada em fevereiro, quando o governo apontou não ter havido ainda impacto pela paralisação nas cadeias de produção e nos hábitos de consumo por conta das medidas de isolamento para refrear a contaminação pelo Covid-19. Em março, as receitas administradas por outros órgãos —linha que é sensibilizada sobretudo pela arrecadação de royalties e participações do petróleo— teve alta de 15,98%, a 2,327 bilhões de reais. Já a receita administrada pela Receita Federal, que envolve apenas a coleta de impostos, teve um tombo de 3,67%, a 107,390 bilhões de reais. Em apresentação, a Receita chamou a atenção para um crescimento de 53,4% no volume de compensações tributárias em relação ao mesmo mês do ano passado. O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita, Claudemir Malaquias, afirmou que as empresas lançaram mão de seus direitos creditórios antevendo um período difícil à frente por conta do coronavírus. Em relação aos outros tributos, ele ressaltou que os fatos geradores da arrecadação em março são majoritariamente de fevereiro, quando o coronavírus ainda não tinha mudado as dinâmicas econômicas. Por isso, o resultado da arrecadação em abril é que vai mostrar mais claramente os efeitos do distanciamento social por conta do surto de Covid-19, com queda decorrente de cessação da atividade empresarial e de diferimentos dos impostos autorizados pelo governo em meio à crise.
REUTERS
PIB per capita terá pior década em mais de 100 anos, diz Ibre
Projeção aponta queda anual média de 0,6% em dez anos, resultado inferior ao da década de 1980
Com a economia caminhando para mais um ano de recessão, a década atual (2011-2020) pode ser a de maior empobrecimento médio da população brasileira em mais de 100 anos, tomado como referência o Produto Interno Bruto (PIB) per capita – definido pelo quociente do valor do PIB com a população total. Cálculos do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas obtidos pelo Valor mostram que o PIB per capita deverá recuar 4,1% em 2020, impactado pelas medidas de isolamento social do novo coronavírus, para R$ 30.780. Esse valor será o menor nível da renda desde 2007 (R$ 29.778). Se confirmada a projeção para 2020, o Brasil terá registrado quatro anos de queda do indicador no período de apenas uma década. O PIB per capita brasileiro também recuou nos anos de 2014 (-0,3%), 2015 (-4,4%) e 2016 (-4,1%). Desde então, exibia uma lenta recuperação. Com essa sequência de resultados, o PIB per capita deve encerrar esta década com queda média anual de 0,6%, o pior desempenho desde a primeira década do século passado. Será pior, portanto, do que os anos 80, a chamada década perdida, quando a média foi de -0,4%. Silvia Matos, Coordenadora do Boletim Macro do Ibre/FGV, diz que o PIB brasileiro deverá recuar 3,4% neste ano, sob influência negativa do novo coronavírus. Já a população deverá crescer 0,7% em 2020, para pouco mais de 211 milhões de habitantes. Para ela, o problema do resultado ruim do PIB per capita nesta década está na recessão medida entre 2014 e 2016, quando o país caminhou na contramão do restante da economia mundial. Em 2020, grande parte dos países também terá retrocessso. “O país buscou crescer no início da década com política fiscal e creditícia expansionista, com o pé no acelerado. É algo que se deve fazer apenas quando não há outros instrumentos, como espaço para reduzir juros, o que existia. Então, a recessão iniciada em 2014 tem uma origem insana, de criação de desequilíbrios macroeconômicos”, diz. A economista acrescenta que, mesmo sem a crise do coronavírus, o desempenho do PIB per capita nesta década seria basicamente medíocre, mostrando apenas estabilidade.
VALOR ECONÔMICO
EMPRESAS
Minerva aporta R$ 10 milhões em ações para mitigar efeitos do coronavírus
A Minerva Foods disse que aportará cerca de R$ 10 milhões em iniciativas para mitigar os efeitos do novo coronavírus em 19 municípios no Brasil e em países da América do Sul onde possui operações, informou a companhia na segunda-feira (20).
