CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1188 DE 05 DE MARÇO DE 2020

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Ano 6 | nº 1188| 05 de março de 2020

 

ABRAFRIGO

O Procurador Geral da República (PGR), Dr Augusto Aras, manifestou-se pela inconstitucionalidade da lei que instituiu o tabelamento de fretes, modificando o parecer da sua antecessora Raquel Dogde. Veja no link abaixo:

https://drive.google.com/file/d/1R8aVPlcLk02VB91ca3u1KwpThl9EIFFV/view?usp=sharing

NOTÍCIAS

Boi gordo fecha o dia com preços estáveis no Brasil

O fluxo de negócios foi fraco, com os frigoríficos esbarrando na fraca oferta de animais terminados, que ainda é restrita

O mercado físico do boi gordo teve preços estáveis na terça-feira. O analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, destaca que o fluxo de negócios foi fraco, com os frigoríficos esbarrando na situação da oferta de animais terminados, prontos para o abate, que ainda é restrita.  “Já a entrada da massa salarial na economia nos próximos dias deve acelerar a reposição entre atacado e varejo, talvez puxando os preços do boi gordo. No entanto, quaisquer altas serão limitadas pela incapacidade do consumidor final em absorver tantos reajustes da carne bovina em um momento em que a economia ainda cresce de maneira tímida”, assinalou. Em São Paulo, capital, os preços do mercado à vista seguiram em R$ 203 a arroba. Em Uberaba, Minas Gerais, os preços permaneceram em R$ 196, a arroba. Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, os preços ficaram em R$ 194. Em Goiânia, Goiás, o preço indicado continuou em R$ 195 a arroba. Já em Cuiabá, no Mato Grosso, o preço seguiu em R$ 185 a arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina também não se mexeram. “O ambiente de negócios ainda sugere por alguma alta dos preços no curto prazo com o crescimento sazonal do consumo no início de cada mês”, disse Iglesias. Assim, o corte traseiro seguiu em R$ 14,25 o quilo. A ponta de agulha permaneceu em R$ 11,40 por quilo. Já o corte dianteiro seguiu em R$ 12 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Mercado do boi gordo: preços firmes e incremento nas escalas de abate

Embora os preços tenham permanecido estáveis em relação à cotação do dia anterior, na última quarta-feira (4/3) surgiu mais oferta em São Paulo e, com isso, as escalas de abate melhoraram.

O boi gordo ficou cotado em R$200,00/@, à vista, livre de Senar e Funrural, R$202,50/@ com o desconto do Senar e R$203,00/@, à vista, bruto. Em algumas regiões de Minas Gerais chove forte, principalmente na região de Belo Horizonte, com isso, a dificuldade de embarques atrapalha a rotina de abates nos frigoríficos. Na comparação dia a dia, o preço do boi gordo teve alta de 1,0% na região, saindo de R$193,00 para R$195,00 à vista por arroba, valor livre de impostos. Apesar das ofertas boas, as adversidades climáticas têm dificultado o embarque, com isso, há negócios realizados acima da referência.

SCOT CONSULTORIA

Viés de alta no mercado do sebo

A boa demanda por sebo mantém o mercado com viés de alta

Segundo levantamento da Scot Consultoria, no Brasil Central, o produto está cotado em R$3,05/kg, livre de imposto, alta de 1,7% na comparação semanal e de 7,0% no acumulado do ano. Já no Rio Grande do Sul, o sebo está cotado em R$3,15/kg. Em relação à semana anterior, houve alta de R$0,10/kg. Para o curto prazo a expectativa é de que a baixa oferta mantenha os preços sustentados.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Economia do Brasil perde força e tem em 2019 desempenho mais fraco em 3 anos

A economia brasileira registrou em 2019 o desempenho mais fraco em três anos ao crescer 1,1%, terminando o ano com fortes perdas de investimento e levantando dúvidas sobre a atividade em 2020

