CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1210 DE 06 DE ABRIL DE 2020

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Ano 6 | nº 1210| 06 de abril de 2020

 

NOTÍCIAS

FRIGORÍFICOS REDUZEM O VOLUME DE COMPRAS

Em São Paulo, o mercado do boi gordo encerrou a última sexta-feira (3/4) com preços estáveis na comparação dia a dia.
Após uma semana com melhoria do volume de negócios, resultando no avanço das programações de abate, boa parte das indústrias saiu das compras. A estratégia estabelecida, devido ao consumo incerto de carne no mercado interno, é avaliar o comportamento das vendas, para então, definirem qual caminho seguir.

SCOT CONSULTORIA

CARNE BOVINA: BAIXO VOLUME DE NEGÓCIOS NO ATACADO

Escalas curtas e cautela nas compras são características vistas nos frigoríficos. A incerteza sobre o consumo de carne bovina em curto prazo não dá margem para grandes compras de boiadas. 

Apesar das vendas fracas no atacado, que agora abastecem apenas açougues e mercados, o preço médio da carne bovina sem osso teve alta de 0,4% no atacado na semana passada, segundo levantamento da Scot Consultoria. No entanto, na comparação mensal, o preço é 1,2% menor. Com a China voltando à rotina, mesmo que vagarosamente, espera-se que o país retorne às compras de carne brasileira em bons volumes, trazendo uma “fuga” para o escoamento da produção no caso dos frigoríficos habilitados à exportação para os chineses, alguns inclusive estão em férias gerais devido à situação atual. Para esta semana, os volumes negociados internamente devem continuar abaixo dos padrões “normais”, o que deve manter os preços da carne bovina frouxos do atacado.

SCOT CONSULTORIA

SEM ESCOAMENTO FÁCIL, BOI GORDO AMEAÇA DESABAR

O preço do boi gordo registrou bastante volatilidade ao longo da semana passada, fechando a sexta-feira com viés de baixa nas principais praças pecuárias do Brasil.

“Os ajustes negativos da arroba ocorreram em função da dificuldade no escoamento da carne bovina ao segmento atacado”, relata a Informa Economics FNP, acrescentando que os estoques da proteína nas câmaras frias estão bastante cheios. Segundo a consultoria, diante da nova realidade imposta pelo novo coronavírus, as indústrias tentam adequar as escalas de abate de acordo com a demanda pela carne, operando com a “venda casada”, isto é, compram a boiada apenas em conjunto com a venda dos cortes. Essa estratégia de negócio “de mão para a boca” reflete o atual período de isolamento da população e de incertezas gerados pelo avanço do vírus mortal COVID-19 no País. O fechamento de escolas, restaurantes e bares provoca não só uma diminuição no escoamento de carne, mas também uma alteração na dinâmica do mercado, observa a FNP. “Embora ainda seja cedo para uma avaliação de curto prazo, já se nota uma redução nas vendas dos cortes nobres, tipicamente mais consumidos fora de casa”, destaca a consultoria. Na praça de São Paulo, em meio às dificuldades de vender carne no mercado doméstico, frigoríficos anunciaram a paralisação de algumas plantas, diminuindo o ritmo de compras. Com isso, o valor do boi gordo caiu R$ 2/@ na última sexta-feira, para R$ 202/@, a prazo, segundo levantamento da FNP. Os preços da boiada gorda também recuaram nas praças de Mato Grosso. “A indisponibilidade de matéria prima no Estado e a dificuldade de repassar a alta nos preços da arroba para o valor da carne no atacado fizeram com que os frigoríficos se ausentassem das compras, visando preservar margens operacionais”, avalia a consultoria. Em Goiás, diz a FNP, a diminuição no volume de chuvas levou os pecuaristas a elevar a oferta do gado para abate, o que favoreceu a baixa nos preços. De forma semelhante, em Rondônia, mesmo oferecendo valores mais baixos, as indústrias encontram disponibilidade de animais e conseguiram fechar a escala dessa semana. Em Minas Gerais, os frigoríficos conseguiram, em sua maior parte, terminar as escalas já da segunda semana de abril e passaram a testar preços mais baixos, efetivando compras de pequenos lotes a patamares menores, de acordo com a FNP.

