
Ano 6 | nº 1191| 10 de março de 2020
NOTÍCIAS
Mercado do boi subiu em cinco praças no início desta semana
O mercado do boi gordo iniciou essa semana com preços estáveis em São Paulo. No estado, as escalas de abate atendem cerca de cinco dias
O cenário é de calmaria, com indústrias fazendo um balanço de vendas de carne da semana anterior e traçando estratégias para os próximos dias. No entanto, a oferta comedida de boiadas mantém o mercado firme. Das 32 praças pecuárias pesquisadas pela Scot Consultoria, o preço do boi gordo subiu em cinco e ficou estável nas demais na última segunda-feira (9/3). A oferta de animais terminados limitadas tem feito com que algumas indústrias ofertem preços maiores pela matéria-prima para preencher as suas programações de abate. Essa é a situação da região Norte e Sul de Minas Gerais, Oeste da Bahia, Sudoeste de Mato Grosso e Paragominas-PA. Na média das praças citadas, a alta foi de 0,5%.
SCOT CONSULTORIA
Arroba do boi gordo segue estável e carne bovina tem alta, diz Safras
A indústria não parece disposta a aumentar os preços da matéria-prima e pecuaristas aproveitam a boa condição das pastagens para segurar a boiada
Em São Paulo, a arroba do boi gordo continua cotada a R$ 203. A arroba do boi gordo segue estável no mercado físico brasileiro, de acordo com a consultoria Safras. O analista Fernando Henrique Iglesias afirma que os frigoríficos não parecem dispostos a elevar seus preços de compra de forma incisiva, avaliando que a demanda doméstica de carne bovina é insuficiente. “Já os pecuaristas seguem aproveitando as boas condições das pastagens para manter o boi gordo por mais tempo no campo, limitando pressão de baixa sobre os preços”, pontuou. Na capital de São Paulo, os preços seguiram em R$ 203 por arroba. Em Uberaba (MG), caíram de R$ 198 para R$ 197 por arroba. Em Dourados (MS), ficaram em R$ 195 por arroba. Em Goiânia (GO), continuaram em R$ 195 por arroba. Já em Cuiabá (MT), a arroba do boi gordo passou de R$ 185 para R$ 186. Os preços da carne bovina subiram, conforme acompanhamento da Safras & Mercado. “Era esperado este movimento diante do aumento do consumo com a entrada da massa salarial na economia”, disse Iglesias. Já para a segunda quinzena, com a natural desaceleração da demanda, os preços tendem a cair. Assim, o corte traseiro passou de R$ 14,25 o quilo para R$ 14,40 o quilo. A ponta de agulha aumentou de R$ 11,40 por quilo para R$ 11,45 o quilo. Já o corte dianteiro seguiu em R$ 12 por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Alta da carne bovina no atacado
Com o maior poder de compra da população na primeira quinzena, devido ao recebimento de salários, o início do mês trouxe expectativas de maior demanda por carnes e firmeza nas cotações
Na média dos 22 cortes bovinos pesquisados pela Scot Consultoria, na primeira semana de março o preço ficou praticamente estável (alta de 0,02%). Na comparação mensal, a valorização foi de 2,1%. Destaque para os cortes bovinos do dianteiro, que tiveram alta de 3,1% na comparação mensal, o que indica maior escoamento de cortes com menor valor agregado.