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil mostrou desaceleração em relação à taxa de expansão de 1,3% em 2018 e 2017, de acordo com os dados divulgados na quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O ano passado foi marcado por um ritmo fraco da atividade. A economia cresceu 1,7% no quarto trimestre sobre um ano antes. Mas frente aos três trimestres imediatamente anteriores o PIB desacelerou a alta para 0,5%. Esse resultado representou piora na comparação com o terceiro trimestre, quando o PIB cresceu 0,6%. A economia do Brasil mostrou estagnação no primeiro trimestre de 2019 (depois de também variação zero no último trimestre de 2018) e avançou 0,5% no segundo trimestre. “No fechamento do ano o PIB perdeu força, e isso tem a ver com a composição da indústria. Tivemos perda de exportação em 2019 diferente de 2018, e ainda o impacto da extrativa (com Brumadinho)”, resumiu a economista do IBGE Rebeca Palis. O ano passado também deixou como assinatura a aprovação da reforma da Previdência, considerada crucial para organizar as contas públicas, mas terminou deixando dúvidas sobre o avanço de outras, como a tributária e a administrativa. Por outro lado, a inflação fraca e a queda da taxa de juros ajudaram nos gastos dos consumidores e devem continuar assim em 2020. O IBGE mostrou que, do lado das despesas, o que sustentou o crescimento em 2019 foi a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), uma medida de investimento, e as despesas das famílias, com crescimentos de 2,2% e 1,8%, respectivamente. “O consumo das famílias cresceu pelo terceiro ano seguido, puxado por crédito, Selic menor e liberação do FGTS. Mas é importante destacar que a inserção no mercado se deu majoritariamente por informais e o câmbio desvalorizando afeta o consumo das famílias, além das incertezas locais e mundiais”, completou Rebeca. Entretanto, somente no quarto trimestre a FBCF apresentou recuo de 3,3% sobre os três meses anteriores, mostrando uma virada nos investimentos após resultados positivos nos dois trimestres anteriores. A indústria desacelerou o crescimento no quarto trimestre para 0,2% (ante os três meses anteriores), contra 0,8% antes, e a agropecuária apresentando contração de 0,4%, depois de ter crescido 1,4% no período anterior. O destaque positivo foi o aumento de 0,6% em serviços, melhor resultado no ano na base de comparação trimestral. Os serviços respondem pela maior parte do PIB.

REUTERS

Dólar disparara a R$4,58; moeda salta 14,2% em 2020

O mercado de câmbio foi tomado por uma onda de compra de dólar ante o real na quarta-feira, com a moeda norte-americana em alta pela 11ª sessão consecutiva e cravando novos recordes, já a caminho de 4,60 reais, depois que um salto nas apostas de cortes de juros no Brasil em meio a dados mornos da economia minou o cenário para entrada de capital no país

“De novo, a história tem a ver com ‘carry’”, disse Italo Lombardi, estrategista sênior para mercados emergentes do Crédit Agricole em Nova York, referindo-se ao diferencial de juros entre o Brasil e o restante do mundo. As taxas de DI negociadas na B3 tiveram quedas expressivas nesta quarta-feira, com os contratos embutindo chances de corte de 0,50 ponto percentual da Selic neste mês e um juro médio de 3,79% no último trimestre do ano. A Selic está atualmente em 4,25% ao ano.  “No meio disso tudo, existe uma ‘falta de história’ com o Brasil, o Brasil está com uma história que não atrai ninguém, a economia não consegue acelerar”, completou Lombardi. A economia brasileira teve em 2019 o pior crescimento em três anos, apesar da aprovação da reforma da Previdência, e várias instituições financeiras têm revisado para baixo suas projeções para o PIB deste ano à casa de 1,5%. A ausência de ímpeto na atividade prejudica a atratividade do país como destino de investimentos e afeta o cenário para ingresso de capital, o que joga contra um aumento na oferta de dólar no país que ajudaria a baixar a cotação. Na quarta, o Banco Central divulgou que o Brasil perdeu em fevereiro 4,408 bilhões de dólares, considerando dados do fluxo cambial contratado. Assim, o país acumula nos dois primeiros meses do ano saldo negativo de 4,792 bilhões de dólares, depois de ter registrado saída líquida recorde de mais de 44 bilhões de dólares em 2019. O dólar passou quase toda a sessão ampliando a alta contra o real, tanto que fechou perto das máximas da sessão. Nem mesmo o anúncio, pelo Banco Central, de oferta líquida na quinta-feira de até 1 bilhão de dólares em contratos de swap cambial tradicional conseguiu desacelerar os ganhos da moeda. O real teve, de longe, o pior desempenho entre as principais moedas nesta sessão. No fechamento das operações interbancárias nesta quarta-feira, o dólar saltou 1,55%, a 4,5806 reais na venda, perto da máxima intradiária recorde alcançada durante os negócios, de 4,5844 reais na venda. É a maior alta percentual diária desde 8 de novembro de 2019 (+1,83%). No ano, o dólar spot dispara 14,15%, o que coloca o real na liderança isolada das maiores perdas entre 33 rivais da divisa dos EUA. Nas negociações com dólar futuro na B3, a moeda chegou a subir para 4,5915 reais e, às 17h42, ganhava 1,28%, a 4,5820 reais.