PORTAL DBO

MINISTRA DA AGRICULTURA DIZ QUE CHINA HABILITARÁ NOVOS FRIGORÍFICOS BRASILEIROS PARA EXPORTAÇÃO AINDA ESTE ANO

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse no último sábado que a China deve habilitar novos frigoríficos brasileiros para exportar para lá ainda esse ano.

Segundo ela, o Brasil já enviou todas as informações solicitadas pelas autoridades sanitárias chinesas para as plantas em processo final de credenciamento, mas a autorização será feita no “tempo deles”, devido à readaptação das atividades com a pandemia do novo coronavírus. Ao todo, oito plantas aguardam a aprovação final do governo chinês: seis de carne bovina, uma de aves e outra de suínos. A expectativa também é que, com a normalização das operações, outros estabelecimentos sejam credenciados ao longo de 2020. A retomada das atividades econômicas na China e a volta à normalidade do trabalho do GACC (Administração Geral de Alfândegas da China), órgão responsável pelas habilitações, que havia concedido profissionais para atuarem em outras áreas – como saúde pública – durante o pico da pandemia no país asiático, são indicativos positivos na visão da ministra para a aprovação dos frigoríficos.

Após comentar o tema em entrevista a uma revista especializada em avicultura transmitida ao vivo no Instagram, a ministra afirmou ao Valor que não há anormalidade por parte da China. Para ela, as habilitações das oito plantas são uma questão de tempo e de adaptação às dificuldades geradas pela pandemia do coronavírus. O secretário de Comércio e Relações Internacionais, Orlando Ribeiro, disse ao Valor que houve um “descasamento nas situações internas dos dois países” por conta da covid-19, o que causou a interrupção de algumas atividades. Mesmo com a implementação das habilitações por videoconferência, ele vê empecilhos neste momento em “reunir equipes, tradutores, fiscais agropecuários, os próprios estabelecimentos e a contratação de serviços que podem não estar disponíveis”.

Ribeiro informou ao Valor que foi realizada uma videoconferência em dezembro de 2019, na qual os chineses solicitaram informações adicionais e retificação de oito estabelecimentos brasileiros. As respostas foram enviadas em fevereiro deste ano ao GACC, de quem o Ministério da Agricultura aguarda uma reação. “Assim que a gente conseguir superar essa fase e as coisas voltarem ao normal, nós poderemos falar em novas habilitações além desses oito que já estão na mesa da GACC, prontos para serem avaliados e aprovados no tempo deles”, pontuou. Entre os estabelecimentos que aguardam a palavra final da China, seis são de carne bovina: duas unidades da JBS (um em Vilhena/RO e outro em Campo Grande/MS), Frisa, de Colatina/ES, Frigorífico Astra, de Cruzeiro do Oeste/PR, Frigorífico Silva, de Santa Maria/RS, e Frigorífico Irmãos Gonçalves, de Jaru/RO. Uma planta é de carne de aves, a Aviva Alimentos Ltda, de São Sebastião do Oeste/MG, e outra é de carne suína, a Frigoestrela, de Tupã/SP.

VALOR ECONÔMICO

CRISE DO CORONAVÍRUS REDUZ CONSUMO DE CARNE E JÁ PARALISA 11 FRIGORÍFICOS NO PAÍS

O impacto da crise generalizada causada pela pandemia do coronavírus também é sentido pela indústria da carne. Nesta última semana, as vendas no atacado e no varejo da carne de boi registraram queda, principalmente nos chamados “cortes nobres”.

