
Ano 6 | nº 1211| 07 de abril de 2020
NOTÍCIAS
BOI GORDO: À ESPERA DA DEMANDA
Em boa parte das praças pecuárias monitoradas pela Scot Consultoria, o mercado do boi gordo apresentou baixa movimentação na última segunda-feira (6/4), com os compradores fora das compras, aguardando uma definição do mercado.
Nessas regiões, embora os preços de referência não tenham mudado, alguns frigoríficos, que estavam ativos, ofertaram preços menores pela arroba do boi em relação à sexta-feira (3/4) e, com isso, o volume de negócios inexistiu ou foi pequeno. Esse foi o cenário vigente em São Paulo, Pará e Mato Grosso, por exemplo. Em São Paulo, as indústrias que estavam ativas abriram as ofertas de compra deprimindo o preço em até R$10,00/@. Com ofertas de R$190,00/@, à vista, bruto. Nesse patamar, o volume de negócios foi mínimo. No estado, as escalas de abate atendem em torno de cinco dias. Para os frigoríficos habilitados para o mercado chinês, a oferta de boiadas limitada, tendo em vista o requisito de os animais serem abatidos com no máximo trinta meses, mantém as cotações firmes. Neste caso, em São Paulo, as ofertas de compra giram em torno de R$200,00 a R$205,00 por arroba, à vista e bruto, considerando o macho terminado.
SCOT CONSULTORIA
EXPORTAÇÃO TEM QUEDA E DERRUBA PREÇO DO COURO VERDE
Após a forte alta registrada no primeiro bimestre de 2020, o mercado perdeu força desde março.
Segundo levantamento da Scot Consultoria, no Brasil Central, o couro verde está cotado em R$0,55/kg, considerando o produto de primeira linha. Na comparação com o fechamento da semana anterior, houve desvalorização de 26,7%. O motivo principal foi a pandemia de coronavírus que, dentre os impactos no mercado agropecuário, resultou em queda na exportação de couro, principalmente para a Itália e a China. Em março, o Brasil embarcou 36,7 mil toneladas de couro, volume 8,9% menor na comparação mensal e queda de 22,7% em relação a março de 2019.
SCOT CONSULTORIA
PANDEMIA E AS INCERTEZAS SOBRE O MERCADO DE CARNE BOVINA
O cenário nos açougues e supermercados é de pouca circulação e preferência por produtos de menor custo e/ou mais duráveis.
No caso da carne bovina, a queda mais expressiva no varejo foi no Rio de Janeiro, de 1,9%, e no Paraná, o recuo foi de 0,4%, na comparação semanal, segundo levantamento da Scot Consultoria. São Paulo e Minas Gerais tiveram alta de 0,8% e 0,2%, respectivamente, no período. A expectativa de maior movimentação com o recebimento dos salários ainda traz ânimo aos vendedores para essa primeira quinzena de abril.
SCOT CONSULTORIA
CNA APONTA QUEDA NA DEMANDA POR CARNE BOVINA; ALTA PARA CONGELADOS DE FRANGOS E SUÍNOS
A demanda por carne bovina no atacado e no varejo do país caiu na semana passada, enquanto as vendas de produtos congelados de carnes de frango e suína continuam aceleradas, segundo boletim semanal da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) sobre os impactos do coronavírus.