REUTERS

Ibovespa volta a patamar pré-Carnaval

A bolsa paulista fechou com o Ibovespa em alta na quarta-feira, acompanhando Wall Street e com exportadoras entre as maiores altas diante de nova máxima do dólar ante o real, enquanto IRB Brasil RE despencou mais de 30% diante de uma grave crise de confiança na resseguradora

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,6%, a 107.224,22 pontos, recuperando níveis pré-Carnaval. O volume financeiro somou 29 bilhões de reais, sendo que apenas as ações do IRB Brasil RE negociaram o equivalente a 2,9 bilhões de reais. Em Nova York, resultados de primárias que colocaram o moderado Joe Biden como potencial candidato do Partido Democrata para disputar a eleição norte-americana contra o presidente Donald Trump, republicano, trouxe ânimo aos negócios. Agentes financeiros ainda digeriram o corte de juros pelo Federal Reserve na véspera, em razão do surto do coronavírus. “O mercado sofreu na terça-feira com o inesperado corte de juros pelo Fed, imaginando que o BC norte-americano estaria vendo uma desaceleração maior que a esperada e na expectativa do resultado da Super Terça. Hoje, já acordou mais tranquilo com o resultado e sinalização de união entre democratas”, citou o gestor Ricardo Campos, sócio na Reach Capital. Em Wall Street, o S&P 500 fechou em alta de 4,2%. Em meio a preocupações sobre os reflexos no Brasil do surto global do novo coronavírus e com a atividade local ainda frágil, conforme mostraram dados do PIB de 2019, também repercutiu comunicado do Banco Central que destacou que monitora atentamente os impactos do coronavírus nas condições financeiras e na economia brasileira. “A nota enviada pelo Banco Central mostra uma clara mudança em relação ao último comunicado, de que pararia o ciclo de afrouxamento monetário, e ajuda a alta das ações, bem como a valorização do dólar ante o real”, acrescentou Campos, da Reach.

REUTERS

Após alta de 1,1% do PIB em 2019, aposta de 2020 encosta em 1,5%

Vírus e atividade fraca levam a revisões nas estimativas. A última vez em que a economia brasileira cresceu mais de 2% foi em 2013