SCOT CONSULTORIA
Embarques de carne bovina tem queda
Carnes têm dados mistos
No setor de proteína animal, cujas vendas externas já haviam sido afetadas no mês passado pela extensão do Ano Novo Lunar na China, houve recuo nas exportações de carne bovina. Segundo a Secex, a média diária de embarques da proteína bovina in natura atingiu 5,7 mil toneladas na primeira semana de março, volume inferior à média de 6,1 mil toneladas apurada em fevereiro e à de 6,2 mil toneladas obtida em março de 2019. Com o resultado, o país vendeu 28,4 mil toneladas de carne bovina ao exterior e faturou 127,6 milhões de dólares, no acumulado da primeira semana do mês. Neste ano, as expectativas para o setor de carne bovina começaram otimistas devido à continuidade da peste suína africana na China, que dizimou quase metade do rebanho chinês de suínos e aqueceu a demanda por importações do país. No entanto, medidas de contenção do surto do coronavírus impostas pelo governo do país asiático, que limitaram o trânsito, vinham postergando a distribuição do produto importado e prejudicam o fechamento de novos contratos. No segmento de carne suína in natura, os embarques brasileiros de março estão em linha com a média de fevereiro, em 3,5 mil toneladas. Em relação ao mesmo período do ano passado, a média diária está cerca de 40% mais alta. No acumulado do mês, as exportações de proteína suína do Brasil totalizam 17,5 mil toneladas e a receita soma 43 milhões de dólares. Já em carne de frango in natura, a média diária de vendas alcançou 17,5 mil toneladas, abaixo das 18 mil toneladas da média de fevereiro, mas acima das 16,7 mil toneladas registradas um ano antes. Com isso, o setor acumula o volume exportado de 87,5 mil toneladas em março e faturamento de 137,7 milhões de dólares.
REUTERS
Mapa certifica adesão de estados do Nordeste ao sistema de inspeção federal
Tereza Cristina participou da entrega dos certificados de adesão de quatro estados ao Sisbi-POA. Foi lançado ainda sistema eletrônico de inspeção de produtos animais e vegetais
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) entregou na segunda-feira (9) os certificados de adesão do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e do município de Mossoró (RN) ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA). Esses estados tiveram o reconhecimento de equivalência dos seus serviços de inspeção de produtos de origem animal junto ao Sisbi-POA, sistema de inspeção do Mapa. Os serviços de inspeção desses estados serão inseridos no cadastro geral do sistema e estabelecimentos e produtos neles registrados passarão a integrar o sistema. Dessa forma, os produtos de origem animal poderão ser comercializados em todo o país. Com essa possibilidade, as agroindústrias passarão a adquirir mais matéria-prima, beneficiando direta e indiretamente os produtores e empreendedores locais. No evento, realizado em Fortaleza (CE), a Ministra Tereza Cristina destacou que a adesão é uma chancela para que os estados do Nordeste possam buscar mais mercados externos com a diversificação da exportação. “O Sisbi faz parte de várias políticas públicas do governo federal para quando o AgroNordeste começar a dar frutos, esperamos em breve, você já tenha a desburocratização do registro dos produtos de origem animal e vegetal”, disse a Ministra. Foi lançado ainda o sistema eletrônico de gestão dos serviços de inspeção de produtos de origem animal e vegetal e de insumos agropecuários vinculados aos estados, ao Distrito Federal, aos municípios e aos consórcios públicos – o e-Sisbi. Além de ser obrigatório para serviços de inspeção, o sistema será público. No e-Sisbi, com acesso por desktop e dispositivos móveis, o consumidor poderá consultar registro, rótulos, informações nutricionais, lista de ingredientes e âmbito de comercialização de produtos cadastrados nos serviços de inspeção. O cadastro no e-Sisbi é obrigatório para os serviços de inspeção que aderiram ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA) e os serviços de inspeção vinculados a consórcios públicos de municípios interessados no livre comércio de produtos registrados na área de atuação. Também é pré-requisito para obtenção do Selo Arte.
MAPA
Rio de Janeiro: piora na relação de troca com bovinos para reposição
A boa demanda por bovinos mais jovens e a oferta limitada têm dado força as cotações destas categorias no estado
Segundo levantamento da Scot Consultoria, em janeiro deste ano, o bezerro (12 meses) anelorado (7,5@) estava cotado em R$1.550,00 por cabeça e atualmente está sendo negociado por R$1.700,00, uma alta de 9,7%. Na sequência está o bezerro de desmama anelorado (6@), com valorização de 7,7% no mesmo período. Atualmente a categoria está cotada em R$1.400,00 por cabeça. Já o preço da arroba do boi gordo subiu 1,9% desde janeiro deste ano. Com isso, na média de todas as categorias, houve piora de 3,6% no poder de compra do recriador/invernista em relação ao início do ano.
