CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1214 DE 13 DE ABRIL DE 2020

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Ano 6 | nº 1214| 13 de abril de 2020

NOTÍCIAS

Boi gordo: quarentena muda padrão de consumo; veja tendência de preço

De acordo com a Safras & Mercado, o pecuarista está confortável devido às condições das pastagens, mas isso deve mudar no decorrer do outono

O mercado físico de boi gordo teve uma semana marcada por queda nos preços, com reflexo no atacado, de acordo com a consultoria Safras. A primeira quinzena de abril vem sendo marcada por uma demanda abaixo do normal, por conta do novo coronavírus, que provocou isolamento social e fechamento de restaurante, bares, redes hoteleiras e outros estabelecimentos comerciais. De acordo com o analista Fernando Henrique Iglesias, o cenário é preocupante. “Os frigoríficos atuam de maneira discreta, optando por manter suas escalas de abate curtas, posicionadas entre dois e três dias úteis”, comenta. O especialista destaca que, por enquanto, os pecuaristas mantêm algum conforto diante das condições boas das pastagens, que permitem uma maior capacidade de retenção. “No entanto, isso vai mudar com o decorrer do outono, pois o clima mais seco e as temperaturas amenas aumentam o desgaste dos campos e os obrigam a negociar as boiadas”. No atacado e no varejo, a demanda de carne bovina está completamente distorcida em meio ao isolamento social. “Os cortes nobres permanecem escanteados, com uma clara predileção aos congelados e os embutidos, e ainda pela carne de frango, enquanto muitos frigoríficos relatam que o escoamento da carne bovina tem acontecido com lentidão”, afirma. Veja a diferença nos preços da arroba do boi gordo em 2 e 9 de abril:

São Paulo: passou de R$ 201 para R$ 196

Goiânia (GO): passou de R$ 188 para R$ 185

Uberaba (MG): passou de R$ 195 para R$ 187

Dourados (MS): passou de R$ 190 para R$ 181

Cuiabá (MT) – passou de R$ 180 para R$ 171

AGÊNCIA SAFRAS

Queda na cotação do boi gordo em São Paulo

Em São Paulo, as indústrias andaram com as escalas de abate e as programações atendem entre cinco e seis dias. Convém informar que o abate está aquém da capacidade diária

Com isso, na última quinta-feira (9/4), os compradores estiveram fora das compras ou testando o mercado, ofertando preços menores pela arroba. A menor necessidade de compra pelos frigoríficos resultou em queda da cotação no estado. Segundo levantamento da Scot Consultoria, na praça paulista, o boi gordo ficou cotado em R$195,00/@, à vista, bruto, R$194,50/@, à vista, com o desconto do Senar e em R$192,00/@, à vista, livre de impostos (Senar + Funrural). Queda de 1% na comparação dia a dia, ou R$2,00 a menos por arroba

SCOT CONSULTORIA

Carne do Brasil amplia mercados com coronavírus reduzindo barreiras, diz ministra

A crise do novo coronavírus aumentou a preocupação de alguns países com a segurança alimentar e contribuiu para acelerar processos de ampliação ou abertura de mercados ao Brasil, principalmente na área de carnes, na avaliação da Ministra da Agricultura do Brasil

O Egito habilitou 42 unidades de carnes do Brasil em março, sendo 27 de frango e 15 da proteína bovina, informou o ministério na quinta-feira. O governo egípcio renovou a habilitação de 95 empresas do setor (82 de carne bovina e 13 de carne de frango) e ainda autorizou o início da importação de miúdos bovinos brasileiros. Em nota na quinta-feira, a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira destacou que uma “flexibilização na questão sanitária”, além de uma melhora diplomática, ajudou nas novas habilitações. Ainda na área de proteína animal, a Indonésia acertou com governo brasileiro uma cota extra de importação de 20 mil toneladas de carne bovina, informou a pasta. O Kuweit abriu seu mercado para a carne bovina brasileira, um país que importa poucos volumes, mas de carne com valor agregado, segundo o ministério. A China, por sua vez, atualizou a lista de unidades do Brasil autorizadas a vender pescado para o país asiático, o que não ocorria desde 2015. Agora, 108 estão habilitadas. A Ministra Tereza Cristina também destacou que o Brasil tem sido procurado por outros países que buscam produtos agrícolas e estão preocupados com um possível desabastecimento “pós-pandemia do coronavírus”, disse o comunicado. É caso da Malásia e Singapura que já entraram em contato com o governo brasileiro para retomar ou aumentar as importações de carnes de frango e bovina. No primeiro trimestre de 2020, as exportações brasileiras do agronegócio somaram 21,39 bilhões de dólares. Segundo a pasta, a participação do setor agropecuário no total das exportações brasileiras foi de 43,2%, superior aos 42% registrados em 2019. Somente na área de carnes in natura (bovina, suína e frango), as exportações do trimestre somam 1,68 milhão de toneladas, alta de 9,4% ante igual período do ano passado. Com os embarques de proteína animal, o Brasil faturou 4,03 bilhões de dólares de janeiro a março, avanço de 17,6% em relação ao primeiro trimestre de 2019.