A economia brasileira cresceu 1,1% em 2019, um ritmo de expansão próximo ao 1,3% registrado nos dois anos anteriores, com mais um desempenho decepcionante do investimento e da indústria. O consumo das famílias e os serviços tiveram melhor resultado, mas tampouco mostraram uma alta das mais expressivas. O resultado contrariou as expectativas mais positivas registradas no começo do ano passado – em janeiro de 2019, por exemplo, o consenso de mercado apontava para um avanço de 2,6%. Com a atividade fraca nos últimos meses e o efeito negativo da epidemia de coronavírus sobre a economia global, a onda de reduções das estimativas para 2020 continuou, com boa parte das previsões recuando para a casa de 1,5%.  No quarto trimestre de 2019, o PIB cresceu 0,5% sobre os três meses anteriores, feito o ajuste sazonal, menos que o 0,6% do terceiro trimestre, além de ter exibido uma composição mais fraca do que o número geral sugere, como destaca o diretor de pesquisa para a América Latina do Goldman Sachs, Alberto Ramos. Pelo lado da demanda, o investimento voltou a cair, depois de ter subido nos dois trimestres anteriores. Houve queda de 3,3% em relação ao terceiro trimestre. O consumo das famílias avançou 0,5% nessa base de comparação, mas perdeu fôlego em relação ao 0,7% dos três meses anteriores. O impacto da liberação dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) foi menor que o esperado. O consumo do governo, por sua vez, teve alta de 0,4%. O resultado mostra uma economia com dificuldade de firmar a recuperação cíclica num ritmo mais forte, a despeito dos juros baixos, do aumento do crédito e da retomada do mercado de trabalho. O movimento de revisão para baixo nas projeções de crescimento para 2020 prosseguiu após a divulgação do PIB ontem. O Citi Brasil, por exemplo, reduziu a sua estimativa 2% para 1,6%. Na terça-feira, a Capital Economic s já havia cortado a previsão para o PIB neste ano de 1,5% para 1,3%, enquanto o Goldman Sachs passou de 2,2% para 1,5%, e o JPMorgan, de 1,8% para 1,6%. As três instituições citaram o impacto do coronavírus sobre a atividade global como motivos para as mudanças. O Santander, por sua vez, tem viés de baixa para sua projeção de crescimento de 2% para o PIB brasileiro em 2020 e deve fazer sua revisão periódica na próxima semana, trazendo o número para uma faixa entre 1,6% e 1,7%. A última vez em que a economia brasileira cresceu mais de 2% foi em 2013.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

Empresário Júnior Friboi volta à bolsa com IPO da Prima Foods

O empresário José Batista Júnior, conhecido como Júnior Friboi, vai voltar à rotina de comandar uma companhia aberta e ter contato constante com investidores. Júnior já esteve à frente da gestão da empresa de alimentos controlada pela família, a JBS – mas se desvinculou do grupo em 2013. Agora, vai fazer a listagem em bolsa de sua própria companhia, a Prima Foods

A Prima fez ontem o registro de sua oferta pública inicial de ações (IPO), prevista para acontecer em meados de abril. O Valor apurou que a empresa pode ser avaliada entre R$ 2 bilhões e R$ 3 bilhões. Conforme duas fontes, Júnior está disposto a vender até 30% do capital na oferta, que é exclusivamente secundária. Essa faixa de valor equivaleria a um múltiplo acima de cinco vezes o Ebitda projetado para a empresa em um ano. Em um múltiplo de lucro líquido semelhante ao da empresa controlada pelos irmãos, o valor saltaria para cerca de R$ 4 bilhões. A empresa, no entanto, deve ter algum desconto em relação à governança, na avaliação das fontes. A Prima Foods é resultado de uma tacada de risco, que deu certo. O empresário havia se desvinculado da holding familiar J&F em 2013, vendendo suas ações para os irmãos e o pai, e pretendia disputar o governo de Goiás em 2014. Mantinha sua empresa de investimentos, a JBJ, que incluía fazendas dedicadas a gado de corte e melhoramento genético e uma carteira de imóveis. Acabou desistindo da disputa política naquele ano e comprando uma empresa em dificuldade financeira, a Mataboi Alimentos. A Mataboi estava em recuperação judicial, tinha uma dívida de R$ 200 milhões, prejuízo anual de R$ 119 milhões, mas receita líquida de R$ 1,6 bilhão. A JBJ aportou R$ 263 milhões como adiantamento para futuro aumento de capital, sendo que parte poderia ser eventualmente devolvido ao sócio. O Valor apurou que nem todo o montante precisou ser integralizado, uma vez que devoluções de Imposto de Renda e deságios na dívida ajudaram a equilibrar as finanças da empresa já no ano seguinte, em 2015. Há um mês, a razão social foi alterada para Prima Foods. A transação da JBJ foi questionada pelo Cade, dada a ligação familiar com a JBS – que poderia configurar concentração de negócios – e é contestada em ação judicial. Uma eventual sanção poderia ser, por exemplo, a venda de alguma das unidades industriais da empresa. No prospecto, a Prima Foods afirma que está em tratativas com o Cade e que em 27 de fevereiro foi protocolada uma petição solicitando a suspensão temporária da disputa legal, em benefício da tentativa de um acordo entre as partes. No prospecto, a Prima Foods se identifica como a quarta maior produtora de carne bovina do Brasil, contando com três unidades de abate de gado, com capacidade de abate de aproximadamente 2,6 mil cabeças por dia. O mercado externo responde por 65% da receita da companhia. Em 2019, a Prima Foods teve receita líquida de R$ 2,072 bilhões, com alta de 7%. O lucro líquido foi de R$ 241,2 milhões, com crescimento de 12%. O IPO é coordenado por BTG Pactual, Bradesco BBI e Santander.