SCOT CONSULTORIA
Preço do sebo bovino subiu 8,8% no Brasil Central em 2020
A boa demanda por sebo mantém o mercado com viés de alta. Destaque para o setor de combustível, que, desde o dia primeiro de março, passou a ter como obrigatória a adição de 12% de biodiesel na composição do óleo diesel
Além do mínimo obrigatório, as indústrias têm autonomia para adicionar até 15% do biocombustível no óleo diesel. Atualmente, no Brasil Central o produto está cotado em R$3,10/kg, valorização de 1,6% frente ao fechamento de fevereiro. No acumulado do ano, houve alta de 8,8%. No Rio Grande do Sul a cotação também subiu. No estado, o sebo está cotado em R$3,20/kg, alta de 1,6% nos últimos sete dias. Para o curto prazo a expectativa é de demanda em alta e preços firmes no mercado interno.
SCOT CONSULTORIA
ECONOMIA
Dólar bate novo recorde apesar de maior atuação do BC com moeda à vista desde 2009
O dólar escalou a novos recordes históricos na segunda-feira, aproximando-se de 4,80 reais e com a volatilidade saltando a picos desde 2018, conforme os mercados globais foram varridos por uma onda de aversão a risco diante do colapso dos preços do petróleo e de temores econômicos relacionados ao coronavírus
O dólar até saiu das máximas da sessão, mas não sem antes o Banco Central vender um total de 3,465 bilhões de dólares em moeda spot. É o maior volume a ser liquidado em um mesmo dia desde pelo menos 11 de maio de 2009. No fechamento das operações no mercado à vista, o dólar saltou 1,97%, a 4,7256 reais na venda, depois de alcançar 4,7950 reais, novo pico histórico intradiário. A alta da moeda no fechamento é a mais forte desde 6 de novembro de 2019 (+2,22%). Na B3, o dólar futuro de maior liquidez tinha ganho de 2,19%, a 4,7355 reais, após bater 4,7990 reais na máxima.
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Ibovespa tem maior queda desde 1998 em sessão com circuit breaker; Petrobras perde mais de R$90 bi
A bolsa paulista teve o pior dia em mais de duas décadas na segunda-feira, em sessão marcada por circuit breaker e com as ações da Petrobras desabando 30%
O Ibovespa caiu 12,17%, a 86.067,20 pontos, mínima desde dezembro de 2018 e a maior queda percentual diária desde setembro de 1998, ano marcado pela crise financeira russa. O volume financeiro foi expressivo e somou 43,9 bilhões de reais, ante média diária de 26,8 bilhões no ano. Após essa segunda-feira, o Ibovespa passou a acumular queda de 25,6% em 2020. “Ainda estamos passando por um momento perigoso, com extrema volatilidade”, chamou a atenção a equipe do BTG Pactual. Por volta de 10:30, a bolsa acionou o circuit breaker, quando o Ibovespa tocou 88.178,33 pontos, uma queda de 10,25%. Os negócios foram paralisados por 30 minutos. A última vez que o circuit breaker foi acionado foi em 18 de maio de 2017, no que ficou conhecido no mercado como “Joesley Day”, após vir a público gravação de conversa entre o então Presidente Michel Temer e o empresário Joesley Batista e sua delação relacionada a atos de corrupção envolvendo políticos. O petróleo Brent fechou em queda de 24,1%, a 34,36 dólares o barril, após a Arábia Saudita ter sinalizado que elevará a produção para ganhar participação no mercado, bem como cortado preços oficiais de venda de petróleo. Na mínima, o Brent caiu 30%, o maior recuo diário desde a Guerra do Golfo, em 1991. A guerra aberta pela Arábia Saudita no front da produção de petróleo contra a Rússia chegou em um momento no qual o mercado ainda se mostra fragilizado pela rápida disseminação da epidemia do novo coronavírus pelo mundo e promovendo fortes ajustes poucas semanas após renovarem máximas. “Nesse cenário, a tendência é que o mercado adote postura conservadora e se feche”, afirmou o Presidente da corretora BGC Liquidez, Erminio Lucci, alertando que não há solução fácil, mas que os governos devem estudar medidas de estímulo econômico, principalmente fiscal e via compra direta de ativos.