REUTERS

ECONOMIA 

Banco Mundial vê queda do PIB brasileiro de 5% em 2020

O Banco Mundial projetou no domingo uma queda do Produto Interno Bruto (PIB) de 5% para o Brasil neste ano, um pouco mais acentuado do que o recuo médio de 4,6% calculado para a região da América Latina e Caribe

Para o ano que vem, a estimativa do Banco Mundial é de avanço de 1,5% do PIB brasileiro, seguido por crescimento de 2,3% em 2022. A perspectiva é mais tímida que a calculada para a América Latina e Caribe, que deve crescer na média 2,6% tanto em 2021 quanto em 2022. A forte contração prevista para a economia brasileira este ano contrasta com o cálculo oficial do governo, que ainda é de crescimento zero. No entanto, autoridades da equipe econômica como o Secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, e o Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, já têm admitido que o desempenho deve ficar no terreno negativo. Mansueto chegou a dizer que qualquer estimativa neste momento seria um chute, dadas as enormes incertezas sobre o impacto e a duração do surto da doença do novo coronavírus. Em seu relatório “A Economia nos Tempos da Covid-19”, o Banco Mundial ressaltou que políticas devem ser adotadas em “diversas frentes” para apoio aos mais vulneráveis e proteção de empregos, e também para evitar uma crise financeira em meio às medidas de isolamento social que têm sido tomadas para refrear as infecções. O Banco Mundial ressaltou que muitos países da região estão enfrentando a crise com espaço fiscal limitado, em economias marcadas por níveis mais elevados de informalidade. Também lembrou que os países exportadores de commodities, como o Brasil, devem sofrer pela drástica queda de demanda no mundo. “Ao mesmo tempo, os governos terão que arcar com grande parte do prejuízo. Socializar esse prejuízo pode exigir a aquisição de participação em instituições do setor financeiro e empregadores estratégicos por meio de recapitalização. Esse apoio será essencial para preservar os empregos e possibilitar a recuperação”, acrescentou.

REUTERS 

Ibovespa perde fôlego antes de feriado, mas tem melhor semana desde 2016

O Ibovespa fechou em queda na quinta-feira, após superar 80 mil pontos na máxima da sessão, refletindo cautela e alguma realização de lucros diante de fim de semana prolongado e ambiente ainda volátil nos mercados. Ainda assim, acumulou ganho de 11,71% na semana, melhor desempenho semanal desde começo de março de 2016

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,2%, a 77.681,94 pontos, após subir 2,3% no melhor momento da sessão, quando chegou a acumular valorização de 15,66% na semana. O volume financeiro no pregão da quinta-feira somou 25,16 bilhões de reais. Apesar da percepção de alguns agentes de que o pior possa estar ficando para trás em termos de correção negativa na bolsa brasileira, a visão não é consenso. O que todos acordam é que a volatilidade seguirá elevada, assim como estão as incertezas. Para o analista Ilan Arbertman, da Ativa Investimentos, há ainda uma disfuncionalidade muito forte nos mercados globais, que não mostra sinais de que irá arrefecer no curto prazo, o que reforça a cautela, principalmente antes de um feriadão. “E quando falamos somente de Brasil, há ainda um risco político que está longe de ser desprezível”, observou, acrescentando que ruídos nessa variável podem fazer a recuperação do país ser mais lenta do que em outros pares. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados, incluindo a Rússia, um grupo conhecido como Opep+ ventilaram rumores de um corte de 15 milhões a 20 milhões de barris por dia (bpd), ou 15% a 20% do suprimento global. No entanto, o ministro do petróleo do Irã disse que um corte de produção de 10 milhões de barris por dia é apenas para maio e junho de 2020. De julho até o final de 2020, haverá um corte de produção de 8 milhões de barris por dia e, a partir de janeiro de 2021, haverá um corte de 6 milhões. Como resultado, o Brent, que chegou a subir 10,8%, fechou em queda de 4,14%, a 31,48 dólares o barril, com analistas avaliando que a redução prevista na produção não deve compensar o colapso na demanda em razão da pandemia do coronavírus.