A empresa comprou testes rápidos para diagnóstico do coronavírus no Brasil e alugou cinco UTIs móveis por três meses para auxiliar os hospitais municipais de Janaúba (MG), Mirassol D’Oeste (MT), Palmeiras de Goiás (GO), Paranatinga (MT) e Rolim de Moura (RO). A companhia também doou carne bovina e cestas básicas, além de distribuir equipamentos de proteção individual (EPIs), incluindo luvas, máscaras, kits de higiene e álcool em gel, para órgãos de saúde municipais, hospitais e outras instituições de apoio. A Minerva Foods disse que também apoia iniciativas promovidas pelo Hospital de Amor de Barretos (SP) para arrecadar recursos financeiros para auxílio no combate ao vírus. A Athena Foods, subsidiária da Minerva para operações fora do Brasil, está produzindo álcool em gel em sua unidade argentina na província de Santa Fé para doação ao hospital local, o qual também recebeu respiradores e UTIs móveis. Lotes de patês e hambúrgueres também foram doados para distribuição à comunidade em Villa Gobernador Gálvez, na Argentina. Na Colômbia, a Athena Foods doou uniformes, EPIs e álcool em gel para o Hospital Municipal de Montería, no departamento de Córdoba. A prefeitura municipal também recebeu carne bovina para distribuir às pessoas em condições de vulnerabilidade social. A empresa também doou álcool em gel e EPIs para o Hospital Distrital de Belén, em Concepción, no Paraguai, entre outras iniciativas no país. As ações realizadas no Uruguai incluem a doação de carne bovina para escolas e outros projetos, criação de um fundo de doações em parceria com a Cooperativa de Produtores Pecuaristas do Uruguai para a realização de ações sociais, e entrega de cestas básicas e refeições semanais para famílias carentes da cidade de Paso Carrasco, no estado de Canelones. A Minerva disse que implantou um plano de contingência para proteger a saúde dos funcionários enquanto mantém operações para abastecimento da população. As ações nas plantas incluem reforço nas medidas de higiene pessoal, trabalho remoto para funcionários das áreas administrativas, monitoramento da temperatura corporal na entrada das plantas, distanciamento social entre os funcionários e quarentena para colaboradores nos grupos de risco.
CARNETEC
JBS exporta 3,6 milhões de litros de biodiesel para Europa
Nesta semana, deve chegar ao porto de Roterdã remessa de 3,6 milhões de litros de biodiesel que a JBS exportou para a Europa, informou a companhia na quarta-feira (22)
A JBS afirmou ser, atualmente, a única empresa brasileira do setor com certificação de exportação do produto para o mercado europeu. “Estamos sempre avaliando as oportunidades de mercado e a JBS é reconhecida internacionalmente pelo seu perfil de produção sustentável e pela alta qualidade de seu biodiesel, que atende aos mais elevados padrões de exigência. Essas características contribuíram para nos posicionarmos de forma competitiva no mercado externo”, disse o Diretor da JBS Biodiesel, Alexandre Pereira, em nota. A divisão de biodiesel da JBS foi pioneira no país na obtenção da International Sustainability and Carbon Certification (ISCC), que mantém desde 2014, segundo a nota. No ano passado, também foi a “primeira empresa brasileira de biocombustíveis a receber a certificação para emissão de créditos de descarbonização (CBIOS), no âmbito do programa RenovaBio”. Atualmente, suas duas usinas, em Lins (SP) e Campo Verde (MT), têm capacidade para colocar cerca de 800 mil CBIOs anualmente no mercado. A carga com destino à União Europeia saiu da unidade da JBS Biodiesel localizada no interior paulista e a operação logística foi conduzida pelo ECB Group Brasil, holding de investimentos com foco em toda a cadeia do segmento de agroenergia.
CARNETEC
FRANGOS & SUÍNOS
Suíno: quedas nas granjas e atacado em São Paulo
O mercado tem trabalhado com preços em baixa. Desde o início das quedas, em meados de março, a desvalorização foi de 31,3% nas granjas paulistas, com o animal terminado cotado, em média, em R$77,00 por arroba
No atacado, em igual comparação, o recuo foi de 30,7%, com a carcaça cotada, em média, em R$6,10 por quilo. A demanda no mercado interno está lenta e esse cenário deve se agravar ainda mais em função da entrada da segunda quinzena do mês, no qual a população fica menos capitalizada. Mesmo com as exportações indo bem é bom lembrar que o mercado interno absorve aproximadamente 80% da produção, portanto, os preços dependem da condição financeira do consumidor.