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Mercado passa a ver expansão do PIB abaixo de 2% este ano mostra Focus
O mercado passou a ver crescimento econômico abaixo de 2% este ano enquanto o grupo que mais acerta as previsões reduziu a expectativa para a taxa básica de juros tanto neste ano quanto no próximo, de acordo com a pesquisa Focus que o Banco Central divulgou na segunda-feira
O levantamento semanal apontou que a expectativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020 agora é de 1,99%, contra 2,17% antes. Para 2021, a conta permanece em alta de 2,50%. A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou que a expectativa em geral ainda é de que a Selic termine este ano a 4,25%, mas para 2020 a conta caiu a 5,50%, de 5,75%. Entretanto, o Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, foi além e reduziu a estimativa para a taxa básica de juros em 2020 a 3,50%, de 4,25%, e para 2021 passou a ver 5,0%, de 5,75% antes. O BC reduziu em fevereiro a Selic em 0,25 ponto percentual, para a nova mínima histórica de 4,25% ao ano. No início do mês, indicou novo corte ao afirmar que monitora atentamente os impactos do coronavírus nas condições financeiras e na economia brasileira. Para a inflação, a estimativa de alta do IPCA este ano subiu 0,01 ponto percentual, a 3,20%, enquanto para 2021 continua em 3,75%.
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EMPRESAS
Marcos Molina investiu R$ 128 milhões em ações da Marfrig
Empresário também alugou 10 milhões de ações em fevereiro
O empresário Marcos Molina investiu R$ 128,7 milhões em ações da Marfrig em fevereiro para aumentar sua participação na companhia. Atualmente, o fundador e Presidente do Conselho de Administração da empresa de carne bovina tem uma fatia de 44,63%. A maior parte das compras foi feita em 20 de fevereiro, dia seguinte à divulgação do balanço do quarto trimestre da companhia. Nesse pregão, o empresário investiu R$ 114,3 milhões. Molina pagou entre R$ 13,57 e R$ 14,39 por ação, bem acima da atual cotação — os papéis caíram 23,9% nesta segunda-feira e fecharam a R$ 8,57, na esteira do movimento de aversão a risco que afetou as bolsas no mundo. As informações sobre as movimentações acionárias do controlador constam em relatório enviado na segunda-feira pela companhia à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Com as compras, Molina ajudou a sustentar as cotações. Em 20 de fevereiro, as ações da Marfrig ficaram praticamente estáveis (alta de 0,14%). O movimento com ações negociadas foi de R$ 517,3 milhões, ou seja, Molina respondeu por 22% do volume total daquele pregão. Paralelamente às compras, Molina também alugou ações da empresa, movimento considerado inusual para controladores. O aluguel de ações é usado por investidores que apostam na baixa das ações — o tomador vende as ações, espera que a cotação caia e a recompra mais barato para devolver ao dono. Com isso, obtém um ganho na operação. Esse não parece ser o caso de Molina. Na avaliação de um analista, o empresário buscou encarecer a aposta na baixa das ações. Ao alugar pouco mais de 10 milhões de ações da Marfrig em 20 de fevereiro, ele enxugou o mercado e reduziu o raio de ação dos “shorts”. Em 20 de fevereiro, o empresário disse, durante teleconferência com analistas, que fez empréstimos para aumentar a participação da companhia na oferta subsequente de ações (“folow on”) realizada em dezembro. De lá para cá, a fatia de Molina na Marfrig passou de 34% para os atuais 44,6%. No processo, ele gastou em torno de R$ 500 milhões. A intenção declarada do empresário é pagar os bancos que emprestaram os recursos com dividendos da Marfrig. Na mesma teleconferência, ele afirmou que os empréstimos que fez têm carência de dois a três anos e prazo de pagamento de três a cinco anos. Ele projetou que a companhia de carne bovina deverá começar a pagar dividendos em 2021. Na bolsa, a Marfrig vale atualmente R$ 6,1 bilhões.