Por causa da redução no consumo de carne, três plantas frigoríficas de Mato Grosso do Sul entraram em férias coletivas na semana passada. No total, já são 11 plantas frigoríficas paralisadas em todo o País. No período de 30 de março a 3 de abril, houve desvalorização do preço da arroba do boi ao produtor em 3,5%. As informações são da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que tem medido os impactos da pandemia na produção agropecuária e no mercado interno. O cenário reflete o fechamento de locais como restaurantes, bares e hotéis, dado que o consumo atual tem dependido, majoritariamente, do que é comprado pelo cliente doméstico. A produção e comercialização de soja e milho seguem dentro da normalidade, após preocupações com as condições logísticas. Produtos congelados continuam com alta demanda. O alto preço do milho e do farelo de soja tem preocupado produtores pecuaristas. Em 2020, o milho já acumula valorização de 18,3% no mercado interno brasileiro. Se a tendência de alta dos insumos para alimentação animal for mantida, os pecuaristas devem sofrer com margens negativas e perda de competitividade.

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

MOODY’S VÊ BAIXA EXPOSIÇÃO DE FRIGORÍFICOS À CRISE DO CORONAVÍRUS

A agência de classificação de risco Moody’s disse na última sexta-feira (03) que o setor de proteína animal brasileiro está entre os setores com baixa exposição à crise global causada pela pandemia do coronavírus.

“Frigoríficos brasileiros irão até se beneficiar de um aumento nas vendas no varejo de alimentos congelados e refeições prontas, que tendem a aumentar enquanto consumidores acumulam estoques nas suas casas e comem em seus lares mais frequentemente”, disse a Moody’s em relatório. Além do setor de proteínas, a indústria de bebidas e o segmento de telecomunicação foram apontados pela Moody’s como aqueles com menor exposição aos riscos do coronavírus. A Moody’s disse que algumas companhias nesses setores ainda sofrem riscos maiores que outras e podem sentir desaceleração significativa, sem detalhar quais seriam essas companhias. A indústria de alimentos é considerada essencial por governos federal e locais para abastecimento da população e devem continuar operando durante o surto do coronavírus. Processadoras de carnes brasileiras já afirmaram que garantem produção para abastecer mercados doméstico e internacionais, inclusive anunciando contratações para este ano.

CARNETEC

ECONOMIA

DÓLAR ENGATA 7ª SEMANA DE GANHOS, BATE NOVO RECORDE ACIMA DE R$5,32 E DISPARA 33% EM 2020

O dólar engatou a sétima semana consecutiva de ganhos e fechou na última sexta-feira acima de 5,32 reais pela primeira vez, em mais um dia de fortalecimento global da moeda diante de evidências crescentes de que o mundo já está numa recessão que deverá ser de magnitude histórica.

O dólar à vista fechou na última sexta-feira em alta de 1,14%, a 5,3261 reais na venda, nova máxima histórica para um encerramento de sessão e muito perto do pico intradiário, de 5,3286 reais, alcançado às 16h58 —dois minutos antes do fim dos negócios. Na semana passada, o dólar subiu 4,30%, engatando a sétima semana consecutiva de valorização, período em que somou ganhos de 23,83%. A alta se manteve a despeito de o Banco Central ter injetado um total de 3,815 bilhões de dólares no mercado, sendo 3,315 bilhões de dólares apenas pela venda de moeda no mercado spot. Na sexta, o BC vendeu quase 1 bilhão de dólares ao mercado, sendo 500 milhões de dólares via swap cambial e 455 milhões de dólares no segmento à vista. No acumulado de 2020, o dólar dispara 32,72%. Na B3, em que as operações com dólar futuro se encerram às 18h, o contrato de maior liquidez tinha alta de 1,54%, a 5,3480, às 17h36, após bater 5,3500 reais na máxima.

REUTERS

IBOVESPA FECHA EM QUEDA SEM ALÍVIO NOS TEMORES SOBRE REFLEXOS DO COVID-19

A bolsa paulista fechou com o Ibovespa em forte queda na última sexta-feira, uma vez que o ritmo de contágio do Covid-19 não mostra alívio no mundo, adiando também perspectivas de melhora no ambiente econômico global.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 3,76%, a 69.537 pontos. Na mínima da sessão, chegou a 67.802,47 pontos. O volume financeiro somou 21,9 bilhões de reais. Após a trégua na semana anterior, o Ibovespa acumulou um declínio semanal de 5,3%. No ano, a perda alcança quase 40%. No mundo, os casos do novo coronavírus já ultrapassaram 1 milhão, enquanto o número de mortes supera 50 mil. Apenas nos EUA, novo epicentro da pandemia, o Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) reportou nesta sexta-feira 239.279 casos, alta de 26.135 em relação à contagem anterior. O número de mortes aumentou em 930, para 5.443. Números do mercado de trabalho norte-americano também escancararam ainda mais os efeitos nocivos do vírus na economia, com o fechamento de 701 mil vagas de trabalho no mês passado, enquanto a taxa de desemprego passou de 3,5% a 4,4%. Em Wall Street, o S&P 500 fechou em baixa de 1,5%.

