CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1218 DE 17 DE ABRIL DE 2020

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Ano 6 | nº 1218| 17 de abril de 2020

 

ABRAFRIGO

BC amplia prazos de contratos de câmbio relativos ao comércio exterior

O Banco Central ampliou para 1.500 dias o prazo máximo entre a contratação e a liquidação do contrato de câmbio de exportação. No caso de liquidação do contrato de câmbio realizada após o embarque da mercadoria ou após a prestação do serviço, também deve ser observado o prazo máximo de 1.500 dias entre os dois eventos

O prazo máximo anterior era de 750 dias e, durante o seu decorrer, o exportador ainda tinha que observar o prazo intermediário de 360 dias para embarcar a mercadoria ou prestar o serviço. Com a mudança, o exportador passa a ter prazo único de até 1.500 dias entre a data da contratação e liquidação da operação, permitindo também que o embarque possa ocorrer dentro desse período. A medida permite que o exportador tenha mais tempo para produzir e providenciar o embarque da mercadoria ou para prestar o serviço, além de trazer maior flexibilidade para renegociar e estender a data em que receberá o pagamento do importador estrangeiro. Tendo em vista os potenciais efeitos da crise provocada pelo Covid-19 sobre o comércio exterior brasileiro, a nova regra vale para os contratos de câmbio celebrados a partir de 20 de março de 2020, bem como para os contratos de câmbio celebrados em data anterior que estivessem com a situação regular em 20 de março de 2020, data da publicação e da entrada em vigor do Decreto Legislativo n° 6, que reconhece a ocorrência do estado de calamidade pública. O uso da nova regra depende também da concordância das partes no contrato de câmbio. Houve também aumento de prazo para o pagamento antecipado de importação. O prazo anterior era de 180 dias e, com a nova medida, passou a ser de 360 dias. A medida permite ao importador renegociar as condições pactuadas com o exportador estrangeiro. Essa alteração do prazo se aplica também aos pagamentos antecipados de importação que já foram efetuados.

FOLHA DE SP

NOTÍCIAS

Boi gordo: demanda ruim e oferta limitada

O escoamento da carne bovina no mercado interno está sem força e, apesar do feriado da próxima semana (21/4 – Tiradentes) não se espera melhoria de desempenho

Os compradores estão apalpando o mercado e ofertando preços abaixo da referência vigente ontem. Com essa estratégia, o volume de compras caiu, resultando em encurtamento das escalas. Segundo levantamento da Scot Consultoria, a referência de preço da arroba do boi gordo na praça paulista ficou estável na última quinta-feira (16/4), em R$195,00, considerando o preço bruto, à vista, R$194,50, com desconto do Senar, e R$192,00 com desconto do Funrural e Senar. No mercado atacadista, no decorrer de abril, a cotação do boi casado de animais castrados caiu 2% e está cotado em R$13,06/kg. Apesar dessa queda, na comparação ano a ano, o preço está 25,1% maior este ano.

SCOT CONSULTORIA

Desempenho do milho safrinha põe em risco confinamento no segundo semestre

Uma oferta de milho na segunda safra do Brasil menor do que a projetada, por queda no potencial produtivo devido a questões climáticas, pode prejudicar a entrada de bovinos no segundo giro de confinamento do Brasil, já afetada pelos impactos do coronavírus ao setor de carnes, segundo especialistas

O cereal é utilizado como base para a alimentação dos animais confinados e será uma das principais despesas do pecuarista que optar pelo confinamento neste ano, disse o consultor em Gerenciamento de Riscos especializado em pecuária da INTL FCStone, Caio Toledo. As previsões para a colheita do milho de inverno do Brasil ainda apontam para grandes volumes, acima de 70 milhões de toneladas, mas abaixo do potencial de um ciclo que teve plantio recorde. Além disso, as próximas semanas serão fundamentais para a definição da safra, e as chuvas não estão muito regulares em partes da metade sul do país. O Indicador do milho Esalq/B3 fechou em 52,20 reais por saca de 60 quilos na quarta-feira, alta de 42,2% ante a média de 36,71 reais registrada um ano antes. “Hoje, o confinador não está comprando milho a estes preços. A aposta do pecuarista é que a produção da safrinha seja alta e venha uma redução de preços bem quando são feitas as aquisições para a dieta do gado que entrará no segundo giro de confinamento, entre julho e agosto”, afirmou à Reuters o Gerente de Categoria Confinamento da DSM, Marcos Baruselli . A DSM, dona da marca Tortuga, é uma das principais companhias do setor de alimentação animal e, antes do surto da Covid-19, chegou a prever um recorde de 6 milhões de cabeças confinadas para 2020. “Mas, no atual cenário, a expectativa é manter o volume de animas em terminação intensiva entre o mesmo do ano passado, de 5,2 milhões de cabeças, e uma alta de 6%, para 5,5 milhões”, disse, na perspectiva mais otimista.