VALOR ECONÔMICO
Com novo presidente, Associação Brasileira de Reciclagem Animal renova suas metas
O empresário Pedro Bittar assumirá o comando da entidade nesta terça-feira
O empresário Pedro Bittar, de 57 anos, assumirá nesta terça-feira, dia 10 de março, a Presidência do Conselho Diretivo da Associação Brasileira de Reciclagem Animal (ABRA), em cerimônia em Brasília. Entre os principais desafios da entidade está fazer o segmento, que processa 13 milhões de toneladas de resíduos por ano e exporta US$ 115 milhões, ser mais conhecido e reconhecido dentro e fora do país. Para isso, a ABRA conta com uma articulação cada vez maior junto aos ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente para implementar mudanças necessárias em leis e regulamentos técnicos e também para abrir novos mercados. O Brasil recicla quase todo resíduo proveniente de estabelecimentos de abate animal e varejistas atualmente: vísceras, ossos, penas, sangue, escamas, aparas de carne e gordura e partes do animal. Boa parte desse material é processada pelas 178 indústrias associadas à ABRA, que representam 80% do mercado. O material é transformado em 3,5 milhões de toneladas farinhas e 2 milhões de toneladas de óleos que são utilizados na fabricação de inúmeros produtos — de cosméticos e sabão a rações para aves, suínos e pets, de fertilizantes à explosivos, de pneus à suplementos alimentares. “Cerca de 28% do biodiesel produzido no Brasil usa o sebo bovino”, afirmou Bittar ao Valor. Apesar disso, ele aponta dificuldades. Responsável pela geração de 54 mil empregos diretos e com PIB de R$ 8,3 bilhões em 2019, o segmento ainda é desconhecido pelo próprio governo. A falta de interlocução levou a pendências que o novo Presidente da ABRA tenta recuperar com a ajuda de peso de Décio Coutinho, ex-secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, contratado em 2018 para o cargo de executivo da associação. O trabalho junto ao governo consiste em “aprimoramentos” pontuais no regulamento técnico de identidade e qualidade da reciclagem animal publicado na Instrução Normativa 34/2008 do Ministério da Agricultura. O setor defende uma atualização para facilitar a produção e diminuir custos, como a retirada da obrigatoriedade de esterilização das farinhas usadas em rações de ruminantes. O processo consiste em um superaquecimento para eliminação de possíveis vetores de febre aftosa nos produtos que vão para fabricação de ração animal. Outro objetivo é incluir a reciclagem animal no Plano Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).
VALOR ECONÔMICO
INTERNACIONAL
Exportações argentinas de carne bovina caem 33% sob efeito do coronavírus
China responde por mais de 70% das exportações argentinas, destaca entidade representativa
Os efeitos do coronavírus sobre a economia chinesa já causam impactos nos frigoríficos argentinos. Em janeiro deste ano, o setor exportou 41,6 mil toneladas de carne bovina, queda de 32,8% ante a média observada no último trimestre do ano passado, segundo dados da Câmara da Indústria e Comércio de Carnes e Derivados da República Argentina (Ciccra). “A notável desaceleração do ritmo de expansão [das exportações], bem como a magnitude da queda ante o observado no final de 2019, justifica-se pela desaceleração dos embarques para a China, mesmo antes do coronavírus ter afetado o funcionamento normal das transações econômicas mundiais”, diz a instituição em seu relatório mensal de mercado. A Ciccra relembra os resultados de exportação observados em anos anteriores. Em janeiro de 2019, por exemplo, a queda em relação à média observada no trimestre anterior foi de 13,3%, com crescimento de 41,9% ante janeiro de 2018. Desde o agravamento da crise com a peste suína africana na Ásia, a China tem respondido por mais de 70% das exportações argentinas de carne bovina. Em janeiro, foram exportadas 30,2 mil toneladas de carne bovina da Argentina para a China. Embora represente avanço de 31,6% ante janeiro do ano passado, trata-se de um crescimento bem menor que os 88% observados no início de 2019. Com isso, as exportações totais, considerando o produto com osso, somaram 62 mil toneladas – abaixo das 72 mil toneladas projetadas inicialmente pela entidade. Por outro lado, destinos como Brasil e Israel ganharam espaço entre os destinos de exportação da carne bovina argentina. No caso brasileiro, o país ocupou o quinto lugar entre os maiores importadores, com 901 toneladas – crescimento de 48,9% ante janeiro do ano passado, quando ocupava o sétimo lugar. Já Israel foi o segundo principal destino, com 2,45 mil toneladas, avanço de 32,8% na mesma comparação.
GLOBO RURAL
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