REUTERS

GOVERNO PUBLICA MP QUE CRIA PROGRAMA DE FINANCIAMENTO A FOLHAS DE PAGAMENTO

Iniciativa foi batizada de Programa Emergencial de Suporte a Empregos. Ainda são necessárias a aprovação do Conselho Monetário Nacional e uma circular do BNDES

O governo publicou na noite da última sexta-feira, em edição extraordinária do “Diario Oficial da União”, a medida provisória que cria a modalidade de crédito à folha de pagamento de pequenas empresas. A iniciativa foi batizada de Programa Emergencial de Suporte a Empregos. Para a modalidade entrar em funcionamento, porém, ainda são necessárias a aprovação do Conselho Monetário Nacional e uma circular do BNDES, que será o agente financeiro da União no programa. Portanto, a medida provavelmente não ficará pronta a tempo do pagamento de salários que têm de ser feito até terça-feira, quinto dia útil de abril, como pretendiam alguns bancos. Uma reunião entre representantes de instituições financeiras e do banco de fomento está marcada para a manhã deste sábado. Conforme anunciado no dia 29 de março, empresas com faturamento de R$ 360 mil até R$ 10 milhões poderão financiar dois meses de salários com apoio da modalidade, que terá taxa de juros de 3,75% ao ano. Governo e bancos concederão R$ 40 bilhões na modalidade, repartidos em dois meses. O Tesouro Nacional arcará com 85% dos recursos e do risco de inadimplência da linha. As instituições financeiras ficarão com os 15% restantes, e caberá a elas conceder os recursos com base em suas políticas de crédito.

VALOR INVESTE

GOVERNO PODERÁ ANTECIPAR PLANO SAFRA 2020/21, DIZ TEREZA CRISTINA

O governo poderá antecipar o Plano Safra neste ano “para dar um horizonte” aos agricultores brasileiros que tomam esses recursos, em meio a temores com menor oferta de crédito para a futura safra devido ao cenário econômico complicado com o novo coronavírus, afirmou neste domingo a ministra da Agricultura, Tereza Cristina.

No entanto, a ministra ponderou que o programa governamental de financiamento aos agricultores brasileiros, familiares e empresariais não é suficiente para atender às necessidades do setor e que irá se reunir nesta semana com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para discutir a situação. “O plano safra nós estamos pensando inclusive em tentar antecipá-lo, para dar um norte, para dar um horizonte para aqueles que tomam esse recurso. Mas a gente sabe que ele é 40% só do que se precisa para tocar uma safra do tamanho da safra brasileira, para que essa engrenagem toda trabalhe. Então, realmente esse é o assunto número 1 das minhas preocupações e da minha gestão”, disse Tereza Cristina. A declaração foi dada durante videoconferência transmitida na internet com representantes do setor do agronegócio e conduzida pelo agrônomo Xico Graziano, professor de MBA da Fundação Getulio Vargas (FGV). A preocupação ocorre apesar da aprovação pelo Senado, no mês passado, da chamada MP do Agro, editada para modernizar o financiamento rural. A medida, defendida pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), ainda depende de sanção presidencial. A fala da ministra veio após afirmação do ex-ministro da Agricultura Blairo Maggi ter afirmado, durante a videoconferência, ver “dificuldade de ter os volumes de recursos necessários para que no ano que vem nós possamos ter essa super safra”.

REUTERS

CÂMARA APROVA PEC DO ORÇAMENTO DE GUERRA

A Câmara dos Deputados aprovou na noite de sexta-feira a chamada PEC do “orçamento de guerra”, que separa do orçamento principal os gastos com o enfrentamento da crise do coronavírus.