“Prevendo a redução no consumo interno, três plantas frigoríficas de Mato Grosso do Sul entraram em férias coletivas nesta semana. No total, são 11 plantas frigoríficas paralisadas, o que contribui para a desvalorização do preço da arroba ao produtor em 3,5% nos últimos cinco dias”, disse a CNA no boletim divulgado no sábado (04). Minerva e JBS já haviam anunciado em março que dariam férias coletivas de até 20 dias para funcionários de um total de nove unidades de bovinos. A Marfrig também anunciou no mês passado a suspensão das atividades em sua unidade Tucumã, no Pará, que já estava programada antes do surto da covid-19. No caso dos produtos congelados de frangos e suínos, a demanda continua alta. A CNA também identificou uma pequena recuperação do mercado de resfriados, mas não suficiente para melhorar o preço do frango vivo pago ao produtor independente. Citando dados da JOX Consultoria, a CNA afirma que o produtor independente e os pequenos frigoríficos de aves ainda sentem o reflexo da queda de consumo no food service, que resultou na desvalorização do frango vivo acumulada em cerca de 10% nos dois primeiros dias de abril em São Paulo. Potenciais oportunidades – Exportadores brasileiros de carne de frango estão sentindo impacto da redução das atividades do setor de food service na Arábia Saudita, segundo a CNA. Mas a incapacidade da indústria doméstica daquele país de atender à demanda no varejo local pode abrir oportunidades para o Brasil. Segundo a CNA, a autoridade sanitária árabe tem solicitado a importadores e distribuidores locais que apontem SIFs brasileiros, atualmente fora da lista autorizada, que gostariam de ser habilitados para exportação. A CNA disse ainda que a Associação de Importadores da Coreia do Sul (KOIMA) procurou a Embaixada do Brasil no país, com interesse em importar carne de frango do Brasil, principalmente pés e asas. A CNA também vê indicação de que a Indonésia renovará a cota para carne brasileira, com possibilidade de aumento do volume, e identificou aumento nas exportações de carne de frango brasileira para o Kuwait.
CARNETEC
ECONOMIA
DÓLAR FECHA LONGE DE MÍNIMAS DO DIA EM MEIO A RUÍDO POLÍTICO
O dólar fechou em baixa ante o real na última segunda-feira, mas a uma boa distância das mínimas do dia, em meio a notícias de que o presidente Jair Bolsonaro teria decidido demitir o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, elevando incertezas sobre como o país trataria a crise de saúde e, por conseguinte, sobre as consequências econômicas da pandemia.
No fim da tarde, novas informações indicaram que o presidente havia desistido de demitir Mandetta. Mas a percepção é que o ruído político se instalou e poderia reforçar um já elevado nível de incerteza na saúde e na economia. Também na última segunda, Bolsonaro convocou reunião ministerial, incluindo também presidentes de bancos, para o mesmo horário em que costuma ocorrer a entrevista coletiva sobre a atualização dos dados da epidemia de coronavírus no país com a presença de vários ministros. A convocação para a reunião foi feita repentinamente no final da manhã desta segunda-feira.
REUTERS
IBOVESPA SEGUE WALL ST E SOBE 6,5% COM SINAIS DE ESTABILIZAÇÃO EM CASOS DE COVID-19 NO EXTERIOR
O Ibovespa fechou em alta na última segunda-feira, com Vale e bancos entre as maiores contribuições positivas, em sessão embalada por avanços nos mercados acionários no exterior, apesar da pandemia de Covid-19.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 6,52%, a 74.072,98 pontos. O volume financeiro somou 21,6 bilhões de reais. A semana começou com as atenções voltadas para sinais de estabilização na mortalidade pelo vírus em alguns países na Europa, bem como no Estado de Nova York, o mais atingido pela crise nos Estados Unidos, o que trouxe algum alívio aos investidores. O governador de Nova York, Andrew Cuomo, disse que as hospitalizações de pacientes do coronavírus estão diminuindo e que o índice de aumento de mortes estacionou no Estado, o que sugere que a crise pode estar se estabilizando. Em Wall Street, o S&P 500 fechou em alta de 7%. A cena política brasileira também repercutiu na bolsa, e ajudou a afastar o Ibovespa da máxima da sessão, quando registrou 75.259,70 pontos.
– BRF ON avançou 15,86%. A empresa comunicou na última segunda-feira que a fábrica da companhia de Dourados (MS) está novamente autorizada a exportar ao mercado chinês, segundo publicação oficial da Administração Geral da Aduana da China (GACC). A fábrica (SIF 18) tem capacidade de abate de 130 mil aves/dia, aproximadamente.