REUTERS 

Dólar tem maior queda semanal em mais de um ano após Fed

O dólar à vista terminou esta quinta-feira em baixa de 1,02%, a 5,0906 reais na venda. É a primeira vez desde dezembro do ano passado que a divisa recua por quatro pregões seguidos 

O dólar fechou em baixa pela quarta sessão consecutiva nesta quinta-feira e acumulou a maior desvalorização semanal em mais de um ano, com os negócios ainda refletindo dia de enfraquecimento global da divisa em meio a apetite por risco. O Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, apresentou na quinta-feira um esforço amplo de 2,3 trilhões de dólares para ajudar os governos locais e pequenas e médias empresas. O chairman da instituição, Jerome Powell, disse posteriormente que o banco continuará a usar todas as ferramentas à sua disposição até que a economia dos Estados Unidos comece a se recuperar totalmente dos danos causados pelo surto de coronavírus. O BC dos EUA já anunciou uma série de medidas para aumentar a liquidez nos mercados globais, tentando fazer frente à escalada do dólar que nas últimas semanas impôs duras perdas a várias moedas, sobretudo as emergentes. Parte da depreciação do real neste ano é atribuída à queda constante nas taxas de juros, que tornam menos atrativas aplicações na renda fixa brasileira, prejudicando o cenário para entrada de recursos para portfólio. No ano até 3 de abril, o fluxo cambial está negativo em 13,079 bilhões de dólares, uma diferença significativa em relação ao saldo positivo de 2,729 bilhões de um ano antes. Na semana, a cotação cedeu 4,42%, maior queda desde a semana finda em 4 de janeiro de 2019 (-4,61%). Na B3, o dólar futuro tinha baixa de 0,32%, a 5,1140 reais.

REUTERS 

Governo estuda nova ajuda para empresas com auxílio do Tesouro, diz Mansueto

O governo estuda alternativas para novo programa de ajuda a empresas menores, sendo que todas envolvem aporte do Tesouro em meio à avaliação de que, mesmo com mais liquidez, muitos bancos não estão emprestando pelo risco de inadimplência

Após lembrar que o programa de financiamento à folha de pagamentos já anunciado contempla apenas empresas com faturamento anual de 360 mil a 10 milhões de reais, Mansueto frisou que “está se estudando algo adicional” em conversa virtual promovida pela Genial Investimentos no sábado. Segundo Mansueto, a delimitação no financiamento à folha ocorreu porque, abaixo do piso estabelecido para a receita bruta das empresas, o Banco Central não consegue identificar se os recursos estão sendo canalizados de fato para o pagamento de salários —uma das premissas do programa. Agora, o governo se debruça sobre propostas diferentes para contemplar empresas menores. Sem dar detalhes, Mansueto falou que estão sobre a mesa uma iniciativa planejada pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico Social (BNDES), uma pensada pelo Banco Central e que está em discussão na secretaria de Política Econômica, e outra da secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade. “Em todas elas tem … o Tesouro por trás porque o risco é muito grande”, disse Mansueto. “Logo a gente vai definir, vai arbitrar qual será o modelo escolhido dos três, quatro que estão em discussão. Ou então dos quatro talvez dois deles sejam implementados”, afirmou. “Qualquer programa pra chegar principalmente em pequena empresa tem que ter Tesouro. Quando se fala em Tesouro Nacional, se fala na verdade dinheiro do contribuinte por trás, porque caso contrário isso não vai pegar. E dá para justificar porque esses programas vão ter efeito muito grande na manutenção de emprego.”