REUTERS

ECONOMIA

Dólar emenda 4ª alta seguida com exterior; sobe 31% em 2020

O dólar emendou a quarta alta consecutiva frente ao real na quinta-feira, em sessão que acompanhou a volatilidade nos mercados externos, onde a moeda também subia com demanda por segurança diante de mais evidências da profunda recessão que se abaterá sobre a economia global

O Banco Central interveio neste pregão, colocando todos os 10 mil contratos de swap cambial tradicional (500 milhões de dólares) disponibilizados em oferta líquida. A divisa desacelerou os ganhos momentaneamente, mas depois retomou o fôlego e renovou máximas. Depois de uma repercussão errática, o mercado interpretou os dados de auxílio-desemprego, do setor imobiliário e de atividade empresarial nos EUA como novos e claros sinais da gravidade da recessão que se avizinha. Um recorde de 22 milhões de norte-americanos solicitaram seguro-desemprego no mês passado, o que quase apagou toda a geração de empregos desde a Grande Recessão. A expectativa em torno de anúncio de novas orientações pela Casa Branca para a reabertura da economia dos EUA também deu o tom durante os negócios, com alguns Estados já prorrogando o isolamento para conter a pandemia do novo coronavírus até 15 de maio. Isso aumenta o receio de que a economia fique paralisada por mais tempo, com mais danos. O dólar à vista fechou em alta de 0,27%, a 5,2565 reais na venda. Na B3, o dólar futuro de primeiro vencimento tinha valorização de 0,28%, a 5,2630 reais, às 17h11. No exterior, o dólar subia 0,6% e 1,4% ante algumas divisas emergentes, enquanto somava 0,41% contra uma cesta de moedas fortes. O dólar sobe no Brasil quase 31% em 2020. É o pior desempenho para o real, considerando os quatro primeiros meses de ano, desde pelo menos 2003.

REUTERS

Ibovespa descola de NY e fecha em queda com Petrobras e bancos

Descolado de Wall St, o Ibovespa fechou em queda na quinta-feira, com Petrobras e bancos entre as maiores pressões negativas, em meio a contínuas preocupações sobre o efeito do Covid-19 na economia e ruídos no ambiente político-econômico do país

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,29%, a 77.811,85 pontos. Na máxima, chegou a subir a 80.167,22 pontos. O volume financeiro somou 21 bilhões de reais. “Mais um pregão em queda e demonstrando a força de venda presente nesta faixa entre 80 mil e 83 mil pontos, justamente o topo marcado na penúltima semana de março”, afirmou o analista Rafael Ribeiro, da Clear Corretora, citando o patamar como uma forte barreira gráfica. Em Wall Street, a sessão trouxe novos dados evidenciando os efeitos da pandemia na economia, mas o desempenho de papéis de tecnologia como Amazon.com e Netflix ajudaram nos ganhos, enquanto investidores aguardam Trump. Eventos na cena brasileira também ocuparam atenção, como a troca do Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Ele estava em rota de colisão com o Presidente Jair Bolsonaro por causa da estratégia de combate ao Covid-19. Ainda em Brasília, o Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou na quinta-feira que não é necessário substituir o projeto de auxílio a Estados e municípios produzido pelos deputados por um de autoria do Senado, alegando que a troca cria um impasse entre as duas Casas. Na segunda-feira, a Câmara aprovou projeto de compensação a Estados e municípios, um “seguro-receita”, pela queda na arrecadação decorrente da crise do coronavírus, proposta que trouxe à tona o embate entre Maia, patrocinador da medida, e a equipe econômica, que a considerou uma “pauta bomba”.