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LEWANDOWSKI, DO STF, ABRE POSSIBILIDADE DE SINDICATO ABRIR NEGOCIAÇÃO COLETIVA EM CASO DE REDUÇÃO DE SALÁRIO
O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu na última segunda-feira manter trecho da medida provisória 936 que permite, em acordos individuais, reduções de jornada ou de salário e também a suspensão do contrato de trabalho durante o estado de calamidade do novo coronavírus, mas determinou que esses acertos sejam comunicados aos sindicatos dos trabalhadores em até 10 dias.
Na decisão em ação movida pela Rede Sustentabilidade, Lewandowski disse que os sindicatos poderão deflagrar uma negociação coletiva —caso não o façam, o acordo individual será dado como aceito. Para ele, dessa forma, a decisão respeita a Constituição Federal. “Por meio da solução acima alvitrada, pretende-se preservar ao máximo o ato normativo impugnado, dele expungindo a principal inconstitucionalidade apontada na exordial, ao mesmo tempo em que se busca resguardar os direitos dos trabalhadores, evitando retrocessos”, disse o ministro do STF. “E mais: almeja-se, com a saída proposta, promover a segurança jurídica de todos os envolvidos na negociação, especialmente necessária nesta quadra histórica tão repleta de perplexidades”, completou. A MP 936 autorizou a suspensão de contrato de trabalho por até 60 dias ou a redução de salários e jornada por um período de até três meses, com o pagamento de compensação parcial pelo governo aos trabalhadores. A legislação estabelecia que a suspensão poderia ser firmada por acordo individual com empregados que recebem até três salários mínimos (3.135 reais) ou mais de dois tetos do RGPS (12.202,12 reais) e que tenham curso superior. Fora dessas condições, o texto já determinava ser necessária a pactuação de um acordo coletivo.
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DÉFICIT RECORDE POR CORONAVÍRUS NÃO É AMEAÇA A PERSPECTIVA “ESTÁVEL” DO BRASIL, DIZ MOODY´S
O Brasil registrará um déficit orçamentário primário recorde de 4,5% do Produto Interno Bruto este ano, prevê a agência de classificação de risco Moody’s, mas os gastos de emergência desencadeados pelo coronavírus não comprometerão a perspectiva ‘estável’ do país.
Embora o déficit nominal deva chegar a 9,5% do PIB e a dívida em 85% do PIB este ano, a economia começará a se recuperar no segundo semestre, disse a Moody’s, permitindo que o governo volte a colocar a área fiscal em ordem. “Como esperamos que a atividade econômica seja retomada no segundo semestre do ano, também esperamos que o governo retome seu caminho de consolidação fiscal em 2021”, disse à Reuters Samar Maziad, vice-presidente da Moody’s e principal analista dos ratings soberanos do Brasil. “Mantemos uma perspectiva estável do rating soberano do Brasil, porque esperamos que a deterioração nas métricas fiscais e de dívida seja temporária e limitada a 2020 devido ao choque”, disse ela.
A Moody’s tem um rating de crédito soberano ‘Ba2’ para o Brasil desde fevereiro de 2016 e uma perspectiva ‘estável’ desde abril de 2018. Assim como as outras duas principais agências de classificação de risco, a S&P Global e a Fitch, a classificação é ´junk´, de não investimento. Maziad não quis elaborar sobre se a queda econômica e fiscal do Brasil levará a um rebaixamento dos ratings, apontando que o choque do Covid-19 está levando a “implicações negativas de crédito” e “métricas fiscais mais fracas” em todo o mundo.
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SUPERMERCADOS TÊM MOVIMENTO ACIMA DA MÉDIA NO FINAL DE MARÇO, DIZ ABRAS
O movimento dos supermercados do Brasil ficou acima da média no período de 14 a 21 de março, afirmou a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) na última segunda-feira, acrescentando que o fluxo de clientes nas lojas tem se normalizado.