REUTERS 

EMPRESAS 

Marcos Molina investiu R$ 44,8 milhões em ações da Marfrig

Em março, empresário aumentou participação acionária para 45,6%

O empresário Marcos Molina, controlador da Marfrig Global Foods, investiu R$ 44,8 milhões em ações da companhia em março. Os dados aparecem no formulário mensal enviado na quinta-feira pela empresa de carne bovina à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Em 20 de março, a Marfrig já havia informado que o controlador aumentara sua posição acionária, de 44,6% para 45,1%. Àquela altura, o empresário detinha 320,7 milhões de ações. Mas Molina voltou a fazer compras depois disso, chegando a 45,64% das ações. Ao todo, Molina — na pessoa física ou por meio do veículo de investimentos MMS Participações, que pertence ao empresário e à sua esposa —, possui 323,9 milhões de ações da Marfrig. A Marfrig possui 711,3 milhões de ações e vale R$ 6,3 bilhões na B3. Molina comprou ações da Marfrig nos dias 19, 20 e 24 de março. O empresário pagou entre R$ 6,77 e R$ 7,90 pelos papéis. Ontem, as ações da companhia fecharam o pregão a R$ 8,86. Em 2020, as ações da companhia de carne bovina se desvalorizaram 11%. O Ibovespa recuou 32,8%.

VALOR ECONÔMICO 

Família Vilela de Queiroz investiu R$ 12,6 milhões em ações da Minerva

Participação dos controladores passou de 19,5% para 19,9%

A holding VDQ, veículo por meio do qual a família Vilela de Queiroz controla a Minerva Foods, investiu R$ 12,6 milhões em ações da companhia de carne bovina em março. As informações aparecem em formulário enviado na sexta-feira pela companhia à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Com isso, os Vilela de Queiroz aumentaram sua posição acionária de 19,5% para 19,9% na Minerva. A família não é a maior acionista, mas controla a companhia brasileira de carne bovina por meio de um acordo de acionistas com a gestora saudita Salic. Na B3, a Minerva está avaliada em R$ 4,2 bilhões. Ontem, as ações da empresa fecharam o pregão cotadas a R$ 8,63. No acumulado de 2020, os papéis da Minerva recuaram 32,5%. Os Vilela de Queiroz fizeram as aquisições em operações a termo (a prazo). Por cada papel, comprados em três operações intermediadas pelo BTG Pactual, a família controladora da Minerva pagou entre R$ 7,06 e R$ 8,13.

VALOR ECONÔMICO 

FRANGOS & SUÍNOS 

Exportação: entre as três carnes, apenas a de frango registra queda de preço em 2020

Dados compilados pelo MAPA junto à SECEX/ME indicam que apenas a carne de frango completou o primeiro trimestre de 2020 com preços negativos em relação a idêntico período do ano passado. Assim, enquanto o preço da carne bovina valorizou-se quase 20% e o da carne suína superou os 23%, o da carne de frango retrocedeu quase 3%.

Mas o recuo do frango limitou-se ao preço. Pois o volume exportado no trimestre aumentou mais de 9% e gerou receita cambial 6,35% maior. De toda forma, o incremento das carnes suína e bovina continua sendo muito mais significativo. Em termos de volume, a carne bovina foi a que registrou o menor aumento: apenas 2% a mais. Mas a valorização de 19,37% no preço médio garantiu a geração de uma receita cambial 21,78% superior à do primeiro trimestre do ano passado. Melhor ainda, porém, para a carne suína: o volume exportado foi quase um terço maior. O que, combinado a um preço médio quase um quarto superior redundou em uma receita cambial perto de dois terços (63,33%) maior que a de um ano atrás. Ainda assim, a contribuição da carne suína para a receita cambial das carnes exportadas pelo País se encontra abaixo dos 12% do total. A da carne de frango representou 40% e a da carne bovina 45,42%. Juntas, essas três carnes representam cerca de 97,5% da receita cambial total das carnes.

AGROLINK

Continua a pressão de baixa no mercado de suínos

O mercado de suínos teve mais uma semana de queda nos preços. A oferta está maior que a demanda, o que tem feito as cotações acumularem recuos

Nos últimos sete dias, a redução na granja de São Paulo foi de 9,4%, com o animal terminado cotado, em média, em R$87,00 por arroba. No atacado, em igual comparação, o recuo foi de 8,2%, com a carcaça sendo negociada, em média, em R$6,70 por quilo. Os preços atuais são os menores registrados este ano, tanto na granja como no atacado. As reduções nas cotações desde o início do ano foram de 27,5% e 33,7%, na granja e no atacado, respectivamente.