A Proposta de Emenda à Constituição cria um regime extraordinário fiscal, financeiro e de contratações para enfrentamento da calamidade pública nacional decorrente de pandemia internacional. O orçamento da guerra, proposto pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e outros parlamentares, ainda precisa da aprovação do Senado por três quintos dos votos em dois turnos. A Câmara aprovou o texto principal do projeto com 423 votos a favor e 1 contra em uma segunda rodada de votação. No primeiro turno, a contagem foi de 505 votos a favor e 2 contra. O projeto cria um regime fiscal e financeiro extraordinário para impedir que as despesas relacionadas ao decreto de estado de calamidade desencadeado pela pandemia, válido até 31 de dezembro, sejam misturadas ao orçamento federal no mesmo período.

Além de dar mais folga ao governo para autorizar a liberação de recursos durante a crise ao criar um regime extraordinário, e afastar limitações legais, segundo Maia, como a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e a regra de ouro, a PEC autoriza o Banco Central a atuar na compra de títulos. A PEC limita a atuação do Banco Central ao enfrentamento da crise do coronavírus enquanto perdurar o período da calamidade. Determina, ainda que o montante de cada operação de compra de direitos creditórios e títulos privados de crédito pelo BC deverá ser autorizado pelo Ministério da Economia e informado ao Congresso Nacional.

Também exige o aporte de pelo menos 25% por parte do Tesouro Nacional e prevê ainda, a pedido de partidos da oposição, que o presidente da instituição financeira, Roberto Campos Neto, preste contas ao parlamento a cada 45 dias. A PEC também institui um Comitê de Gestão da Crise, a ser comandado pelo presidente da República, para determinar orientações gerais do regime emergencial, solicitar informações de atos da União e suas autarquias, empresas e fundações públicas, entre outras atribuições. O número de mortos no Brasil subiu para 359 na sexta-feira, enquanto os casos confirmados saltaram para 9.056, segundo dados do Ministério da Saúde.

REUTERS

RETOMADA DA ECONOMIA SERÁ POR REFORMAS E REDUÇÃO DE ENCARGOS TRABALHISTAS, DIZ GUEDES

A retomada da economia brasileira após o impacto provocado pelo coronavírus será por meio da aceleração de reformas estruturantes e da redução de encargos trabalhistas, afirmou neste sábado o ministro da Economia, Paulo Guedes, durante uma videoconferência com empresários do varejo.

Para Guedes, as reformas necessárias para o desenvolvimento da economia ficaram em um segundo plano devido à emergência de saúde, mas o ministro frisou que elas precisam ser retomadas assim que possível para que o país possa deixar para trás os problemas econômicos decorrentes da pandemia. “Vamos completar esse ciclo, vamos atravessar essa onda, e voltaremos com as reformas”, afirmou Guedes durante a videoconferência, que foi transmitida pela internet. “Nossa saída, lá na frente, vai passar por redução de impostos, principalmente os mais disfuncionais. A retomada virá por aí, criar emprego tem que ser fácil, barato e estimulante.” O ministro destacou que, antes da pandemia do coronavírus, “o Brasil já estava decolando” e que a continuidade das reformas será necessária para destravar investimentos no país. “Nos próximos meses, nós vamos estar destravando os investimentos no Brasil… a retomada será com investimentos em saneamento, investimento em cabotagem, infraestrutura, em educação e saúde e, principalmente, geração de emprego derrubando encargos trabalhistas, que são armas de destruição em massa dos empregos”, afirmou.

REUTERS

STF SUSPENDE AMPLIAÇÃO DO BPC QUE CUSTARIA R$20 BI EM 2020

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes (STF) concedeu na última sexta-feira liminar em que suspende a ampliação do Benefício de Prestação Continuada (BPC) aprovado pelo Congresso, atendendo a pedido da Advocacia-Geral da União (AGU).