SCOT CONSULTORIA
Tyson fecha fábrica de Iowa na terceira maior parada de suínos nos EUA
A Tyson Foods Inc. está interrompendo sua maior fábrica de suínos, tornando-se a terceira maior instalação dos EUA a fechar quando o coronavírus adoece os trabalhadores, agrava a excedência de gado e ameaça os suprimentos
A instalação de Waterloo, em Iowa, que está operando em níveis reduzidos devido ao absenteísmo dos trabalhadores, vai parar no meio da semana até novo aviso, disse Tyson em comunicado nesta quarta-feira. É o último golpe para a indústria de embalagem de carne do país que luta para conter a doença entre os trabalhadores. A JBS SA está fechando suas instalações de processamento de suínos em Minnesota e a Smithfield Foods Inc. fechou uma planta de abate em Dakota do Sul. Combinados, eles representam cerca de 15% da capacidade dos EUA. As crescentes interrupções no abate e processamento estão em cascata através da cadeia de suprimentos, afetando agricultores, caminhoneiros, distribuidores e supermercados. Embora haja muitos estoques congelados nos EUA, os preços no atacado de carne de porco subiram. “Isso significa a perda de uma saída vital do mercado para os agricultores e contribui ainda mais para a interrupção do fornecimento de carne suína do país”, disse Steve Stouffer, Chefe da Tyson Fresh Meats. A Tyson está medindo a temperatura dos trabalhadores e fornecendo revestimentos faciais, além de instalar divisores de estação de trabalho e fornecer mais espaço para a sala de descanso. Os 2.800 membros da equipe de Waterloo serão convidados a comparecer à fábrica para os testes Covid-19, cujos resultados ajudarão a decidir quando a fábrica será reaberta. O fechamento ocorre depois que o governador de Iowa, Kim Reynolds, disse que 250 membros da Guarda Nacional estavam sendo ativados para ajudar a resolver os testes e rastrear contatos dos trabalhadores das fábricas de carne. As outras fábricas de carne e aves da Tyson continuam em operação, embora algumas estejam funcionando em níveis reduzidos. “A maior parte do comércio acredita que essas fábricas estarão em operação na primeira semana de maio”, disse Rich Nelson, Estrategista-Chefe da Allendale Inc. “A preocupação é que elas não estejam”.
REUTERS
INTERNACIONAL
Oferta de carne suína nos EUA caiu antes de pandemia fechar unidades de processamento
As ofertas de carne de porco congelada nos Estados Unidos recuaram em março, antes mesmo de a pandemia do coronavírus forçar o fechamento de abatedouros no país, disse na quarta-feira o Departamento de Agricultura local (USDA, na sigla em inglês), preparando terreno para que os estoques fiquem ainda mais apertados
Processadores fecharam grandes plantas de suínos e bovinos diante da disseminação do coronavírus entre funcionários, reduzindo a produção de carne nos EUA e causando um recuo no setor pecuário local. O mais recente “shutdown” foi anunciado no início da quarta-feira, quando a Tyson Foods afirmou que vai fechar uma unidade que representa cerca de 5% da produção de carne suína dos EUA. A Smithfield Foods, maior processadora de carne de porco do mundo, alertou que os EUA estão caminhando “perigosamente para perto do limite” em relação à oferta de carnes a mercados. Em 31 de março, os frigoríficos norte-americanos armazenavam 621,9 milhões de libras-peso de carne suína, queda de 27 milhões de libras-peso em relação a fevereiro, apontou o USDA. O volume excede o declínio normal para o mês segundo a média histórica de cinco anos, de 11 milhões de libras-peso, disse Rich Nelson, estrategista-chefe da corretora Allendale. Ele projetou que os estoques podem cair ainda mais, de 20 milhões a 40 milhões de libras-peso, em abril, quando costumam registrar crescimento de cerca de 27 milhões de libras-peso. “Os problemas com as plantas começaram a surgir na primeira semana de abril”, afirmou Nelson. O USDA apontou ainda que o estoque de carne bovina congelada nos EUA era de 502,4 milhões de libras-peso em 31 de março, alta de cerca de 8 milhões de libras-peso ante fevereiro. O nível normalmente cairia cerca de 18 milhões de libras-peso no período, mas o abate foi maior que o esperado este ano, disse Nelson, que prevê um declínio de cerca de 40 milhões a 60 milhões de libras-peso em abril.
REUTERS
Maiores informações:
ABRAFRIGO
imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br
POWERED BY EDITORA ECOCIDADE LTDA
041 3088 8124