“O mês de março foi atípico para o setor supermercadista brasileiro, marcou o início do combate a propagação do coronavírus (covid-19) no país”, afirmou a Abras em nota, afirmando que o movimento maior se refletirá nos resultados do setor no mês.
“O crescimento no número de casos da doença e o isolamento social orientado pelo Ministério da Saúde e seguido por governadores de diversos Estados impulsionou a população nas compras de abastecimento.” Em fevereiro, as vendas dos supermercados tiveram crescimento real de 4,61% em relação a janeiro, enquanto o resultado ano a ano, já deflacionado pelo IPCA mostrou salto de 15,88%, de acordo com a Abras. No acumulado do primeiro bimestre, o setor registrou alta de 10,35% nas vendas. De acordo com o presidente da Abras, João Sanzovo Neto, o segmento de autosserviço começou 2020 com um dos maiores resultados dos últimos 9 anos, 5,11% de crescimento, e em fevereiro continuou bem positivo, registrando 4,61% de expansão. “Desde 2012 que não registrávamos um número tão bom para o mês”, afirmou a Abras sobre fevereiro.
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IGP-DI TEM ALTA DE 1,64% EM MARÇO COM IMPULSO DO ATACADO E VAREJO, DIZ FGV
O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) acelerou a alta a 1,64% em março, após variação positiva de 0,01% em fevereiro, recebendo impulso da alta dos preços tanto no atacado quanto no varejo, segundo os dados divulgados na última segunda-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
O resultado ficou acima da expectativa em pesquisa da Reuters, de alta de 1,28% na mediana das projeções. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI) — que responde por 60% do indicador todo — passou a subir 2,33% em março, após recuo de 0,03% em fevereiro. Colaborando para essa leitura, o grupo Matérias-Primas Brutas saltou 5,63% no período, acelerando a alta ante ganho de 0,29% em fevereiro. Os itens minério de ferro, soja e café tiveram o maior peso sobre esse movimento. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-DI), que responde por 30% do IGP-DI, subiu 0,34% em março, ante variação negativa de 0,01% no mês anterior. A principal colaboração para esse resultado veio dos grupos Alimentação e Habitação, que subiram 1,35% e 0,28% em março, respectivamente, ante alta de 0,35% e queda de 0,38% no mês anterior. As carnes bovinas e a tarifa de eletricidade residencial foram itens de destaque para o resultado do IPC.
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GOVERNO PREVÊ IMPACTO DE R$430,5 MI COM OFERTA DE EMPRÉSTIMO SUBSIDIADO VIA FUNDOS REGIONAIS
O governo quer lançar linha de crédito de 6 bilhões de reais em que Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), do Nordeste (FNE) e do Centro-Oeste (FCO) emprestarão recursos a juros de 2,5% ao ano a micro e pequenos empreendedores, numa medida com custo estimado de 430,5 milhões de reais até 2024.
A iniciativa é mais uma do pacote que está sendo estruturado para oferecer alívio de caixa às empresas em meio à brusca queda do faturamento por conta do coronavírus. Neste caso, os financiamentos serão mais baratos que o atual custo de captação das instituições financeiras, uma vez que a taxa básica de juros, a Selic, está em 3,75% ao ano. A ideia é que os empréstimos sejam concedidos pelos bancos administradores dos fundos constitucionais —Banco da Amazônia, Banco do Nordeste e Banco do Brasil. Conforme cálculos internos da equipe econômica vistos pela Reuters, que levaram em conta tanto o subsídio nos juros quanto o custo da inadimplência, a expectativa é que a medida tenha um custo fiscal de 430,5 milhões de reais até 2024, pela variação negativa no patrimônio líquido dos fundos constitucionais e, por conseguinte, no resultado primário do governo central. A ideia da medida é que cooperativas e pessoas físicas que desenvolvam atividades produtivas não rurais, especialmente as ligadas ao comércio e serviço nas respectivas regiões, também possam tomar empréstimos. A proposta preliminar do Ministério do Desenvolvimento Regional, que ainda precisa ser referendada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), prevê que o crédito poderá ser utilizado para capital de giro e para investimentos. O limite de financiamento será de 100 mil reais para capital de giro e de 200 mil reais para investimentos, em ambos os casos com carência para o pagamento até o fim deste ano.