SCOT CONSULTORIA

A carne de frango perde competitividade na comparação com a suína, mas ganha na relação com a concorrente bovina

Passados 15 dias de quarentena oficial decretada em São Paulo, os preços das principais carnes consumidas no estado registraram comportamentos distintos no atacado da capital paulista. Enquanto o valor da carcaça casada bovina seguiu estável no período, as cotações do frango inteiro e da carcaça especial suína recuaram

Segundo colaboradores do Cepea, no mercado de frango, após a valorização no final de março (por conta do aumento das compras da população), o enfraquecimento da demanda interna pressiona as cotações em abril. Para a carne suína, a lentidão nos negócios e a dificuldade de escoar a produção têm pressionado os valores de todos os produtos do setor, da carne ao vivo. Assim, a carcaça especial registrou forte desvalorização. Já os preços da carne bovina seguiram firmes, principalmente por conta da demanda de varejistas para manter seus estoques. Dessa forma, a carne de frango perde competitividade na comparação com a suína, mas ganha na relação com a concorrente bovina.

CEPEA/ESALQ

INTERNACIONAL 

Importações de carne bovina da China despencam devido ao coronavírus

Pouco mais de dois meses atrás, o restaurante Jinyuan Fucheng Beef Hotpot, situado no norte de Pequim, tinha uma fila longa de clientes do lado de fora quase todas as noites da semana.

Agora, o restaurante para 800 pessoas mal preenche 20 mesas por dia, já que a maioria das pessoas ainda receia jantar fora depois que a doença respiratória contagiosa causada pelo novo coronavírus matou mais de 3.300 pessoas e infectou quase 82 mil na China

A redução acentuada dos negócios nas redes chinesas de restaurantes de ensopado e churrascarias antes florescentes está atingindo duramente a indústria global de carne bovina — antes os principais exportadores vinham aumentando os suprimentos para atender a demanda chinesa crescente. A China é o segundo maior mercado de carne bovina do mundo, só perdendo para os Estados Unidos, e o que mais cresce, graças ao aumento da renda, que elevou as importações em ao menos 20% ao ano nos últimos cinco anos. Embora os chineses consumam muito mais carne de porco, a epidemia de febre suína detectada em agosto de 2018 reduziu o rebanho suíno do país em cerca de 50% e também fez os consumidores procurarem mais carne bovina. Em 2019, as importações chegaram a 1,7 milhão de toneladas, 60% mais do que no ano anterior, e cerca de 70% deste montante foi consumido em restaurantes, de acordo com estimativas de analistas e de fontes da indústria. Agora, a procura está “muito fraca”, disse um comerciante de uma estatal que compra do Brasil, Argentina e Uruguai e que está encomendando cerca de 30% dos níveis do ano passado.

REUTERS

Smithfield hiberna unidade de carne suína nos EUA após 80 casos de coronavírus

A Smithfield Foods, maior processadora de carne suína do mundo, está fechando temporariamente uma planta em Sioux Falls, na Dakota do Sul, disse a empresa na quinta-feira, depois de mais de 80 trabalhadores no local testarem positivo para o coronavírus

O fechamento é a mais nova disrupção à cadeia de oferta de alimentos dos EUA causada pela pandemia, e ocorre depois de a demanda por carnes em supermercados ter aumentado no país, com consumidores se isolando em casa em busca de proteção contra o vírus. “A situação da Smithfield é difícil”, disse a governadora da Dakota do Sul, Kristi Noem, em videoconferência com a imprensa. “Uma pandemia como essa pode ficar muito pior se não conseguirmos alimentar as pessoas, eu agradeço o compromisso deles em fazer as coisas certas.” A Smithfield vai suspender operações em uma área de larga escala da unidade em 11 de abril, completando o fechamento entre 12 e 13 de abril, segundo o comunicado. A empresa disse que “equipes essenciais” vão limpar o local durante o período e instalar barreiras físicas para ajudar a separar os funcionários —estes serão pagos de acordo com o acordado previamente durante o “shutdown”, informou a companhia. A planta tem um total de 3.700 funcionários e fornece quase 130 milhões de porções de alimentos por semana, disse a Smithfield, que pertence ao grupo chinês WH.

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