Na decisão, Mendes disse que a proposta aprovada pelo Congresso não cumpriu a exigência prevista na Constituição e na Lei de Responsabilidade Fiscal de se indicar a respectiva fonte de custeio para a ampliação do benefício assistencial. Em março, o Congresso Nacional havia derrubado o veto do presidente a um projeto de lei que eleva limites de renda utilizados como critério para concessão do benefício, o que segundo o Ministério da Economia geraria custos de aproximadamente 20 bilhões de reais em 2020 e 217 bilhões de reais em dez anos.

O Ministério da Economia informou que não vai comentar a decisão do Supremo.

REUTERS

ECONOMIA BRASILEIRA COMEÇA A SENTIR IMPACTOS DO CORONAVÍRUS, DIZEM ANALISTAS

A economia brasileira já começa a sentir os primeiros sinais de impacto da propagação do coronavírus, a julgar por dados recentemente divulgados, disseram analistas de bancos nesta sexta-feira.

“Em linha com a queda dos indicadores de confiança, os dados têm apresentado recuos relevantes no mês passado”, disse o Bradesco em nota. O Bradesco citou em relatório queda em março no número de emplacamentos de veículos na comparação ao mês de fevereiro, segundo dados da Fenabrave. Os licenciamentos de veículos novos no país no mês passado recuaram 18,6% na comparação com fevereiro e desabaram quase 22% frente a março de 2019. Ainda de acordo com o banco, outros indicadores devem apontar declínios semelhantes em março, o que é “compatível” com retração do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre. Para essa semana, o Bradesco chamou atenção para dados da Anfavea sobre produção de veículos em março e para o IPCA, com ambos devendo mostrar efeitos do coronavírus. O UBS ressaltou o tombo de 15,9 pontos no Índice de Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) para o setor de serviços do Brasil no mês de março, uma queda recorde. O dado veio depois de números do PMI industrial, que mostraram contração no setor pela primeira vez em 8 meses. “Para março, prevemos fortes quedas mensais nas vendas do varejo, setor de serviços e atividade econômica como um todo”, disseram em relatório os economistas Fabio Ramos e Tony Volpon. Para Alberto Ramos, diretor de pesquisas econômicas para a América Latina do Goldman Sachs, o impacto do Covid-19 sobre os PMIs, indicadores de confiança do consumidor e empresarial e dados de alta frequência (com mais divulgações) para a atividade é “vísível e grande”. “À frente, esperamos que os PMIs diminuam ainda mais, já que a economia, particularmente os setores de serviços, sofre os ventos contrários de uma recessão global e doméstica devido ao impacto econômico e social do surto de Covid-19”, disse Ramos em nota.

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FRANGOS & SUÍNOS

VENDAS FRACAS PRESSIONAM PARA BAIXO OS PREÇOS DO FRANGO

O mercado de frango segue com os preços frouxos. As vendas foram menores nos últimos dias e, com isso, as cotações recuaram.

Nas granjas de São Paulo, a desvalorização nos últimos sete dias foi de 7,7%, com a ave terminada cotada, em média, em R$3,00 por quilo. No atacado, o recuo de preços no período foi de 10,4%, com a carcaça sendo negociada, em média, em R$4,12 por quilo. O começo do mês ainda gera dúvidas com relação a melhora na demanda, em função do cenário conturbado no qual estamos passando.

SCOT CONSULTORIA

EXPORTAÇÕES DE FRANGO SOBEM 2,6% EM MARÇO, A 349,5 MIL T, DIZ ABPA; SUÍNO TAMBÉM AVANÇA

As exportações brasileiras de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, totalizaram 349,5 mil toneladas em março, alta de 2,6% na variação anual, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) nesta sexta-feira.

Em março de 2019, o Brasil embarcou 340,5 mil toneladas de carne de frango, ressaltou a associação. A receita do mês passado chegou a 552,5 milhões de dólares, recuo de 1,7% ante igual período de 2019, quando foram obtidos 562,2 milhões de dólares com as vendas externas de frango. No acumulado do trimestre, foram exportadas 1,021 milhão de toneladas, volume 8,8% maior que as 939 mil toneladas embarcadas no mesmo período do ano passado.