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FRANGOS & SUÍNOS
QUEDA NOS PREÇOS DO SUÍNO NAS GRANJAS E ATACADO EM SÃO PAULO
Os preços no mercado de suínos caíram. As vendas estão devagar e existe pouco interesse dos compradores em aumentar os estoques, mesmo estando no início de mês.
As incertezas com relação à demanda, em função da quarentena, no qual existe uma queda na renda da população, aulas escolares suspensas e fechamentos de estabelecimentos (food service), deixam o ambiente de negócios em ritmo lento. Nas granjas de São Paulo, o animal terminado teve queda de 15,0% nos últimos sete dias, sendo negociado, em média, em R$91,00 por arroba. No atacado, a redução foi de 18,1%, com a carcaça negociada, em média, em R$7,00 por quilo.
SCOT CONSULTORIA
EXPORTAÇÃO DE CARNE DE FRANGO SOBE 8,8% NO ANO, SUÍNA CRESCE 32%
As exportações de carnes de frango e suína brasileiras continuam a acumular crescimento no ano, considerando os resultados compilados até março, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Os embarques de carne de frango somam 1,02 milhão de toneladas de janeiro a março, alta de 8,8% em relação ao registrado no mesmo período do ano passado. A receita com os embarques cresceu 6% no mesmo período, a US$ 1,6 bilhão.
Já as exportações de carne suína subiram 32%, a 208 mil toneladas no primeiro trimestre. O faturamento do setor com os embarques somou US$ 485,1 milhões, alta de 62,6%.
“Mesmo com os impactos gerados pelo covid-19, o setor segue desempenhando seu papel estratégico de auxílio à segurança alimentar da população brasileira e de diversas nações em todo o mundo, várias delas que enfrentam neste momento o quadro epidêmico”, disse o presidente da ABPA, Francisco Turra, em nota divulgada pela entidade.
Apenas no mês de março as exportações de carne de frango subiram 2,6%, ano a ano, para 349,5 mil toneladas, gerando receita de US$ 552,5 milhões, queda de 1,7%. Já os embarques de carne suína totalizaram 72,1 mil toneladas em março, alta de 31,5% ano a ano, gerando saldo cambial de US$ 166 milhões, 56,1% maior que o registrado no mesmo mês do ano passado. Analistas do BTG Pactual disseram em relatório na semana passada que os impactos da covid-19 nas exportações brasileiras de carnes de frango e suína estão limitados até agora, já que os dados das exportações até março mostram elevada demanda internacional.
CARNETEC
EMPRESAS
BRF DIZ QUE UNIDADE DE DOURADOS ESTÁ NOVAMENTE AUTORIZADA A EXPORTAR PARA A CHINA
A BRF comunicou na última segunda-feira que a unidade da companhia de Dourados (MS) está novamente autorizada a exportar ao mercado chinês, segundo publicação oficial da Administração Geral da Aduana da China (GACC).
A fábrica (SIF 18) tem capacidade de abate de, aproximadamente, 130 mil aves/dia.
De acordo com a BRF, com a efetivação da medida, a empresa totaliza 14 plantas autorizadas a exportar para a China, sendo 10 de aves e 4 de suínos.
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FRIBOI DOA 12 T DE CORTES BOVINOS E 60 MIL SABONETES PARA INSTITUIÇÕES CARENTES DE GOIÂNIA, RIO E SP
Na luta contra o coronavírus, a Friboi anunciou na segunda-feira (06) que doará, nesta semana, 60 mil sabonetes que serão distribuídos em instituições carentes das cidades de Goiânia, Rio de Janeiro e São Paulo. A marca também doará 12 toneladas de cortes bovinos em prol das entidades.