REUTERS

EMPRESAS

Frigol diz que opera normalmente, anuncia medidas de proteção de funcionários

A Frigol S.A. disse na quarta-feira (15) que suas operações continuam funcionando normalmente e que adotou medidas de proteção para garantir a saúde dos funcionários em meio à pandemia de coronavírus

A companhia, que processa cerca de 180 mil toneladas de bovinos e 7 mil toneladas de suínos por ano, disse em comunicado que está trabalhando para manter o abastecimento regular de alimentos, atendendo à demanda interna e cumprindo contratos de exportação. A assessoria de imprensa da Frigol disse à CarneTec que as operações da companhia continuam normalmente, quando questionada se ocorreu redução no volume de produção para cumprir medidas de distanciamento social. A Frigol implantou distanciamento social nas unidades, reprogramação dos horários das equipes, medidas visando agilidade na entrada e rodízio de horários de almoço. A companhia também implementou aferição da temperatura de funcionários ao chegarem à empresa, reforço nas medidas de higiene e sanitização, afastamento de trabalhadores no grupo de risco, entre outras. A circulação de pessoas nas instalações foi reduzida e a maior parte dos funcionários administrativos está trabalhando de casa. A companhia disse ainda que definiu programação de palestras para manter trabalhadores informados e vem fornecendo carne à sua equipe por três semanas além de doar cinco monitores para o Hospital Piedade, em Lençóis Paulista (SP). A Frigol tem 3,5 mil colaboradores e exporta carnes para mais de 60 países.

CARNETEC

Marfrig distribui álcool gel para colaboradores, próximo lote será doado a hospitais

A Marfrig iniciou a distribuição gratuita de álcool gel para atender seus colaboradores em todo o Brasil, informou a companhia na quarta-feira (15)

O produto, utilizado na prevenção do contágio da covid-19, foi fabricado na unidade da companhia em Promissão (SP), que possui uma capacidade de produção de 10 toneladas mensais de álcool gel. No total, serão distribuídos 16 mil frascos de 500 ml para os colaboradores da Marfrig que atuam nas 12 unidades da companhia instaladas no país. Os lotes seguintes serão doados para hospitais localizados nas cidades nas quais a companhia atua. A produção, distribuição e doação de álcool gel é uma das ações adotadas pela Marfrig para a pandemia de covid-19. A companhia doou R$ 7,5 milhões para o Ministério da Saúde para a compra de 100 mil testes rápidos para diagnosticar o novo coronavírus. No Uruguai onde a companhia mantém cinco unidades de produção, a Marfrig anunciou a doação de 48 mil latas de carne ao Ministério do Desenvolvimento Social, que usará o produto para complementar as cestas de emergência distribuídas às famílias em situação de vulnerabilidade. Pelos próximos dois meses, semanalmente, a Marfrig no Uruguai também distribuirá 3,5 mil refeições à base de carne bovina servidas nas cidades nas quais mantém operação: Fray Bentos, Salto, San Jose, Tacuarembó e Tariras. Além disso, a companhia instituiu um fundo para contribuição em cada uma de suas plantas uruguaias. Esses fundos concentrarão doações semanais de fornecedores ao Fundo Solidário Covid-19, iniciativa do governo daquele país para mitigar os efeitos da pandemia de coronavírus.

CARNETEC

Aurora e Minerva apresentam baixos padrões de bem-estar animal

Sustentabilidade e bem-estar animal

A edição de 2019 do ranking global Business Benchmark on Farm Animal Welfare (BBFAW), líder na avaliação dos padrões de bem-estar animal adotados por algumas das maiores marcas de alimentos e restaurantes do mundo, não traz boas notícias para os produtores de alimentos do Brasil. Classificadas nas posições mais baixas do ranking estão as empresas Aurora Alimentos e a Minerva Foods, esta última apesar de ter subido uma posição. Enquanto as gigantes BRF e JBS seguem estagnadas em um nível intermediário, a Marfrig, em relação a avaliação de 2018, caiu para o nível 4. Realizado com o apoio da Proteção Animal Mundial e da Compassion in World Farming desde 2012, o BBFAW 2019 analisou a gestão do bem-estar animal de 150 das maiores empresas de alimentos do mundo, em 23 países, por meio de 37 critérios objetivos, classificados em seis níveis. O nível 1 está no topo, demonstrando liderança em bem-estar dos animais de produção, e o nível 6 está na base, indicando empresas que ainda não reconheceram o bem-estar animal dentro do seu modelo de negócios. “A classificação das empresas brasileiras, que não traz mudanças significativas em termos de pontuação, mostra que muito ainda deve ser feito em relação ao bem-estar animal”, afirma o Gerente de Agropecuária Sustentável da Proteção Animal Mundial, José Rodolfo Ciocca.  Para ele, a situação das gigantes brasileiras se agrava quando comparadas com seus concorrentes globais, como as americanas Cargill e Perdue Farms, ambas classificadas no nível 2. “No geral, as empresas brasileiras não deixam claro seus compromissos em questões como mutilações, enriquecimento ambiental, abate humanitário, uso de substâncias promotoras de crescimento e antibióticos, entre outras”, explica Ciocca.