A receita trimestral ficou em 1,635 bilhão de dólares, alta de 6% na variação anual. “Mesmo com os impactos gerados pelo Covid-19, o setor segue desempenhando seu papel estratégico de auxílio à segurança alimentar”, disse em nota o presidente da ABPA, Francisco Turra.

CARNE SUÍNA

As exportações brasileiras de carne suína, incluindo o produto in natura e processado, totalizaram 72,1 mil toneladas em março, alta de 31,45% ante as 54,8 mil toneladas registradas um ano antes. Com os embarques, o país faturou 166 milhões de dólares, avanço de 56,1% em relação aos 106,3 milhões de dólares faturados em março de 2019. No trimestre, os embarques do setor chegaram a 208 mil toneladas, alta de 32% na variação anual. Em receita, houve aumento de 62,6%, com 485,1 milhões de dólares faturados de janeiro a março.

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EMPRESAS

MINERVA RETOMA ABATES EM UNIDADES EM SP E MG E DÁ FÉRIAS COLETIVAS EM PLANTA EM MT

Estratégia de rotacionar paralisação de abatedouros visa a proteger margens

A Minerva Foods retomou na última quinta-feira os abates de bovinos nos frigoríficos de José Bonifácio (SP) e de Janaúba (MG). Os funcionários dessas unidades estavam em férias coletivas. Paralelamente, a companhia paralisou na quarta-feira os abates em Mirassol D’Oeste, em Mato Grosso. A unidade deve voltar a funcionar dia 20 de abril, após férias coletivas. Também estão em férias os trabalhadores da planta de abates da Minerva em Paranatinga (MT), que só voltará a funcionar no fim da semana que vem. Conforme o Valor informou, a estratégia de rotacionar as plantas em férias coletivas visa a proteger margens em um momento de demanda enfraquecida no mercado interno. A Minerva é a terceira maior indústria de carne bovina do país. Com operações também na Argentina, Uruguai, Paraguai e Colômbia, a empresa fatura mais de R$ 18 bilhões por ano.

VALOR ECONÔMICO

INTERNACIONAL

ARGENTINA TEM EMBARQUES DE CARNE À UE E À CHINA TRAVADOS POR CORONAVÍRUS

Embarques de carne bovina da Argentina para a União Europeia caíram para quase zero em meio à pandemia global de coronavírus, enquanto vendas para a China, principal compradora, recuaram para abaixo de níveis do ano passado, disseram representantes da indústria à Reuters.

A queda nas exportações ressalta como o vírus tem afetado cadeias globais de suprimento de alimentos, com a demanda impactada por fechamentos de restaurantes e o transporte de bens bloqueado por medidas que visam controlar a disseminação da doença. Os embarques argentinos de carne haviam disparado nos últimos anos, impulsionados principalmente pela demanda da China, o que ajudou o país a levar suas exportações de carne em 2019 a 3 bilhões de dólares. As exportações saltaram 50% no ano passado, para 845,8 mil toneladas, com a China ficando com cerca de três quartos disso, segundo dados oficiais. A União Europeia respondeu por 9% das vendas. “Devido ao impacto da pandemia, os mercados de exportações cortaram muitas de suas compras e estão extremamente restritos”, disse o presidente do consórcio ABC de exportadores argentinos de carne, Mario Ravettino. Ele disse que as exportações para a China em março caíram em 15% ante os níveis do ano passado, quando a Argentina enviava cerca de 50 mil toneladas por mês para atender à demanda chinesa.

Representantes da indústria de carne argentina dizem que o mercado da Europa, agora no centro da pandemia, viu um colapso ainda maior da demanda, o que basicamente paralisou as exportações para a região, que normalmente compra cortes mais caros. “Na Europa, praticamente todos restaurantes estão fechados porque eles estão em quarentena e carne na Europa é basicamente consumida em restaurantes”, disse o diretor da Câmara da Indústria e Comércio de Carne, Miguel Schiariti. “Importadores disseram: pare, não me mandem mais nada.” Ravettino concordou. “A União Europeia desapareceu do mercado. Não há exportações para a UE no momento.”

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