Valor Econômico

FRANGOS & SUÍNOS

Exportação de carne suína do Brasil cresce 25% em fevereiro; coronavírus não impacta

As exportações de carne suína do Brasil avançaram 24,7% em fevereiro na comparação anual, atingindo volume recorde para o mês, enquanto a receita saltou 54,6% no período, disse na quarta-feira a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

Segundo a entidade, os embarques do produto (in natura e processado) somaram 67,4 mil toneladas no mês passado, gerando receita de 154,9 milhões de dólares. Em comunicado, a ABPA destacou que a demanda asiática por proteínas segue forte, ressaltando que questões logísticas relacionadas à epidemia de coronavírus na China, principal compradora do produto brasileiro, não geraram impactos significativos no saldo das exportações. “Ajustes logísticos garantiram o desembaraço das cargas no mercado chinês. O governo chinês prioriza o trânsito de alimentos”, disse o presidente da ABPA, Francisco Turra. Na mesma nota, o Diretor-Executivo da associação, Ricardo Santin, acrescentou que o impacto do surto de peste suína africana na Ásia continua mantendo elevados os fluxos dos embarques, bem como os preços médios. A doença, fatal para porcos, mas inofensiva para humanos, dizimou o plantel de suínos da China desde meados de 2018. Dessa forma, em fevereiro a China elevou as compras de carne suína do Brasil em 161% na comparação com mesmo mês de 2019, adquirindo sozinha um total de 31 mil toneladas. Os números do setor de suínos em fevereiro se contrapõem aos registrados pela carne bovina, cujas vendas à China perderam força, com a indústria já sentindo efeitos da disseminação do coronavírus, segundo a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo). De acordo com números Abrafrigo, o recuo dos embarques de carne bovina em fevereiro foi de 6% no ano a ano, embora a receita tenha crescido 9%.

REUTERS

Abate de frangos aumentou 7% nos últimos 12 meses

O volume de cabeças de frango criadas e abatidas nos 12 meses transcorridos entre março de 2019 e fevereiro de 2020 alcançou 6,230 bilhões de cabeças, volume que representa aumento de 7% sobre idêntico período

Já no primeiro bimestre do exercício, o total abatido pode ter superado o milhão de cabeças, resultado que corresponde a um aumento de pouco mais de 5% sobre o mesmo bimestre de 2019. O número de cabeças abatidas teve por base os levantamentos realizados pela APINCO, de alojamento interno de pintos de corte. Em relação aos números mensais estimou-se viabilidade de 96% e abate aos 42 dias de idade. Em 11 dos últimos 12 meses o frango abatido rendeu menos carne que em idêntico mês do ano anterior. Mas, na média de 12 meses, essa redução foi inferior a 1% (no peso médio do período outubro/19 a fevereiro/20 foram adotados dados preliminares do IBGE). O resultado final, então, é um potencial de produção da ordem de 14,5 milhões de toneladas de carne de frango, volume que, pelos parâmetros adotados, significa aumento de pouco mais de 5% no período de março/19 a fevereiro/20. Já neste ano a expansão se encontra em 4%. Essas projeções abrangem apenas a produção de carne de frango originada de pintos de corte, ou seja, não incluem o produto proveniente do abate de reprodutoras e poedeiras e que, no processamento ou na comercialização, se transforma em carne de frango.

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