As iniciativas fazem parte do programa de responsabilidade social da JBS “Fazer o Bem Faz Bem” e foram feitas em parceria com o festival Villa Mix. As ações foram anunciadas oficialmente no domingo (5), durante live realizada no perfil do evento Villa Mix no YouTube e que reuniu dez horas de apresentações de diversos artistas, informou a Friboi no comunicado.
Durante a transmissão, os seguidores foram convocados a contribuir com doações que serão revertidas para a compra de cestas básicas para as instituições carentes.
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INTERNACIONAL
EXPORTAÇÃO DE CARNE SUÍNA E BOVINA DOS EUA MANTÉM RITMO FORTE DE CRESCIMENTO EM FEVEREIRO
Embarques norte-americanos de carne de porco cresceram 46% no segundo mês do ano, enquanto vendas de carne bovina registraram acréscimo de 18% nas mesmas bases de comparação
As exportações de carne suína dos EUA continuaram em ritmo recorde em fevereiro, obtendo resultados apenas abaixo dos registrados em dezembro de 2019 e janeiro deste ano, segundo informou na última segunda-feira a Federação de Exportação de Carne dos EUA (USMEF), com base nos dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Em volume, os embarques de carne suína dos EUA subiram 46% sobre igual mês de 2019, atingindo 273.056 toneladas. Em receita, cresceram 59% nessa mesma base de comparação, para US $ 726,6 milhões. Por sua vez, os embarques norte-americanos de carne bovina registraram acréscimo de 18% em fevereiro, para 112.021 toneladas, na comparação com mesmo mês do ano passado, gerando receita US$ 681 milhões, um avanço de 17%
PORTAL DBO
TYSON FOODS FECHA UNIDADE DE SUÍNOS EM IOWA DEPOIS DE CASOS DE COVID-19 ENTRE FUNCIONÁRIOS
Companhia relata contaminação em mais de duas dúzias de trabalhadores da unidade
A fábrica de processamento de carne de porco da Tyson Foods em Columbus Junction, Iowa, EUA, suspendeu as operações por uma semana a partir desta segunda-feira, 6 de abril, devido a mais de duas dúzias de casos de COVID-19 confirmados em pessoas que trabalham nessa unidade industrial. “Em um esforço para minimizar o impacto em nossa produção geral, estamos desviando o suprimento de animais originalmente programado para entrega em Columbus Junction para algumas de nossas outras fábricas de suínos na região”, disse Noel White, CEO da Tyson, em comunicado, segundo texto publicado pelo portal norte-americano porkbusiness. Além de medir a temperatura dos trabalhadores em todos os locais da Tyson antes de entrar nas instalações da empresa, o CEO da companhia disse que intensificou a limpeza e higienização profunda de suas instalações, especialmente em salas de descanso de funcionários, vestiários e outras áreas. “Estamos trabalhando duro para proteger os membros de nossa equipe durante essa situação, além de continuarmos cumprindo o nosso papel de ajudar a alimentar pessoas em todo o país”, disse Noel White. Segundo o executivo, a Tyson continua a explorar e implementar maneiras adicionais de promover mais distanciamento social nas plantas, o que inclui erguer divisórias entre estações de trabalho ou aumentar o espaço entre os trabalhadores na área de produção, o que pode envolver a desaceleração das linhas de produção. Os produtores locais estão preocupados com o impacto que esse fechamento terá na capacidade de vender suínos. “Isso afetará a todos”, disse Shane Brinning, produtor independente de carne de porco de West Chester, Iowa. Dean Sieren, produtor de carne suína de Keota, Iowa, afirmou que o fechamento da fábrica torna os tempos mais difíceis. “Estamos preparados para vender porcos 52 semanas ao ano. O fechamento de uma fábrica cria um golpe dramático nos criadores de suínos da região. Não há espaço suficiente para absorver uma planta”, alertou Sieren.
PORTAL DBO
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