AGROLINK COM INF. DE ASSESSORIA

FRANGOS & SUÍNOS

Frango: pressão de baixa no atacado

Os preços do frango nas granjas em São Paulo permaneceram estáveis nesta semana, porém fracos. A ave terminada está cotada, em média, em R$2,90 por quilo

As incertezas com relação à demanda deixam os compradores apáticos e com uma preocupação maior de não acumular estoques. Soma-se a isso, o fato de estarmos na segunda quinzena do mês, no qual as vendas se arrefecem. Diante disso, os preços no atacado apresentaram recuo nos últimos sete dias. Desde o início do mês a queda foi de 7,8%, com a carcaça sendo negociada, em média, em R$3,80 por quilo. Para o curto prazo, não há expectativas de recuperação na demanda, o que deverá manter a pressão de baixa no mercado.

SCOT CONSULTORIA

Suínos/Cepea: demanda fraca pela carne derruba preços nas granjas

Relação de troca do animal vivo por milho ou por farelo de soja é a menor desde setembro de 2018

O monitoramento de mercado realizado pelos pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) constatou que os preços do suíno vivo seguem em forte queda na maioria das praças abrangidas pelo levantamento. Segundo os pesquisadores, as baixas no mercado independente (criadores não integrados às indústrias) ocorrem por conta da procura desaquecida pela carne, que está inferior à oferta. “A indústria, que, de modo geral, tem trabalhado com produção reduzida, compra menos lotes de suínos no mercado independente.” A levantamento do Cepea mostra que no acumulado de abril o suíno se desvalorizou 20,3% na região denominada SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), chegando a R$ 4,21/kg na quarta-feira (15).

GLOBO RURAL

INTERNACIONAL

Sem Índia, carne bovina brasileira ganha espaço no Oriente Médio

Devido à dificuldade de comprar carne de búfalo indiana, importadores do Oriente Médio estão buscando carne brasileira

O Brasil está ganhando mais espaço no mercado de carne bovina do Oriente Médio em função do menor fornecimento de carne de búfalo da Índia. A informação foi dada pelo sócio-diretor da Radar Investimentos, Leandro Bovo, em webinar promovido pela consultoria Datagro e Grupo Pecuária Brasil. “A Índia era um fornecedor relevante de proteína barata para o Oriente Médio, quando pararam esse abate, o Oriente Médio já veio para o Brasil, num reflexo quase que imediato, eles estão voltando a comprar de forma muito mais relevante”, disse Bovo. Segundo Bovo, a China também está vindo com grande apetite para a carne bovina do Brasil. O coronavírus desvalorizou moedas mundo afora e o real foi um dos que mais perdeu valor frente ao dólar. Ao mesmo tempo em que afeta negativamente outras áreas da economia, o dólar valorizado favorece a exportação brasileira pois torna os produtos do País mais competitivos no mercado internacional. “Deixou a nossa carne num patamar bastante barato”, disse o sócio-diretor da Radar Investimentos. De acordo com as informações divulgadas no webinar, o preço da arroba do boi produzido no Brasil estava em US$ 37,5 na terça-feira, enquanto na Austrália era de US$ 58 e Estados Unidos US$ 58,5. A Argentina tinha arroba mais barata, em US$ 37, mas tem limitações na produção. Pelas análises dos palestrantes do webinar, em função do cenário atual, o mercado externo está ganhando importância como destino da produção de carne bovina brasileira. Sampaio afirmou que a demanda atual não é momentânea ou se dá apenas pela circunstância cambial. “Essa é uma demanda sólida”, disse ele. “E vêm vindo outros grandes países, a Indonésia comprava basicamente carne da Austrália, é uma população de 300 milhões de habitantes, com crescimento econômico grande, migração para costumes mais ocidentais comendo mais carne bovina, o Oriente Médio todo, o Norte da África, tem uma demanda consistente mesmo”, afirmou o diretor de Relações Institucionais da Minerva Foods.

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